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domingo, 25 de outubro de 2020

O GATO NO CANGAÇO / GATO E SUA MULHER INACINHA

Por Histórias do Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=vwJgBCZ8xBU&ab_channel=Hist%C3%B3riasdoNordeste

Olá pessoal... Mais um Vídeo!!! Obrigado por nos acompanhar e curtir nossos conteúdos. Não esqueça de inscrever-se. Música Enquanto Houver Saudade / Orlando Silva https://youtu.be/UbrsdYtqIZY  " O seu José é um estudioso e admirador do cangaço. Nesse canal você irá aprender muitas coisas sobre o nordeste em especial sobre os cangaceiros. Irá ouvir as opiniões e análises que meu avô faz com tanto brilho e descrição sobre todos os assuntos por ele escolhidos e por vocês pedidos. " Douglas A. Nascimento.

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MOÇA A GIGANTE DO BANDO DE CORISCO - JOANA CONCEIÇÃO DOS SANTOS

 Por Histórias do Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=PMsQ_XuefnY&ab_channel=Hist%C3%B3riasdoNordeste

Olá pessoal...! Mais um Vídeo!!! Obrigado por nos acompanhar e curtir nossos conteúdos. Não esqueça de se inscrever. Você é amante da literatura? Já imaginou levar milhares de livros em um único dispositivo, e com bom desconto??? Conheça o Kindle Amazon 10a. geração. 

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MOTIVOS DA SAÍDA DE CORISCO E ZÉ BAIANO DO BANDO DE LAMPIÃO

 Por Histórias do Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=AZffaVRhn-U&ab_channel=Hist%C3%B3riasdoNordeste

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ESPETÁCULO CHUVA DE BALA NO PAÍS DE MOSSORÓ

 Por Na Rota do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=me1oEVnZ3pI&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0R0R0SzV8RViVMHjn0Hr33j7Xeg-k2mtND-Ee3iv1D7ZimVyr_khvL68Y&ab_channel=NaRotaDoCanga%C3%A7o

No dia 13 de junho de 1927, Mossoró, no Rio Grande do Norte, entrou para história como a primeira cidade nordestina a expulsar o bando do cangaceiro Lampião, com a participação do povo. Esta história de resistência do povo mossoroense é recontada, todos os anos, no espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró”, apresentado durante o Mossoró Cidade Junina. O espetáculo é um patrimônio do povo de Mossoró e aqui deixo pra vocês trechos do evento, espero que gostem. Trechos tirados do espetáculo apresentado em 2010 em Mossoró. Texto de Tarcísio Gurgel Direção: João Marcelino Músicas: Danilo Guanais Realização: Prefeitura Municipal de Mossoró

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ALGUMAS REFERÊNCIAS DE MORTE E SEPULTURAS DE MILITARES QUE COMBATERAM O CANGAÇO

Por Rubens Antonio

No Cemitério do Campo Santo, em Salvador, Bahia

- Hercilio Rocha



- Arsênio Alves de Souza


- Alberto Lopes



No Cemitério do Jardim da Saudade, em Salvador, Bahia
- Liberato de Carvalho

As Guias indicando os falecimento e sepultamento são de propriedade da Santa Casa de Misericórdia, Salvador, Bahia

http://cangaconabahia.blogspot.com/2015/

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ZÉ LEOBINO, O ÚLTIMO ABOIO DO VAQUEIRO FILHO DE POÇO REDONDO.

 Por Rangel Alves da Costa

José Ventura Lins, mais conhecido como Zé Leobino, nasceu em Poço Redondo pelos idos de 1924. Vaqueiro afamado, reconhecido por sua garra e tenacidade na caçada do boi, na juntada do gado e nas lides dos currais e das malhadas grandes, Zé Leobino passou a simbolizar a autenticidade do vaqueiro nordestino. 

Seu reconhecimento aumentou quando passou a prestar serviço de vaqueirama na antiga e lendária Fazenda Cuiabá, da família Brito (Coronel Chico Porfírio de Brito, e depois seus filhos Antônio e Hercílio Brito), na região de Canindé de São Francisco, onde trabalhou durante trinta e cinco anos. 

Com a desapropriação da fazenda para fins de reforma agrária, Zé Leobino foi fincando moradia ainda em Canindé, onde teve um intenso trabalho de mídia para forjá-lo como filho natural do lugar, tendo até estátua erguida em sua homenagem. Daí em diante Canindé se arvorou da filiação de Zé Leobino e este passou a ser utilizado como símbolo daquela então próspera cidade. 

