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quinta-feira, 5 de março de 2015

TERCEIRA REUNIÃO PREPARATÓRIA DO XVII FORUM SOBRE O CANGAÇO


Museu Histórico  Lauro da Escóssia / Praça Antônio Gomes, sn.
59610-150, Mossoró – RN / e-Mail da SBEC: sbecbr@gmail.com.br

DATA: 25/02/2015
HORA: 08H.
LOCAL: Gabinete da Câmara Municipal de Mossoró-RN

CONSTATAÇÕES

Com a palavra o Wellington Barreto explicou os objetivos da reunião, ao Presidente da Câmara Jório Nogueira, como sendo: Esclarecer a Presidência sobre o trabalho coletivo das várias entidades culturais na realização do XVII Fórum do Cangaço, bem como, sensibilizar Câmara Municipal para o estabelecimento de Parcerias para este e outros eventos culturais.

De posse da palavra Benedito Vasconcelos, na qualidade de Presidente da SBEC, listou as entidades representadas: AMOL, SBEC, AMLERN, ACJUS, ICOP, AFLAM, ALAM, ICOP, CONFOLC. Também falou sobre a temática, período de realização e local do XVII Fórum do Cangaço, além de ressaltar a importância da parceria com a Câmara para a viabilização do Evento, principalmente no que tange as questões financeiras, para concessão de Medalhas e editoração da Revista da SBEC.

Outros representantes das entidades se posicionaram reforçando a importância do trabalho cooperativo para o sucesso da XVII Fórum, como também em outros momentos de resgate da identidade cultural de Mossoró e Região.

Com a palavra, o Presidente da Câmara, Jório Nogueira, colocou-se a disposição para o estabelecimento das parcerias.

Haverá Sessão Magna da Câmara Municipal de Mossoró, no dia 04 de junho, 09 horas, cuja temática será a Importância do XVII Fórum do Cangaço. No momento cada entidade representada fará uso da palavra por 05 minutos. No momento serão concedidas honrarias a serem definidas.

Cada entidade que se fará representada à Sessão Solene deve enviar para o cerimonial da Câmara uma síntese do seu perfil, nominando quem comparecerá.

Após a reunião com a Presidência da Câmara foi realizado um grupo de trabalho, sob a coordenação de Joaninha, sobre o Planejamento do XVII FORUM SOBRE O CANGAÇO.

A lista dos presentes ficou com a assessoria da Presidência da Câmara, que ficou de nos enviar, posteriormente.

Enviado pelo presidente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Professor Benedito Vasconcelos Mendes

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GRUPOS DE CANGACEIROS ERAM FORMADOS DE ACORDO COM O DESEMPENHO


Outros grupos de cangaceiros foram sendo formados ao longo do tempo. Muitos deles tornaram-se conhecidos. Com Lampião não foi diferente.

Sempre com seu consentimento e apoio, subgrupos se constituíram. Era habitual, após algum tempo, o membro do grupo, com base em sua experiência, achar-se apto a dirigir o seu próprio bando.

Ao consentir a saída de um subalterno, o líder do grupo sabia que, se precisasse de ajuda, com certeza contaria com o apoio daquele que saíra. Assim foi com Corisco, Mariano, Virgínio (Moderno), Zé Sereno, Azulão, Canário, Gato e outros mais.

“O meu grupo nunca foi muito reduzido, tem sempre variado de 15 a 50 homens” Porém na Fazenda de Tapera, em Floresta (PE), eram 110 cangaceiros. Lampião em entrevista ao Dr. Otacílio Macedo.


http://www2.uol.com.br/lampiao/pages/cont1415.htm

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UM DELINQUENTE CANGACEIRO


Volta Seca (Antônio dos Santos), compositor e instrumentista, nasceu no interior do Sergipe em 13/03/1918. Ex-cangaceiro, pertenceu ao bando de Lampião e passou vinte anos na cadeia.

Em 1957, gravou o LP, então com apenas oito músicas,As cantigas de Lampião (foto abaixo), com instrumentação do maestro Guio de Moraes.

Em 1959, teve o baião A laranjeira, gravado por Zé do Baião, pela Continental. Em 1960, José Tobias gravou na Todamérica a toada Se eu soubesse.

Em 2000, a Inter CD relançou em CD o disco As cantigas de Lampião, com narração do locutor Paulo Roberto. As composições levam a assinatura de Volta Seca, mesmo as clássicas Mulher rendeira eAcorda Maria Bonita, tidas como de domínio público.

Estão presentes no disco xaxados, xotes, baiões e toadas. Destaque para, além das citadas, Escuta donzela e Ia pra missa, gíria usada pelos cangaceiros para a convocação de batalha.

