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segunda-feira, 20 de abril de 2015

PORQUE EL NÃO ME PEDIU DE CORONEL!


Pedro Albuquerque Uchôa. Inspetor Agrícola do Ministério da Agricultura, se encontrava em Juazeiro quando da visita de Lampião a essa cidade.

Virgulino Ferreira da Silva, ao solicitar a patente de capitão, em cumprimento a promessa de Dr. Floro Bartolomeu da Costa, quando do convite por este formulado a Lampião, a que viesse se juntar ao seu grupo para combater a Coluna Prestes.

Padre Cicero pediu ao Dr. Pedro Uchôa que redigisse o documento da concessão, visto que ele era a única autoridade civil existente em Juazeiro e presente naquela ocasião.

Regressando a Fortaleza, Dr. Pedro Uchôa é interpelado pelos amigos, que queriam explicações quanto ao fato de ele haver dado a patente de capitão a Lampião.

Uchôa, perguntaram-lhe: - por que você deu a patente de Capitão ao Rei do Cangaço?

- Porque ele não me pediu de Coronel.

Fonte: facebook
Página: Antonio Morais

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domingo, 19 de abril de 2015

Culinária Sertaneja

Por  Prof. Benedito Vasconcelos Mendes

Culinária Sertaneja, trabalho de fôlego de autoria do Prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes, o grande sábio do semiárido, teve primeiro lançamento quando de atividade acadêmica Visita ao Museu do Sertão e ao Parque de Plantas Úteis da Caatinga, na Fazenda Rancho Verde, Mossoró (RN), no dia 18 de abril de 2015, atividade esta que constou de palestra ministrada pelo professor Benedito Vasconcelos Mendes, ainda visita ao acervo do Museu do Sertão e observação das espécies do Parque de Plantas Úteis da Caatinga, perfazendo a carga horária de 10 (dez) horas-aula.
  

"Denomina-se de Civilização da Seca a que foi formada na área seca e quente do nordeste brasileiro, região esta conhecida por Polígono das Secas, por possuir área poligonal e estar sujeita às secas periódicas. Abrange uma área de quase 1 milhão de quilômetros quadrados (853.383,59 km2), onde vivem cerca de 25 milhões de nordestinos em 1.309 municípios de oito estados do Nordeste e do norte de Minas Gerais. Região muito vasta, muito pobre e populosa. É a região mais subdesenvolvida do Brasil, com os piores índices de desenvolvimento humano (IDH). As secas periódicas e catastróficas, responsáveis pela mortandade dos rebanhos de animais domésticos, impedem a produção agrícola de sequeiro, o que obriga a população rural a migrar para as cidades, em busca de sobrevivência. Em consequência das secas, a economia regional se desorganiza, agravando ainda mais os sérios problemas socioeconômicos existentes.


Essa civilização, ímpar e pioneira, originou-se da mistura das três etnias que participaram do povoamento do semiárido regional (etnia indígena, representada pelos tapuias, que já habitavam a região; etnia branca, dos portugueses colonizadores, e etnia negra, dos escravos vindos da África). Houve miscigenação genética dos três povos e a mistura de suas respectivas culturas, que, submetidas ao meio físico local, resultou na Civilização da Seca. O caldeamento das três etnias e a integração da população com a terra seca fizeram surgir essa civilização de extraordinária riqueza cultural.


A culinária da Civilização da Seca tem sua origem ainda no período colonial. Diferente de todas as outras existentes no Brasil, possui o colorido, o sabor e o aroma da natureza tropical. Seus pratos típicos apresentam gostos peculiares, aparências atraentes e odores fortes, inigualáveis. Ela surgiu no Nordeste Seco como uma estratégia de sobrevivência durante as calamidades climáticas, por ser a única possível de ser feita nesta região atormentada pelas secas, com o aproveitamento dos alimentos básicos (mandioca, macaxeira, batata-doce, jerimum, milho, feijão, amendoim, caju, ananá, entre muitos outros produtos) que já eram consumidos pelos tapuias que habitavam essa vasta área quente e seca do nordeste brasileiro. Com os produtos da terra e as receitas e práticas alimentares trazidas pelos povos que aqui passaram a viver (europeu e africano), surgiu a culinária cabocla do sertão nordestino, que foi condicionada pelo clima semiárido tropical, especialmente pelas secas periódicas e catastróficas, e formada pela adaptação à região da cozinha africana, trazida pelos escravos negros, e do modo de preparar a comida nativa dos tapuias. De maneira que o imperativo climático e a integração do homem à terra fizeram surgir esta culinária tão singular, tão diferente e tão apreciada por todos que a experimentam, ainda hoje".


