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quinta-feira, 16 de maio de 2013

1937 – NOTÍCIAS DO CANGAÇO

Por: Rostand Medeiros
Publicado em 16/05/2013

Eu sou pessoa que sempre acreditei na democratização da informação histórica. A ideia de uma sociedade mais justa, no meu entendimento, passa por esta questão. Pode ser bobagem, mas acredito nisso!

Neste sentido, quero presentear os leitores deste nosso simples blog com algumas matérias sobre o tema cangaço, publicadas no periódico DIÁRIO DE PERNAMBUCO”, de 1937.


Quero publicar, pois acho que existe muita gente interessada no tema e muito picareta se arvorando de pesquisador e “rastejador da história”.

O problema é que o tema cangaço abre espaço para isso, pois muito do que se tem é pura tradição oral.

Mas vamos para as notícias.

As primeiras tratam da libertação do ex-cangaceiro Antônio Silvino. Já velho e fatigado, Silvino deixava a Casa de detenção de Recife para uma vida onde iria gozar a liberdade.

O mesmo Silvino que nas suas andanças pelo sertão, um dia esteve na fazenda Ramada, onde veio pedir dinheiro para meu bisavô, Joaquim paulino de Medeiros, o conhecido coronel Quincó. Este lhe deu alguns “cobres” para que seguisse adiante e deixasse sua propriedade em paz. Uma vez contei isso a um pesquisador do tema, mas ele não acreditou. Me pediu uma “comprovação escrita” do fato!

Mas voltando a Silvino, este veio a falecer em Campina Grande, em 1944. Minha avó, Benícia Jacob de Medeiros, o viu nesta progressista cidade paraibana. Dizia que era “alto”!



Bem, a segunda parte deste material mostra o cangaceiro maior do Brasil, Lampião. Este material é o mesmo que o libanês Benjamim Abrahão conseguiu indo no meio do mato atrás do “Rei do Cangaço”, sua Maria Bonita e toda trupe. A ideia do gringo era filmar e fotografia estes Guerreiros do Sol e ganhar uma grana junto com um empresário cearense.

Tanto ele, quanto Lampião, sua Maria e outros cangaceiros pagariam com a vida por esta ideia. Muito disso tem haver com a publicação deste material no periódico recifense. Conto mais desta história em http://tokdehistoria.wordpress.com/2011/08/03/quando-a-estrela-foi-lampiao/

Não tenho certeza, mas acho que a última notícia é pouco conhecida…

Boa visualização!
Rostand Medeiros








Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de
comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo: Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.wordpress.com/


Antônio Conselheiro em Fortaleza!

"Antônio Conselheiro
e a Verdade de Canudos"

Grande Conferência com o
Professor Múcio Procópio

Sexta-Feira, dia 17 de Maio.
19 horas

Auditório da Faculdade Integrada
Grande Fortaleza - FGF
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Fortaleza - CE, (085) 3299.9900
Fortaleza - Ceará

Imperdível...

Promoção Cariri Cangaço - GECC e FGF

http://cariricangaco.blogspot.com

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Quem é o cara?

Por: Ivanildo Alves da Silveira
Manoel Severo, Dr. Napoleão e Ivanildo Silveira

Chegamos a uma conclusão

Amigos que opinaram ou que aguardavam o resultado de nossa investigação. Após realizar uma pesquisa, acho que encontrei a solução para o nome  do cangaceiro, o qual nós queremos identificar, na foto postada,  semana passada.


Após o celebre Benjamin Abrahão realizar as filmagens com o bando de Lampião no ano de 1936, o mesmo fez uma série de reportagens para um grande jornal de circulação no nordeste, no caso o "Diário de Pernambuco ".
Em uma dessas matérias ( vide, logo abaixo), datada de 27 de dezembro de 1936,  o mesmo fez a identificação do "cangaceiro" (inclusive, conviveu com ele), como sendo o "Marreca " que na foto publicada no jornal, posa ao lado do famoso "Jurity".


