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sexta-feira, 8 de setembro de 2023

FAMÍLIA DE LAMPIÃO EM JUAZEIRO DO NORTE-CE.

Por Wesley Ferreira da Silva 


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CHOCALHO DA CASCAVEL MACHO PARA A COLUNA.

 Por Guilherme Machado

Na Caatinga rústica atrás do Chocalho da Cascavel Macho. Chá de rabo de cascavel é muito bom para a coluna. 

O chocalho da cascavel só é encontrado entre rochas e mandacarus de facheiro onde o bicho come sua broto flor e nas locas das pedras faz seu ninho recheado de fibra do mandacaru.

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OS HOMENS QUE MATARAM O CANGACEIRO ARVOREDO.

Do acervo do Guilherme Machado

Hortêncio Gomes da Silva, o Arvoredo foi um dos principais e mais cruéis integrantes do bando de Lampião. O cangaceiro, depois de ter escapado do embate com a polícia que matou Azulão, Zabelê, Canjica e Dora, na Fazenda Lagoa do Lino (Miguel Calmon - BA), passou a correr trecho pelo norte da Bahia.

Em maio de 1934, ao passar pela Fazenda Mulungú, região dos Angicos (atual Barrinha), em Jaguarari, Arvoredo encontrou e fez de reféns os jovens Cícero Ferreira (Xisto) e João Martins da Silva (João Biano). No caminho entre a fazenda e o esconderijo do bando, os dois rapazes atacaram e mataram o cangaceiro a golpes de facão. Como recompensa pela morte do sicário, Xisto e João Biano receberam a recompensa de 4 Contos de Réis, entregue na sede da Prefeitura de Senhor do Bonfim pelo delegado de polícia Capitão Philadelpho Neves, em cerimônia que contou com a presença do prefeito José de Freitas Jatobá.

O assassinato de Arvoredo foi um das raras mortes de cangaceiros realizadas por civis e não pelas volantes, que naquele ano não saiam tanto para o combate devido aos salários atrasados por parte do governo.

Foto: Jornal A Noite (RJ)

Fonte: Jornal A Noite (RJ) e Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço (Adriana Negreiros).

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ODILON FLOR E A METRALHADORA.

Vendo-se ali as três cabeças. Bem visível na sua foto está Odilon Flor portando a metralhadora Bergmann, mod. 1934, cal, 9mm, carregador em cofre para 32 tiros, que seria emprestada ao aspirante Ferreira de Mello na véspera do combate do Angico.

Fonte: Robério Santos.

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LAMPIÃO

Por Graciliano Ramos

Lampião nasceu há muitos anos, em todos os estados do Nordeste. Não falo, está claro, no indivíduo Lampião, que não poderia nascer em muitos lugares e é pouco interessante. Pela descrição publicada vemos perfeitamente que o salteador cafuzo é um herói de arribação bastante chinfrim. Zarolho, corcunda, xaboqueiro, de impressão má.

Refiro-me ao lampionismo, e nas linhas que se seguem é conveniente que o leitor não veja alusões a um homem só.

Lampião nasceu, pois, há muitos anos, mas está moço e de boa saúde. Não é verdade que seja doente dos olhos: tem, pelo contrário, excelente vista.

É analfabeto. Não foi, porém, a ignorância que o levou a abraçar a profissão que exerce.

No começo da vida sofreu numerosas injustiças e suportou muito empurrão. Arrastou a enxada, de sol a sol, ganhando dez tostões por dia, e o inspetor de quarteirão, quando se aborrecia dele, amarrava-o e entregava-o a uma tropa de cachimbos, que o conduzia para a cadeia da vila. Aí ele aguentava uma surra de vergalho de boi e dormia com o pé no tronco.

As injustiças e os maus-tratos foram grandes, mas não desencaminharam Lampião. Ele é resignado, sabe que a vontade do coronel tem força de lei e pensa que apanhar do Governo não é desfeita.

O que transformou Lampião em besta-fera foi a necessidade de viver. Enquanto possuía um bocado de farinha e rapadura, trabalhou. Mas quando viu o alastrado morrer e em redor dos bebedouros secos o gado mastigando ossos, quando já não havia no mato raiz de umbu ou caroço de mucunã, pôs o chapéu de couro, o patuá com orações da cabra preta, tomou o rifle e ganhou a capoeira. Lá está como bicho montado.

Conhecidos dele, velhos, subiram para o Acre; outros, mais moços, desceram para São Paulo. Ele não: foi ao Juazeiro, confessou-se ao Padre Cícero, pediu a benção a Nossa Senhora e entrou a matar e roubar. É natural que procure o soldado que lhe pisava no pé, na feira, o delegado que lhe dava pancada, o promotor que o denunciou, o proprietário que lhe deixava a família em jejum.

Às vezes utiliza outras vítimas. Isto se dá porque precisa conservar sempre vivo o sentimento de terror que inspira e que é a mais eficaz das suas armas.

Queima as fazendas. E ama, apressado, um bando de mulheres. Horrível. Mas certas violências, que indignam criaturas civilizadas, não impressionam quem vive perto da natureza. Algumas amantes de Lampião se envergonham, realmente, e finam-se de cabeça baixa; outras, porém, ficam até satisfeitas com a preferência e com os anéis de miçanga que recebem.

Lampião é cruel. Naturalmente. Se ele não se poupa, como pouparia os inimigos que lhe caem entre as garras? Marchas infinitas, sem destino, fome, sede, sono curto nas brenhas, longe dos companheiros, porque a traição vigia... E de vez em quando a necessidade de sapecar um amigo que deita o pé adiante da mão...

