O banditismo
no sertão nordestino a partir dos anos 20 cresceu de forma assustadora. A
grande seca de 1919 que devastou a região, reduziu as populações a uma indescritível penúria. Os assaltos a mão armada se sucediam num crescendo,
tanto nas estradas quanto nas fazendas e vilarejos.
O bando dos
Marcelinos ilustra a história do cangaço nos sertões do Cariri, através de sua
vivência e atuação nesta região.
Família
humilde procedentes de Pernambuco, do sítio dos Moreiras, atual Moreilândia. Os
irmãos João, Manoel e Raimundo dedicaram boa parte da vida trabalhando em
fazendas como agricultores e vaqueiros.
A desgraça
começou em meados de 1923 quando o irmão mais velho João é repreendido por Ioiô
Peixoto, chefe de polícia, na feira de Serrita(PE). No momento que é desarmado
de sua faca em público e diante de tamanha humilhação, jura vingança. Comunica
os seus irmãos do fato e decidem surrar o policial. Ioiô enfurecido, contrata
um pistoleiro bastante afamado na região para dar cabo dos Marcelinos. Cientes
do perigo, eles abandonam o trabalho nas fazendas, vendem os seus bens e
compram armamentos. Para consumar a vingança, fuzilam Ioiô Peixoto. A partir
desse momento, ingressam na vida do crime.
Os Marcelinos
ganham fama de perigosos, saqueiam, matam. Tudo isso acontecia em grande parte
com o apoio de muitos coronéis da região do Cariri que os escondiam e
encomendavam serviços. Os cangaceiros atuavam principalmente na ligação dos
municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.
A fama vai se
espalhando, transpõe divisas e se alastra nos estados vizinhos. Respeitados,
viram também aliados de Lampião em diversas ações, inclusive no ataque a cidade
paraibana de Cajazeiras e na tentativa de ataque a Mossoró, no Rio Grande do
Norte. Por sua agilidade e destreza com as armas, Manoel recebe a alcunha de
Bom Deveras.
Tempos depois
o grupo decide não seguir mais Lampião e continua a praticar crimes na região
do Cariri.
O fim do bando
dos Marcelinos se dá com a morte de Manoel(Bom de Veras) pela volante, no Sítio
Minador, na casa de Raimundo Alexandre. Tempos depois foi morto João(Vinte e
Dois), o mais velho, na Chapada do Araripe. João entra morto na cidade de
Barbalha, pendurado num pau, com o seu cabelo arrastando pelo chão, como troféu,
pelos policiais.
Raimundo(Lua
Branca) ferido e os demais cabras que ainda estavam com Vinte e Dois, foram
capturados e levados a cadeia pública de Barbalha: João Gomes, Joaquim Gomes,
Pedro Miranda e Manoel Toalha.
Na manhã de 05
de janeiro de 1928, com o pretexto de transportar os presos até a capital
Fortaleza, o sargento José Antônio e seus soldados, conduziram os detentos para
o sítio Alto do Leitão, localizado junto a velha estrada entre Barbalha e
Crato. No local, obrigaram os presos cavarem suas próprias sepulturas. O
desespero e a coragem do grupo acabou tornando a chacina ainda mais dramática:
Não satisfeitos, fuzilaram um a um, sem piedade. Até o último cair na cova
mortuária.
Covardia,
vingança, lei..
O Massacre do
Alto do Leitão foi sem dúvidas um dos mais marcantes e trágicos episódios do
cangaço em terras cearenses.
REFERÊNCIAS:
SANTOS, Vilma
Maciel Lira dos. Os fuzilados do Leitão: uma revisão histórica. Juazeiro do
Norte: HB, 2001.
MELLO,
Frederico Pernambucano de. Guerreiros do sol: violência e banditismo no
Nordeste do Brasil. 2.ed. São Paulo: A Girafa, 2004.
PEIXOTO
JUNIOR, José. Bom Deveras e seus irmãos. 2.ed. Goiânia: Kelps, 2009.
Uma festa de
arromba promovida pelo Humaytá Futebol Clube fazia ferver a sociedade de
Mossoró naquela noite do 12 de junho de 1927, véspera do dia de Santo Antônio.
Foi quando começou a correr a notícia de que Virgulino Ferreira, o temido
cangaceiro Lampião, se aproximava da cidade.
