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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Tática de Lampião - O Silêncio da Morte Por:Raul Meneleu

Raul Meneleu e Manoel Severo no Cariri Cangaço 2015

Nertan Macêdo em seu livro "LAMPIÃO", traz a narrativa do Coronel Antônio Gurgel, prisioneiro/refém de Lampião, a respeito da sua fuga do Rio Grande do Norte, depois do ataque fracassado à cidade de Mossoró. Relato esse que impressiona pois poderemos ver as táticas de guerrilha que eram aplicadas e a total obediência dos 
cangaceiros a seu líder. 

Onde Lampião aprendeu essas táticas de guerrilha? Onde buscava inspiração para desenvolver essas manobras militares? 

Era assim Virgulino Ferreira da Silva. Tinha rasgos de herói e saídas de poltrão. Inteligente e astucioso, era um homem de vocação perdida.

Se aquele talento cru fosse devidamente aproveitado, Lampião poderia ter sido, não simplesmente um bravo vaqueiro do Pajeú ou um amaldiçoado chefe do cangaço, mas poderia ter sido um poeta, músico e artista, qualidades que revelou em seus versos, tocando sanfona, confeccionando belos e artísticos objetos de couro.


Poderia ter sido um bispo católico, ou quem sabe um general brasileiro, pois em seus combates que travou, demonstrou acentuada capacidade de estrategista. Não foram poucas vezes em que empregou planos bem arquitetados e bem executados para enfrentar e desestruturar seus inimigos. Possuía tato e qualidades de comando. Era na verdade um estrategista nato. Até hoje se discute o por que de Lampião ter atacado a cidade de Mossoró. Mas vamos ao relato: 

Lampião e seu bando chegavam à fronteira do Ceará. De Cacimba do Boi, lugar conhecido também por Buraco do Gado, Lampião mandou portador a Limoeiro. De volta, o emissário vinha de matula graúda: caixas de charuto, garrafas de vinho quinado, pacotes de biscoito. Não despendera um vintém nas aquisições.

O emissário contou: O povo do Limoeiro está em festas. Vai receber o senhor com grande satisfação. Até já mandaram embora os soldados pra não haver atrapalhação. O recado tocara, fundo, na fibra orgulhosa de Virgulino. Era por Isso que ele gostava do povo do Ceará. Meteu o fura-bolo na cara animada dos comparsas e repetiu a advertência já feita durante o trajeto, quando avistaram os campos do Jaguaribe:

– Daqui pra frente é o Ceará, terra do meu padrinho. Não se rouba e nem se mata! Não quero ver desavença nem safadeza! 

Os cabras baixaram os olhos. Os campos do Jaguaribe fumegavam, espichados no mundo. Todos se enfeitaram para a entrada em Limoeiro. Botaram fitas coloridas nos chapéus de couro e nas cartucheiras. No cano e bandoleira dos rifles — as fitas esvoaçavam, sopradas pelo vento quente daquelas planuras lavadas de sol. 

Lampiao em Limoeiro do Norte, CE, retornando de Mossoró

Entraram assim em Limoeiro, o chefe na frente, os óculos faiscantes, feliz com a recepção que lhe proporcionavam as autoridades e o povo. Gritos estrugiram na rua.

— Viva o Capitão Virgulino! - Vivá...! 

Coqueiro, mais afoito, tirou o chapéu, ergueu-o no ar, o rifle seguro na esquerda, e bradou em resposta: 

— Pois viva o govêrno Moreirinha! — Vivá... ! 

Outro cangaceiro berrou: 

— E viva meu padrinho padre Cícero! — Vivá...! 

O tempo esquentou debaixo das aclamações. Os vivas se multiplicavam, um nunca acabar de aclamações.

— Viva São Francisco do Canindé! 
— Viva São Francisco das Chagas! 
— Viva Nossa Senhora da Penha! 
— Viva a Mãe das Dores! 
— Viva Nossa Senhora da Conceição! 
— Viva o Bom Jesus da Lapa! 

