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domingo, 3 de março de 2024

PAPA FRANCISCO RECEBE O BISPO DE MOSSORÓ DOM FRANCISCO DE SALES.

 Por Relembrando Mossoró

Dom Francisco de Sales, bispo da Diocese de Mossoró visitando o Papa Francisco.

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BENJAMIN ABRAÃO BOTTO

 Por Wikipédia

Benjamin Abrahão Botto (Zalé, c. 1890 — Itaíba7 de maio de 1938) foi um fotógrafo libanês-brasileiro, responsável pelo registro iconográfico do cangaço e de seu líder, Virgulino Ferreira da Silva — o Lampião. Abrahão morreu aos 48 anos, durante o Estado Novo.[1]

A fim de fugir à convocação obrigatória do Império Otomano para lutar durante a Primeira Guerra Mundial, migrou para o Brasil em 1915.[carece de fontes]

Carreira profissional

Foi comerciante (mascate) de tecidos e miudezas, além de produtos típicos nordestinos, primeiro em Recife, depois para Juazeiro do Norte, com dois burros (Assanhado e Buril) e um cavalo (de nome Sultão), atraído pela grande frequência de romeiros.[2]

Abrahão foi secretário do Padre Cícero e conheceu o cangaceiro Lampião, em 1926, quando este foi até Juazeiro do Norte a fim de receber a bênção do célebre vigário e a patente de capitão, para auxiliar na perseguição da Coluna Prestes.[3] Ambos estiveram na cidade em 1924, mas não se encontraram.[4] A nomeação foi feita a mando do padre pelo funcionário federal Pedro de Albuquerque Uchoa, segundo uma autorização dada ao deputado Floro Bartolomeu pelo próprio presidente Artur Bernardes - ordem que em nada adiantou, pois não foi respeitada nos demais estados, resultando que Lampião e seu bando jamais efetuaram perseguição a Prestes.[5] Em 1929, Abrahão fotografou o líder cangaceiro ao lado do padre.[6]

Após a morte de Padre Cícero, Abrahão solicitou e obteve do Rei do Cangaço a permissão para acompanhar o bando na caatinga e realizar as imagens que o imortalizaram. Para tanto teve a parceria do cearense Ademar Bezerra de Albuquerque, dono da ABAFILM que, além de emprestar os equipamentos, ensinou o fotógrafo seu uso. Por ao menos duas ocasiões esteve junto ao bando, realizando seu mister.[3]

Abrahão teve seus trabalhos apreendidos pela ditadura de Getúlio Vargas, que nele viu um antagonista do regime. Guardada pela família Elihimas, de imigrantes libaneses, em Pernambuco, a película foi analisada pelo Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP, um órgão de censura atuante durante o Estado Novo.[carece de fontes]

Morte

Morreu após ser agredido com quarenta e duas facadas,[4] crime que jamais foi esclarecido, tanto na autoria como na motivação, donde se especula ter sido mais uma das mortes arquitetadas pelo sistema,[3] como outras ocorridas em situação análoga, a exemplo de Horácio de Matos, embora exista a versão de que o fotógrafo sírio-libanês teria sido alvo de roubo, apesar de com este nada de valor haver.[2]

Filmagens do cangaço

Abrahão, em foto batida pelo cangaceiro Juriti, aparece cumprimentando Lampião.

Incursões à caatinga

O trabalho de fotografia e filmagem de Lampião e seu bando, empreendido por Abrahão, envolveu também a ABA-Film, produtora situada no Ceará, que cedeu treinamento e parte do equipamento necessário ao projeto.[carece de fontes]

Para a realização das filmagens, Abrahão contou com verdadeiro trabalho de aproximação junto ao bando, que fugia do encalço das forças volantes do Estado. O primeiro encontro veio finalmente a ocorrer em um lugar chamado Bom Nome, onde o cangaceiro, desconfiado, primeiro realizou ele mesmo a filmagem do ex-mascate, em trecho que se perdeu, e só então consentiu ser filmado.[carece de fontes]

O próprio Lampião assegurou o testemunho, em um bilhete, de que todas as suas imagens eram produto do trabalho de Abrahão.[3]

Nota: foi mantida a grafia utilizada, considerando-se o que Lampião era semi-alfabetizado, tal como se acha transcrita.