Horas antes,
ele e seu bando tinham atacado a vizinha vila de São Sebastião (atual município
de Governador Dix-Sept Rosado). Em poucos momentos, todo o rigor daquele baile
- que exigia branco para os cavalheiros e azul e branco para as damas - amarfanhou-se
e perdeu graça, abalando o momento de glamour ostentado pela elite do sertão.
Mossoró era
uma das mais prósperas cidades do Rio Grande do Norte. O coronel Rodolfo
Fernandes, o prefeito, já havia alertado, nos últimos dias, sobre o perigo do
ataque do rei do cangaço ao município. A maioria dos habitantes, no entanto,
parecia não acreditar. Tudo estava tão tranquilo que, no mesmo 12 de junho,
Mossoró parecia mais preocupada com o clássico entre os times de futebol do
Ipiranga e Humaytá do que com a possível chegada de Lampião às suas cercanias.
A partida de
futebol transcorreu dentro da mais absoluta rotina. Já o baile, por mais que
alguns participantes e os diretores do clube tentassem abafar as notícias
vindas da vila de São Sebastião, foi tomado pelo alvoroço e pelo medo. "O
apito da locomotiva da rede ferroviária suplantava o pânico dos
mossoroenses", narra o jornalista Lauro da Escóssia, testemunha do
acontecimento, no livro Memórias de um Jornalista de Província.
prefeito, já
havia alertado, nos últimos dias, sobre o perigo do ataque do rei do cangaço ao
município. A maioria dos habitantes, no entanto, parecia não acreditar. Tudo
estava tão tranquilo que, no mesmo 12 de junho, Mossoró parecia mais preocupada
com o clássico entre os times de futebol do Ipiranga e Humaytá do que com a
possível chegada de Lampião às suas cercanias.
A partida de
futebol transcorreu dentro da mais absoluta rotina. Já o baile, por mais que
alguns participantes e os diretores do clube tentassem abafar as notícias vindas
da vila de São Sebastião, foi tomado pelo alvoroço e pelo medo. "O apito
da locomotiva da rede ferroviária suplantava o pânico dos mossoroenses",
narra o jornalista Lauro da Escóssia, testemunha do acontecimento, no livro
Memórias de um Jornalista de Província.
"Os trens
começavam a se movimentar, conduzindo famílias e quantos quisessem fugir de
Mossoró." Segundo ele, durante toda a noite e na manhã seguinte, a
ferrovia permaneceu ininterruptamente agitada.
Na vila de São
Sebastião, conforme as notícias que desmancharam o baile do clube Humaytá,
Lampião havia incendiado um vagão de trem cheio de algodão e depredado a
estação ferroviária. Havia também arrasado a sede do telégrafo, uma modernidade
sempre combatida pelo chamado rei do cangaço, na tentativa de impedir que o seu
paradeiro fosse sendo informado e ajudasse a polícia a persegui-lo.
Até as
primeiras horas da manhã do dia 13, muita gente havia deixado suas casas em
Mossoró, que à época tinha cerca de 20 mil habitantes. O temor ao famoso
cangaceiro não era brincadeira. Duas mulheres em pleno serviço de parto, conta
Escóssia, foram retiradas em macas para a cidade de Areia Branca, a quilômetros
dali. Mas o esvaziamento não era só fruto do pânico. A estratégia da prefeitura
- que havia conseguido ajuda oficial em armas e munição, mas não em combatentes
era manter na cidade apenas os habitantes que estivessem armados. Quanto mais
vazio o lugar, na avaliação do coronel Rodolfo Fernandes, maior a chance de
repelir o bando de cangaceiros.
