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terça-feira, 16 de outubro de 2018

VIAGEM A SÃO JOSÉ DO BELMONTE: PEDRA DO REINO, CASTELO ARMORIAL E CARIRI CANGAÇO

Dantas Suassuna, filho de Ariano Suassuna, no centro com camisa azul, Pedra do Reino

O município sertanejo de São José de Belmonte, em Pernambuco, é um daqueles lugares cheios fascinantes belezas, histórias, tradições culturais, cheiros e sabores. Estivemos visitando o município, e também acompanhando o “Cariri Cangaço”, evento realizado nos dias 11 a 14/10/2018, e que reuniu pesquisadores, escritores e amantes da temática ‘Cangaço’, oriundos de 15 estados brasileiros e teve parte da programação realizada nas dependências do majestoso ‘Castelo Armorial’. 

Fizemos a viagem a convite do casal de amigos, Junior Almeida e Ranaise; ele escritor e conselheiro do Cariri Cangaço. O evento teve a coordenação do senhor Manoel Severo, e além das presenças de vários pesquisadores e durante os 04 dias contou com a ilustre participação de Manoel Dantas Suassuna (filho de Ariano Suassuna).
Cavaleiros, rei e rainha da cavalhada; ao fundo a Pedra do Reino
Pedra do Reino que se tornou amplamente conhecida através do romance escrito por Ariano Suassuna; antes era chamada 'Pedra Bonita'. Localiza a cerca de 30 km da cidade, a Pedra do Reino é formada por rochas de granito, sendo as duas maiores em formato de torres com cerca de 30 metros de altura. No local, entre os dias 14 a 17/05/1838, morreram cerca de 80 pessoas, incluindo crianças; algumas mortes voluntarias (jogando-se de cima da pedra) e a maioria por decapitação, incluindo crianças. O massacre foi comandado por fanáticos religiosos ‘sebastianistas’ que esperavam a volta do Rei de Portugal, Dom Sebastião, morto numa batalha contra os mouros, na África, 270 anos antes.

Em frente às duas rochas que um dia foram lavadas com o sangue de cerca de 80 pessoas, hoje há grandes esculturas talhadas em pedra representando reis e rainhas do lugar, também Nossa Senhora, São José, e no centro Jesus Cristo, entre outros santos católicos

Castelo Armorial é outra atração de São José do Belmonte, uma majestosa e imponente construção que chama a atenção de todos. Idealizado e construído por Clécio Novaes, o Castelo abriga um grande acervo de documentos, fotografias, esculturas, museu, e uma infinidade de obras que nos surpreende a cada momento nos três andares da magnífica obra arquitetônica. A construção e o acervo têm como inspiração o movimento armorial proposto pelo mestre Ariano Suassuna. 
Cavalhada Zeca Miron
Em Belmonte, outra manifestação cultural de encher os olhos é aCavalhada de Zeca Miron, evento que simboliza a luta entre cristãos e mouros. Realizada anualmente no último final de semana do mês de maio; tivemos o privilegio de assistir a uma apresentação encenada especialmente para os participantes do Cariri Cangaço. O grupo de bacamarteiros da cidade também demonstrou sua arte.

Ataque de Lampião. O município de São José do Belmonte ainda preserva importantes registros da época do cangaço no sertão pernambucano, como o imponente casarão no centro da cidade, construído no ano de 1912, e que pertenceu ao Coronel Luiz Gonzaga Ferraz, onde no ano de 1922 o coronel foi atacado por Lampião e seu bando, e executado em uma das dependências da casa que também foi saqueada pelos cangaceiros. Com permissão da atual proprietária, conhecemos o interior do casarão e o sótão onde o coronel ficou escondido antes de ser executado. Também conhecemos ruínas na fazenda Cristóvão que pertenceu a Ioiô Pereira, de onde Lampião e seus cangaceiros partiram para matar o coronel na casa dele na cidade de Belmonte.