Uma outra foto dos dois cabras em boa resolução para melhor comparação.

Jurity e o cangaceiro Marreca

A  matéria completa.


Quanto à cangaceira que aparece na foto, me inclino a achar que se trata da "Inacinha", companheira do famigerado cangaceiro "Gato".

Marreca

Inacinha

Abraço a todos, e respeito quem pensa de forma diferente, portanto estamos disponíveis para o debate se necessário.

Rostand Medeiros, João de Sousa Lima e Juliana Ischiara

Obs.: Na pesquisa desse foto, agradecemos ao amigo Rostand, pelo envio do material.


Ivanildo Alves  da Silveira

Colecionador do cangaço

Membro do Cariri Cangaço e da SBEC

Natal/RN


http://lampiaoaceso.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O MISTÉRIO REVELADO SOBRE A FALA DE VIRGOLINO

Por: Geziel Moura 

O grande escritor Frederico Penambucano de Mello, por meio do seu recente livro "Benjamin Abrahão, entre anjos e cangaceiros", (p. 143), revelou o mistério da famosa fala de Lampião com o punhal, sendo que ele utilizou os serviços de René Ribeiro Hutzler, perito em leitura labial ena linguagem brasileira de sinais para este intuito.Nesse sentido, Virgolino fala o seguinte: 

"Esse é pra furar todo mundo.Muitas pessoas. Fura até o chifrudo!"

Segue, abaixo, o link do vídeo referido que eu editei para verificar.


http://www.youtube.com/watch?v=Tl9kbbldPUQ&feature=youtu.be

ABRAÇO
IVANILDO SILVEIRA
Colecionador e pesquisador do cangaço:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=624939&tid=5841441293154958182&start=1

Mito e História do rei do Cangaço chegam a Hungria

Por: Istvan Major
Istiván Major e Fádina Lacerda

Senhores do Cariri Cangaço,


participar deste Seminário sobre Lampião, é muito importante para mim, me faz necessário conhecer o Mito e História do rei do Cangaço, para que assim eu possa escrever artigos para revistas do meu país - Hungria, e levar ao conhecimento do meu povo, este que foi um marco na paisagem social e política do Nordeste Brasileiro.

Agradeço a boa acolhida.

Prof. Dr. István Major PhD
UECE 

Nota Cariri Cangaço: O professor doutor István Major ao lado de sua esposa, Fádina Lacerda, estará conosco na Avant Premier do Cariri Cangaço em Lavras da Mangabeira neste próximo sábado, dia 18 de maio.

http://cariricangaco.blogspot.com

Isaias Arruda, o Menino Coronel dos sertões

Por: João Tavares Calixto Junior
Isaías Arruda

Nasceu Isaías Arruda de Figueiredo (Cel. Isaías Arruda) aos 6 de julho de 1899 na Vila d'Aurora. Era filho de Manoel Antônio de Figueiredo de Arruda e Maria Josefa da Conceição (naturais de Aurora, casados aos 30 de junho de 1896). (Livro de Registro de Matrimônios da Paróquia Menino Deus, 1896-1911, p.33).Foi batizado aos 30 de julho do mesmo ano pelo Pe. João Carlos Augusto, tendo como padrinhos Antônio Leite de Oliveira (solteiro) e Maria Joaquina da Conceição (casada). (Livro de Registro de Batismos da Paróquia do Menino Deus de Aurora, 1897-1904, p. 80).

Convolou núpcias no primeiro dia de setembro de 1920 na Igreja Paroquial da Vila d’Aurora com Estelita Silva, natural de Fortaleza, tendo como testemunhos a Raimundo Antônio de Macêdo e Manoel Gonçalves de Araújo. (Livro de Registro de Matrimônios, Paróquia do Senhor Menino Deus de Aurora, 1909-1922, p. 177). 