MENDES, Benedito Vasconcelos. Culinária Sertaneja. Mossoró,RN: Sarau das Letras, 2015. P. 17-19

Culinária Sertaneja
Benedito Vasconcelos Mendes
SUMÁRIO
COM CHEIRINHO E GOSTO DE ATREVIDA APRESENTAÇÃO

I – INTRODUÇÃO
II – CONSIDERAÇÕES SOBRE A ALIMENTAÇÃO DOS TAPUIAS
Bebidas Alcoólicas
Bebidas não Alcoólicas
Bebida Alucinógena
III – CONSIDERAÇÕES SOBRE A ALIMENTAÇÃO DOS AFRICANOS
IV – INFLUÊNCIA DOS COLONIZADORES PORTUGUESES NA CULINÁRIA NORDESTINA
Culinária Portuguesa na Época da Colonização do Brasil
V – ALIMENTAÇÃO DO SERTANEJO
Guloseimas Sertanejas
Pratos ou Produtos feitos com:
Leite
Suíno
Bovino
Ovino/Caprino
Peixe
Galinha
Peru
Capote
Pato
Pratos ou Produtos feitos com:
Mandioca
Milho
Macaxeira
Batata-doce
Caju
VI – PRODUÇÃO DE ALIMENTOS E DE CACHAÇA
Atividades Produtivas
As Fazendas do Semiárido Nordestino
Casa de Farinha
Engenho de Rapadura
Queijaria
Charqueada
Alambique de Cachaça Artesanal
Produtores e Coletores de Alimentos: Vaqueiro, Agricultor, Caçador
Pescador e Coletor de Mel
Bodega do Sertão
Utensílios de Copa e Cozinha: Louças de Barro
VI – LITERATURA CONSULTADA
LISTA DE PLANTAS CITADAS
LISTA DOS ANIMAIS CITADOS


MENDES, Benedito Vasconcelos. Culinária Sertaneja. Mossoró,RN: Sarau das Letras, 2015.

Enviado pelo escritor, professor e pesquisador do cangaço José Romero Araújo Cardoso

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Intercâmbio Cultural Índios do Xingu na Toca da Raposa - SP


A presença de 16 etnias, a exuberância da paisagem e a localização no Centro do Brasil fazem do Parque Indígena do Xingu um símbolo da sociobiodiversidade brasileira. Um povo que inspira obras artísticas na televisão, na literatura, no cinema, na moda e que enriquece o imaginário coletivo do país.

Vale a pena conhecer em São Paulo, a ação INTERCÂMBIO CULTURAL ÍNDIOS DO XINGU.


A etnia Kuikuro – Alto Xingu, representada por cinquenta indígenas irá mostrar, na aldeia cenográfica da Toca da Raposa, seu mundo mítico e mágico traduzido em suas danças, cantos, rituais, pintura corporal e outros costumes seculares além de comercializar seu rico artesanato.

Clique neste link e conheça um pouco a cultura dos índios Xingu na Toca da Raposa - SP


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Quadrante 45 Viagem no Tempo (FICÇÃO) - Parte I

Autor Raul Meneleu Mascarenhas






CONTINUA...
Fonte: http://meneleu.blogspot.com.br/

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MENSAGEM NATALINA DA NELI CONCEIÇÃO ENVIADA PARA MIM EM 2014. NELI CONCEIÇÃO É FILHA DOS CANGACEIROS MORENO E DURVALINA


Querido amigo José Mendes Pereira:

Hoje estou aqui para agradecer a sua presença em minha vida. Mais uma etapa de nossas vidas foi concluída. Mais um ano que passou e eu espero que você tenha aproveitado tudo de bom que Deus lhe proporcionou.