Também na zona rural de São José do Belmonte, na serra do Catolé, num local de difícil acesso, conhecemos a ‘Casa de Pedra’ de Lampião, uma espécie de gruta formada por fenda entre grandes pedras, no alto da serra, onde o rei do cangaço ficou escondido se tratado do ferimento de um tiro que o atingiu no pé.

Na culinária de São José do Belmonte vale a pena saborear o mugunzá sertanejo, prato feito a base de feijão de corda, mugunzá (milho), carne suína, linguiça e mocotó. E também não pode deixar de saborear uma galinha de capoeiras servida no ‘Tempero do Reino’, um espaço construído de taipa, ao lado da famosa Pedra do Reino.
Corredor no Castelo Armorial
Bacamarteiro Clenio Novaes irmão de Clecio Novaes dono do Castelo Armorial posa ao lado de Manuel Severo, curador do Cariri Cangaço

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VIVA O SERTÃO, VIVA O NORDESTE, VIVA SÃO JOSÉ DO BELMONTE!!!!

Por Cicero Aguiar Ferreira 

Foram quatro dias respirando a história e a cultura sertaneja nordestina. A cada conversa com um amigo, aprendia algo sobre a nossa alma sertaneja, sem falar das aulas que os palestrantes nos brindaram, tanto no auditório do Castelo Armorial, como nos locais onde alguns fatos que fazem parte da história do sertão aconteceram. Poder vivenciar tudo isso, para mim foi muito especial, já que nasci no Tamboril São José do Belmonte-PE. Esse pedaço de torrão sertanejo mostrou para os visitantes de 15 estados do Brasil toda a sua força histórica e cultural, e sua alma hospitaleira, como filho desse chão só podia ficar orgulhoso. Agradeço ao mestre Manoel Severo Gurgel Barbosa, Curador do Cariri Cangaço e a todos os conselheiros, e um agradecimento todo especial para os amigos e conterrâneos Valdir José Nogueira, Clênio Novaes, Edízio Carvalho, Clécio Novaes, Ernesto Carvalho, poeta Cicero Moraes e aos membros da Associação Pedra do Reino, figuras que faziam parte do comitê organizador local, como também as autoridades constituídas do município que tiveram a sensibilidade de enxergar a grandeza de um evento tão importante para a história e a cultura do Nordeste que é o CARIRI CANGAÇO.

Visitando a Serra do Catolé, a Pedra de Lampião, onde o amigo Clênio Novaes nos deu uma aula de história e geografia, lembrei uma poesia de minha autoria NOSTÁLGICO SERTÃO, vou postar um pequeno trecho aqui

NOSTÁLGICO SERTÃO

NOSTÁLGICO SERTÃO
Nas veredas das quebradas
De um sertão mandingueiro
Onde o boi bravo se esconde
Dando trabalho ao vaqueiro
Das caboclinhas faceiras
Dois coronéis e coiteiros
Das volantes que perseguiam
O cangaceiro valente
Dos forrós de pé de bode
Dos poetas do repente
Do caçoa, da cangalha
Da seca e do sol quente
Do Caroá da favela
Do facheiro e catingueira
Do vaqueiro aboiador
Do gibão e da perneira
Da cerca toda de vara
Da boa vaca leiteira
Da casa velha de taipa
Do chão batido no malho
Do velho fogão de lenha
Das veredas e do orvalho
Da farinha, do engenho
Do mel, do queijo de coalho.
Hoje, esse sertão não existe
Chegou a modernidade
Não é que seja ruim
Ter o que tem na cidade
Mais com esse modernismo
Perdeu um pouco o bucolismo
Parte da simplicidade.
Mais mesmo assim o sertão
Continua encantador
De um povo forte e guerreiro
Persistente e lutador
Povo que não tem covardia
De contagiante alegria
De honra, e muito valor.

Cicero Aguiar Ferreira 2016

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MORRE O JORNALISTA GIL GOMES, EM SÃO PAULO, AOS 78 ANOS

Por Jacqueline Saraiva


O comunicador passava por uma série de complicações de saúde. Ele sofria com o mal de Parkinson.