A ESTRATÉGIA:
Fazia tempo
que Lampião planejava encarar o desafio de invadir Mossoró. Seria a maior
tentativa de rapinagem do bando, como conta o historiador Frederico
Pernambucano de Mello no seu livro Guerreiros do Sol, no qual defende a tese de
que o cangaço era um meio de vida. Pouco antes de chegar à cidade, Lampião
enviou um bilhete chantageando a prefeitura. Nele, pedia a quantia de 400
contos de réis para não atacar o município, um valor pelo menos dez vezes
superior ao que costumava exigir em ocasiões semelhantes. Na tarde de 13 de
junho, feriado de Santo Antônio, ele e o bando já se encontravam nos arredores
do município potiguar. Sem resposta ao primeiro comunicado, Lampião, já
impaciente, bufando de raiva, manda um segundo aviso. Os termos do bilhete, que
consta nos arquivos do jornal O Mossoroense (um dos mais antigos do país), eram
muito diretos e recheados de erros de português: "Cel. Rodopho, estando eu
aqui pretendo é drº (dinheiro). Já foi um a viso, ai pa (para) o Sinhoris, si
por acauso rezolver mi a mandar, será a importança que aqui nos pedi. Eu envito
(evito) de Entrada ahi porem não vindo esta Emportança eu entrarei, ate ahi
penço qui adeus querer eu entro e vai aver muito estrago, por isto si vir o drº
(dinheiro) eu não entro ahi, mas nos resposte logo". Ele assinava
"Cap. Lampião". O coronel Rodolfo Fernandes e seus homens disseram
não a Virgulino, para surpresa do mais temido cangaceiro de todos os tempos. A
cidade tinha o dinheiro, informou o prefeito. Mas Lampião teria que entrar para
apanhá-lo. Às 16 horas daquele dia 13, caía uma chuvinha fina e havia uma
neblina de nada sobre Mossoró. Foi quando os primeiros estampidos de bala
ecoaram.
O CONFRONTO:
Lampião tinha
53 cangaceiros no seu bando. Não imaginava, porém, que iria enfrentar pelo
menos 150 homens armados na defesa da cidade. O repórter Lauro da Escóssia
estava lá, vendo tudo de perto. "Durante toda a noite, a detonação de
armas em profusão. Parecia uma noite de São João bem festejada", escreveu
em O Mossoroense. Mas as mulheres rezavam para outro santo junino, o Antônio
festejado naquele dia. No ataque, Lampião perdeu importantes cabras de seu
bando. Colchete teve parte do crânio esfacelado por balas. E Jararaca, depois
de capturado, foi praticamente enterrado vivo. Em menos de uma hora após o início
da luta, o capitão do sertão - outra das alcunhas dadas ao célebre cangaceiro -
sentiu que dominar a cidade seria praticamente impossível. Ordenou então a
retirada da tropa, para evitar a perda de mais homens e não manchar ainda mais
sua reputação. "A partir desse momento a estrela do bando lentamente
passaria a brilhar cada vez menos", escreveu o historiador Pernambucano de
Mello. O mito do Lampião invencível caíra por terra, o que reanimou a força
policial, que passou a enfrentar o rei do cangaço com menos temor. Era o começo
do declínio da carreira de Virgulino. Por causa do desastre no Rio Grande do
Norte, as deserções no grupo foram consideráveis. Mossoró, cidade conhecida por
marcas pioneiras (como quando foi o primeiro município brasileiro a admitir o
voto feminino, em 1934), passaria também à história por esse acontecimento que
assombrou todo o Nordeste. Até hoje, os filhos daquela terra se orgulham do
feito de braveza ao contar que seus antepassados "botaram Lampião para
correr". Os inimigos do cangaceiro, entretanto, ainda teriam que esperar
mais 11 anos pela morte do capitão, assassinado somente em 1938, na chacina da
gruta de Angico, em Sergipe.
No ano de 1927, após sete anos das mortes de dona Maria Sulena da Purificação (morte natural), e seu pai José Ferreira da Silva ou Santos, este assassinado por arma de fogo, quase cinco meses faltando para uma possível invasão à Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, Lampião e seu mano Antônio Ferreira da Silva, resolveram intranquilizar o Estado de Alagoas, com permanentes invasões, usando o ódio e o poder de vingança sem piedade, e eliminando vidas sertanejas inocentes, mas sem medo, responsabilizando o militar da Polícia de Alagoas, o tenente coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão, maior desafeto de Lampião, por ter matado o seu querido e amado pai, enquanto o amado velho debulhava grãos em sua nova residência, no Estado de Alagoas. A maldade que haviam feito com o seu pai, assassinando-o sem motivo nenhum, porque o velho não tinha nada a ver com as suas desordens, o capitão Lampião e o irmão não pretendiam deixar impune.
Tenente José Lucena responsável pela morte do pai de Lampiao.
