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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PAULO AFONSO NA TV BRASIL

Por: João de Sousa Lima

É amanhã, dia 05 de setembro de 2013,  a reportagem da TV Brasil que mostrará a cidade de Paulo Afonso.

O turismo e seus roteiros integrados com as cidades de Piranhas, Poço Redondo, Água Branca, Macururé e Chorrochó farão parte do programa caminhos da história.

Não percam, divulguem...


O Historiador João de Sousa Lima foi um dos entrevistados por Carina Dourado.


 Os povoados de Paulo Afonso foram bem vasculhados.


As histórias do nosso passado recente sendo analisadas e preservadas.


 

Povoado Salgadinho: Um dos maiores centros de Histórias referentes ao cangaço.


A EQUIPE DA TV BRASIL

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima.

http://www.joaodesousalima.com/

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AI, DODÔRA!!!

Por: José Mendes Pereira
José Mendes Pereira

AI, DODÔRA!!!

Todos os lugares existem pessoas que mesmo não sendo famosas findam caindo no mundo da admiração pela população.

De tantos outros que se destacaram como tipos populares, nos anos 60 e no início dos anos 70, todos os dias a população de Mossoró via uma senhora morena, magrinha, baixa, dentes estragados, com poucos cabelos e além do mais desarrumados, roupas sujas e sobre o ombro, uma mochila para guardar o que ela adquiria durante o dia nos bares, nas lojas comerciais, nas residências, no mercado público, nas feiras etc.

noticias.band.uol.com.br

Seu apelido era “Aí, Dodora”, criado por ela mesma, que ao ver uma pessoa, principalmente homem dirigindo-se ao seu encontro, ela dizia: “Ai, Dodôra”.

Pela semelhança do seu próprio apelido, é possível que o seu nome de batismo fosse Maria das Dores, Maria Auxiliadora...

Naquela época, período em que as meretrizes eram poucas, e muitas vezes não davam valor aos jovens por eles não terem dinheiro, muitos deles se aproveitaram sexualmente daquela pobre e sofrida mendiga. 

Andava sempre acompanhada  de uma outra senhora, sendo que esta não aparentava tão pobre (mas era paupérrima), de cabelos sempre penteados, vestida com roupas velhas, mas limpas. Mas ninguém dava a mínima atenção a sua companheira, porque a admiração de cada um, estava voltada para a “Ai, Dodôra!”.

E com aquele jeito engraçado de dizer: “Ai, Dodôra” ela se tornou uma senhora conhecida no centro da cidade, e em diversos bairros de Mossoró, fazendo com que a população usasse “Aí, Dodôra” quando sofria uma pancada, recebia notícia ruim sobre parentes, mas em todos os lugares de Mossoró, "Ai, Dodôra" tornara-se um bordão.

Estas duas palavras estavam em qualquer parte de Mossoró, nas lojas, nas farmácias, no mercado central, nos portos de gasolina, nos pontos de ônibus, enfim, este slogan que criou Dodôra, fez com que ela ficasse conhecida em toda região de Mossoró. 

Como todas as mulheres que levam a vida de pedir nas avenidas, nos bares..., que se viciam no álcool bravo, Dodôra não era diferente, sempre havia tomado a mais uns golinhos de cachaça.

produto.mercadolivre.com.br

Eu não tenho ideia de onde ela veio, onde nasceu, onde morava, e se ainda está viva, ou se já faleceu. Se ainda está viva, lógico que deixou a vida de mendiga, porque nunca mais apareceu pelas ruas de Mossoró, talvez para cuidar de netos ou até mesmo de bisnetos.

Quem a conheceu sabe que ela não era uma senhora bonita, mas também não era tão feia, e se tomou algum banho de loja, com certeza chegou a casar e formou uma excelente família.

Minhas Simples Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

Fonte:
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Para ler a cidade

Por: Paula Rejane Fernandes
Ilustração: Roberto Torterolli
Ilustração: Roberto Torterolli

Andar pelas ruas pode ser uma boa maneira de despertar o interesse dos alunos pela História

Quem circula por Mossoró, no Rio Grande do Norte, tem a oportunidade de conhecer diversos pontos da cidade onde ocorreu a resistência ao bando de Lampião, que a invadiu no dia 13 de junho de 1927. 


