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sábado, 19 de julho de 2014

LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS

Autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro contém: 736 Páginas
Tamanho: 28 centímetros
Largura: 20,5 centímetros
Altura: 4 centímetros
Adquira logo o seu através destes endereços:
Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.: (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail: lampiaoaraposadascaatingas@gmail.com
josebezerra@terra.com.br
É fantástica esta obra. Eu estou lendo e vale a pena você adquiri-la. É o rei Lampião com todos os seus ingredientes

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80 anos da morte do Padre Cícero Romão Batista

Por Robério Santos

Amanhã, 80 anos da morte de Padre Cicero. Na opinião de vocês, ele foi coiteiro de Lampião ou apenas estava cumprindo suas ordens sacerdotais de amar todos independente do que fizesse?

O pesquisador Sálvio Siqueira disse no facebook na página do Robério Santos:


- Não acredito na tese de "(...) amar todos independente do que fizesse(...)", existir na filosofia do Padre Cícero quando do seu relacionamento com cangaceiros. 

Temos que lembrar que ele era um dos maiores latifundiários da época, tendo, no caso da vitória de Prestes, perda total do que possuía. Havia muito em jogo. 

Poder político, econômico e social. Segundo consta, a União deixou ao encargo dos Estados a defesa contra o Pelotão dos Revoltosos, sendo Lampião um líder nato, conhecedor do terreno sertanejo, acostumado aos combates e, se viesse a falecer, a perda para as autoridades, não seria tão grande. 

O Padre Cícero já tinha histórico de coordenação de defesa e/ou combate, junto ao Dr. Floro Bartolomeu. No caso de Lampião, para mim, juntou- se o útil ao 'necessário' no momento.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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O CANTIL DE " LAMPIÃO "...


Ao longo de seu reinado de bandoleiro de quase 20 anos, Lampião possuiu diversos "CANTIS"... Os primeiros feitos em couro, depois evoluiu para o alumínio...etc...


Um desses cantis (figura 1 abaixo), faz parte da coleção de um grande pesquisador.


A FIGURA Nº 2 é uma réplica, que estou fazendo, tendo utilizado, pedaço de cano de 20 cm, duas laterias de madeira (fechamento), e tampa/abertura de plástico (será pintado), além da arte gráfica, inserida nas laterais... O bicho está ficando bonito...!!... CONFIRA...

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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A família do cangaceiro Balisa




Fonte: facebook
Página: Adauto Silva

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Padre Bulhões pai adotivo do cangaceiro Corisco

Por Kiko Monteiro

Kiko Monteiro Gustavo Alfredo Antes tarde do que nunca, eis ai sua resposta, graças a informação do amigo "Corisco Dadá" em santinho fornecido por Sofia Bulhões.


Fonte: facebook
Página: Kiko Monteiro

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CORONEL ZÉ ABÍLIO ( coiteiro de Lampião), DE BOM CONSELHO - PE....CARTA TESTAMENTO


CORONEL ZÉ ABÍLIO ( coiteiro de Lampião), DE BOM CONSELHO - PE....CARTA TESTAMENTO

Fonte: facebook


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Malas Prontas e Pé na Estrada !!!

 Por: Manoel Severo

Certamente quando os amigos estiverem lendo esta postagem , já estejamos "na estrada". Grandes jornadas se traduzem em planejamento, disciplina, determinação, esforço e acima de tudo sentimento. Não canso de dizer que o Cariri Cangaço é o resultado da união desses sensacionais ingredientes, selecionados e misturados com entusiasmo por muitas mãos, daqui, dali, dacolá... De todos os cantos onde haja um Brasil de Alma Nordestina.

Começa mais uma jornada Cariri Cangaço. De hoje até o próximo dia 28, estaremos trilhando os caminhos maravilhosos do sertão tão amado; revendo com alegria e fraternidade a família Cariri Cangaço espalhada por este "mundão a fora" e conhecendo novos amigos. O destino é o estado de Alagoas, a sede encantada do Cariri Cangaço Piranhas, mas antes de chegar lá ainda temos muitos compromissos, muitos e maravilhosos compromissos, viajem conosco... 