Não podemos razoavelmente esperar que ele proceda como os que têm ordenado, os que depositam dinheiro no banco, os que escrevem em jornais e os que fazem discursos. Quando a polícia o apanhar, ele estará metido numa toca, ferido, comendo uma cascavel ainda viva.

Como somos diferentes dele! Perdemos a coragem e perdemos a confiança que tínhamos em nós. Trememos diante dos professores, diante dos chefes e diante dos jornais; e se professores, chefes e jornais adoecem do fígado, não dormimos. Marcamos passo e depois ficamos em posição de sentido. Sabemos regularmente: temos o francês para os romances, umas palavras inglesas para o cinema, outras coisas emprestadas.

Apesar de tudo, muitas vezes sentimos vergonha da nossa decadência. Efetivamente valemos pouco.

O que nos consola é a ideia de que no interior existem bandidos como Lampião. Quando descobrirmos o Brasil, eles serão aproveitados.

E já agora nos trazem, em momentos de otimismo, a esperança de que não nos conservaremos sempre inúteis. Afinal somos da mesma raça. Ou das mesmas raças. talvez a energia esteja apenas adormecida, abafada pela verminose e pelos adjetivos idiotas que nos ensinaram na escola.

É possível, pois, que haja em nós, escondidos, alguns vestígios da energia de Lampião.

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O PADRE E O CANGACEIRO – A história de Lampião e de Cícero Romão, autoria de Ivan Alves e Nilson Lage.

Da coleção “OS GRANDES ENIGMAS DE NOSSA HISTÓRIA”, produção da Otto Pierre Editores.

A FAMA DE PADRE CÍCERO CRESCEU COM JUAZEIRO

O padre Cícero Romão Batista viveu 90 anos, de 1844 a 1934. Viu Império, Abolição, República, Revolução de 30, e chegou quase ao Estado Novo, que é de 1937. Nasceu no Crato, sul do Ceará, ordenou-se sacerdote em 1870 e dois anos depois chegou ao povoado de Juazeiro que, sob sua liderança se transformaria na meca dos romeiros e místicos nordestinos.

Em 1914, quando explodia na Europa a Primeira Guerra Mundial, opondo inicialmente o Império Austro-Húngaro à Sérvia (antigo reino ao sudeste da Europa que em 1918 se incorporou à Iugoslávia), Padre Cícero, plantado no seu Juazeiro de 30 mil almas, também se desentendia com Marco Franco Rabelo, presidente eleito do Estado, depondo-o ao fim de uma insurreição deflagrada na região do Cariri.

Franco Rabelo, nascido em Fortaleza em 1861, fora professor da Escola Superior de Guerra e da Escola Militar do Ceará, além de deputado federal pelo Estado. Chegara à presidência estadual (os governadores, na República Velha, chamavam-se de presidentes), depondo, em 1912, Antonio Pinto Nogueira Acioli, que, então com 52 anos, ostentava um currículo respeitável: fora deputado e senador no Império e senador na República.

Com toda a sua pompa de militar – tempos diferentes, aqueles – Franco Rabelo foi alijado do poder pelo Padre Cícero que, sem sair do Cariri, deflagrou a rebelião, elegeu-se deputado federal e vice-presidente do Estado. Na realidade, a luta extrapolava as fronteiras estaduais: Rabelo opunha-se à candidatura de José Gomes Pinheiro Machado (1852-1915) ao Palacio do Catete, muito cogitada então. Cícero Romão apoiava Pinheiro Machado, caudilho que foi eminência parda de muitos governos federais, mas jamais chegaria a ser presidente. Contra Pinheiro Machado estava Rui Barbosa (1849-1923), formidável tribuno que se referiu à situação cearense numa carta de 3 de março de 1914, publicada no livro A Intervenção federal no Ceará, de 1919. Eis alguns trechos:

1. A imaginação me vê desdobrar-se a sotaina do Padre Cícero, e a samarra do clérigo ensanguentado, agigantada pelos excessos da sua maldade.

2. O governo central suscita, de improviso, nos sertões do Juazeiro e do Cariri, uma reedição ampliativa do fanatismo de Canudos, em que a loucura de Antonio Conselheiro se substitui pela impostura douta de um caudilho tonsurado.

Rui via longe. Numa hora em que se exaltava a liderança de Cícero Romão Batista e a taumaturgia do Padim Cícero entrava na literatura de cordel, Rui Barbosa a investia contra o seu oportunismo político. Continuou a atacá-lo e a seu principal correligionário político, o médico baiano radicado no Ceará Floro Bartolomeu da Costa (1876-1925), de quem Nertan Macedo fez uma admirável biografia (Floro Bartolomeu – o Caudilho dos Beatos e Cangaceiros). As palavras de Rui Barbosa são cáusticas:

3. A devastação da Terra da Luz pelas hordas bárbaras do Padre Cícero e de Floro Bartolomeu ataca a ferro e a fogo, na sociedade cearense e família cearense a família e a sociedade brasileira.

O Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca afirmava, no Rio de Janeiro, irritado com a desobediência à sua liderança, que “Franco Rabelo haveria de se arrepender”. Não se sabe se Franco Rabelo, oficial garboso e cheio de medalhas, arrependeu-se ou não. O fato é que perdeu o governo estadual. Cumpria-se a profecia de um lavrador: “Ninguém se engane. O Padre Cícero começou como missionário, breve estará milionário e acabará revolucionário”. As rimas falavam a verdade. A batina era mais forte que a farda – ao menos naquele momento.