“Illmo Sr. Bejamim Abrahão

Saudações

Venho lhi afirmar que foi a primeira peçoa que conceguiu filmar eu com todos os meus peçoal cangaceiros, filmando assim todos us muvimento da noça vida nas catingas dus sertões nordestinos.
Outra peçoa não conciguiu nem conciguirá nem mesmo eu consintirei mais.
Sem mais do amigo.

Capm Virgulino Ferreira da Silva
Vulgo Capm Lampião”

Abrahão retorna a Fortaleza, onde este primeiro sucesso permite-lhe obter mais rolos de filmes, e voltar para registrar o cangaceiro e seu bando, sendo que o resultado dessa segunda incursão também se perdeu. Abrahão passou a ser considerado suspeito, pois além das filmagens, enviava matérias aos jornais, relatando suas aventuras - o seu conhecimento do paradeiro do bando era indício por demais forte de seu envolvimento com este.[2]

Abandono e resgate

Os trabalhos de Abrahão Botto permaneceram esquecidos até serem redescobertos nos anos 1950, quando a Fundação Getúlio Vargas incorporou o acervo do Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP.[3]

Em notícia do Correio do Ceará, de 7 de abril de 1937, transcrevia a ordem emanada de Lourival Fontes, diretor do DIP, que por telegrama determinava a apreensão do filme Lampião, que se exibia em Fortaleza, com o seguinte teor:[4]

"Secretário Segurança Publica Estado do Ceará Fortaleza. Tendo chegado ao conhecimento do Departamento Nacional de Propaganda, estar sendo annunciado ou exhibido na capital ou cidades desse Estado, um filme sobre Lampeão, de propriedade de "Aba Filme", com sede á rua Major Facundo, solicito vos digneis providenciar no sentido de ser apprehendido immediatamente o referido filme, com todas suas copias, e respectivo negativo, e remettel-os a esta repartição, devendo ser evitado seja o mesmo negociado com terceiros e enviado para fora do paiz. Attenciosos cumprimentos. Lourival Fontes, director do Departamento Nacional de Propaganda do Ministério da Justiça."[4]

Em 1996, a atribulada vida do fotógrafo foi o tema do filme Baile Perfumado, dirigido por Paulo Caldas e Lírio Ferreira, sobre roteiro de ambos e Hilton Lacerda.[7]

No ano 2000, foi objeto de várias exposições, em ParisSão Paulo e Rio de Janeiro.[6]

Crítica histórica

A historiadora francesa Élise Jasmin (n. 1966), que realizou uma mostra na França das imagens do Cangaço por Abrahão Botto, fruto de seus trabalhos de pesquisa, declarou em entrevista que "Estas imagens dos bandidos no auge de sua glória e poder, ao lado das fotos com o jogo cênico de suas mortes, fazem parte desta espetacularização da violência que encontramos nas sociedades modernas (…)" - e aludindo que havia por trás do trabalho de Abrahão uma intenção por parte do cangaceiro em "…desafiar seus adversários, impor seu poder e mostrar que seu sistema de valores, a vida que levavam, tinha um sentido para eles." - fato refutado por Urariano Mota, para quem "As lentes de Benjamin Abrahão, que os filmou, é que fazem o espetacular".[8]

A constatação original da pesquisadora francesa, entretanto, persiste, sobre o uso da imagem feita por Lampião: "foi o primeiro cangaceiro a cuidar de sua imagem, e aí reside sua grande originalidade. Teatralizou sua vida, utilizou modos de comunicação da modernidade que não faziam parte de sua cultura original, principalmente a imprensa e a fotografia"[9]

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Abrah%C3%A3o_Botto#:~:text=Benjamin%20Abrah%C3%A3o%20Botto%20(Zal%C3%A9%2C%20c,Ferreira%20da%20Silva%20%E2%80%94%20o%20Lampi%C3%A3o.

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MAR ABERTO

 Por Zé Salvador



Nas velas o nobre sangue,

grafando os seus ancestrais:

povo Nagô, Iorubá

foram de formas brutais

jogados no cativeiro

pra servir ao estrangeiro,

desde os avós e seus pais.

.

Estalou chicote abordo

no lombo da rebeldia,

o mar batendo na proa,

vendo aquela covardia

gemem ressacas e mastros

assistindo humanos lastros,

nessa abissal agonia.

.