Os cangaceiros Moreno e Durvinha, pais da Neli Conceição

Desejo a você, querido irmão, que na paz do Senhor encontre o seu caminho e que ele seja trilhado de muita fé para que cada vez mais você acredite nesse sentimento que é capaz de transpor obstáculos e nos fazer feliz. Tenha coragem para assumir e enfrentar as dificuldades. Persevere para que cada dia seja regado de esperança e jamais desista ou desanime de seus sonhos.

Neli Conceição e seu irmão Inacinho

Aguarde por novos horizontes que o nosso Senhor Deus tem a proporcionar para você.

Muita saúde, paz, alegria, harmonia são os meus desejos a você e sua família para este ano que está começando.

Feliz Natal 

Feliz Ano Novo ! Lili Carabina, filha dos cangaceiros Moreno e Durvinha.

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LAMPIÃO MORREU OU NÃO NA GROTA DE ANGICO NO DIA 28 DE JULHO DE 1938?


A cangaceira Sila garante que seu marido Zé Sereno assistiu tudo, e disse para ela, que não tem mentira nenhuma, e que era Lampião mesmo que estava morto na Grota de Angico naquele dia.

ADENDO: http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Se o cangaceiro Zé Sereno e Candeeiro que estavam lá confirmaram que Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, morreu mesmo na madrugada de 28 de Julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe, e por que ainda esta dúvida que Lampião escapou da chacina lá? 

Zé Sereno

Quer dizer que Zé Sereno e Candeeiro que estavam lá, mentiram, e quem não estava lá, falou a verdade? Que coisa ridícula, hein!

O cangaceiro Candeeiro

Entender é muito difícil, principalmente para nós que vivemos nessa batalha sobre "Cangaço".

Fonte: facebook
Página: Beto Maia‎ Lampião, Cangaço e Nordeste

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ELISEU DE OLIVEIRA VIANA - 19 DE ABRIL DE 2015

 Por Geraldo Maia do Nascimento

Há uma frase atribuída a D. Pedro II onde ele diz que “se não fosse Imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre, que a de dirigir as inteligências juvenis e preparar os homens para o futuro”. Essa foi a missão maior do Professor Eliseu Viana.
               

Eliseu de Oliveira Viana, o Professor Eliseu Viana, nasceu em Pirpirituba, Estado da Paraíba, a 19 de abril de 1890, sendo filho de José Ferraz de Oliveira e de dona Rosália Viana de Oliveira.
               
Veio para o Rio Grande do Norte em 1908, matriculando-se na Escola Normal de Natal, onde conquistou o diploma de aluno-mestre, colando o grau de professor a 15 de novembro de 1911.
               
Por ato do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, datada de 18 de dezembro do mesmo ano, foi nomeado professor do Grupo Escolar “Tomás de Araújo”, na cidade de Acari, permanecendo no cargo de diretor até 3 de janeiro de 1914, quando foi transferido para o Grupo Escolar “30 de Setembro”, na cidade de Mossoró.
               
Com a chegada do professor Eliseu Viana a Mossoró, “o Grupo Escolar “30 de setembro” reabriu matrícula para os diversos cursos. Dentro de uma semana, o professor Eliseu teve de encerrá-las. Já havia alunos demais. O velho educandário voltava, assim, ao esplendor de seus primeiros dias e rivalizava, agora, no campo do ensino primário, com o próprio Colégio Diocesano “Santa Luzia”, chamado o Colégio dos Padres, tanto no preparo dos alunos como nas competições esportivas e nas comemorações das datas cívicas”. Foi Eliseu Viana quem criou o Centro Regional de Escoteiros de Mossoró. Entre eles, divulgou o futebol, esporte que começava a se tornar popular. Para isso, dividiu seus Escoteiros em dois times: um, de calção branco e camisa preta; o outro, de calção de mescla azul e camisa branca. Destes, surgiram, mais tarde, dois clubes de futebol que empolgaram a cidade que foram o Humaitá Futebol Clube e o Ipiranga Esporte Clube.
               
