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terça-feira, 5 de março de 2019

CORONEL CHICO HERÁCLIO

Por Maria do Carmo Andrade

Francisco Heráclio do Rêgo, filho de João Heráclio Rêgo (Pai Laquinho) e Josefa Duarte do Rêgo (Mãe Zefinha) nasceu no dia 3 de outubro de 1885, no município de Bom Jardim, Pernambuco.

Teve onze irmãos: Basílio, Antonio, Jerônimo, José, Maria (conhecida por Mã), Josefa (conhecida por Josefina), Isaura, Josefa (chamada de Finha para distinguir da outra Josefa), Amália, Dorotéia e outra Maria.

Francisco nasceu na propriedade do velho Joca da Salina, seu avô. Posteriormente seus pais se estabeleceram na Fazenda Vertentes, no mesmo município de Bom Jardim, onde permaneceram até o final da vida, ficando este local conhecido como “Vertentes do Heráclio”.

Os pais de Francisco, com sacrifício colocaram todos os filhos, para estudar no Recife, com exceção de Basílio que já havia casado. As filhas estudaram internas no Colégio das Damas da Irmandade Cristã, aprenderam a tocar piano e concluíram o curso pedagógico; Antonio e José concluíram o curso secundário no Recife e se formaram em Medicina no Rio de Janeiro; Jerônimo concluiu o equivalente ao curso científico e abandonou os estudos e Chico mal fez o curso primário e voltou para junto dos pais.

Acostumado com a vida do campo, não se adaptou à vida da cidade grande. Pegou a maxambomba (trem) e voltou para a Fazenda Vertentes, onde se tornou o braço direito do pai.

Para poupar seu pai, Chico ia sempre a Limoeiro fazer as compras a cavalo. Numa dessas viagens, na volta, parou em Bom Jardim e deparou-se com um homem que estava vendendo, por baixo preço, doze garrotes magros. Como não tinha dinheiro, providenciou um empréstimo com Silvio Mota, velho conhecido de seu pai, residente em Bom Jardim.

Quando chegou na Fazenda Vertentes trazendo os animais magros, o pai quis saber de quem era aquela boiada e ele contou os detalhes do seu empreendimento. Três meses depois, os animais já bem nutridos foram vendidos por mais de três vezes do valor comprado. Chico pagou o empréstimo a Silvio Mota e daí em diante não faltou mais dinheiro em seu bolso.

Francisco Heráclio do Rêgo casou três vezes. A primeira, com D. Maria Miguel, no religioso (na época não havia união com efeito civil) que logo morreu e não lhe deixou filhos. A segunda, com D. Virgínia, com quem casou na igreja e posteriormente no civil, dando-lhe quatro filhos: Heráclio Moraes do Rêgo, Francisco de Moraes Heráclio, Luiz (que morreu ainda jovem) e José de Moraes Heráclio. O terceiro casamento, só no religioso, foi com D. Consuelo, que lhe deu um filho – Francisco Heráclio do Rêgo Filho.

Fora estes, Francisco Heráclio do Rêgo ainda teve mais sete filhos fora do casamento: Josefa (Lulito), Walter, José Francisco (Zé Pequeno), Severina, Gerson Alexandre, Reginaldo (Pequeno) e Reginaldo (Meninão). A todos estes foi reconhecida a paternidade, para efeito de habilitação no inventário.

Estava com 18 anos quando durante suas viagens para Limoeiro conheceu a jovem Maria Miguel por quem se apaixonou e casou, porém a mulher adoeceu de febre amarela e morreu ainda na lua-de-mel. Chico ficou muito deprimido e voltou para Vertentes do Heráclio. O pai, para animá-lo, presenteou-o com uma vaca leiteira que, com os cuidados de Chico, logo aumentou a produção de leite e, conseqüentemente, a de queijo e de manteiga.

