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quarta-feira, 27 de setembro de 2023

EM SOLO BAIANO LAMPIÃO EM RIBEIRA DO POMBAL

   Por José Mendes Pereira

Sobre esta imagem acima dos cangaceiros, o pesquisador do cangaço Ivanildo Régis afirma que o Dr. Ivanildo Alves da Silveira, pesquisador e colecionador do cangaço por muitos anos, faz a seguinte observação: 

Pesquisador e colecionador do cangaço Ivanildo Alves da Silveira

“Embora a identificação dos cangaceiros da foto acima seja um tanto polêmica, consultando especialistas, é quase unânime que a legenda que mais se aproxima da realidade, é a seguinte: Lampião, Ezequiel, Virgínio, Luiz Pedro, Mariano, Corisco, Mergulhão e Alvoredo".

 Um pouco da biografia deles:

1 - Virgulino Ferreira da Silva “o Lampião”, ou ainda o patenteado “capitão” Lampião. Ele nasceu no dia 04 de junho de 1898, em Vila Bela, nos dias de hoje, Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. Era filho do sofrido casal fazendeiro José Ferreira da Silva ou dos Santos, e Maria Sulena da Purificação, ou ainda dona Maria Lopes. Se quiser saber mais sobre Virgolino Ferreira da Silva o capitão Lampião clique neste link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lampi%C3%A3o_(cangaceiro)

José Ferreira da Silva e dona Maria Lopes pais de Lampião

Depois de quase vinte anos como chefe de cangaceiros, totalmente plantado na caatinga do nordeste brasileiro, Virgolino Ferreira da Silva o afamado e sanguinário capitão Lampião, foi abatido juntamente com Maria Gomes de Oliveira a sua amada rainha "Maria Bonita" e mais nove cangaceiros na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe.

Maria Bonita

O ataque ao grupo de facínoras foi preparado pelo o tenente João Bezerra da Silva, para que fossem eliminados todos os cangaceiros que estavam presentes na Grota do Angico. 

Tenente João Bezerra da Silva o matador de Lampião

Mas nem todos facínoras foram abatidos, com certeza, o planejamento dos perseguidores aos cangaceiros não foi perfeito, deixando terreno sem cobertura, e assim, fugiu uma boa parte dos perseguidos. 

Se você quiser saber mais um pouco sobre o tenente João Bezerra da Silva é só clicar neste link: - https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Bezerra_da_Silva

Cabeças dos cangaceiros abatidos na Grota do Angico.

Todos estes cangaceiros que aparecem na foto acima foram abatidos na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, lá no Estado de Sergipe. O grupo era dominado pelo maior líder e comandante de cangaceiros o capitão Lampião.

2 - Ezequiel Ferreira da Silva o Ponto Fino (irmão do capitão Lampião). Nasceu também em Vila Bela, no ano de 1908, no Estado de Pernambuco. Foi abatido no dia 23 de abril de 1931 – no tiroteio da Fazenda Touro, povoado Baixa do Boi, no Estado da Bahia, ponto conhecido como Lagoa do Mel. 

Conheça mais um pouco sobre o irmão de Lampião (Ezequiel Ferreira) clicando neste link. - http://meneleu.blogspot.com/2017/10/lampiao-ressurreicao-de-ezequiel.html

3 - Virgínio Fortunato da Silva, o "Moderno" era ex-cunhado de Lampião. Teria sido esposo da Angélica Ferreira da Silva. Virgínio nasceu em 1903 e faleceu em 1936, aos 33 anos de idade. O casamento durou pouco. Casaram em 1926 e três meses depois Angélica Ferreira da Silva faleceu.

Angélica é a nº 14

Segundo o escritor e pesquisador do cangaço de nome Franklin Jorge, há suspeita, não comprovada ainda, que o cangaceiro Virgínio era da cidade de Alexandria, no Estado do Rio Grande do Norte. 

Durvalina e Moreno no período do cangaço e após.

Virgínio Fortunato da Silva no cangaço era companheiro de Durvalina, que com a sua morte, ela amasiou-se com Moreno. Durvalina faleceu no dia 30 de junho de 2008. Moreno faleceu no dia 06 de setembro de 2010.  

Quer saber mais um pouco sobre este cangaceiro de Lampião, é só clicar neste link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Virg%C3%ADnio_Fortunato_da_Silva  

Neném do Ouro e Luiz Pedro.

4 - Luiz Pedro do Retiro companheiro de Neném do Ouro. Ele foi abatido juntamente com Lampião, Maria Bonita e mais oito cangaceiros, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe. Dizem que quem o assassinou foi o policial Mané Véio. 

Cangaceiro Vila Nova ladeado pelas autoridades policiais.

Mas eu, sendo apenas estudante do cangaço, e mesmo assim, sem muita segurança no que digo, acho que o volante Mané Véio, cujo, o respeito muito como grande combatente lá na Grota do Angico,  mas não consigo acreditar que foi ele quem abateu o cangaceiro Luiz Pedro. Vejam o que disseram os cangaceiros Vila Nova e Balão, quando foram entrevistados por jornalistas:

No dia 14 de novembro de 1938, Iziano Ferreira Lima, o afamado cangaceiro VILA NOVA, afirmou ao “Jornal A Noite”, que estava na Grota de Angico no momento do ataque das volantes ao grupo de Lampião, na madrugada de 28 de julho de 1938.

