Por santuàrios marianos com padre reginaldo manzotti
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quarta-feira, 29 de maio de 2024
PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA
A MORTE DE CACHEADO
Acervo do Helton Araújo
Provavelmente você já
escutou aquela tradicional música do cangaço "A MORTE DE CACHEADO".
Pois bem, fizemos um
vídeo contando os fatos sobre esse cangaceiro que virou tema de música.
Para assistir basta
clicar no link que está abaixo
https://www.facebook.com/groups/179428208932798
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FILHA E NETOS DE LAMPIÃO E MARIA BONITA.
Por Francimary Oliveira
Filha e netos de
Lampião e Maria Bonita
Foto: Kiko Monteiro
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COVARDE?
Por Robério Santos
Ontem tive que ler a frase “Lampião era c0v@rd€”. Na minha opinião e na da maioria que estuda o tema, sabemos que ele poderia ser qualquer coisa, menos c0v@rd€ ou burr0. E vocês, o que acham?
https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2209002089444090%2C2207948099549489%2C2208452962832336%2C2207956609548638%2C2207294032948229%2C2207296629614636%2C2207222962955336%2C2207294872948145%2C2206570886353877%2C2205794333098199¬if_id=1716654545539802¬if_t=group_highlights&ref=notif
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FREI DAMIÃO E FREI FERNANDO
O ENCONTRO DE ZÉ RUFINO E DADÁ | CNL | 1150
Por Cangaço na Literatura
MATÉRIA COMPLETA https://3.bp.blogspot.com/-C5MyQiDHg7... REVISTA COMPLETA http://memoria.bn.br/DocReader/DocRea...
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CANGAÇO - BATE PAPO COM CANDEEIRO - PARTE 1
Por Aderbal Nogueira
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Cangaceiro Candeeiro fala sobre: - entrada no cangaço - Angico - Visita de João
Bezerra na prisão - Soldado da borracha...
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terça-feira, 28 de maio de 2024
ANDRÉ DA MATA LANÇA “NINGUÉM MORRE DE AMOR”, SINGLE QUE TEM A PARTICIPAÇÃO DO GRUPO CASUARINA
André da Mata tem
presença constante nos principais redutos do samba carioca, como Cacique de
Ramos, Pedra do Sal, Beco do Rato, Carioca da Gema e Samba do Trabalhador,
entre outros.
Nesta terça, 5 de março, o cantor e compositor André da Mata lança “Ninguém morre de Amor”, single que conta com a participação do grupo Casuarina. O samba é uma parceria de André – sambista potiguar radicado no Rio de Janeiro desde 2013 -, com o compositor cearense Chapinha da Vela.
O samba “revela o enorme desejo de superação da dor de um relacionamento a dois, que tem a interferência de uma terceira pessoa”, conta da Mata, presença constante nos principais redutos do samba carioca, como Cacique de Ramos, Pedra do Sal, Beco do Rato, Carioca da Gema e Samba do Trabalhador, entre outros.
Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, André da Mata foi criado em Mossoró, no interior do Estado. Compositor por inspiração e cantor por amor à música, aprendeu a tocar violão e cavaquinho aos 14 anos de idade. Criado no sertão nordestino, onde o forró era o ritmo predominante, encantou-se pelo samba de raiz e fez dele a sua verdade.

O talento de André da Mata tem sido reconhecido por diferentes gerações e já lhe rendeu parcerias com nomes como Jorge Aragão, Xande de Pilares, Zé Katimba, Moacyr Luz, Mart’nália, Moyseis Marques, Mingo Silva, Mosquito, Léo Russo, entre outros compositores brasileiros. Seus sambas já foram gravados por Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Diogo Nogueira, Xande de Pilares, Moacyr Luz, Mumuzinho, Casuarina, e entre vários nomes da nova geração do samba.