Quando chegou o inverno de 1907, Chico Heráclio decidiu voltar para Limoeiro. Levou consigo Manoel Mariano (seu fiel ajudante), duas vacas e algum dinheiro no bolso. Chegando no Cumbe, arrendou um roçado do Dr. Severino Pinheiro, que era um político de prestígio, rico fazendeiro e poderoso comerciante de Limoeiro.

O ano foi bom para Francisco. Choveu quando necessário e fez sol na época certa, possibilitando a colheita de milho, feijão, fava e algodão em abundância. Durante as entressafras, ele saía a cavalo pelos engenhos da redondeza, comprando e vendendo gado, cavalos, burros e, principalmente, ferro-velho, tachos, caldeiras, tubulações, maquinário imprestável.

Francisco tinha um primo, Pompílio, que participava de alguns de seus negócios, emprestando dinheiro e apresentando-o aos senhores de engenho de Nazaré, Aliança, Carpina e Vale do Sirigi, garantindo por ele e arranjando-lhe bons negócios, muito contribuindo para sua ascensão social.

Por outro lado, o homem forte de Limoeiro, Dr. Pinheiro, dava total cobertura a Francisco na região mais agreste, junto a fazendeiros e comerciantes. Já se comentava àquela altura, nas altas rodas da Capital, da existência de Chico Heráclio.

Chico sempre vinha ao Recife vender o ferro-velho aos atacadistas. A sucata era transportada de trem e o carrego era efetuado nas estações de Carpina e Limoeiro. Eram os tempos da Great Western. Na capital, sempre almoçava com Pompílio e outros comerciantes de prestígio, no Restaurante Leite.

Durante sua viuvez, quando estava na Fazenda Vertentes em companhia dos pais, Chico Heráclio se absteve de aventuras amorosas, em respeito à memória de Maria Miguel. Porém, quando voltou a Limoeiro começou a ter relacionamentos e conquistas amorosas. Nas suas andanças pelos engenhos de Nazaré da Mata, Chico Heráclio conheceu Virgínia, moça fina e recatada, filha dos proprietários do Engenho Pagi e sobrinha de Herculano Bandeira, então Governador de Pernambuco.

Francisco Heráclio do Rêgo casou pela segunda vez, em 1911, com D. Virgínia Moraes. Na cerimônia esteve presente a alta sociedade pernambucana, inclusive o Governador, padrinho da noiva. O casal fixou residência em Limoeiro, num pequeno sítio que Chico Heráclio tinha adquirido no Cumbe.

D. Virgínia, chamada de D. Santa, era mãe extraordinária e uma esposa dedicada, o que muito contribuiu para a escalada do marido ao poder.

Por essa época, seu irmão Jerônimo adquiriu uma propriedade ao lado de Francisco, em Campo Grande. Os irmãos já possuíam fama de valentes, o que aumentou ainda mais com essa proximidade.

Francisco Heráclio começou a fazer política apoiado por Dr. Severino Pinheiro, que havia sido eleito senador por Pernambuco. Jerônimo Heráclio também tornou-se político em Surubim e Vertentosa.

Na década de 1920, o mundo passava por uma grave crise financeira. Para Chico, entretanto, não houve crise. Adquiriu por 90 contos de réis a patente de Coronel da Guarda Nacional. Jerônimo Heráclio comprou a de Capitão, mas era chamado também de Coronel.

Em 1922, foi eleito Prefeito de Limoeiro, apoiado por Dr. Severino Pinheiro e por Estácio Coimbra, que seria eleito Governador de Pernambuco em 1926, ficando à frente da administração do estado até 1930.

Em 1924, Chico Heráclio comprou a Fazenda Varjadas, que lhe valeu o título de “Leão das Varjadas”. Comprou também os Engenhos São Roque e Santa Cruz.

Em 1930, o presidente da nação era Washington Luiz, que lançou como candidato à sua sucessão Júlio Prestes. Houve o pleito, Júlio Prestes ganhou, mas a oposição alegou fraude nas eleições. A confusão começou e a agitação tomou conta do País. A situação piorou quando, em julho, o candidato a Vice-Presidência, João Pessoa, foi assassinado.