Com efeito, o velho vaqueiro de Poço Redondo nunca se importou em servir como verdadeiro produto para o alavancamento cultural e turístico de Canindé, pois a ele importava muito mais o reconhecimento pelas suas lides de grande vaqueiro. Incentivou a cavalhada, proporcionou maior reconhecimento ao sertanejo do terno de couro, tornou-se, enfim, um ícone brasileiro a partir dos sertões sergipanos. 

Com sua partida aos 96 anos neste final de semana, uma dolorosa e sentida perda para todo o sertão sergipano, principalmente para Poço Redondo, onde nasceu e se iniciou na vida vaqueira, e Canindé, onde passou a residir após as porteiras da fazenda Cuiabá serem fechadas. 

Agora, entre aboios e toadas, a vaqueirama se despede em versos molhados de lágrimas. “Cavalo sente no peito, o vaqueiro em lágrima desfeito, o sertão insatisfeito pelo que lhe fez o destino, chamando Zé Leobino pra vaquejar lá no céu...”.

https://www.facebook.com/photo?fbid=3703497769670008&set=a.476409229045561

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JORGE REMÍGIO E PEDRO POPOFF DO CORDEL.

 


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GALERIA ROSA FARIA

 Por Zozimo Lima

Estive, há poucos dias, depois de prolongada ausência, na afamada Galeria Rosa Faria, sediada à praça Olímpio Campos, nº 611, nesta capital.

Todos os meus leitores sabem do meu trabalho jornalístico para dar justo relevo à Galeria da talentosa pintora sergipana, nascida, como eu, o Marques Guimarães e o Orlando Dantas, na risonha Princesa dos Tabuleiros ou Verona de Sergipe, como a chamava o saudoso poeta Cleómenes Campos.

Agora, porém, com grande surpresa, encontro a Galeria mais enriquecida de telas com paisagens e marinhas magníficas. Rosa Faria tem afinidade pictórica com Caravaggio e Holbein. É por isso que o seu pincel não descansa, seguindo as diretrizes da sua inteligência privilegiada.

Não temos, apenas, em Aracaju, a Galeria Álvaro Santos, mas outra, de opulenta produção, a GALERIA ROSA FARIA, que tem recebido constantemente, a visita de notáveis artistas plásticos de outros Estados, bem como de intelectuais da altitude mental de Aurélio Buarque de Holanda, da Academia Brasileira de Letras, de Jenner Augusto, pintor conhecido na América e na Europa, do fecundo escritor Jorge Amado, traduzido em vários países, em várias línguas.

As telas de Rosa Faria prendem pela graça, pelos firmes traços e pelo colorido igual ao de Renoit e Fragonard. Convido aos senhores colecionadores de finas obras d’arte a irem à Galeria de Rosa Faria para adquirir e ornamentarem os seus salões de belíssimos quadros.

Rosa Faria recebe os visitantes sempre alegre, bem humorada, dando a medida da sua primorosa educação que exorna a sua preclara individualidade de mulher admirável, envolvente. Rosa é uma flor humana encantadora.

Não deixem, artistas, intelectuais, magistrados, professores universitários, mulheres de ternura e espírito, de visitar a Galeria de Rosa Faria, como incentivo necessário para que ela possa produzir mais e com absoluta perfeição.

Rosa Faria é uma artista excepcional, ocupada agora em debuxar em azulejos cozidos em forno de alta pressão elétrica que lhe custou três milhões de cruzeiros. É o único em Sergipe e em vários estados do Nordeste.

Um dos seus últimos azulejos, com vistas do Palácio do Governo e da Assembleia Legislativa de três metros horizontais e um metro vertical (3 x 1), deverá ser adquirido pelo Sr. Dr.

Governador para incrusta-lo num dos salões do Palácio, com dois murais no hall, obra de Jordão Oliveira, e o mosaico de Rosa Faria.

O Dr. Paulo Barreto indo visitar a Galeria de Rosa Faria para certificar-se do que afirmo nestas linhas, estou certo que regressará com o propósito de adquirir o ornamental trabalho da talentosa artista sergipana.

A Galeria Rosa Faria é considerada de utilidade pública por lei Municipal do prefeito Dr. Sosthenes Aguiar.