O Padim Cícero dominava espiritualmente todo o Nordeste, com a sua corte de beatos, mistificadores e carpideiras que se projetavam à sombra do campanário. Agora também o dominava politicamente, com a preciosa assessoria de Floro Bartolomeu, que, na Câmara Federal, teve, contudo, momentos de brilhantismo, como ocorreu quando da defesa da exploração, por nacionais, do xisto e do carvão.

O xisto betuminoso é uma rocha foliácea, na qual se dissemina um material orgânico chamado querogênio. Quando aquecida a rocha, o xisto desprende um óleo que tem utilidades semelhantes às do petróleo. Assim, após sofrer o tratamento industrial adequado, esta matéria-prima é capaz de produzir gasolina, querosene, óleo diesel, óleo lubrificante e parafina. Já nas primeiras décadas do século XX, Floro Bartolomeu, homem de boa cultura, se interessava pelo assunto. Era, a seu ver, a única forma de “nos libertarmos do tributo de ouro que pagamos ao estrangeiro e que tanta falta nos faz”. Um tributo que, hoje, continuamos a pagar.

Em Apoteose do Banditismo, Duarte Júnior revela que Floro Bartolomeu, quando jovem, clinicava em Triunfo, no alto sertão pernambucano. Ao ocorrer ali um surto epidêmico de febre amarela, e por não conseguir debelá-lo, foi ameaçado de linchamento. O obituário crescia, as ameaças de agressão física também, e o médico só teve uma alternativa: fugir para o Ceará, radicando-se na cidade de Juazeiro do Norte, onde Padre Cícero lhe entregou os seus doentes e o fez seu protegido político. Começava aí uma esfuziante carreira política, que só a morte interromperia, em 1925.

Milagreiro, santo e profeta, Cícero Romão Batista se sentia tão prestigiado que, além de enfrentar os chefes políticos do Ceará, entrou em litígio com o próprio Vaticano. Bento XV (Giacomo Della Chiesa, papa entre 1914 e 1922) e Pio XI (Achille Ratti, para entre 1922 e 1939) não podiam absorver com tranquilidade as versões que corriam em torno de Cícero Romão Batista, embora este, pessoalmente, fosse um homem inatacável: detestava o jogo, as festas (inclusive as carnavalescas) e a bebida. E a sua castidade era notória.

Mas havia histórias espantosas de fanatismo, como aquela de um boi que, por pertencer a Cícero Romão Batista, era adorado, como o boi Apis, da Antiguidade; da atribuição de poderes divinos ao padre, considerado até uma pessoa da Santíssima Trindade. Por fim, as mistificações armadas pelo beato José Lourenço e as beatas Mocinha e Maria de Araújo, culminando com a informação de que as hóstias da igreja do padre estavam tintas com o sangue de Jesus Cristo. Tais escândalos levaram a Santa Sé a intervir. Cícero Romão Batista foi suspenso de ordens e ameaçado de excomunhão.

Nem isso, entretanto, abalou o prestígio do padre, que do Cariri – de onde só se afastou para duas viagens disciplinares a Roma – editava uma mensagem de fé e fanatismo que se estendia da Bahia ao Amazonas. Como diz Antonio Xavier Teles.

A figura lendária do pároco de Juazeiro do Norte polarizou o estro dos poetas sertanejos. É numerosa a literatura popular que surgiu em torno de sua pessoa e de seus milagres, verdadeiro ciclo no folclore nordestino. O fenômeno Padre Cícero é, em grande parte, explicável pelo fato de o Nordeste ter guardado o misticismo da Idade Média de maneira surpreendentemente viva e fiel. O meio rude e semiárido dos sertões brasileiros manteve muito o ascetismo religioso medieval, que se desintegrou na Europa moderna.

Padre Cícero apoiava o partido marreta, fiel a Nogueira Acioli; Juazeiro do Norte era uma espécie de nova Jerusalém, que os hereges rabelistas (seguidores de Franco Rabelo) sitiaram, mas não venceram. Em apoio a Cícero Romão Batista, surgiram de todos os quadrantes cabras armados, beatos, cangaceiros, romeiros, todos devotos de Cícero Romão Batista. Eles vinham de todo o Nordeste para a guerra santa contra Franco Rabelo; isto levou o Governo Federal a intervir no Estado, temeroso de que se reeditasse uma luta sangrenta como a de Canudos (1896-1897).

Na sua longa presença de líder, Padre Cícero viu morrer, em 1919, metade das árvores do sertão por falta de chuva e comandou seu povo nas novenas, tanto quanto na abertura de poços profundos em busca de água. As secas repetidas não afetaram seu prestígio. Todos lhe prestavam obediência, desde os pobres até poderosos coronéis que, no entanto, muitas vezes agiam falsamente, conspirando contra o sacerdote.

Este foi também o mundo que viu surgir Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, mestre de estratégia sertaneja, guerrilheiro e vingador.

(Continua)

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ANUNCIARAM A MORTE DE LAMPIÃO SEM GRANDES PESQUISAS SE ERA VERDADE.

 Por Antônio Corrêa Sobrinho.