A prisão de Volta Seca

Texto: Gilfrancisco (Jornalista, professor da Faculdade São Luís de França e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe) - Jornal da Cidade 23/04/2009.

O medo da prisão transforma o homem numa fera, é isto mesmo: os crimes dos “macacos” foram iguais aos nossos. Mas nada aconteceu com eles, nem com os homens importantes e ricos do sertão, que nos ajudaram, nos davam armas, dinheiro e comida, continuam ricos e importantes.

Lampião não foi o primeiro dos cangaceiros, mas sua presença marcou o rompimento entre o cangaço e as outras formas de violência e autoridade. Seus antecessores estavam ainda fortemente vinculados aos coronéis, ou às formas tradicionais de controle. Em julho de 1938, Lampião, Maria Bonita e nove cangaceiros são mortos em emboscada preparada pela polícia, na Fazenda Angico, em Sergipe. Um dos mais importantes cabras do bando de Lampião, Volta Seca (Antônio Santos), fugitivo da Penitenciária do Estado da Bahia, foi preso em Indiaroba, pela força Policial do Estado de Sergipe, comandada pelo oficial do Exercito, capitão Bernardino Dantas.

Volta Seca, por duas vezes fugiu da cadeia. A primeira foi concedida um “passeio experimental”, saiu e não retornou, ficou perambulando pelas ruas da capital. A segunda vez fugiu em companhia de outro sentenciado e saiu pela porta principal sem ser percebido. Apesar de não ter sido capturado em combate, a polícia baiana ganharia notável publicidade com a prisão de Volta Seca, que ocorreu em virtude do cansaço (longa caminhada a pé pela mata durante vários dias), do companheiro de cárcere que ficou muito doente, ao ponto de querer desistir da jornada. Volta Seca não o abandonou, levou-o nos ombros até o primeiro povoado mais próximo, onde foi reconhecido pela população e denunciado a força pública, em seguida preso e recambiado a Salvador

A notícia de sua fuga do famigerado bandoleiro deixou a população sergipana preocupada, porque ainda não havia desaparecido do espírito nordestino, a época de terrorismo em que o banditismo de Lampião criou nos sertões de Pernambuco, Sergipe, Bahia e Alagoas, e de tão graves consequências para o homem do campo. Segundo o Departamento de Segurança, “Volta Seca fugiu da Bahia pelo litoral, penetrando neste Estado pelo município de Estância, e sendo preso em companhia de outro bandoleiro, entre os municípios de Indiaroba e Cristinápolis.” (Diário Oficial. 5 de março, 1944)

Após tomar conhecimento da fuga, as autoridades sergipanas, determinaram rápidas e enérgicas providências, estabelecendo imediatamente contato, com os destacamentos policiais de todo o interior e foi determinada severa vigilância. A Força Policial do Estado, que relevantes serviços prestou no combate ao banditismo, quando este esteve em plena campanha, traz de público, uma vez mais, a sua disposição de combatê-lo, sempre com mais energia, defendendo, com a sua coragem e a sua técnica militar:

“Transportado de Indiaroba para esta capital, desde a sexta-feira última, que aqueles foragidos estão recolhidos à Penitenciária do Estado, à disposição das autoridades policiais do vizinho Estado da Bahia, de onde se evadiram.” (Diário Oficial, 8 de março, 1944)

Quando foi preso pela primeira vez, no final de fevereiro de 1932, Volta Seca submeteu-se a exame psicológico realizado pelo Dr. Artur Ramos:

“Atitude de humanidade. Fala arrastado, responde com precisão a questões que lhe propõem. A este exame preliminar, parece haver um certo grau de mitomania. Aumenta um pouco os relatos de crimes dos seus companheiros. Admiração incondicional pelo compadre Lampião, o que denota um certo grau de erostratismo criminal.

Olhar móvel, desconfiado, intimidado com a presença de várias pessoas – oficiais da Força Pública – que o inquirem.

“Esta vaidade criminal leva-o até a descrer no fracasso de Lampião, que julga invulnerável...”

Segundo Zé Sereno, depois da prisão de Volta Seca, ninguém nunca mais acampou no Raso da Catarina, ou na serra do Chico. Quando o cangaceiro foi preso, Lampião ordenou a divisão dos grupos, entregando o comando aos seus mais experimentados homens: Luís Pedro, Zé Baiano, Velho Cirilo, Jararaca, Manuel Moreno. Cada um com seu grupo formado saiu do Raso, para penetrar nas caatingas. Ao tomar conhecimento da prisão de Volta Seca, Lampião soube que os irmãos Roxo, o haviam entregue à polícia e decidiu vingar. Passou na casa dos irmãos e assassinou todos eles, exceto a mãe e um irmão que encontrava-se viajando. Incendiou a fazenda e destruiu plantações.