Acervo do pesquisador 

https://www.facebook.com/antonio.correasobrinho

Antônio Corrêa Sobrinho

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LAMPEÃO PERDEU UM OLHO E O IRMÃO LEVINO

 Por Giovane Gomes


Feke do Cangaço Jornal Cearense atribuir a cegueira do olho de Lampião e a morte do seu irmão Levinho a uma Volante Cearense .

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O VERDADEIRO SINHOZINHO MALTA

 Tomislav R. Femenick – Jornalista

Nos meus quase quarenta anos morando em São Paulo, realizei alguns trabalhos que eu realmente nunca esperei fazer; quer pela sua magnitude (por exemplo: gerenciar a auditoria externa do Banco do Brasil, em todo o país); quer pelos seus aspectos inusitados (outra vez, por exemplo: dar consultoria a um grupo empresarial italiano na instalação de uma fábrica de fábricas de papel higiênico). No primeiro caso eu fazia parte do corpo diretivo da Campiglia Auditores; no segundo, da Deloitte/Revisora Consultoria. Houve outros casos insólitos, como da vez em que fui chamado a participar de uma reunião para ajudar na solução de um caso de chantagem amorosa, promovida por uma amante casual de um diretor, ou de outra em que encontrei mais de três mil geladeiras que haviam “sumido” dos estoques de uma grande loja de departamento.

Tudo isso foi estranho e não usual para mim. Mas, nada foi tão insólito quanto meu encontro com o verdadeiro Sinhozinho Malta. Sim, você não leu errado: o “verdadeiro Sinhozinho Malta” – e olhe que não estou falando do maravilhoso ator Lima Duarte e sua personagem na novela Roque Santeiro, da TV Globo.

José Pedro Canovas

Um certo dia do ano de 1973 – e lá se vão quase 50 anos –, bem cedinho recebi um telefonema de José Pedro Canovas, meu colega de trabalho na Deloitte/Revisora. Tinha um recado para mim, de parte de nosso diretor Ernesto Marra: quando eu fosse para a firma, levasse maleta e bagagem para um trabalho especial fora da cidade, que poderia demorar uma semana, um mês ou mais.

Mensagens como essa não eram surpresas. Surpresa foi, sim, saber que o professor Marra (ele, que não saía do escritório) iria comigo para Araçatuba, iniciar uma auditoria. Só por isso, eu avaliei a importância do cliente. Também, não era por menos, o cliente era o Frigorífico T. Maia. Dito assim, hoje isso não significa nada. Mas, há cinquenta anos a história era outra.

O Frigorifico T. Maia pertencia a Sebastião Ferreira Maia, o celebre e conhecido Tião Maia, então o rei do gado do Brasil. Mineiro, com primário incompleto e boiadeiro. Sabido, explorou o jeito caipira de falar e de se comportar e fez amizade com empresários e políticos de altos níveis. Conseguiu ser o maior criador de gado do Brasil e montou um frigorifico, no interior de São Paulo.

Passada a “porteira” do frigorifico, fomos recebidos pelo próprio Tião Maia, que estava sentado na calçada do prédio da entrada. E alí também ficamos sentados. O professor Marra, eu, Tião e dois de seus funcionários (um era contador e outro, advogado). Em suma: ele queria saber o que a auditoria especial iria fazer. Algumas questões, de caráter informativo, foram respondidas e outras, por se tratarem de matérias relacionadas às investigações propriamente ditas, foram resguardadas. Aí foi que nós, o célebre Tião Maia e eu, começamos a falar diretamente. Ele não queria saber como a auditoria seria realizada, queria mesmo era saber o “porquê”, qual razão, de se fazer de um jeito e não de outro.

Depois disso, fomos lanchar. Mas, como era por volta das onze horas, o lanche foi um churrasco, ocasião em que, de tão relaxados, esquecemos-nos do trabalho e começamos a jogar conversa fora. E, então, o célebre Tião Maia olha para mim e pergunta: “você é russo”? Eu respondi que não, que era de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e filho de croata.

Se você quiser saber algo sobre Mota Neto clique neste link: http://blogcarlossantos.com.br/apos-quase-70-anos-mossoro-pode-ficar-sem-nome-na-camara/

Foi então que ele falou da sua amizade com Mota Neto, quando este último fora superindentende do Instituto Brasileiro do Sal. Foi Motinha quem convenceu o maior pecuarista do Brasil a usar sal grosso misturado à ração de seu imenso rebanho, comportamento que passou a ser copiado por outros criadores. Depois falei disso com o meu primo (Mota Neto era meu primo) e ele confirmou o fato.