Em seu registro de habilitação de casamento civil, anotado pelo Tabelião José do Valle Júnior aos 15 de agosto de 1920, observam-se informações sobre sua esposa: Era filha adotiva do Tenente Manoel Gonçalves de Araújo, e estava sob sua guarda a seis anos. Era, entretanto, filha natural de Francisco Saturnino da Silva, residente em Fortaleza, e Idalina Silva, já falecida. Casaram-se civilmente os contranubentes, igualmente ao matrimônio da Igreja, no dia primeiro de setembro de 1920, às dezessete horas, na casa de Zabulon da Silva Câmara Filho (CALIXTO JÚNIOR, J. T. Venda Grande d'Aurora, Fortaleza, 2012).

Autos dos proclames do casamento civil de Isaías Arruda de Figueiredo e Estelita Silva (Cartório da Vila d'Aurora, 1920. Fonte: Arquivo Público do Estado do Ceará)
   
Em perfeita consonância com a práxis vigente de sua época de existência, inseriu-se Isaías Arruda na prepotente atuação sociopolítica regional, marcada pela incursão do poder privado dos coronéis. Eram estes os senhores supremos dos feudos nordestinos, detentores do voto do cabresto e responsáveis pelas famosas eleições a bico de pena, onde até defuntos votavam. Trapaças e moléstias sociais que hoje ainda remanescem, apesar de diminuídas as proporções, são oriundas deste famigerado tempo da República dos Coronéis ou Coronelismo, a chamada República Velha.  

Bosquejando sobre as passagens deste notável personagem do cenário coronelístico nordestino, delegado de polícia em Aurora, assim como Prefeito municipal de Missão Velha, transcrevemos o que exara Joaryvar Macêdo em Império do Bacamarte (Fortaleza, 1990, p. 225): "Improvisado o coronel Isaías Arruda em poderoso chefe político de Missão Velha, se o juiz não se submetesse às suas ordens, ele o escorraçava, e ao oficial de polícia, intolerante com os desregramentos, mandava assassinar". 
  
Casa de Isaías Arruda em Missão Velha, CE (Foto: lampiaoaceso.blogspot.com) 

Algo depois de funestos episódios que lhe marcaram a curta vida, polêmica e tumultuada, ocorreu-lhe o assassinato aos 4 de agosto de 1928, na pedra da Estação de Trem de Aurora, vindo a falecer 4 dias depois. No Livro de Registros de Óbitos da Paróquia de São José de Missão Velha (1926-1930, p.136), deparamo-nos com o assento referente ao seu falecimento:
  
     "Aos oito dias do mês de agosto de mil novecentos e vinte e oito, na sede da Freguesia de Aurora, foi assassinado Isaias Arruda com vinte e oito anos de idade, casado com Estelita Arruda. Seu corpo foi sepultado nesta Villa. Para constar mandei lavrar este assento que assino. O Vigário Horácio Teixeira". 

Da calçada, onde caíra baleado, Isaías foi transportado para a residência de Augusto Jucá. No dia seguinte foi assistido pelos médicos Antenor Cavalcante e Sérgio Banhos, mas estes pouco puderam fazer no sentido de salvar a vida de Isaías, que terminou falecendo no dia 8 de agosto, pelas 6 horas da manhã (...). (GONÇALVES, Amarílio Tavares. Aurora, História e Folclore, Fortaleza, 1993, p.131). 

Estação Ferroviária de Aurora, onde Isaías foi assassinado pelos irmãos Paulinos em 1928.
 
Salienta-se que no dia 12 de agosto do mesmo ano, regressava de Aurora a Fortaleza, o Delegado Virgílio Gomes, que havia sido incumbido de instaurar inquérito sobre o assassinato de Isaías. A respeito, foi provocado por vingança à morte de João Paulino, o chefe dos irmãos Paulinos, família de espírito de luta aguerrido, que, por anos consecutivos, fizeram do município de Aurora, assim como de suas cercanias, aterrorizado. Era estrondosa a rixa entre os seus integrantes e os "Arrudas", de Isaías Arruda de Figueiredo.

