Seguidores

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

QUANDO UM GAROTO DE CEARÁ-MIRIM CRIOU UMA ARMA IGUAL AO FAMOSO RIFLE WINCHESTER

 

O Rio Grande do Norte tem na sua história alguns exemplos de pessoas geniais, que desenvolveram coisas super interessantes, como foi o caso do Professor Nicanor, conhecido como o homem que criou um carro movido a água. Antes dele um jovem de 16 anos de Ceará-Mirim criou uma arma de fogo que chamou muita atenção em Natal.

Rostand Medeiros – https://pt.wikipedia.org/wiki/Rostand_Medeiros

No Rio Grande do Norte, e eu sei porque nasci e vivo aqui, é muito raro, mas muito raro mesmo se valorizar alguém pela criatividade, pela capacidade de desenvolver algo inovador, algo novo e diferenciado. Aqui a valorização das pessoas passa intensamente por duas situações: ser rico, ou político (Melhor ainda se for as duas coisas).

Mas como rico de verdade por aqui é algo bem raro, sobra então toda uma classe de políticos da qualidade mais baixa, ridícula, onde sobra esperteza, quase nenhum respeito pela função pública e seus eleitores, além de possuírem um extremo e elevado nível de vaidade. ATENÇÃO – Vale ressaltar que é você que está lendo esse texto o grande culpado por isso acontecer, ao votar em gente que não presta. Mas isso é outra História! 

Aqui em terras potiguares quando eu era garoto eu ouvi muito falar do Professor Nicanor, o homem que criou um carro movido a água. Com o tempo descobri que ele era um engenheiro formado aqui mesmo no Rio Grande do Norte, na antiga Escola de Engenharia, cujo nome era Nicanor de Azevedo Maia e se tornou professor do curso de Mecânica Aplicada do Centro de Tecnologia da UFRN.

Não é que o carro fosse movido exclusivamente a água, mas dela o Professor Nicanor buscava extrair o hidrogênio para com isso gerar o combustível para fazer um carro rodar. Ele até comprou um veículo para os testes, rodou aqui pela região, esteve em São Paulo mostrando essa tecnologia e foi até notícia em revista de alcance nacional.

Mas aí, por razões que desconheço, o projeto parou. O que não parou foi a boataria amalucada sobre a razão para o fim dessa ideia…

Quando garoto escutei pessoas que iam até a loja do meu pai no bairro da Ribeira dizer que “mandaram Nicanor se calar”, que “ele parasse aquele serviço, pois senão poderia ser morto”. Tudo isso porque seu trabalho “não era bem visto pelos militares que estavam no poder”, que o “Professor Nicanor estava atrapalhando a Petrobrás”. Inventaram até a história de um certo “galegão”, um tal de um “polonês”, que estava por aqui pela terrinha para acompanha o fim do projeto, ou “as consequências poderiam ser trágicas”.  

Sei apenas que o Professor Nicanor continuou no seu trabalho na UFRN, não voltou aos holofotes e, segundo informa o site curiozzzo.com (https://curiozzzo.com/o-professor-que-inventou-um-carro-a-agua-em-natal/), faleceu aos 77 anos, em 27 de dezembro de 2001.

Mas pessoas com a capacidade inventiva como a do Professor Nicanor sempre existiram aqui no Rio Grande do Norte e um deles chamou a atenção da nossa imprensa décadas antes do “homem que criou um carro movido à água”.

Em novembro de 1912 um jovem de 16 anos chamado José Moreira veio da bela cidade de Ceará-Mirim até Natal. Trazia consigo uma arma de fogo de cano longo e seguiu até a redação do tradicional jornal A República, o mais importante do Rio Grande do Norte na época e que funcionava na Rua Dr. Barata, na Ribeira. Provavelmente ele deve ter sido recebido pelo então gerente José Pinto.

O jornal não indica se o jovem se envolveu em alguma confusão com a polícia por trazer essa arma para Natal, até porque esse era um tempo onde ainda existiam bandos de cangaceiros e onças pelo interior do Nordeste e se comprava armas de fogo até em lojas de secos e molhados sem maiores problemas.

Para o pessoal da redação a arma imitava um modelo Winchester, da renomada fábrica de armas de repetição acionada a alavanca, manufaturada nos Estados Unidos e conhecida como a “Arma que conquistou o western”. A mesma que nos acostumamos a ver em milhares de filmes de cowboys.

Para os jornalistas de Natal a Winchester do jovem José Moreira de Ceará-Mirim foi “confeccionada em todas as suas peças na mais acurada perfeição”. Não foi informado o calibre da arma.

Mas onde o jovem José poderia fabricar uma arma como essa em Ceará-Mirim? Acredito que isso não foi problema, pois na mesma época se desenvolvia uma mecanização mais intensa dos tradicionais e importantes engenhos de cana-de-açúcar na região. Além disso a Estrada de Ferro Central estava em franco desenvolvimento desde 1904 e o que não faltavam por ali eram forjas, ferreiros, bigornas e outros equipamentos para se criar esse tipo de armamento. Além disso, sabemos que trabalhando nessas atividades estavam pelo nosso estado vários artífices estrangeiros especializados, oriundos principalmente da Espanha e da Itália, com muitos dos seus descendentes vivendo por aqui até hoje.

