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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

ADEUS, MABEL NOGUEIRA!


Por Júnior Almeida

Recebemos agora a triste notícia que a amiga Mabel foi chamada à presença do Pai. Que Ele a receba em sua glória e que conforte toda a sua família, nesse momento de tristeza e dor.



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NOTA DE PESAR - CARIRI CANGAÇO


Por Cangaceiros Cariri

É com profundo pesar que o Conselho Alcino Alves Costa do Cariri Cangaço, comunica o falecimento de MABEL NOGUEIRA TOMAZ, estimada entusiasta da cultura do sertão, uma apaixonada por sua terra; querida NAZARÉ DO PICO; uma profissional valorosa da área da educação, que deixa um legado de honradez e seriedade em tudo o que fez. Mabel Nogueira era Embaixadora do Cariri Cangaço e Coordenadora do Cariri Cangaço Nazaré do Pico em suas tres edições; 2015, 2016 e 2017. À Família Nogueira Tomaz, à querida familia Nazarena, o abraço fraterno da Família Cariri Cangaço.

O SEPULTAMENTO OCORRERA NA TARDE DESTA SEGUNDA-FEIRA,AS 16H NO CEMITÉRIO DE NAZARÉ.



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CRIANÇA É DEVORADA POR LEÕES EM PERNAMBUCO


Por José Mendes Pereira

Isto aconteceu no ano 2000, mas é muito importante que todos tomem conhecidmento da triste tragédia praticada por leões.

Eu posso até está conversando besteira, mas qual é a graça que tem animais ferozes em circos? Nenhuma graça no meu entender. Se todos pensassem assim como eu não assistiriam circos que têm em seus picadeiros leões, macacos orangotango, gorilas, elefantes e outros e outros. Todos estes animais devem ser criados nas selvas, e não onde frequentam os seres humanos, principalmente quando têm crianças indefesas que qualquer descuido vão ser agarrados por um animal.
FÁBIO GUIBU 
da Agência Folha, em Recife 

O garoto José Miguel dos Santos Fonseca Júnior, 6, foi atacado e morto às 19h de domingo por cinco leões do circo Vostok, que está instalado no estacionamento do shopping center Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Cerca de 3.000 pessoas presenciaram o ataque. 

Houve tumulto, e a platéia teve de ser retirada do local. Segundo José Miguel dos Santos Fonseca, pai do menino, o ataque aconteceu durante o intervalo da apresentação, quando ele, seus dois filhos, Júnior e Mirela, 3, e outras pessoas foram tirar fotos dos cavalos, em um cercado fora do picadeiro. 

A fotografia foi autorizada pelo apresentador do circo, que indicou o caminho. O trajeto incluía uma passagem ao lado da jaula dos leões, que estava no picadeiro. O avanço do leão aconteceu na volta para a platéia. 

Um dos cinco leões puxou o menino das mãos de Fonseca. “Minha menina viu o irmãozinho ser arrastado”, afirmou o pai. 

“O leão colocou as duas patas para fora da jaula, puxou o menino para dentro, abocanhou a cabeça e balançou o garoto. Aí, os outros leões o atacaram”, disse o músico Severino Ferreira da Silva, 32, que estava a dois metros de Júnior. 

A força com que o leão o puxou chegou a envergar as grades da jaula. O espaço entre uma barra e outra é de 10 centímetros. O menino, depois de agarrado, foi arrastado cerca de 30 metros por um corredor de aço, que termina em uma caçamba de caminhão também gradeada. 

A Polícia Militar chegou ao local às 20h, uma hora depois do ataque. Primeiro, tentou afastar os leões do corpo do menino, dando tiros para o alto. 

Como eles não se afastavam, a polícia atirou em dois deles, que acabaram sendo mortos, segundo o tenente Adriano Freitas. Os outros três leões foram isolados. 