Grupo armado de Isaías Arruda (Foto: cariricangaco.blogspot.com) 
João Tavares Calixto Junior - www.lavrasce.blogspot.com.br

Referências Bibliográficas:

CALIXTO JÚNIOR, J. T. Venda Grande d'Aurora. Expressão Gráfica, Fortaleza, 2012.
FATOS HISTÓRICOS - Portal da História do Ceará, IN: 
www.ceara.pro.br-menuhistoriaverbete,php
GONÇALVES, A. T. Aurora, História e Folclore. IOCE, Fortaleza, 1993.
MACEDO, J. Império do Bacamarte. Casa José de Alencar, UFC. Fortaleza, 1990.


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Cartas de Salamanca - Os Sons de Terto Ayres

Por: David de Medeiros Leite

Cartas de Salamanca - Os Sons de Terto Ayres
Sons de chocalho, perdidos
nas várzeas, ao fim do dia.
O que era rude matéria,
transforma-se em poesia.
(Deífilo Gurgel, em “O Chocalho”)

Chego de férias e logo vou visitar o Memorial da Resistência, “novidade nova” por tantos  elogiada. A cidade realmente reclamava uma justa homenagem aos que, heroicamente, combateram o bando de Lampião naquele 13 de junho de 1927.


Demorei-me um pouco contemplando as fotos dos nossos valentes antepassados. Fiquei pensando na atitude deles: despojamento total. Misto de bravura e amor à terra. Homens que deixaram esposas e filhos e aceitaram a convocação do prefeito Rodolfo Fernandes para pegarem em armas em defesa da cidade. Grandeza de espírito incomensurável.

Rodolfo Fernandes de Oliveira

Causava-me espécie o hiato desses oitenta anos de ‘anonimato’ dos verdadeiros heróis da província. Mesmo as escassas homenagens, quando aconteciam, sempre faziam referências genéricas. Raras citações individuais, como se houvesse um problema de identificação, quando sabemos, eles próprios e suas famílias, sempre estiveram bem próximos.

Manoel Duarte Ferreira

Mas vamos ao que interessa. Dentre esses bravos mossoroenses, particularmente já tive oportunidade de falar acerca de Manoel Duarte Ferreira, cuja pontaria foi determinante para o recuo daquele bando de facínoras. Minha vontade, creiam-me, era poder resgatar o perfil de cada um deles. Todavia, se pelas circunstâncias não me tem sido possível, pelo menos desejo fazer breves comentários sobre outro nobre cidadão: Tertuliano Ayres Dias (1892-1983).

Terto Áyres

Terto Ayres nasceu em Pau dos Ferros, aos 27 de abril de 1892. Quando jovem, em sua terra de origem, estudou música, foi professor e maestro de uma sinfônica. Por um grave incidente político, que resultou na morte de um de seus irmãos, transferiu-se para Mossoró.

Em 1919, aos vinte e sete anos, começou nova vida na terra de Santa Luzia, enveredando pela indústria. Após uma rápida experiência em padaria, começou a fabricar chocalhos. E a fábrica, que de início atendia a Mossoró e à região oeste, logo passou a ser fornecedora dos estados do Ceará e da Paraíba.

Terto Ayres, por solicitação dos proprietários de salinas, também empreendeu uma série de atividades que visavam modernizar o nosso parque salineiro. Para tanto, resolveu visitar fundições em outras cidades, como foi o caso do Rio de Janeiro.

Além de considerável avanço para o segmento industrial e, conseqüentemente, para a região, a mecanização também se tornou instrumento de desenvolvimento da indústria do sal. Vale ressaltar que, nos anos seguintes, a sua movimentada oficina terminou por se constituir numa referência em sua área de atuação: a fundição.

Em meados dos anos 1970, bem me lembro, nós, meninos da Avenida Rio Branco e alhures, ficávamos curiosos em presenciar o espetáculo do ferro derretido ganhando outras formas. E, claro, assistíamos tudo à distância, por questões de segurança, para evitar quaisquer riscos.