Eliseu Viana era um homem dedicado aos estudos e possuidor de bela inteligência. Ser professor não bastava; queria mais. Por isso, matriculou-se no curso de Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade Livre de Direito do Ceará, recebendo o grau de Bacharel a 08 de dezembro de 1921, sendo o orador da solenidade, por eleição dos seus colegas de turma.
               
Foi nomeado professor interino da cadeira de Português da Escola Normal Primária de Mossoró e comissionado no cargo de diretor (ato de 1º de fevereiro de 1922), recebendo do Governo a incumbência de organizar e instalar a Escola.
               
Em 20 de dezembro de 1923 obteve a nomeação efetiva para a cadeira de Pedagogia e Educação Cívica. Vagando a cadeira de Pedagogia da Escola Normal de Natal, o Dr. Eliseu Viana foi para ela removido em 25 de junho de 1928. Em 4 de dezembro de 1929 assumiu o lugar de Capitão-Auditor do Regimento Policial Militar do Estado.
               
Um fato digno de se registrar é que na tarde de 13 de junho de 1927, quando o bando de Lampião atacou Mossoró, coube ao Dr. Eliseu um papel relevante. Ficou na trincheira que se armara no Telégrafo, em permanente contato com o telegrafista-chefe, Mirabeau Melo e outros, informando às autoridades locais a marcha dos cangaceiros sobre Mossoró. Na hora da luta, estava na trincheira, de armas na mão, com Mirabeau Melo e demais telegrafistas, inclusive o advogado Gilberto Studart, dispostos a enfrentar a horda sanguinária.
               
O professor Eliseu Viana morreu em Agosto de 1960, Em Belo Horizonte, onde estava morando já a algum tempo. Mossoró nunca o esqueceu nem a sua esposa, a professora Celina Guimarães, a primeira mulher da América Latina a conquistar o direito de voto, direito esse concedido pela Lei de nº 660, de 25 de outubro de 1927, na cidade de Mossoró.
               
Eliseu Viana e Celina Guimarães deixaram seus nomes marcados na galeria dos benfeitores de Mossoró. 

Geraldo Maia do Nascimento

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Fonte:
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CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015, Dias 25 a 28 de Julho.

Por Manoel Severo

O que dizer de uma das cidades mais bonitas do país, o que dizer da magia de um dos patrimônios arquitetônicos mais festejados do Brasil, o que dizer de um casario restaurado que nos transporta de forma maravilhosa no tempo? Sem falar de uma natureza exuberante e inigualável. Junte isso com história, muita história, aí vamos encontrar o mais espetacular evento de Cangaço e Nordestalidade: 

CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015, Dias 25 a 28 de Julho. Você não pode perder !!!

Programação em Breve

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O PROFESSOR PEREIRA COMUNICA AOS ESTUDIOSOS DO CANGAÇO!


Acabo de receber o livro do Capitão João Bezerra, "Como Dei Cabo de Lampião", para disponibilizar aos amigos que quiserem adquirir. 

(Preço R$ 60,00, frete incluso). 
Contato: 
franpelima@bol.com.br 
ou fplima1956@gmail.com

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KYDELMIR DANTAS ENTREVISTA ALCINO ALVES COSTA

Por José Mendes Pereira
Documentário do acervo do cineasta Aderbal Nogueira

ALCINO MORTE DE LAMPIÃO CONTRADIÇÕES

Através da "Laser Vídeo Produções" do cineasta cearense e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira, o poeta, escritor, pesquisador da literatura lampiônica e gonzagueana Antonio Kydelmir Dantas de Oliveira, entrevista o escritor e pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa, ex-prefeito da cidade de Poço Redondo, sobre morte e lugar onde foi abatido o maior cangaceiro do nordeste brasileiro, juntamente com a sua rainha Maria Bonita, e mais 9 cangaceiros, inclusive o volante Adrião Pedro de Souza, na madrugada de 28 de Julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe. Os cangaceiros estavam se levantando, quando foram pegos de surpresas, ficando no local da chacina 11 participantes da Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia, do famoso empresário do Mal Virgolino Ferreira da Silva o Lampião. 