Um fato curioso é que “desde que fora internado naquele estabelecimento penitenciário, Volta Seca, com o interesse de captar a confiança de seus vigias, dedicara-se a fazer flores de cera e se exercitava na ginástica, trazendo em si a ideia fixa de uma evasão. Foi o que veio acontecer.” (Diário Oficial, 5 de março, 1944).

Sergipano de Itabaiana, filho de Manuel Antônio dos Santos e Arminda Maria dos Santos, era o 6º dos 13 filhos do casal, nascera em 18 de março de 1918. Volta Seca havia se juntado ao bando de Lampião em 1929, aos 11 anos, e não era a primeira criança a ser aceita no bando: Beija-Flor, Deus-te-Guie, José Roque e Rouxinho. Essas crianças eram utilizadas na lavagem dos cavalos, no carregamento de água, na arrumação e assepsia de pousos e acampamentos, e foram muitas vezes usadas nos serviços de espionagem. Portanto, a sua passagem pelo cangaço foi rápida, não mais de 4 anos.

Volta Seca saiu pelo mundo devido aos maus tratos da madrasta, pessoa violenta que espancava constantemente os enteados. Percorreu sozinho, os sertões de Sergipe e Bahia, até encontrar Lampião em Goroso, no município de Bom Conselho. Em entrevista concedida ao jornalista Joel Silveira, em março de 1944, na Penitenciária da Feira do Cortume, situado na Baixa do Fiscal, Volta Seca diz que no princípio apanhava quase que diariamente de Lampião e outros cabras do grupo. Mas depois endureceu o cangote e o “primeiro que me apareceu com ares de pai, recebi com a mão no rifle.”

Por ser menor, Volta Seca teve que aguardar a maioridade, 21 anos para ir a julgamento. Transferido para Queimadas (BA), a fim de responder por crimes do banco naquele local. Condenado a 145 anos de cadeia, no primeiro julgamento, Volta Seca teve a pena reduzida para 30 anos de reclusão. Mais tarde, o processo foi revisto e a pena reduzida para 20 anos. Em 1954, Volta Seca foi perdoado pelo presidente Getúlio Vargas. Em liberdade, analfabeto e um homem marcado pela sociedade, viu-se diante de um grande desafio. Casou-se e foi morar no Nordeste, quando recebe um convite para morar em São Paulo, do cineasta e diretor Lima Barreto, para assistir e criticar o filme, O Cangaceiro (1953), mediante uma gratificação. O ex-cangaceiro condenou a cena em que Lampião chicoteia um cabra na cara. Diz que nos sertões, não se faz isso com homem, se mata, pois cara de homem no Nordeste é sagrada. Graças às novas amizades conseguiu emprego na Estrada de ferro Leopoldina, onde trabalhou por vários anos.

Cantor e compositor em 1957, Volta Seca gravou pela Continental um LP, com apenas 8 faixas, ‘As Cantigas de Lampião’, com instrumentação do maestro Guio de Moraes: ‘Acorda Maria Bonita’, ‘Escuta Donzela’, ‘Eu não pensei tão criança’, ‘Lá prá Mina’, ‘A Laranjeira’, ‘Mulher Rendeira’, ‘Lampião e Sabino’, ‘Se eu Soubesse’. Em 1959, teve o baião ‘A Laranjeira’ gravado por Zé do Baião, e no ano seguinte, por José Tobias, a toada ‘Se eu Soubesse’.

Fontes: Jornal da Cidade - A prisão de Volta Seca; Dicionário Cravo Albin da MPB.

http://cifrantiga2.blogspot.com.br/2010/07/volta-seca.html

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CORONEL ANTONIO DO PRADO FRANCO


Como prometido, foto do Coronel Antônio do Prado Franco, dono desde 1914 do Engenho Central onde o pai de Volta Seca trabalhou, também Volta Seca era um coiteiro de Lampião. Em 1932 ele foi denunciado por um engenheiro, levando-o a cortar relações com Virgulino. Veio a óbito em 1 de junho de 1939.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos com Pedro Souza

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MARIA GOMES DE OLIVEIRA A MARIA BONITA


No próximo dia 08 de Março deste, Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita, a rainha do cangaço estará aniversariando. Muitos pensam que o dia 08 de Março, que é o dia da mulher, é uma homenagem à cangaceira Maria Bonita, mas não tem nenhuma ligação com ela, apenas ela teve a sorte de nascer no dia 08 de Março, que se faz homenagem à mulher. Mas mesmo que ela foi uma mulher diferente, isso não impede que ela tenha direito à esta homenagem. Ela também era um ser humano, uma senhora, e além disto, era mãe. 