Antiga casa de engenho em Ceará-Mirim – Foto – Ricardo Morais.

Temos a notícia que dias depois da apresentação na sede de A República, o artefato de José Moreira foi testado pelo tenente Luiz Júlio, da Força Pública do Estado. O militar fez vários disparos em um local não especificado e considerou a arma “muito boa”, de “ótima qualidade”, além de “certeira”. Naquele mesmo ano Luiz Júlio ganhou muita fama no estado por comandar volantes contra o bando do cangaceiro Antônio Silvino.

Então nada mais aconteceu!

Não encontrei mais uma única vírgula sobre o jovem ceará-mirinense de 16 anos e sua inusitada arma de fogo, ou algum registro fotográfico.

Pelo menos o Professor Nicanor, mesmo que isso não fosse o desejo dele, ainda teve alguns “minutos de fama” a nível nacional. Já o jovem José Moreira nem a isso teve “direito”. Imagino que o rapaz deve ter recebido vários elogios, tapinhas nas costas, enaltecimentos sobre a sua inteligência e depois foi mandado de volta para Ceará-Mirim para tocar sua vida simples de jovem trabalhador. Quanto à sua capacidade inventiva, essa era dispensável e, sabe Deus, o rumo que a sua vida tomou.

Aliás, esse tipo de situação por aqui é algo bem comum até hoje!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

SÓ COMO ARQUIVO - UMA TRAIÇÃO SEM LIMITE

Por José Mendes Pereira

Talvez, você leitor, irá pensar que isto que segue é fictício, mas não o é, foi real. Só em ler, quem conheceu a família, sabe muito bem os nomes destes personagens. Vou usar nomes criados para preservar os dos infelizes que participam da história, e principalmente, o nome da empresa. 

Mauro Gurgel era empregado à noite, ocupando a função vigilante, na empresa “Dorabela”, vendedora de móveis de todos os modelos. Durante o dia, fazia bicos na oficina do seu sogro Manoel Tomás, ocupando a função de marceneiro, e o velho sogro, o tinha como um filho. Vivia uma vida de pobre, mas era muito organizado, e tudo fazia para não deixar os seus dois filhos com menos de 4 anos fora dos padrões como pai.

A esposa Maria das Neves não era muito filé assim como costumam dizer, quando uma dona de casa não mantém o respeito na sua própria vida feminina. Vez por outra, à noite, Maria das Neves dava uma saidinha ou uma puladinha de cerca para qualquer lugar, isto sem destino, e não queria nem saber que os seus filhos pequenos ficassem sozinhos em casa. O seu maior desejo, era satisfazer as suas vontades sexuais com qualquer desocupado que o encontrava por aí, além disto, bebia, fumava e participava de forrós, onde a sanfona abria o seu fole.

O Mauro Gurgel nunca sonhou que tinha em casa uma traidora porque ele levava a vida no trabalho, principalmente à noite, e confiava bastante nela, e assim nesse modo de confiar ela o fazia de gato e sapato. Como não tinha nada a ver com isso a vizinhança nunca dissera ao Mauro Gurgel que a sua companheira o traía, e geralmente, altas horas da madrugada, quando os filhos acordavam, ficavam ali, chorando até o dia amanhecer, porque estavam sem a mãe.

Certo noite, por não andar muito sadio, o Mauro Gurgel recebeu a autorização do chefe da empresa “Dorabela” para ir repousar em casa, já que se encontrava meio doente, e, ao chegar, seus dois filhos estavam em soluços, porque a mãe havia saído de casa muito cedo. 

Pela manhã, quando o relógio já marcava 9:00 horas do dia, ela chegou em casa. O Mauro quis saber por onde andava, e ela deu desculpa esfarrapada, que tinha ido à mercearia próxima de sua casa, e um sujeito a ofereceu Coca-Cola, bebeu, e ao sair de lá, não soube mais de nada. 

O Mauro acreditou desacreditando. Mas dias depois, isto foi repetido por ela, e nesse dia, assim que ele chegou pela madrugada do serviço e viu as crianças sozinhas, foi direto ao sogro, e participou do que estava acontecendo no seu casamento. 

Manoel Tomás seu sogro, era um homem que gostava bastante do genro, por ele não botar dificuldade em nada que o velho queria fazer ou precisava. Era como se fosse um filho que não nascera em sua casa. 

Ao saber, revoltou-se, com o pouco respeito da filha com o Mauro. E sem muito pensar, foi curto e grosso, dizendo-lhe que se algum dia isto tivesse acontecido com a sua mulher, e  assim que ela chegasse em casa, ele a mataria.

O Mauro Gurgel apenas ouviu o que dissera o seu sogro, e no momento, não lhe veio nenhum mal pensamento, que um dia pudesse fazer contra a sua esposa, afinal, mesmo mantendo-se no erro, adulterando, talvez, porque ele nada sabia, apenas ela saía de sua casa para se divertir, ela era a mãe dos seus dois filhos, e não a trocaria por mulher nenhuma, o mais importante, era cuidar dos filhos e fazê-los felizes, muito embora, vivendo na companhia de uma mãe que nada valia.

E aconteceu que outra noite, ao chegar, encontrou os filhos sozinhos, porque a Maria das Neves andava de bobeira pelo mundo afora. O Mauro não quis mais aguentar aquela atitude da Maria. Ficou aguardando a sua chegada. Ela nem imaginava que ele já estava em casa. E assim que meteu a chave na porta, abriu-a, e ao entrar, foi surpreendida  por uma paulada na cabeça, caindo já pronta. 

