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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

VASO DE FEIJÃO

 Clerisvaldo B, Chagas, 23 de outubro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.403


Ao assistir sobre armazenamento de grãos nas grandes plantações do Centro-Oeste, vêm as lembranças do nosso Sertão de Alagoas. Nas tentativas de armazenagens do feijão, colhido nas inolvidáveis safras sertanejas, foi descoberto o vaso de zinco, recipiente arredondado e cilíndrico que iam desde um metro de altura a três metro e até mais. Os vasos de zinco eram confeccionados pelos exímios artesãos da época, num trabalho garantido para passar por várias gerações. Dificilmente uma casa de fazenda, uma residência de produtor rural, deixaram de exibir esses belos depósitos, com alguns chegando bem pertinho do telhado. Lembramos ainda de alguns vasos de guardar feijão, na sala residencial e oficina do saudoso artesão do zinco, Zé Gancho, na Rua Nilo Peçanha, bem perto da primeira travessa. Zé Gancho era vizinho do senhor José Lopes, que possuía alambique de cachaça, se não nos falha a memória.

Para não dá o gorgulho e outras pragas nos grãos armazenados, o sertanejo vedava a boca do vaso com cera de abelha e, a longevidade sadia dos grãos ganhava garantia. Era a mesma técnica dos cangaceiros que armazenavam balas em garrafas de vidro vedadas com o mesmo tipo de cera e as escondiam em ocos de árvores da caatinga. Cenas das cheias de 1960, nunca deixaram à nossa cabeça, quando sentávamos nos lajeiros marginais ao rio e víamos as coisas passando nos carneiros das enchentes: animais mortos boiando, como cachorros, porcos, bois, cavalos... Árvores completas de troncos robustos, cercas de arames, roupas e inúmeros vasos de guardar feijão. O material que não se enganchava pelo caminho das águas, espirravam no povoado Barra do Ipanema, no município de Belo Monte.

O zinco era muito procurado nas casas de ferragens, tanto para ser utilizado em vasos de feijão quanto em “bicas’ de residências. (bica, biqueira, calha). Não eram poucos os artesãos que trabalhavam com esse material em solo sertanejo. Em todas as cidades havia os seus mestres que respeitavam o trabalho que faziam. Infelizmente não guardamos nenhum deles em museu. Muitos trabalhavam o zinco fazendo candeeiro, mas não faziam o vaso de guardar feijão.

Mesmo sendo raridade, ainda se encontra o objeto nas peregrinações pelas fazendas sertanejas.


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ANO DE 1936: NENÉN DE LUIZ PEDRO, MARIA BONITA E LAMPIÃO, AGACHADO ACARICIANDO O SEU CACHORRO GUARANI:

Por José Mendes Pereira
Foto do acervo do Paulo Dias Pereira

A cangaceira "Neném do Ouro" foi mulher do cangaceiro Luís Pedro, cabra de Lampião. Neném carregava um medalhão de ouro no pescoço. Foi por isso que ela era chamada de Neném do Ouro. Esse medalhão foi um presente do seu marido. Seu nome verdadeiro, Perciliana, nascida na Bahia. 

Não foi uma cangaceira de expressivo destaque, porém era muito amiga e admirada por Maria Bonita. Para quem não sabe, Neném teve uma morte cruel. A Volante, na Fazenda de Algodãozinho, em 09 de novembro de 1936, no momento que os cangaceiros descansavam pela noite, foram todos cercados pelos policiais do temido Sargento Deluz, o mesmo que queimou o cangaceiro Juriti numa fogueira. 

Quando a bandoleira Neném é baleada no meio do combate o seu companheiro Luís Pedro ainda tenta salvá-la, mas não consegue. Os cangaceiros fogem e Neném é assassinada e exposta de uma forma horrível. Depois de morta os policiais chegam a fazer sexo com seu cadáver. 

Relatos na história do cangaço vão mais além e dizem que os policias colocaram até cachorros para fazerem sexo no cadáver da cangaceira. Seu marido Luís Pedro acabou sendo morto pela Volante, durante o assassinato de Lampião em Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em Porto da Folha, atualmente Poço Redondo, no Estado de Sergipe.

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O PERRENGUE DO SUB DELEGADO HERCULANO BORGES E O CANGECEIRO CORISCO.

 Por Rubens Antonio

A raiz mais antiga da história aponta para uma ascendência mais antiga pernambucana, que migrou para a Bahia no final do século XVIII, aparecendo a família em 1812, em Monte Santo, na Bahia, com Rafael dos Anjos.