Ficha Técnica: Ninguém morre de amor (Chapinha da Vela/André da Mata)
Arranjo; André da Mata
Intérpretes; André da Mata e Grupo Casuarina
Cavaquinho: Rafael Freire
Bandolim: João Fernando
Cavaco e bandolim: Alessandro Cardozo
Violão 6 e 7 cordas: Leandro Saramago
Contrabaixo: Ednardo Neves
Teclado: Gideão Lima
Bateria; Fredhy Jorge
Surdo, Tantan e Ganzá; Luizinho Madrugada
Tantan, Pandeiro e Tamborim: Daniel Moreira
Caixas; Luciano King
Coro; Diego Nunes, Leonardo Wagner, Marília Kardenally, Bianca Cardial, Elizabeth Freitas e Symara Fernandes
Gravado no Sonora Pró Music, Mossoró RN
Técnico de gravação: Glacilliano
Gravação de voz :La maison estúdio e produção, Rio de Janeiro
Técnico de gravação; Didier Fernan
Mixagem: LK Studio e produção
Técnico de Mixagem: Luciano King
Filmagem e edição Netinho Albuquerque
CABEÇA DE LAMPIÃO MORTO
Por Robério Santos
SIVUCA
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PROCESSO DE 1922 REVELA TOCAIA DE LAMPIÃO PARA MATAR DELATOR DE SEU PAI…
Por Carlos Medeiro
Eram por volta das 19h do dia 14 de agosto de 1922, quando Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, dois irmãos e mais um grupo de cangaceiros foram até Água Branca, no sertão alagoano, fazer uma tocaia e cumprir uma missão que juraram a si mesmos.
Eles esperavam a passagem de um homem: Manoel Cipriano de Souza, que foi morto com três tiros, um dado por cada um dos irmãos Ferreira.
Revelação
importante
Segundo
Lampião, foi ele quem delatou o local onde estava seu pai, José Ferreira dos
Santos, no dia 18 de maio de 1921. Nessa data, ele foi morto pelo tenente José
Lucena de Albuquerque Maranhão, em Mata Grande, sertão de Alagoas.
A morte do pai de Lampião é um episódio marcante para o cangaço. A história conta que os irmãos Ferreira resolveram entrar na vida do crime para vingar os ataques que o pai sofria de um vizinho — que virou inimigo — chamado Zé Saturnino. A morte do pai foi o estopim para eles entrarem no cangaço.
Justiça acha
processo
O processo judicial que denunciou Lampião e mais quatro cangaceiros pelo crime estava guardado no Fórum de Maceió. Ele traz detalhes que eram desconhecidos do crime.
No assassinato do suposto delator Cipriano foram denunciadas cinco pessoas:
Lampião
Livino Ferreira,
irmão de Lampião
Antônio Ferreira,
conhecido como Esperança e também irmão de Lampião
Antônio Rozendo, conhecido como Antônio Gelo
Antônio Bagaço…
O documento foi encontrado recentemente, junto com outros processos, pelo juiz e historiador Claudemiro Avelino. Todas são denúncias que acusam Lampião ou cangaceiros do seu bando por crimes de mortes, ro… -
Veja mais em
https://noticias.uol.com.br/colunas/carlos-madeiro/2023/09/23/processo-resgatado-revela-tocaia-de-lampiao-para-matar-delator-do-pai-em-al.htm?cmpid=copiaecola
Carolina
Brígido
LIMÕES X JESUÍNO ACHADOS DO CANGAÇO DA FAMÍLIA LIMÃO
Por Epitácio de Andrade
“José Rodrigues de Barros ficou considerado como o patriarca dos Limões, porque se casou com Maria Rosalina da Conceição, irmã de Preto Limão”, assim afirmou José Alves Rodrigues, conhecido como “Zé Limão”, neto do “patriarca”, em entrevista a Epitácio de Andrade Filho, autor de “A Saga dos Limões – Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”, no último dia 15 de dezembro, em sua residência no Bairro Paulo VI, na cidade de Caicó, na região do Seridó do Rio Grande do Norte.![]() |
O Patriarca aos 100 anos Reprodução: Epitácio Andrade |
A primeira imagem do “Patriarca dos Limões” foi resgatada pelos pesquisadores Emanoel Amaral e Alcides Bezerra de Sales, em 1981, quando levantavam dados para a elaboração da Revista “Jesuíno Brilhante em História de Quadrinhos”, na Comunidade Saco dos Limões, na zona rural do município de Patu/RN, terra natal do Cangaceiro Jesuíno Brilhante (1844). A fotografia é datada do início do século passado e foi apresentada pelo neto José Alves Rodrigues, 60 anos, o mesmo membro da família Limão, que trinta anos depois, apresentou a fotografia do avô aos 100 anos (1963), para ser reproduzida pelo Escritor Epitácio de Andrade Filho.