O Mauro não esperou mais por nada. Puxou-a para livrar da porta, em seguida, fechou-a, cobriu  o corpo com um pedaço de lona para os filhos não perceberem, e cuidou de acordá-los para fugir com eles, enquanto a vizinhança não percebesse a morte que ele acabara de fazer naquele momento. E assim que preparou tudo, fechou a porta e foi-se embora, levando consigo os dois filhos. 

Dois dias se passaram e ninguém tinha notícia daquela família, principalmente das crianças que de momento a momento, estavam fora da casa, brincando com bolinhas de gude em barrocas improvisadas,  e também, além da Maria das Neves, sua esposas, que misteriosamente, desaparecera da vizinhança.

No terceiro dia, a vizinhança estava preocupada, e alguns aproximaram-se da porta da casa, e ao chegarem, perceberam que o cheiro era insuportável, e tinham plena certeza que algum vivente morrera lá dentro. E toda vizinhança se responsabilizou pelo que iria fazer. Arrombar a porta da casa para certificar o que lá dentro morrera. Aberta a porta, e ao levantarem a lona que estava sobre, viram que era o corpo da Maria das Neves. 

Feito o enterro, depois as investigações, e o sumiço do esposo com os filhos, os peritos chegaram à conclusão que, quem havia matado a Maria das Neves, fora o  seu próprio marido Mauro Gurgel. Depois de alguns meses, ninguém sabia para onde o Mauro Gurgel tinha fugido com os seus dois filhos. 

Com o passar dos tempos, o Manoel Tomás estava totalmente desorientado com a morte da filha, a ausência dos netos que nunca mais vira, e a perda da amizade do genro, porque ele era como um filho.  

Tendo conhecimento o lugar e a fazenda onde morava o genro Mauro, o assassino da sua filha, Manoel Tomás resolveu fazer uma visita aos netos, e quem sabe, ao próprio assassino da sua filha. Mas esta visita seria sem vingança, porque, a única culpada do que acontecera, tinha sido a sua filha, a Maria das Neves. Sem ninguém saber, marcou o dia e se mandou em busca de lá.

Já eram 4 horas da tarde quando o Manoel Tomás chegou à fazenda. O Mauro estava nas obrigações de curral, porque havia perdido o emprego, e por onde andou, só conseguiu ser operário de fazendas. Ali, ele estava mungindo uma faca parida de poucos dias, e ao ver o ex-sogro aproximando-se, tentou correr, pensando numa possível vingança. Mas o Manoel Tomás disse-lhe:

 - Fique aí! Nada tenho para fazer contra você. O que passou, passou.  Nem arma tenho. - Dizia ele levantando a camisa. Vim apenas para rever os meus netos e mais nada. A saudade deles é grande.

Mesmo cismado, o Mauro concordou no que garantira o ex-sogro, e logo o levou para casa. Os netos gêmeos, já se  aproximavam dos 10 anos de idade, e lá, aconteceu o grande abraço entre netos  e avô.

Os filhos ainda não tinham conhecimento que a mãe fora assassinada. Imagina, quando eles souberam que quem matou sua mãe foi o seu próprio pai.

Durante toda a noite, o Manoel Tomás dormiu sob o alpendre da casa da fazenda. No dia seguinte, ambos foram ao curral para fazerem algumas obrigações. 

O Manoel Tomás pôs-se a pensar: ali, misturado com um homem que findara a vida da sua filha, e por último, ele sendo companheiro do  assassino de quem cuidou com carinho, quando era pequena. Mas, imaginou que seria uma covardia vingar a morte de quem não quis ter responsabilidade, fazendo todo tipo de traições com o seu cônjuge, um grande homem e trabalhador. 

E no vai-e-vem do seu pensamento, resolveu vingar o feito. E aproximando do Mauro com um pedaço de pau derreou sobre o crânio do ex-genro, deixando-o cair sobre uma cocheira. Como ficou sozinho  no curral, fugiu às pressas, levando consigo apenas a saudade dos netos, e adeus, Mauro!

 http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SÓ COMO ARQUIVO EM NOSSO BLOG - O DIA QUE UM PRETO VELHO FOI EXPULSO DE UM CENTRO ESPÍRITA

Por Carlos Filho

Essa é uma história verdadeira. Ela de fato aconteceu em um centro espírita de uma pequena cidade do estado de Minas Gerais, há algum tempo atrás.

Um preto velho incorporou numa médium e começou a falar. No momento em que os trabalhadores perceberam que o espírito incorporado era um preto velho, mandaram suspender a incorporação. Nesse centro não eram aceitos pretos velhos, pois os dirigentes consideravam que os pretos velhos são espíritos não muito evoluídos. Por isso, ele não poderia ser admitido a orientar uma atividade de doutrinação. O espírito foi então convidado a se retirar do centro.. Logo a médium incorporou um espírito de um filósofo, um doutor de nome difícil, provavelmente europeu, que foi muito bem recebido por todos os presentes. O filósofo deu instruções aos membros do centro, fez os trabalhos de doutrinação e todos ficaram felizes e maravilhados com a intervenção desse espírito, que consideraram um espírito muito elevado.