Este era proprietário de uma posse de terra na fazenda Abóbora, onde, mais tarde, se desenvolveu o cenário de um embate em que morreu o cangaceiro Mergulhão.

A partir daí, a família se espalhou rumo Uauá e Vila Nova da Rainha, com Joaquim Cardoso da Silva Matos, filho de Rafael dos Anjos, sendo avô de Francisco Borges.

Entre seus descendentes destacaram-se os Borges de Sá, de Uauá, dentre os quais emergiram sete prefeitos dessa cidade.

Entretanto, o filho de Francisco cujo nome assumiu maior significado na História do Cangaço foi Herculano Borges, nascido em Uauá, cerca de 1894.

Herculano Borges, que se casou com Maria Ossanta Borges Salles.

Foi este Herculano Borges que, em 1931, aos 37 anos de idade, foi trucidado por Corisco...

2 de outubro de 1931, no “Diario de Noticias”

... Um negociante cortado em postas!

Corisco e seu grupo torturaram uma ex–autoridade policial.

GUERRA IMPLACAVEL AOS BANDOLEIROS ATÉ QUE O SERTÃO SE LIBERTE DA PRAGA SINISTRA

Santa Rosa é um districto de paz do ex–municipio de Jaguarary, ultimamente annexado a Bomfim, de onde dista cerca de 12 léguas. Não é um lugar prospero: caracteriza–o o abandono em que jazem as localidades do Nordeste, onde apenas as feiras conseguem offerecerum pouco de vida, de movimento, de intensidade commercial, um dia em cada semana.

Em Santa Rosa residia o sr. Herculano Borges, sobrinho do coronel João Borges de Sá, de Uauá. Negociava com relativo exito, vivendo vida corrente e tranquilla com sua mulher e filhas. Era estimado e possuia amigos. Nada mais que isso desejava, para se considerar feliz.

NO “INDEX” DO BANDIDO

Um dia, indicaram–no para as funcções de subdelegado local. Relutou elle em aceitar, porque não era politico: disseram–lhe que esse seria um relevante serviço que ia prestar ao Governo e á população local, cooperando na campanha empenhada contra Lampeão.

Herculano Borges pensou melhor e aceitou o cargo; no exercicio do mesmo, fez–se uma autoridade util áquella campanha, trazendo o sicario apertado e, por isso mesmo, caiu–lhe no ról das pessôas condemnadas.

Além disto, o seu tio coronel João Borges de Sá é velho inimigo de Virgolino, tendo–o mettido, certa feita, na cadeia, em Uauá, quando elle era, apenas, tropeiro de Delmiro Gouveia.

PRIMEIRO, OS BENS INCENDIADOS

Lampeão, chefe dos bandidos, e como tal tido e obedecido por elles, conseguiu, ha tempos burlando a vigilancia da autoridade de Santa Rosa, penetrar, de surpresa, nessa localidade.

Herculano mal teve tempo de fugir com a familia, numa inevitavel viagem desabalada, vindo a fixar residencia, com suas cinco filhas menores, na cidade de Bomfim. Mas perdeu quanto possuia. O grupo sicario quebrou, espatifou, os moveis do seu perseguidor policial; na loja que elle possuia, praticou um saque de vandalos e depois, ateou fogo á casa com todo o “stock” nella existente.

Era o inicio da vingança.

Herculano experimentou, assim, o castigo de haver sido um homem de bem, que não compactuou com o crime, na sua vida de cidadão. Ficou residindo em Bomfim, não sem ir, de vez em quando, a Santa Rosa, menos para enfrentar o risco ou matar saudades, que por irrecusavel necessidade de alli commerciar, na feira local, ás sextas feiras, como negociante ambulante.

A ESMAGADORA SURPRESA!

No dia 19, penultimo sabbado de setembro, Herculano Borges, feita a feira na vespera, regressava, pela estrada quente, interminavel, a serpentear entre capoeiras sombrias, descampados nús de vegetação, a subir encostas fatigantes e a descer serrotes. Vinha montado e trazia suas mercadorias no lombo da burrama docil á voz do “pagem”...

Fazia calor e Herculano, cansado da viagem, fez uma parada, Apeou. Perto havia uma “cacimba”. Para ella encaminhou–se e, descuidado, pensando certamente na familia, que ia revêr satisfeito, abaixou–se mitigando, no fio claro dagua corrente, a sêde que lhe seccava a garganta.