O jornalista Gil Gomes morreu na manhã desta terça-feira (16/10), em São Paulo, após uma série de complicações de saúde. De acordo com informações do programa Balanço Geral, o comunicador de 78 anos estava internado e perdeu muito a vitalidade e as forças. Ele contava apenas com o apoio da família. Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento dele.

Uma das últimas aparições do profissional foi no programa Domingo Show, da Rede Record. O radialista sofria com o mal de Parkinson. Em uma declaração de 2016, quando voltou ao trabalho depois de 11 anos fora das telinhas, ele chegou a revelar que estava sofrendo. “Passei os últimos anos sentado em uma poltrona, esperando a morte, mas agora voltei e estou feliz”, contou ao programa Sensacional, da Rede TV, naquele ano.

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NOITE DE ABERTURA 2018... - GRATIDÃO


Por Manoel Severo

O que dizer deste grande Cariri Cangaço São José de Belmonte? As palavras me faltam, só me resta o mais profundo e sincero sentimento de Gratidão à querida família Belmontense e a minha amada família Cariri Cangaço de todo o Brasil.

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CARIRI CANGAÇO EM S. J. DE BELMONTE -PE



CAVALHADA ESPECIAL no evento para os membros do cariri cangaço, estudiosos e simpatizantes.

Começa a Cavalhada Zeca Miron. É o Azul X Vermelho. E, eu? Claro sou vermelho.







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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O DIA QUE OS POLÍTICOS ENGANARAM LAMPIÃO

Por: Adelmo José dos Santos (Escritor e Poeta serratalhadense)

A festa de setembro de 1991 em Serra Talhada, no estado de Pernambuco, terra natal de Virgolino Ferreira da Silva “Lampião”, tinha tudo para ser apenas mais uma festa como tantas outras, se não fosse o “Plebiscito da Estátua De Lampião” que provocou uma grande agitação na cidade.

As pessoas eram entrevistadas pela Rede Globo que estava fazendo a cobertura do plebiscito juntamente com a “Revista Veja”.

Nas entrevistas as pessoas opinavam dando a sua explicação. Uns diziam que eram contra a colocação da estátua na praça principal da cidade, outros diziam que eram a favor, também tinha aqueles que ficavam em cima do muro, com medo de dar a sua opinião.

A notícia se espalhou Brasil afora, se esparramou mundo adentro, e Lampião com mais de meio século da sua morte ainda continuava aceso, sendo um marco na historia do povo sertanejo. 53 anos após a morte de Lampião, Serra Talhada estigmatizada como um território violento, preparava-se para se transformar em um polo de turismo e lazer do estado, explorando de forma racional a imagem de um filho famoso e controverso: Lampião. O lendário cangaceiro, comandante das caatingas nas décadas de 20 e 30 do século passado.

Em setembro de 1991, Serra Talhada preparou um plebiscito para julgar pelo voto direto e secreto se na condição de herói, Lampião mereceria uma estátua na praça principal da cidade.

O deputado Federal Inocêncio Oliveira escreveu o texto que iria ocupar a parte frontal da estátua:

“Virgolino Ferreira da Silva, Lampião, vítima de uma época, escravo do subdesenvolvimento, filho das caatingas. Homenagem dos seus conterrâneos”.

Mas abaixo, por questões políticas, o deputado conferiu ao texto um outro tom, dando uma no cravo e outra na ferradura:

“O contraste entre o bem e o mal é necessário, para que você, mostrando o mal, dignifique e glorifique o bem”.

A celeuma em torno da estátua foi estimulada propositadamente pela Casa da Cultura e teve como objetivo final apenas explorar turisticamente o privilégio da cidade ser a terra natal de Lampião. E assim como tantos foras da lei, Lampião foi desenterrado pelos moradores de Serra Talhada, um rico polo regional de comercio a 415 Km do Recife, para reforçar argumentos na mais folclórica celeuma em que a cidade já se meteu.