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A CARTA DE UM FAZENDEIRO, AO AMIGO, RELATANDO A PRESENÇA DE LAMPIÃO, EM SUA REGIÃO, JEREMOABO, RARA!


O fazendeiro Manuel Vieira de Andrade - "Seu Né", de Bom Conselho, hoje, Cicero Dantas, fala da presença de Lampião em sua região e a ameaça de invasão às suas terras, Seu Né, vem a ser o pai de Joãozito Andrade, o melhor criador de Nelore do Brasil, e salvador da extinção dos caprinos Canindé, graças aos seus esforços, o Brasil, deve ao mesmo, a melhoria do gado nelore, a não extinção do bode canindé e a criação da raça caprina trindade, tudo isso em pleno sertão de Jeremoabo, esse é um verdadeiro herói nacional, nunca aqueles, tenham certeza!





Fonte principal - A trajetória de vida e vocação de um sertanejo
De - Joaozito Andrde e Erenilda Amaral.
Pesquisa - Gilmar Teixeira.


Fonte: facebook

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quarta-feira, 4 de março de 2015

O FACÍNORA VOLTA SECA


Volta Seca e amigos de trabalho na Estrada de Ferro Leopoldina. Ele está atrás, é o sexto da esquerda para a direita. Década de 60.



Aqui Volta seca trabalhou, até se aposentar em 1983. Acervo: Marcio Vieira.


Centro de Leopoldina, 1955. Acervo: Regina Lucia Junqueira. Vota Seca morou nesta cidade após o cangaço.


Esta o leitor já a conhece - Felismina dos Santos, era irmã de Antonio dos Santos o cangaceiro Volta Seca. 


Fonte: facebook
Página: Robério Santos‎

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GATO O CANGACEIRO

1: Piranhas do Alto

O cangaceiro Gato matou 11 pessoas inocentes na invasão à Piranhas em 1936. 

2: Antiga Delegacia de Piranhas

As Volantes depois mataram exatamente 11 Cangaceiros no Angico em 1938. 

3: Caminho para o Angico.

Coincidência ou exatidão na vingança? No mínimo curioso.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos‎

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Por Archimedes Marques

Caros amigos:

Para quem ainda não o possui, novamente encaminho o link completo do original do livro raro "cangaceiros do nordeste", escrito em 1929:



Fonte: facebook
Página: Archimedes Marques

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BILHETE DE LAMPIÃO EXTORQUINDO EM 5 CONTOS, O CEL. ANTONIO FRANCO


BILHETE DE LAMPIÃO EXTORQUINDO EM 5 CONTOS, O CEL. ANTONIO FRANCO (irmão do ex-governador de Sergipe, Augusto Franco), DONO DA USINA CENTRAL... Nele Lampião entende que extorquir dinheiro dos coronéis, era tido como um " negócio ", como outro qualquer...

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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O CANGAÇO COMO DESTINO E SINA

Por Rangel Alves da Costa*

O cangaço foi verdadeiro destino e sina para muita gente sertaneja. Foram diversas as motivações que - numa junção de fatores - permitiram que o sertanejo enveredasse pelos difíceis e perigosos caminhos do cangaceirismo. Desde o encantamento do homem perante aquele mundo surrealista à necessidade de compartilhar no combate às injustiças, tudo podia conduzir ao cangaço. Mas se assevere que nenhum se tornou cangaceiro por acordo ou em troca de qualquer favor.

Virgulino Ferreira da Silve, o Lampião, líder máximo de quantos chefes cangaceiros já existiram nas terras nordestinas, é exemplo maior de como o homem, tantas vezes, tem seu destino forjado pelos acontecimentos. Mesmo nascido e crescido numa região violenta, de rixas e disputas sangrentas, teve que sentir no sangue familiar jorrado o seu destino marcado. E quando foi além da vingança chamou para si um caminho sem volta. Fruto do meio hostil, revoltosa cria da violência e da injustiça, de repente já havia se transformado em ponta de espinho.

Os primeiros bandos surgidos, portanto antes do aparecimento de Lampião, eram formados por sertanejos cujas motivações não eram outras senão ter ao seu alcance um meio de expressar suas iras e revoltas. Alguns viam no bando um escudo contra perseguições de outros crimes praticados, mas a maioria via no grupo organizado uma forma de empunhar armas contra as perseguições, as tiranias, o poderio cruel dos latifundiários e coronéis e a submissão imposta ao pobre sertanejo. Logicamente que não havia nenhuma ideologia, mas simplesmente a vontade de combater aquilo tido como mal que assolava o sertão.