Surpreendeu–o nessa posição o tropel de cavalleiros inesperados. Elle voltou–se, na convicção de que talvez se tratasse de algum caixeiro viajante. Mas, não; a divida durou o tempo de um relampago, porque alguem, do grupo, despertava–o para a negra realidade:

– Cel. Herculano, levnte–se para morrer, que vocês está com “Corisco” pela frente”

VERDADEIRO SUPPLICIO

Era, realmente, aquelle grupo composto do emulo de Lampeão, e de mais 9 cáibras, que detinham o infeliz sertanejo.

O crime deste era não ser “coiteiro”, era o de haver servido á sociedade contra salteadores e assassinos; era o de haver cumprido com o dever que assiste a todos os sertanejos, nessa luta contra os bandidos de Lampeão.

Não descreveremos o supplicio pelo qual padeceu, como um martyr christão, o sr. Herculano Borges.

Amarraram–no.

Cortaram–lhe os braços.

Cortaram–lhe os pes.

Degollaram–no.

E, esquartejado, feito em postas, os pés sangrentos dentro das botinas, foram seus restos mortaes enfiados em estacas, como demonstrações do quanto é perverso o odio da horda de Lampeão...

PELO SANGUE DERRAMADO, GUERRA AOS SICARIOS!

O doloroso fim desse sertanejo deve inspirar ás populações do Nordéste um compromisso sagrado – o de lutar, ao lado da Força Publica, contra os sicarios.

Pelo sangue que elles teem derramado das victimas que surpreendem, o de prestigiar os perseguidores da gente de Lampeão, dennunciando–lhes os seus “coiteiros”.

É proposito do Governo do Estado não dar tréguas a Lampeão, lançando em pratica um traçado modo de campanha que não póde ser divulgado, mas que deve ser facilitado.

O Capitão Facó espera, conforme ainda hoje declarou ao DIARIO DE NOTICIAS, que os sertanejos favoreçam as tropas volantes com um ambiente de facilidações, contando para isso com o auxilio da imprensa. É o que fazemos – apontando esse novo barbaro crime á execração geral!

.

Aparece em Felippe de Castro (1975), a narrativa do início do problema:

Corisco foi para a cidade de Bonfim, corrido, afastando-se para sempre da região de Glória e Pedra de Delmiro. Na nova cidade que passou a residir iniciou vida nova, negociando com bugingangas na feira - era camelô - aos dezessete anos.

Certo dia, Herculano Borges, delegado de polícia daquela cidade, homem, segundo conceito popular, de máus bófes, recebe de um dos fiscais da feira uma queixa contra o camelô, acusando-o de sonegação de imposto, naquela época, cinqüenta réis de ocupação do solo. Apresentado ao delegado, este indaga-lhe o motivo da protestada recusa, tendo o acusado se justificado, alegando já ter pago a outro fiscal, por isso que a acusação era injusta. Não se conformando, todavia, o delegado, mandou recolhê-lo ao xadrez debaixo d eimpropérios ofensivos, culminando por agredi-lo com um pontapé nas nádegas. Sabe-se que no percurso da feira ao quartel, onde ficava o xadrez, os soldados da escolta espancaram o rapaz que, raivoso com o ato injusto e violento, prometeu vingar-se declarando, em presença do próprio delegado, chorando de ódio: “Quando eu saí daqui o sinhô me paga seu Herculano”. Só depois de vinte e quatro horas soltaram-no.

Desesperado com os maus tratos que lhe deram, injustamente, resolveu vender o que tinha e com o produto desse negócio comprou um rifle e internou-se nas caatingas.”

Depoimento de Raimundo Gonçalves, nascido em 1926, em Jaguarari:

Fonte:

O Cangaço na Bahia imagens e texto professor: Rubens Antonio. Rubens Antonio.

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EM DELMIRO GOLVEIA-AL, COM FRANCISCO NORBERTO

 Por Paulo Dias Pereira


Francisco Norberto é filho de Eliseu Norberto que foi casado com Anália Ferreira, irmã de Lampiao. Eliseu Norberto teve três filhos com Anália Ferreira. Ficando viúvo, casou-se novamente, tendo dois filhos, Francisco Norberto e outro, que residem em Delmiro Golveia. Eliseu Norberto faleceu em 1985, e Anália Ferreira não tem data definida.