Por motivos políticos e econômicos, o ex-boiadeiro mineiro deixou o Brasil em 1976 e foi para a Austrália. De lá foi para os Estados Unidos, para Las Vegas; não para jogar, mas para construir residências. Quando morreu deixou, entre outras coisas, cerca de 170 mil cabeças de gado, duas fazendas na Austrália e um conjunto de casas em Las Vegas – somente este no valor de 30 milhões de dólares.

Tribuna do Norte. Natal, 25 out. 2020

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sábado, 24 de outubro de 2020

ESCRITOR JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO NOS ENTREGA MAIS DUAS MARAVILHOSAS OBRAS SOBRE O NORDESTE

  Por José Mendes Pereira


José Bezerra Lima Irmão escritor, pesquisador do cangaço e membro da Academia Gloriense de Letras em Nossa Senhora da Glória, no Estado de Sergipe, Membro Correspondente da Cadeira nº. 03, com uma vasta biografia, nascido no Alagadiço de Frei Paulo, no Estado de Sergipe, nos entrega mais duas maravilhosas obras sobre o Nordeste do nosso Brasil. Estas obras abaixo integram a trilogia do autor.


A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais  e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva. 

Tenente João Bezerra da Silva o exterminador de Lampião e seu grupo.

A demanda deste livro tem sido de Norte a Sul e de Leste a Oeste do chão brasileiro, e olha que ele já está na 5ª. edição. Cada um que solicita o livro quer conhecer tudo sobre Virgolino Ferreira da Silva o Lampião. 

Zé Saturnino o primeiro  e maior inimigo dos Ferreiras.

O livro fala desde o namoro dos pais de Lampião, casamento, onde foram morar após o enlace, a convivência, seus vizinhos, o porquê das intrigas com Zé Saturnino que antes era amigo da família Ferreira, casamento das filhas, filhos que partciparam do cangaço, quem primeiro morreu em combate dos irmãos de Lampião, o Ferreira que foi morto por último, isto é, antes de Lampião, o irmão de Lampião que não participou do desastroso movimento social dos cangaceiros, as decepções que eles passaram, as perseguições policiais, as vitórias nos combates, os acordos feitos com autoridades... As mortes dos pais e quem os matou? Tudo você encontrará neste livro.

José Ferreira da Silva ou Santos e Maria Lopes pais de Lampião

Se você leitor, adquirir esta bela obra jamais irá conversar coisas que não aconteceram no cangaço e nem com os Ferreiras. O livro foi escrito com pesquisas colhidas nas fontes, lá onde aconteceram as maiores desgraças feitas pelo o capitão Lampião e seus comandados. 

A obra foi o resultado de 11 anos de pesquisas feitas pelo escritor José Bezerra Lima Irmão. Composto por um total de 736 páginas, 4 centímetros de altura e é do tamanho de folha ofício. Um trabalho que merece ser lido por todos aqueles que gostam do assunto  chamado "Cangaço"..


O Segundo livro da trilogia do escritor é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. 

Adquira-o o quanto antes! O autor trouxe para nós as ferozes lutas de famílias (Montes e Feitosas; Melos e Mourões, brilhantes e Limões; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas; Pereiras e Carvalhos; Arrudas e Paulinos, Alencares, Sampaios, Filgueiras e Saraivas; Ferraz e Novaes; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques; Peixotos e Maltas; Omenas e Calheiros) cizânias políticas, pistolagem chacinas e outros episódios tenebrosos, como os assassinatos de Delmiro Gouveia, do Beato Franciscano e de Paulo César Farias.


O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assunto que dá gosto a gente lê-los.  

Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

ou com o autor através deste g-mail: 

josebezerralima369@gmail.com

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DISCUTIR CANGAÇO

Por Rubens Antonio
 

Discutir o cangaço, com liberdade, é saber da viola... da violência. Discutir o cangaço, com liberdade, é saber da viola... da violência..." - Estado atual das retificações e colorização, após oito anos de trabalho..." 

https://www.facebook.com/

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CANGAÇO - ARISTEIA E SUA ENTREGA

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=0naZMqwxYh8&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Aderbal Nogueira - Cangaço

Cangaço - Aristeia e sua entrega - Aristeia fala de um tiroteio onde ela fugiu levando o filho de Moreno e Durvinha nos braços. - O tiro que Moreno dava para o grupo se encontrar. - O medo após a morte de Catingueira e a sua prisão. - Explicações de Amaury e João de Sousa. Link do vídeo: https://youtu.be/5rH0WpkRnFk

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A TRISTE MORTE DE BENJAMIM ABRAHÃO BOTTO.