Raul Meneleu e dona Francisca no Cariri Cangaço Piranhas 

Eram vivas em cima de vivas, bando e povo dialogando alto, festivamente. No patamar da igreja, o Capitão fez parada. Rezou ao padroeiro da terra e distribuiu esmolas aos mendigos que lhe estendiam as mãos. Comeu, em seguida, banquete regado a vinho e cerveja. Deram-lhe automóvel para passear na cidade. E o coronel Antônio Gurgel ia anotando tudo no seu caderninho.

Padre Vital Guedes, o vigário, animou-se a pedir a Virgulino: 

— Capitão, tenho um pedido a lhe fazer... 
— Diga, seu padre, que estando na medida dos meus poderes, eu atendo... 
— Eu queria que o senhor soltasse os prisioneiros do Rio Grande do Norte. 
— Pelo menos um, seu vigário, eu deixo ir embora. Os outros vão comigo, mando soltar depois. 

Libertou o preso mais barato, cujo resgate era de apenas dois contos de réis, um rapaz chamado Leite, do Apodi. Padre Vital Guedes ficou muito agradecido pelo gesto. E lá se foi de novo o bandido pelo sertão, tangendo os seus reféns, o coronel Antônio Gurgel, dona Maria José e o velho Joaquim Moreira. Este, por ser malcriado, ia montado num cavalo em pêlo, sem direito a sela. 

Rei Vesgo...

De Limoeiro, Lampião partiu para a Fazenda Armador, de propriedade de um cearense magro, fanhoso, de voz arrastada, insolente como os seiscentos diabos, de nome João Quincola. A tudo que o Capitão perguntava, João Quincola respondia de má vontade, carregando no cenho e sem despregar o ôlho do chão. 

Aí Sabino não se conteve mais: 
— Cabra, respeite Lampião, se não vai conhecer no lombo o gosto desta peia... E esfregou o relho na cara de Quincola, que se limitou a fungar e responder:
— Não tenho mêdo não, seu Sabino. 

Deixando a casa de João Quincola, que ficou de surra prometida por Sabino, o bando foi para o Saco do Garcia. Lampião já sabia que vinham volantes no seu rastro. Esperou-a jogando o 31, balas fazendo às vezes das fichas.

Já cansado de esperar, saiu dali no rumo de Arara, onde chegou um portador, trazendo os vinte contos de réis do resgate do pobre Joaquim. Moreira. O velho começou a dar pulos de contentamento quando viu aproximar-se a hora de ir embora.


Quanto ao memorialista, continuaria arrastado pelo bando, ele e dona Maria José, sofrendo as agruras daquele jornadear inapelável, com as volantes nos calcanhares. Além do mais, era obrigado a comer o molho de pimenta que Sabino, seu companheiro na hora da bóia, fazia questão de preparar e servir ao coronel.

Enquanto isso, a soldadesca rondava. E o Capitão jogando 31 com Sabino, Moreno e Luiz Pedro, seus parceiros de baralho, para os quais, de uma feita, perdeu sete contos que pagou, estrilando e mal-humorado.

Estavam agora no Serrote da Rocha, quando receberam a visita do tenente Pereira, comandante de uma volante cearense. O tenente chegou lascando tiro. Foi aí que o coronel Antônio Gurgel pôde ver, bem de perto, o quanto valiam aqueles guerreiros endemoninhados. O Capitão pulava e rolava no chão como um condenado, no meio da fuzilaria, e não havia bala para roçar-lhe a figura encapetada.

Morreu o meu cavalo e Moreno quase entrega o couro às varas, com o osso do braço à mostra, rasgado por uma bala. Puseram-lhe ali mesmo uma tipóia, envolvendo-lhe o braço num lenço sujo e trataram de abandonar o local da escaramuça, rumando para outros brejos. 