Eliseu Noberto casou em 1931, em Pedra, atual Delmiro Golveia-AL, com Anália e tiveram três filhos, Jose Noberto, Rivaldo Noberto e Joao Noberto. Moravam em Várzea do Pico, municipio de Água Branca-AL., e depois na antiga Pedra, hoje Delmiro Golveia, no bairro Bom Sossego. Anália morreu de parto em 1941. Eliseu tornou-se um grande fazendeiro. Em Delmiro Golveia tem um Colégio com seu nome. Escola Municipal Eliseu Noberto.

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TÚMULO DE ELISEU NORBERTO ESPOSO DE ANÁLIA FERREIRA IRMÃ DE LAMPIÃO. ESTÃO SEPULTADOS TAMBÉM SEUS DOIS FILHOS E A NORA. RIVALDO NORBERTO FALECEU HÁ TRÊS MESES:

Por Paulo Dias Pereira 


TÚMULO DE ELISEU NORBERTO IRMÃO DE LAMPIÃO. ESTÃO SEPULTADOS TAMBÉM SEUS DOIS FILHOS E A NORA. RIVALDO  NORBERTO FALECEU HÁ TRÊS MESES.

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VISITA AO TUMULO DE ANALIA FERREIRA, IRMÃ DE LAMPIAO, ANÁLIA FOI CASADA COM ELISEU NORBERTO, GRANDE COMERCIANTE DE REDES, ANÁLIA FALECEU EM 1941, EM DELMIRO GOLVEIA, ONDE ESTÁ SEPULTADA.

 Por Paulo Dias Pereira


VISITA AO TUMULO DE ANALIA FERREIRA, IRMÃ DE LAMPIAO, ANÁLIA FOI CASADA COM ELISEU NORBERTO, GRANDE COMERCIANTE DE REDES, ANÁLIA FALECEU EM 1941, EM DELMIRO GOLVEIA, ONDE ESTÁ SEPULTADA. 

ANÁLIA É A SEGUNDA SENTADA Nº 11

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MORENO E A VINGANÇA DE LAMPIÃO CONTRA ANTÔNIO DA PIÇARRA.

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Cangaçologia

Incursões do cangaceiro Moreno (Antônio Ignácio da Silva) no estado do Ceará e a vingança de Lampião contra Antônio da Piçarra, entre outros assuntos. Após a morte do cangaceiro Sabino das Abóboras, Antônio da Piçarra passou a ser alvo das ameaças de Lampião e o cangaceiro Moreno foi escolhido para dar cabo do antigo coiteiro e durante muito tempo arrodeou as terras da Piçarra em busca de executar a vingança prometida pelo chefe-cangaceiro. Um documentário inédito e exclusivo. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Inscrevam-se no canal e não esqueçam de ativar o sino para receber todas as nossas atualizações. 

Forte abraço... Cabroeira!

Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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CANGAÇO NO CORDEL-ORIGENS, FORMAÇÃO E NARRATIVAS EM NOITE DE GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO

Por Manoel Severo

Os universos do Romanceiro, das Cantorias e do Cordel invadem os Grandes Encontros Cariri Cangaço. Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, recebe nesta sexta-feira, dia 23, os pesquisadores, Kydelmir Dantas da Paraíba e Carlos Alberto Silva do Rio Grande do Norte; para um bate-papo especial sobre a magia e talento dos poetas sertanejos de todos os tempos, imortalizados por suas magnificas obras e pelo legado deixado. 

Nomes como Leandro Gomes de Barros, Silvino Pirauá de Lima, João Martins de Athayde e famosa família Batista de, Francisco das Chagas, Pedro, Sabino e Antônio, passando pela extraordinária Serra do Teixeira; a verdadeira Matriz da Cantoria; serão personagens de destaque de mais esse momento Ao Vivo do Cariri Cangaço.  


Grandes Encontros Cariri Cangaço

Cangaço no Cordel - Origens, Formação e Narrativas

Sexta, 23 de Outubro de 2020 as 20 horas

Canal do YouTube do Cariri Cangaço

https://cariricangaco.blogspot.com/2020/10/cangaco-no-cordel-origens-formacao-e.html

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NOSSO PRIMEIRO TRABALHO NA BIENAL DE SÃO PAULO

Por Júnior Almeida 



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O INCÊNDIO DE CACIMBINHAS

Clerisvaldo B. Chagas, 22 de outubro de 2020. Escritor Símbolo do Sertão Alagoano. Crônica: 2.343

O incêndio de Cacimbinhas deixou o sertanejo alagoano desconfiado. Desconfiado devido aos crimes dos incendiários praticados em todo o Brasil, com incentivo criminoso que todos sabem de quem. A nossa vegetação de caatinga, nesse período do ano começa a ressecar e vai sendo assim encaminhada para a fase de verão onde atinge o ápice. Temos incêndio célebres no sertão e, particularmente, em Santana do Ipanema. Houve no passado grande incêndio na zona rural que ninguém conseguiu apagar e somente teve fim ao chegar no rio Ipanema, onde só havia água e areia. Por isso mesmo o lugar passou a ser conhecido até os dias atuais como sítio ou comunidade Queimadas do Rio.