Professor Pereira e Fátima Cruz

Cajazeiras, Paraíba: Neste sábado, dia 19 temos encontro marcado em Cajazeiras com o confrade e amigo, Conselheiro Cariri Cangaço Professor Pereira e sua espetacular esposa, Dona Fátima Cruz, com direito a encontro com as netas do cangaceiro Sabino Gomes, Dra Francisquinha e Maria José.

Princesa Isabel, Paraíba: No domingo, dia 20 à convite do companheiro Carmelo Mandu, estaremos sendo recepcionados em almoço na casa de seu pai, o patriarca João Mandu, ao lado de toda tradicional família, reunindo confrades de Princesa Isabel na Paraíba e Flores em Pernambuco. Ali teremos uma reunião de trabalho com a Secretaria de Cultura de Princesa além de apresentação do Grupo de Cultura Abolição. Nesta visita de trabalho estaremos ao lado dos confrades do GPEC - Grupo Paraibano de Estudo do Cangaço, Narciso Dias, Jorge Remigio e Jair Tavares.

Narciso Dias, Geziel Moura, Jorge Remigio e Jair Tavares

Triunfo, Pernambuco: Na segunda-feira, dia 21, logo cedo, estaremos aportando na bela Triunfo, anfitrionados pelos amigos Diana Rodrigues, André Vasconcelos e Assis Timóteo. Nossos compromissos em Triunfo e Princesa Isabel possuem o objetivo de começar a pensar na realização de um Cariri Cangaço na região, unindo os dois municípios, os dois estados.

Serra Talhada, Nazaré e Floresta, Pernambuco: Na terça-feira, dia 22, o berço de Virgulino Ferreira nos espera. Além da visita obrigatória aos amigos do Xaxado Cabras de Lampião e ao Museu do Cangaço; Anildomá e Cleonice; teremos ao lado do companheiro Euclides Ferraz Neto; descendente de uma das mais tradicionais família de "nazarenos"; uma visita técnica a Nazaré do Pico, onde já nos aguarda o companheiro Paulo George de Belém do São Francisco. Dali até Floresta para encerrar o dia.

Euclides Ferraz Neto e Manoel Severo

Petrolândia, Pernambuco: Ainda dia 22 aportaremos para dormir em Petrolândia "emblemática terra" do querido Jadílson Ferraz, que já foi Bin Laden e hoje travestiu-se de Falcão... Um amigo extraordinário e que com muita determinação e trabalho está consolidando o Museu do Nordeste em sua cidade, ali também o Cariri Cangaço se fará presente.

Água Branca e Delmiro Gouveia, Alagoas: Na quarta-feira, dia 23 a acolhedora Água Branca, cenário do primeiro saque de Virgulino Ferreira, recebe o Cariri Cangaço e ao lado do confrade Edvaldo Feitosa, teremos a satisfação de reencontrar essa cidade de beleza e clima, incomuns. Logo depois de Água Branca estaremos com compromisso marcado com Delmiro Gouveia e a saga de um dos maiores empreendedores do século, ao lado do confrade Edvaldo Nascimento e dali: Rumo a Piranhas


Piranhas, Alagoas: Bem; aqui contamos depois... Pois é o inicio da Semana do Cangaço na quinta-feira dia 24 com o Cariri Cangaço Piranhas ! Onde encontraremos os confrades de todo o Brasil num evento que sem dúvidas foi pensado e trabalhado com muito zelo e cuidado pelo Conselheiro Cariri Cangaço, Jairo Luiz e sua equipe, aqui ressaltamos o apoio do prefeito Dante Bezerra de Meneses, é aguardar para ver, e dia a dia estaremos registrando neste blog tudo o que aconteceu em nossa jornada.

Grande abraço a todos,
Manoel Severo - Curador do Cariri Cangaço


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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Lauro foi responsável pelo maior furo de reportagem da história do RN

Por Bruno Barreto

O dia 19 de junho de 1927 foi importantíssimo na história do Jornal O Mossoroense e de toda a imprensa potiguar, pois foi neste dia que foi publicado o maior furo de reportagem do Estado. Tratava-se da entrevista que o cangaceiro Jararaca concedeu a Lauro da Escóssia na prisão, antes mesmo de depor em inquérito policial.