Mas é preciso que se lance um olhar ao contexto social das terras nordestinas onde o cangaço foi germinando. Se ainda hoje a pobreza extrema é ainda encontrada por todo lugar, naqueles idos a situação era ainda mais estarrecedora. O homem vivia da terra e esta estava nas mãos de uns poucos poderosos. A estes tinha de se submeter não só para sobreviver como para continuar vivendo. Era uma realidade marcada pelo jugo coronelista, pelo abandono do Estado, onde a lei era tida como carta marcada à disposição do poder.


O homem empobrecido, encabrestado e sob o jugo do poder, se via de mãos e pés atados por cima do seu próprio chão. Não podia contar com a lei sem se ajoelhar perante o coronel, não podia sobreviver com dignidade sem deixar uma parte de si escravizada pelo mando, não podia bradar sua revolta e indignação para não ser prontamente vitimado. Era uma situação de agonia e desesperança. Sem a terra, sem um ofício digno, muitos acabaram prestando serviços de sangue aos poderosos. Tornaram-se matadores, jagunços, sanguinários.

Só havia um meio de lutar contra essa situação, esse estado de abusos: empunhando armas e lutando contra o poder, o Estado, as forças tidas como legais, mas que não passavam de mecanismos de perecimento total das forças do homem. E assim foram se reunindo em grupos, num misto de homens deserdados da terra, perseguidos, revoltosos e dispostos a contestar pela voz da arma a violência já desde muito enraizada. Rudes, brutais, cheios de ódio, dispostos a enfrentar qualquer perigo, assim eram aqueles primeiros bandoleiros. E não foi muito diferente daí em diante, pois as motivações persistiram.

Desse modo, para muitos o cangaço surgiu como sina após as forças poderosas de então impedir seus destinos de homens trabalhadores e desejosos apenas de meios produtivos para sobreviver. Se a sina de sofrimento estava sendo imposta pelos donos das terras, das leis e da vida, então que o destino fosse forjado no combate aos algozes. E os carrascos do desvalido nordestino eram sempre os promotores das injustiças, ainda que muitas vezes os líderes cangaceiros tenham pactuado com os poderes em troca de proteção, armamento e dinheiro.

Por outro lado, numa fase posterior, o chamado ao cangaço se deveu também ao encantamento provocado pelo bando, principalmente as feições ensolaradas e cativantes dos cangaceiros. Muitos jovens sonharam e depois enveredaram pelos caminhos da luta sangrenta tão somente pelo maravilhamento e ilusão de um mundo cheio de nobres aventuras. A visão da cangaceirama como pessoas valentes, como guerreiros invencíveis, bem como pela suntuosidade das vestimentas, dos ornamentos e armas, também fez despertar o interesse de muitos descontentes com as mesmices sertanejas.

Já outros viram no cangaço um tipo de acerto de contas, uma oportunidade de dar respostas aos abusos costumeiramente praticados pelas autoridades contra os desvalidos homens da terra. O caso de Zé de Julião, o cangaceiro Cajazeira, é exemplar. Depois de presenciar tantas violências e arbitrariedades praticadas pela polícia, bem como após afirmar que não suportava mais aceitar calado as contínuas extorsões cometidas contra seu pai, um próspero fazendeiro sertanejo, decidiu seguir os destinos do cangaço para combater o opressor. E foi aceito no bando, juntamente com sua jovem esposa Enedina.

Cada um com sua justificativa, suas motivações, mas todos vendo no cangaço uma forma de luta contra um mal maior. Luta esta historicamente incompreendida, principalmente porque a guerra cangaceira não foi contra nenhum inocente, mas contra o poder opressor.

Poeta e cronista
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Colégio Diocesano Santa Luzia - 114 anos de fundação - 01 de Março de 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

Amanhã, 02 de março de 2015, o Colégio Diocesano Santa Luzia completa 114 anos de atividades. É uma data importante não só para a cidade de Mossoró como também para todo Estado do Rio Grande do Norte, já que pelos bancos do Santa Luzia passaram diversas personalidades que atuaram e atuam nos diversos campos do conhecimento humano.


A ideia da fundação do Colégio Diocesano Santa Luzia surgiu quando da 1ª visita pastoral do Bispo Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, em 30 de janeiro de 1900. Durante o tempo que durou a visita, Dom Adauto em conversa com os paroquianos, sentiu que a maior aspiração do povo mossoroense era a criação de uma “casa de educação moldada nos princípios evangélicos”. Foi pensando em atender a essa necessidade que o Bispo reuniu os cidadãos de maior projeção da cidade, para discutir a possibilidade da instalação de um educandário, já no ano seguinte, que preenchesse os requisitos mais indispensáveis à formação intelectual dos jovens, dentro dos princípios cristãos. Aceita a ideia da criação do educandário, os presentes se comprometeram a adquirir prédio e mobiliário que se adaptasse a tal fim. Para tanto, foi composta uma comissão formada por: Cel. Miguel Faustino do Monte, comerciante; Dr. João Dionísio Filgueira, Juiz de Direito da Comarca e o Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro, médico e político. Sem perda de tempo, a comissão angariou, junto a todas as classes sociais, os recursos necessário para a aquisição de cinco casas, na rua 30 de setembro, hoje Rua Dix-sept Rosado, onde se localiza atualmente a Agência Central do Banco do Brasil.
               