EM janeiro de 1938, foi anunciada pelos principais jornais do Brasil, a morte do cangaceiro VIRGULINO LAMPIÃO, dizendo ter sido de causa natural, numa fazenda em Sergipe, pertencente ao empresário e chefe político do município de Canhoba, Antônio Ferreira, mais conhecido por Antônio Caixeiro, pai do então interventor federal neste Estado, o capitão-médico do Exército, Eronides de Carvalho. O desmentido não demorou a ser publicado, mas não a tempo de evitar que o notável jornalista Joel Silveira emitisse suas impressões a respeito, uma demora suficiente para o jornalismo e especialmente o "Sergipe Jornal", pela exclusividade, serem premiados com esta aguda percepção a partir de um anguloso ponto de vista, que merece ser considerada, porquanto nascida de uma mente que entendia muito de gente.

LAMPIÃO, JOHN D. ROCKFELLER, BASIL ZAHOROFF E OUTROS…

Joel Silveira (Exclusivo para “Sergipe Jornal”)

O telegrama e o rádio me dizem que o cidadão Virgulino Ferreira morreu de uma forte hemoptise.

E eu, francamente, não sei o que deva pensar ou que deve sentir. Acho a alegria imprópria para o momento e sinto mesmo que, nesta hora, nada me alegrará. Se eu quisesse ser sincero diria o que na verdade estou sentindo: uma angústia estranha, um misto de tristeza e de decepção. Lampião, que morreu assim simplesmente, sem gestos de teatralidade, sem nada de mais que lhe viesse identificar entre o resto dos mortais, me deixa uma situação crítica. Eis aqui um grande problema para mim, se por acaso eu fosse um chefe de Estado. O que fazer diante do acontecimento? Dos Estados Unidos nos vem uma lição ótima que na certa poderia ser aproveitada aqui e com resultados. Vemos John D. Rockfeller glorificado depois de morto, vemos seu corpo baixar à sepultura coberto de flores e ao som de hinos sacros. Os shorts cinematográficos nos mostram retalhos de sua vida e de sua ação, jogando golfe, visitando poços enormes de petróleo, sorrindo numa expressão de múmia, endireitando os óculos negros e enormes, lendo, vivendo em plena glória dos seus noventa anos. E os jornais, os jornais do mundo inteiro que receberam dinheiro dele, estampam fotografias dos milhares de hospitais e das inúmeras escolas que o magnata espalhou pelo globo. Certamente que isto tudo representa uma cortina muito linda e muito útil. E se ficamos horrorizados com o drama e as tragédias que se passam do outro lado – guerras, ruinas, os hospitais inundados de vítimas do imperialismo, as escolas repletas de órfãos, viúvas que perderam os maridos na China, na Abissínia, no Chaco ou na Espanha, mães que perderam os filhos e filhos que perderam os pais – a culpa é exclusivamente da nossa curiosidade. A guerra, na ação mecânica de John D. Rockfeller, era um imperativo. Sendo um imperativo, por força era também uma necessidade. Da sua existência dependia a própria existência de Rockefeller. Sahoroff, esta cratera a vomitar, inesgotavelmente, material bélico sobre o mundo, sempre foi da mesma opinião. E os dois entendiam-se as mil maravilhas. Nunca poderemos sondar o mistério incomensurável e tétrico da ação destes dois homens sobre a terra. Suas vidas se confundem e se embaralham. Ninguém nunca soube direito de onde eles vieram, como surgiram, como nasceu este poder quase sobrenatural que encheu a vida de cada um.

Diante do espetáculo que a morte do nosso modesto Virgulino apresenta, o que eu tenho é uma bruta decepção. Entre Lampião e Rockefeller, entre o cidadão Virgulino Ferreira e o cidadão Basil Zahoroff, a diferença é unicamente de situação. Lampião, ao contrário dos outros, nunca proclamou a sua honestidade. Fez-se bandido, continuou bandido pela vida inteira, nunca desmentiu seus crimes nem ocultou suas ações criminosas. Perseguido a todo momento, seu combate havia se resumido numa trégua decisiva de vida ou de morte. Começou matando por vingança. Talvez depois por sadismo. Já no fim por necessidade. As fotografias que nós conhecemos dele nos apresentam um tipo asqueroso e vil. Os óculos pretos lembram os de Rockfeller. Mas não há, naquele tipo queimado pelo sol e constantemente ferido pelos projeteis e pelas urzes dos caminhos difíceis, a distinção que aqueles seus dois colegas sempre levaram em vida. Lampião podia possuir a sagacidade de um Vanderbilt ou de um Morgan. Mas ninguém colocará sua ousadia e sua coragem abaixo da de qualquer banqueiro europeu ou milionário americano. Nunca especulou na Bolsa. Seu campo era a campina, a caatinga, o sertão bruto e estéril. Não conhecia meios dúbios nem hipócritas. Sua intenção era matar, e realizava-a sem subterfúgios. No entanto somos forçados a reconhecer entre Lampião, Zahoroff e Rockefeller um mesmo ponto de afinidade: é que nenhum dos três enfraqueceu na luta. Resistiram até o último dia. Muitas vezes tombaram feridos, em plena batalha. Mas, pensados os ferimentos, ergueram-se e continuaram a luta.

Com a morte de Lampião, uma morte simples, indigna de um herói do século, o sertão perdeu muito de sua alma. E neste momento os mandacarus e as caatingas imensas devem ter o mesmo ar de tristeza que mora com os poços de petróleo dos Estados Unidos e as oficinas metalúrgicas da Alemanha. Tristeza de quem se vê abandonado, tristeza de órfão...

Aracaju-janeiro.

Sergipe Jornal - 13/01/1938

Foto de Joel Silveira.

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MINHA SEPARAÇÃO ME DEIXOU TÃO TRISTE!