Caminharam sem alimento e água até meia-noite. Desvencilhando-se do grupo, um cangaceiro logrou comprar, numa casa, alguns queijos, mastigados às pressas. Calados, esfomeados, os homens do Capitão varavam as trevas da noite. 

Afinal, dormiram na margem de um riacho. Quando acordaram, estavam outra vez cercados pela polícia. Novo combate violento, sob vivas ao padre Cícero, rolando, pulando pedra, saltando moita. 

De repente, Lampião fez um gesto conhecido do grupo: exigia silêncio absoluto. Não consentia mais gritos e impropérios contra a soldadesca. Queria silêncio, silêncio completo, de morte. Todos obedeceram e o campo ficou mudo. A volante veio avançando, avançando, e quando já estava chegando ao lugar onde Lampião se enfurnara, este se levantou como um gato e bradou: Fogo !

Uma fuzilaria intensa rompeu das moitas e os soldados foram caindo no chão, varados pelos cangaceiros. Era assim que o Capitão Virgulino armava as suas arapucas aos destacamentos, no meio do mato. E sumiu, outra vez, pelos serrotes engarranchados.

Raul Meneleu
Aracaju, Sergipe
Fonte:http://meneleu.blogspot.com.br/2015/08/tatica-de-lampiao-o-silencio-da-morte.html
http://cariricangaco.blogspot.com

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ESCRITOR SABINO BASSETTI PÕE NA PRAÇA O SEU MAIS NOVO TRABALHO SOBRE CANGAÇO - LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através deste e-mail sabinobassetti@hotmail.com você irá adquirir o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti com o título "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

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CANGACEIROS CARIRIR

Por Manoel Severo

Os desafios de um ano de 2016 sem igual já se avizinham! Temos uma equipe mais que qualificada formatando nosso espetacular Cariri Cangaço Floresta 2016, quando de maneira inédita estaremos realizando na terra das volantes o maior evento sobre a temática cangaço, do planeta!

Cada detalhes está sendo pensado, nosso desejo é resgatar de forma efetiva o real valor de Floresta e Nazaré do Pico, para a história do Brasil! E para um grande evento, uma grande abertura, uma grande conferência... Uma grande mulher: Marilourdes Ferraz a espetacular conferencista da noite de Abertura do Cariri Cangaço Floresta 2016... em maio !

Na foto ao lado de nosso grande Conselheiro Cariri Cangaço, Ivanildo Silveira, então que venha 2016!

Comissão de Organização: Cristiano Ferraz, Manoel Serafim, Marcos De Carmelita, Maria Amélia De Souza Araújo, Netinho Flor, Rubelvan Lira, Mabel Nogueira, e muito mais !!!!

Manoel Severo Barbosa
www.cariricangaco.com

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RUBEM BRAGA, LAMPIÃO E ANTÔNIO SILVINO

Por Antonio Corrêa Sobrinho
Rubens Braga

LEIAM, meus amigos, esta crônica do grande escritor brasileiro, Rubem Braga, extraída do seu livro “O Conde e o Passarinho”, a respeito de LAMPIÃO, escrita em 1935, quando ainda vivo o famanaz bandoleiro dos sertões nordestinos.

Teria o Capitão Virgulino Ferreira da Silva, por um acaso, lido esta sua tradução?


LAMPIÃO

Erguerei hoje minha débil voz para louvar o sr. Getúlio Vargas. Aprovo de coração aberto o veto que ele deu a uma lei que mandava abrir um crédito de 1.200 contos para a campanha contra o cangaceirismo.

O presidente vetou porque não há recursos, isto é, por falta de dinheiro. Eu vetaria por amor ao cangaço.

Lampião, que exprime o cangaço, é um herói popular do Nordeste. Não creio que o povo o ame só porque ele é mau e bravo. O povo não ama à toa. O que ele faz corresponde a algum instinto do povo. Há algum pensamento certo atrás dos óculos de Lampião; suas alpercatas rudes pisam algum terreno sagrado.