Os livros contam que, ao adentrar os seus limites, o cangaceiro e seus comandados foram recepcionados pelos mossoroenses, que estavam armados e escondidos em pontos estratégicos, como a Igreja de São Vicente, a casa do então prefeito Rodolpho Fernandes – que atualmente é a sede da prefeitura – e a estação ferroviária, que hoje é a Estação das Artes Elizeu Ventania. Esses prédios estão conservados e guardam em suas paredes até marcas das balas do confronto. Muitas vezes, excursões como essa podem dar a um professor os argumentos necessários para formular uma resposta convincente àquele aluno que quer saber por que deve estudar História. As relações entre os fatos há tempos transcorridos e a vida do estudante no presente também são objeto de uma série de questionamentos. Em um primeiro momento, essas indagações podem parecer provocativas, mas indicam um caminho para o mestre que pretende desenvolver uma maneira diferente de exercer o seu ofício. Pode-se estabelecer perfeitamente ligações entre os assuntos locais e atuais e a História do estado, do país e do mundo.

Os alunos, assim como qualquer habitante que transita pelas ruas da cidade onde vive, muitas vezes acabam se acostumando com a paisagem que veem diariamente. Com isso, eles deixam de se interessar pela organização do espaço urbano, pelas razões que levaram certas ruas e praças a ganhar os nomes que têm, ou pelos recursos que foram usados para a conservação ou demolição de um determinado prédio. São estudantes que não estabelecem relações entre o que observam e a História do seu povo.

Quando participarem de aulas de campo sob a orientação de um professor de História, eles devem obter pistas a respeito dos projetos de cidade criados e idealizados pela municipalidade, das inovações e avanços arquitetônicos e das mudanças em relação à organização, à estruturação e ao uso do espaço urbano. A partir daí, eles podem ser estimulados a resgatar a memória de toda uma região. O papel do professor é demonstrar que a demolição e a conservação de prédios estão relacionadas à disputa constante entre duas grandes forças: o lembrar e o esquecer. Se alguns prédios são demolidos para dar lugar à construção de edifícios novos, outros são preservados e nomeados como patrimônio histórico e cultural da cidade, do estado e, às vezes, do país. Mas o que faz uma construção ser tombada e transformada em monumento enquanto outra é posta abaixo? Uma das respostas para essa pergunta está associada à produção de narrativas históricas. Com esse intuito, os prédios relacionados às memórias aceitas e reconhecidas como válidas acabam sendo conservados e aqueles ligados às lembranças tidas como negativas são destruídas.

Isso fica patente no exemplo de Mossoró, quando se percebe o cuidado que houve para preservar os prédios que serviram como trincheiras durante o embate de junho de 1927 e a antiga cadeia pública municipal – que virou a sede do Museu Municipal Lauro Escóssia. Além disso, a prefeitura local mantém um Memorial da Resistência, construído em comemoração aos 80 anos da expulsão dos cangaceiros, e promove uma encenação do Auto da Liberdade todo mês de junho, em frente à Igreja de São Vicente. A dramatização narra a invasão, a resistência dos mossoroenses e a derrota de Lampião, que teve muitos de seus homens mortos durante o conflito. Uma das baixas mais significativas foi a do cangaceiro conhecido pela alcunha de Jararaca, tido como um dos homens mais fortes do bando, que foi preso e levado para a cadeia pública da cidade, onde veio a falecer.

A partir desse fato histórico – e depois de uma visita prévia à região, para selecionar os locais a serem visitados –, o professor de História pode conduzir sua aula de campo, instigando os alunos a fazerem perguntas sobre a conservação dos prédios que serviram de trincheiras e a construção do Memorial da Resistência de Mossoró, entre outras questões. Com base nos temas levantados, é possível, inclusive, discutir com os alunos a relação entre memória, patrimônio cultural e identidade, uma vez que os prédios foram conservados, divulgados como cartões-postais e transformados em atrações turísticas. Os alunos, aos perceberem essa relação entre História e o espaço citadino, sentem-se à vontade para fazer perguntas sobre o lugar onde moram. Os estudantes também podem ser levados a debater os trabalhos publicados por memorialistas da região, como Raimundo Nonato (1907-1993) e Jerônimo Vingt-un Rosado (1920-2005), que foram importantes na construção de uma identidade para a cidade de Mossoró, associada às ideias de resistência, valentia e coragem, que também foram reforçadas pelo Museu Lauro Escóssia e pelo Memorial.