Em outubro eclodiu o movimento armado que depôs o Presidente Washinton Luiz. O chefe do movimento vitorioso foi Getúlio Vargas, que havia perdido nas urnas, mas ganhou pelas armas o poder, passando a chefiar a nação até 1934, sem que houvesse uma Constituição.

Foram nomeados interventores para os estados. Para Pernambuco foi nomeado Carlos de Lima Cavalcanti, que começou a perseguir os partidários do presidente deposto. Dr. Pinheiro, em Limoeiro, começou a sentir os efeitos dos atos do Interventor. Chico Heráclio, na qualidade de braço direito dele, também foi pressionado.

Com a doença do líder político de Limoeiro, Chico Heráclio assumiu o comando e enfrentou Carlos de Lima. Foi um período difícil.

Quando entrou em vigor a Segunda Constituição da República, promulgada nesse mesmo ano de 1934, a situação melhorou para o lado do Coronel Chico Heráclio.

Em novembro de 1937, Vargas revogou a Constituição e declarou a Carta do Estado Novo. Em Pernambuco Carlos de Lima Cavalcanti foi substituído por Agamenon Magalhães.

Chico Heráclio continuava sem poder, embora durante todo aquele período tivesse somado cada vez mais prestígio junto aos limoeirenses e habitantes de municípios vizinhos. Osvaldo Lima, compadre de Chico Heráclio e amigo pessoal de Agamenon, era quem interferia pelo Coronel, dando boas referências do compadre e amenizando algumas situações.

Para o período pós-Estado Novo, começaram a ser definidos os chefes políticos dos municípios pernambucanos. Com a saída de Getúlio Vargas, em outubro de 1945, Dr. José Linhares ocupou a presidência; Agamenon Magalhães saiu da Interventoria em Pernambuco e para seu lugar foi escolhido Etelvino Lins, depois substituído pelo Dr. José Neves Filho; José Linhares presidiu as eleições para eleger os Deputados Estaduais e Federais, os Senadores e o Presidente da República, que aconteceram em dezembro de 1945.

Chico Heráclio aproveitou o prestígio que desfrutava naquele momento e lançou seu filho mais velho Heráclio, como candidato a Deputado Estadual e, a pedido do seu amigo Professor Antônio Vilaça, apoiou Costa Porto para Deputado Federal, fazendo dobradinha com o filho. Ambos foram eleitos.

Com a redemocratização houve dissidência política na família Heráclio. Chico Heráclio filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD) e Jerônimo Heráclio a União Democrática Nacional (UDN). Em Limoeiro, os Arruda, que faziam oposição a Chico Heráclio, se filiaram a UDN e passaram a ser companheiros do partido de Jerônimo Heráclio.

Os coronéis tinham muito poder, os currais eleitorais eram fechados. A oposição ao PSD ganhava na capital, mas a diferença era tirada quando as urnas do interior eram apuradas.

Foi na década de 1940 que Francisco Heráclio do Rêgo consolidou seu prestígio e prosperidade. Cercou-se de pessoas inteligentes e de prestígio, passou a se relacionar com mais assiduidade com os homens que detinham o poder em Pernambuco.

Por outro lado, o patrimônio de Chico aumentou muito, comprou as Fazendas Carié (1941), Serrinha e Grande (1942), Areias, Baixa Verde, Escuro eSanbra, onde residia e perto de Cumarú comprou a fazenda Viração. Seu rebanho era formado por mais de 10.000 cabeças de gado. Na política, elegeu deputado o filho mais velho, e um outro filho, prefeito, em 1947.

Era o caminho para o apogeu de sua vida, em prestígio, dinheiro e poder, que se estendeu do início da década de 1950,até 1960.

D. Virgínia Heráclio morreu em 8 de março de 1949. Ao seu enterro compareceram as mais altas autoridades do Estado. Em 1950, morreu Jerônimo Heráclio. Foram duas perdas lamentáveis para o Coronel.