 Vejam o que ele fala:

“ – Escapei pela misericórdia de Deus, afirma. Vi quando o CHEFE (o chefe que ele se refere é Lampião) caiu se estrebuchando pelas forças do tenente Ferreira. Meu padrinho Luiz Pedro caiu ferido nos meus pés. Pediu que o matasse logo. O que fiz, foi apanhar (o seu mosquetão), e fugir para as bandas do riacho, onde o fogo era menor. Depois da fuga, fui me esconder na Fazenda Cuiabá, onde me encontrei com ZÉ SERENO, e outros que puderam fugir do cerco. Ali soubemos que junto com o capitão, tinha morrido mais 11 cabras, inclusive D. Maria Bonita”. 

O cangaceiro Balão - fonte pesquisada - http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2009/08/cangaceiro-balao-sensacional-entrevista.html

Já o cangaceiro Balão, afirmou à “Revista Realidade”, em novembro de 1973, sobre Luiz Pedro o seguinte:

Balão - Luís Pedro ainda gritou: "Vamos pegar o dinheiro e o ouro na barraca de Lampião". Não conseguiu, caiu atingido por uma rajada. Corri até ele, peguei seu mosquetão e, com Zé Sereno, consegui furar o cerco. Tive a impressão de que a metralhadora enguiçou no momento exato. Para mim, foi Deus.

As duas entrevistas destes dois cangaceiros cedidas ao Jornal A Noite e à Revista Realidade ficam meio confusas, que cabe aqui esta pergunta? 

O cangaceiro Luís Pedro carregava dois mosquetões, no momento em que tentava fugir do cerco policial?

O cangaceiro Vila Nova disse que pegou o mosquetão do Luís Pedro, e deu no pé. O Balão também afirma a mesma coisa.

As duas afirmativas deles, deixam a gente novamente confuso, sobre a morte do cangaceiro Luís Pedro. Por quê? 

Volante Mané Véio. - 

O volante Mané Veio disse aos pesquisadores e repórteres que foi ele quem assassinou o cangaceiro Luís Pedro, e pelo que ele diz, levou um bom tempo para matá-lo, saiu perseguindo, perseguindo entre pedras e pedras, e ele tentando salvar a sua vida, mas finalmente o assassinou.

Sobre a morte do cangaceiro Luís Pedro você poderá ler em ”Lampião Além da Versão Mentiras e Mistério de Angico”, escrito por Alcino Alves Costa.

Conheça mais um pouco sobre a vida do cangaceiro Luiz Pedro clicando neste link:
http://cariricangaco.blogspot.com/2011/12/um-pouco-mais-de-luis-pedro-poralfredo.html

5 - Mariano Laurindo Granja, companheiro da cangaceira Rosinha.  Entrou para o cangaço em 1924. Foi um dos poucos que em agosto de 1928, cruzou o Rio São Francisco, em companhia do seu comandante Lampião, em direção à Bahia. Foi morto no dia 10 de outubro de 1936. Ele era um amigo do capitão Lampião do tempo da velha guarda.

Se quiser saber mais um pouco sobre o cangaceiro Mariano Laurindo Granja, é só clicar nos links abaixo: 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2017/04/morte-do-cangaceiro-mariano.html

https://www.geni.com/people/Mariano-Laurindo-Granja/6000000176915312850

Escritor Alcino Alves Costa

Segundo Alcino Alves Costa, em seu livro: (Lampião Além da Versão – Mentiras e Mistérios de Angico), o ataque foi entre os municípios de Porto da Folha e Garuru, região conhecida como o Cangaleixo. 

Juliana Pereira e Alcino Alves Costa

A pesquisadora do cangaço Juliana Pereira, afirma que Rosinha do cangaceiro Mariano, foi morta a mando do capitão Lampião, por não ter obedecido o dia certo do seu retorno ao coito. 

As irmãs Rosinha e Adelaide.

Quando Mariano foi abatido, Rosinha pediu uma espécie de férias do cangaço. Com muita luta, o capitão Lampião aceitou a sua solicitação, mas numa condição. Teria que voltar da sua casa para o coito o mais rápido possível. Mas infelizmente, a Rosinha estava gostando das suas férias (uma espécie de férias), não obedeceu a ordem do capitão, e assim, como prêmio de sua desobediência, ganhou a morte.

Era filha de Lé Soares e irmã de Adelaide, esta última, sendo companheira de Criança. Ambas eram parentas próximas da cangaceira Áurea, companheira de Mané Moreno.  Sendo Áurea filha de Antonio Nicácio, que era primo/irmão de Lé Soares.

Se você quiser saber mais um pouco sobre a cangaceira Rosinha basta clicar no link abaixo: http://blogdoinhare.blogspot.com/2019/10/a-cangaceiracangaceira-rosinha.html

Corisco.

6 - Cristino Gomes da Silva Cleto -  o Corisco, ou ainda o Diabo Loiro, lá de Água Branca, no Estado de Alagoas, que era companheiro da cangaceira Dadá. Ele foi abatido no dia 25 de maio de 1940, pelo tenente Zé Rufino, na fazenda Cavaco, em Brotas de Macaúbas, no Estado da Bahia. Com a sua morte, o cangaço foi enterrado juntamente com ele, porque ele era o último cangaceiro que ainda tentava permanecer fazendo as suas maldades contra os sertanejos e fazendeiros.