No dia 22 de fevereiro de 1901 chegou a essa cidade o Cônego Estevão José Dantas, para em nome de S. Excia. Revma. O Sr. Bispo diocesano, fundar e dirigir um Colégio de Instrução primária e secundária. Foi assim que em 02 de março de 1901, num dia de sábado, às doze horas do dia, no prédio onde deveria funcionar o colégio, se reuniu autoridades e cidadãos mossoroenses, sob a presidência do Reverendíssimo Cônego Estevão José Dantas, para oficializar o ato de fundação do estabelecimento de ensino, que passaria a se chamar: “Collegio Diocesano de Sancta Luzia de Mossoró”, conforme consta na Ata de instalação do colégio.
               
Em princípios de outubro de 1901, foi iniciada a construção de um novo edifício, no mesmo local das velhas casas, para atender as necessidades crescentes de um colégio que abrigava não só alunos de Mossoró, como também de comunidades vizinhas que entregavam a educação de seus filhos aos cuidados do Cônego Estevão Dantas.
               
O jornal “O Mossoroense” em seu nº 86 de 30 de novembro de 1905, comentava o encerramento daquele ano letivo com as seguintes palavras: “A 25 do corrente fechou o ciclo de seu primeiro lustro letivo o Colégio Diocesano que nesta cidade funciona sob a invocação de Santa Luzia e obedece à competente direção do respeitável Senhor Cônego Estevão José Dantas. Três são os poderosos fatores a que Mossoró deve este importante instituto de educação e instrução que tão relevantes serviços vai prestando à mocidade deste e dos Estados vizinhos: à bem inspirada iniciativa do Exmo. Sr. Bispo Dom Adauto e o concurso generoso e franco da população abastada desta cidade de um lado e a ação decidida, perseverante e orientada do Cônego Estevão Dantas, de outro, a quem, em boa hora, fora confiada a melindrosa e pesada tarefa da fundação e direção do estabelecimento, desde a construção do edifício até à completa organização técnica do instituto. Grandes foram as dificuldades a superar no desempenho dessa tarefa utilitária, as quais longe de entibiarem, ao contrário, foram outros tantos incitamentos aos resolutos desígnios do operoso paladino da nobre ideia em ação.
               
O Cônego Estevão permaneceu na direção do Colégio Diocesano Santa Luzia desde a sua fundação em 02 de março de 1901 até 17 de fevereiro de 1907, quando solicitou afastamento para tratamento de saúde. Já havia cumprido sua missão: plantou a semente de um educandário que a 114 anos vem prestando relevantes serviços ao povo de Mossoró, conservando o mesmo pensamento que é a de dotar os jovens de conhecimentos indispensáveis à formação intelectual, dentro dos princípios cristãos.
  
Geraldo Maia do Nascimento

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Fonte:
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DICIONÁRIO BIOGRÁFICO CANGACEIROS E JAGUNÇOS

Por Archimedes Marques

É com grande satisfação que anuncio e conclamo todos os amigos de Sergipe, os amantes da história e da cultura nordestina, em especial os apreciadores, estudiosos, pesquisadores, colecionadores do tema cangaço para comparecerem ao lançamento da 2ª Edição do livro “Dicionário Biográfico Cangaceiros e Jagunços”, de autoria do querido amigo Renato Luís Bandeira, a acontecer no próximo sábado, dia 7 de março de 2015, às 16:00 horas, na Livraria Escariz da Avenida Jorge Amado, em Aracaju. Vale ressaltar que esta 2ª Edição foi revisada e ampliada, contando com 432 páginas.


O nobre escritor baiano da Chapada Diamantina, já publicou livros históricos e biográficos com destaque para “A Coluna Prestes na Bahia”, “A Guerra dos Coronéis e os Garimpos na Chapada Diamantina”, “O Enigma de uma Civilização Perdida no Sertão da Bahia”, “Chapada Diamantina História Riquezas e Encantos”, dentre outras não menos destacadas obras literárias. Nesta obra o incansável escritor, homem das letras por natureza, apresenta uma verdadeira coletânea com mais de mil nomes, imagens e informações de cangaceiros de todo o Nordeste, fruto de grande pesquisa.