Além do Terto Ayres, herói da resistência, e do Terto Ayres empresário, não poderíamos deixar de nos lembrar que, na década de 1930, seu Terto também exerceu o mandato de prefeito de Mossoró. E certamente o fez sob o manto da austeridade que lhe era peculiar.

E o Terto líder maçônico? Olismar Lima, em seu livro Loja Maçônica ‘24 de Junho’ (Do pó dos arquivos), resgatando um pouco da trajetória da maçonaria mossoroense, termina por revelar a efetiva e valiosa participação nas lides maçônicas desse estimado pauferrense.

Quando elaborava este texto, ocorreu-me a idéia de suscitar uma espécie de “caminho sonoro” em relação às veredas palmilhadas por seu Terto. Primeiro, como professor de música, a convivência com os acordes; numa segunda fase, com os sons dos chocalhos. Algum tempo depois, no comando de sua oficina, na movimentação das máquinas, no tilintar dos ferros contra os ferros; além das sirenes, declarando o início e o fim do expediente nos amplos galpões. Diga-se de passagem que nós, vizinhos e circunstantes, também delimitávamos o tempo em função daqueles implacáveis apitos.

Mas, ao longo de toda a sua caminhada, sem sombra de dúvidas, foi o toque preciso e prudente do malhete que norteou a honrada trajetória de Tertuliano Ayres Dias. A ele, todas as homenagens sempre serão justas e oportunas.

David de Medeiros Leite

http://www.recantodasletras.com.br/biografias/1196153

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terça-feira, 14 de maio de 2013

Novo agradecimento

Por: José Mendes Pereira

1.000.000

Amigo Leitor:

Um dos nossos maiores desejos desde a criação do blogdomendesemendes era vermos completando 1.000.000 de acessos. 

Felizmente este desejo foi concretizado nesta noite, às 22 horas e 14 minutos.

Mas isso devemos aos nossos colaboradores e escritores que nos enviam artigos com seriedades, sem fantasias e nem adquiridos através do “disse me disse”. Todos os artigos foram colhidos nas fontes, nos cerrados, nas caatingas...

Nós que fazemos parte deste blog agradecemos aos visitantes o apoio e a confiança que nos têm dado. 

Não publicamos histórias com fantasias, salvo literatura de cordel que quem a lê, sabe que faz parte da cultura de um povo.


Visualizações de página por país

Gráfico dos países mais populares entre os visualizadores do blog

Entrada Visualizações de página
Brasil

833.199
Estados Unidos
82.817
Portugal
25.974
Rússia
9.556
Alemanha
9.416
França
3.964
Reino Unido
1.655
Cingapura
1.446
Espanha
895
Dinamarca
782

Os demais países acessaram lentamente

Abraços a todos que visitam este blog,  principalmente aos Estados Unidos que têm nos dado uma força especial aos nossos trabalhos .

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Além deste, administramos os blogs:

1 - Fatos e Fotos

http://sednemmendes.blogspot.com
Com 67,864 visualizações

2 - Cantinho da Música

http://mendespereira.blogspot.com
Com 64.871 visualizações

3 - Minhas Simples Histórias

http://minhassimpleshistorias.blogspot.com
Blog novo - com mais de 8.000 visualizações

JOSÉ RIBEIRO FILHO - O CANGACEIRO ZÉ SERENO

Por: José Mendes Pereira

José Ribeiro Filho - o cangaceiro "Zé Sereno", nasceu em 22 de Agosto de 1913, na Fazenda dos Engrácias, no município de Chorrochó, no Estado da Bahia. Era filho de José Ribeiro e de dona Lídia Maria da Trindade.  Sua mãe era irmã dos cangaceiros Antônio e Cirilo de Engrácias.  

Zé Sereno - visitando escola em São Paulo

Dona Lídia também era  irmã do cangaceiro Faustino, "Mão de Onça", sendo este pai do terrível cangaceiro Zé Baiano, o ferrador do bando de Lampião.