Fonte do vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=8adpJKGXDc8&feature=youtu.be

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sábado, 18 de abril de 2015

Scans: Revista Veja, 19 de Novembro de 1975.

Por: Ivanildo Alves da Silveira
Ivanildo Silveira e João de Sousa Lima

Encontraram o ex cangaceiro "Curió"




Pedimos ao leitor desconsiderar o trecho: "Preso, CURIÓ foi obrigado pelas volantes a cortar as cabeças de seu chefe, de Maria Bonita, Ângelo Roque e Vila Nova..." pois, não corresponde a VERDADE HISTÓRICA DOS FATOS.

Um abraço a todos
IVANILDO ALVES SILVEIRA
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC
Natal/RN.

Para saber o destino do 
"velho pássaro" não deixe
de ler este adendo de
Messier Rostand.

Procurei mais detalhes e descobri no "Diário de Pernambuco,, edição de domingo, 19 de Agosto de 1990, um dia antes, as 7:40, havia falecido no Hospital da Restauração, de embolia pulmonar, Marcos Alexandre da Costa. Ele tinha 88 anos, havia sido atropelado por um ônibus no Complexo de Salgadinho, no dia 16 de agosto de 1990.
             
Depois que foi solto em 1975, o então governador de Pernambuco, Moura Cavalcante lhe arranjou um emprego de marceneiro no Juizado de menores.

jose-francisco-de-moura-cavalcanti-margarida
Margarida Krause e José Francisco de Moura Cavalcanti.
Ex-governador de Pernambuco
      
Morava na chamada Vila Popular, no bairro de Peixinhos, em Olinda. Havia residido anteriormente na Estrada da Caixa D'Água.
             
Do seu casamento, depois que foi solto, cuidou de três enteados, que lhe deram 26 netos e 22 bisnetos. 
             
Segundo a reportagem, Curió havia nascido no dia 7 de maio de 1907, na cidade de Bom Conselho, Pernambuco.
            
Primeiramente, entre 2006 e 2007, eu estava trabalhando em Caicó-RN, onde conheci uma senhora que nasceu em Olinda e vivia (acho que vive ainda) na cidade potiguar e me falou que quando morava em Olinda conheceu "Seu Marcos". Passou-me algumas informações que foram corroboradas, em parte, pela reportagem. Ela comentou que sobre sua vida cangaceira, ele era extremamente reticente em comentar este assunto. Mas na região onde eles viviam todos sabiam quem foi Curió.

Rostand, João de Sousa Lima e Juliana Ischiara

Em 2007 postei sobre este encontro com esta senhora na comunidade do Orkut "Lampião, Grande rei do cangaço". Mas devido ao silêncio gélido "dos gênios" que aqui comentavam sobre cangaço, achei melhor me resguardar para depois não levar o nome de mentiroso.      
           
A única pessoa que se interessou e tentou encontrar alguma coisa sobre este cangaceiro em Recife foi nosso amigo Jal Gomes. Mesmo infrutífera na sua busca, valeu pela iniciativa maravilhosa.
             
Depois achei este artigo no "Diário de Pernambuco", mas aí assunto já tinha morrido. E agora vejo, de forma muito positiva, o amigo Ivanildo trazer este artigo da Veja.
             
Lembrei-me de outros detalhes: Se não me engano, na época em que Curió foi atropelado, a senhora me comentou que a empresa proprietária do ónibus se chamava “Vera cruz”, mas não tenho certeza. Que a família do ex-cangaceiro ficou revoltada, cogitando até entrar na justiça.
             