Foi Soba na sua aldeia,

Régulo no seu território,

mas vencido pela guerra

teve um poder transitório,

foi feito prisioneiro

nos porões do cativeiro,

pisou no caminho inglório.

.

E nas mãos do capataz

que sofreu grandes agruras,

o chicote lhe doeu,

doeu mais foram fraturas

no seu brio, alma e orgulho,

superou dando mergulho

pra fora das amarguras.

.

Pediu aos seus orixás

resignado e bem forte,

que desse para seus filhos

uma diferente sorte,

pra viver e trabalhar

e os descendentes criar,

não sendo assim, dê-lhe a morte.

.

Ergue à luz da liberdade,

seu filho amado "liberto",

grilhões quebrados nos pulsos,

Porém com caminho incerto,

Nas águas dessa incerteza

Navegou sua nobreza

Quando singrou mar aberto.

PoiZé!

Poema e foto de Zé Salvador.

S.G.01/03/2024.

 


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LIVRO

 Por Costa Senna


Para adquirir, entre em contato com o autor através da sua página no facebook, que é Costa Neto.

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AZIS ELIHIMAS E FREDERICO PERNAMBUCANO DE MELO.

Por Robério Santos

 Azis Elihimas (sobrinho do maior cineasta do cangaço Benjamin Abrahão Botto), e uma das figuras mais importantes do estudo cangaceiro, o escritor, historiador e pesquisador do cangaço Frederico Pernambucano de Mello.

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CANGAÇO NO INSTITUTO HISTÓRICO

Por Wanessa Campos

Amanha, sábado, a partir das 10h, O INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO, abre suas portas com nova pintura para receber interessados no tema Cangaço ; Além do lançamento do livro Amor de Ferro e Flor, haverá uma palestra sobre o livro que traz uma narrativa sobre a mulher de Lampião. Gostaria de ver os amigos por lá.. O instituto fica na Rua do Hospício em frente ao Teatro Parque.

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sábado, 2 de março de 2024

QUEM FOI ROXANA PEREIRA BONESSI?

 Por minhamanaushistorias.blogspot.com

Roxana Pereira Bonessi.

Em 31 de março de 1975, data do nascimento da Roxana Pereira Bonessi. Essa data coincide com o término das Olimpíadas Militares da Guarnição de Porto Velho-RO. O então Sargento Bonessi disputava uma partida final de vôlei de quadra entre o 5º Batalhão de Engenharia e Construção e a 10ª Brigada de Infantaria de Selva. O jogo, muito disputado, entrava no seu último e derradeiro set, aproximadamente as 22:40 hs, quando a sra Filomena Bonessi, grávida de mais de 8 meses, das arquibancadas do ginásio de esporte onde o jogo estava sendo realizado, lhe acenava constantemente e gritava pelo seu nome, porque estava sentindo as cólicas iniciais de parto. 

Capitão Alfredo Bonessi, pai da Roxana Pereira Bonessi.

O Sargento Bonessi às voltas com o jogo respondia com gestos que a esposa esperasse. O Sargento Bonessi nem pode comemorar com seus companheiros a vitória no jogo e das Olimpíadas da Guarnição, porque teve de ir às pressas para o Hospital Militar e Maternidade do 5 BEC conduzindo a sua esposa. As 23:40 hs nascia uma linda menina que se chamaria Roxana, em homenagens a Princesa Roxana – esposa de Alexandre da Macedônia – O Grande. 

A Roxana desde pequena sempre foi alegre, responsável, obediente, sincera, comunicativa, amiga, correta em todas as suas atitudes. Nunca mentiu, nunca fez uma maldade a ninguém, nunca destruiu nada, nunca matou. Considerava importante todos os seres existentes em nosso planeta. Nunca matou, nem mesmo um inseto. Tudo que era dela, seus brinquedos, seus presentes, suas roupas, sua mesada, dividia com seus irmãos e com as pessoas que pedissem. Possuía desprendimento das coisas materiais. Preferia a oração e a comunhão com Deus às coisas mundanas. Ao seu redor tudo era alegria, era vida, era amor. Dava amor, mas nem sempre recebia amor das pessoas estranhas e que não lhe conheciam o caráter. Mas as desfeitas que recebia não lhe causavam mágoas, nem a deixava triste. Perdoava sempre. 