Se você quiser saber mais sobre o cangaceiro Corisco é só clicar neste link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Corisco#:~:text=Cristino%20Gomes%20da%20Silva%20Cleto%2C%20mais%20conhecido%20como%20Corisco%20(%C3%81gua,era%20conhecido%20como%20Diabo%20Louro.

Dadá após cangaço

Sérgia Ribeiro da Silva, mais conhecida como Dadá, companheira de Corisco, foi ferida no combate e presa pela volante do tenente Zé Rufino. Ela nasceu em Belém do São Francisco, onde viveu seus primeiros anos de vida, e teve algum contato com índios. A família muda-se para Macururé, Bahia onde, aos doze anos, é raptada por Corisco. Ele faleceu no dia 25 de maio de 1940 e ela faleceu em Salvador no dia 7 de fevereiro do ano de 1994. Com a morte do cangaceiro Corisco, finalmente o cangaço foi enterrado juntamente com ele.

Se você quiser saber mais sobre a cangaceira Dadá é só clicar no link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dad%C3%A1_(cangaceira)#:~:text=S%C3%A9rgia%20Ribeiro%20da%20Silva%20mais,fuzil%20no%20bando%20de%20Lampi%C3%A3o.

O Mergulhão I quando posou para Alcides Fraga, em 17/12/ 1928, em Ribeira do Pombal/BA. Acervo Lampião Aceso. 

7 –  Em 7 de Janeiro de 1929, travou-se o combate de Abóbora, povoado de Juazeiro, BA, morrendo o cangaceiro Mergulhão (I), cujo nome real era Antônio Juvenal da Silva, mas que aparece citado também, na literatura sobre o cangaço como Antônio Rosa. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).

Informação: O cangaceiro Mergulhão (II) que não houve outro Mergulhão depois dele, morreu quando aconteceu o ataque aos cangaceiros na Grota do Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938, em terras de Porto da Folha, atualmente Poço Redondo, no Estado de Sergipe. 

8 - Hortêncio Gomes da Silva o Arvoredo. – Desligou-se do bando no momento do ataque à Jaguarari, no Estado da Bahia. Fez dois meninos como reféns. Mas eles conseguiram o dominar, desarmando-o. Em seguida mataram-no a facadas. Achando que o serviço ainda não tinha sido concluído, degolaram-no e cortaram as suas mãos. Após o trabalho concluído acionaram a polícia. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).

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terça-feira, 26 de setembro de 2023

EXPEDIÇÕES 2024

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=4Nvxs-_3R1U&fbclid=IwAR37ZpEgqsGfKjEF9-MD6i_tDhpv6VA4eG3bwwP7rxikOKQ1F8AOVkIEG6o&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Nesse vídeo falo sobre os locais que iremos visitar nas duas próximas expedições Rota do Cangaço, que serão em janeiro de 2024. Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @aderbalnogueiracangaco   Parcerias: narotadocangaco@gmail.com #lampiao #cangaço #maria bonita #cangaceiros #rotadocangaço

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A HISTÓRIA DO CANGAÇO PERDE MAIS UMA TESTEMUNHA

Por Júnior Almeida

Faleceu na manhã desta terça-feira, 26 de setembro, em sua residência, na cidade de Paranatama, Pernambuco, Maria do Carmo Barbosa de Lima, a Maria Balinda, de 99 anos.

Maria Balinda era filha de Júlio Barbosa de Lima, conhecido por Júlio Balinda, fiscal da então Vila de Serrinha do Catimbau, distrito de Garanhuns, que foi feito refém pelo bando de Lampião, quando esse atacou a povoação em 20 de julho de 1935.

Dona Maria Balinda deu a sua contribuição para a História de Paranatama e do cangaço, ao ser entrevistada pelo pesquisador documentarista cearense Aderbal Nogueira e o pernambucano Paulo Gastão, em julho de 2005.

Assim, perdemos mais uma testemunha da saga cangaceira. São agora poucos os que viveram áquela época, de sangue e sofrimento. Que Deus a receba em Sua Morada, e que conforte toda família, nesse momento de tristeza e dor.

*O vídeo com Maria Balinda no canal de Aderbal Nogueira no Youtube pode ser visto no link a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=-NWTU5m1-6Y...

https://www.facebook.com/junior.almeida.399

EMBOSCADA PARA O CORONEL ANTÔNIO ALVES DA BARRA DO EXU

Por Valdir José Nogueira de Moura

  