Por José Mendes Pereira

Meus manos e amigos dos anos vividos entre a Casa de Menores Mário Negócio e a Editora Comercial S.A. Jorge Braz, Manoel Flor, Pedro do Nascimento, Railton Melo, Antonio Galdino da Costa e Eraldo Xaxa:

Certa vez, um amigo meu me segredou que a pior coisa que já passou em toda sua vida, foi quando se separou do seu cônjuge. Vários dias e noites ele caminhou sem rumo, na espera de aceitar o porquê daquele sofrimento tão presente e incomodador, e, não sabia se estava vivendo ou vegetando naquele momento. O seu amor tinha decidido diante de uma missa de corpos presentes, que não mais faria parte daquele relacionamento tão sofrido, assim achava ela, retornaria com urgência à casa dos seus pais de malas e um chapéu de palha atufado em sua cabeça.

A cada dia que se passava, a dor e a saudade do cônjuge mais doía em sua mente. Quando via o seu quarto sem a presença dela, era como se o mundo todo estivesse contra ele. Sentia uma solidão tão profunda que só Deus e ele sabiam. As noites eram tão longas, que algumas vezes, imaginou que duravam uma porção de dias para findar. Não comia e nem bebia direito, só ingerindo álcool e fumando, como se os dois vícios fizessem ele esquecer aquela mulher. Mas que na verdade, com a continuação do tempo, percebeu que um homem só esquece uma mulher, quando põe outra em sua vida.

Assim também se passou comigo no dia em que eu me separei da minha companheira de todas as horas, foi um fim de mundo. Quebrado o nosso acordo que tínhamos começado o romance quando em uma tarde nós nos encontramos em Mossoró, na Avenida Presidente Dutra em uma loja à beira do rio, e foi amor à primeira vista. Ela estava tão elegante, porque tinha tomado um banho de loja, e que não resisti de tentar um amor sincero, e ali fiquei, não demorou muito para que ela caísse em meus braços.

Não observei se ela fez pranto quando embora foi, e se fora satisfeita para ser comandada por um outro que fizesse merecer o que ela por mim fazia, e quem sabe, talvez, um outro indivíduo mais desalmado do que eu. Mas o único culpado fui eu, por não aceitar a sua presença na minha vida, na minha companhia, e a entreguei ao seu novo cônjuge de espontânea vontade, na bandeja, de mãos para mãos, sem saber o compromisso de zelar por quem por alguns anos me fez feliz, sorrir e rir ao mesmo tempo. Entreguei também todas as suas roupas que ali eram guardadas com cuidado, e que nada fosse se destruindo com o passar dos tempos. Seus calçados de borrachas sempre estavam em seus pés, alguns usados que não mais aproveitavam, também ficaram bem acomodados num quarto de despejo.

Ela não falava porque era surda, e o surdo só não fala porque não ouve o que se ensina, mas entendia tudo o que eu dizia. Não comia, só bebia para não causar tantas despesas, e eu batia palmas quando fazia economia, porque ela sabia dos meus pensamentos e das minhas dificuldades. E quando nós saíamos à rua, ela mesma me guiava. Tinha uma visão extraordinária, e tanto fazia de dia ou de noite, ao longe avistava o perigo que na frente estava. Era fogosa até demais, mas também pudera, ainda não havia feito a sua festa "debutante", e eu já com duas vezes a sua idade não tinha condições de aproveitar o seu histerismo na hora do vamos lá

Nunca conheci seus pais e nem mais ninguém da sua família, mas me parece que eram descendentes da Itália. Desisti dela porque eu precisava tentar ir mais além, mas com muita tristeza, por não puder cuidar dela. E assim que ela foi embora o meu coração bateu forte como se quisesse parar ali mesmo. Arrependi-me, mas o que fazer? Era uma decisão minha e não dela, até que um dia, não sei, eu poderia encontrá-la novamente e negociar com o novo companheiro o seu retorno para o meu comando e para os meus braços.

Quando nós nos casamos eu a batizei de "Mariola" e até os meus amigos não a chamavam pelo seu verdadeiro nome, e sim, "Mariola". Já era um nome registrado no meio de todos os meus conhecidos e amigos.

Ao me verem, assim me perguntavam:

- Como está a sua querida "Mariola"?

E eu com orgulho respondia-lhes:

- Muito bem!

Um dia vi na sua Certidão de Nascimento expedida pela Itália com letras bem legíveis o seu verdadeiro nome. “LAMBRETA”.

Fiquei sem a minha companheira porque eu precisava ampliar uma oficina de esquadrias metálicas, e assim, fui obrigado vendê-la.. Nunca mais a vi. Por onde anda a minha inesquecível lambreta? Será que foi parar no ferro velho?


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LIVRO

Via Ailton Pimentel

Você pode adquirir o livro através do Número / WhatsApp: (75) 9 9248-4502.

Guilherme Machado dos Santos nasceu na cidade de Muritiba no Recôncavo baiano, e  é casado com a senhora Josefa Sousa Santos. Pai de 3 filhos e uma neta. Há muitos anos mora em Serrinha, onde mantém um museu dedicado ao Rei do Baião, Luiz Gonzaga e a toda cultura nordestina. 

Ficou interessado em saber mais sobre a história desse ilustre nordestino? CLIQUE AQUI e veja um pequeno vídeo produzido pelo Sistema Jolusi de Comunicação.

Via: Ailton Pimentel

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O ESCRITOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO GILMAR TEIXEIRA, NOS INFORMA O FALECIMENTO DA SUA ESPOSA CLÁUDIA.