Literalmente divididos, os moradores discutiam se colocariam ou não uma estátua de Lampião na praça principal da cidade. Isso seria definido no plebiscito que iria acontecer no dia 7 de setembro, data consagrada à padroeira do município, Nossa Senhora da Penha. Sob a bênção da santa, da prefeitura municipal, e até mesmo da justiça eleitoral que deveria ceder as urnas e permitir o uso dos títulos eleitorais.

O plebiscito teve como resultado a vitória do “SIM” com 72% de aprovação da proposta que considerava Lampião como um herói popular. O resultado gerou tanta celeuma que a proposta de erguer uma estátua de Lampião na praça pública ficou apenas no papel.

O importante é que Lampião acabou entrando na história, divulgando o nome de Serra Talhada em todo mundo, através da literatura, do cinema e da música.

O plebiscito aconteceu com a vitória “SIM”, mas prevaleceu o “NÃO”.

Lampião foi enganado, desviaram a sua história, e a estátua, que foi conquistada no plebiscito, acabou como mais uma promessa de político, não foi feita até agora.

Adendo: Geraldo Antônio de Souza Júnior


Imagem meramente ilustrativa. 


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NOS CAMINHOS DA PROMESSA E DA FÉ

Por *Rangel Alves da Costa

Pouco mais das duas horas da madrugada e os ribombos de fogos começaram a ecoar. Após o amainar dos estrondos, logo as vozes eram ouvidas bem adiante. Diversas pessoas, muitas, que foram chegando, reunindo-se no local marcado para o início de um ofício caracterizado pela devoção, fé, crença e religiosidade do povo nordestino: caminhada em louvor a Nossa Senhora Aparecida.
Mas não uma caminhada comum, de um local a outro dentro da própria comunidade ou pelas estradas nos arredores da região, mas seguido um percurso intermunicipal de mais de cem quilômetros. Saindo dos limites das terras de Poço Redondo, no sertão sergipano, e atravessando divisas, cortando estradas, até chegar à sede do município cujo nome homenageia a Santa e Padroeira do Brasil: Nossa Senhora Aparecida.
Tal caminhada surgiu como pagamento de promessa. Após uma graça alcançada, supostamente pela intercessão da santa devotada, iniciou-se a sagrada obrigação de a todo ano, à véspera do dia dedicada à santa, seguir caminhando até o santuário naquela cidade sergipana. No ano inicial, apenas umas poucas pessoas decidiram acompanhar, mas já neste ano um grupo muito maior decidiu acompanhar o pagamento de promessa pelas estradas sertanejas da religiosidade e da fé.
Tenha-se, porém, que o cumprimento da promessa não se dá apenas com a caminhada de pessoas que vão parando para descansar assim que os cansaços e os suores da distância cheguem. Tudo é estratégica e logisticamente programada. As pessoas caminham, mas veículos de apoio proporcionam toda assistência que necessitem. Após a chegada ao santuário e os ofícios religiosos, o retorno se dá nestes veículos. Não há mais uma exaustiva e cansativa caminhada, mas apenas a boa e espiritual sensação de dever cumprido.
Mas como dito, logo após das duas da madrugada, no trecho defronte aonde me acomodo na cidade sertaneja de Poço Redondo, eis que sou acordado do sono tranquilo na rede pelos fogos e pelas vozes. Gente e mais gente chegando, tudo em preparativos para a caminhada de fé, até que todos seguiram em direção a igreja matriz. Ali foram para serem abençoados por Nossa Senhora da Conceição, padroeira local, na caminhada. Entoando cantos, levando rosários de fé, com os corações tomados pela devoção, em seguida tomaram os caminhos distantes.
Tudo isso aconteceu no último dia 11, às vésperas do Dia da Padroeira do Brasil, a Nossa Senhora Aparecida, que com sua força de transformação e de reparo nas linhas tortas da vida, torna possível que cada vez mais gente ao seu manto se entregue em busca de cura, salvação ou simplesmente para agradecer a certeza de sua intercessão. No dia seguinte já estavam no santuário. Neste dia, as promessas foram pagas, os agradecimentos chegaram acompanhados das palavras da alma.
E tanto na ida com no retorno, apenas a caminhada. Nenhum cansaço, nenhuma dor, nenhum sofrimento. Eis os caminhos da fé e da devoção.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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MAIS LIVRO