A médium novamente começou a incorporar um espírito.

-Zifio... Ce suncê mi permiti, só quiria que ocês sobessem qui o dotô que apareceu agora há poquinho era este preto velho aqui, que agora proseia com vosmicês.

Todos ficaram espantados com a revelação... O preto velho então começou a não mais falar como um preto velho:

- É engraçado isso, meus irmãos, pois quando eu - apareci como preto velho, fui praticamente expulso dos trabalhos de vocês. Mas depois quando eu apareci no formato de um doutor, um filósofo europeu prestigiado, que tem conhecimento acadêmico, com toda a pompa e com ar de autoridade, todos me trataram muito bem, ouviram meus conselhos e ficaram felizes e maravilhados com a aparição. Por que isso, meus filhos?

No plano espiritual, não existem doutores, não existem classes sociais, não existem nacionalidades, não existem religiões, não existem raças, não existem essas divisões humanas que vocês criaram em toda parte para poderem se sentir melhores uns que os outros. No plano espiritual o que vale é o que você é lá no fundo, e não o que você tem. Todas essas divisões são ilusórias

Cuidado com o veneno da hipocrisia e do preconceito.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=6055657994464375&set=a.1056036647759893

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO DO ESCRITOR JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO

 Por José Bezerra Lima Irmão


𝐐𝐮𝐞𝐦 𝐞𝐬𝐜𝐫𝐞𝐯𝐞 𝟑 𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨𝐬 𝐞𝐦 𝐮𝐦 𝐚𝐧𝐨 𝐭𝐞𝐦 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐚 𝐦ú𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐧𝐨 𝐅𝐚𝐧𝐭á𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨?

Vejam aí: depois de 𝑪𝒐𝒓𝒊𝒔𝒄𝒐 𝒆 𝑫𝒂𝒅á e 𝐙é 𝐁𝐚𝐢𝐚𝐧𝐨 𝐞 𝐨𝐬 𝐄𝐧𝐠𝐫á𝐜𝐢𝐚, acabo de lançar o livro 𝑴𝒂𝒓𝒊𝒂 𝑩𝒐𝒏𝒊𝒕𝒂 - 𝑫𝒐𝒏𝒂 𝑴𝒂𝒓𝒊𝒂 𝒅𝒐 𝑪𝒂𝒑𝒊𝒕ã𝒐. 

Contato do autor: WhatsApp 71 9 9985-1664

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM CELULARES E SIMILARES...

Assistência técnica é com ViniDcell, à Rua Raimundo Firmino de Oliveira, número 15, bairro Costa e Silva - Mossoró - Rio Grande do Norte.


Procura com urgência o seu técnico Vinícius para consertar o seu celular. 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MARIA DO SOCORRO PEREIRA DINIZ

Maria do Socorro Pereira Diniz (esposa de João Nogueira, este filho de Luiz Nogueira e neto de Ze Nogueira). Dona Socorro vem a ser sobrinha-neta de Sinhô Pereira.

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/11/serra-vermelha-e-saga-do-major-joao.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MEU PAI TINHA MEDO...

Clerisvaldo b. Chagas, 14 de dezembro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.814

VACINANDO O GADO (Foto: m.gov.br.).

Nesta época em que está havendo vacina contra aftosa, vem à tona as lembranças de uma época em que não havia veterinário em Santana do Ipanema. Para vacinar o gado, era uma novela, porém, com todas as dificuldades que havia, o ato de vacinar o gado bovino virava uma festa em algumas fazendas. O proprietário rural convidava seus amigos para o ato da vacina como se tivesse convidando alguém para um batizado ou casamento. Estamos falando daquele que tinham mão-aberta. Para o prático veterinário, seus auxiliares e amigos, havia almoço, bebida, farras e ofertas de produtos da fazenda, como frutas, ovos, galinhas, guinés... Além de passeios pelos açudes e visitas em pontos aprazíveis.

O cidadão Antônio Alves Costa, conhecido por Costinha, era um desses veterinários práticos. E de fato entendia muito bem dessas doenças que atacavam os animais. Era bem humorado e tinha um raciocínio veloz para uma resposta, a quem chamam de tirocínio. São inúmeras suas aventuras, muitas delas contadas pelo próprio Costinha. Foi comerciante, soldado do exército e diretor de disciplina no Ginásio Santana, em nosso tempo de estudante por ali. Gostava de conversar conosco e contar as coisas. Certo dia Costinha foi chamado para vacinar o gado na fazenda Santa Helena, da nossa família... E foi. E como falamos acima, havia de tudo para agradar amigos também convidados.

O tirocínio de Antônio Alves da Costa estava sempre em evidência. Onde ele se encontrava, os presentes tinham riso frouxo. Na hora da vacina, um vaqueiro chamado Chico, muito forte, laçava a rês, dominava-a e, Costinha encostava com a seringa da vacina. (Já contei essa passagem por outro viés). Não hora de laçar o touro, foi uma luta muito forte entre Chico e o possante. Mas até aí, Costinha se mantinha apena aguardando sua vez de entrar em cena. Foi, então, que o caboclo laçou uma vaca que deu um trabalho enorme para se acalmar. Costinha ficou à distância até que o vaqueiro o chamou: “Chegue, Costinha, que a vaca é mansa”. O veterinário prático mal deixou o vaqueiro fechar a boca e respondeu na bucha: “mansa? Mansa era minha mãe e meu pai tinha medo dela!”.