Outra coisa que ela me falou foi que em Peixinhos ele igualmente havia morado próximo a um antigo local que foi um “matadouro”. Pessoalmente não conheço estes locais. Seria legal nossos amigos de Pernambuco comentarem se estas informações poderiam, ou não, terem sentido. È só o que recordo.
             
Analisando esta questão do ex-cangaceiro Curió, percebemos que num primeiro momento ele teve até sorte e sua saída chamou atenção da sociedade local. O próprio governador pernambucano da época mandou buscá-lo em “carro oficial”, lhe recebeu como “herói” no palácio, lhe deu emprego e o utilizou (mesmo sendo ele analfabeto) como “garoto-propaganda” em uma feira regional de municípios.
             
Interessante como estes acontecimentos apontam a mudança de percepção da sociedade pernambucana, e por tabela a brasileira em geral, em relação ao cangaço.
             
Se em 1975, a saída de um ex-cangaceiro da prisão gerava toda esta notoriedade, se ele tivesse sido solto no final da década de 1950, certamente Curió buscaria inicialmente o anonimato, pois seria muito mais fácil ele ser execrado pela população como “marginal”, “bandido”, ou levar uma bala de algum desafeto.
              
Aparentemente, apesar da sorte inicial, sua vida posterior deve ter sido de muitos apertos. 
Comento isso analisando as várias fontes apresentadas neste tópico, pois mesmo com o seu emprego de marceneiro no Juizado de Menores, ele deve ter ralado muito o ex-cangaceiro. Vemos que primeiramente passou a residir na “Favela do Córrego do Euclides”, em Casa Amarela, depois aparentemente na “Estrada da Caixa D'Água”, seguindo para a “Comunidade de Peixinhos”, onde viveu próximo ao antigo “Matadouro”, ou na “Vila Popular”. Além disso, teve de cuidar da mulher, três enteados, vários netos e bisnetos.
            
Detalhe; Não sei se procede (os colegas de Recife podem me corrigir), mas pelo que sei, estes locais que Curió morou na Região Metropolitana de Recife, são (ou eram) locais de alta periculosidade, de ocorrência de tráfico de drogas, etc. Mas, pelo menos até onde se sabe o ex-cangaceiro não se envolveu com nenhum tipo de problema envolvendo a marginalidade.
             
Não sei, mas creio que Curió foi o último cangaceiro a deixar vivo (e na época totalmente lúcido) um ambiente prisional no Brasil. Será?
             
Perda de oportunidade
            
Fosse por que Curió não gostava de falar, ou talvez por que em 1975 os estudiosos do assunto “cangaço” tinham “material de sobra” para pesquisar (ainda haviam muitos dos velhos coronéis, ex-perseguidores, ex-coiteiros, etc). Fosse por que estes estudiosos entendiam que naquela época não valia à pena perder tempo com um cangaceiro que, talvez, não fosse considerado “importante”, ou no bando era apenas um "lavador de cavalos”.
             
Fossem por estas ou outras razões, sei de uma coisa, para aqueles que gostam do assunto, faltou naquela época alguém ir até este Senhor e “furar” a sua barreira de prevenção em relação a falar sobre o seu passado.

Pesquisador e escritor João de Sousa Lima
 
Faltou alguém ter tido a oportunidade de ao menos tentar conseguir dele a sua memória sobre este período. Faltou naquele tempo um “batalhador da história”, como um João de Sousa Lima, que trouxe a bela a rica saga de Moreno e Durvinha.


              
Vemos que este ex-presidiário só ganhou notoriedade pelas suas andanças no cangaço. Provavelmente a reportagem da Veja, edição de Novembro de 1975, gentilmente postada por Ivanildo, foi publicada a partir de algum “furo” conseguido por algum correspondente da revista lotado em Recife, ou através de notícias publicadas nos jornais recifenses.         
            
Se ele não tivesse sido o cangaceiro "Curió", a morte do aposentado Marcos Alexandre da Costa seria uma simples notinha de rodapé da cronica policial recifense.
           
Um abraço.