O cangaceiro Jararaca

Com a reportagem, de repercussão nacional, transformada em matéria do jornal O Estado de São Paulo, o jornal chegou a uma vendagem recorde de 5.400 exemplares, patamar nunca mais alcançado.

A manchete dizia "Hunos da nova espécie" e a sub-manchete, "O famigerado Lampião e seu grupo de asseclas atacam Mossoró". As chamadas diziam "A heróica defesa da cidade" e "É morto o bandido Colchete é gravemente ferido o lombrosiano Jararaca".

Cid Augusto

Em seu livro "Escóssia", Cid Augusto transcreve a reportagem, que é introduzida por comentário discordando do adjetivo atribuído a Jararaca na chamada, e que pode ser conferida abaixo na íntegra:

"- Não, nada. Sujeito simpático. Ele começou me dizendo que se chamava José Leite, tinha 27 anos e nasceu no dia 5 de Maio em Buíque, Pernambuco. Sujeito moreno, muito moreno, mas não era negro. Era solteiro e andava com Lampião há um ano e alguns meses. Ele tinha um fuzil mauser e cartucheiras de duas camadas, ms 560 mil réis no bolso e uma caixinha com obras de ouro no valor de 1 conto de réis. 

O cangaceiro Massilon

Disse que o ataque a Mossoró foi idealizado por Massilon Leite e que Lampião relutou um pouco, por causa da história das duas Igrejas. Que quando Lampião chegou a Mossoró não gostou nada, nada, daquela 'igreja da bunda redonda' (de onde estavam partindo os tiros contra o bando). De repente, Jararaca começava a rir, diz Lauro da Escóssia, e a gente perguntava por que, espantado como um homem com um buraco de bálano peito ainda conseguia rir.

-Mas, enfim, Jararaca, para que Lampião queria tanto dinheiro?

'- Era pra comprar os volantes de Pernambuco.'

Voltamos a outros episódios com Jararaca na prisão.

Clementino José Furtado - Quelé

Kelé não entrou na cadeia. Um seu ordenança, negro bem alto chegou perto de Jararaca, tendo-lhe arrancado do pescoço, num gesto brusco, uma volta de ouro que trazia com uma medalha de Santa. Depois cobiçou um anel que o bandido trazia no dedo. Jararaca tentou tirar, não conseguindo, ao que o negro foi logo dizendo: '- Coloque a mão aqui. Eu vou cortar o dedo para tirar o anel'. E puxou um faca (facão) ao que o Dr. Marcelino implorou:

'- Meu senhor, não faça isto. Cortar o dedo na minha frente, não'.

O negro desistiu, por certo atento à sensibilidade do doutor.

Jararaca, fez um pedido com certa ironia:

'- Tragam Kelé que eu quero dizer quem é cangaceiro'.

Disse depois:

'- Kelé era do nosso bando e a polícia paraibana fez dele um sargento para nos perseguir'.

Mesmo ferido, Jararaca não escondia seu riso, o desejo de ainda viver e no momento em que uma linda jovem de nossa sociedade penetrava na sala, atenta à sua curiosidade para ver o bandido, este pergunta:

'- Esta moça é daqui?'. Ao que, recebendo a afirmativa, disse: '- Se o capitão (Lampião) soubesse que aqui tinha uma moça tão bonita teria entrado na cidade.'

A uma pergunta de D. Marola Silva (esposa do Sr. Veriato Silva), se os vinte e tantos traços que tinham na coronha de sua arma eram anotações de morte feitas pelo mesmo, como dizem, respondeu-lhe:

'- É tudo mentira, minha senhora. Eu nunca matei ninguém'. E deu uma boa gargalhada, saindo o vento pelo furo do peito. Apenas impaciente ficou seguidas horas naquele sofrimento, pelo que chegou a pedir um canudo de mamão e algumas pimentas malaguetas, dizendo que com isso ficaria bom.