Na Rota do Cangaço
 
https://www.youtube.com/watch?v=-vRVKTtedag&ab_channel=NaRotaDoCanga%C3%A7o

Benjamim abrahão Botto o fotografo de Lampião. Fontes de pesquisa: Agência Senado: https://www12.senado.leg.br/noticias/... Aventuras na historia: https://aventurasnahistoria.uol.com.b... http://bit.ly/link-convite-grupo-what... 

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POR QUE ANTÔNIO DE CHIQUINHO MATOU ZÉ BAIANO ??

Por Histórias do Nordeste
https://www.youtube.com/watch?v=5TMTmUeBqMo&ab_channel=Hist%C3%B3riasdoNordeste

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A MORTE DE ROSINHA E O TÚMULO DE LÍDIA | O CANGAÇO NA LITERATURA #172

 Por O Cangaço na Literatura
https://www.youtube.com/watch?v=d6nPz8Jjbms

O Cangaço na Literatura

214 mil inscritos

Pois é... voltamos lá pra gravar sobre Rosinha e tivemos uma grande revelação. Não deixa de se inscrever no canal antes de assistir! Abraço@! Ajude o canal Robério Barreto Santos Caixa Econômica Federal AG 0561 Conta Corrente 0008012-7 CPF 007004475-98

https://www.youtube.com/watch?v=d6nPz8Jjbms&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

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CABACEIRAS NA ÉPOCA DO CANGAÇO. O SEXO NO CANGAÇO.

 Por NCastro

Aqui em Cabaceiras na época do cangaço, abrimos um espaço para falar sobre o sexo. Apesar da vida difícil enfrentada pelos cangaceiros, eles gostavam de fazer sexo. Principalmente nas noites de luar no Sertão. Apesar de tudo, os casais tinham que manter o respeito entre si e para com os outros.

O Sertão do Nordeste Brasileiro, desde as épocas coloniais, serviu de cenário para muitos cangaceiros praticarem o sexo. Logo no início do cangaço nordestino, isso nos tempos remotos, antes dos românticos: Jesuíno Brilhante, Sinhô Pereira e Antonio Silvino era raro o cangaceiro que não cometia tenebrosos defloramentos contra moças donzelas. E esses atos de crueldades muitas vezes eram praticados dentro das casas dos pais de famílias. Com a existência desses cangaceiros românticos foram adotadas algumas regras para não serem permitidas algumas barbaridades.

Nos tempos de Jesuíno Brilhante e Antonio Silvino um cangaceiro que estuprasse ou agredisse uma moça de família ou uma mulher casada, se tal coisa acontecesse o indivíduo seria punido pelas novas regras do cangaço.

Antes de Lampião, o namoro e o casamento aconteciam com os cangaceiros, mas fora dos bandos. O primeiro cangaceiro a se casar foi Antonio Silvino, por volta de 1911, quando conheceu a jovem de nome: Juventina Maria da Conceição (Tita), filha de um fazendeiro. Mas não aceitava a presença de sua mulher no bando. Sempre que ele podia visitava ela na casa dos pais.

De acordo com as histórias contadas pelo fazendeiro Juarez Lacerda da fazenda Bravo de Cabaceiras, O cangaceiro Antonio Silvino também mantinha relação sexual com uma mulher chamada Maria. Residente na Fazenda Lages. Dizem que com essa tal de Maria o cangaceiro teve um filho chamado José. Nessa época Antonio Silvino também mantinha relação de sexo com uma mulher no povoado de Boa Vista. Com quem teve uma filha chamada Maria Batista de Moraes.

Já nos tempos de Lampião, o cangaceiro se casou com Maria Bonita, aquém chamava de “Santinha”. Era ela uma mulher baiana muita bonita. Foi a mais famosa de todas as cangaceiras do Sertão. Considerada até hoje como a “Rainha do Cangaço. Seu nome era Maria Déia antes de ser chamada de Maria Bonita”. Lampião chefe do bando foi fiel a sua companheira até a morte.