 Zé Baiano

Zé Baiano andava com um ferro de ferrar animais com as iniciais "JB", as primeiras letras do seu nome. Para suas maldades alheias onde ferrava mulheres e homens, de preferência no rosto. Zé Baiano era primo carnal do cangaceiro Zé Sereno, isto é, pai  e mãe eram irmãos dos pais de Zé Sereno.   Zé Baiano e Zé Sereno eram primos legítimos do cangaceiro Mané Moreno.

 
Mané Moreno

Zé Sereno andou no bando de Lampião com sua esposa Sila,

 A cangaceira Sila

até no dia do massacre na Grota de Angico, onde mataram Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros, sobre o comando do oficial alagoano tenente João Bezerra.  

 
Zé Sereno em leito de Hospital

Zé Sereno e Sila saíram ilesos do massacre, isto é, não foram atingidos pelas balas. O ex-cangaceiros Zé Sereno só veio a falecer em 16 de fevereiro de 1981, no Hospital Municipal de São Paulo. Sua mulher Sila  faleceu no dia 15 de Outubro de 2005, também na capital Paulista.

Fonte de pesquisas:

http://portaldocangaco.blogspot.com - Blog do amigo Guilherme Machado

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Também foi publicado no blog do Dr. Lima - Cruz-CE
http://blogdodrlima.blogspot.com.br/2011/10/jose-ribeiro-filho-o-cangaceiro-ze.html 

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Cariri Cangaço 2013 nas telas do Ceará para o Mundo !

A BUSCA PELA TRIPULAÇÃO DA B-24 PERDIDA NA AMAZÔNIA


Publicado em 12/05/2013 por Rostand Medeiros
Um B-24 decolando, visão comum em Parnamirim Field

O RESGATE NA DÉCADA DE 1990

Quando, finalmente, em janeiro de 1943, o presidente Roosevelt convenceu Getúlio Vargas a entrar na guerra, este firmou um contrato que cedia bases no nordeste e norte do país às forças americanas em troca de uma usina siderúrgica (CSN) de última geração a ser instalada em Volta Redonda, RJ. O que se seguiu foi uma intensa construção de bases operacionais em Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador e Ilhéus com um afluxo imenso de militares americanos apoiando aeronaves que fariam a travessia do Atlântico rumo à África e à guerra no norte daquele continente.

Essa inusitada invasão de militares estrangeiros suscitou a criação de várias estórias relacionadas ao choque cultural de duas nações com costumes tão diferentes. Conta-se até que o termo forró nasceu dessa convivência forçada. Registrou-se que militares instalados em Pernambuco para construir a Base de Recife, promoviam bailes abertos ao público, ou seja, for all. Assim, o termo passaria a ser pronunciado “forró” pelos nordestinos. Nada comprovado, no entanto. Outra consequência quase natural de tantas aeronaves de guerra sobrevoando as regiões norte e nordeste, foram os acidentes aéreos.

O Consolidated B-24 “Liberator” era o bombardeiro americano de maior produção que qualquer outro avião americano durante a Segunda Guerra Mundial, e foi usado pela maioria dos Aliados durante o conflito. Era um bombardeiro pesado desenhado especialmente para voos de longa distância, tinha capacidade de levar 5800 quilos de bombas e era guarnecido por dez tripulantes. Grande número dessas aeronaves compôs as esquadrilhas que faziam pousos no Brasil para depois atravessar o Atlântico. Assim, as 09:15 da manhã do dia 11 de abril de 1944 a aeronave B-24 “Liberator” número de série 42-95064 da USAAF solicitou ao centro de controle de Belém, informações sobre as condições meteorológicas. Foi a última comunicação que fez, nada mais se soube dela durante 51 anos.