“Meu filho foi morto por imprudência. Vou processar o circo. Não pelo dinheiro, mas pela irresponsabilidade”, afirmou Fonseca. Ele disse que não sabe como contar o fato à sua mulher, que está grávida de oito meses. 

O delegado do distrito de Prazeres, Dorgival do Carmo Accioly, instaurou inquérito por homicídio culposo. 

Às 22h10, houve um tiroteio. Dois dos três leões que estavam isolados em um compartimento dentro da jaula estouraram a grade e voltaram a atacar o corpo. 

A polícia interveio e atirou com revólveres e fuzis contra os animais. Os dois morreram. Houve correria e um dos policiais ficou ferido ao tropeçar em uma grade. 

Até as 22h30, o corpo do menino, totalmente dilacerado, ainda permanecia dentro da jaula à espera do IML (Instituto Médico Legal). A área está isolada, e cerca de 50 policiais militares estão no local. 

José Nemésio de Sena, perito do Instituto de Criminalística, constatou que o vão da grade da jaula, que era de 10 cm, abriu para 16 cm com a força do leão. 

Segundo ele, existem evidências de supostas falhas de segurança, como a falta de grade de proteção perto da jaula do picadeiro. 

Ele disse ainda que o túnel que liga o caminhão à jaula está amarrado com cordas de náilon e deveria ser com barras de ferro. 



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AS HISTÓRIAS E AS SEPULTURAS DOS GRANDES INIMIGOS DE LAMPIÃO.

https://www.youtube.com/watch?v=iYgGwHTSjKM&feature=share&fbclid=IwAR1TAugD0Gu_sl03L_kJVz-CU40_skseJ3CaWwKq-B1qbjQyqMacTXkUAC4


Local onde estão enterrados alguns dos maiores e mais respeitados inimigos de Lampião. Trata-se de uma visita a um dos cemitérios da histórica Nazaré do Pico em Pernambuco. Berço da mais aguerrida Força Policial Volante inimiga de Lampião e de seu bando. Os Nazarenos. Rubelvan Lira, filho do saudoso Tenente João Gomes de Lira, que no passado fez parte da famosa Força Volante, nos mostrará o cemitério e os túmulos de alguns integrantes da temida e destemida tropa volante oriunda de Nazaré. Nazarenos que não mediram esforços no tocante ao combate aos bandos cangaceiros e ao banditismo de um modo geral. Filmagem: Mabel Nogueira Geraldo Antônio De Souza Júnior

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domingo, 8 de dezembro de 2019

O SERROTE DE SÃO JOSÉ

(Clerisvaldo B. Chagas. 24.11.2009)

