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terça-feira, 11 de agosto de 2020

LINDOMAR CASTILHO


Lindomar Castilho, nome artístico de Lindomar Cabral (Santa Helena de GoiásGoiás21 de janeiro de 1940[1]), é um ex-cantor e instrumentista brasileiro, mais conhecido pela música - baião "Chamarada" e pelo bolero "Você É Doida Demais", que se tornou conhecido pelo Brasil através da série Os Normais da Rede Globo[2]. Outros de seus sucessos foram "Eu Amo A Sua Mãe" e o samba-canção "Tudo Tem A Ver".

Em 1981 assassinou a sua segunda esposa de quem estava legalmente separado, Eliane de Grammont, e foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão. O caso foi listado pelo site Último Segundo (do IG) ao lado de outros "crimes famosos que chocaram" o Brasil.[3]

O último CD gravado pelo cantor foi "Lindomar Castilho Ao Vivo"[1], lançado pela Sony Music no ano 2000 no auge dos fenômenos musicais do brega e forró.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Lindomar Cabral nasceu no então distrito de Santa Helena[1], pertencente à Rio Verde, em Goiás. Mudando-se para Goiânia, entrou para a Faculdade de Direito e no ano de 1960[4] começa a trabalhar na Secretaria de Segurança Pública do estado, após ter prestado concurso público, deixando a faculdade no segundo ano do curso.


Sua entrada na música se deu através do convite feito pelo diretor musical da gravadora Copacabana, Diogo Mulero[5], que em uma reunião na casa do compositor e escritor Bariani Ortêncio ouviu Lindomar cantar. Prontamente Mulero o convida para gravar um disco e o sugere o nome artístico Lindomar Castilho[4], o qual adota em sua carreira. No final de 1962 Lindomar grava seu primeiro álbum, intitulado "Canções Que Não Se Esquecem".


Logo o cantor construiu uma carreira sólida cantando boleros e sambas-canções românticos, se tornando um dos maiores vendedores de disco no Brasil da década de 1970[4][5]. Seus discos chegaram a ser lançados simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos.

Assassinato da esposa[editar | editar código-fonte]

A paulista Eliana de Grammont e Lindomar se casaram no dia 10 de março de 1979, dois anos depois de se conhecerem nos corredores da antiga gravadora RCA, em São Paulo. O cantor, na época, já era conhecido como o rei do bolero enquanto ela ainda ensaiava os primeiros passos de sua carreira. Antes de casar, os dois decidiram que ela não cantaria mais para se dedicar ao lar. O matrimônio fez, portanto, Eliana abandonar a carreira profissional para se dedicar unicamente ao lar e cuidar da filha Liliane de Grammont, fruto da união dos dois. Mas o casamento não durou muito tempo. Devido às agressões e ciúmes alimentados pelo alcoolismo de Lindomar, ela, aos 25 anos de idade, pediu a separação, o que Lindomar não aceitou de bom grado; uma vez separada de Lindomar, ela se relacionou com o primo dele, Carlos Roberto da Silva, conhecido como Carlos Randall, que passou a ser parceiro musical da cantora quando ela começou a retomar a carreira artística, despertando ainda mais os ciúmes do cantor quando também Randall se separou da mulher.

Três meses depois de separada, quando cantava no Café Belle Epoque, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, Eliane levou cinco tiros pelas costas, sendo que um dos disparos feriu também o seu primo, o violonista Carlos Randall. Lindomar foi preso em flagrante e condenado a 12 anos de prisão por um júri popular em 23 de agosto de 1984. Depois de cumprir a pena, sendo seis anos em regime semiaberto, Lindomar Castilho ganhou liberdade em 1996. Ainda enquanto preso gravou um disco com o título "Muralhas da Solidão" dentro da penitenciária goiana[6][4]. Eliane de Grammont era irmã de Helena de Grammont, repórter da Rede Globo.

Atualmente, retirado da vida musical, Lindomar vive sozinho em Goiás[6].


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