Foi uma gargalhada geral.

E no fim, missão cumprida com o “filósofo do improviso e comediante sem ribalta, Costinha.

Ô Sertão bonito!

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/12/meupai-tinha-medo.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ARAÇÁ

Clerisvaldo B. Chagas, 13 de dezembro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.813

Vamo-nos voltando para o mundo sertanejo, indo para o interior na continuada pesquisa literária. Convidado por amigo, se Deus quiser estaremos no sítio Curral do Meio I, onde nossos interesses imediatos estão em compasso de espera. E num tour pela zona rural deveremos descobrir secundariamente se uma fruta da região já foi extinta. Isso porque iremos também a uma comunidade chamada Araçá. E quando se fala em Araçá, no município de Santana do Ipanema, temos que distinguir entre três lugares longes um do outro com a mesma denominação, saber qual é o rumo que deve ser seguido. Araçá é o fruto do araçazeiro, arvoreta de cerca de 6 metros de altura e que havia em abundância em nossa região. Hoje parece extinto e representa apenas a denominação dos três sítios que atestam sua antiga existência.

ARAÇAZEIRO (FOTO: INSTITUTO BRASILEIRO).

O araçá, dizem os que o conheceram, tem a aparência de uma goiaba, pode ser vermelho ou amarelo e é rico em vitamina “C”. Do araçá também se faz licores e sorvetes, supondo que seja um fruto bastante saboroso. Em um dos sítios Araçá, foi construída uma barragem que era considerada a maior do município, gestão Nenoí Pinto. Sempre no balançamos para conhecê-la, mas faltou oportunidade: Atualmente foi a barragem superada pela moderna represa construída no riacho João Gomes. Diz o amigo que o nosso rumo será para o sítio Araçá que fica na região do povoado São Félix, antes denominado Quixabeira Amargosa. E se iremos outra vez à zona rural é porque a força extraordinária do padre Cícero Romão Batista continua viva e atuante na cidade e no campo do nosso Nordeste.

Já passamos da metade da nossa proposta inicial de 100 milagres nordestinos, inéditos. E na certa, retornaremos dos sítios Curral do Meio (segunda vez) e Araçá, com mais 3 ou 4 relatos testemunhos para engordar o nosso trabalho sobre o “Patriarca do Juazeiro”, uma vez que já encerramos o nosso livro documentário Santana: Reino do couro e da sola e que está merecendo a apreciação e prefácio do escritor Marcello Fausto, também companheiro e devoto em nossas pesquisas sobre o padre Cícero.

Que pena, ainda não haver asfalto para os nossos outros povoados à semelhança de Areias Brancas, bafejado pela BR-316.

Saúde e paz! O resto a gente corre atrás.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/12/araca-clerisvaldo-b.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

MARIA BONITA DONA MARIA DO CAPITÃO

Por José Bezerra Lima Irmão

𝐐𝐮𝐞𝐦 𝐞𝐬𝐜𝐫𝐞𝐯𝐞 𝟑 𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨𝐬 𝐞𝐦 𝐮𝐦 𝐚𝐧𝐨 𝐭𝐞𝐦 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐚 𝐦ú𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐧𝐨 𝐅𝐚𝐧𝐭á𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨?

Vejam aí: depois de 𝑪𝒐𝒓𝒊𝒔𝒄𝒐 𝒆 𝑫𝒂𝒅á e 𝐙é 𝐁𝐚𝐢𝐚𝐧𝐨 𝐞 𝐨𝐬 𝐄𝐧𝐠𝐫á𝐜𝐢𝐚, acabo de lançar o livro 𝑴𝒂𝒓𝒊𝒂 𝑩𝒐𝒏𝒊𝒕𝒂 - 𝑫𝒐𝒏𝒂 𝑴𝒂𝒓𝒊𝒂 𝒅𝒐 𝑪𝒂𝒑𝒊𝒕ã𝒐. 

Contato do autor: WhatsApp 71 9 9985-1664

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

 

O CORPO DE SANTA LUZIA: REPORTAGEM DO OLHAR.

 Por Província Carmelitana de Santo Elias

https://www.youtube.com/watch?v=gPxhbttIwIk&ab_channel=Prov%C3%ADnciaCarmelitanadeSantoElias

O Pe. Leonardi Giuseppe, dos Padres Cavanis- Direto de Veneza, Itália- fala sobre Santa Luzia- A Mártir. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 13 de dezembro-2019. www.olharjronalistico.com.br Conheça os Padres Cavanis. Acesse: www.cavanis.org

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CORPO DE SANTA LUZIA (SANTA LÚCIA)

 https://www.youtube.com/watch?v=atPapBZRDd8&ab_channel=EliVieira

Corpo de Santa Luzia (± 283 - † 304) mantido na Igreja de São Jeremias, em Veneza (novembro de 2010).