No ano de 1963, a família Limão comemorou festivamente o centenário do Patriarca José Rodrigues de Barros, que nunca participou de atividades cangaceiras, mas teve a tarefa de proteger a família das possíveis recidivas do conflito, depois da morte de Jesuíno Brilhante, organizando inclusive, um esconderijo inexpugnável e recôndito, o “Saco dos Limões”. Na festa do centenário, o grande líder já não contava com sua companheira Maria Rosalina da Conceição, a Limão genuína, que faleceu com cerca de 50 anos, provavelmente no final da década de 20 para início dos anos 30 do século passado, e se encontra sepultada no cemitério de Catolé do Rocha, no vizinho estado da Paraíba.
Em 1898, nasceu Luiz Limão ou Luiz Catonho que se casou com Anelita Alves Rodrigues, afilhada de Valdivino Lobo, o mais abastado dos fazendeiros inimigos de Jesuíno Brilhante e coiteiro dos Limões na região do Catolé do Rocha e Brejo do Cruz, na fronteira paraibana. Em 1981, o pesquisador Emanoel Cândido do Amaral também fotografou Luiz Limão.
José Alves Rodrigues, Zé Limão, é filho de Luiz Catonho com Anelita Alves Rodrigues, e em 1981, acolheu Emanoel Amaral e Alcides Sales para prestar informações sobre a família Limão e posar para uma fotografia nas adjacências do “Saco dos Limões”, com seus filhos Ângelo Márcio e Marcélio Alves, que na época tinham sete e três anos, respectivamente.
Coincidentemente, no dia 15 de dezembro de 2011, data da visita a residência de José Alves Rodrigues, em Caicó, estava completando 28 anos da morte de Seu Luiz Limão, que faleceu em 1983, e se encontra sepultado, juntamente com seu pai, o “Patriarca dos Limões”, no cemitério velho do antigo povoado da Caiera, hoje Almino Afonso, no Rio Grande do Norte.
Seu Zé Limão, aos 60 anos, está na terceira geração posterior ao cangaço da segunda metade do século XIX. O seu pai, Luiz Limão com os irmãos, compõem a segunda geração pós-cangaço jesuínico, e o casamento do “Patriarca” com Rosalina Limão é o representante da primeira geração, imediatamente posterior ao cangaço dos Brilhantes com os Limões. Esta sequência geracional pode ser observada no álbum familiar, exposto na sala principal da casa de Seu José Limão, em Caicó/RN.
Contemporânea do período do Cangaço dos Brilhantes com os Limões (1870-1880), Seu Zé Limão apresentou uma faca, cujo cabo de madeira se desgastou ao longo de mais de uma centena de anos, sendo substituído por uma haste de aço, porém a grande lâmina de ferro fundido foi preservada.
Seu Zé Limão preserva uma cédula antiga, “do tempo do cruzeiro”, com a imagem de Duque de Caxias, para preservar a memória de que “os Limões resistiram ao recrutamento forçado para a Guerra do Paraguai”.
O acervo de moedas cunhadas em 1870 preserva a memória da proteção dos comboios do comércio primitivo do sertão, que era promovida pelos membros da família Limão, depois da aliança com os Lobos e os Lobatos, controladores da economia loco - regional. Não seria desnecessário afirmar que os Limões foram agentes pró-ativos de importantes lutas sociais, e como afirma Alicio Barreto em “Solos de Avena”, “é possível que voltaram ricos do quebra-quilos”.