Bárbaro, covarde ele é. Dizem que conseguiu ser tão bárbaro e covarde como a polícia – a polícia que o persegue em todas as fronteiras. Mas é preciso lembrar que ele está sempre em guerra: e na guerra como na guerra. Retirai de seu aconchego doce qualquer de nossos ilustres e luxuosos generais; colocai-o à frente de um bando, mandai-o lutar uma luta rude, dura, de morte, através dos dias, das semanas, dos meses, dos anos. Ele se tornará também bárbaro e covarde.

O cangaço não é um acidente. É uma profissão. Nasce, vive e morre gente dentro dessa profissão. O tempo corre. Filhos de cangaceiros são cangaceiros, serão pais de cangaceiros. Eles não estão organizados em sindicatos nem em associações recreativas: estão organizados em bandos.

Ora, a vida do cangaço não pode ser muito suave. É uma vida cansativa e dura de roer. Quando centenas de homens vivem essa vida, é preciso desconfiar que não o fazem por esporte nem por excesso de “maus instintos”.

O cangaceiro é um homem que luta contra a propriedade, é uma força que faz tremer os grandes senhores feudais do sertão. Se alguns desses senhores se aliam aos cangaceiros, é apenas por medo, para poderem lutar contra outros senhores, para garantirem a própria situação.

Ora, para as massas pobres e miseráveis da população do Nordeste, a ação dos cangaceiros não pode ser muito antipática. E é até interessante.

As atrocidades dos cangaceiros não foram inventadas por eles, nem constituem monopólio deles. Eles aprenderam ali mesmo, e em muitos casos, aprenderam à própria custa. De resto, a acreditar no que José Jobim, um rapaz jornalista, escreveu em “Hitler e Seus Comediantes”, agora em segunda edição, os cangaceiros são anjinhos ao lado dos nazistas.

Os métodos de Lampião são pouco elegantes e nada católicos. Que fazer? Ele não tem tempo de ler os artigos do sr. Tristão de Athayde, nem as poesias do sr. Murilo Mendes. É estúpido, ignorante. Mas se o povo o admira é que ele se move na direção de um instinto popular. Dentro de sua miséria moral, de sua inconsciência, de sua crueldade, ele é um herói – o único herói de verdade, sempre firme. A literatura popular, que o endeusa, é cretiníssima. Mas é uma literatura que nasce de uma raiz pura, que tem a sua legítima razão social e que só por isso emociona e vale.


Vi um velho engraxate mulato, que se babava de gozo lendo façanhas de Antônio Silvino. Eu percebi aquele gozo obscuro e senti que ele tinha alguma razão. Todos os homens pobres do Brasil são lampiãozinhos recalcados: todos os que vivem mal, comem mal, amam mal. Dar 1.200 contos para combater o herói seria uma tristeza. Eu, por mim (quem está falando e suspirando aqui é o rapazinho mais pacato do perímetro urbano), confesso que as sortidas de Lampião me interessam mais que as sortidas do ser Antônio Carlos.

Não sou cangaceiro por motivos geográficos e mesmo por causa de meu reumatismo. Mas dou àqueles bravos patrícios o meu inteiro apoio moral – ou imoral, se assim o preferis, minha ilustre senhora.
Rio, fevereiro de 1935.

Rubem Braga, Lampião e Antônio Silvino

Fonte: facebook

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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

FATOS DO CANGAÇO

Por Pedro R. Melo

O cangaço chega ao fim no ano de 1940, com a morte de seus principais líderes. O último deles Corisco o "diabo loiro". As cabeças de Lampião, maria Bonita e Corisco ficaram em exposição por 30 anos no museu Nina rodrigues em Salvador/BA, liberadas somente em 1969, nesse tempo passou por processo de mumificação. A Exposição era marcada com curiosidades trazendo represália ao cangaceirismo. Após anos de luta por parte de seus familiares na justiça, os restos mortais foram entregues para o sepultamento, na imagem vemos a entrega do crânio de Corisco (já em mal conservação) reintegrado aos seus restos e exumado no dia 13 de julho de 1977 no cemitério Quinta dos Lázaros em Salvador/BA, Após 37 anos de briga judicial Dadá pode finalmente ter direito a velar e enterrar seu companheiro.