Perguntei-lhe como. Disse: '- No bando, quando alguém recebe ferimento como este (apontando para o peito), sopra-se malagueta pelo canudo colocado na ferida. Sai toda salmoura do outro lado. Arde muito, mas a gente fica curado'.

Mas, apesar de tudo isto, Jararaca vinha aos poucos melhorando e se tivesse sido medicado convenientemente não morreria pelos ferimentos.

Tenente Laurentino de Morais - honoriodemedeiros.blogspot.com

O tenente Laurentino de Morais tinha ido a Natal de onde voltou na quarta-feira seguinte. Esperou pela quinta, quando Jararaca seria transportado para Natal. Alta noite, da quinta para a sexta-feira, levaram Jararaca, não para Natal e sim para o cemitério, onde já estava aberta a sua cova.

Disse o bandido: '- Vocês não me levam para Natal. Sei que vou morrer. Vão ver como morre um cangaceiro!'

Naquele local foi-lhe dada uma coronhada e uma punhalada mortal. O bandido deu um grande urro e caiu na cova, empurrado. Os soldados cobriram-lhe o corpo com essa areia.


Essa ocorrência feita às escondidas foi guardada com as devidas reservas por alguns dias. Tempos depois, o capitão Abdon Nunes, naquela época comandante da guarnição policial de Mossoró, revelou em depoimento a morte de Jararaca'.

http://www2.uol.com.br/omossoroense/160305/universo.htm

Ilustrado por José Mendes Pereira

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“O ESTADO DE SERGIPE” – 28/06/1936


Exumados os despojos de José Baiano e seus sequazes enterrados num formigueiro. A cabeça do facínora temido! – o estado dos cadáveres – quase criança e já perigoso delinquente – o regresso da caravana

“O Estado de Sergipe” ouve o major Osvaldo Nunes, chefe de polícia. 

Sabedores do regresso do major Osvaldo Nunes, zeloso chefe de Polícia do Estado, que anteontem fora ao teatro da luta na qual os bandidos perderam a vida, tratamos de procurar a distinta autoridade, que nos recebeu com a lhaneza de trato que lhe é peculiar.

Sua Senhoria disse-nos, preliminarmente: - Não esqueça de explicar no seu jornal que o Governo de Sergipe e as autoridades policiais tinham conhecimento da ação que há meses se preparava para extinção do grupo de cangaceiros chefiado por José Baiano, pois as volantes, quase sempre pressentidas, só podem oferecer combate aberto, ao qual os bandidos ordinariamente fogem.

E acrescentou a ilustre autoridade: - Todos sabem que o desaparecimento de um grupo de cangaceiros é um benefício para a coletividade, diante do que esses homens, que expuseram a própria vida para eliminar os ferozes bandoleiros, só mereciam a ajuda eficiente dos poderes públicos.

Inquirimos então ao major chefe de Polícia:

- Havia vestígios da luta no local?

- Claro. Galhos quebrados, chão revolvido, tudo indicava a luta de vida e morte ali desenrolada, na qual só a arma branca foi utilizada.

- Não houve dúvida na identificação dos bandidos? – Perguntamos, do que obtivemos a seguinte resposta:

- Nenhuma. A identificação principal, que era a de José Baiano, foi perfeita, não só pelos sinais característicos do facínora, e conformação craniana, como pelo confronto feito com a fotografia do mesmo.

- E é intenção do governo premiar o esforço dos valentes sertanejos?

- Sim, disse-nos Sua Senhoria, no entanto por ora nada posso dizer de positivo.

Terminando a rápida entrevista, o major Osvaldo Nunes teve as seguintes palavras:

- O governo está providenciando com urgência o reforço policial das localidades mais assoladas pelo banditismo, apesar das dificuldades oriundas do pequeno efetivo da tropa, especialmente Alagadiço, Carira, Pinhão e outros pontos distantes, de difícil comunicação.