Com muita cordialidade e presteza o Aposentado José Alves Rodrigues (Zé Limão) e sua esposa Maria Emília Cordeiro Alves, que é da descendência de Jesuíno Brilhante, prestaram as informações solicitadas pelo pesquisador Epitácio Andrade e serviram café num bule datado do início do século passado.
Igualmente gentil foi o filho de Seu Zé Limão, Ângelo Márcio, que tem total lembrança da visita feita por Emanoel Amaral e Alcides Sales no início dos anos 80 do século passado, ao “Saco dos Limões”.
Os próximos passos serão uma visita ao “Saco dos Limões”, na zona rural do Patu, ao Sítio São Francisco, no Catolé do Rocha, e uma entrevista com Manoel Catonho, para consolidar informações para a segunda edição ampliada de “A Saga dos Limões”.
*Epitácio de Andrade Filho é autor do livro "A Saga dos Limões – Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”, Médico Psiquiatra e Pesquisador Social.
ATROCIDADES DE LAMPIÃO E SEUS CABRAS
Por Raul Meneleu Mascarenhas
Muitas estórias contadas e a se contar sobre os métodos que Lampião usava para aterrorizar a população sertaneja e principalmente para aquelas almas infelizes que de algum modo insurgiram-se contra ele. Ressalto que muitos eram inverídicos e foram usados para acelerar os governos estaduais e federal a tomarem providências e incitar a repulsa da população contra o bandoleiro. Exemplos não faltam.
Quando irrompeu a revolução de 1930, Lampião aproveitou-se para vingar-se de duas cidades de Sergipe, porque as populações dessas cidades que tinham sido invadidas assim que o bandoleiro e seu sequazes saíram delas, pediram providências ao Governador do Estado. Quando soube disso, ameaçou voltar e castigar severamente a todos.
Mas não o fez. Deixou essa vingança para depois, aguardando uma oportunidade para "descontar" essa "traição" considerada por ele, após tais citadinos incluindo autoridades, os ter recebido bem na primeira visita. O tempo corre à espera de oportunidade, não cansa de esperar pelo momento de ferir os cidadãos dessas duas cidades. Durante quase um ano não esqueceu a ameaça. O dia finalmente chegara.
Aproveitando-se
que o sertão estava desguarnecido por causa da revolução, dirigiu-se para essas
cidades, chegando no povoado Cajueiro, cerca de três quilômetros da cidade
sergipana de Aquidabã, e às duas horas da manhã, bateu à porta de João Custodio
de Oliveira, conhecido por José do Papel.
Aberta a porta, o cangaceiros Zé Baiano o agarrou e ameaçando-o de morte e
intima-o a dar o dinheiro que possuísse. José Custodio deu-lhe o que tinha —
850$000. Os bandidos saquearam sua casa, levando roupas, anéis e objetos de
uso. Um deles ao fitar um dos filhos menores de José, a dormir na rede, diz:
— Está este pestinha aqui drumindo; táva bom de suspendê na ponta do punhá.
Um companheiro intercede em favor da criança.
Interessante que estória semelhante foi contada para as pessoas que visitavam o bandido Jararaca na prisão da cidade de Mossoró, pela boca do próprio meliante, há três anos antes pois o ataque a Mossoró deu-se em 1927.
Quando
entraram na vila de Aquidabã, tomaram de assalto o quartel de polícia, que
naquelas horas não havia soldados. José Custódio ficou sob a vigilância de
Lampião, Volta-Seca e Moderno, espalharam-se pelas ruas e os demais cangaceiros
arrombarem as casas e surravam todas as pessoas com palmatória e chicote.
Alguns batem às portas, e, quando estas mal se abrem irrompem, inopinadamente,
pelo interior, de chicote erguido, a desferir golpes sobre golpes. Ferozes de
cólera louca. Senhoras e moças fogem em trajes menores para o mato, desvairadas
de pavor. A vila desperta toda enovelada num tumulto de feira, de onde emerge
um pânico que imbeciliza os moradores.
