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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

“Notas Para A História do Nordeste”: mais novo trabalho do pesquisador JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

Recebi do pesquisador pombalense JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO, um exemplar do    e-book “Notas Para A  História do Nordeste”, seu mais recente trabalho de pesquisa  .
                        
Não sou muito afeito a ler e-book, muito embora eu seja uma aficionado por novas tecnologias: prefiro livros na sua forma “gutemberguiana”, que possa estar sempre a me esperar numa estante e, quando ele pensar que eu o esqueci, arrastá-lo da estante, soprar  a poeira  e relê-lo,  para mais tarde  devolvê-lo ao seu descanso.
                        
Infelizmente os pesquisadores independentes e autônomos não tem condições de publicar seus livros, face aos preços proibitivos e a falta de incentivos dos governos, e acabam por   buscar a economicidade do e-book que, muito embora seja mais acessível ao público, não proporciona ao autor o prazer de uma noite de autógrafos, dando-lhes aquele indescritível prazer de ver um leitor sair do recinto com seu trabalho, resultado de incansáveis noites de pesquisas.
                        
Não sei se foi esse o motivo que levou o pesquisador José Romero de Araújo Cardoso a se aventurar nessa vereda com seu mais novo trabalho “Notas Para A História do Nordeste”. Como eu disse, eu preferia tê-lo em minha estante, junto com outros trabalho do pesquisador, a saber:  “Nas Veredas da Terra do Sol” (1996), “Terra, Verde, Chapéu de Couros e Outros Ensaios” (1996), “Aos Pés de São Sebastião - Novela Sertaneja” (1998), “Fragmentos de Reflexões - Ensaios Selecionados” (1999), “A Descendência de Jerônimo Ribeiro Rosado e Francisca Freire de Andrade - A Família de Menandro José da Cruz” (2001), “A Importância da Caprinovinocultura em Assentamentos Rurais de Mossoró-RN” (2002),  “Euclides da Cunha e as Secas” (2005). "Fazenda da Esperança Santa Rosa: reminiscências de um processo de retorno à vida" (2012).
            
De todos os livros citados acima, eu destaco dois entre meus prediletos: “Aos Pés de São Sebastião - Novela Sertaneja (1998) e “Nas Veredas da Terra do Sol (1996)”. O segundo, que tem muita semelhança com o “Notas Para A  História do Nordeste”, já carece  de uma reedição.
                        
“Notas Para A  história do Nordeste” reúne em um único volume os textos e ensaios já publicados pelo autor em alguns blogs, mas, que agora juntos, hão de  facilita o acesso dos que buscam   conhecer  a história  da ocupação dos sertões nordestino:  seu povo; suas lutas para sobreviver em meio a violência; o cangaço nas  lentes de Benjamim Abrahão; a fome na tinta de Josué de Castro; e, a cultura que, por sinal  nasce onde menos se espera, na persistência  de  Vingt-un Rosado, que sempre acreditou em um sertão econômica  e culturalmente  viável.
            
Como já relatado, o autor já é veterano no campo literário e da pesquisa histórica. Seus estudos enfatizam e desvendam a antropologia sertaneja na luta incessante do homem com o “meio”, que tem como subproduto tanto violência gerada pelo, coronelismo impactante no sertão do século XIX e XX, como a cultura representada pelos poetas cordelistas e pelo grande “Lua” Gonzaga.
            
O Livro O “Notas Para a História do Nordeste” fala da economia, da vegetação, dos costumes, das pessoas e de tudo que compõe o bravo homem sertanejo e, é por isso que o autor é sempre citado em Tese de Conclusão de Curso (TCC).
                        
Parabenizo o autor por mais esse trabalho.
           
Jerdivan Nóbrega de Araújo. Advogado e Escritor. 

Enviado pelo escritor, professor e pesquisador do cangaço José Romero Araújo Cardoso

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MANOEL MORENO, ÁUREA E GORGULHO

Por Geraldo Júnior

"CABEÇAS ERAM CORTADAS E O SANGUE JORRAVA NAS TERRAS SECAS DO SERTÃO."

Os cangaceiros Manoel Moreno, sua companheira Áurea e o Cabra Gorgulho foram surpreendidos e mortos pela Força Volante comandada pelo bravo "Nazareno" Odilon Flor.

Tiveram suas cabeças decapitadas e expostas em praça pública, conforme o costume da época.