 Por Gilmar Teixeira

Aos amigos e amigos, quero anunciar o falecimento da minha esposa Cláudia e aqui externar minha gratidão a todos vocês pelo apoio e carinho nesse momento difícil de nossas vidas, Cláudia foi designada por Deus para fazer companhia a ele, e está em um bom lugar, suas ações e atitudes leva a merecer esse lugar, nos últimos anos dedicou sua vida ao evangelho e dedicada a igreja, a fazer o bem, acolher todos a sua volta e fazer o dia de quem a conheceu um dia de alegria e felicidade, é esse o legado que Cláudia deixa, amor e bondade, eu fiz parte de sua vida durante 40 anos, como todos casais tivemos altos e baixos em nossas vidas, porém viver 40 anos ao seu lado e até o seu último suspiro, diz tudo, foi uma relação de muito amor e carinho e nos tornamos um só, fica a lembrança e que não esqueçamos nunca dá sua presença entre nós, que foi de muito amor e luz, te amarei eternamente!

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quinta-feira, 7 de setembro de 2023

DEUS

 Por Hélio Xaxá


Dá-me uma mente sã
E um bom coração
Dá-me a cada manhã
Paz, fé e tua bênção
Que eu seja caridoso
Para com todo irmão
E persuada o odioso
Ao oferecer o perdão
Que eu seja forte
E vença meu próprio ego
Não sê eu a morte
Não viva como um cego.
Grato pela sorte
E feliz no teu aconchego.

Hélio Xaxá

https://www.facebook.com/helio.xaxa

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MAÇONARIA/FESTA BRANCA E LANÇAMENTO DE LIVRO

Clerisvaldo B. Chagas, 7/8 de setembro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.958

Uma noite maravilhosa cheia de júbilos, felicidades, alegrias e muitos risos. Tudo de bom aconteceu no templo e no salão de festas da “Respeitável Loja Maçônica Rei Salomão 21”, Gruta de Lourdes, Maceió, AL. A Festa Branca com adoção de Lowtons (crianças e adolescentes adotados pela Ordem), encantou aos novos Lowtons, pais e parentes convidados. Fomos, eu; a minha esposa, professora Irene Chagas; genro, Sandro Andrade; filha, Clerine Chagas e neto Davi José, que iria ingressar na Ordem Maçônica como Lowton. Foi muito gratificante encontrar ali o filho do saudoso amigo e irmão Juca Alfaiate, “Zezinho”, membro de outra loja e que estava ali como visitante. Pensem na alegria e na resenha entre nós e os outros irmãos, contando as aventuras do pai de “Zezinho”, Juca.

Ainda no Salão de Festas relançamos o livro: “O Coice do Bode, Humor Maçônico”, único livro de piadas maçônicas do Brasil, lançado em 1993, com apresentação de Humberto Lucena, então, Presidente do Senado. Algumas piadas foram lidas ali na hora dos autógrafos, provocando risos frouxos e gargalhadas entre os irmãos. Ainda hoje estamos agradecidos ao Venerável da Loja Rei Salomão, Jeime; ao padrinho do Davi José, irmão Alan; e a José Souza, Zezinho, por tantas gentilezas, considerações e carinho conosco. Ótima sequência de autógrafos e fotos que abrilhantaram todos os ângulos da Festa Branca. Os convites para os próximos eventos, tanto na Loja Rei Salomão, quanto da Loja de José de Souza, no Bairro do Prado, nos deixaram honrados e com astral nas nuvens.

Não houve vendas de livros, apenas distribuição gratuita e autografadas. Temos certeza que levaremos por muitos anos essa alegria da magnífica noite maçônica, onde reinava a gentileza, a boa vontade, a esperança de um mundo melhor e a marca imorredoura da Adoção do meu neto Davi José. Serraria, Gruta de Lourdes, Bairros do meu coração, lugares de lutas e vitórias sob os auspícios do Grande Arquiteto do Universo.  E que a “Augusta e Respeitável Loja Simbólica Rei Salomão N0 21, continue sua divina e serena missão de elevar o ser humano, para a Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Dedico essas palavras à memória coletiva dos irmãos da Loja Maçônica Amor à Verdade, de Santana do Ipanema e que nos acompanham invisivelmente do bojo do Universo.

Tríplice e fraternal abraço para todos!

Assim seja.

MEU NETO DAVI JOSÉ E SEU PADRINHO MAÇÔNICO ALAN.

OUTRAS FOTOS, NO ESPAÇO ACIMA DA CRÔNICA.



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"BRINQUEDINHO" QUE PERTENCEU AO EX-CANGACEIRO ZÉ SERENO (JOSÉ RIBEIRO FILHO)...

 Por Geraldo Antônio de Souza Júnior

... antigo chefe de subgrupo do bando de Lampião e um dos sobreviventes de Angico.

Apesar dessa "ferramenta" ter pertencido à Zé Sereno, ela não foi utilizada em sua época de cangaço, pois foi um presente de um amigo, ex-policial volante, que o presenteou quando este já se encontrava morando na cidade de São Paulo/SP.

Trata-se de uma pistola Mauser semi-automática, modelo C-96. A famosa "Caixa de pau".

Agradecimentos à amiga Gilaene "Gila" de Souza Rodrigues (In memoriam), filha do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno, e aos demais familiares.

Fica o registro!






Fotografias: Geraldo Antônio De Souza Júnior

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MÚMIA

 Por Ancient knowledge

Apresentando o Homem Gebelein, uma figura surpreendente do antigo Egito cujos restos mortais desafiaram a passagem de 5.500 anos e emergiu como um dos indivíduos mais notavelmente preservados.