Por Francisco Pereira Lima

Mais um livro na praça: FLORO NOVAIS: Herói ou Bandido? De Clerisvaldo B. Chagas & França Filho. Este livro estará disponível a partir de amanhã no Cariri Cangaço São José do Belmonte e segunda feira dia 15/10 Para todo Brasil. 

Preço R$ 40,00 com frete incluso. 124 páginas. Franpelima@bol.com.br e fplima1956@gmail.com e Whatsapp 83 9 9911 8286.

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O MAIS NOVO LIVRO NA PRAÇA SOBRE CANGAÇO


Por Francisco Pereira Lima

O mês de outubro se inicia com grande novidade para os apreciadores da historiografia do Cangaço. Em breve teremos o lançamento do livro LAMPIÃO NA PARAÍBA- NOTAS PARA A HISTÓRIA, do pesquisador Sérgio Augusto Dantas.

Quinto livro deste renomado escritor, esta obra vem elucidar as diversas lacunas da história do Cangaço na Paraíba, tendo como grandes diferenciais: uma pesquisa séria e fundamentada em documentos , texto bem escrito e com riqueza de detalhes, movimento de escrita que irá prender a atenção do leitor.

Um livro indispensável na biblioteca de pesquisadores e apreciadores da saga cangaceira. 

Abaixo temos a capa definitiva dessa obra, que em breve estará disponível para venda.

Para reservar seu exemplar: Fale com o professor Francisco Pereira Limafranpelima@bol.com.br e Whatsapp 83 9 9911 8286

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=922911101240605&set=gm.2049136035398897&type=3&theater&ifg=1

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BELMONTE- PE....CARIRI CANGAÇO.


Por Volta Seca

VISITA À FAZENDA SÃO CRISTÓVÃO DE YOYO MAROTO, O Homem que levou uma surra e, articulou com Sinhô Pereira/Lampião, a MORTE DO CORONEL LUIZ GONZAGA FERRAZ. Fato ocorrido em 1922.

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CENTRO HISTÓRICO DE SÃO JOSÉ DO BELMONTE E FAZENDA CRISTÓVÃO DE IOIÔ MAROTO.















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LEMBRANÇAS DE BELMONTE: UM CAUSO DE DANTAS SUASSUNA


Por Junior Almeida

De 11 a 14 de outubro de 2018 estivemos em São José do Belmonte, Pernambuco, já na divisa com o Ceará, na reunião da “família” Cariri Cangaço, que através dos seus pesquisadores estuda o cangaço, coronelismo, messianismo e os mais diversificados temas que têm o Nordeste como fonte. Esta que foi a nossa última reunião do ano. Já tínhamos estado juntos em abril em Fortaleza, Ceará, e em junho em Poço Redondo, Sergipe. No evento mais recente, além do maravilhoso povo belmontense, pessoas de pelo menos quinze Estados do Brasil estiveram presentes na terra da Pedra do Reino.

Dentre os participantes do encontro estava o recifense Manuel Dantas, filho do Mestre Ariano Suassuna, que por ser estrela de primeira grandeza dispensa maiores apresentações. Sem estrelismos ou “rique fifes”, mesmo muito assediado, Dantas foi de uma simplicidade admirável, assim como era seu pai. Do velho mestre, Dantas também parece ter herdado a visão política e a paixão pelo Sport Club do Recife.

 Só pudera: “boa árvore, bons frutos”, já diz o adágio popular.