Conforme dissemos em nossas edições anteriores, às 5 horas da manhã de anteontem, uma caravana composta do major Osvaldo Nunes, chefe de Polícia, seu assistente militar, tenente Ulisses Vieira, comandante Rivaldo Brito, senhor Raimundo Carvalho, oficial de gabinete do governador Eronides de Carvalho, tenente Afonso Mota e Oscar Pinho, Dr. Carlos Menezes, médico legista da Polícia, os sertanejos Antônio Pereira e Pedro Guedes, que tão saliente papel tiveram na dizimação do bando de José Baiano, fotógrafo Artur Alves Costa, escoltados por um contingente composto de 15 soldados da milícia estadual, viajou de automóvel para o local onde se dera o desforço que redundou no aniquilamento total do perigoso grupo de bandoleiros chefiado pelo célebre José Baiano, a fim de proceder às medidas julgadas necessárias pela lei para comprovação do ocorrido, entre as quais, a exumação dos cadáveres dos quatro facínoras desaparecidos.

A estrada, devido às últimas chuvas, retardou um pouco a chegada a São Paulo, que se deu às oito e trinta horas. Aí, após servirem-se de um lanche reconfortador, descansaram os servidores da lei até as 10 horas, rumando em seguida para Alagadiço, que alcançaram às 12 horas, onde se apearam e continuaram a marcha a pé, em vista das dificuldades que a estrada oferecia para a passagem dos veículos.

O LOCAL DA TRAGÉDIA

Às 12 e meia precisamente chegavam o chefe de Polícia e seus companheiros à Lagoa Nova, onde se deu a luta que resultou no benefício social da extinção de José Baiano e seus caibras.

ISOLANDO O LOCAL

O comandante Rivaldo Brito ordenou providências para que o local fosse isolado, valendo-se para este fim da tropa volante que, sob o comando do sargento Epaminondas, viera de Carira e se juntara, à saída de Alagadiço, aos 15 homens do contingente.

EXUMADO OS CADÁVERES

Após o isolamento, o Dr. Carlos Menezes mandou que dois trabalhadores das cercanias abrissem a cova onde jaziam os bandidos, no que foi coadjuvado pelos sertanejos Antônio de Chiquinha e Pedro Guedes, que apontavam onde devia ser feita a escavação. Verificou-se que os bandidos haviam sido enterrados num formigueiro, por ser de areia frouxa, mais fácil portanto para ser cavada...

A CABEÇA DE JOSÉ BAIANO

Logo mais, a picareta de um dos homens trouxe a descoberto a cabeça separada do tronco, do bandido José Baiano, ainda perfeitamente reconhecível, apesar de cheia de areia. O doutor Carlos Meneses lavou a cabeça do facínora temido, que tantos males concebera e praticara, transparecendo então uma fisionomia morena, cabelos crescidos e encaracolados, boa dentadura, onde faltava apenas um dente, que foi incontinenti fotografada. Prosseguindo a escavação, surgiu o corpo de um bandoleiro, tipo atarracado, alvo, que entrara recentemente no grupo. Também foi fotografada. O segundo corpo a surgir foi o de um bandido corpulento, claro, aquele, no dizer de Antônio de Chiquinha, que mais reagiu na luta e que semimorto, ainda quis empunhar o fuzil. O terceiro corpo estava em adiantado estado de desagregação, e era de um rapazinho há tempos integrante do grupo. Por último apareceu, decepado, o tronco de José Baiano, revelando uma forte compleição física. Trajava mescla azul, camisa de quadrinhos da mesma cor e culote.


Após fotografar os despojos sinistros de um a um o médico ordenou o batimento de uma chapa dos corpos em conjunto.

HORRÍVEL MAU CHEIRO

Devido aos vários dias já decorridos desde a consumação do trágico episódio, os despojos exalavam horrível odor, tornando a atmosfera quase irrespirável, apesar da água de colônia e outros perfumes e desinfetantes que os presentes utilizavam a fim de assistir aos trabalhos.

GRANDE AFLUÊNCIA AO LOCAL

Durante o decorrer da diligência policial, chegavam, continuadamente, grupos de curiosos procedentes das cercanias e até de Itabaiana, São Paulo, Alagadiço e Carira.