No Museu, o professor e sua turma podem explorar as fotos expostas que retratam o dia da invasão, e ver não só algumas armas usadas no confronto, mas também recortes de jornais com mensagens enviadas por pessoas de várias cidades parabenizando Mossoró pelo feito. Sem contar que os alunos ainda têm a oportunidade de analisar o próprio prédio do museu, que serviu de prisão para Jararaca. Com base nessas fontes, o professor levantará questões a respeito de como os jornais retrataram o acontecimento e qual a repercussão que ele teve fora da cidade. Também vale a pena ver que tipos de armas eram usados no período e fazer uma comparação com as que são utilizadas nos dias de hoje. Quanto ao prédio em si, pode-se traçar um painel sobre a arquitetura da época, estudar como funcionava o sistema prisional naqueles tempos e tentar identificar o que mudou em relação ao sistema adotado no século XXI.

Esse mesmo exercício também deve ser feito no Memorial. Lá, os alunos observarão os murais ilustrados com fotos da cidade, dos cangaceiros e dos mossoroenses que faziam parte da resistência. Durante a observação, o professor poderá dar início a uma discussão a respeito da conservação da memória e da importância social do monumento. Além disso, será possível levantar questões a respeito do cangaço e do modo de vida dos homens e mulheres que empunhavam a sua bandeira: por que ele se tornou um fenômeno? Qual a origem do nome? Como se vestiam os cangaceiros? Como se divertiam? Quem os apoiava? Depois disso, a prática de campo pode prosseguir com uma investigação sobre como era a cidade de Mossoró no ano da invasão. Seria conveniente induzir os alunos a fazerem perguntas sobre o tamanho da cidade e o número de habitantes em 1927, o estilo arquitetônico dos prédios, se havia eletricidade e água encanada, se as ruas eram calçadas, que locais eram destinados ao lazer e como funcionavam o comércio e as escolas da região. Fazer um paralelo com o presente ajuda o aluno a perceber o quanto a História está inserida nos mais diversos contextos.

Todos esses exercícios, aplicados aos mais diversos contextos urbanos, podem ajudar os estudantes a elaborar respostas para as perguntas que questionam a importância da História, os motivos que fazem com que ela seja objeto de estudos e a sua relação com o presente. De posse dessas conclusões, fica fácil entender que os prédios, monumentos e costumes de uma cidade ou região podem contar muito sobre os fatos que lá ocorreram. A comparação entre o passado e o presente ajuda o aluno a entender que a História não é um saber restrito aos livros ou à sala de aula. Muito pelo contrário, ele está dentro da sociedade e inserido no nosso cotidiano.

Paula Rejane Fernandes é professora da Universidade Estadual da Paraíba e autora da dissertação “Mossoró: uma cidade impressa nas páginas de O Mossoroense (1872-1930)” (UFCG, 2009).

Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/educacao/para-ler-a-cidade

Enviado pelo pesquisador José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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terça-feira, 3 de setembro de 2013

A IGREJA DE ZÉ PRETO

Por: Clerisvaldo B. Chagas, 3 de setembro de 2013. - Crônica Nº 1080


A IGREJA DE ZÉ PRETO

Velhos sertões cheios de histórias e lendas, ricos em folclore e na coragem sem fim. Lembro-me das grandes cheias do rio Ipanema quando convocava o povo da minha terra para se debruçar na Ponte Cônego José Bulhões. Corrente arrasadora que metia medo e espanto aos santanenses boquiabertos com tanta disposição do rio. Lá na ponta da Rua Barão do Rio Branco, a última casa, a casinha de taipa que servia de residência e bodega a Lulinha, o baixinho bedel do Ginásio Santana, era ponto referencial das águas. E os carneiros maiores que se formavam no estreitinho do poço do Juá, faziam inveja ao riacho Camoxinga que represava suas marradas na força maior do pai velho de Pesqueira. Os comentários ferviam sobre a ponte iguaizinhos aos fervedouros e panelas no lombo do rio macho. Dia de festa, dia de alegria, motivado por aquela investida feroz proveniente do norte. Canoas nessas horas, companheiro, nem pensar! Quem quisesse partir para o outro lado, teria que seguir rio acima, descendo pelo lugar Volta, passando pela ponte da Barragem, iniciada em 1949 e terminada em 1951, sobre o mesmo rio Ipanema.