O cão que aparece segurado pela coleira na imagem abaixo, pertencia ao Cangaceiro Manoel Moreno.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

O CANGAÇO CANGACEIROS

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Não é na finalidade de apagar o brilho do trabalho do nobre pesquisador do cangaço Geraldo Júnior, mas apenas para informar que: o escritor Alcino Alves Costa em seu livro "Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico, afirma que o cangaceiro que foi assassinado nesta noite, juntamente com Mané Moreno e Áurea, foi o cangaceiro Cravo Roxo, e não o cangaceiro Gorgulho, como muitos autores de livros publicaram. 

No livro ele diz que houve um engano, e foi constatado que o Gorgulho conseguiu fugir, e após este ataque aos cangaceiros, ele abandonou esta triste vida e foi viver com antes, livre.

Mané Moreno era primo dos cangaceiros Zé Baiano e Zé Sereno.

Da esquerda: Mané Moreno, Zé Baiano e Zé Sereno, este último era primo carnal de Zé Baiano

Da esquerda para direita: Áurea de Mané Moreno e Rosinha de Mariano que estava grávida do cangaceiro Mariano

Raríssima fotografia na fazenda Barra do Ipanema, 1936. Áurea, esposa de Manoel Moreno e Rosinha, grávida de Mariano. O retratista foi o dono da fazenda, Júlio de Freitas Machado.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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RECADO DE PAULO GASTÃO...

Ingrid Rebouças, Paulo Gastão e Elena Marques

Sobre a chegada do Cariri Cangaço em terras de Princesa Isabel...

"Caríssimo Curador do Cariri Cangaço 
Manoel Severo.
Feliz estou após receber a primeira notícia sobre o Cariri Cangaço a se realizar na querida 
Princesa Isabel/PB. 
Com tempo hábil e grupo formado 
invadiremos a Paraíba"

Paulo Gastão

E em Março...

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HOJE NA HISTÓRIA DE MOSSORÓ - 28 de Janeiro de 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

Em 28 de janeiro de 1934 era instalado no Cine-Teatro Almeida Castro, em sessão presidida pelo médico e político natalense Ricardo Barreto, o diretório municipal do Partido Social Nacionalista PSN, entidade partidária dirigida no Estado pelo Deputado João Café Filho.


Representações dos municípios de Areia Branca, Pau dos Ferros, Assú, Grossos, Apodi e outros municípios potiguares estiveram presentes, além de uma caravana de Natal, composta dos Srs. Elias, Malmann, Manuel Aguiar de Gusmão, Oliveira Júnior, componentes do Diretório Estadual.
               
O diretório local ficou constituído pelos Srs. Amâncio Leite – Presidente, Tertulino Aires Dias – vice-Presidente, José Octávio e Martins de Vasconcelos – Secretários e Vicente José de Carvalho –Tesoureiro.
               
Oradores inflamados ocuparam a tribuna durante toda a sessão que esteve abrilhantada pela presença da Banda de Música Municipal.

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Fonte:
http://www.blogdogemaia.com

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Considerações sobre a Bibliografia do Cangaço

 Por Vilma Maciel

Todos nós sabemos que a literatura traz consigo um elo de ligação entre o conhecimento e a história. Desperta na alma do leitor sua sensibilidade e o gosto pela literatura. O fazer literário galga os labirintos da criatividade. Retrata através da fusão entre a realidade e ficção a vivência física, psicológica e social do homem no tempo e no espaço. No nosso empenho e interesse pela pesquisa, tanto de campo como bibliográfica encontramos muito divergência e polêmica sobre o tema. Daí a competição, um fator que chega a ser negativo neste campo literário. Não sou de acordo com este tipo de coisa. Discriminar os trabalhos dos colegas. Mas também sabemos que há um limite. O tema é por demais abrangente e requer competência e seriedade.

Ao leitor ou pesquisador cabe saber a importância de cada obra dentro do contexto: Seja ela documental, biográfica ou romanceada (Romance histórico), sem deixar também de lado a importância dos cordéis e outras fontes como filmes e artes. Todo esse universo cultural nos oferece uma contribuição imensurável. Os livros mais antigos, muitos foram romanceados (TEM SEU VALOR HISTÓRICO) e foram escritos por autores consagrados. Entre eles: Eduardo Barbosa, Érico de Almeida (1926) uma narrativa emblemática.
  