O nome de Lampião corre como um rastilho da casa mais abastada ao casebre das
pontas de ruas miseráveis, pondo tremuras nos corpos, como uma sezão maligna.
Saqueiam o comércio e as casas particulares, carregando jóias, roupas,
objetos.
Na residência de José Xavier, o quadro é atroz. Depois de roubado metem-lhe
"bolos" de palmatória. A mulher, animosa e valente, intercede e os
chama de bandidos. Lampião ordena que a castiguem também. Os "bolos"
estalam, brandida a palmatória pelo braço forte do negro Mariano. O marido
pede. A mulher se indigna com a fraqueza do esposo e continua a xingar os
miseráveis. E continua a apanhar.
Um certo Souza de Manuel do Norte, pobre maluco, tipo de rua de cidade do
interior, aparece entre eles e vendo-os entregues ao arrombamento das casas,
pede-lhes, com a sua falta de juízo, que não façam tal. Os cobras se exasperam
e o insultam. Souza, na sua inconsciência, lhes replica que também é
homem, puxando de uma faquinha de marinheiro, sem ponta, um deles o abate logo
a "parabellum", em plena praça do comércio!
É um quadro que aterroriza e faz nascer indignação inominável. Dispersos pelas
ruas, não param no saque. O velho Aurélio, agricultor, nega-se a dar dinheiro,
apesar da insistência de Moderno. Este, afinal, que se vinha mantendo calmo,
embravece e grita-lhe que não "viera ali para alisar homem",
batendo-lhe a face a pano de punhal, enquanto "Volta-Seca", por
detrás, "pepina-o" sadicamente.
Numa esquina, Volta-Seca põe abaixo, sozinho, a porta de uma venda e
vasculhando as gavetas e nada encontrando, derriba, numa cólera selvagem, toda
sua prateleira de louça, que se esfarelou no chão com ruído formidável de
desabamento. Nada lhes resiste à fúria de possessos. Trazem para a rua o cofre
de ferro do negociante Clementino Azevedo e o abrem, a golpes de marretas,
conseguidas numa tenda de ferreiro próximo, dele retirando três contos, que
foram mesmo ali repartidos entre eles. Calcula-se em vinte e cinco contos o que
levaram em dinheiro e jóias. As moedas de níquel e prata atiravam na rua,
desdenhosos.
Depredada toda a vila, arranjam, sob ameaça, animais selados. Antes da partida,
José Baiano aproxima-se de José Custodio e lhe diz: — Vou deixá uma lembrança
p'ra você não emprestá mais rifle p'ra esperá Lampião. Lança-o em seguida por
terra e o espanca a vergalho. Não satisfeito, propõe matá-lo. Moderno, porém,
que vinha chegando, impede, levando-o para junto de Lampião.
Aí desenrola-se outra cena monstruosa. Um dos bandidos, depois de esbordoar a
coice de fuzil o roceiro Eduardo Mello, cortou-lhe a facão uma das orelhas, que
se despegou com metade da face, mor-rendo o rapaz após um mês de padecimento.
No ato da mutilação, um deles grita ao companheiro cruel:
— Não corte tudo, deixe o quinhãozinho do delegado.
O mesmo bandido, com as mãos sangrentas, volta-se para José Custódio e o
previne de que ia deixar-lhe outra lembrança e logo decepa-lhe a orelha,
atirando-a ao chão. Acode-lhe o seu irmão Antonio Custódio, rogando a Lampião
que não o deixe matar. Mas um dos cabras agarra-o e dizendo: deixe vê a
sua também, faz-lhe o mesmo. Depois de mutilado José Custódio, sangrando, a
inspirar dó, Lampião o chama e diz que vai lhe dar um remédio, obrigando-o a
beber um litro de cachaça. O homem cai sem sentidos. Após todos estes
crimes e tropelias partiram para Capela, onde pretendiam fazer o mesmo.