O REGRESSO

A caravana policial regressou incontinenti, chegando a esta cidade cerca das vinte e uma horas e alguns minutos.
Fonte: facebook

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O Massacre dos Salinas - 1932

A foto é só para ilustração

No município de Jeremoabo, na Bahia, há um sítio chamado Almesca, que foi palco de uma das maiores atrocidades cometidas por Lampião no tempo do cangaço.

Sempre passavam grupos de cangaceiros nestas terras. O dono do referido local, senhor Manoel Salina, toda vez que “avistava” os cabras, corria até Jeremoabo e dizia para as autoridades o ocorrido.

O pesquisador Antônio Amaury, em seu livro “De Virgolino a Lampião”, na pg. 221, refere que o tenente Zé Rufino tenha dito: “(...) Manoel salinas tinha brasa na língua e que precisava falar para ventilar e aliviar a boca (...)”.

Ainda segundo o pesquisador na ob. cit., “(...) Lampião foi informado desse hábito (...) mandou-lhe um recado bastante claro: “Deixe de contar nosso roteiro para os macacos, senão vamos matá-lo! (...) contrariando a expectativa normal e demonstrando grande falta de bom senso (...) continuou com suas denúncias (...)”.

 O dono do sítio foi morar na cidade. Porém, certa vez juntou seus familiares e conhecidos para fazer uma “farinhada”.

Sabendo que ia acontecer tal coisa, Lampião mandou um coiteiro sondar se a conversa era verdadeira, tendo a confirmação positiva, chamou a tropa e informou para onde iam. Chegando à fazenda, prenderam todos rapidamente. Nas pags. 222 e 223 da cit. ob. o autor nos relata,”(...) João Grande, Cirilo Batata, Antônio Batata e Boa batata foram mortos de imediato. Sem demora (...) pegaram Manoel Salina e um de seus filhos e amarram-nos juntos, em pé (...) executaram o filho com um tiro na cabeça. Ao tombar no chão, sem vida, trouxe consigo seu pai (...)”. Repetiram esta atrocidade de amarrar um filho ao pai e matar o filho em três de seus filhos. Todas às vezes que foi morto um dos filhos, ao cair, levava o pai ao chão. o filho chamado Fabiano foi obrigado a subir no telhado da casa de farinha e ir quebrando suas telhas. Com uma coragem de monstro, sem saber de onde veio, saltou do telhado e correu até a cidade. comunicando as autoridades do que se passava. As autoridades resolveram só ir ao dia seguinte.

Voltando ao livro do grande pesquisador “(...) depois de matarem os três filhos (...) quebraram-lhe todos os dentes, arrancaram todas as suas unhas a punhal, castraram-no e vazaram um de seus olhos (...) nesse estado o puseram em cima de um cavalo (...) até a fazenda bandeira, onde morava um outro filho de salina (...) Chamou seu filho Ulisses (...) foi sumariamente, abatido a tiros (...), e depois de tudo isso é que Lampião resolveu colocar um fim ao sofrimento de Manoel salina (...)”.

(Obs.: a foto acima postada não quer dizer que foi esse o grupo que cometeu as barbáries, mas nesta foto Lampião é o primeiro da esquerda). 

Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira‎Lampião, Cangaço e Nordeste

Confira também neste site: 
http://cariricangaco.blogspot.com.br/2012/02/chacina-da-familia-salinas-e-caravana.html 

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MANOEL VICTOR OU MANOEL VICTOR MARTINS:


Ingressou no cangaço no ano de 1926. Nesse mesmo ano atacou e agrediu dois sobrinhos do Coronel Ângelo da Gia.


Manoel Victor pertencia a uma família de relativo poder econômico e existe a possibilidade, não comprovada, de ter sido filiado ao Partido Comunista, o que o tornaria o primeiro e único cangaceiro-comunista.

Chegou a executar várias missões por ordem de Lampião, na região de Tacaratu-PE (Não comprovado).

Alguns pesquisadores e historiadores acreditam que MANOEL VICTOR não tinha relações amistosas com Lampião e inclusive em 19 de Agosto de 1926 teria Lampião com outros 90 homens atacado Tacaratu-PE, pondo cerco de 12 horas de fogo na casa de Manuel Victor, ferindo-se seu irmão Januário, que veio a perder sua perna.