Em diferentes dias dos meses de outubro, novembro e dezembro de 1906, e janeiro de 1907 se intensificaram os furtos de gado vacum nas fazendas Poço da Ilha e Barra do Exu, no município de Vila Bela, propriedades do coronel Antônio Alves da Fonseca Barros. Em um só dia foram dele furtadas oito vacas paridas. Os misteriosos autores dos referidos furtos conseguiam alterar dolorosamente os ferros das reses e em seguida, efetuavam transações comerciais com as mesmas até mesmo dentro do próprio município de Vila Bela. Porém, em dias do mês de abril de 1907, estando o coronel Sebastião Ignácio de Oliveira fazendo compras de gados a diferentes vendedores, reconheceu no gado que comprou o ferro do coronel Antônio Alves, na forma adulterada. Em seguida o coronel Sebastião Ignácio procurou o coronel Antônio Alves, relatou o ocorrido e prontificou-se a entregá-lo as vacas que a pouco havia adquirido. Procedeu-se enfim por duas vezes minucioso exame nas marcas dos ferros do gado, e os peritos constataram tratar-se da marca utilizada pelo coronel Antônio Alves nas suas fazendas de criação, achando-se visivelmente a dita marca alterada. Na ocasião, foram denunciados como autores do furto: Joaquim, Francisco, Manoel e Luiz Cavalcante de Lacerda, todos irmãos, filhos de Duvina, e moradores nos Sítios Novos, no lugar denominado de Limoeiro. Ora, tendo sido penalizados e sofrendo grande prejuízo financeiro, além de prisão e processo judicial, Joaquim Cavalcante de Lacerda jurou vingar-se do coronel Antônio Alves, pretendendo enfim assassiná-lo numa emboscada. Para isto, realizou um plano de vingança e convidou para acompanhá-lo na empreitada desejada a Luiz Padre (Luiz Pereira da Silva), filho do finado Padre Pereira, também morto numa emboscada em 15 de outubro de 1907.

No dia 5 de outubro de 1908, por volta das 9 horas da manhã, quando se dirigia de sua fazenda Barra do Exú para Vila Bela, na altura da fazenda Pedra Partida, distante mais ou menos meia légua da sua casa, foi o coronel Antônio Alves emboscado com diversos tiros, que foram desfechados por Luiz Padre e Joaquim Cavalcante de Lacerda. Tinha na ocasião o coronel Antônio Alves 74 anos de idade, “estatura regular, constituição forte, temperamento sanguíneo, de cor branca, barba aparada, cabelos cacheados, brasileiro, criador, viúvo”. No depoimento policial, relatou o coronel Antônio Alves, que ao sair de sua casa, pela manhã, entre 7 a 9 horas, recebeu um tiro de emboscada, que não o atingiu; em seguida desfecharam mais dois tiros, sendo atingido por um deles que fez um ferimento na região torácica posterior; que ele depoente estava desarmado e vendo o perigo que o ameaçava, deu rédeas no cavalo e recuou; nessa ocasião foram desfechados alguns tiros ainda, dos quais não pode contar.

Na prisão, Luiz Padre mediante argüição do delegado de polícia Sr. Pedro Marinho de Mello Malta, confessou livremente e sem coação que fizera parte com Joaquim Cavalcante de Lacerda, conhecido por Joaquim de Duvina, da emboscada da qual partiram os tiros que feriram o referido coronel Antônio Alves da Barra do Exu; disse ainda que apenas participou da tocaia para fazer um favor ao mesmo Joaquim, pois ele próprio não tinha nenhum tipo de questão com o coronel Antônio Alves.

Luiz Padre, por ser ainda de menor idade, pois contava apenas com 16 anos, era solteiro, residente no povoado de São Francisco, foi representado no inquérito policial por seu bastante curador, o Sr. Severiano de Souza Nogueira.

https://www.facebook.com/valdirjose.nogueira

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O SOLDADO HELENO

 Por Valdir José Nogueira de Moura

Assassinado barbaramente durante o assalto a cidade de Belmonte no dia 20 de outubro de 1922 pelo bando de Lampião. O soldado Heleno aos 22 anos de idade caiu em poder dos bandidos quando acudia a chamada para a defesa da cidade. Foi sepultado no cemitério local.

O soldado Heleno Tavares de Freitas era natural do Estado de Alagoas, filho de João Tavares de Freitas e Joana Maria da Conceição. Soldado do destacamento de Polícia da cidade de Belmonte, cujo comandante na época era o sargento José Alencar de Carvalho Pires (Sinhozinho Alencar), aos 20 anos de idade casou com Enedina Maria da Conceição, natural do município de Salgueiro, filha de Rufino Benedito da Silva e Jesuína Maria Ribeiro. O matrimônio do soldado Heleno foi realizado na Matriz de São José de Belmonte no dia 27 de julho de 1920 pelo padre José Kherle, e teve como testemunhas José Bezerra Leite e Luiz Mariano da Cruz, ambos também soldados da Polícia Militar de Pernambuco.

Viúva do soldado Heleno, casou Enedina Maria da Conceição em 1925 com Severino Luiz dos Santos, filho do senhor Francisco José dos Santos e Idalina Maria da Conceição.

Para homenagear o ato heroico deste bravo soldado, a cidade de Belmonte possui em uma de suas principais artérias o seu nome: “RUA SOLDADO HELENO.”

https://www.facebook.com/valdirjose.nogueira 

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ORGULHO LATINO-BRASILEIRO

 Clerisvaldo B. Chagas, 27 de setembro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.969


Os dois faraônicos projetos brasileiros e latinos, estão muito mais acima da classificação comparativa. Quem imaginaria duas coisas como essas que estão para acontecer!? Uma estrada rodoviária que se inicia em São Paulo, no Oceano Atlântico (Porto de Santos), até o Oceano Pacífico, no Chile, portos de Antofogasta e Iquique. Rodovia esta que cortaria, no Brasil, os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, passando pelo sul do Pantanal. Deixando o Brasil, a rodovia penetra pelo Paraguai, Argentina e Chile, o seu destino final. Entre as distâncias divulgadas, está a de 3.320 km, entre ambos os oceanos. Cada país interessado em exportar pelo Atlântico ou pelo Pacífico, já se movimenta em relação a rodovia em seus respectivos países.