A cidade de Capela-SE. teve mais sorte pois os moradores e apenas alguns
soldados valentes, prepararam-se para enfrentar os cangaceiros. Naquela época,
devido à revolução que "pipocava" no Brasil inteiro, apenas a cidade
de Propriá e Vila Nova, estavam ocupadas pela força pública para
evitar a passagem dos revoltosos. Em Vila Nova, hoje atual Neópolis, uma
companhia de polícia fora batida por uma patrulha de reconhecimento dos
revolucionários que, em lancha, pelo rio São Francisco, se avizinhou do lugar
"Passagem". Metralhados, dispersaram-se, fugindo do ataque, direcionaram-se
na fuga para a cidade de Capela, chegando antes do ataque dos
cangaceiros.
Escaparam de um perigo e caíram em outro. Circulou a notícia da vinda de
Lampião, e esta "heróica" tropa tratou de "correr" para
lugar mais seguro, mesmo com os argumentos da população e com pedidos e
promessas de dinheiro, para que ela ficasse defendendo a cidade. Fugiram
levando armas e munições, deixando apenas pequena quantidade. Mas daquela
tropa, nem todos eram covardes; cinco deles ficaram, unindo-se aos civis para o
combate que estava iminente.
Envergonhados da fraqueza anterior, quando da primeira visita dos bandidos,
tinham resolvido os opor séria resistência a Lampião e que não haveria, de
novo, de macular com a sua presença ignóbil, as ruas de sua cidade querida.
No povoado "Oiteiro Alto", já perto de Capela, o grupo de
cangaceiros, todos montado, esbarrou à porta da bodega do comerciante Sr.
Alvino, pedindo dinheiro e bebida. O bodegueiro deu bebida mas negou que
tivesse dinheiro. Lampião invadiu-lhe a casa e rebuscou gavetas e baús,
encontrando dois contos em uma latinha, debaixo de um tulha de algodão. Ficou
enfurecido com o achado. Vinga-se da mentira, espancando-o e violentando-lhe a
mulher, ordenando aos cabras que fizessem o mesmo.
Esta desgraçada senhora, casada de pouco, recebera certa educação e era
estimadíssima em Capela. Foi estrupada por Lampião que a derribou, e manteve
"a pulso" com a desditosa senhora, a ignominiosa relação sexual, que
a fez os sentidos, nada mais vendo nem sentindo até o fim de tal ato vil.
Sobreveio-lhe grande hemorragia, mandando Lampião que um cangaceiro, com o fim
de fazê-la cessar, entupisse a vagina com areia, o que foi feito, a socar com o
cabo do punhal. Esta pobre criatura, nunca mais apareceu a pessoa alguma, vivera
metida nos quartos internos de sua casa, com evidentes sinais de desequilíbrio
mental, pelo resto de sua vida.
Continuando a marcha ao passarem pelos engenhos S. Felix, Pedras, Tabocal e
Recurso aprisiona os proprietários para o escudarem na entrada da cidade. Foram
eles: o coronel Felix da Motta Cabral, José Cabral Filho, José Xavier Andrade,
Jucundino Calasans, Manuel de Mello Cabral Filho.
Foi enviado um emissário para dissuadir os defensores da resistência.
reuniram-se os principais do lugar para tão grave decisão. Vacilaram a
princípio. Alguém lembrou que seria melhor deixá-lo entrar sem luta, a cidade
padeceria os horrores que Aquidabam sofrera, mas, em compensação, se salvariam
as vidas dos que os acompanhavam.
Resolveram ao contrário, porém, os próprios parentes e amigos dos reféns.
Sucedesse o que sucedesse não era possível se deixar de hostilizar o bandido.
Tomam seus postos os defensores civis: Josias Motta, Ardoaldo Campos, Galileu
Lima, Ivo de tal, Accioly Menezes, Xavier Padeira, Náo Dória, Floriano Rocha,
Osório Ribeiro, Aurélio Alves e muitos outros.
Estala o tiroteio. A confusão do início da luta proporcionou a fuga aos
prisioneiros. Os cangaceiros aos gritos de "Valei-me padim pade Ciço"
e rinchando, xingando, latindo, escondidos nos portais e esquinas, indo de um
ponto a outro a rolar pelo chão e aos saltos para "enganar" as balas
dos adversários, bem entrincheirados nas casas, sustentam um fogo que dura
quase duas horas.