Quem conheceu Santana do Ipanema décadas atrás, lembra perfeitamente da Rua Benedito Melo, também chamada Rua Nova. Ali uma das travessas até a Rua Antonio Tavares, era chamada “Beco de Seu Felisdoro”. Felisdoro tinha uma bodega em uma das esquinas; na outra, trabalhava Antonio Dantas numa oficina de marceneiro. Felisdoro ─ já nos referimos a ele em outra crônica ─ alto, parecendo um grego também no porte, foi o candidato que só teve o voto dele numa eleição. A esposa “Bila” votou no melhor incentivado pelo próprio marido. Contrastando em tudo com o pacato Felisdoro, Antonio Dantas, vizinho de beco, era baixinho, olhos azuis, cara dura e gostava de bebida. Fabricava caixões de defunto. Dali saíram muitas histórias engraçadas sobre enterros, velórios e entrega de caixões antes do amanhecer.
Como marceneiros gostam de falar sobre coisas referentes à marcenaria, foi ali que ouvi a ingenuidade de dois casos. Entre as ferramentas daquela arte, existe a enxó, um dos principais objetos usados pelos carpinteiros. A enxó chama atenção porque é um instrumento curvo de cabo pequeno e que trabalha em ângulos difíceis. Vendo-me admirando a enxó, um dos marceneiros me disse que era o instrumento do cão. E explicou: um camarada trabalhava com a enxó. O cão chegou perto e começou a tentar o homem: “cuidado para não cortar a venta! Cuidado para não corta a venta!” O homem foi ficando impaciente com aquela conversa até que falou abusado: “Você não está vendo que não se pode cortar a venta com isso? A não ser que faça assim”. E virando o gume da enxó para cima, arrancou o nariz. Fiquei imaginando a força da tentação. E ouvindo o roc-roc do serrote, perguntei se aquele instrumento também era do demônio. O marceneiro falou que o pai de Jesus possuía um serrote muito bom, afiadíssimo. Acontece que sempre aparecia um cidadão para tomar emprestada a ferramenta. Cansado de interromper o seu trabalho e receber o instrumento de volta sempre com problemas, o futuro santo resolveu cortar o mal pela raiz. Deu um jeito na dentição do serrote colocando um dente para um lado, um dente para o outro e assim sucessivamente. O cidadão nunca mais pediu o serrote emprestado. José, entretanto, ao experimentar a nova ferramenta teve uma ótima surpresa. Estava melhor de que antes. E foi assim por acaso que o Carpinteiro inventou um serrote muito mais eficiente. Portanto, a ferramenta não era do cão tal a enxó, e sim de São José.
Com esses casos e lendas também aprendemos bem. Quando a madeira é torta pode não dar para cumeeira, mas é excelente para bodoque. O anzol é torto para pegar o peixe. E, na sabedoria popular “Deus escreve certo por linhas tortas”. Um colega dizia que “quem nasce para cangalha não dá para sela”. E se os da sela não tivessem os da cangalha, quem levaria o peso? Assim, aprendemos que tudo que existe no Planeta serve para alguma coisa. Deus fez o mundo perfeito em todos os seus detalhes; pode faltar apenas a compreensão dos terráqueos. Em diversas ocasiões da vida não podemos ser linheiros QUANDO O CERTO É TORTO.


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O MEL DE PEDRO ALEIJADO

Por (Clerisvaldo B. Chagas. 2.12.2009)

São inúmeros os casos (hoje chamados folclóricos) acontecidos no interior. Um deles é o de Pedro Aleijado, personagem musical de Santana do Ipanema. Morador da Rua Prof. Enéas de Araújo, Pedro sempre teve habilidade com o pandeiro nos áureos tempos das farras, décadas 50-1960. Assíduo convidado pelos principais farristas da região, também tocou pandeiro para muita gente famosa que passou por essas terras. Pedro recebeu vários apelidos como “Pedro Aleijado”, “Mão de Aço” e “Deixe-Que-Eu-Chuto” (este porque puxa uma perna). Sempre alegre cheio de brincadeiras, Pedro ainda enfrenta um bom gole de Rum. Pelas tardes, o homem coloca uma cadeira na calçada e fica jogando lorotas com quem passa pela estreiteza da rua. Ali é uma fonte de pesquisa sobre as personalidades das noitadas santanenses. Para sobreviver, “Mão de Aço” botou na cabeça, vender mel de abelha pelas cidades circunvizinhas. Certa feita um cidadão, querendo fazer um remédio à base de mel, foi à casa de Pedro. Saiu um garoto e perguntou o que desejava o visitante. Depois o menino falou que o pai estava ocupado lá no quintal, fazendo mel de abelha. Essa passagem contribuiu para que o homem perdesse quase toda clientela automaticamente. É por isso que uma pessoa habilidosa gosta de dizer que faz tudo, menos mel de abelha. Logo quem conhece o caso rebate:"Mas Pedro Aleijado faz”.
Nós alagoanos geralmente não temos opções nas eleições para governador. Quem não faz parte dos “mesmos”, fica com pequenas possibilidades de se eleger. O eleitor fica indeciso, porque sabe que em Alagoas existe um círculo de viciados que não conseguem fazer com que esse estado saia do atraso fruto deles mesmo. Quem espera por uma candidatura nova, um líder jovem, idealista, vibrante, comprometido com a ética e com o povo, vai aguardar muito na poltrona fofa. O eleitor esclarecido, diante da sede de poder de tantos homens perigosos, fica frustrado por não poder contribuir com mudanças verdadeiras. Se não é uma oligarquia é um cartel permanente que resseca as gorduras de Alagoas, deixando o estado a mostrar os ossos para o restante do Brasil. Somos os párias; os filhos que não tem direito; o alagoano garroteado que muitas vezes se envergonha da terra em que nasceu. Quando se aproximam as eleições, o leitor não tem mais ânimo. Ânimo mesmo só para colocar para fora o que estão; para contrair novo desânimo com os que entram. Diz certo setor religioso que Alagoas foi escolhida para ser o lixeiro do Nordeste. Apesar de ser tão bela, carrega um saco permanente para guardar o negativo. Estou quase acreditando nisso. Mesmo assim vamos driblando, sobrevivendo, analisando e desanimando cada vez mais. Continuamos ricos em homens farinhas de Araripina ou semelhantes ao MEL DE PEDRO ALEIJADO.