Aurineide Aguiar, Vilma Maciel e Manoel Severo, no Cariri Cangaço Piranhas 2014

Ranulfo Prata (1934) LAMPIÃO- Outros fizeram apologia. Com o passar do tempo surgiram obras enfocando uma visão política, à esquerda. O enfoque principal, o contexto de injustiça social do sertão para justificar o cangaceirismo. Hoje sabemos que foram vários os fatores. Assim, tais teses não apresentavam um quadro completo de motivação e atuação do banditismo. Nesta ordem, temos os títulos: Rui Facó e Christina Matta, Machado e muitas outros que se encaixa nessa ordem. Diversas obras surgiram com grande competência destacando: Guerreiros do Sol, Frederico Pernambucano de Mello, também vale lembrar do escritor americano - Billy Jaynes, Chandler em seu Lampião- Rei dos Cangaceiros e outros.

Essa temática, também despertou uma inspiração fértil para os pioneiros que escreveram muito antes de todos nós o tema cangaço, entre eles: Franklin Távora, Rodolfo o Teófilo, Ulysses de Albuquerque e outros. É importante dizer aqui que autores contemporâneos continuam reescrevendo a história especialmente por meio da análise de vasta documentação e novas descobertas através de coletas de dados, e das andanças. Seria impossível listar todos autores, porém vamos recordar de alguns nomes: Melquíades Pintos Paiva autor da Bibliografia Comentada do Cangaço-VI e VII. Através destes livros guias nos oferecem fundamental contribuição aos estudiosos, colecionadores da temática nordestina. Na minha coleção consta muito títulos escolhidos no livro do Dr. Melquíades. 
  

Seria impossível citar o roteiro fiel e abrangente de todos autores por isso, melhor consultar a obra dele. Encontramos entre outros na bibliografia comentada: Antônio Amaury Correia e Vera Ferreira. (VI) Hilário Lucete- Margébio Lucena- Pulo Gastão- João de Sousa Lima, Luiz Bernardo Pericás, Aglae de Lima de Oliveiras-(VI), Vilma Maciel (VII) Ângelo Osmiro Barreto - Vera Lúcia Figueiredo- Alcino Costa, Sila, Archimedes Marques e muitas outros. João Bezerra (COMO DEI CABO DE LAMPIÃO- 1 EDIÇÃO) Napoleão Tavares Neves e muitos, muitos outros de excelentes autores. Procurem no guia citado: É salutar lembrar que quando se fala em bibliografia do cangaço temos o nosso amigo o Prof. Pereira que oferece com segurança a oportunidade para a aquisição de qualquer título desejado.

Pode-se dizer que apesar dessa vastidão dos títulos sobre a temática nordestina, ainda há muito a aprender e novas interpretações surgirão. Portanto colegas respeitamos os autores consagrados e daremos sempre boas-vindas aos novos talentos.

Vilma Maciel, pesquisadora e escritora
Juazeiro do Norte, Ceara

Em Março...

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CASA DO ARIANO VILAR SUASSUNA


Casa de Ariano Vilar Suassuna 

Perguntaram ao escritor Ariano Suassuna se ele acreditava em Deus. Ele respondeu:

- Acredito. Ou existe Deus ou a vida não tem sentido nenhum. Bastaria a "morte..."




Fonte: facebook

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“A VINGANÇA DO CANGAÇO”

Material do acervo do pesquisador  Sálvio Siqueira

O CANGAÇO - ‘RECANTO DA HISTÓRIA’

“A derrota militar jamais capou o brilho do cangaço. Brilho de estrela em chapéu de couro, bem entendido, preservado na memória popular, setenta anos após o ocaso do movimento, com a morte de Corisco, em 1940”.

Estrelas de Aço: A estética do cangaço (Escrituras Editora, 258 páginas, 2010) é livro de arte com mais de 300 fotos. A obra, que tem fotos inéditas, prefácio de Ariano Suassuna e ilustrações do arquiteto Antônio Montenegro, é resultado de 13 anos de pesquisa e 25 anos de estudo. Historiador e advogado, Pernambucano de Mello foi procurador federal em Recife e, de 1972 a 87, integrou a equipe do sociólogo Gilberto Freyre na Fundação Joaquim Nabuco. Especializou-se nos conflitos da história nordestina, em particular os levantes populares que não se sujeitavam aos valores coloniais, como os "guerreiros do sol", como chama os cangaceiros.


Dono de um acervo com mais de 160 objetos do cangaço, Pernambucano de Mello pretende um dia criar um museu. Até lá, acredita que a vingança do cangaço à derrota militar está em sua estética, expressa em seu vestuário simbolizado pelo chapéu em meia-lua com estrela e na linguagem popular nordestina, que até hoje se instala na fala e na cultura da região.