Ivanildo Alves Silveira

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FRASE DE VIRGOLINO FERREIRA DA SILVA O LAMPIÃO


"Matar polícia é igual a limpar roça com uma colher, num acaba nunca, agente mata um policial e o governo contrata três e coloca no lugar"

Ezequiel Ferreira da Silva irmão de Lampião

Virgolino Ferreira da Silva, o rei Lampião, disse isso no dia 24 de Abril de 1932, quando a polícia matou o  seu irmão Ezequiel Ferreira da Silva. 

Virgínio Fortunato da Silva ao centro

Na ocasião da morte do seu irmão, seu cunhado Virgínio Fortunato da Silva, o Moderno, pediu para que ele permitisse que eles fossem matar toda polícia que estava na cidade de Santo Antônio da Gloria, no Estado da Bahia, atualmente Gloria.

Fonte: facebook

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CORISCO A SOMBRA DE LAMPIÃO

Por Angélica Bulhões

É com grata felicidade que recebi, em primeira mão e com exclusividade, do amigo Dr. Sérgio Dantas, sua mais nova obra sobre Cristino Gomes da Silva, o Corisco, meu bisavô. Certamente, que desta vez, teremos outros olhares sobre sua saga cangaceirista, que transcende a tudo que já foi dito e escrito sobre o Diabo louro. Ele informou, ainda, que a partir de meados de maio a obra ficará disponível, por intermédio do Prof. Pereira e por ele mesmo eventualmente. Para quem aprecia o rigor metodológico da pesquisa, é uma boa pedida.

Fonte: facebook
Página: Angélica Bulhões

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REVENDO ALCINO ALVES COSTA

Por Antonio José de Oliveira

Caro companheiro Mendes: 

Revendo as minhas encadernações sobre o cangaço, deparei-me com esta mensagem, transmitida por e-mail pelo saudoso escritor Alcino Alves Costa para você em julho de 2011, que nos dá a indicação das nossas fragilidades aqui no Planeta Terra.

Alcino Alves Costa

Escreveu Alcino Alves Costa para você:

"Prezado José Mendes:

Já fui operado. Já extraí o rim direito. Já saí da UTI. Já deixei o hospital e estou em casa. Espero em Deus me recuperar o mais rapidamente possível. Nossa Mãe Santíssima e Nosso Amado Mestre e Senhor Jesus Cristo não irão permitir que eu tenha alguma doença maligna.

Abraços, meu querido amigo,
Alcino Alves Costa".

Nobre pesquisador José Mendes: 

É por isso que estou sempre revisando as centenas de textos que você (e outros companheiros), postam e, aqui no meu recinto de leitura vou salvando e mandando encadernar para reler sempre que necessário. Desta feita, a mensagem supracitada, emocionou-me. Quando o nobre companheiro ALCINO ALVES COSTA, pensava estar de volta para seu lar por muito tempo, a morte o levou para uma outra Esfera de vida. Note que ele procurou alegremente lhe comunicar a sua chegada em casa. Quando leio os escritos do saudoso Alcino, não tem como não me emocionar. MAS AS COISAS DESTA VIDA SÃO ASSIM MESMO. 

E aí meu caro amigo Mendes, o nosso escritor das Terras de Poço Redondo no ano seguinte ao e-mail passado para você, foi viver em outra Esfera de vida. Deixou imensa falta o Caipira de Poço Redondo, mas não viemos aqui para morar, e sim passar os dias que o Eterno permitir. 

Grato, Antonio Oliveira - Serrinha em:


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LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


"Bom dia Severo:

Meu novo livro já está na editora. Eles prometeram entregar ainda no mês de abril. Ficando pronto, o primeiro exemplar a voar vai ser o seu. Abraço forte do seu amigo, Sabino"!!!

É isso aí amigo Sabino, já estamos na grande expectativa com o LANÇAMENTO em nosso Cariri Cangaço em Juazeiro do Norte em Setembro!!! Vale.



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15 DE JUNHO DE 1927: PASSAGEM DE LAMPIÃO EM LIMOEIRO DO NORTE (ENTREVISTA)


Fonte principal: Youtube
Fonte: facebook
Página: Adnildo Carvalho

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