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O CARRO DE ZÉ LIMEIRA

(Clerisvaldo B. Chagas. 15.12.2009)

NAS décadas 1950-1960, brincávamos muito com os carros de ladeira. Pegávamos os carros de pau, levávamos para o alto e descíamos as colinas que davam para o rio Ipanema. Aquele fabricado pelo maleiro Zé Limeira, filho da professora Adelcina Limeira, era o mais bonito de todos. Dava um trabalho medonho empurrar os brinquedos até o topo, mas quando descíamos montados era somente pura emoção.
O funcionamento do hospital Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo, é uma das sete grandes lutas do santanense. A juventude não sabe das seis gigantescas batalhas que travamos pelas conquistas de valiosas prioridades. Claro que houve outras lutas, porém, nenhuma como as seis que estão abaixo. A briga pela energia de Paulo Afonso ─ depois que o motor alemão que abastecia Santana quebrou ─ foi a maior de todas. Quatro anos no escuro justificava todo movimento da sociedade organizada. Foi assim que surgiu como instrumento de guerra, a primeira rádio do município. Funcionando na clandestinidade, a Rádio Candeeiro (como referência ao escuro reinante) teve papel de destaque no ânimo da juventude sequiosa de desenvolvimento. Essa foi a briga mais bonita e participativa de Santana. Outra luta importante foi pela conquista da água encanada do rio São Francisco, através da adutora de Belo Monte, cidade ribeirinha de Alagoas. Entre os seis embates anteriores está o do hospital Dr. Arsênio Moreira, situado no Bairro Camoxinga. Nesta meia dúzia não poderia faltar a construção da ponte Gen. Batista Tubino sobre o intermitente rio Ipanema, o que motivou os futuros bairros da margem direita. Ainda com a sociedade organizada lutando como podia, tivemos também a conquista do asfalto Palmeira dos Índios/Santana, através da BR-316. E finalmente a última das seis grandes lutas foi pelo terminal rodoviário que acabou sendo implantado no Bairro Monumento, vizinho a Associação Atlética Banco do Brasil. Esta foi a única que chegou fora de época, ocasião em que o transporte alternativo superou os ônibus tradicionais.
Trava-se agora a sétima batalha que é pelo hospital geral que já tem o nome do primeiro médico da terra, Clodolfo Rodrigues. Construído no governo municipal Marcos Davi, o prédio é formidável e leva um tempo enorme para conhecê-lo por dentro. Verdadeiro labirinto. Situado entre as localidades Conjunto Marinho e Cajaranas, é a atração turística no sopé da serra Aguda. Não acreditamos que haja falta de interesse das autoridades. O que falta é participação social como algumas das outras lutas citadas. Dessa vez o povo se acomodou como se não tivesse mais entusiasmo para continuar lutando. Os políticos, então, resolveram movimentar essa causa mostrando trabalho no rádio e em outros meios de comunicações. Mesmo assim, acreditamos que no próximo ano, mesmo sendo ano eleitoreiro, estará funcionando o hospital Dr. Clodolfo Rodrigues que até agora tem sido apenas um elefante branco. O problema, segundo o que estamos ouvindo, é colocar o carro na cabeça e levá-lo até o topo da ladeira. Daí, ladeira abaixo todo santo ajuda. Caso realmente os políticos cumpram o que estão assegurando, teremos orgulho de ver funcionando O CARRO DE ZÉ LIMEIRA.