Aracaju terá o privilégio de ser a primeira cidade a ser contemplada com tão importante livro, a primeira cidade de uma verdadeira Maratona Literária por 7 Estados do nosso amado Nordeste, em um percurso aproximado de 6.000 km.


Eis a previsão e rota da Maratona que fará o destemido amigo Renato Luiz Bandeira em companhia da sua guerreira esposa Cristina de 05 de março a 30 de abril de 2015:

ARACAJÚ (SE) / São Cristóvão, Laranjeiras / PROPRIÁ (SE) / N.S. de Lourdes, Gararu, Porto da Folha, Pão de Açucar, Poço Redondo / PIRANHAS (AL) Jatobá, Nova Petrolândia / FLORESTA (PE) / SERRA TALHADA (PE) – via Flores / PRINCESA ISABEL (PB) – via Quixadá, Carnaíba, Afogados da Ingazeira, Iguard / SERTÂNIA (PE) – via Arcoverde, Pedra, Venturosa, Caetés, GARANHUNS (PE) / CARUARU-(PE) / RECIFE (PE) / JOÃO PESSOA (PB)- CAMPINA GRANDE (PB) via Patos, Pombal, Jaricó, Catolé do Rocha, Janduís, Patu, Campo Grande, Caraúbas, Governador, Dix-Sept Rosado/ MOSSORÓ- (RN) via Apodi, Itaú, São Francisco do Oeste, Ferros, José da Penha, Uiraúna, Souza, Cajazeiras / JUAZEIRO DO NORTE (CE) / CRATO-(CE) / PICOS-(PI) / PAULISTANA-(PI) / PETROLINA-(PE). E finalmente SALVADOR (dia 30 de abril) – Fundação Fernandes da Cunha – 17 horas.

Desde já desejo boa viagem ao honrado casal e almejo todo o sucesso possível nesse novo desafio do nobre amigo Renato Luís Bandeira.

Fonte: facebook
Página: Archimedes Marques 


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terça-feira, 3 de março de 2015

O VALENTE CANGACEIRO " MEIA NOITE "


Esse transformou-se em lenda no cangaço. Na mesma fotografia tirada por Genésio Gonçalves de Lima, na Fazenda da Pedra, encontramos Antônio Augusto Correia, "Bagaço" ou "Meia-Noite". Esse cangaceiro participou do festim diabólico que envolveu o magistrado de Sousa, Dr. Archimedes Soutto Maior. A desmoralização do juiz suscitou perseguição inaudita aos envolvidos no caso. "Meia-Noite" foi alcançado em uma casa de farinha no sítio Tataíra, divisa de Princesa/PB com Triunfo/PE. Abandonado pelos companheiros de armas que não queriam envolvimento com o grave acontecido em Sousa/PB, tendo apenas a companheira Maria consigo, cercado por tropa composta de quase noventa homens, "Meia-Noite" lutou galhardamente. Quando os cachimbos (civis em armas) e militares comandados pelo Tenente Manuel Benício finalmente conseguiram entrar na casa de farinha onde se acoitara aquela verdadeira "fera humana", após a fuga do cangaceiro, encontraram Maria em estado de pânico e quase 500 cartuchos deflagrados de fuzil mauser DWN modelo 1912 (cf. Érico de Almeida em Lampeão, sua história).

Fonte facebook
Página: Voltaseca Volta

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LAMPIÃO NÃO ERA GAY


Eis a questão: Lampião era gay ou não? Li os livros "Lampião contra o mata-sete", de Archimedes Marques, e “Lampião, o mata sete”, de Pedro de Moraes. Como escritor e pesquisador do tema, farei minha crítica literária sobre as obras.


Sobre “Lampião, o mata-sete”:

Ser Lampião um gay, não seria demérito (longe disso!); desde que isso fosse verdade. Agora, inventar uma fofoca descabida sobre uma figura pública, amada e odiada, e conhecida mundialmente, sem nenhum elemento comprovador que sustente tal afirmativa é, no mínimo, uma irresponsabilidade literária sem precedentes. A história dele é dele. Lampião construiu-a com suor, luta, sabedoria e risco de morte a todo instante.

Lampião nunca foi um mata-sete. Nem foi de jogar confete. Essa obra de Pedro de Morais é um absurdo do absurdo. Li mais de 100 livros sobre o cangaço, e fiquei curioso com esse tema inédito levantado. Estava receoso, mas quando o li vi logo que se trata de um lixo literário. Um escrito sem pé e sem cabeça. Do começo ao fim, algo fora de lógica. Informações erradas, sem fonte, sem prova, sem baliza histórica, enfim. “A má informação é pior do que a desinformação” (adágio popular). A história de Lampião não é para amadores e aventureiros, muito menos para quem vive num mundo-fantasia. É a história de um homem público, um dos brasileiros mais biografados e conhecidos no mundo.