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SANTA LUZIA

 Por Wikipédia

Luzia de Siracusa (Lucia, em italiano, Siracusa27 de março de 283 — Siracusa, 13 de dezembro de 304) foi uma mártir cristã do início do século IV, morta no contexto das perseguições de Diocleciano aos cristãos. É venerada como santa pela Igreja Católica e pela Igreja Ortodoxa, que honram sua memória no dia 13 de dezembro. É uma das sete virgens mencionadas no Cânon romano e por tradição é invocada como protetora da vista (olhos) em razão da etimologia latina do seu prenome (Lux, luz). Os seus restos mortais são mantidos no Santuário de Santa Luzia em Veneza. Seu principal local de culto é a igreja de Santa Lucia ao Sepolcro em Siracusa, no sul da Sicília[2].

Na antiguidade cristã, juntamente com Santa CecíliaSanta Águeda e Santa Inês, a veneração a Santa Luzia foi das mais populares e, como as primeiras, tinha ofício próprio. Chegou a ter vinte templos em Roma nomeados em sua memória.

O episódio da cegueira, a partir do qual a iconografia a representa, está ligado ao seu nome Luzia derivado de luce (em italiano, luz), elemento indissociável ao sentido da visão, bem como à faculdade espiritual de se captar a realidade sobrenatural. Por este motivo Dante Alighieri, na Divina Comédia, atribui-lhe a função de graça iluminadora.[2]

É, assim, a padroeira dos oftalmologistas e daqueles que têm problemas de visão.

A sua festa é celebrada simbolicamente em 13 de dezembro, possivelmente doze dias antes do Natal para indicar ao cristão a necessidade de preparação espiritual e sua iluminação correspondente para essa importante data que se avizinha.

História

Luzia nasceu na cidade de Siracusa (na Sicília, sul da Itália) e era de uma família rica e cristã. Era considerada uma das jovens mais belas de sua cidade. O seu pai morrera quando ela tinha 5 anos e sua mãe, Eutíquia, sofria de graves hemorragias internas. Luzia tinha uma grande convicção cristã, que a fez consagrar-se, secretamente, ao Senhor Jesus, e oferecer perpetuamente a sua virgindade.

Um dia ela e sua mãe foram peregrinar à cidade de Catânia onde se encontrava o corpo da grande Santa Águeda, que morrera por não se converter aos deuses Romanos.

Procissão de Santa Luzia em Mossoró - https://defato.com/mossoro/85821/mais-de-150-mil-fiis-de-mossor-e-de-outros-regio-na-procisso-de-santa

O Evangelho pregado na Santa Missa desse dia foi o da mulher que sofria com hemorragias internas, iguais às da mãe de Lúcia, que então pensou: "Se aquela mulher ao tocar nas vestes do Senhor ficou curada, será que Santa Águeda não pedirá ao Senhor que cure minha mãe da mesma forma que curou aquela mulher?"

Luzia pedia então a sua mãe para que esperassem todos e saíssem da Igreja, para que elas pudessem ir rezar junto ao corpo de Santa Águeda. Durante esse tempo de oração Luzia dormiu, e em êxtase sonhou que anjos rodeavam Santa Águeda, e que a mesma lhe disse: "Lúcia minha irmã, por que pedes a mim uma coisa que tu mesma podes conceder?"

Luzia rapidamente saiu do êxtase e despertou do sonho. Foi procurar a sua mãe, que lhe disse que tinha sido curada. Lúcia aproveitou esse momento para revelar à mãe que tinha feito um voto de castidade a Jesus, e que iria distribuir todos os seus bens aos pobres.

A sua mãe disse: "Luzia minha filha, tudo o que é meu e de teu falecido pai é teu, por isso faz o que quiseres." Ao chegar em casa começaram a distribuir todos os seus bens aos pobres.

Tomando conta do que estava a suceder, um jovem muito rico e pagão, politeísta de nascença, que já era apaixonado por Luzia, foi perguntar à mãe de Luzia o motivo de tanto esbanjamento de dinheiro, ao que Eutíquia respondeu: "Luzia é muito providente; e é porque julga os bens do Paraíso Celeste muito mais valiosos do que esses que estamos fazendo isso".

O jovem não entendeu o significado de "bens" do Paraíso Celeste, por isso entendeu como quis e voltou para casa. Os dias foram-se passando e Lúcia e sua mãe iam dando mais e mais dinheiro aos necessitados assim dilapidando a grande fortuna da família, e por isso o jovem logo teve a certeza que Luzia era cristã, tendo-a denunciado ao governador (prefeito romano) de Siracusa, Pascasio, o qual ficou furioso com a grande fé cristã de Lúcia, tendo-a mandado ao Imperador Diocleciano, que tentou persuadi-la a se converter aos ídolos. Luzia mostrou-se cheia do Espírito Santo em frente ao imperador Diocleciano. Vendo que nada a convertia decidiu-se pelo seu martírio.

O martírio

Diocleciano, vendo que nada a convertia, mandou-a para uma casa de prostituição, mas foi em vão: ninguém conseguia tirar Luzia dali. Nem mesmo uma junta de bois conseguiu. Os soldados saíram envergonhados; seus pés estavam como que fincados no chão, como raízes de plantas.[3] Naquele tempo, as virgens tinham mais medo de perder a virgindade do que enfrentar uma cova cheia de leões.

Como nada dera certo, tentaram atear-lhe fogo, o que fez com que Luzia rezasse a seguinte oração: "Senhor Deus, Jesus Cristo meu Rei, não deixeis que estas chamas me façam mal algum." As chamas nada fizeram contra ela, nem mesmo vermelhidão no seu corpo deixaram, por isso retiraram-na do fogo.