Extremamente religiosa, rezava diariamente, três ou mais vezes ao dia. Na maioria das vezes não pedia nada para si, mas rogava a Deus pelos aflitos e necessitados. Não possuía vícios. Nunca os teve. Seu prazer era brincar com seus familiares e adorava dançar. Foi estudante sem problema. Nunca foi preciso mandar fazer seus deveres escolares; foi sempre uma aluna querida e exemplar. Suas notas sempre foram altas e nunca foi reprovada. 

Quando criança, pequena demais em idade e muita adiantada nos estudos teve, por orientação pedagógica, que esperar um ano, até que sua idade fosse compatível com o grau de estudo em que estavam seus colegas de mesma idade. Nunca desobedecera pai e mãe. Nunca atacou um irmão ou qualquer outra pessoa. Ficou moça. Era atleta. Gostava de equitação, natação, pescaria e de outros esportes como vôlei e futebol, jogando-os muito bem. Sua beleza era natural. Possuía um corpo escultural e para realçar essa beleza não era necessária a maquiagem. 

Possuía dezenas de títulos de beleza e às vezes que não ganhou ficou em segundo lugar. Era denominada e reconhecida pelo título “Rainha da Natureza”, que lhe foi conferido em programa de televisão no Estado do Ceará. Com 27 anos de idade já estava formada em Contabilidade, possuía Pós-Graduação em Auditoria e Pós-Graduação em Re-administração, cursava Direito e 21 dias antes de ser assassinada concluíra o curso de Mestrado em Administração. 

O tema da sua Dissertação é: “Amazônia, Vida, Riqueza e Morte: O Turismo Sustentável como Atividade Sócio-econômica para Ambientes de Significativas Mudanças Ecológicas”. Nesse trabalho se mostra inconformada com a destruição da Floresta Amazônica e preocupada com as origens e as conseqüências dos problemas Amazônicos, com o futuro das gerações carentes, principalmente a população ribeirinha. 

Nesse trabalho de pesquisa aponta as soluções para preservação da vida de todos os seres que habitam a floresta. No momento de sua morte era Professora Universitária e, por seus próprios valores reconhecidos documentalmente, seu caráter integro e sua aprovação nos testes militares a que foi submetida, foi incorporada nas fileiras do Exército e considerada “Combatente de Selva”, sendo designada para servir na 12a ICFEX, onde desempenhou várias atividades, sendo uma delas “Tomadora de Contas”, uma espécie de Fiscal dos trabalhos de outras Organizações Militares, onde era mais orientadora e esclarecedora do que julgadora. 

Como Professora foi exemplar em todos os aspectos. Como Militar foi modelo de virtude, um exemplo a ser seguido de devotamento à Pátria, amor à profissão, camaradagem e espírito de corpo. Morreu em serviço, no cumprimento do dever, às 11:05 hs, do dia 02 de dezembro de 2002, em Manaus – AM, no interior do aquartelamento onde servia, assassinada pelas costas, a punhal, por um companheiro de farda e ex-namorado. 

A Roxana foi muito homenageada pela Comunidade Amazonense, seu nome é nome de uma importante avenida de dupla via em Manaus, é também nome de uma eficiente e premiada escola no bairro Colônia Oliveira Machado em Manaus, também é nome de uma escola infantil da capital amazonense, foi também homenageada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e nas Câmaras Municipais de Presidente Figueiredo e de Manaus. 

A contribuição científica deixada pela Roxana Bonessi para a integração-desenvolvimento e preservação da Amazônia foi um trabalho de pesquisa que realizou fundamentada no Turismo Sustentável como alternativa sócio-econômica para uma região que fora devastada pela construção da Hidrelétrica de Balbina, na Região de presidente Figueiredo -Am – trabalho esse reconhecido mundialmente pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e que estimulou o progresso ambiental de todas as regiões ribeirinhas do Amazonas pelos recursos alocados desde então pelo BID. 

Monumento de Roxana Bonessi.