Fonte: facebook
Administrador Pedro R. Melo - Cangaceiros

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PADRE CÍCERO E VIRGULINO FERREIRA?

Por Manoel Severo

Sobre essa ligação, apesar de não me considerar devidamente credenciado, permitam-me fazer algumas reflexões sobre o referido episódio da visita de Virgulino Ferreira a Juazeiro do Norte.

Poderia começar provocando e ressaltando alguns pontos dentro do contexto da época. Juazeiro já era considerado naquele momento um grande centro desenvolvimentista da região, tanto pela presença da figura carismática de Padre Cícero, como pela projeção política que alcançou a partir das articulações do próprio Floro Bartolomeu, daí ser um ponto forte e vital para o governo central na luta contra a Coluna Prestes. Na minha maneira de ver, Padre Cícero em nenhum momento cogitou a convocação, convite, ou coisa que o valha, com relação a Virgulino Lampião fazer parte dos Batalhões Patrióticos, sob o comando de Floro e formado para defender o sul do Ceará contra a referida Coluna.

Penso que o grande articulador do convite a Lampião foi mesmo Floro Bartolomeu; médico baiano, deputado federal sob as bênçãos de padre Cícero e que via na figura do líder cangaceiro um trunfo a mais para suas hostes, já enormemente formada por jagunços, cangaceiros, pistoleiros e tudo o que de pior havia por aquelas terras secas do sertão. Floro chegou a ter sob seu comando um grupo de mais de 500 homens, e Lampião, a meu ver, seria uma "jogada de mestre"; ao mesmo tempo imprimiria simbolicamente mais força à sua trôpega tropa e criava uma condição mais favorável para que o líder da família Ferreira pudesse criar menos problemas.

O fato é que nada disso aconteceu. Floro acabou morrendo no dia em que Lampião visitava Juazeiro do Norte, em março de 1926; dessa forma, a "batata quente" acabou caindo nas mãos de Padre Cícero. Com certeza e digo com muita segurança, padre Cícero sabia o que estava sendo tramado; nada ou quase nada acontecia no nordeste sem quem o santo do Juazeiro soubesse; assim, me parece que devido às circunstâncias, o padre não teria conseguido dissuadir a Floro, e ao mesmo tempo talvez esperasse que a empreitada não se confirmasse, daí alguns autores falarem de sua surpresa com a chegada do rei do cangaço em Juazeiro do Norte.

Assim trago minha humilde opinião. Padre Cícero não teve nenhuma ingerência com relação ao convite para que Lampião viesse a Juazeiro, nem tão pouco recebesse a famosa e polêmica patente de capitão.

Manoel Severo Barbosa


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UM LEGÍTIMO PUNHAL DO LUGAR-TENENTE DE LAMPIÃO.


Mede meio metro, cabo de prata e marfim e pertenceu a José Leite de Santana “Jararaca”, morto durante a tentativa de invasão à cidade de Mossoró/RN, por parte do bando de Lampião em 13 de junho de 1927.

Um legítimo “punhal pernambucano”, próprio para sangrar, pois não tem corte a não ser na ponta para sangrar.

O punhal teria sido um presente de Lampião para Jararaca.

Fonte: Jornal “A NOITE”
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte: Jornal “A NOITE”

2ª fonte: facebook
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)


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PROFESSOR BENEDITO VANCONCELOS MENDES RECEBERÁ MEDALHA DO MÉRITO GOVERNADOR DINARTE MARIZ


O Prof. Benedito Vasconcelos Mendes vai receber do Tribunal de Contas do Estado do Rio grande do Norte (TCE-RN) a Comenda "Medalha do Mérito Governador Dinarte Mariz", que lhe será entregue no próximo dia 11 de dezembro, às 10:30 horas, no Auditório do TCE-RN, em Natal.