A suntuosidade das roupas do cangaço fez Mello reiterar a análise antecipada por Língua em 2006, pelos pesquisadores Leandro Cardoso Fernandes e Antonio Amaury Corrêa de Araújo, segundo a qual a imponência da indumentária no cangaço só encontra paralelo na história dos conflitos humanos nas figuras do samurai japonês e do cavaleiro medieval europeu.

A riqueza de vestuário e linguagem forma, para o historiador, o traço arcaico do homem ligado ao místico e ao divino. Para os cangaceiros, os elementos estéticos faziam com que ultrapassassem a sua condição, criavam uma blindagem alegórica que os descolava de seus crimes.


Sua indumentária cheia de adereços era versão das roupas de vaqueiros, adaptada ao meio e ao cenário. As abas do chapéu de couro permitiam visão lateral, o que evitava emboscadas. Aberta na frente, a alpercata de rabicho protegia o pé de espinhos e do calor. Para carregar até 30 quilos de peso, o cangaceiro usava bornais na lateral, enquanto os "macacos" (soldados) eram obrigados a usar mochilas concentrando todo o peso nas costas, tirando seu ponto de equilíbrio.

A importância da palavra no cangaço integrava a imagem que os bandos queriam transmitir de si mesmos. Para Fernandes e Araújo, novos membros do bando ganhavam um "vulgo" (apelido) a que deviam honrar. Em caso de morte, quem o substituía herdava o vulgo, para perpetuar e imortalizar a reputação do cangaceiro.


Imponência
Os cangaceiros foram donos de uma riqueza vocabular própria, mais rica que os manjados termos a eles associados, como "volante" (equipe móvel de perseguição policial) e "macaco" (soldado). Para Fernandes e Araújo, muitos termos usados pelos bandos não eram conhecidos do sertanejo comum e formavam um jargão militar próprio. Com o fim do movimento, parte dos termos passou a ser usado de maneira corrente no sertão. Nem sempre de forma duradoura - algumas palavras terminaram esquecidas, como "gargulina" (enjoo), "desaprecatado" (desprevenido), "jabiraca" (lenço de pescoço).


Para Pernambucano de Mello, a estética do cangaço tornou o cangaço um mito primordial brasileiro. Em sua opinião, os cangaceiros não eram criminosos comuns, que tentam se misturar ao ambiente para não serem notados.

Não se camuflavam, nem se escondiam: faziam do estardalhaço visual, e verbal, seu cartão de visita".

Fonte Revista Língua Portuguesa (dezembro/2011)
revistalingua.uol.com.br

Fonte: facebook

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ENXOVAL DO FILHO DE CORISCO E DADÁ SÍLVIO BULHÕES

Material do acervo do pesquisador Geziel Moura

E para celebrar os ventos da democracia, com a devida autorização de seus proprietários, compartilho o famoso enxoval que Corisco e Dadá fez acompanhar com seu filho, Sílvio Bulhões, na ocasião em que este foi enviado para o padre Bulhões de Santana de Ipanema, e que foi objeto de matéria da revista O Cruzeiro de 10.10.1953 (Revista já postada por mim neste grupo). 

As fotos em sépia e da revista O cruzeiro, e as coloridas da Angélica Bulhões, que sempre contribuiu com fotos de sua família neste grupo, sendo que o problema não são compartilhá-las e sim que as faz.

Fonte: facebook
Página: Geziel Moura

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A HISTÓRIA DA CIDADE – GERALDO MAIA LANÇA LIVRO SOBRE MOSSORÓ

por Webmaster

Um livro que retrata a história de Mossoró escrito por um dos pesquisadores mais sérios quando o assunto é o passado do município: Geraldo Maia do Nascimento. A obra, com o título de Mossoró na trilha da história recebeu selo da editora Sebo Vermelho e será lançada no próximo dia 13, a partir das 20h, no auditório da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte.


De acordo com o José Wellington Barreto, presidente da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Norte, Geraldo Maia não é um autor estreante. Em 2002, “atendendo a um convite do professor Vingt-un Rosado, mecenas da cultura mossoroense, selecionou alguns desses textos e publicou o livro Fatos e Vultos de Mossoró – acontecimentos e personalidades, através da Coleção Mossoroense. Já tinha publicado, em 2001, também pela Coleção Mossoroense, o livro Amantes guerreiras, a presença da mulher no cangaço. Publicou, em 2009, pela Gráfica e Editora Piauipel, de Teresina/PI, o livro “A R L S  30 de Setembro” e, em 2012, pela mesma gráfica, publicou o livro “Judas Tadeu de Azevedo – O guerreiro solitário”. Agora selecionou outros textos, dos mais de seiscentos publicados em jornais, para formar o presente livro, com o título de Mossoró na Trilha da História – Anotações”, fala.