A Roxana foi também homenageada pela Comunidade do Amazonas com dois monumentos, um no bairro onde ela morava, monumento esse em homenagem as mulheres e crianças, vítimas de violência no Amazonas e no Brasil, e outro monumento foi construído como marco localizatório onde fora colocado o seu corpo por ocasião de sua prematura morte. A Roxana nos deixou muitas saudades – somos agradecidos e honrados por termos tido o privilegio de sua encantadora companhia. Obrigado Família Bonessi Fonte de Pesquisa: 

ADENDO: 

"Quantos sonhos desta moça ficaram no meio do caminho sem serem realizados? Quantos sonhos desta moça foram construídos em sua mente, pensando um dia, chegar ao posto maior do exército brasileiro, que é  general e não foi concluído?" - José Mendes Pereira do blog 

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Texto extraído do D24AM SE PRECISAR ENTRAR EM CONTATO NOSSO E-MAIL minhamanaushistorias@gmail.com #minhamanaushistorias #manausnocoração #manaus #amazonas #prefeiturademanaus #manauscity

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"POIS NUM É"

Por Raimundo Lucas


Pai me disse: filho preste atenção

Para depois não ser decepcionado

Por pessoas que vivem do seu lado

Pegando no seu pé invés da mão,

Não se deixe enganar o coração

Pois a vida te leva mais além

Sorria quando tiver um vintém,

Por que muitos irão te abandonar

Seja puro e sincero ao falar

Na vida você só vale o que tem.

"O Galego do Jucuri"

O poeta sonhador

Revisão de métrica rima e oração, Nilson Silva o poeta do amor.

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O CANGACEIRO ANTÔNIO SILVINO

     Por Guilherme Velame Wenzinger

Antônio Silvino e Abílio Medeiros. Abílio era médico da cadeia velha do Recife. Foto tirada dentro da cadeia. Ano desconhecido.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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𝑱𝑶𝑺𝑬́ 𝑨𝑳𝑽𝑬𝑺 𝑫𝑬 𝑴𝑨𝑻𝑶𝑺

José Alves de Matos, o afamado cangaceiro Vinte e Cinco, nasceu no dia 08 de março de 1917, na fazenda Alagoinha, em Paripiranga/BA. Teve cerca de 12 irmãos (oito homens e seis mulheres) no primeiro casamento de seu pai, no segundo, teve mais oito irmãos (cinco homens e três mulheres). Segundo o mesmo, passou quase a sua adolescência trabalhando com a cana-de-açúcar em Itabaiana, Lagarto, São Paulo, Muribeca e Alagadiço, também como guia de cego no Estado de Sergipe com seus 13/14 anos.

Igualmente a família Engrácia e muitas outras, teve parentes cangaceiros, sendo primos e sobrinhos, como Zepellim, Pavão, Santa Cruz, Ventania, Chumbinho, Azulão e Pau Ferro. Em entrevista para Aderbal, fala que o motivo da entrada destes fora por uma surra que seu sobrinho (Zepellim) tomou da polícia, passando três dias de cama.

Já com os seus 16 anos, José foi na localidade mais próxima, em Bebedouro, para que fosse colocado meia-sola em um par de alpercatas. O sapateiro do local era Antônio Passarinho, Cabo de polícia do destacamento da região, e acabou descobrindo que o seu cliente tinha parentesco com bandoleiros que pertenciam aos famosos sub-grupos de Lampião. O jovem foi preso e levado para a delegacia presente. Interrogado com alguns murros e xingamentos, acaba chegando no local a força volante do Sargento Hidelbrando. Soube do rapaz e veio ao seu encontro. Com isso, José Alves acaba implorando para o mesmo que o soltasse, que estaria disposto a entrar na polícia para a persiga dos cangaceiros e caçaria os seus próprios parentes que andavam com Virgulino.

O sargento acreditou na conversa dele e acabou libertando José, porém, falou que estava de olho nele. Em caminhada de um quilômetro na estrada, encontrou o seu sobrinho Pedro Alves de Matos, montado a cavalo e que vinha para buscar seu tio, indo em destino para a casa da irmã de Pedro. Chegando no local, descobrem que os cangaceiros estavam perto da morada, dando encontro com eles.

Eram os grupos de Corisco e Mariano, sendo que Corisco só estava acompanhado de sua companheira, Dadá, e do seu cachorro, Seu Colega. Nesse destino, fora marcado que José Alves de Matos seguiria com Corisco e que Pedro Alves de Matos seguiria com Mariano, ganhando o vulgo de Santa Cruz, no dia 25 de dezembro de 1933. José acaba recebendo o apelido de Vinte e Cinco por Corisco, marcando a data natalina e da entrada do mesmo em seu grupo.

Em discussão com a mulher de Corisco, veio a seguir o bando de Lampião. O já bandoleiro Vinte e Cinco participou de inúmeros combates, como o tiroteio em Pedra D’água/SE, em 1936, onde morreu o cangaceiro Barra Nova.