Se o militar José Lucena o procuravam para eliminá-los do solo sertanejo, que tivesse se embrenhados até as caatingas do nordeste brasileiro, pois era por lá, que eles e toda cangaceirada da sua "Empresa de Cangaceiros Lampiônica Cia" estavam com redes armadas e cachimbos acesos nos coitos que faziam por lá, e não tivesse eliminada a vida de um senhor admirado no meio de toda vizinhança do sertão Pajeuense, principalmente em Vila Bela, nos dias de hoje Serra Talhada.
Vlla Bela/Serra Talhada
Um dos motivos das desordens dos irmãos naquele Estado alagoano era para mostrarem ao tenente coronel José Lucena, que a sua imagem como militar, não passava de um simples homem covarde e oportunista, por ter exterminado a vida de um senhor pacato, amigo respeitado por toda gente daquela região que antes morava.
José Saturnino inimigo nº 1 de Lampião.
O outro motivo, foi para cobrar do Zé Saturnino por ter usado a sua covardia contra o seu pai, quando antes, ambos, eram compadres, amigos e vizinhos de propriedades, fazendo o velho sair dali, às pressas, privando o direito dele, da sua esposa e de toda família serem felizes na sua amada terra, onde nasceram e se criaram, obrigando-os fugirem do querido chão pernambucano, e os empurrando para as terras que só as conheciam como passeio. Clique neste link e leia sobre a morte de José Ferreira da Silva..., e conheça Senhor Maurício Vieira de Barros, o homem que enterrou o velho Ferreira - https://tokdehistoria.com.br/tag/pai-de-lampiao/
Família de Lampião a começar pela avó dona Jacosa, inclusive ele.
Lá em Pernambuco, seu pai e os seus familiares, com saudades, deixaram para trás, tudo que haviam adquirido com muito trabalho e esforço: propriedade, agricultura, criações e principalmente, um baú de sonhos, sonhos e muitos sonhos que pretendiam tornar realidade. Não querendo que seus filhos continuassem na desgraça, seu José Ferreira da Silva achou que a solução seria abandonar tudo ali, e sem muita demora, vendeu tudo que possuía por um valor insignificante, ganhando como prêmio, um grande prejuíso. Que tamanha infelicidade provocada por um homem que um dia se dizia ser um grande amigo do seu pai!
Lá, em Alagoas, os Ferreiras, filhos e filhas tiveram o desprazer de caminharem para assistirem o sepultamento da sua mãe dona Maria Lopes, que faleceu quase que de repente, infartando. Sentindo bastante desrespeito do Zé Saturnino com o seu esposo, veio a óbito. E com poucos dias que a mãe partira para a eternidade, foi a vez de levarem o pai para enterrá-lo, porque fora assassinado pelas armas do tenente José Lucena.
No silêncio do seu “EU”,acho que o rei dizia que não tinha dúvida, que o principal culpado das suas desventuras, era o Zé Saturnino, por não ter assumido a sua desonestidade, quando o assecla viu peles dos seus animais na casa de um dos moradores da Fazenda Pedreiras. Se o fazendeiro tivesse assumido o feito, não teria sido necessário ele e seus irmãos viverem de correrias dentro das matas, tentando ocultarem das volantes que os perseguiam.
O rei do cangaço, talvez, ainda se lastimava que todos os seus antes amigos, viviam passeando pelas redondezas do lugar, livres de perseguições, e diariamente aconchegados às mocinhas do povoado, frequentando festas e bailes. E enquanto os outros gozavam da liberdade, eles eram privados de participarem dos divertimentos que o povoado oferecia. Infelizmente, teriam que passar a vida inteira se amparando às árvores, castigados pelas chuvas, sol, poeiras, dormindo no chão, misturados com insetos de todos as espécies, no meio de violentos tiroteios, tentando se livrarem dos estilhaços de balas. E na maioria das vezes, fome, fome, e muita fome, vivendo um horroroso sofrimento.
Lampião e seu irmão Antonio sabiam que na região do Pajeú, todas as cidades dali, como Itapetim, Tuparetama, São José do Egito, Ingazeira, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Flores, Calumbi, Serra Talhada, Floresta e Itacuruba, muitas os condenavam como homens perigosos, mas que todos que os julgavam como bandidos cruéis, entendessem o porquê das suas práticas criminosas. Fizeram simplesmente para defenderem o que lhes pertencia, e em prol das suas honras. Se eles não defendessem o que eram seus, com o passar dos tempos, todos iriam querer pisá-los como se nada valessem na vida.