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LAMPIÃO VIRGULINO FERREIRA DA SILVA SE REUNE PELA ULTIMA VEZ COM A FAMILIA EM JUAZEIRO-CE, NO DIA 4 DE MARÇO DE 1926:

Por Biafra Rocha Ribeiro


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CASA DE DONA GUILHERMINA MÃE DE PEDRO E DURVAL.

Por Biafra Rocha Ribeiro


Casa de dona Guilhermina, mãe de Pedro e Durval. A casa ficava localizada no pé da serra onde fica a grota do Angico, onde Lampião, Maria e mais 9 guerreiros pereciam na madrugada de 28 de julho de 1938.


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UMA NOTÍCIA QUE EU JAMAIS GOSTARIA DE DAR.


Por Geraldo Junior

Comunico a todos o falecimento da minha querida amiga Mabel Nogueira.

Estou sem palavras para descrever a tristeza que estou sentindo nesse momento. Um aperto no peito indescritível. Mais uma grande perca inestimável que sofro esse ano.

Por outro lado quero te agradecer por cada momento que vivenciamos, por cada experiência e conhecimento que trocamos. Pelos belíssimos e importantes trabalhos que fizemos recentemente em prol da história de Nazaré do Pico e da história do cangaço. Na noite anterior ao acontecido conversamos até altas horas da noite e eu nem sabia que aquela seria a última vez que conversaríamos durante essa vida. Fizemos planos e projetos, sem saber que eles ficariam no meio do caminho devido essa infeliz fatalidade.

Minha amiga querida por mais palavras que aqui eu consiga escrever, serão poucas para te agradecer pela sua amizade, pelo seu carinho, por tudo que fez por mim e pela história cangaceira.

Descanse em paz minha querida e que Deus a receba em sua infinita bondade. Tenho certeza absoluta que um dia iremos nos encontrar. Meu carinho por você e consideração serão eternos.

Obrigado por tudo. Você será para sempre lembrada.

Descanse em paz.

Aos familiares expresso os meus mais sinceros sentimentos e que Deus em sua infinita bondade conforte o coração de todos.


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NOTA DE PESAR!


Por Relembrando Mossoró

O Relembrando Mossoró toma conhecimento do falecimento do senhor Tony Costa Xavier, como todos conhecia ele na cidade trabalhava com ar condicionado. Ele era natural de Paraú-RN, mais morava em Mossoró a muitos anos. O mesmo teve um infarto fulminante hoje. 

Seu corpo está sendo velado na Rua do Colégio Rei Emanoel, bairro Alto do Sumaré e será sepultado amanhã no Cemitério Novo Tempo, em Mossoró. Nossa solidariedade aos familiares e amigos.


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sábado, 7 de dezembro de 2019

MAIS UM VÍDEO CARREGANDO NO CANAL "CANGAÇOLOGIA" (YOUTUBE).


Nesse documentário conheceremos as sepulturas dos Nazarenos Manuel de Souza Neto MANÉ NETO e de Manoel de Souza Ferraz conhecido como “Manoel Flor”.

Dois importantes personagens da história do cangaço que dedicaram anos de suas vidas ao combate ao banditismo e principalmente ao cangaço liderado e organizado por Virgolino Ferreira da Silva o “Lampião”, principal inimigo dos Nazarenos.