Durante sua viuvez, Chico Heráclio atingiu o ápice do seu prestígio. O ponto culminante foi o brinde com Agamenon Magalhães em 8 de abril de 1951, quando da inauguração da água encanada em Limoeiro.

Chico continuou em evidência por mais dez anos, quando então sua vida começou a declinar.

Depois de dois anos da morte de D. Virgínia, Chico Heráclio casou-se, em cerimônia religiosa simples, com D. Consuelo Salva, uma viúva de 27 anos de idade, mãe de dois filhos do casamento com Severino Salva.
O casamento não deu certo e D. Consuelo saiu de casa levando o filho Francisco, com então quatro anos de idade, o que foi motivo de muitos desentendimentos dela com o Coronel.

Chico Heráclio tinha muitos votos e muito prestígio, conseqüentemente podia prejudicar e ajudar muita gente com sua influência. Além de tudo, era muito rico, podendo acionar os mecanismos legais e arbitrários para atingir seus objetivos.

Possuía grande presença de espírito, raciocínio rápido e uma resposta na “ponta da língua” para cada situação. Era um homem determinado e de coragem. Nunca deixou de cumprir o prometido.

Francisco Heráclio do ego, coronel Chico Heráclio, o Leão das Varjadas, morreu no dia 17 de dezembro de 1974, com 89 anos de idade.

Diabético, semiparalítico, com problemas no coração, não tremeu nem chorou, nem na hora final.

Fonte: Fundação Joaquim Nabuco

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Adquiri no acervo do José João Sousa

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CARNAVAL


Por Francisco de Paula Melo Aguiar

É a festa de todas as classes
Do rico e do pobre sem preconceito
Do povo de todas as idades
Do letrado e iletrado de qualquer jeito.

É a história maior da festa profana
Com origem epistemológica na Antiguidade
Antes do Calvário da Era Cristiana
Enredo do bem e do mal, adversidade.

A sua historicidade começa na Epitania
Do dia de Reis e termina na quarta-feira de cinzas
Inicio da Quaresma, festejos populares, tirania
Aí acontece a troca de sexos e ranzinzas.

Período caracterizado pela liberdade de ação
E do movimento de todas as classes sociais
Ritos e costumes pagãos, haja expressão
Festejos de etnias racionais e irracionais.

Bailes, batucadas, desfiles, folguedos
Por analogia ao passado entrudo
É a alegria coletiva de todos guetos
A folia da explosão bom linguarudo.

É a festa do prazer carnal e do vale tudo
Das piadas, elogios, provocações e destemperos
Sem rito da literatura musical, aqui vale tudo
Da gritaria, alegria do povo, desesperos.

A liberdade de momo, carnaval
Loucura! Extrapola até os umbrais sexuais
Liberta a ideologia do bem e do mal
Do Jardim do Éden, nossos ancestrais.

Enviado pelo autor

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segunda-feira, 4 de março de 2019

FALECEU NA MADRUGADA DE HOJE, O VAQUEIRO DA HISTÓRIA PAULO GASTÃO. QUE DEUS O TENHA NOS BRAÇOS.

Por Orildes Holanda

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HOMENAGEM AO MESTRE PAULO GASTÃO


Por Jairo Luiz Oliveira
Foto : Raniere Deivisson

Homenagem que fizemos em 2017 ao querido mestre Paulo Medeiros Gastão. Era a última , mas para nós era mais uma. Grande mestre, grande amigo vá em paz. 

Na foto eu, Prefeita Maristela Sena Dias e o grande mestre. 