De acordo com ele, o trabalho de Geraldo Maia “vem contribuir com o estudo da nossa história, evitando que a pátina do tempo apague essas memórias. Dando sua contribuição nesse sentido, o pesquisador e escritor, um amante da história mossoroense, nos apresenta, semanalmente, pedaços da nossa história. E de onde ele tira esses temas? Soprando a poeira de velhos papéis das bibliotecas, dos periódicos que o tempo amarelou, de arquivos particulares, bebendo água nas fontes límpidas e cristalinas”, frisa.

Mossoró na trilha da história não é um apanhado de anotações. Ao contrário. Existe, em toda obra, um apurado senso de pesquisa, característico de todos os trabalhos realizados pelo pesquisador Geraldo Maia, durante mais de uma década em que se dedica ao trabalho de analisar, pesquisar e conhecer a história local, seja através de documentos, entrevistas ou análises de outras fontes.

O AUTOR

Para Kydelmir Dantas, “algumas pessoas chegam a determinados lugares e ficam procurando pontos negativos para terem motivos de criticar e/ou não se adaptarem. Outras, usando da razão, procuram e encontram os pontos positivos, que em todos os lugares tem, e a partir daí vão tornando-se ‘mais um’ daquela comunidade. Com muita coerência o confrade do ICOP – Instituto Cultural do Oeste Potiguar, Milton Marques, diz que a Petrobras não trouxe para Mossoró apenas o progresso advindo do ouro negro, mas, também, sua riqueza mais importante”, destaca.

Para ele, assim “o foi com Geraldo Maia do Nascimento, o natalense mais mossoroense que conhecemos, ao sair da mesmice de casa-trabalho-casa, como a maioria dos mortais, e envolver-se com a cena sociocultural da capital do Oeste potiguar”.

Geraldo Maia nasceu em Natal, Estado do Rio Grande do Norte.  Bacharelou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN.

É pesquisador da história do Oeste potiguar, publicando seus estudos nos jornais e revistas da região, principalmente no jornal “O Mossoroense”, onde colabora com uma coluna semanal desde 1999.

Em 2001 publicou Amantes guerreiras – a presença da mulher no cangaço, seu primeiro trabalho pela Coleção Mossoroense. Em 2002 publicou Fatos e vultos da história de Mossoró – acontecimentos e personalidades, pela mesma editora. Em 2009 publicou “A…R…L…S… 30 de Setembro – Fundação da Loja Maçônica 30 de Setembro – pela GL Gráfica e Editora. Em 2014 publica Mossoró na Trilha da História – anotações, pelo Sebo Vermelho.

É sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), da Poetas e Prosadores de Mossoró (POEMA), da Comissão Norte-rio-grandense de Folclore, da Comissão Mossoroense de Folclore (COMFOLK), da Academia Apodiense de Letras, da Academia Serratalhadense de Letras, da Academia Mossoroense de Letras (AMOL),  da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Norte (AMLRN), rotariano e mestre maçom.

http://gazetadooeste.com.br/a-historia-da-cidade/

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DECRETO Nº 1, DE 9 DE JUNHO DE 1930


Decreta e proclama provisoriamente a independência do Município de Princesa, separado do Estado da Paraíba e estabelece a forma pela qual deve ele se reger.

A administração provisória do Território de Princesa, instituída por aclamação popular, decreta e proclama a resolução seguinte:

Art.1º - Fica decretada e proclamada provisoriamente a independência do Município de Princesa, deixando o mesmo de fazer parte do Estado da Paraíba, do qual está separado, desde 28 de fevereiro do corrente ano.

Art.2º - Passa o Município de Princesa a constituir, com os seus limites atuais, um território livre, que terá a denominação de Território de Princesa.

Art.3º - O Território de Princesa, assim constituído, permanece subordinado politicamente aos poderes públicos federais, conforme se acham estabelecidos na Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil.

Art.4º - Enquanto, pelos meios populares, não se fizer a sua organização legal, será o território regido pela administração provisória do mesmo território.

Cidade de Princesa, 9 de junho de 1930. - José Pereira Lima- José Frazão Medeiros Lima- Manuel Rodrigues Sinhô...