E lá na saída da cidade, lambendo terras das olarias, as águas do Panema deixavam ou não suas marcas na pedra do Sapo, debruçada na margem direita do caudal. Foi ali naquele cocuruto de granito que o vendedor de bugigangas na feira, Zé Preto, resolveu construir minúscula casinha de oração, como motivo de promessa. Ajeitou a ermida, colocou os santos combinados, deixou escada de cimento para possíveis visitas das imediações e deu por encerrada sua missão cristianizada. Mas os esforços bem intencionados do vendedor de mangalhos não surtiu efeito externo. Com pouco tempo, os vândalos profanaram e destruíram parte da igrejinha. Não sei se Zé Preto ainda vivia quando o lamentável ato aconteceu. Creio, porém, que o pobre homem fez a parte dele, não deixando dúvidas nenhuma aos santos mentores da promessa. Quem hoje passa por uma vereda perto das antigas olarias, há de ver as ruínas no cimo da pedra do Sapo. Os degraus de cimento, negros de lodo, ainda oferecem subida à curiosidade das interrogações. O que teria sido isso aqui? – indaga o caminheiro. Alguns ouvem uma voz que responde: Aqui era A IGREJA DE ZÉ PRETO.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2013/09/a-igreja-de-ze-preto.html

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AS FOLHAS E O OUTONO DA AMENDOEIRA

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

 AS FOLHAS E O OUTONO DA AMENDOEIRA

Ao entardecer desta segunda, passei por uma pequena praça nos arredores de minha casa e me encantei com o que pude avistar. Os canteiros e o chão totalmente tomados por folhas das imensas árvores ali existentes, e certamente plantadas desde mais de cinquenta anos. Talvez bem mais que isso.

Paisagem inusitada, pois ainda no inverno e aquela feição de outono com seus desbastamentos. Folhas do tamanho e até maiores que uma mão aberta, todas encobertas de uma cor de cobre antigo, num misto de vermelho abrasado e marrom de argila queimada. Grossas, ainda firmes, deixavam transparecer veias que vão se abrindo até a borda. Lindas demais para estarem jogadas ao chão. Tristes demais por estarem assim.
Avistei duas varredeiras, ou margaridas como oficializaram chamar, na difícil tarefa de juntar aquela enormidade de folhagens espalhadas. E quanto mais juntavam mais elas despencavam lá de cima. Perguntei de qual árvore eram aquelas folhas tão grandes e tão bonitas e logo uma, olhando para o alto, respondeu “É folha de almenda”. E a outra completou que “Dessas almendeira aí”.

Compreendi muito bem. Aquelas enormes árvores eram amendoeiras, ou pés de amêndoas. Contudo, não estava compreendendo porque aquela enxurrada de folhas caindo, quando geralmente isso ocorre durante o outono. Como elas estavam muito ocupadas, resolvi que não tomaria mais tempo e a minha dúvida seria resolvida por outra pessoa, pois já estava avistando uma velha vendedora de cocadas e outras guloseimas.

Sorridente, ao ouvir minha pergunta ela olhou detidamente para o alto e depois me deu uma inesperada resposta. Disse que acabava de olhar para as árvores das coisas inesperadas na vida, dos acontecimentos que não estão programados para acontecer e acontecem; dos casos que vão surgindo e desafiam nossas mentes em buscas de explicações. E disse mais.


Afirmou que o jeito diferente de ser daquelas árvores já havia lhe causado muita dor e sofrimento. E não somente a ela como em todo ser humano que de repente se vê surpreendido por difícil e inaceitável acontecimento. Derramou uma lágrima fina pelo canto do olho e em seguida, percebendo que eu não estava entendendo bem suas palavras, resolveu explicar melhor.

Olhou mais uma vez em direção às árvores, as folhas caindo e o chão tomado de seus despojos, e afirmou que o que acontece com as amendoeiras, sempre perdendo suas folhas fora do tempo certo de acontecer, quando na maioria das outras árvores se dá sempre no outono, é o mesmo que acontece na vida humana. As pessoas vivem suas estações e esperam a chegada do mais triste dos outonos. Mas nem sempre acontece assim com todo mundo.

Pessoas existem, prosseguiu a velha senhora, que possuem amendoeiras como destino e são como suas folhas quando vão desaparecer dessa vida. A maioria sabe muito bem e aceita ou não que o seu o último outono um dia chegará. E, como a folha seca que de repente cai, um dia será levada pela ventania, pelo vento tempestuoso da morte. Isso acontece no normal da vida, mas não com aqueles que possuem as amendoeiras no seu caminho.