Esse ataque foi por conta de uma questão gerada com Manuel Victor, com membros da tradicional família Faceiro Lima de Tacaratu-PE.

- Participou da batalha da Serra Grande no município de Vila Bela em 26 de Novembro de 1926.

- Foi morto em 20 de Junho de 1937, no Sítio Brejinho, município de Tacaratu-PE, pela volante comandada pelo Tenente Arlindo Rocha.

Fonte: facebook

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Lampião em Alagoas

Autores: Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto
  
O livro tem 468 páginas. 
Preço R$ 55,00 (Cinquenta e cinco reais) com frete incluso, para todo o Brasil.

Onde comprar?
Com o revendedor
Professor Pereira
através do E-mail:
franpelima@bol.com.br
ou pelos telefones:
(83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI)

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Camuflas e camuflagens.

Jorge Lundgren

Eu estava pensando aqui, Galera... Lampião sem duvidas, um cangaceiro de grande inteligência, estrategista, mas vendo as imagens coloridas pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio, o rei e seus cabras usavam roupas muito coloridas, o que facilitava a visualização de seu bando em meio à caatinga. 


Será que com tanta inteligência assim, ele nunca pensou em técnicas de camuflagem, para quando estivesse em meio à caatinga, usando roupas de tons que os camuflassem em seus momentos de descanso?

O professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio disse:


"- O que devemos perceber, Jorge Lundgren, é que a caatinga era muito diferente do que temos atualmente. Havia as áreas efetivamente de "mata branca" ou "mata cinzenta", mas havia abundância de cores também, naquela secura... Além disto, os cangaceiros, por mais coloridos e emperequetados que estivessem, sabiam se deslocar... Aquela visão de cangaceiros passeando pelos caminhos, andando como os anões da Branca de Neve, em passos lerdos... ou montadinhos no alto da serra... como quem volta da praia... é coisa de filmes. Eles andavam era mocozados... permeando vales e ravinas.. O mais fácil era dar de cara com eles... assim... de supetão".


" - Essa parte final amigo Rubens Antonio, será que teria como expressar numa linguagem mais simples... partir de mocozados... sou meio leigo no assunto e não compreendi".

Rubens Antonio voltou a explicar dizendo:

" - Os cangaceiros se deslocavam de maneira eficiente, pois raramente eram visos, salvo quando saltavam já na frente, emergindo da caatinga arbórea. Quando não estavam nos coitos, os cangaceiros quase não andavam, praticamente só correndo ou andando muito apressados. Ou seja... Aquilo de caminharem tranquilinhos, como na abertura do "Lampião e Maria Bonita" é coisa pra gringo ao tema ver... Quando estavam a cavalo, eram também muito velozes. Mesmo passando geralmente por veredas, picadas ou mesmo "mata bruta", seus deslocamentos poderiam variar entre 20 e poucos e incríveis 120 km por dia".


Continua o Rubens Antonio:

" - Esta caminhadinha aqui... neste vídeo... a campo aberto ou pelo caminho com aquela passadinha.... é coisa de filme. Bem distante da realidade: https://www.youtube.com/watch?v=l1f4nRIz0ZY".

Jorge Lundgren agradeceu dizendo:

 " - Muito obrigado pela explicação Rubens Antonio, agora entendi...".

Giovani Costa disse:


"- Mocó meu caro Jorge Lundgren, é um animalzinho esperto da família do preá, que vive nas locas das pedreiras e muito difícil de ser alvejado, por isso o amigo usou o termo "mocozados"!

O pesquisador Wellington Lopes reforçou o que disseram:


" - Todos nós temos um pouco de camaleão, quando criança eu brincava de Cowboy, e o meu instinto me levava para o melão de Sao Caetano e me camuflava com os ramos no meu corpo. Portanto em um combate na caatinga podem ter certeza que o Rei do Cangaço usava roupas de cores que confundia a volante, principalmente o linho cor de areia".

Veja o filme completo de Lampião e Maria Bonita clicando no vídeo abaixo:


Duração do filme: 1:39:37 segundos

Fonte: facebook
Página: Jorge Lundgren

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