Somente nos tempos de Lampião é que o amor e sexo passaram a serem presentes e marcantes no cangaço. O cangaceiro chefe exigia disciplina das mulheres dentro do bando. Não era permitida a traição conjugal entre eles. Cada cangaceiro tinha que respeitar a sua companheira e vice versa. Os cangaceiros praticavam sexo a luz da lua, no chão batido forrado com folhas ou dentro de uma rede. Todos desejavam ter uma mulher como companheira no bando. E quando isso acontecia sua cara metade se tornava também uma grande guerreira.

Apesar das regras postas por alguns chefes do cangaço, para que os cangaceiros e suas companheiras não praticassem atos de infidelidades, infelizmente aconteceu no bando de Lampião. Registraram-se alguns casos de traição no cangaço. A exemplo da cangaceira Lídia (mulher de José Baiano) que dormia com o cangaceiro Bem-te-vi, aproveitando-se da ausência do seu companheiro. Esse ato foi espionado por “Besouro” (cangaceiro) que observou o coito dos dois. Nesse dia o cangaceiro Besouro também quis se aproveitar de Lídia e lhe propôs relação sexual. A cangaceira não aceitou a chantagem. O cangaceiro Besouro não satisfeito delatou Lídia a José Baiano. Nesse dia houve confusão no bando. Lampião matou o delator e José Baiano matou a sua companheira a cacetadas.

Dentro do cangaço os atos de sexos eram escondidos para ninguém saber. Quase sempre os atos aconteciam nas furnas e nas beiras dos riachos. Os cangaceiros não andavam diretos com beijos e abraços nas vistas dos seus companheiros. E quando essas relações sexuais aconteciam no bando eles chamavam em seu linguajar de “cobrir a fêmea”.

Nos tempos de Lampião, as cangaceiras que faziam sexos e engravidavam, tinham seus bebês e deixavam nas casas de seus parentes. Visto que não era permitida a presença de crianças no bando.

Muitas mulheres bonitas e carinhosas fizeram partes do cenário amoroso do cangaço: Maria Bonita, Lídia, Dadá, Neném, Áurea, Mariquinha, Enedina, Lili... E tantas outras.

Texto:

NCastro Castro

Baseado em diversas fontes das histórias do cangaço nordestino. Além de depoimentos populares.

 https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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A FILMAGEM DO BANDO DE LAMPIÃO.!

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=tLykIIXrdK8&feature=share&fbclid=IwAR06Lxbj7AiPXVU5mbLAdjjbg-t8rfkaw0gdltTy-JQEHcHiuYNURxXnjwQ

Nesse vídeo explica como se deram as filmagens, bem como, fala e mostra, uma máquina similar à que foi usada pelo árabe B. Abrahão.

Confiram..!

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

"A MORTE DO CANGACEIRO CALAIS PELO VOLANTE TEÓFILO PIRES"

Por João de Sousa Lima

- ESSE É UM DOS CAPÍTULOS DO NOVO LIVRO DO HISTORIADOR, ESCRITOR E COLECIONADOR DE PEÇAS SOBRE O CANGAÇO, João De Sousa Lima, "LAMPIÃO, O Cangaceiro!

"Teófilo Pires do Nascimento nasceu em 25 de fevereiro de 1919, no povoado São José, Chorrochó, Bahia. Era filho de: João Pires do Nascimento e Vitalina Pires do Nascimento.

No povoado São José, em 1932, Lampião, Corisco e mais alguns cangaceiros assistiram missa na igreja fundada em 1912.

Foto do ex-soldado volante junto ao pesquisador: joaodesousalima.blogspot.com

Teófilo entrou para a volante de Zé Soares, em 1932, ainda garoto, com apenas 13 anos de idade.

Calais

Uma das principais tarefas de Zé Soares era perseguir o cangaceiro Calais. O cangaceiro era conhecido por suas escapadas e tinha a fama de se “envultar” pelo poder das fortes orações. Por muitas vezes, Calais escapou das perseguições e dos tiroteios, deixando os soldados que vinham em seu encalço atordoados com seus repentinos desaparecimentos. O sargento armou várias emboscadas para Calais, porém ele sempre escapava. O esquivo cangaceiro ficou famoso por enganar os soldados com pistas falsas.

No tiroteio com os soldados Agenor e João Manoel o cangaceiro Calais perdeu sua primeira mulher que tinha o nome de Joana, e ele conseguiu fugir ileso, mesmo sendo alvo de vários tiros. Joana foi presa em Uauá sob o comando do tenente José Petronílio. Tempos depois Calais apareceu com outra cangaceira, chamada Delmira. Essa sua segunda companheira foi morta em uma trama impetrada entre o coiteiro Totonho Preá e os civis armados Belo Cardoso Morais e Júlio.