Assistam e deixem seus comentários, críticas e sugestões.

Link do canal:


Geraldo Antônio De Souza Júnior

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CALÇADAS, CADEIRAS DE BALANÇO E TAMBORETES

*Rangel Alves da Costa


Idos de calçadas e tempos de saudade. O calor de agora, noutros tempos era refrescado do lado de fora da casa, nas calçadas. Banco de madeira, tamborete de três ou quatro pernas, cadeira de balanço, uma cadeira qualquer. Ou mesmo sentar ao chão para receber brisa boa. Quando uma esteira era deitada no cimento, logo o adormecimento chegava naquelas tardes fagueiras.
Portas batendo ao vento, folhagens sendo trazidas pelos ares, canções chegadas pelos zunidos dos horizontes. Aqui e acolá a poeira e o pó, mas tudo sem relevância ante o sossego daquelas horas boas do dia. Depois da luta, do corpo afadigado, nada melhor que uma caneca d’água para depois e se espalhar pela calçada, num balançar da cadeira ou no assento tomando em qualquer, desde que o sombreado já tenha chegado e os sopros venham açoitando sem pressa.
Mas tudo assim noutros tempos, num passado onde a paz ainda reinava nas cidades, nas casas e nas calçadas. A violência de hoje impede até mesmo que as pessoas sentem nas suas calçadas. Até mesmo na porta de casa ou da vizinhança, corre-se o risco de ser atormentado pela marginalidade que está por todo lugar.
Mas ainda assim muitas pessoas não desapartam de jeito nenhum de suas calçadas. Principalmente nas cidades interioranas, as portas de casa são como locais de alívio e repouso depois do trabalho do dia. Depois que o sol começa a baixar e qualquer fresca começa a soprar, então as cadeiras vão sendo arrastadas.
Cenas tão pitorescas como de feições interioranas. Certamente que as tardes e as bocas da noite seriam muito mais vazias e entristecidas se não houvesse as cadeiras pelas calçadas e pessoas conversando a palavra da hora. Qualquer conversa mesmo, desde a mocinha buchada que passa aos livros abertos dos velhos tempos.
As calçadas interioranas são os confessionários, os locais para debulhar angústias, os assentos para saudades e recordações. As cadeiras espalhadas pelas calçadas são como marcos de vidas que se mostram presentes naqueles instantes de todo dia. As pessoas que sentam nas cadeiras das calçadas, ou mesmo nos seus cimentos, são aquelas mesmas de tantas histórias e tantas lutas e que de repente ali se achegam para um instante de proseado.
Calçadas onde o tempo já tomou assento em outras vidas. Calçadas onde outras cadeiras já embalaram gerações inteiras. Calçadas onde as cadeiras também balançam sozinhas. Sim, sozinhas se embalam por que as ausências chamam à memória a mesma presença. Por isso que não raro imaginar que pessoas já partidas ainda tomam assento nas suas cadeiras ao chegar o entardecer.
Mas também calçadas onde não cabem somente as palavras, as cantigas, as recordações, as fofocas, as saudades, as palavras fáceis, os comentários sobre os acontecidos e os acontecentes. Avistam-se mãos com dedais e agulhas e panos. Enxergam-se cestas de feijão sendo debulhados. As bordadeiras estendem suas almofadas e logos os bilros começam a tilintar no percurso da marcação do bordado. O artesão vai dando forma e prumo ao santo de madeira ou ao seu barquinho de um saudoso rio.
E as calçadas das tardes sertanejas, das tardes matutas, nunca estão vazias. Mesmo sem nenhuma cadeira ali colocada, mesmo sem qualquer almofada jogada num canto, mesmo sem qualquer objeto esquecido por cima dela, ainda assim muito será avistado. Aquelas presenças que não saem da memória, as cocadas e os doces por cima dos umbrais das janelas, as palavras que coam como se saídas de vozes que ali deveriam estar presentes.
E quanta sabedoria surgida em cada calçada. Outro dia, esperei Seu João Capoeira sair à porta e sentar na sua cadeira na calçada e depois abrir o seu precioso de vida. De vez em quanto passo em frente à calçada de Neném de Quininha e ela está sentadinha no mesmo lugarzinho de todo entardecer. Reencontrei Dona Mariá se refrescando na sua calçada e sei muito bem o quanto dali eu ouviria acaso tivesse tempo para alongar o proseado.
É numa calçada que ainda encontro a melhor cocada do mundo. E agora doce de leite também. Na calçada de Naní, por cima de uma mesinha, o sagrado doce sertanejo. Difícil contentar apenas com uma porção, sempre se deseja mais um tiquinho. Mas na mesma calçada as amigas conversando, os proseados de cada dia. Era também ali ao lado que Dona Arací sentava com sua almofada de bilros e passava a manejar sua arte tão bela.
E assim as calçadas se estendem às margens das ruas. Debaixo do sol quente é como sequer houvesse calçada. As portas fechadas é como se escondessem as calçadas. Mas basta que chegue o entardecer ou anoitecer para que tudo se transforme. As calçadas ganham vida e os livros do passado e presente vão sendo abertos nas cadeiras e nas pessoas. Não mais como antigamente, mas as calçadas ainda guardam consigo as histórias do lugar.