Local da queda de uma aeronave na selva. Dependendo da situação geográfica do local, os destroços podem demorar anos, ou jamis serem encontrados

Os Estados Unidos mantêm um órgão destinado a identificar restos mortais de seus soldados considerados desaparecidos em combate e procurar os possíveis parentes desses militares mortos. Esse órgão, Laboratório Central de Identificação do Exército  no Havaí (CILHI), já identificou milhares de soldados desaparecidos – especialmente do Vietnã – a partir mesmo de restos mortais diminutos, após um processo que envolve longas horas de análise científica e emprego da técnica de DNA. Pois, no ano de 1990, o CILHI recebeu informações que uma equipe de militares da FAB havia encontrado destroços de uma aeronave B-24 em uma área desabitada, isolada da floresta amazônica. Deslocou então 15 homens do exército para, juntamente com militares brasileiros, fazer a identificação da aeronave e, se possível, recolher restos mortais dos tripulantes.

Uma equipe da FAB ajudou os pesquisadores CILHI durante um esforço de recuperação de três semanas em uma área de densa floresta cerca de 50 milhas a nordeste do rio Amazonas próxima à cidade de Macapá, localizada cerca de 250 quilômetros a noroeste do destino do avião, Belém. Inicialmente os pesquisadores encontraram dois conjuntos de “dog tags” (plaquetas de identificação que os militares trazem penduradas no pescoço) e numerosos fragmentos de ossos no local.

Uma B-24 sobre a selva amazônica em direção a Belém e depois Natal

Ficou patente, pelas condições dos fragmentos da aeronave, que todos os 10 tripulantes morreram na queda, não havia sinais que indicassem alguma possível sobrevivência. Duas semanas de escavação no local do acidente não acrescentou nada ao que já se tinha descoberto. Contudo, depois terem escavado vários metros de profundidade e estarem começando a perder a esperança, eles começaram a encontrar ossos, anéis e “dog tags” com nomes e as patentes escritas sobre eles.

Onde o avião caiu um investigador encontrou uma carteira, e outro teria encontrado várias notas de dólar de 1944, concluiu-se que o impacto de alta velocidade da queda significava que pouco restou da aeronave. E a maior parte dos destroços – espalhados por uma vasta área e em repouso por 51 anos – nunca serão recuperados. Depois de três semanas, a equipe recuperou os restos mortais de todos os 10 tripulantes e realizou um serviço cerimonial para a tripulação em Macapá, capital do Amapá e, em seguida, os restos foram levados para os EUA.

Em pouco tempo, mais tarde, os peritos forenses CILHI confirmaram que os restos mortais eram, de fato, da tripulação do “Liberator” 42-95064.

Túmulo dos aviadores mortos na amazônia

Os tripulantes foram identificados como sendo:

1 – Segundo tenente Edward I. Bares, piloto;
2 – Segundo tenente Robert W. Pearman, co-piloto;
3 – Segundo tenente Laurel C. Stevens, bombardeador;
4 – Primeiro tenente Floyd D. Kyte Jr., navegador;
5 – Sargento John Rocasey, artilheiro do nariz da aeronave;
6 – Sargento John E. Leitch, engenheiro de voo;
7 – Sargento. Michael Prasol, artilheiro de cauda;
8 – Sargento Herman Smith, artilheiro do ventre;
9 – Sargento Max C. McGilvrey, artilheiro da torre superior;
10 – Sargento Harry N. Furman, operador de rádio (substituto não registrado como tripulante efetivo).

O desconhecido Harry N. Furman não faz parte da tripulação original do avião, provavelmente substituiu o operador de rádio Sargento Abe Pastor, no vôo fatídico. O destino de Pastor é desconhecido. “É provável que o chefe da equipe de terra pode muito bem ter substituído um dos tripulantes, que teria ido por mar”, disse Kevin Welch, um veterano B-24. “Às vezes, algumas posições eram operadas por tripulantes não-membros”.

Os restos da tripulação foram enterrados no Cemitério Nacional de Arlington, Washington, no dia 20 de fevereiro de 1995. JAIR, Floripa, 04/05/12.

Dados sobre essa matéria podem ser encontrados nos saites:

Autor – Jair C. Lopes
Fonte 


Extraído do blog do historiógrafo e pesqusiador do cangaço: Rostand Medeiros