Brasil e Paraguai já estão perto do término de uma ponte trabalhada pelos dois lados. A expectativa é que que a obra total esteja pronta dentro de dois anos. A rodovia já tem apelido popular de “Corredor Bioceânico”, por sinal, um belo nome! Será que você é brasileiro, estudante ou não e nem sabia disso? A outra obra que será magnífica, é a segunda estrada que também ligará o Oceano Atlântico, no Brasil, ao Oceano Pacífico, no Peru. Aí, segue por outro roteiro com os mesmos objetivos, mas essa é uma ferrovia, também apelidada de “Ferrovia Bioceânica”. Seu roteiro no Brasil, é São Paulo (Porto de Santos) Mato Grosso, Rondônia, Acre, Bolívia, Peru (Porto de Ila), no Oceano Pacífico. A primeira está sendo aprontada, a segunda, trechos ainda discutidos.

Quando prontos, fomentarão o desenvolvimento do comércio da América do Sul com o resto do mundo, em muito menos tempo, muito mais competitivo e mais seguro. Pelo Atlântico facilitará as transações com Europa e África. Pelo Pacífico, fica viável o comércio com o Oeste dos Estado Unidos e o mundo asiático. O país que for invejoso, vai morrer de inveja dessas duas obras que estarão no topo das maiores do mundo. Não caberia em apenas uma crônica, a grandeza detalhada desses empreendimentos diretamente nos países participantes e indiretamente para todos os que fazem a América do Sul e Caribe o grande orgulho latino, exemplo para o mundo e coroação para o Sul-Global. Tenha orgulho do Brasil!

IMAGEM (PIXABAY).



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VENDE-SE UMA CASA

 Clerisvaldo B. Chagas, 26 de setembro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.968


Ouvindo agora o que foi o maior cantor do mundo, em minha opinião, Altemar Dutra, bateu-me um sentimento grande de saudade e comoção ao lembrar um episódio do passado. Junto a um companheiro, não lembro quem, fomos tomar uma cervejinha gelada no chamado serrote do Pelado, modernamente denominado Alto da Fé. Nesse monte, já urbanizado, havia uma casa suspeita com um bar defronte. Podia-se curtir a paisagem da parte norte de Santana do Ipanema enquanto se bebericava. Foi, então que vi chegar um carro com um casal – ainda hoje a subida de carro não é fácil – pediram uma cerveja e sentaram-se à mesa vizinha. Ele, já um senhor de meia idade, ela, uma senhora não tão bonita, mas com certo charme, em torno de 30 a 40 anos. Ela fumava, ele não.

Eu observava, disfarçadamente, aquele casal, cuja alegria da mulher com o foco no seu acompanhante era bem visível. Ele muito tranquilo, apenas mexia com as chaves do veículo. Descobrimos forçando uma aproximação, que o casal era de Arapiraca e estava fazendo um tour pelo Sertão. A mulher era divorciada e aquele cidadão era o seu novo amor. Ah! Só poderia ser. A senhora não cabia na saia de tanto contentamento. Só havia olhos para o companheiro que procurava disfarçar. Nesse momento ela pediu a música “Vende-se Uma Casa”, do compositor e cantor Jota Ribeiro, uma página brega de grande sucesso da época. O homem continuava tranquilo, falando pouco, mas a mulher ficou vermelha, emocionada, olhos injetados, mesmo assim não demonstrava nenhuma tristeza, só emoção com novo o idílio.

Eles disseram que ainda iriam percorrer várias cidades até voltar para a “Terra do Fumo”. Nunca tinha visto tanto felicidade brotando numa senhora. Deixamos o lugar quando o casal pediu uma saideira. Na cabeça ficou a impressão daquele encontro durante muito tempo. Pensei como poderia tirar proveito da ocasião para mim inusitada. E, lá adiante, eu escrevia um romance do ciclo do cangaço, quando precisei de cena semelhante. Fui mentalmente ao serrote Alto da Fé, dei novos nomes ao casal apaixonado, conduzi a dupla, para a época cangaceira e os transformei em personagens de um dos meus romances. O tempo nos revela cada coisa!

Vende-se uma casa!

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2023/09/vende-se-uma-casa-clerisvaldo-b.html

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segunda-feira, 25 de setembro de 2023

LIVRO

    Por Célia Maria Silva

Do maravilhoso livro: O Cangaceiro X O Padre, obra do grande escritor e amigo Bismarck Martins de Oliveira, veio a inspiração para a história em cordel pela Cordelista Célia Maria. Trata da última passagem de Antonio Silvino pela cidade de Pocinhos na Paraíba em 28 de novembro de 1914. 

Vale a pena adquirir pelo email: cellia2012@gmail.com

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LIVRO

    Por José Tavares de Araújo Neto 

Pedrinho de Pedrão, amigo desde a adolescência, ja naqueles tempos nos falava de Ulysses Liberato que ouvia de seu pai Pedrão Adonias, um apaixonado pelas histórias de cangaceiros.