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ZÉ BAIANO E SUAS VÍTIMAS


Abaixo podemos observar as fotografias de três mulheres que teriam sido marcadas na face com ferro em brasa pelo cangaceiro zé baiano, em Canindé do são Francisco/Se, no ano de 1932. 


Observem que as três marcas “JB” possuem formatos diferentes, o que vai em desencontro com a história pesquisada e escrita, que deixa claro que a “ferração” aconteceu em um curto espaço de tempo, e que o ferro utilizado para ferrar as mulheres, foi o mesmo em todos os casos. 

Portanto acredito que uma ou mais das imagens abaixo são falsas, ou passaram por algum tipo de alteração.

ADENDO - http://blogdomendesemendes.blogspot.com


Eu não conhecia a 3ª foto postada agora, mas eu não posso dizer que é real ou não. A gente percebe que o ferro que foi aplicado na face de dona Maria Marques assemelha-se um pouco ao ferro da 3ª moça.

Hoje tudo é muito fácil mudar o roteiro das fotos, mas alguém com certeza, tem estas fotos originais.

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QUANDO POLÍCIA E CANGACEIROS LUTARAM LADO A LADO


OS CONFLITOS DE TACARATU

Encontramos numa correspondência de Tacaratu para a “Província”, do Recife, a narração completa daqueles conflitos. Eis o resumo:

“Tendo o capitão Ignácio de Carvalho sido ameaçado de morte, bem como toda a sua família, pelo tenente-coronel Cavalcanti, chefe de uma quadrilha de facínoras, reuniu-se os seus amigos e parentes em número de 40 e com este diminuto grupo de pessoas, travou conflito com Cavalcante às 9 horas da manhã do dia 11 de dezembro. Morreram na luta aquele tenente-coronel, seu filho Antônio, o cabra Manoel Alexandre conhecido por “Ponto Fino”, o célebre Cypriano de Queiroz, Manoel Januário de Carvalho e João Silvestre de Queiroz sendo feridos de bala dois filhos de Cavalcanti e uma filha moça.

Grande foi o tiroteio, saindo muita gente baleada de parte a parte. Correndo alguns do grupo do capitão Ignácio para um lugar distante duas léguas, Itaparica, ali foram sitiados numa furna não só pelos cangaceiros de Cavalcanti, como pela força de polícia sob o comando do tenente Paiva, o ex-administrador do “Tempo”, o amigo do senhor Domingos Pinto, que procura gente de sentimentos iguais aos seus, para fazer a polícia.

Os dez infelizes que se refugiaram na furna sofreram um fogo constante da polícia e dos sicários, que mataram, um por um, todos os que se achavam refugiados.

O capitão Ignácio de Carvalho foi o último a quem arrancaram tão miseravelmente a vida na presença de Paiva, sendo o seu corpo, assim como o dos companheiros, atirados ao São Francisco.

Que miserável situação!”

“O ESTADO DE S. PAULO” - 06 de janeiro de 1887.

Imagem Wikipédia

2ª Fonte: facebook

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ESCRITOR SABINO BASSETTI PÕE NA PRAÇA O SEU MAIS NOVO TRABALHO SOBRE CANGAÇO - LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através deste e-mail sabinobassetti@hotmail.com você irá adquirir o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti com o título "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

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FIM DO CANGAÇO: AS ENTREGAS

 Autor Luiz Ruben F. de A. Bonfim

Não deixe de adquirir esta obra. Confira abaixo como adquiri-la. 

Lembre-se que se você demorar solicitá-la, poderá ficar sem ela em sua estante. Livros que falam sobre "Cangaço" a demanda é grande, e principalmente, os colecionadores que compram até de dezenas ou mais para suas estantes. 