Pois bem, o incêndio dessa semana ocorrido em Cacimbinhas chamou a atenção de todo o estado das Alagoas. Cacimbinhas é cidade sertaneja entre Santana do Ipanema e Palmeira dos Índios, sendo satélite desta última. É terra de gado e vaquejada, possui mais de 10 mil habitantes e já foi parada obrigatória de quem saía do Sertão e Alto Sertão rumo a Maceió. Foi preciso acionar o Corpo de Bombeiros de Santana do Ipanema e de Palmeira dos índios que passaram 4 horas seguidas para o final do sinistro e que teve início com um pequeno fogo para queimar penas de galinhas, descartadas às margens da BR-316. O fogo atravessou a pista e o vento o levou para uma fazenda a cerca de 1 km do centro da cidade. Depois de muito fogo e bastante fumaça o incêndio foi dominado à noite, para alívio do próprio povo cacimbiense.

Isso faz lembrar a necessidade da presença do Corpo de Bombeiros em todas as cidades polos. Eles, os bombeiros, não só combatem incêndios, mas socorrem a população em inúmeras outras ocorrências como enchentes, quedas de barreiras, afogamentos, invasões de residência por abelhas e muito mais. O ideal é que todas as cidades possuíssem pessoas treinadas e equipadas para esses imprevistos, mas “o brasileiro só se previne depois de roubado”, afirma o ditado popular. A priori, O Corpo de Bombeiros de Santana do Ipanema tem como sede o Bairro São José, vizinho a Escola Professora Helena Braga das Chagas, na Avenida Castelo Branco, a principal do bairro.

Eles nunca irão deixar de ser heróis do povo brasileiro.

INCÊNDIO EM CACIMBINHAS (FOTO: CBM-AL, CORTESEIA)

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200 ANOS DE LUCAS DA FEIRA

 Por Guilherme Machado pesquisador/historiador

No Mercado de arte da maior cidade do interior do nordeste! Feira de Santana. Em comemoração dos 210 anos de Lucas da Feira com o confrade o meu estimado compadre Nivaldo Cruz. O radialista da cultura tradicional nordestina.

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PEDRA GORILA

Por  Lima Mary Fafá

Uma pedra que impressiona pela sua aparência com um gorila. A pedra fica na localidade de Bonfim, popularmente conhecida como km 20, município de Senador Pompeu/Ce.

Gostaram??????

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"

 

Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.

Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.

O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:

franpelima@bol.com.br

Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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PÁGINAS VIRADAS MEMÓRIAS DE GARANHUNS

 Por Antonio Vilela


https://www.facebook.com/photo?fbid=3714726808539688&set=a.766058503406548

Para adquiri-lo entre em contato com o professor Pereira através deste e-mail;

franpelima@bol.com.br

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PERNAMBUCO DOCUMENTA -ENTREVISTA MARILOURDES FERRAZ LANÇAMENTO DO LIVRO O CANTO DO ACAUÃ.

 https://www.youtube.com/watch?v=0Yj0RKLQRXY&ab_channel=vivaobaiao

vivaobaiao

PERNAMBUCO DOCUMENTA entrevista Marilourdes Ferraz sobre o lançamento da 3ª Ed. do seu livro "O CANTO DO ACAUÃ" . Este livro trata da história do cangaço a partir das memórias do Coronel da PMPE Manoel de Souza Ferraz, o "Coronel Manoel Flor", pai de Marilourdes. Esta nova edição foi ampliada, conta com mais de 100 fotografias da época do cangaço. É um registro de uma fonte histórica primária. Sem ideologia e sem fantasias. É a história dos fatos como eles aconteceram.

https://www.youtube.com/watch?v=0Yj0RKLQRXY&ab_channel=vivaobaiao

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UM POUCO SOBRE CABELEIRA, LUCAS DA FEIRA E ADOLFO MEIA NOITE.

https://www.youtube.com/watch?v=iO1eOZ9chQE&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3_rOa5sBGWbDanSKLfdefkuLrM_FCjK7_qUyo_SJyVfMGBcQAgIGj0PT0

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CORTAR A CABEÇA DE CANGACEIRO...O Por quê !