Enquanto descansava sobre o chão dos seus coitos, Lampião ainda imaginava que, se o Zé Saturnino não tivesse manipulado o tenente Zé Lucena para assassinar o seu generoso pai, quem sabe, talvez ele não tivesse se tornado um bandoleiro; e sim, um fazendeiro, um engenheiro, um rábula qualquer, ou outra coisa parecida. Ou ainda se casado com serra-talhadense e construído uma linda e maravilhosa família.
E agora, depois de tantas decepções que os dois manos passaram, principalmente a dolorosa e sofrida morte do José Ferreira da Silva, como os irmãos Ferreiras se vingariam das maldades que fizeram contra eles?
Lampião e o seu mano Antonio Ferreira decepcionados e de cabisbaixas diante da vizinhança, e privados de tudo e de todos, já que não havia como assassinarem os causadores das suas declinações e morte do seu pai por armas de fogo, decidiram que o mais propício para amenizarem mais ou menos as suas dores e sofrimentos, seria fazerem invasões constantes no Estado de Alagoas, não importando com o tipo de atrocidade, vingando-se a maneira deles. Já que tinham perdido o respeito diante da vizinhança lá em Pernambuco, uma ou umas desordem a mais, não influenciavam nada.
E a partir de 11 de janeiro de 1927, Lampião e Antonio Ferreira organizaram-se e com os seus comandados partiram para bagunçarem o Estado de Alagoas, a terra do tenente Zé Lucena, onde destruíam tudo que viam pela frente, não dando tranquilidade aos moradores sertanejos, e geralmente, rios de sangue ficavam escorrendo por onde os vingadores passavam.
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Informação ao amigo leitor:
Nesse período, Lampião tinha no cangaço apenas o seu irmão Antônio Ferreira da Silva, porque o Livino Ferreira, seu irmão, tinha sido assassinado no ano de 1925. Mas com poucos dias destas bagunças, o Antônio foi morto acidentalmente por balas. Veja vídeo:
O Ezequiel Ferreira da Silva, irmão do capitão Lampião, só entrou para o cangaço, quando o Antônio foi morto, e foi neste mesmo ano de 1927. Quem causou a morte do Antônio acidentalmente, foi o cangaceiro Luiz Pedro, um dos cangaceiros da velha guarda de Lampião.
Não contrario e nem tão pouco tenho conhecimento para guerrear contra estes catedráticos, no que diz respeito à literatura lampiônica. Eu sou como um cão que fica esperando pelo resto de comida do prato de quem come.
Do alto de um
sótão observei o seu jeito que vinha caminhando pela rua despreocupada, de
salto alto sempre procurando um jeito para colocá-lo sobre as pedras, talvez,
temendo enganchá-lo entre uma pedra e outra. Elegante, bonita, bem produzida,
pasta em uma das mãos, morena, os seus cabelos longos e lisos voavam através do
vento que nascia no Norte e se dirigia para o Sul. Uma elegância perfeita,
lustrosa, bem produzida, sem defeito. Que pena que é tão desvalorizada!
Não senti o
cheiro do seu perfume devido à distância, mas sei que com aquela elegância
toda, ela estava muito bem perfumada, muito cheirosa, e só podia ser uma
secretária executiva de uma autoridade qualquer, quem sabe, de um prefeito
municipal, de um esculápio que não era empregado do "SUS", de um
advogado de fama, de um delegado, de um promotor de justiça ou de um homem que
bate o martelo na mesa e sentencia um réu qualquer para pagar por detrás das
grades o seu erro. Toda sua sabedoria estava enfiada em uma bolsa luxuosa
segurada por uma das suas belas mãos.