Valor: R$ 40,00 Reais 
E-mail para contato:
 
luiz.ruben54@gmail.com
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O RAPOSA DAS CAATINGAS É SUCESSO NACIOANL


Se você ainda não comprou este fantástico trabalho do escritor José Bezerra Lima Irmão, só restam poucos livros. Então procura adquiri-lo o quanto antes, pois os colecionadores poderão comprar os poucos que restam. Seja mais um conhecedor das histórias sobre cangaço, para ter firmeza em determinadas reuniões quando o assunto é "cangaço". 

São 736 páginas.
29 centímetros de tamanho. 
19,5 de largura. 
4 centímetros de altura.
Foram 11 anos de pesquisas feitas pelo autor 

É o maior livro escrito até hoje sobre "Cangaço". Fala desde a juventude  e namoro dos pais de Lampião. Quem comprou, sabe muito bem a razão do "Sucesso a nível nacional do Raposa das Caatingas". 

O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:

Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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domingo, 29 de novembro de 2015

O MAIS NOVO LIVRO DO POETA E ESCRITOR JOSÉ EDILSON DE A. G. SEGUNDO


O livro "NAS TRILHAS DE MEU AVÔ" pode ser adquirido: Em Mossoró na Livraria Independência. Em Natal na Livraria Nobel, da Avenida Salgado Filho. 
O valor do livro é 30,00 reais. 
Um grande abraço,
Edilson Segundo

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AINDA NO LANÇAMENTO DO FILME “REVOADA” EM SÃO PAULO/SP...


Esteve presente o casal/amigo Arthur e Gilaene “Gila” de Sousa Rodrigues, filha do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno, antigos integrantes do bando de Lampião.

Quero aproveitar a oportunidade para agradecê-los por atenderem o meu convite para vir assistirem o filme e por darem a oportunidade de outros pesquisadores, simpatizantes e estudiosos sobre o tema cangaço de os conhecerem pessoalmente, já que são pessoas queridas, respeitadas e admiradas por todos (as) nós.

E para mim ver o sorriso no rosto dessas pessoas é ter a certeza de que estou no caminho certo. Sinto-me realizado.

Aos meus amigos Arthur e Gilaene “Gila” meus sinceros agradecimentos e minha admiração.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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CONVITE!

As instituições culturais do Oeste Potiguar (ICOP, AMOL, AFLAM, SBEC, AMLERN, ASCRIM, COMFOLC, ALAM, APLA, AAPOL) convidam as entidades ligadas à cultura e a outros setores da sociedade (CDL, ACIM, Câmara de Vereadores, Secretarias Municipais, Universidades e outras instituições), para se fazerem presentes em Fortaleza, nos próximos dias 4 e 5, no Náutico Atlético Cearense, para participarem do Fórum, a partir das 10 horas do dia 4 e do Aniversário do CCC, no dia 5.  O Centro Cultural do Ceará - CCC é uma instituição cearense atuante que vem dinamizando a cultura daquele Estado. Será uma oportunidade de congraçamento, cultura e lazer patrocinada pelos cearenses aos norte-rio-grandenses. Vamos organizar uma grande comitiva de potiguares para abraçar os intelectuais cearenses.

Enviado pelo professor Benedito Vasconcelos Mendes

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MUSEU DO SERTÃO - ANIMAIS DE CARGA

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Além dos bois mansos, que eram usados no carro de boi, o burro, o jumento e, às vezes, o cavalo foram muito usados para o transporte de carga nas fazendas, vilas e cidades sertanejas. O uso da cangalha era obrigatório para o transporte de qualquer tipo de carga em lombo de animal, mas para cada espécie de carga tinha um suporte adequado, que era pendurado nos cabeçotes da cangalha. Por exemplo, as ancoretas para levar água ou cachaça eram penduradas em suportes de ferro (ferros de ancoreta), com ganchos, onde as aselhas das ancoretas eram colocadas. 