Escritor
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LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO ASSIM ERA DADÁ: A VIDA PÓS CANGAÇO DE SÉRGIA DA SILVA CHAGAS



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PRIMEIRO ENCONTRO COM DURVAL

Por Aderbal Nogueira

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92 ANOS DA INVASÃO DE LAMPIÃO A MOSSORÓ

Por Aderbal Nogueira
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O DESCANSO DO GUERREIRO. PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA. O PACIFICADOR DO NORDESTE.



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MEMÓRIAS DO CANGAÇO - AS MALDADES DE LAMPIÃO NO SERTÃO DA BAHIA

Por Cultura Popular Brasileira


O Cangaço, movimento armado iniciado final do século XIX por nordestinos nômades em torno de disputas de terras, vinganças e rebeldias, teve em Virgulino Ferreira, Lampião, um ícone cujo nome se perpetua Brasil e mundo afora, temperado pelo sempre rico imaginário popular que acentua maldades e mitifica benesses que faz do homem o mito de quem hoje ainda se escuta falar envolto em fantasias que o tempo só aumenta. Viver no Sertão permitiu-me o contato com idosos que ainda tinham uma memória viva de alguns acontecimentos e que com uma graça e um espanto que a distância permite, deram-me a saber. De outros ouvi apenas daquilo que se falava já "há muitos e muitos anos", como o saber dos talheres de ouro que o afamado cangaceiro usava de modo que o metal reagia com qualquer substância venenosa que por má intenção lhe fosse servida denunciando o articulador da tentativa homicida. Para hoje os relatos de Abdias e Maria Francisca ilustram o que ainda se sabe e se diz pelo paragens em que Lampião andou e do rastro de medo que semeou por onde o seu nome se fez ouvir. Do primeiro, o parente que, feito refém, serviu de guia ao cangaceiro pela região. Da segunda, a remota lembrança da maldade fisica de que Lampião era capaz de exercer com cruel gratuidade. Helenita Monte de Hollanda.

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SEBASTIÃO PEREIRA DA SILVA O SINHÔ PEREIRA


Por José Mendes Pereira

Facínora famoso é sempre visto e admirado pela população, mesmo ela sabendo que ele é faca de dois gumes, não é pessoa confiável, pois basta um olhar desagradável em sua direção, aquele olhar poderá se tornar um bom motivo para uma vingança por parte do marginal.

Veja o que disse Sebastião Pereira da Silva o cangaceiro Sinhô Pereira a um jornalista. (O recorte de jornal que eu apanhei esta informação não tem o nome do repórter e nem o nome do jornal, apenas o endereço do blog que eu o adquiri -  http://meneleu.blogspot.com.br).