 Por Iaperi Araujo

Cortar cabeças, ou morte por degola ou a separação da cabeça do corpo é uma prática muito antiga. Ela tem um significado politico, ou seja, o da subjugação do vencido. Sob, o aspecto religioso cristão, a cabeça separada do corpo, não permitiria a ressurreição do morto. A bíblia fala do corte da cabeça de João Batista, a pedido de Salomé. Em Canudos, após a derrota de Conselheiro a degola, foi geral (triste página de nossa história...). Mesmo, após sua morte, foi procedida a exumação e o corte de sua cabeça.

Em 1926, quando da passagem da Coluna Prestes pelo nordeste, ocorreram casos de degola tanto feita pelos revoltosos, quanto pelos legalistas. No cangaço, esse procedimento teve uma ocorrência muito grande, sobretudo na 2ª fase do fenômeno, em que as cabeças eram apresentadas às autoridades, e, os matadores eram promovidos. A ordem era geral, ou seja, matar e trazer a cabeça. 

Cabeças de Serra Branca, Eleonora e Ameaça.

A separação da cabeça do resto do corpo, mutilando-o, fragmenta a ideia da imortalidade. No caso da degola procedida em Angico (morte de Lampião, Maria e mais 9 cangaceiros), por ocasião da degola de MARIA, após o corte da cabeça, alguns policiais informaram que colocaram o dedo no canal medular extraindo parte da massa cinzenta-encefálica.

O próprio Tenente João Bezerra informou que após as mortes de cangaceiros em Angico, as cabeças tiveram que ser cortadas, pois ficava impossível, trazer os corpos em face das dificuldades encontradas.

Professor Iaperi Araujo
Rio Grande do Norte

https://cariricangaco.blogspot.com/2016/12/cortar-cabeca-de-cangaceiroo-por-que.html

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A BABILÔNIA REALMENTE EXISTIU? SAIBA A HISTÓRIA DO IMPÉRIO CITADO NA BÍBLIA

 

O Império Babilônico se situava numa região fértil em rotas comerciais e se tornou uma civilização avançada, com destaque para a educação e a arte.

A Babilônia foi um império de verdade, além de um grande centro cultural, de requintada arquitetura e comércio agitado. Essa incrível cidade-estado foi criada pelos Amoritas, logo após invadirem a Mesopotâmia e dominarem os Acádios.

Com organização, táticas de guerra e um poderoso exército, logo depois se iniciou um imenso império, que duraria mais de um século.

O Primeiro Império Babilônico existiu entre 1792 a.C. e 1750 a.C. e o Segundo, de 626 a.C. até 539 a.C. Com a queda do Império Babilônico, conquistado por Ciro, o Grande; se iniciou o Império Persa.

O surgimento de Babilônia

A palavra Babilônia provém do grego e quer dizer “porta dos deuses”. Acredita-se que havia um antiquíssimo povoado no local, que depois se tornou uma cidade do Império Acádio.

No início do século XIX a.C., já com o nome Babilônia, se tornou uma cidade-estado sob uma Dinastia Amorita.

O Primeiro Império Babilônico

Logo que se tornou uma cidade-estado, a Babilônia aumentou de tamanho e importância, posto que atingiu a excelência em militarismo.

Quando Hamurábi se tornou rei babilônico (século XVIII a.C.) conquistou a Suméria e a Acádia, tornando-se o primeiro rei do Império Paleobabilônico.

Ele reinou de 1 792 a.C. até sua morte, em 1 750 a.C. e estendeu a fronteira do Império por quase toda a Mesopotâmia.

Nessa fase ocorre o chamado Renascimento Sumério e o Domínio dos Assírios.

Foi publicado o Código de Hamurábi inspirado na Lei de Talião, que previa regras de conduta, sendo a mais conhecida “olho por olho, dente por dente”.

Foi Hamurábi que edificou as muralhas da Babilônia, visto que a tornou uma fortaleza imbatível. Ele também instituiu a adoração ao deus Marduk.

Depois que Hamurábi morreu, o Império Babilônico entrou em decadência, logo depois foi invadido por Hititas e Cassitas (1300 a.C.).

O Segundo Império Babilônico

Quando os Caldeus derrotaram os Assírios, iniciaram o Segundo Império Babilônico, assim sendo Babilônia voltou a ser a capital.

O rei Nabucodonosor trouxe de volta o esplendor do local, intensificando a prática comercial e circulando grande fortuna.