Por sua vez, as argolas destes ferros ficavam metidas nos cabeçotes da cangalha. A base de madeira para receber latões de leite ou latas de "querosene", contendo água para beber, também era amarrada nos cabeçotes da cangalha, por laços de relho de couro cru ou de cordas de fibras de tucum ou de caroá. 


A lenha, estacas, mourões, cana-de-açúcar e outros materiais alongados eram transportados em cambitos. Havia dois tipos de cambito, o de madeira serrada, feito pelo carpinteiro, e o cambito solto, que nada mais era do que a ponta de uma forquilha, com braços longos (artefato em forma de " V").  


Os dois cambitos soltos de cada lado da cangalha ficavam unidos pela própria carga. Os caixões de transportar terra para construir açudes, estradas ou para levar material de construção (areia, arisco, barro, pedra marroada, cal e outros materiais) possuíam fundos falsos, pois quando a tropa de burros ou de jumentos chegava sobre a parede do açude, por exemplo, as travas eram abertas e a piçarra despejada. Quando os caixões iam ser cheios novamente, as travas eram fechadas e assim sucessivamente. 


As bruacas de couro, contendo goma ou farinha de mandioca e os surrões de palha de carnaúba com grãos (feijão, milho etc) eram amarrados por duas grossas cordas de couro cru ou com cordas feitas com fibras vegetais de tal maneira que formavam laços, para pendurá-los nos cabeçotes da cangalha. 


Os caçuás para transportar frutas, raízes de macaxeira, mandioca, batata-doce, jerimum e outros produtos eram feitos de várias matérias primas. Dependendo da região, os caçuás eram produzidos com couro cru, talos de carnaúba com textos de couro, de taboca (bambu) ou de cipó. Existia um tipo de caçuá, que era uma espécie de mala de talo de carnaúba com tampa (dobradiças de couro), que era usado para transportar queijo. 

Os comboieiros, com suas tropas de animais, levavam os produtos das fazendas para serem comercializados nas feiras semanais das vilas e cidades interioranas. Os açudes eram construídos com terra transportada em lombos de burros. O pisoteio da tropa de animais sobre a parede do açude em construção servia para compactar o solo. A cangalha era feita com 4 paus, as duas testeiras em forma de "V" invertido, com os cabeçotes no ápice e as duas tábuas laterais, que eram revestidas de couro cru, onde se prendiam as almofadas de junco, envoltas em tecido de algodão. A cangalha era colocada no lombo do animal sobre uma espessa esteira de junco ou de outro material (palha de carnaúba) contanto que desse boa proteção ao animal, pois a cangalha podia pisar (ferir) o burro, quando a esteira não era adequada.

Enviado pelo proprietário do Museu do Sertão Professor Benedito Vasconcelos Mendes.

Informação do http://blogdomendesemendes.blogspot.com:

O Museu do Sertão na "Fazenda Rancho Verde" em Mossoró não pertence a nenhum órgão público, é de propriedade do seu criador professor Benedito Vasconcelos Mendes.

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CABRAS DE LAMPIÃO - LABAREDA


Ângelo Roque da Costa, nasceu em Jatobá no ano de 1910, município de Tacaratu/PE. Após matar um soldado que desvirginou a sua irmã de 14 anos, temeu cair na prisão, no ano de 1928 conhece Lampião, Corisco e Arvoredo onde é aconselhado que só teria paz e sossego da polícia se aliando ao cangaço, tornou se grande amigo de Lampião e aceitou o convite. 

Após um tempo viu se nele um grande potencial de guerra, comando e liderança, passou então a comandar um sub grupo em média com 15 cangaceiros. No cangaço permaneceu 16 anos, sendo o cangaceiro que mais enérgico combateu a polícia. 

Após a morte de Lampião, o cangaceiro por mais 2 anos ainda na caatinga tentou sua luta, tendo se entregado às autoridades no início de abril de 1940, em Paripiranga/BA.

Fonte: facebook
Administrador Pedro R. Melo

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