Mesmo um pouco
distante do sótão vi que o seu olhar era brilhoso, cheio de esperança,
confiante no hoje que começa e no amanhã que há de vir. Sorriso nos lábios
diante de todo o seu rosto. A alma fazia crer que aquele dia seria mais um belo
espetáculo que iria apresentar para os seus assistentes apreciarem e julgarem o
seu trabalho. Não é em um trapézio que ela apresenta o seu espetáculo, porque
ela não é trapezista, nem tão pouco bailarina ou moça de circo, aquela que faz
os espectadores admirarem o seu vai e vem nos instrumentos de espetáculos; nem
pensar em ser uma assistente de autoridade qualquer, mas apresenta o seu
espetáculo que instrue, informa e forma a todos aqueles que sentados a
esperá-la entre quatro paredes.
Aos poucos ela
foi sumindo, sumindo e não a vi mais. Nem de perto e nem ao longe. Ela caminhou
para ocupar o seu ofício em qualquer lugar.
Fiquei pensando um bom tempo sobre aquela mulher que elegantemente passeava
entre as ruas do meu bairro. Desci do sótão e perguntei a uma senhora que
varria a sua calçada se a conhecia. E sem demora a resposta chegou:
- Eu a conheço
muito! Ela é minha prima.
- Ela trabalha
aqui por perto?
- Ela é
professora de uma escola que funciona do outro lado deste quarteirão...
- Sabe me
informar quanto ela ganha?
- Um pouco
mais de ... Reais.
Não suportei.
A minha mente desmoronou os meus neurônios como se o meu célebre tivesse sido
banhado por uma porção de sangue vencido.
Tão elegante,
tão bonita, bem produzida, pasta em uma das mãos, e dentro da pasta carregava o
seu material de trabalho, mas tão desvalorizada!
O que faz o
Congresso Nacional que deixa um professor ganhar um pouco mais de ... Reais?
Tanta
elegância, tanto carinho pela educação, tanto esforço, tanto amor pelos seus
discípulos, tanta esperança que um dia isso poderá mudar..., entra ano e sai
ano, e a educação continua de mal a pior, triste, doente, na UTI das
irresponsabilidades de quem governa um país tão rico e tão lindo...
Somente os
professores continuam sonhando todos os dias que Deus dá, e insiste dizendo que
vale a pena sonhar, mesmo sendo desvalorizados. A esperança na verdade é a
última que morre, e não adianta abandoná-la.
Sou professor
aposentado e vejo que todos aqueles que continuam no ofício, sonham que um dia
virá o melhor, mas é muito impossível que isto venha acontecer.
Eu não sabia do seu falecimento. Um grande amigo de Macau que adquiri aqui em Mossoró. Foi meu vizinho durante 4 anos. Fazíamos caminhadas todas ás noites, na Praça do Liberdade. Eu soube agora mesmo através da página da professora Glória Lins, que também é lá de Macau, mas reside aqui em Mossoró. Ela e eu, fomos adeptos da Escola Estadual Professor José Martins de Vasconcelos.
Vá com Deus, amigo! Com certeza, Deus te receberá e te guardará em um bom lugar.
Alguns brasileiros tentam comparar o cantor "Roberto Carlos" com o já falecido "Frank Sinatra", que foi o artista americano mais famoso dos Estados Unidos. E esta comparação até o dia de hoje eu ainda não sei o porquê. E o que é que faz lembrar o artista americano quando "Roberto Carlos" está cantando? Ainda não entendi e nem entenderei nunca esta comparação sem lógica e sem graça.
Cantor Frank Sinatra
Nosso cantor Roberto Carlos sem nunca imaginarmos no famoso artista "Frank Sinatra", ele é "Roberto Carlos" o artista mais aplaudido e mais romântico do Brasil. Se nós temos o nosso cantor com seu talento próprio, para que compararmos com outro qualquer?
Roberto Carlos e minha cunhada Luzia Paiva
Não há necessidade de nós brasileiros fazermos comparações de "Roberto Carlos" com outros cantores que são famosos no mundo inteiro. Ele é merecedor dos nossos elogios, todos direcionados a ele mesmo, sem ter que passar ou lembrar de outros cantores. Afinal, ele foi escolhido pelos brasileiros como o melhor cantor do nosso país, sem precisar homenageá-lo lembrando artista "A" ou "B" de outros continentes, e nem mesmo com cantores brasileiros, porque, cada um deles tem a sua maneira de interpretar ou fazer as suas composições musicais, porque nenhum cantor é cópia do outro.