Mandou edificar suntuosos templos e riquíssimos palácios, abriu largas avenidas e saneou a cidade. Além disso, levou as fronteiras à Palestina e ao Egito.

Nabucodonosor construiu os Jardins Suspensos da Babilônia, obra que é considerada uma das sete maravilhas do mundo. Famoso era o linho babilônico feito de lã de ovelhas e cabras.

Nabucodonosor morreu em c. 562 a.C. sofrendo de uma doença mental, depois de reinar por 43 anos.

Seus sucessores não herdaram suas habilidades e a Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande.

Você sabia?

Nabucodonosor conquistou Jerusalém e levou cativo o povo e o rei para a Babilônia, sendo mencionado em várias passagens bíblicas.

Os jardins suspensos foram edificados em terraços altíssimos, com árvores frutíferas e muitas flores de diversificadas cores.

Diz a Bíblia que Nabucodonosor, após mandar matar os judeus numa fornalha, enlouqueceu e morreu crendo que era um lobo.

A Babilônia se localizava onde hoje está o Iraque, de tal sorte que os sítios arqueológicos padecem com guerras.

Você viu como é interessante conhecer a história do famoso Império Babilônico? Não deixe de ler também uma matéria curiosa sobre as Guerras Médicas, que foram os conflitos entre gregos e persas.

Fonte: Toda Matéria, Estudo Prático, Mundo Educação, Info Escola, Escola Educação, Aula Zen, Portal São Francisco, Cola da Web, Alunos Online.

https://conhecimentocientifico.r7.com/a-babilonia-realmente-existiu-saiba-a-historia-do-imperio-citado-na-biblia/

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TADEU ROCHA E O SEU DELMIRO GOUVEIA

Por Zozimo Lima

Eu sorvia, na Associação de Imprensa, a xícara de café "Gostosinho", quando me invade a sala, alegre e gloriosamente, o alagoano Tadeu Rocha, autor de DELMIRO GOUVEIA - O PIONEIRO DE PAULO AFONSO, biografia e história do cearense de Ipu, inteligente e trabalhador, e atrevido, que teve a coragem de, em plena rua do Ouvidor, no Rio, meter a mão na cara do vice-presidente da Republica, Rosa e Silva que se refugiara, acobardado, na Chapelaria Watson.

Tadeu Rocha residente em Pernambuco, jornalista aposentado, mas nascido em Santana do Ipanema, abraçou-me com ternura e foi logo me contando que sua genitora estudara com a professora Dodona, em Laranjeiras, por isso que tanto ele como ela têm amor à terra sergipana. E faz-me, de logo, longa série de perguntas sobre fatos e homens antigos de Sergipe, inclusive sobre Garangau, para completar trabalho que está escrevendo para em breve dar à publicidade.

Tadeu Rocha, apesar de torturado pelo tracoma, escreve com elegância, muito bem e muito bom, com seis livros já publicados e oito já prontos para o prelo.

O seu DELMIRO GOUVEIA, em terceira edição muito ampliado, dado a lume pela Universidade Federal de Pernambuco, traz magníficas ilustrações e a narrativa das perseguições que sofrera de políticos vaidosos e desalmados, obrigando-o a escapar pelos sertões para fugir à cadeia, perseguido por autoridades versáteis e alcoviteiras dos donos transitórios do poder estadual.

Delmiro, rico, dado a conquistas, mulherengo, procurou acomodar-se na caatinga, onde fundara a fábrica de Pedras, que, mais tarde, após a sua morte por traiçoeiro assassino, foi aos poucos desaparecendo, sem o fabrico da linha "Estrela", exportada até para o exterior.

A gulosa Machine Cottons conseguiu, assim, restabelecer o prestígio do seu mercado abalado com o produto da Agro-Fabril fundada por Delmiro, o notável pioneiro, êmulo de Mauá.

O livro de Tadeu Rocha, agora reaparecido e ampliado, com o primeiro automóvel de Delmiro que rodou pela caatinga, traz também os retratos de todas as mulheres que amou.

Tadeu Rocha, que também é bom católico romano, ofereceu-me um exemplar de CREDO DO POVO DE DEUS, pronunciado pelo Santo Padre no encerramento do chamado ano da Fé. Que as preces e a fé de Tadeu Rocha o libertem do tracoma.

Gazeta de Sergipe – 24.06.1972

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Adquri no acervo do pesquisador do cangaço Antônio Corrêa Sobrinho.

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OS VAGALUMES DE ANGICOS.