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SOBRE AMIZADES E FALSAS AMIZADES


*Rangel Alves da Costa


Muita gente há que proclama a amizade no mais elevado do mais elevado pedestal. E diz que quem tem um amigo tem tudo. De certa forma sim. Mas também não. A amizade é faca de dois gumes que pode servir ao bem e igualmente ferir de sangrar. Que ninguém imagine ser a amizade a certeza de ser para o outro aquilo que imaginaria que fosse.
Ora, quem deveria ser mais amigo que aqueles do seio familiar, da parentela, dos laços afetivos mais aproximados. Mas os exemplos demonstram que as falsidades e as traições começam onde deveria haver harmonia. Então, se não pode sequer ter um familiar como verdadeiro amigo, mais a quem terá de devotar fidelidade?
Não é questão fácil de ser entendida, há que se reconhecer. Contudo, inegável que muita gente prostrou-se ao sofrimento exatamente pela deslealdade de um suposto amigo. Ademais, se a própria pessoa nem sempre é amiga de si mesmo, pois uma parte sua age contrariamente ao que a outra parte pede que não faça, então confiar no outro que é sempre um desconhecido?
A amizade se mantém, não se detém. Mas só se consegue manter amizade quem também sabe manter uma necessária distância do amigo. Amizade em demasia acaba provocando expectativas que nenhum amigo poderá sempre retribuir. E na falta da sempre esperada retribuição, logo o desgaste e o distanciamento.
Erroneamente, pessoas confundem amizade com cumplicidade, com confessionário, com revelações de toda a sua vida e todo o seu viver. Nem sempre confiam em familiares ou em pessoas de mais idade que estejam aptas a ouvir e aconselhar, mas tudo revelam às amizades, principalmente àquelas mais recentes. Ora, as recentes amizades mais parecem descidas do céu. Um erro. Um grande erro.
Amizade não se contenta em apenas fofocar, em revelar segredos amorosos, em dar as mãos para farras, bebidas, noitadas. Pessoas assim até se tornam íntimas, mas não amigas. Isso ocorre muito nas novas amizades. E amizades novas geralmente surgem entre pessoas que não tinham proximidade, pouco se falavam, pouco se conheciam. E por que, de repente, essa pessoa se torna a pessoa mais acreditada no mundo?
Logicamente que mais um erro no que se tem por amizade. Na verdade, determinadas amizades surgem como entrega absoluta entre pessoas praticamente desconhecidas. E se já conhecia, por que não nutriu amizade? É algo surgido como fantasia, como encantamento, como verdadeira magia. E logo será dito que Deus no céu e a amiga na terra. Uma pessoa conhecida de poucos dias e já tornada a mais importante do mundo. E não raro que logo vem o coice e a queda.
Toda amizade vai sendo construída no tempo e mantida na confiança. Não existe amizade de momento. O amigo sempre é, sempre está, sempre permanece. Por isso mesmo que é fácil perceber o que motiva uma amizade duradoura. As pessoas não se traem por que se confiam, as pessoas não se usam por que se respeitam, as pessoas já se conhecem de tal modo que cada uma conhece muito bem os limites.
Não é necessário que a todo instante a amizade vá sendo demonstrada. Ótimas amizades existem que até pouco se encontram, pouco se falam, mas cuja força é percebida em determinados e difíceis momentos da vida. O bom amigo chega na hora da necessidade, da precisão. Mas a amizade nutrida na intimidade não tem esse compromisso. A intimidade apenas busca um proveito pessoal, de segredos e revelações, mas não de estender a mão e até fazer sacrifícios quando o outro necessitar.
A amizade nutrida apenas na intimidade é de fragilidade tamanha que amanhã poderá se tornar em inimizade de fogo a sangue. Por quê? Ora, pelas fofocas, pelas conversinhas, pelas revelações, pelas traições. E bem feito que assim aconteça. Há gente que prefere acreditar no desconhecido a ter confiança naquele que sempre esteve ao lado, que já conhece seus atributos de caráter e honra.
Tudo pode acontecer. Pessoas existem que não são amigas nem de si mesmas. E estas não servem para fazer amizade com absolutamente ninguém. Contudo, não é fácil perceber. Resta ler as muitas ou poucas páginas de sua história e observar se prefere andar com lobos ou cordeiros.

Escritor
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POR ANA LUCIA PROFESSORA

Antonio Vilela, Paulo Gastão e Ana Lúcia

Eu geralmente sou uma pessoa muito discreta no sentido de postagens, mas dessa vez não me contive em mostrar um momento em que participamos de um Cariri cangaço. 