Foi-lhe então aplicado o castigo mais cruel depois da degolação. Como Luzia não se convertia aos deuses romanos, um soldado, a mando do imperador, arrancou-lhe os olhos e entregou-lhos num prato, mas, milagrosamente, nasceram-lhe no rosto dois lindos olhos, sãos, perfeitos e mais lindos do que os primeiros.[4]

Vendo que nada a convencia a converter-se ao paganismo, deceparam-lhe a cabeça no momento em que Luzia dizia: "Adoro a um só Deus verdadeiro, a quem prometi amor e fidelidade." No mesmo instante a sua cabeça rolou pelo o chão. Era 13 de dezembro do ano de 304 D.C.

Os cristãos recolheram-lhe corpo e o sepultaram nas catacumbas de Roma. A sua fama de santa se espalhou por toda a Itália e Europa, e depois para todo o mundo, sendo hoje venerada e honrada como a "Santa da Visão".

Devoção popular

Sendo santa bastante venerada no interior da Região Nordeste do Brasil, várias pessoas não trabalham nesse dia, sobretudo as que trabalham com atividades que precisam de uma visão apurada, como costureiras. A crença dessas pessoas é que, desse modo, estarão, prestando respeito à santa, conservando a qualidade de sua visão. Também em alguns lugares existe uma tradição de colocar um prato com capim na noite da véspera do dia em homenagem a santa e ganhar doces no dia seguinte. Tradição que aos poucos vai desaparecendo com as novas gerações.

https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%BAcia_de_Siracusa

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MARIA BONITA DO CAPITÃO LAMPIÃO

 Por Ana Cecília Correia Lima

Muita gente fala de Maria Bonita que largou o marido para viver com Lampião por quem se apaixonou. Taí seu rosto bonito. *Seu nome era Maria Gomes de Oliveira. Chamada em família e amigos por Maria de Dea, nome de sua mãe. "MARIA BONITA" só aparece após sua morte. Nenhum cangaceiro tinha o desrespeito de chamá-la assim . No bando era chamada d.Maria.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=3025144774297908&set=a.465640850248326

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O ALBERGUE DA MÃE CEIÇÃO GALDINO

 Por José Mendes Pereira


"Fazer o bem sem olhai a quem" é uma expressão bíblica, e que todos nós deveríamos fazer o que é proposto por Jesus Cristo, mas nem todos têm esse desejo de ajudar a quem mais precisa. Ao contrário, tirar um pouquinho dali e outro de acolá de quem é pobre, em vez de lhe ofertar, acha mais importante, porque, simplesmente, irá aumentar a sua ceia. E muitos desses tipos, fazem sorrindo e pela maldade. Mas saibam que Deus abomina e estarão sujeitos a pagarem caro por isso. E quando estão pagando, ficam se perguntando: "O que eu fiz Senhor Deus, para merecer tamanho castigo? E assim caminha uma porção de gente satisfazendo o seu "EU" Maldoso.


No grande Alto de São Manoel, na Avenida Presidente Dutra, em Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, bem ao lado da Igreja de São Manoel, tem um Albergue que nunca deixou de amparar os que mais precisam. Ali, é governado pela mãe Ceição Galdino, que mesmo com tanta dificuldade que a vida oferece, as suas portas sempre estão abertas para quem precisar. É incrível, se algum dia você chegar lá, e não tiver gente lá.

Foto do acervo da Núbia Galdino da Silva

Não é um albergue sustentado por órgão público nenhum, mas pelo seu enorme coração, pela sua própria vontade de ajudar aqueles que a procuram para estudarem, trabalharem, para um apoio sincero, do seu próprio e grandioso coração humano. Desde de muito jovem que a casa da mãe Ceição Galdino está sempre cheia de irmãos, sobrinhos, parentes e amigos. É difícil se chegar lá, e não encontrar ninguém de fora. Sempre, a casa está repleta de parentes e amigos. Um lugar que não é só para um, mas para todos aqueles que a procuram e confiam no seu querido e cuidadoso apoio.

Foto do acervo da Núbia Galdino da Silva

O dito popular diz que: "onde como um comem dois", e é de fato, uma expressão antiga, para se referir a uma pessoa que está preste a fazer parte de uma família. Isto pode acontecer em caso de nascimento de mais um filho, a expressão quer dizer que, a família terá condições de sustentá-lo, uma vez que cuida de um, e um a mais não será pesado. Mas olhando bem, a expressão da mãe Ceição Galdino nunca foi "onde come um comem 2", e sim "onde como um comem dez ou mais". 

Em tempos remotos, quando eu tinha mais tempo, e visitava a sua casa, e vendo tanta gente ali, eu ficava me perguntando: Como é que uma mulher humilde que é, mantém uma casa cheia de gente, e todos comem por aqui? Só pode ser coisa de Deus. E é mesmo! Mãe Ceição é abençoada por Deus. 

Foto do acervo da Núbia Galdino da Silva

No meio daquela gente, que morou por lá, uma irmã e um irmão meus também fizeram parte do albergue da mãe Ceição Galdino, pois vieram do sítio para estudarem. Parece que o grande Deus sempre esteve ali presente na vida dela, cuidando de tudo e de todos, sem lhes faltar nada. Ela por sua vez, dizia ou diz ao seu novo hóspede:

- Entra, e procura um lugar para sua mala. Verifique os armadores e depois vá até a cozinha para fazer uma refeição. 