Dantas, assim como seu pai, é um contador de causos e, no sábado, sentado à mesa de café da manhã do hotel em que estávamos, junto com Manoel Serafim, de Floresta e Luiz Forró, de Natal, nos brindou com algumas histórias desconhecidas pela grande parte dos admiradores de Ariano Suassuna. Um desses causos eu achei interessante e decidi dividir com vocês. Segundo Dantas, foi assim:

Numa final do campeonato pernambucano de futebol, provavelmente em 2010, onde o Sport Recife decidia a taça em “casa”, Dantas ligou para seu pai, perguntando se ele gostaria de ir com ele ao jogo na Ilha do Retiro. Ariano disse que não, pois estava cansado. Qual foi a surpresa de Manuel Dantas quando viu no outro dia em toda imprensa de Pernambuco a festa do Leão comemorando o título e, a foto do Mestre na primeira página de um jornal da capital. A imagem mostrava Ariano na sede do Sport em meio aos torcedores, vestido no seu tradicional “Sport fino”, com um sorriso de orelha a orelha, é claro, e de braços abertos fazendo o sinal de positivo. O tradicional joinha.

Ué, levei um bolo do meu pai? Pensou Dantas.

O filho de Ariano disse que ficou sabendo depois que seu pai resolveu após o telefonema ir ao jogo. Foi de táxi. Desembarcou na avenida, ao lado da estátua de Ademir Menezes, entrou pela rampa da sede, passou despercebido pelo avião que enfeita uma espécie praça nas dependências do clube e, ficou parado em frente ao portão de entrada das autoridades, já na sede monumental. De início o porteiro reconheceu o escritor, mas achou que ele esperasse alguém. Passado um tempinho, o rapaz falou com o Mestre:

Quer entrar, Doutor Ariano?

Rapidamente o autor de O Alto da Compadecida foi levado ao elevador e acomodado em um dos camarotes, onde assistiu ao jogo. E o resto, como já foi dito, foi só festa, só comemoração. Um fato curioso se deu perto de Ariano ir embora pra casa. Um oficial da polícia militar quis saber com quem Ariano tinha ido pra Ilha e, se surpreendeu em saber que o escritor estava só e que tinha ido e voltaria de táxi. Muito ativo e preocupado com a segurança do ilustre torcedor o homem imediatamente chamou quatro militares sob seu comando e mandou que eles escoltassem “Doutor Ariano” até um táxi.

Muitos ficaram intrigados ao ver o escritor caminhando entre quatro soldados, dois de cada lado, e até chegaram a pensar que Ariano Suassuna estava sendo detido. Alguns cochichavam e outros até protestavam contra a suposta prisão. Um dos que teve esse pensamento foi outro oficial, que trabalhava no térreo da sede do Sport. O militar correu até os colegas para resolver a bronca.

O que aconteceu, por que estão “levando” Doutor Ariano? Quis saber um preocupado militar.

Depois das devidas explicações, que os praças apenas escoltavam o célebre torcedor do Sport, o major ficou temeroso que Ariano Suassuna voltasse pra casa desacompanhado e ainda por cima de táxi, estando Recife naquela balbúrdia e, meio constrangido fez uma proposta inusitada ao Mestre. Disse o militar:

Doutor Ariano, o Senhor se incomodaria se a gente o levasse pra casa numa viatura?

Bem humorado, de pronto o escritor aceitou a carona, e foi assim que Ariano Suassuna foi de táxi assistir seu time de coração e voltou numa viatura da Polícia Militar de Pernambuco, fazendo brotar na cabeça dos que viram a cena as mais férteis versões.

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NOIVOS CHEGAM EM CASA DEPOIS DA FESTA DE CASAMENTO E RESIDÊNCIA ESTÁ INVADIDA PELA EX

Por Karina Cabral - karina.cabral@olivre.com.br

O noivo já estava separado da ex-mulher desde 2013, porém, no dia do casamento, ela resolveu invadir a casa dele.