Nesta foto está Vilela, eu e meu querido e saudoso Paulo Gastão, que como meu amado Alcino, está deixando muitas saudades. 

Vá em paz, meu amigo! Deus está te esperando de braços abertos juntamente com Alcino.

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BLOGDOMENDESEMENDES - 
AMIGOS DE PAULO MEDEIROS GASTÃO












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O ADEUS AO ESCRITOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO, PAULO MEDEIROS GASTÃO.

Por Geraldo Antônio de Souza Júnior


É com enorme pesar que trago a triste notícia sobre o falecimento do escritor e pesquisador do cangaço, Paulo Medeiros Gastão.

Obstinado pela cultura nordestina e especialmente pela história do cangaço, Paulo Gastão durante anos vasculhou os sertões do Nordeste resgatando e documentando parte da história da saga cangaceira. No decorrer de sua vida escreveu vários livros sobre o assunto e foi um dos principais incentivadores e divulgadores do fenômeno cangaço e suas raízes.

Foi um dos fundadores da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e a meu ver um dos maiores representantes da referida entidade.

Paulo Gastão nos deixou nessa madrugada (04/03/2019) na cidade de Mossoró no estado do Rio Grande do Norte e aproveito para agradecer ao pela dedicação e pelo serviço prestado no decorrer de sua vida em torno do resgate e preservação de grande parte da história cangaceira. Deixa seu exemplo e seu legado as futuras gerações.

O velório acontecerá a partir das onze horas na Capela de Santa Terezinha (Praça dos Hospitais) e o sepultamento ocorrerá hoje (04/03/2019) as 16:00 horas no Cemitério São Sebastião na cidade de Mossoró/RN, onde residia.

Segue em paz.
Aos familiares minhas sinceras condolências.

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NOTA DE PESAR!


Por Benedito Vasconcelos Mendes
Paulo Medeiros gastão era bioquímico, professor, escritor, fundador da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.  

A Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço-SBEC, consternada com a morte do seu idealizador e fundador, Paulo Medeiros Gastão, vem a público externar, aos familiares, confrades e confreiras deste sodalício e ao público em geral, sua profunda tristeza pela irreparável perda de seu maior benfeitor. 


Mossoró e o Nordeste perderam hoje um dos maiores incentivadores da cultura regional, tendo sido o pioneiro na divulgação do tema Cangaço, pois, além de ter sido o idealizador e fundador da SBEC, ele foi o primeiro brasileiro a divulgar a importância cultural dos estudos sobre o Cangaço. 

Visando incentivar os brasileiros, especialmente os nordestinos, da importância histórica do Cangaço para a região semiárida nordestina, Paulo Gastão percorreu por diversas vezes os sertões, que foram palcos da ação cangaceira, levando sua palavra incentivadora sobre a necessidade de se estudar, de maneira mais profunda, este tema da cultura regional.

Benedito Vasconcelos Mendes 
Presidente

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ACABOU O SILÊNCIO NO CÉU QUANDO CHEGOU PAULO GASTÃO POR LÁ!


Por Juliana Pereira
Paulo Gastão e Juliana Pereira pesquisadora do cangaço

Acabou o silêncio no céu!!! Acabou de chegar por lá o cabra mais falante do mundo. Nessa hora "merminha" já deve está enchendo São Pedro de perguntas e explicando detalhadamente os ocorridos aqui da terra. 

Paulo gastão e Juliana Pereira

Mestre Paulo, mande vê por aí! Continue no caminho da luz, da curiosidade, do crescimento, da evolução e d

Juliana Pereira, Alcino Alves e Paulo Gastão

Deixastes um importante legado para cultura e para história, sobretudo, nordestina. Ah! Dê um abraço bem apertado em Alcino por mim, tenho certeza que logo vc o encontrará. 

Um abraço fraterno mestre! Vá em paz!

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A PASSAGEM DE PAULO GASTÃO


Por Archimedes Marques
Dr. Archimedes é o 3º da esquerda para a direita e é escritor e pesquisador do cangaço.