VEM AÍ...Cariri Cangaço Princesa 2015; dias 19 e 20 de Março; não perca esse grande encontro com a incrivel historia de nosso nordeste...
www.cariricangaco.com


Fonte: facebook

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NOITE DE AUTÓGRAFOS DE "UMA GARÇA NO ASFALTO", DE CLAUDER ARCANJO, EM NATAL-RN


Caros amigos e amigas:

Estarei nesta quinta-feira, dia 29 de janeiro de 2015, a partir das 19h, autografando o meu livro de crônicas Uma garça no asfalto (Letra Selvagem), em Natal-RN. O evento dar-se-á na Livraria Nobel, na Avenida Salgado Filho.

Espero contar com a presença de vocês.
Deste escrevinhador provinciano,
Clauder Arcanjo.

Enviado pelo escritor, professor, pesquisador do cangaço e presidente da SEBC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Benedito Vasconcelos Mendes.

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CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DA DADÁ !


A partir do dia 07 de Fevereiro até o dia 25 de abril, período que compreende a data da morte e o nascimento de DADÁ, farei uma série de postagens diárias neste grupo...Aguardem !

Fonte: facebook
Página: Adauto Silva

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Sérgia Ribeiro da Silva mais conhecida como Dadá, nasceu em Belém do São Francisco, no 25 de abril de 1915 — Salvador, fevereiro de 1994, foi uma cangaceira - única mulher a pegar em armas no bando de Lampião. Nasceu em Belém do São Francisco, onde viveu seus primeiros anos de vida e teve algum contato com índios. A família muda-se para a Bahia onde, aos treze anos, é raptada por Corisco (Cristino Gomes da Silva Cleto) - o "Diabo Loiro", de quem seria prima. Cabocla bonita, esbelta, conheceu o homem da sua vida de forma violenta, em meio a caatinga árida por onde vivia errante o bando de cangaceiros. 

A vida nômade, seguindo o companheiro, que era o segundo homem, na hierarquia do bando, a chegada dos filhos, fez com que mais que uma amante Dadá se tornou a companheira de Corisco, com quem, ainda no meio das lutas veio a se casar.

Tiveram sete filhos, que eram ocultamente deixados em casas de parentes para serem criados. Destes, apenas três sobreviveram.

O bando de Lampíão dividia-se, como forma de defesa, em partes menores, a mais importante delas era justamente a chefiada por Corisco. A esposa tinha uma pistola, que ele dera, para sua defesa pessoal, e também lhe ensinou a ler, escrever e contar.

Num dos ataques feitos pelas volantes (em outubro de 1939, na fazenda Lagoa da Serra em Sergipe), o Diabo Louro é ferido em ambas as mãos, perdendo a capacidade para atirar. Dadá, então, torna-se a primeira e única mulher a tomar parte ativa - e não meramente defensiva - nas lutas do cangaço.

Se o marido era temido como um dos mais violentos bandoleiros, consta que muitas pessoas tiveram sua vida poupada graças à intervenção de sua companheira. Dada também era chamado "Suçuarana do Cangaço"
Trágico final.

Tendo Lampião sido executado em 1938, Corisco, que estava em Alagoas com parte do bando, empreendeu feroz vingança. Como seus companheiros tiveram as cabeças decepadas, e expostas no Museu Nina Rodrigues de criminologia, na capital baiana, Corisco também cortou a cabeça de muitas vítimas, então.

O cangaço definhava, sobretudo pela disparidade de armamentos: os volantes tinham uma arma que os cangaceiros nunca conseguiram obter: a metralhadora. A própria Justiça passa a oferecer vantagens para os bandoleiros que se rendessem.

A 25 de maio de 1940 Corisco e seu bando é cercado em Brotas de Macaúbas, pela volante do tenente Zé Rufino. Dissolvera o bando, e abandonara as vestes típicas, procurando passar por simples retirantes.
Uma rajada da metralhadora rompe os intestinos de Corisco. Dadá é ferida na perna direita.

O último líder do cangaço morre dez horas depois do ataque, sendo enterrado em Jeremoabo e, dez dias após, exumado e a cabeça decepada é enviada ao Museu, junto às demais do bando.

Dadá colocada em condições infectas, tem seu ferimento agravado para uma gangrena, que restou-lhe, na prisão, à amputação quase total da perna. Por essa situação, o célebre rábula baiano Cosme de Farias, representa Dadá na Justiça, pleiteando sua libertação, em 1942.

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgia_Ribeiro_da_Silva

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