Acredita-se ter sido enterrado por volta de 3500 AC ou até mais cedo, no local de Gebelein, no Alto Egito, esta extraordinária preservação deve muito ao contacto direto com a areia árida escaldante, que naturalmente mumificou o seu corpo.

Graças às técnicas avançadas de imagem 3D, os pesquisadores conseguiram examinar os músculos, ossos, dentes e órgãos do Homem Gebelein. Estas investigações revelaram não só a sua idade jovem no momento da morte, estimada entre 18 e 20 anos, mas também um minuto de corte escondido acima da sua omoplata esquerda. Esta lesão parece ser uma ferida penetrante, potencialmente infligida por uma arma pontiaguda medindo 1,5-2cm (0.6-0.8in) de largura, possivelmente uma lâmina de cobre.

(Fonte: Minha verdadeiracestralidade)

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ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DO “SESSÃO SOLENE EM TRIBUTO AO ACADÊMICO ELDER ERONILDES DA SILVA NA PASSAGEM SEU ANIVERSÁRIO DE 90 ANOS E PELA PROFÍCUA TRAJETÓRIA DE VIDA”.

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ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DO “SESSÃO SOLENE EM TRIBUTO AO ACADÊMICO ELDER ERONILDES DA SILVA NA PASSAGEM SEU ANIVERSÁRIO DE 90 ANOS E PELA PROFÍCUA TRAJETÓRIA DE VIDA”.  

    

MOSSORÓ-RN, 04 de SETEMBRO de 2023.  - OFÍCIO. Nº 029/2023. 


REENVIADO A PEDIDOS


REVERENCIAL DE ELDER HERONILDES DA SILVA A TODOS QUANTOS HOMENAGEIAM À PASSAGEM DOS SEUS 90 ANOS, NOS EXCERTOS DE TRÊS CARTAS ESCRITAS POR ELE,  RICAS EM VIVÊNCIA EMOCIONAL!

“A bondade do seu magnânimo coração ultrapassou as fronteiras mais longínquas do reconhecimento, penetrando profundamente no interior de um ser humano...  que se chama coração, no dizer de Fernando Pessoa, (...) genuflexo diante de um sentimento de elevação espiritual, (...) pessoas que com palavras candentes atingem o todo celestial, tal a leveza e grandeza de que são impregnadas, parecendo tochas erguidas, fazendo de uma vida a representação sublimada do próprio universo. (...)Lembraria, proustianamente falando, que o ser humano tem o seu corpo, mas também tem a dimensão do seu tempo, que ele arrasta vida a fora (...) e por isso, digo-o que sou grato por sua lembrança e por suas palavras, que percorreram distancias e foram além, e aquém, dos nossos sentimentos, prescrutando e amadurecendo situações no espaço e no tempo. Guardem a minha gratidão, pois gratidão não prescreve(...) Um forte abraço de Elder Heronildes”. (CARTA AO BOM AMIGO-17.09.2016/19:26hs)


 “(...) Não o poderia esquecer. (...) me proporcionou uma alegria e uma satisfação que há muito não tinha tido, (...)   pessoas que eu mais amei e quis bem; pessoas que idolatrei e AINDA O FAÇO (GRIFO DO TRANSCRITOR), quando olho seus retratos aqui na Biblioteca; aqueles que me deram vida e me ensinaram a viver, com simplicidade, sem soberba, nivelando-me às criaturas, transferindo a elas o amor recebido, já que todos somos iguais, na graça de Deus e na misericórdia\de Jesus. Sou-lhe eternamente grato. A gratidão, gosto de dizer, é uma dívida que não   prescreve; eterniza-se no amor trazido pela brisa santificante da saudade. Muito obrigado. Você me permitiu chorar como o fiz há tantos anos e isso, sinceramente digo, me lavou a alma e banhou de luz meu coração de oitenta e oito anos, vividos e revividos, com tantos entes queridos, não digo perdidos, mas reencontrados no amor de Cristo(...)” (Elder Heronildes/REFLEXÕES NA BIBLIOTECA RESIDENCIAL-11.03.2022/11:14HS)

 

“Os dias, os meses e os anos, estão indo apressados. Querem logo chegar. Eu desejando ficar, sem ânimo de ir com eles. O tempo tem vivacidade e anda rápido; (...) Ele busca chegar com rapidez, eu pretendo continuar sonhando, ficando; Ambos são, ambos vivem, percorrendo Caminhos(...) o antes, nunca sai da lembrança; o depois parece inalcançável. E o é. Um, é vida passada, o outro, vida que não viveu. (...) Não posso acompanhar o tempo, que tem pressa. Em mim, não há pressa há passividade, que não acompanha o tempo, que tem pressa e eu não, A velhice chega e ela é lenta é imutável, pois não pode correr contra o tempo, que não pode esperar. Ele é tempo, irreversível, eu não. (...) Esquecendo os dias, os meses e os anos; chegando com ele aonde ele chegar. Mesmo tropeçando, cai não cai, para segui-lo; sem volta. O tempo é o tempo E eu, o seu acompanhante A duras penas. Não sei quando foi, sei apenas que foi. (ELDER HERONILDES DA SILVA – REFLEXÕES SOBRE O “TEMPO E A PRESSA”-02.05.2022)

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RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(a)!            


É PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO/COMUNICADO (VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), TEMPESTIVAMENTE(3 DIAS CORRIDOS), DIGNAR-SE RESPONDER, EM TEMPO HÁBIL, ÀS ECLÉTICAS MENSAGENS  DO(A)S EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTE(A)S E ENTUSIASTAS DE ENTIDADES CULTURAIS/LITERÁRIAS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM(A) DIRIGENTE INTELECTUAL CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE, NO INTERCÂMBIO DOS QUE RESPEITAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.  

    DESTA FORMA, AGRADECENDO À EXCELENTÍSSIMA DIRETORIA DA ACADEMIA DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS DE MOSSORÓ-ACJUS, REPRESENTADA PELOS EXMOS PRESIDENTE E SECRETÁRIO, RESPECTIVAMENTE, M.D. JOSÉ WELLINGTON BARRETO E EVERCLEY MAGNO FREIRE, PELO ESPECIAL CONVITE, DESTACA-SE ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE É UMA GRANDE HONRA CONFIRMAR QUE NOS FAREMOS REPRESENTAR OFICIALMENTE À

““SESSÃO SOLENE EM TRIBUTO AO ACADÊMICO ELDER ERONILDES DA SILVA NA PASSAGEM SEU ANIVERSÁRIO DE 90 ANOS E, PELA PROFÍCUA TRAJETÓRIA DE VIDA””.

DATA: 09(SÁBADO) DE SETEMBRO DE 2023

HORA: 19HS

LOCAL: PALÁCIO CULTURAL ACADÊMICO MILTON MARQUES DE MEDEIROS, LOCALIZADO NA RUA CLEODON ALMEIDA, 100, ABOLIÇÃO II, CEP 59619-500 MOSSORÓ(RN).

CONTATOS: 84 8868-4824, 99954-5990, 9877-9793. acjusmossoro14@outlook.com

     PORTANTO, REPASSO O ASSUNTO DO ALVO CONVITE(ANEXO) DE IGUAL MODO, POR CÓPIA,  AS EXCELENTÍSSIMAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS,  ACADÊMICOS DA ASCRIM E POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADEMICOS DA ASCRIM E ACADEM, ILUSTRES PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, GOVERNAMENTAIS, PÚBLICAS, PRIVADAS E MAÇÔNICAS,  JORNALISTAS E COMUNICADORES, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.    

    NESTA SINTONIA, UM CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CULTURAIS E A CONFIRMAÇÃO, INTERCAMBIADOS ENTRE PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES.  

      CONVOCANDO OS ACADÊMICOS DA ASCRIM E ACADEM PARA ESSE MAGNO EVENTO, COMUNICO, AOS QUE COMPARECEREM E SE IDENTIFICAREM COMO TAIS NA SESSÃO SOLENE SUPRAMENCIONADA, DEVEM DIGNAR-SE CUMPRIR, NO QUE FOR POSSÍVEL, O RIGOR OBRIGATÓRIO ESTATUTÁRIO DE USO DO UNIFORME OFICIAL (VESTE TALAR), CONSOANTE NORMA ESTATUTÁRIA, ATRIBUTO DIGNITÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.  

 NA OPORTUNIDADE, PARABENIZAMOS AO ANIVERSARIANTE “ELDER HERONILDES DA SILVA” POR MAIS UM ANO DE VIDA E QUE DEUS LHE CONCEDA MAIS ANOS, PORQUE SENTIMO-NOS HONRADOS E FELIZES TÊ-LO SEMPRE AO NOSSO LADO !

QUE A PAZ E NOVAS DÁDIVAS DE SAÚDE, AMIGO ELDER, ILUMINEM SEU CAMINHO, POR MUITOS E MUITOS ANOS, CHEIO DE BÊNÇÃOS, JUNTO AOS AMIGOS E FAMILIARES. FELIZ ANIVERSÁRIO !

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO 

-PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASCRIM ACADEM- 

 

MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO 

-PRESIDENTA EXECUTIVA INTERINA DA ASCRIM- 

P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS: 


P.S.-2): EVENTUALMENTE – EM RESPOSTA À TRANSMISSÃO DE CONVITE - RECEPCIONAMOS MENSAGENS QUE NOS SÃO ENVIADAS PELOS SIGNATÁRIOS DOS EMAILs DESTINATÁRIOS, AS QUAIS ENVIAMOS PARA OS PATROCINADORES DOS EVENTOS, ATRAVÉS DO NOSSO MALOTE DIGITAL OFICIAL DA ASCRIM-MADA .  

P.S.-3): ESTA É UMA CÓPIA ORIGINAL, ENCAMINHADA, OFICIALMENTE, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO PARA O(A)S:   

  EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.  

REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.  

MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.  

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.  

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES.  

ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.  

ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.  

ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.  

POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.  


De: FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO <planesilva@msn.com>
Enviado: quarta-feira, 6 de setembro de 2023 18:23
Para: ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES ASCRIM <asescritm@hotmail.com>
Assunto: ENC: Convite solenidade

De: Elder Heronildes <eheronildes@uol.com.br>
Enviado: terça-feira, 29 de agosto de 2023 21:35
Para: luciarocha <luciaro@uol.com.br>
Cc: jlacerdafelipe@gmail.com <jlacerdafelipe@gmail.com>; planesilva@msn.com <planesilva@msn.com>; cidaugusto@gmail.com <cidaugusto@gmail.com>
Assunto: ENC: Convite solenidade
 
De: "Elder Heronildes" <eheronildes@uol.com.br>
Enviada: 2023/08/28 22:30:50
Para: eheronildes@uol.com.br
Assunto: Convite solenidade

Enviado pela ASCRIM

http://blogodmendesemendes.blogspot.com