Querido amigo Paulo Medeiros Gastão:

A sua terrena morada que nesse triste dia de 04 de março de 2019 finda, foi singela, pura e por demais proveitosa, pois deixou alimento para o espírito, amizade, carinho, afeto e amor em todas as pessoas que o conheceram. 

Dr. Paulo Gastão e a escritora Elane Marques.

Os olhos daqueles que o cercaram, os nossos olhos são testemunhas oculares dessa visão. Nossos corações são testemunhas pulsativas dessa arritmia. Nossos cérebros são testemunhas conscientes dessa razão. Nossos sentimentos são testemunhas intelectivas dessa sensação. Nossos juízos são capazes de decretar essa sentença em plena e absoluta justiça. 

Ingrid Rebouças, Paulo gastão e Elane Marques.

Nossas palavras apenas tentam comprovar que não morre aquela pessoa que nas outras vive. O que é bom é eterno e ao invés de apenas passar termina ficando imortalizado. 

Da amizade sempre bem regada e adubada você plantou e colheu uma legião de amigos que para sempre guardarão a sua memória, pois sendo uma pessoa abençoada pelo Criador continuará na saudade irradiando luz, irradiando satisfação, irradiando paz, irradiando harmonia, irradiando amor...

Rogando que o seu exemplo e legado de vida ensinem os bons a ser melhores.

Seus amigos Conselheiros do Cariri Cangaço, Archimedes e Elane Marques.

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A PARTIDA DE GASTÃO


Por Sálvio Siqueira


NOTA DE PESAR PELA MORTE DO PESQUISADOR PAULO GASTÃO.

É COM BASTANTE PESAR QUE RETRANSMITIMOS A NOTÍCIA DO FALECIMENTO DO PESQUISADOR PAULO GASTÃO.

Gatão fez sua “viagem” hoje, nessa manhã nublada do dia 4 de março de 2019.

Em nome de todos aqueles que fazem o grupo “Oficio das Espingardas”, deixamos nossas mais sinceras condolências à família e amigos por esta inestimável perda.

Grupo de Estudos Ofício das Espingardas 

administradores

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DR. PAULO MEDEIROS GASTÃO FOI AO ENCONTRO DO SENHOR HOJE PELA MADRUGADA.

Por José Mendes Pereira
Cineasta Aderbal Nogueira, Paulo Gastão e José Mendes Pereira. A foto foi feita por Maristela Mafuz esposa do Aderbal Nogueira no Hotel Thermas de Mossoró em maio de 2011.

Recebi informação não muito agradável que o professor, escritor, pesquisador do cangaço e fundador da "SBEC" - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Dr. Paulo Medeiros Gastão viajou para a casa do Senhor hoje pela madrugada.

Aqui vai o meu abraço 
de conforto e solidariedade aos seus familiares e amigos que durante muitos anos mantiveram boas amizades.


Conheci-o pela primeira vez em seu apartamento em frente à Estação das Artes em Mossoró, momento em que à noite eu fui lhe entregar um livro que eu havia trazido de Natal de autoria do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros, para ser entregue a ele em mãos. 


E a partir dessa noite ficamos amigos e sempre ele me ligava para conversarmos um pouco sobre cangaço em sua residência. Só que não deu tempo a gente ir conhecer Canudos na estrada de Governador Dix-sept Rosado. Sempre falávamos, mas não deu tempo para que isso acontecesse.

Algumas vezes fui convidado por ele para conhecer Canudos do Antonio Concelheiros no Estado da Bahia, e eu o dizia que não estava com condições. Ele me falava: "Dinheiro ninguém leva quando partir. Tem que gastá-lo com estas viagens, isto é o que aproveitamos na vida". - https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Conselheiro

Dr Paulo Medeiros Gastão deixou um belo trabalho sobre vários temas para as gerações de hoje e para as futuras gerações.

Vá com Deus professor e escritor Paulo Medeiros Gastão, porque ele lá está te esperando de braços abertos.

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