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RUY MAURITI FALECEU E O NOSSO BLOG NÃO TOMOU CONHECIMENTO.

 Por Wikipédia

Rui Maurity de Paula Afonso, ou simplesmente Ruy Maurity (Paraíba do Sul12 de dezembro de 1949 ― Rio de Janeiro1 de abril de 2022) foi um compositor e cantor brasileiro.[1]

Biografia

Nasceu em 12 de dezembro de 1949, em Paraíba do Sul (Rio de Janeiro). Sua mãe foi a primeira violinista a integrar a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e seu irmão é o pianista Antonio Adolfo. Aprendeu sozinho a tocar violão.[2]

Em 1970, venceu o III Festival Universitário do Rio de Janeiro com a música "Dia cinco", que compôs junto com José Jorge. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP

"Este é Rui Maurity", pela gravadora Odeon.[1] Foi em 1971, que gravou um grande sucesso, "Serafim e seus Filhos", lançado no LP "Em busca do ouro". Três anos depois, lançou o disco "Safra 74", que teve algumas de suas músicas incluídas nas trilhas sonoras das novelas "Escalada" e "Fogo sobre Terra", da TV Globo.

Em 1976 e 1977, lançou, respectivamente, os LPs "Nem ouro nem prata" e "Ganga Brasil", que inclui a gravação do tema principal da novela "Dona Xepa", da TV Globo. Em 1978, gravou o disco "Bananeira mangará". Com o tempo foi caracterizando cada vez mais a sua carreira com os temas e músicas regionais. Na década de 1980, gravou os discos "Natureza" (1980) e "A viola no Peito" (1984).[3][2] Tem uma de suas músicas lembrada todo ano, no réveillon, "Marcas do que se foi".

Realizou, ainda, inúmeros shows em diversas cidades brasileiras. Em 1998, lançou o CD "De coração", distribuído atualmente pela Kuarup, no qual interpreta diversas parcerias com José Jorge.[2][3][4]

Referências

↑ Ir para:a b Ferreira, Mauro (1 de abril de 2022). «Ruy Maurity, cantor e compositor projetado na década de 1970, morre no Rio de Janeiro aos 72 anos»G1. Consultado em 8 de abril de 2022

↑ Ir para:a b c «Ruy Maurity»Dicionário Cravo Albin. Consultado em 8 de abril de 2022

↑ Ir para:a b Ferreira, Mauro (15 de abril de 2018). «Cantor de sucesso nos anos 1970, Ruy Maurity tem reeditado álbum de boa safra». G1. Consultado em 8 de abril de 2022

 Ferreira, Mauro (10 de março de 2019). «Ruy Maurity tem editados em CD os dois álbuns que fecharam o ciclo áureo do artista». G1. Consultado em 8 de abril de 2022.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ruy_Maurity

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JACÓ MORAIS, QUE FOI LOCUTOR DA RÁDIO DIFUSORA DE MOSSORÓ, E RESIDE EM BRASÍLIA, CONFIRMA A MINHA PASSAGEM NA EMISSORA.

 Por José Mendes Pereira

Fonte da foto: - https://www.facebook.com/photo?fbid=1827036870805713&set=a.100727920103292

Dos que estavam na Rádio Difusora de Mossoró, quando eu passei por lá, muitos já se foram, mas um radialista das melhores vozes que o rádio mossoroense já teve, é o Jacó Morais, e há muitos anos que ele reside em Brasília.

Em 2021, ele confirmou a minha passagem pela Difusora, e naquele período, ele e eu éramos jovens, e havíamos entrado na sociedade, ele na Difusora e eu na Editora. e que um ano ou um pouco mais, Dr. Paulo Gutemberg de Noronha Costa me colocou lá para o controle. Mesmo sendo estagiário da emissora, tive oportunidade de trabalhar lado a lado com alguns locutores, e inclusive o radialista da invejosa voz Jacó Morais. Tem uma voz assustadora.

Muitos anos eu não o vejo. Ele já trabalhou até no Japão como radialista. Não sei se a emissora transmitia em português.

Em 2010, Jacó Morais tentava resgatar a história do rádio mossoroense, através de um livro, mas eu não sei se ele fez o lançamento da sua obra.

Gostaria tanto Jacó Morais, de colocar o seu comentário sobre a minha passagem na rádio Difusora. mas infelizmente, ele desapareceu do facebook. Não mais o encontrei.

Parabéns Jacó Morais, pela linda profissão que você a abraçou e pelo seu aniversário!

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FELIZ ANIVERSÁRIO, JACÓ MORAIS!!! SETE PONTO SEIS.

Por Edvaldo Morais.

Um dos pioneiros da radiofonia mossoroense está de idade nova neste 25 de setembro. PARABÉNS, JACÓ!

Um pouco de sua trajetória:

Jacó Dantas de Morais - nasceu em Mossoró, no dia 25 de setembro/1947. Estudou no Grupo Escolar Cônego Estevam Dantas; Ginásio Modelo e Instituto de Educação. Trabalhou na Prefeitura Municipal durante seis anos e em duas das principais rádios locais: Tapuyo e Difusora, onde, além de locução, gravou prefixos, jingles e fez noticiários, como “Notícias da cidade” o então mais antigo e criterioso informativo radiofônico local, ao lado do famoso locutor da época Demilson Santos. Foi colocado no “ar” pelos então Diretores Canindé Alves e Genildo Miranda, ambos falecidos.