Um casal teve uma surpresa nada agradável ao chegar em casa no fim da noite desse domingo (14), logo depois da festa de casamento dos dois, e encontrar a casa em que morariam invadida pela ex-mulher do noivo. O caso aconteceu no Bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Foto: Ilustração/Pixabay


A festa de casamento durou cerca de sete horas – das 4h da tarde até as 11 horas da noite. Ao final, os recém-casados foram para a casa que agora seria dos dois.

Porém, ao chegar ao local, o portão estava fechado com um cadeado novo, na garagem havia um veículo Fiat Pálio prata e, em cima da calçada, um veículo Kia Soul, também prata, impedindo a entrada de outros veículos.

A surpresa maior veio quando os noivos, ambos de 37 anos, entenderem o que estava acontecendo. Conforme o boletim de ocorrência, a ex-mulher do noivo, de 34 anos, da qual ele havia separado em 2013, havia invadido a casa.

Quando o casal chegou, ela saiu na porta da casa e disse que estava aguardando sua irmã, que é advogada, chegar ao local. A Polícia Militar foi acionada e aguardou a advogada por cerca de 30 minutos.

A mulher chegou e disse que a irmã dela não sairia da casa e nem era obrigada a ir para a delegacia.

Não consta no boletim de ocorrência se a ex-mulher tem direito à casa em que os recém-casados morariam, mas todos os pertences dos dois – inclusive móveis e as malas prontas para a viagem de lua de mel, em Maceió (AL), estavam dentro da casa.

Os noivos foram encaminhados para a delegacia para registrar a ocorrência. A ex ficou na casa.

O casal viajaria para a lua de mel às 4 horas desta segunda-feira (15) e o boletim foi registrado às 03 horas, como “constrangimento ilegal e violação de domicílio”.

https://olivre.com.br/noivos-chegam-em-casa-depois-da-festa-de-casamento-e-residencia-esta-invadida-pela-ex/

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HOJE, 15 DE OUTUBRO ESTÁ COMPLETANDO 4 MESES DO FALECIEMNTO DO PROFESSOR E ESCRITOR JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO








No dia 15 de junho Iuska Freire anunciava o seguinte:

Nota de pesar pelo falecimento do professor José Romero Araújo Cardoso.


15 de junho de 2018

É com profundo pesar que a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) registra o falecimento do professor José Romero Araújo Cardoso, nesta sexta-feira, 15 de junho.

O velório está previsto para iniciar às 23h de hoje (15), no Centro de Velório Sempre, e o sepultamento ocorrerá neste sábado (16), às 16h, no Cemitério Novo Tempo. Neste difícil momento de dor, a UERN se solidariza com todos os familiares e amigos.

Abaixo segue a nota emitida pelo Departamento de Geografia, ao qual o professor Romero Cardoso era vinculado:

É com pesar que, por meio dessa nota, informamos à comunidade uerniana o falecimento do Professor Mestre José Romero Araújo Cardoso, no dia de hoje, 15 de junho de 2018.

José Romero faleceu aos 48 anos, às 18:50, vítima de complicações cardiorrespiratórias. 

Natural de Pombal (PB), nascido em 28 de setembro de 1969, era geógrafo, especialista em Geografia e Gestão Territorial e em Organização de Arquivos e Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Professor do Departamento de Geografia da UERN, escreveu diversos livros, dentre os quais “Nas Veredas da Terra do Sol” e “Notas para a História do Nordeste”.

Membro do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e da Associação dos Escritores Mossoroenses (ASCRIM), dedicava-se a estudos sobre a região Nordeste, cultura regional e cangaço.

O Departamento de Geografia da UERN externa suas mais sinceras condolências à família e amigos por esta inestimável perda.

Prof. Fábio Ricardo Silva Beserra – Chefe do Departamento de Geografia – Campus Central/UERN.

http://portal.uern.br/blog/nota-de-pesar-pelo-falecimento-do-professor-jose-romero-araujo-cardoso/

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