- Sim, Ceição!

De todos os lugares que são vizinhos dos seus familiares, vinham e ainda continuam vindo, pessoas para o seu amado e abençoado por Deus Albergue. Uns são irmãos, sobrinhos e parentes. E outros, apenas fazem partes do seu círculo de amizade, de mulher protetora. No meu entender, acho que a mãe Ceição Galdino, cuida mais dos outros, do que de si mesma. 

Foto do acervo da professora Ana Cleide Câmara, sua filha.

Parabéns, mãe Ceição Galdino! Você nasceu para ser querida por todos que te procuram, e participam  da sua generosa e invejada amizade! Eu não fui assistido por ela, porque, quando me desloquei da minha amada Barrinha, que é aqui bem pertinho de Mossoró, fui direto para a Casa de Menores Mário Negócio, e lá, fui cuidado pelo governo estadual, e mais 4 mães adotivas do seu tipo, que eram: Ana Salém de Miranda a dona Caboclinha, dona Severina Rocha, Maria Beatriz de Melo e dona Maria de Lourdes de Medeiros. Mas fiz e faço parte da sua amizade, e sou um primo segundo, porque a minha avó, é irmã do seu pai Raimundo Galdino da Silva.

Esta era, é, e sempre será a amada mãe Ceição Galdino que todos a conhecem.

Que Deus a proteja aqui com vida por muitos e muitos anos, mas com certeza, a mãe Ceição Galdino ganhará o reino de Deus quando for chamada por "ELE", para fazer parte do seu Santo Ministério!

Não tenho notícias que algum deles que foi assistido por ela, tenha a abandonado. 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CASA DE MENORES MÁRIO NEGÓCIO E O MANO ZÉ LIRA.

Por José Mendes Pereira

Site Danka Maia

Caro amigo e irmão Antonio Galdino da Costa, há meses que eu nada escrevo sobre a antiga “Casa de Menores Mário Negócio”, mas hoje, resolvi voltar ao tempo, aliás, ao ano de 1965, quando esta instituição deixou de ser “Casa de Menores Mário Negócio”, para ser registrada com o nome de “Instituto Mário Negócio”, ligado ao “SAM – Serviço de Assistência ao Menor”, que posteriormente, passou para “FEBEM”.

Site Tribuna do Norte

Quero apenas lembrar do amigo José Lira (Zé Lira), segundo Jorge Braz e Railton Melo o Zé Lira já faleceu; talvez, com menos de 12 anos chegou na instituição, neste mesmo ano de 1965, vindo de Natal para Mossoró, na grande passeata política que fez o então governador Aluízio Alves, tentando angariar votos para eleger o seu candidato ao governo do Estado do Rio Grande do Norte, o Monsenhor Walfredo Gurgel, tendo sido eleito e iniciando o seu mandato no dia 1º. de janeiro de 1966 a 15 de março de 1971.

Site Substantivo Plural

O Zé Lira que ninguém soube o “porquê” de sua saída de Natal para Mossoró, aqui, tinha como residência, embaixo da escada de concreto do prédio do "Cine Cid", onde funcionava a Rádio Tapuio de Mossoró, e que foi encontrado por populares, e assim que o juizado de menores tomou conhecimento daquela criança sem pais e sem familiares, levou-a para ser protegida pela instituição, que lá, nós também éramos internos. 

Lembro-me muito bem o dia em que o Zé Lira chegou àquela instituição, estava mais parecido com um animal, do que com uma criança, de tão sujo, com o rosto caracterizando ferrugens, sem chinelo, camisa toda cheia de buracos e imunda, calção velho e rasgado, o cabelo enorme e bastante arrepiado.

Site Kel Cosméticos

Fui eu encarregado de cortar o seu cabelo, apesar que eu não era funcionário de lá, e sim, interno, mas como o profissional deste trabalho, o Pascoal havia viajado para Natal, fui incumbido pela diretora Ana Sálem de Miranda (dona Caboclinha), para cortar aquele enorme cabelo, com uma tesoura cega e uma máquina antiga, e depois, passei a navalha, que apenas, passeava sobre o couro grosso da cabeça daquela criança.

Acho que ele nunca mais havia tomado banho, pelo o tamanho da sujeira, e cheio de piolhos em toda a sua madeixa, calculava-se sem errar, os meses sem banhar o seu corpo.

Apesar de não ter família o Zé Lira foi protegido pela instituição, e o encaminhou para a indústria, passando a aprender a atividade gráfica, que também nós fomos profissionais nesta atividade, deixando-o capacitado. Antes dos boatos que surgiram da sua morte, tínhamos  notícias que ele andava meio adoentado, e residia lá para as bandas do Alto do Xerém, e que não mais andava, porque estava dependente de uma cadeira de rodas. 

Muito antes do falecimento do mano Raimundo Feliciano, ele e eu combinamos para fazer-lhe uma visita, mas infelizmente, o Raimundo faleceu. Antes da sua morte,  visitamos seu Néo, Terezinha Gurgel, Wilame e outros mais, mas não foi possível ver o Zé Lira ainda vivo. 

Eu soube do seu falecimento através do Jorge Braz e do Railton Melo.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com