Cresceu ouvindo novelas de rádio locais, com o “cast” da rádio Difusora. Uma delas: “ O pecado de uma mulher”, protagonizada por José Maria Madrid, tendo no elenco: Ely Barreto Mendes, Genildo Miranda, Irismar Ribeiro, José Domingos, Milton Monte e Ivonete Paula. Ouviu também novelas da Rádio Jornal do Comércio de Recife, com o radioator Geraldo Liberal e Rádio Nacional do Rio de Janeiro, tendo Milton Rangel no papel principal de Jerônimo, o Herói do Sertão, além de “O Anjo”, dentre outras. Tudo isso o influenciou muito em escolher o rádio como carreira.

Em 1969, resolveu deixar Mossoró e seguir para Brasília/DF onde tinha irmãos estudando, pois o mercado de trabalho na época era mais promissor. Trabalhou nas rádios Nacional, Alvorada, Planalto, MEC, BSB Super FM e Independência, dentre outras, e nas empresas televisivas TV Globo canal 10 e TV Brasília canal 06, Rede Tupi-DF.

Em seguida, foi para Pequim, na República Popular da China, onde trabalhou nos anos de 1983 e 1984 na Rádio Internacional da China – Seção Brasileira, coordenando uma equipe de 18 colegas chineses. Nessa rádio gravou prefixos, crônicas noticiários etc.

Em 1995, recebeu um convite de um colega do ramo, Dermeval Pereira Lima, que residia havia 04 anos em Seul, Korea do Sul, para trabalhar na Rádio KBS daquela capital asiática. Referido convite não foi aceito por motivos de ordem pessoal, razão pela qual se viu obrigado a rejeitá-lo, embora agradecido ao colega radialista.

Apesar de ser apaixonado pelo rádio, guarda mágoa da poderosa Rede Globo de Televisão onde foi funcionário por aproximadamente 05 anos, pelo fato de não ter conseguido se transferir para a sede no Rio de Janeiro, onde pretendia cursar faculdade de Artes Cênicas e dublagens, já que na época a emissora patrocinava o referido curso. Jacó continuou insistindo a se transferir para Globo Rio, e chegou a pedir aos diretores da Globo DF, Srs. Guy Cunha de Oliveira e Edgardo Eriksen, porém nada conseguiu.

Há pouco mais de duas décadas se afastou do rádio. Atualmente, tem o Distrito Federal como seu porto seguro. Parabéns, nobre conterrâneo Jacó Morais por mais uma data natalícia!

ADENDO:

Grande Edvaldo Morais, me parece que Dr. Paulo Gutemberg de Noronha Costa também participava das novelas da Rádio Difusora, além de Terezinha que era secretária da sociedade, prestando o seu expediente na Editora Comercial, irmã de Raimundo Benjamim.

Radionovela é um tipo de drama radiofônico no formato de uma narrativa folhetinesca sonora, nascida da dramatização do gênero literário novela, produzida e divulgada em rádio, principalmente na América Latina. Na era de ouro do rádio, as radionovelas foram fundamentais para que a história do rádio brasileiro se configurasse. Elas estimularam a imaginação dos ouvintes (fundamentalmente mulheres, as senhoras e senhoritas que acompanhavam o enredo) e projetaram uma série de rádio-atores que, posteriormente, migraram para a televisão.

John Flynn e Virginia Moore em típica radionovela. - https://pt.wikipedia.org/wiki/Radionovela

Tive a honra de fazer controle para o nobre locutor/radialista de vozeirão Jacó Morais, que na época, nós éramos jovenzinhos. Ele trabalhava na Rádio Difusora, e eu na Editora Comercial S/A., que fazia parte da sociedade de cinemas. 

Quem me colocou no controle da emissora como estagiário, foi o próprio Dr. Paulo Gutemberg de Noronha Costa, que era um dos sócios da sociedade, no intuito que no futuro, eu ficasse trabalhando na rádio. Mas o meu desejo estava mais para o grande quebra-cabeça da editora. Demorei no máximo 3 meses, e resolvi ficar mesmo nos serviços gráficos. 

Tudo era feito manualmente, com instrumentos que faziam os sons, tempestades, chuvas, trovões no momento necessário, vamos exemplar: Os trovões eram feitos com papel laminado, que ao mexer sobre uma mesa, ou mesmo fazendo o movimento com as mãos, dava para se entender que tinha acontecido um trovão dentro do texto da novela.

Em relação a Jacó Morais, é uma grande referência radiofônica mossoroense. Grande amigo que foi para todos que com ele conviveram ali naquela empresa, inclusive eu, que tive o prazer de fazer controle para ele na Rádio Difusora de Mossoró. 

Parabéns, grande Jacó Morais! Que Deus te dê muitos e muitos anos de vida por onde estiver morando. Mossoró é a sua grande e querida mãe, e Brasília é a sua madrasta, que por muitos anos, tem lhe dado o seu berço para viver por aí.

José Mendes Pereira.