Armaram uma emboscada e Júlio atirou em Calais atingindo-o levemente em uma das mãos.

Delmira foi atingida no abdômen por Júlio e levada ferida para Santa Rosa de Lima. Depois de diagnosticada pelo médico Antônio Gonçalo, chegou-se a triste conclusão que o ferimento era fatal. Delmira foi enterrada ali mesmo na cidade.

Em uma segunda feira, dia 22 de dezembro de 1937, os soldados Teófilo Pires do Nascimento, Grigório Silvino do Nascimento, João Crisipa e Raimundo Soares (Mundô) entraram Raso da Catarina adentro e próximo à fazenda Marruá viram algumas pegadas e resolveram segui-las. Os soldados se espalharam diante das várias veredas. Depois de longos minutos seguindo rastros diversos Teófilo ouviu umas pancadas e achou que podia ser o cangaceiro escavando uma batata de umbuzeiro. O soldado retornou, reencontrou os amigos e falou do barulho que estava ouvindo chamando-os para cercarem o local de onde vinham as batidas. O soldado Grigório, que vinha chefiando o grupo, não deu atenção a Teófilo e eles continuaram seguindo dispersos os rastros. Teófilo seguiu seu instinto e se dirigiu na direção de onde vinha o som. Sua desconfiança o levou na direção de um frondoso umbuzeiro. Teófilo viu o cangaceiro Calais sentado com um cavador improvisado nas mãos. O cangaceiro cavava com uma espécie de lajota. Dava uma escavada e olhava para os lados, tirava a areia do colo, ajeitava o mosquetão entre as pernas e dava uma breve olhada pra ver se não estava sendo observado ou seguido.

Teófilo aproveitou o barulho da escavação e foi se aproximando. Teófilo queria na verdade, pegar o cangaceiro a mão e prendê-lo. Enquanto o cangaceiro batia a lajota no chão, Teófilo dava um passo coincidindo com o barulho do impacto da rocha com o solo. Quando Teófilo estava há uns onze passos do cangaceiro, Calais bateu as mãos nas pernas tirando a terra e pegou o mosquetão, ao tempo em que foi olhando para o lado e apontando a arma na direção de um dos soldados que vinha distante. O cangaceiro não viu Teófilo que estava bem próximo dele. Teófilo sacou a pistola e atirou no rosto do cangaceiro que caiu pra trás com o impacto do disparo. Vários tiros soaram. Teófilo correu na direção do cangaceiro pra recolher o espólio de guerra. Todos afirmavam que o cangaceiro era um homem rico, que andava com muito dinheiro. Enquanto Teófilo vasculhava os bornais quase vazios do cangaceiro, alguns tiros passaram raspando seu rosto, Teófilo olhou pra trás e viu um dos companheiros atirando de ponto em sua direção. Teófilo revidou os tiros e o soldado parou de atirar. Teófilo partiu na direção do soldado e o escorou com o mosquetão dizendo-lhe umas verdades. Teófilo lembrou que um dos seus companheiros havia dito que tivesse cuidado, pois ele podia ser traído por um dos companheiros, pois em uma discussão que houvera com outro parceiro de farda, resultou no desligamento do desafeto do grupo, o comandante o dispensou e esse novo inimigo de Teófilo falou que pagaria um valora quem matasse Teófilo.

Os outros companheiros foram chegando e cercando o cangaceiro que mesmo estando com o rosto completamente desfigurado ainda respirava.

Teófilo e os companheiros ficaram ali olhando o cangaceiro com o rosto todo empapado de sangue e que teimava em não morrer e observou no peito do cangaceiro um “patuá” pendurado em uma corrente no pescoço de Calais. Teófilo arrancou o patuá, e aí o cangaceiro morreu. Geralmente os patuás trazem orações com fechamento de corpos, símbolos religiosos, ervas e pós que atuam como proteção para quem usa.

Assim que o patuá foi arrancado de Calais o corpo ficou como se tivesse morrido há muitos minutos.

Os soldados pegaram um burro que encontraram, colocaram Calais amarrado no lombo da alimária e o transportaram até Macururé. Na cidade, a população se aglomerou no centro pra ver o famoso e valente cangaceiro, agora inerte e sem vida, transportado por seus algozes.