Se Lampião fosse vivo, será que ele teria coragem de escrever isso?! Certamente o rei do cangaço fá-lo-ia comer o livro e beber uma moringa de água.

Sobre “Lampião contra o mata-sete”:

Archimedes Marques mostra ser, e o é, conheço-o, pesquisador de fôlego, de responsabilidade e de credibilidade. Ele fala pela verdade dos fatos históricos. Seu livro é mais do que um contraponto, é mais do que um livro contestador, é um livro construído com uma pesquisa séria, profunda, crível e com participações de gente que pesquisa e entende do assunto. O autor é um experiente investigador, e tem noção de pesquisa. Excelente esclarecedor de fatos.

Livro admirável. Além da riqueza de informações e de esclarecimentos, uma admirável e genial engenharia do livro; bem estruturado e bem organizado. O autor é articulado e tem instinto de rastreador. Admirável o seu equilíbrio emocional, de experiente investigador. Admirável sua racionalidade. De uma só vez, está sendo a vanguarda desse necessário contraponto e a salvaguarda da verdadeira memória do cangaço.

Bem, vamos aos fatos:

No cangaço não entraria, jamais, e nem permaneceria, dois tipos de gente: gay e obeso. O gay não seria aceito, naquele bando selvagem e preconceituoso da época, e muito menos lideraria o grupo; e o obeso não teria a resistência física necessária para a vida de cangaceiro
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O cangaço não era para fracos. Exigia integrantes, homens e mulheres, bravos e guerrilheiros e de muita resistência física e mental. E ser chefe, mais ainda: tinha que ser líder de história, respeitado dentro e fora do acampamento.

A vida de cangaceiro, na construção do dia-a-dia, era difícil e perigosa; perigo constante. Perda de tempo buscar-se tranquilidade, impossibilitada pela perseguição de morte. Matava-se, até, para viver. Um caminho sem volta para os bravos, que não se resignavam, a exemplo de Lampião; este tem um grande mérito: nunca foi preso.

Uma juventude rebelde, a maioria abaixo dos 25 anos, que com o chegar de uma idade maior, passava a desanimar-se e a desiludir-se daquela vida errante e perigosa. Estes passavam a refletir e a pensar em retirar-se do Sertão, como fez Sinhô Pereira. Ficando na luta, com o cansaço e desânimo, inevitavelmente surgiria vacilo; inexistente em outrora.

Assim aconteceu com Lampião, que já vivia uma vida, em parte, fora do padrão totalmente selvagem, já que havia mulheres no grupo e a construção de família, com filhos como Expedita, filha de Lampião e Maria Bonita. O rei do cangaço já contava mais de 40 anos quando morreu, ou seja, não era mais aquele jovem despreocupado de questões assim.

Ele viveu três momentos em sua vida: o primeiro foi o da revolta e da busca da vingança; o segundo o de criminoso, que seguia a máxima: “O crime compensa, largar pra quê?”; e o terceiro a busca pela sobrevivência, ao ser perseguido pela polícia de sete Estados.

Os conflitos entre os ânimos e desânimos martelavam sua cabeça, diante da realidade cruel e da pressão dos familiares e mulheres, como é o caso de Maria Bonita, que passou a reclamar constantemente daquela vida errante e sofrida.

Encerro com a definição de Rosa Bezerra, sobre Lampião: "Lampião foi o símbolo de seu povo: nele estão o bem, o mal, o sofrimento, a agressividade, a violência, a raiva, o amor".

Marcos Damasceno
(escritor)

Fonte: facebook
Página: Archimedes Marques

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TERIA SIDO O JANUÁRIO SETE ORELHAS UM CANGACEIRO SOLITÁRIO NOS SERTÕES DAS MINAS GERAIS?

Por Archimedes Marques

Para vingar seu irmão esfolado vivo por sete homens, o justiceiro Januario Garcia Leal realizou uma incansável caçada de seis anos pelos sertões mineiros, eliminou tais assassinos e enfileirou sete orelhas no seu cordão, ganhando assim o apelido de JANUARIO SETE ORELHAS.


A sua saga é contada em filme e também em livro. Já possui o livro caro amigo Voltaseca Volta? Se ainda não entre em contato com o amigo Helio Garcia Leal eliogarcia@superig.com.br


O vingador Januário Garcia Leal ganhou monumento em São Bento Abade, no Sul de Minas.

Para os amigos que não conhecem dessa história, vejam maiores detalhes nos links abaixo:



Fonte: facebook
Página: Archimedes Marques

http://blogdomendesemendes.blogspot.com