No famoso 28 de julho de 1938, acabou escapando do combate por estar em missão junto dos irmãos Velocidade e Atividade para pegar uma carga de mantimentos e munições. Esteve presente também no massacre da família Domingos em agosto de 1938. Se entrega junto com o grupo de Pancada em novembro de 1938 em Maceió/AL. Aprendeu a ler e escrever na prisão e, quando saiu, conseguiu o emprego como Guarda Civil no Estado. Se casou com Mariza, tendo sete filhos, gerando netos e bisnetos.

José Alves de Matos, o Vinte e Cinco, morreu aos 97 anos, no dia 14 de junho de 2014, em Alagoas.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺: Aderbal Nogueira, Blog João de Souza Lima e Blog do Mendes.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

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RARA FOTOGRAFIA...

Jaozin Jaaozinn

Registro raríssimo, para mim inédita, de três volantes possivelmente cearenses (chuto que sejam da força do Tenente Alfredo Dias da Cruz), talvez na década de 1920 caso sejam realmente da força do Ceará.

Para mim, o volante do meio me lembra muito o Tenente Euclides Flor (comparei essa foto com outra em que Euclides aparece junto com sua força no Ceará, e a fisionomia de ambos são parecidas), mas não tenho total certeza se seja ele, nem mesmo dão uma informação completa sobre a fotografia, somente de que são volantes "possivelmente" cearenses.

e então, conseguiram identificar estes?

𝑨𝒄𝒆𝒓𝒗𝒐 𝑫𝒊𝒈𝒊𝒕𝒂𝒍: 𝑪𝒂𝒏𝒈𝒂𝒄̧𝒐 𝑩𝒓𝒂𝒔𝒊𝒍𝒆𝒊𝒓𝒐.

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sexta-feira, 1 de março de 2024

O CANGACEIRO BEM-TE-VI

 Rogério Arlanch Filho

Prezado José Mendes,

a história do cangaço sempre foi um assunto que me fascinou, não por me aprazer imagens de violência e morte, mas pelo conjunto de razões que levaram ao surgimento do cangaço, e todo aquele misto de heroísmo e covardia que o movimento deixou como parte da "cultura" nordestina.

Curiosamente, a primeira sessão de cinema que assisti, aos 6 anos de idade, foi justamente o filme de Lima Barreta: O Cangaceiro.

https://www.youtube.com/watch?v=oOumq-kWf-Y&ab_channel=oldbrcinema

Por isso tudo, após ter assistido todos os filmes referentes ao tema, consultar muitas fontes, e ver muitos vídeos disponíveis no youtube, as narrativas que vi sobre a morte de Lídia, executada por Zé Baiano, tudo o que consegui saber sobre o destino de Bem-te-vi (se é que mesmo essa versão merece crédito), é que o cangaceiro, pivô da morte da dita, mais bela das cangaceiras, após Zé Baiano ouvir o relato de Coqueiro, fugiu do acampamento, certamente temeroso da vingança do companheiro de Lídia.

Nunca mais se soube a respeito dos passos daquele cangaceiro após aquele acontecimento? Sendo ele de origem da mesma cidade, onde nascera Lídia (se é que foram amigos de infância, como dizem algumas fontes), nenhum de seus possíveis parentes deu qualquer informação sobre seus passos, fosse logo após o acontecimento, ou muitos anos depois, quando através de relatos, muita coisa se descobriu sobre os cangaceiros remanescente ao massacre de Angico?

Confesso que esse enigma me inquieta, pois certamente, Bem-te-vi teria muito a relatar sobre a morte, e as circunstâncias de Lídia.

Parabéns pelo trabalho que faz.

Obrigado por qualquer informação

Rogério Arlanch Filho - Brotas - SP.

Enviado pelo autor.

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PLANTAR ÁRVORE É SAUDÁVEL PARA A NATUREZA.