Luzia Paiva, minha cunhada com Roberto Carlos
Se nós compararmos o cachoeirense "Roberto Carlos" O "rei" da música romântica brasileira com o cantor "Frank Sinatra", afirmando que ele é o "Frank Sinatra" do Brasil, e o filho do relojoeiro
Lady Laura e Robertinho Braga, pais de Roberto Carlos.
Robertinho Braga e da costureira Laura Moreira Braga, o "Roberto Carlos Braga", com tanto talento e fama que tem, onde irá ficar, já que é "Frank Sinatra" Brasileiro? Eu vou dizer como dizia o humorista da escolinha do professor Raimundo: O que é que é ilso! Deixa dilso! Para com ilso, gente!
Ele nunca deixará de ser "Roberto Carlos", sempre será o "Cantor da Juventude", mesmo já com idade ultrapassada, o conquistador da "Garota Papo Firme!", o "É uma Brasa, Mora!", O cantor do "Calhambeque", do "Cadillac"...,
https://www.youtube.com/watch?v=f0KLIpu76vU
do "Papo de Esquina", do "Broto do Jacaré", do "Splish Splash", "Ciúme de Você", "Emoções", "Detalhes", "Cama e Mesa", "Como vai Você", "Lady Laura"...
Maria Prycylla, minha filha com Roberto Carlos
Comparar o cantor "Roberto Carlos" com o "Frank Sinatra" desprezará o seu talento. "Frank Sinatra" é "Frank Sinatra" dos Estados Unidos, e "Roberto Carlos" é o nosso grande artista brasileiro.
Os 4 irmãos Braga:
Carlos Alberto, Roberto Carlos, Norma e Lauro.
Todos nós sabemos que por mais famoso que seja um cantor do Brasil não há dúvida, ele esmo sempre colocará "Roberto Carlos" como o melhor e mais talentoso cantor do nosso país, são palavras de quem entende de música.
https://www.youtube.com/watch?v=_Y36-p79Nwc
Então, não é justo compararmos o nosso cantor com o cantor americano. "Roberto Carlos" tem o seu estilo próprio de canções, e os seus fãs espalhados por este mundo afora, sem precisar dele ficar escorado no ombro de ninguém, ou ser comparado com cantor nenhum.
Roberto Carlos além de ser famoso é também bastante humilde, e sempre convida os amigos para participarem do seu show no final de cada ano no canal Globo, e que muitos cantores não se lembram dos amigos quando fazem shows, parece que a renda do show sem ter que dividir com outros, é mais importante do que ter amigos.
O olhar dos
cangaceiros para Benjamin. Olhar de estranheza e curiosidade. Essa foto é interessante
por pegar essa impressão deles para o libanês. Nessa foto podemos perceber
também que o cangaceiro "Barra Nova"(à esquerda de Lampião de quem
vê) aparentemente está com um furúnculo ou cisto no rosto.
Os irmãos Pau-Ferro. Pedro Pau-Ferro, o Velocidade, algoz da família Ventura e o seu irmão Manoel Pau-Ferro, o Atividade, morto e decapitado pelo companheiro Barreira. 1936, Benjamin Abrahão.
Mote enviado pelo poeta Severino Inácio, Para o Programa: A Rural Os Poetas e as Violas; improvisado por mim. Programa que vai ao ar de segunda a sexta, das 15 e 15 às 16 Hs Com
Raimundo Lira e José Di Rosa Maria, Pela Rádio Rural de Mossoró-RN.
Produtores do
documentário "Memória do Cangaço", de Paulo Gil Soares junto a Zé
Rufino e o cabo Bem-Te-Vi. José Rufino atento para ver o poder de tiro do
rapaz. Quem segura a arma meu ver é o diretor do documentário, Paulo Gil
Soares, mas pela qualidade da foto não posso afirmar. Ano 1964.
No dia 31 de
maio de 1968, na cidade de Jeremoabo, Bahia, aconteceu um dos reencontros mais
fantásticos da história do cangaço. Dadá vai até Zé Rufino, algoz de seu companheiro
Corisco. Notem que Zé Rufino já estava bem debitado de saúde.
Alguns meses
depois desse encontro, Zé Rufino viria a óbito devido a um ataque cardíaco, em
20 de fevereiro de 1969, curiosamente data de seu aniversário de 63 anos.
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