Vendo que nada conseguiriam, Lampião usa de seu famoso apito, dando sinal de
retirada, e a vociferar, furioso com a derrota, diz para os cabras:
— Vamo embora. Terra desgraçada esta, até os santo atira na gente. É que alguns
atiradores haviam se postado nas torres da Matriz.
Nesses relatos encontrados no livro "Lampião" do médico sergipano
Ranulfo Prata, encontramos esses covardes atos de atrocidades que foram
impetrados por Lampião e seus cangaceiros, por pura vingança.
http://meneleu.blogspot.com/2016/04/atrocidades-de-lampiao-e-seus-cabras.html?m=1&fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR3rcx0z8mUoShQluRh2sIa0fnuqiTi6QFUWoGWdK1VZuRGtlbrPOSa0eN0_aem_AZJ58YdS3qBwD_e76iSCST2aXt8tZJ8j8NHjL75UxqT9TNjKUHs1Z0Tk8Z2C4ADMJarN94KosvFbLRzKC-kfZ6dq
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COMENTÁRIO...
Comentário da pesquisadora Wilma Ferreira Leite
Então, o texto
esqueceu de falar que os irmãos Ferreira não entraram no crime pra vingar o pai
e que o pai José Ferreira foi morto pelos crimes dos filhos…
A morte do pai
de Lampião é um episódio marcante para o cangaço. A história conta que os
irmãos Ferreira resolveram entrar na vida do crime para vingar os ataques que o
pai sofria de um vizinho — que virou inimigo — chamado Zé Saturnino. A morte do
pai foi o estopim para eles entrarem no cangaço.
Justiça acha
processo
O processo
judicial que denunciou Lampião e mais quatro cangaceiros pelo crime estava
guardado no Fórum de Maceió. Ele traz detalhes que eram desconhecidos do crime.
O documento foi encontrado recentemente, junto com outros processos, pelo juiz e historiador Claudemiro Avelino. Todas são denúncias que acusam Lampião ou cangaceiros do seu bando por crimes de mortes, r…
Veja mais em:
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https://noticias.uol.com.br/colunas/carlos-madeiro/2023/09/23/processo-resgatado-revela-tocaia-de-lampiao-para-matar-delator-do-pai-em-al.htm?cmpid=copiaecola&fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR0H7-Bx98y2OjAmSmgqPTiS5YMYdnFcgEhM5XK17-p4z1NxruUpSwqhV7Q_aem_AZJC_flrF17HqNwwq_-RCE9kft-XNBgmMMb6R7MEpopHVa5EqXLNi6VK2yorSEoVyANr4d5HRS546ZoOceUFz7sS
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VEIO RECEBER O PRÊMIO PELA CABEÇA DE "LAMPIÃO".
João Bezerra
recebeu os 50 contos da Bahia, foi dividido com todo seu grupo; também o
governo de Alagoas deu outros 50. Sabiam disso? PS.: por que tantos comentários
odiosos nas postagens? Ninguém está aqui forçado.
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segunda-feira, 27 de maio de 2024
O QUE PARECIA SER AMOR...
Por José G. Diniz
O
que parecia ser amor
Foi
uma mera paixão
Não
abriu meu coração
Nem
me transmitiu calor
Sem
essência e com odor
Esqueci
a cor de seus cabelos
Seus
olhares com dezelos
E
abraço de crocodilo
Despertei
de um cochilo
Em
que só tive pesadelos
Esqueci
aquele falso beijo
Um
abraço leve e maroto
De
quando eu era garoto
Me
envolvi pelo desejo
Do
rato quando quer queijo
Rasguei
das suas cartas os selos
Quebrei
o CD nos cotovelos
Por
desejar não mais ouvi-lo
Despertei
de um cochilo
Em
que só tive pesadelos.
https://www.facebook.com/josegomesd
http;//blogdomendesemendes.blogspot.com




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