 Por José Mendes Pereira

https://br.freepik.com/fotos-premium/floresta-de-verao-linda-com-arvores-diferentes_6810228.htm

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"MENSAGEM DE UM VELHO MARINHEIRO"

Por Joab Nascimento



Eu já estive na ativa,
até usei farda um dia,
se dependesse de mim,
para ativa eu voltaria,
ficaria lá pra sempre,
do quartel não sairia.
Usei mescla, usei cinza,
também servi embarcado,
usei perneira e fuzil,
limpei chão e dei recado,
fui auxiliar na cozinha,
já também fui humilhado.
Capinei paralepipedo,
com enxadeco de mão,
no sol de 40 graus,
de camiseta e calção,
sem água pra tomar banho,
ficava no corpo sabão.
Já dei "pau" de zero às 4,
e marchei em ordem unida,
ensaiei milhões de vezes,
mesma marcha repetida,
cobertura e alinhamento,
pra não ser mais esquecida.
Prestei muita continência,
corri em acelerado,
durante o TFM,
mesmo estando cansado,
ao reunir tinha chamada,
varias vezes fui anotado.
Já perdi fim de semana,
sem poder ir para casa,
impedido no quartel,
meu peito explodia em brasa,
fiz faxina e mutirão,
muito invocado eu ficava.
Cantei o Hino Nacional,
da Bandeira e Cisne Branco,
já chorei de emoção,
tive que esconder o pranto,
vários cerimoniais,
que o arrepio foi tanto.
Tirei guarda, dei pernoite,
1 por 1, sem reclamar,
fiz corridas mixurucas,
que não davam pra cansar,
também já virei a noite,
sem direito a descansar.
Fui pra terra sem destino,
já dei "soco" suicida,
já morei em cabaré,
sem valorizar a vida,
no meio de prostitutas,
tinha "amor", tinha guarida.
E para não morrer di...
peguei o velho picado,
no meio da madrugada,
mesmo estando resfriado,
ao chegar do velho "soco"
totalmente esfomeado.
Meus amigos eram de mu...
fui campanha, companheiro,
joguei dominó a bordo,
do "aliado", cumbuqueiro,
eu também já fui perú,
palpitando o tempo inteiro.
Aprendi honra e respeito,
confiança e retidão,
de acordo com ART. 7°,
eu já sofri punição,
por não cumprir uma ordem,
passei 3 dias, na prisão.
Aprendi que nossas armas,
não nos causam violência,
que flores não trazem a paz,
tenho plena consciência,
e sim, as mãos que carregam,
todo mal, por excelência.
Obedecer o pai e a mãe,
desde cedo eu convivi,
respeitar o superior,
na Marinha eu aprendi,
ter disciplina na vida,
também eu absorvi.
Foi lá também que aprendi
para minha evolução,
que nossa família é a base,
pra uma boa educação,
em todos os obstáculos,
Deus nos trás a solução.
Hoje não mais uso farda,
minhas roupas são normais,
bermudas e camisetas,
as vezes roupas sociais,
o velho mescla e o cinza,
já não me pertencem mais.
Algumas fotos guardei,
pelo tempo amareladas,
hoje só recordações,
das missões inopinadas,
lembro do 3° tempo,
faxinas inesperadas.
Aceleram o meu peito,
Todas essas recordações,
as lágrimas dessem dos olhos,
me arrepio com emoções,
minha garganta sufocada,
soluços aos turbilhões.
Minha missão foi cumprida,
isso eu tenho consciência,
a saudade dos amigos,
e de toda convivência,
hoje revivo o passado,
Que me deu experiência
O estampido do canhão,
Isso eu não vou mais ter
barulhos das aeronaves,
estão vivas em meu viver,
nosso saudoso NAel,
impossível de esquecer.
Da nossa querida Aldeia,
do nosso esquadrão guerreiro,
e das suas missões noturnas,
de janeiro a janeiro,
das inspeções programadas,
sendo o fiel escudeiro.
Ainda sinto os solavancos,
do navio em alto mar,
do mau tempo, tempestades,
que tivemos de enfrentar,
acidentes que houveram,
que não gosto de lembrar.
Ainda estão na lembrança,
o velho centro de instrução,
das viagens e missões,
que eu fiz pelo esquadrão,
todos amigos de bordo,
carrego em meu coração.
Não tiro mais zero hora,
e nem presto continência,
não faço mais ordem unida,
disso eu tenho ciência,
sempre serei marinheiro,
em toda minha existência.
Hoje às minhas batalhas,
não são mais em alto mar,
hoje eu só faço cordel,
pra fazer o tempo passar,
escrevo da minha mente,
a leitura popular.
Joabnascimento
Camocim-CE 06/05/22.

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