"- Todos queriam me ver - dizia Sebastião Pereira da Silva o  ex-cangaceiro Sinhô Pereira.  Achei engraçado! Pra todo lado que eu fosse tinha uns 40 olhos em cima de mim". 

Continua o ex-cangaceiro:

"- Prefiro ficar aqui (aqui que ele referia era o Estado de Minas Gerais) com meus netos, com minha farmácia. Aqui enterrei meu passado. Minha presença em Pernambuco pode reacender velhos ódios".

Veja leitor, que o ódio de um facínora famoso permanece sempre consigo. É possível que quando o Sinhô Pereira cedeu esta entrevista a um repórter ele já estava com a idade avançada (pela foto ver-se que a sua idade já passava dos 70 anos), porque só o encontraram em Minas Gerais depois de várias décadas passadas após o cangaço, mas mesmo assim, ele disse:

"Aqui enterrei meu passado. Minha presença em Pernambuco pode reacender velhos ódios". 

Continua o depoente:

"- Aqui recebi a notícia sem surpresa, a notícia da morte do compadre Virgolino. Quero morrer aqui com meus parentes e meus amigos. Não quero recordar o tempo do cangaço. Dele só poderia dizer como Virgolino: Só trouxe fome, sede e nudez".

O apelido de Lampião existem duas versões, mas sabemos que a mais provável é a que foi afirmada pelo cangaceiro Sinhô Pereira no ano de 1971, após 49 anos, quando visitou pela última vez sua terra natal "Serra Talhada" e deu entrevista ao seu primo Luiz Lorena e que fora prefeito de lá. - (http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2009/02/entrevista-c-o-ex-cangaceiro-sinho.html)

VEJA O QUE PERGUNTOU LUIZ CONRADO DE LORENA E SÁ AO EX-CANGACEIRO SINHÔ PEREIRA:

Luiz Lorena - "Por que Virgolino Ferreira da Silva ganhou o apelido de Lampião?"

Sinhô Pereira respondeu:

- "Num combate, à noite, na fazenda Quixaba, o nosso companheiro Dê Araújo comentou que a boca do rifle de Virgolino mais parecia um lampião. Eu reclamei, dizendo que munição era adquirida a duras penas. Desse episódio resultou o Lampião que aterrorizou o Nordeste".

O que disse Sinhô Pereira que era seu comandante sobre o apelido de Virgulino Ferreira da Silva para Lampião não há mais dúvida, porque quem prevalece é a primeira versão, pois ela foi afirmada pelo poderoso cangaceiro, e não é mais necessário falar  na 2ª, para evitar que complique a mente dos estudantes do cangaço que estão começando agora. 

Sebastião Pereira da Silva Sinhô Pereira faleceu numa manhã no final do ano de 1979, em Lagoa Grande, Estado de Minas Gerais, deixando para trás uma vida e uma história marcadas de angústia, dores e vontade de viver feliz com sua família e amigos.

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FAMÍLIA CARIRI CANGAÇO

Por Manoel Severo
..., Manoel Severo e Mabel Nogueira

Em nossas muitas andanças por este maravilhoso sertão a fora e a dentro, vivemos, compartilhamos e celebramos muitos encontros; encontros de sonhos, de propósitos, de almas... Querida família Nazarena de nossa amada Nazaré do Pico, querida família de seu Chico Abel... querida Mabel Nogueira o Cariri Cangaço inteiro esta a seu lado. 

Avante ! Força !

Ingrid Rebouças e Mabel Nogueira.

Mabel Nogueira e Manoel Severo

Juliana Pereira e Mabel Nogueira

Manoel Severo e Mabel nogueira

Mabel Nogueira, ..., e Lili Neli

..., Manoel Severo e Mabel Nogueira

..., ... e Manoel Severo


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