Por João Filho de Paula Pessoa

Contou Sila, que em Angicos na noite que antecedeu ao ataque das volantes que massacrou Lampião e seu bando, ela e Maria Bonita sentaram-se numa pedra na gruta do acampamento para conversar um pouco enquanto Maria Bonita fumava um cigarro, nesta prosa Sila percebeu uma luz ao longe, em cima do morro, que acendia e apagava, e indagou com Maria Bonita se aquilo não seria uma lanterna, mas Maria disse não se tratar de uma lanterna e sim de vagalumes e continuaram a prosear, a luz tornou a aparecer e a apagar, aos olhares intrigantes de Sila que nem consegui mais se concentrar na conversa, enquanto Maria prosseguia sua fala sem dar importância ao piscar das luzes, pois acreditava ser vagalumes. Sila embora intrigada se recolheu à sua torda para dormir após a prosa com Maria, sem contar nada à Zé Sereno sobre as luzes que vira. No outro dia, antes mesmo do raiar do sol iniciou a saraivada de tiros sob o acampamento, que matou Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros, tendo os demais empreendidos fugas e se dispersado nos matos. Somente depois Sila percebeu que estava certa, que eram mesmo lanternas e não vagalumes, pois se tratava da força volante que já se aproximava do coito para surpreender e atacar o bando, como fizeram, e lamentou muito não ter avisado à Zé Sereno sobre a luzes que vira, pois certamente teriam tomado providencias e não teriam sido surpreendidos com aquele fulminante e mortal ataque. João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 20/10/2020.

Obs: Nossos Contos também são contados em vídeos no YouTube - Canal Contos do Cangaço. https://www.youtube.com/channel/UCAAecwG7geznsIWODlDJBrA

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O PRELÚDIO DE ANTÔNIO SILVINO.

Por João Filho de Paula Pessoa

Silvino Ayres era um valente e temido fazendeiro da região do Pajéu em Pernambuco, que após vingar a morte de seu pai, não encontrou mais sossego para seguir sua vida como antes, diante de perseguições e desonras que sofria e enveredou pela vida belicosa e bandoleira juntamente com seu bando de cangaceiros. Por volta de 1897 recebeu a adesão de dois irmãos, Nezinho Batista e Zeferino, parentes seus, a quem considera como sobrinhos, que tinham perdido o pai, um igualmente valente e temido fazendeiro de Afogados da Ingazeira/Pe numa emboscada, e que desacreditados da Justiça oficial, resolveram fazer sua própria justiça com punhal à cintura, rifle em mãos e chapéu de couro de aba batida. Sendo que, no ano seguinte de 1898 Silvino Ayres, o chefe do bando foi preso, no entanto o bando não se fragmentou, nem arrefeceu, pois ascendeu à liderança do grupo, seu lugar-tenente, Luís Mansidão, outro valente que sucedeu seu chefe e manteve o bando coeso e em atividade, mas seu reinando durou pouco, pois no ano seguinte de 1899 foi morto, o que também não representou a fim do bando, pelo contrário, ascendeu, desta vez, à liderança do grupo, um dos irmãos sobrinhos do primeiro chefe, Nezinho Batista, que o sucedeu e a partir daí adotou os nomes Antônio, provavelmente em homenagem à Santo Antônio e Silvino em homenagem à seu tio e mentor Silvino Ayres, tornando-se assim Antônio Silvino, o Rifle de Ouro, o primeiro Governador do Sertão, que reinou como líder Cangaceiro e fez história nos sertões nordestinos até 1914, quando foi gravemente ferido e preso. João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 21/10/2020.

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O PRIMO DE GATO E O RASO DA CATARINA

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=4Lw7P2Dlvxs&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0XWy7vGaJzk_PlzGcpuR0bzqSLHovYX38N0aahHw-NybIAWaKxArMvWZk&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Bebi cachaça mais Gato", disse o entrevistado por Paulo Gastão.

Uma produção Laser/vídeo"

Aderbal Nogueira - Cangaço

Viagem ao Raso da Catarina ano 2000. Nessa viagem encontramos um primo do cangaceiro Gato. Aqui uma pequena parte da excursão.

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LIVRO DO ESCRITOR HONÓRIO DE MEDEIROS

 Por Honório de Medeiros

Esses livros podem ser adquiridos por intermédio de mariasenna1958@gmail.com, excetuando o "Histórias de Cangaceiros e Coronéis", que está esgotado. O "Massilon" e o "Jesuíno Brilhante" também estão disponíveis na Livraria Da Cooperativa Cultural da UFRN.

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