Se você quiser saber mais sobre Radionovelas, clique neste link: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Radionovela

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POETA DO ABSURDO

 Por José Cícero da Silva


Juro que eu vi agora mesmo.

Zé Limeira - o poeta do absurdo

com uma cabaça d'água sobre os ombros

Para lá e para cá.

E entre os seus dentes um calango e dentro do bolso levava um preá.

Ensinava um surdo mudo

a soletrar: Cascudo,

no meio da rima de um repente

junto a um burrego,

um pinto desmamado

uma rachanã e um carcará

correndo

sobre o braseiro do mato

com um balde de gelo, além de um tiú sem rabo,

num carvoeira de fogo,

um macaco recitando versos de Bilac

e um louro cantando chuá chuá.


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SINHÔ PEREIRA FOI ENTREVISTADO PELO SEU PARENTE LUIZ CONRADO DE LORENA E SÁ.

 Por José Mendes Pereira

Cangaceiro Sinhô Pereira, único patrão de Lampião no mundo do crime.

Um dos maiores e mais antigos cangaceiros do Nordeste do Brasil o Sinhô Pereira que em 1971, em uma visita à sua terra natal, Serra Talhada, no Estado de Pernambuco, concedeu uma entrevista ao seu parente Luiz Conrado de Lorena e Sá, e no momento falou sobre o seu passado. Na sequência, detalhou tudo sobre a sua vida após o abandono ao cangaço no ano de 1922. Também fez comentários sobre a sua amizade com os Ferreiras Lampião, Antônio e Livino. A sua história está envolvida em vinganças,  sofrimentos e além do mais, muito sangue derramado em sua terra natal.

Luiz Conrado de Lorena e Sá fez as perguntas que seguem a Sebastião Pereira da Silva o Sinhô Pereira, primeiro e único patrão de crime de Virgolino Ferreira da Silva o capitão Lampião.

Lorena - Qual seu dia de maior alegria?

Respondeu o Sinhô Pereira: 

- Chegar à Serra Talhada 50 anos depois e ser recebido por todos os parentes com carinho que me dispensaram. Foi na verdade motivo de muita alegria.

Luiz Conrado de Lorena e Sá 

Luiz Conrado de Lorena e Sá perguntou-lhe:

- Qual seu dia de maior tristeza?

E o Sinhô Pereira respondeu-lhe:

- Estando eu em Lagoa Grande, distrito de Presidente Olegário no Estado de Minas Gerais, recebi a noticia do falecimento de Luiz Padre (primo dele) em Anápolis, Goiás. Nem ao sepultamento compareci.

Cangaceiro Luiz Padre, primo do Sinhô Pereira

A gente sabe que o Sinhô Pereira e Luiz Padre eram primos legítimos, mas pareciam mais para dois irmãos do que para primos. Luiz Padre tinha um respeito pelo Sinhô Pereira, igualmente o Sinhô Pereira pelo Luiz Padre.

Olhando para o tamanho do ex-cangaceiro Sinhô Pereira quem não teria medo desta fera humana? Sou admirador do Sinhô Pereira e do Luiz Padre.

Se você quiser ler a entrevista completa que o Sinhô Pereira cedeu ao seu parente Luiz Conrado aqui está o link que deverá ser clicado para este fim.


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O MAIOR ASSALTO DA HISTÓRIA DO CANGAÇO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=V3tD0vRIXuA&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Uma ação patrocinada pelo major José Inácio do Barro, Ceará, e orquestrada pelo cangaceiro paraibano Ulisses Liberato, que resultou no maior e mais lucrativo assalto de toda a história do cangaço, segundo fontes da época e historiadores especializados no tema. O assalto à fazenda Dois Riachos no município paraibano de Catolé do Rocha de propriedade do potentado coronel Valdevino Lobo Maia foi uma ação cangaceira ousada que teve como integrantes cangaceiros renomados e respeitados a exemplo de Sinhô Pereira e Lampião e seus irmãos Antônio e Livino Ferreira. Uma história que todos devem conhecer. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Colaborem com o crescimento e com as melhorias do canal. Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacologia   INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações. Forte abraço! Atenciosamente: Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia, Cangaceirismo e cultura nordestina e Arquivo Nordeste.

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A FURNA E O FIM DO CANGACEIRO MEIA-NOITE I.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=H5pAv9D8L78&t=1217s&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Para finalizar a série de vídeos a respeito da biografia do famoso cangaceiro Meia-Noite I (Antônio Augusto Feitosa / Antônio Bagaço), mostraremos a furna onde o cangaceiro se escondeu após ter conseguido furar o cerco policial no Sítio Tataíra (São José de Princesa - Paraíba) e onde posteriormente foi morto e enterrado. Uma história sangrenta envolvendo um dos personagens mais valentes e destemidos de todo o ciclo do cangaço. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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CASA DE ELÓI, QUEIMADA POR VIRGULINO

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=l_5YNkpT1AQ&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @aderbalnogueiracangaco   - Casa de Elói Jurubeba - Casa das moças velhas - Serra do Pico Para ajudar na reconstrução da casa do Poço do Negro faça sua doação pelo Pix (87)981201786 Identifique sua contribuição com o nome "Poço do Negro". Link desse vídeo:    • Casa de Elói, queimada por Virgulino 

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