O comandante Zé Soares parabenizou seus comandados pela morte do cangaceiro e a cidade pôde ter um pouco mais de calma.

Teófilo teve que contar por inúmeras vezes sua façanha. Ele foi também um dos maiores vaqueiros da região. Homem sério, honesto, forte, decidido, amigo e leal.

Teófilo esteve em Fortaleza, no inesquecível encontro entre dois ex-combatentes do cangaço (ele e Antônio Vieira) e três ex-cangaceiros: Moreno, Durvinha e Aristéia. Esse encontro foi registrado pela Rede Globo, no Jornal Nacional.

O sonho de Teófilo que era conhecer a Grota do Angico, local onde morreu Lampião e Maria Bonita. Fizemos o trajeto e na trilha da Grota do Angico, Teófilo já nonagenário, percorreu a trilha aos poucos e com dificuldades, chegando ao ponto do último ato de Lampião.

Tive muito orgulho de privar da amizade de Teófilo e sua família e estive em seu sepultamento no dia 29 de setembro de 2014, no povoado São José, Chorrochó, Bahia. Lateral ao cemitério onde jaz Teófilo fica a igreja onde Lampião assistiu uma das primeiras missas em território baiano e onde estão enterrados os pais de Teófilo.

Guardo na lembrança o som de sua voz firme, seus depoimentos bem ajustados e a saudade do seu aperto de mão, de sua companhia em vários momentos. Teófilo resistiu até os 96 anos de idade, forte como a aroeira, árvore símbolo da região que tantos homens destemidos pisaram".

- Obs - esse é um dos capítulos do novo livro de João de Sousa Lima, chamado Lampião, o cangaceiro! sua ligação com os coronéis baiano, Raso da Catarina e outras histórias. Lançamento previsto para setembro.

João de Sousa Lima é historiador e Escritor. Membro da ALPA- Academia de Letras de Paulo Afonso - cadeira 06.

Fonte: facebook

Página: Sálvio Siqueira

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VASO DE FEIJÃO

 Clerisvaldo B, Chagas, 23 de outubro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.403


Ao assistir sobre armazenamento de grãos nas grandes plantações do Centro-Oeste, vêm as lembranças do nosso Sertão de Alagoas. Nas tentativas de armazenagens do feijão, colhido nas inolvidáveis safras sertanejas, foi descoberto o vaso de zinco, recipiente arredondado e cilíndrico que iam desde um metro de altura a três metro e até mais. Os vasos de zinco eram confeccionados pelos exímios artesãos da época, num trabalho garantido para passar por várias gerações. Dificilmente uma casa de fazenda, uma residência de produtor rural, deixaram de exibir esses belos depósitos, com alguns chegando bem pertinho do telhado. Lembramos ainda de alguns vasos de guardar feijão, na sala residencial e oficina do saudoso artesão do zinco, Zé Gancho, na Rua Nilo Peçanha, bem perto da primeira travessa. Zé Gancho era vizinho do senhor José Lopes, que possuía alambique de cachaça, se não nos falha a memória.

Para não dá o gorgulho e outras pragas nos grãos armazenados, o sertanejo vedava a boca do vaso com cera de abelha e, a longevidade sadia dos grãos ganhava garantia. Era a mesma técnica dos cangaceiros que armazenavam balas em garrafas de vidro vedadas com o mesmo tipo de cera e as escondiam em ocos de árvores da caatinga. Cenas das cheias de 1960, nunca deixaram à nossa cabeça, quando sentávamos nos lajeiros marginais ao rio e víamos as coisas passando nos carneiros das enchentes: animais mortos boiando, como cachorros, porcos, bois, cavalos... Árvores completas de troncos robustos, cercas de arames, roupas e inúmeros vasos de guardar feijão. O material que não se enganchava pelo caminho das águas, espirravam no povoado Barra do Ipanema, no município de Belo Monte.

O zinco era muito procurado nas casas de ferragens, tanto para ser utilizado em vasos de feijão quanto em “bicas’ de residências. (bica, biqueira, calha). Não eram poucos os artesãos que trabalhavam com esse material em solo sertanejo. Em todas as cidades havia os seus mestres que respeitavam o trabalho que faziam. Infelizmente não guardamos nenhum deles em museu. Muitos trabalhavam o zinco fazendo candeeiro, mas não faziam o vaso de guardar feijão.

Mesmo sendo raridade, ainda se encontra o objeto nas peregrinações pelas fazendas sertanejas.


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