Dói dizer, afirmou a velha, mas nem todo mundo tem a sorte de partir no outono comum da vida. Com destino da amendoeira, de repente se torna numa simples folha que inesperadamente cai. Igualmente às folhas das amendoeiras, vê seu percurso de vida tomado por inesperado acontecimento e jogado ao chão bem antes de o outono chegar. A morte se apodera do seu destino e torna o viver numa folha que amanhece cheia de seiva e ao entardecer já estará caída num canteiro qualquer.

Toda explicação já estava dada. Um tanto mais triste, apenas agradeci e a deixei melancolicamente olhando para o alto. Eis que uma folha caiu bem ao lado do seu tabuleiro. Já estava adiante quando ouvi sua voz. Retornei para encontrá-la com a mão estendida e nela a folha caída. Tome, é sua, disse ela. Guarde com devoção e jamais será surpreendido pelo outono da amendoeira. A sua estação estará na distância que Deus quiser.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

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Hoje é dia GECC - cariri cangaço!


Convite!

Aos sócios e amigos do GECC
(Grupo de estudos do cangaço do Ceará)

Reunião - logo mais, nesta terça-feira, dia 03 de setembro.
Endereço: sede da ABO-CE
Associação brasileira de odontologia,
Rua Gonçalves ledo 1630 - bairro Joaquim Távora
(Entre av. Heráclito Graça e Rua Padre Valdevino)
Início: 19 horas.
Contamos com sua presença.
Ângelo Osmiro Barreto
Presidente GECC

Manoel Severo
Cariri Cangaço


Fortaleza-CE

http://cariricangaco.blogspot.com.br
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O TREM DA ESPERANÇA

Por: José Mendes Pereira
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Quem não se lembra do antigo "Trem da Esperava", que em período de política, vinha para Mossoró ou iria para outras cidades do Rio Grande do Norte, aquelas que tinham linhas férreas?

www.substantivoplural.com.br

Nos anos sessenta, quando o ex-governador Aluízio Alves sentia fragilidade na sua campanha política, e achando que o seu candidato estava difícil eleger-se em determinada cidade do Rio Grande do Norte, criou o passeio de trem, de uma cidade para outra, conhecido como "Trem da Esperança". 

Aluízio Alves  acreditava que o trem levava esperanças para o seu candidato. E diversas vezes, deram certo, elegendo o seu candidato preferido em municípios que o seu eleitorado era pequeno.

blogcarlossantos.com.br

O ex-governador Aluízio chegou a ser chamado pela população do Rio Grande do Norte de cigano feiticeiro. Mas isso aconteceu, porque ele era um grande orador, aliás, o maior orador deste Estado, e sabia muito bem conquistar o eleitorado, conversando, expondo os seus projetos, o que deveria ser feito para melhorar a educação, a saúde, a segurança...

cleilsonferreira.blogspot.com

Muitos políticos tentaram acabar com o seu prestígio, mas quanto mais denegriam a sua imagem, mais o ex-governador do Rio Grande do Norte, Aluízio Alves recebia o apoio do povo sofrido.

acessopotiguar.blogspot.com

E as vigílias, lembram? Já próximo às eleições, Aluízio Alves e seus candidatos passavam 72 horas sobre caminhões, percorrendo bairros inteiros, para tentar mudar o quadro político das cidades, quando as pesquisas indicavam que a votação eleitoral, não era favorável para eleger o seu candidato a prefeito.

Em 1968, aconteceu o não esperado. O cigano feiticeiro, Aluízio Alves foi manchete em rede nacional, derrotara a mais poderosa família de Mossoró, a "Rosado", com uma maioria de mais de 60 votos para o seu candidato a Prefeito Antonio Rodrigues de Carvalho.


www.azougue.org

Somente Aluízio Alves teve o privilégio de derrotar esta família, que desde a década de 20, do século passado,  que ela mandava em Mossoró. Mas em 1972 a família "Rosado" toma o poder e até hoje é a manda chuva de Mossoró.


Mas disse o poeta Crispiniano Neto que Mossoró quando não é administrada por "Rosado" de Calça, é administrada por "Rosado” de saia.

Mas a família Rosado merece o nosso aplauso.

Minhas Simples Histórias

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O CANGAÇO - Entre anjos e cangaceiros

Por: Frederico Pernambucano de Lemo
Foto: O CANGAÇO

LIVRO

ENTRE ANJOS E CANGACEIROS (RECOMENDO)

De: Frederico Pernambucano de Melo

Livro resgata a saga do sírio-libanês Benjamin Abrahão Botto, que imigrou para o Nordeste brasileiro na década de 1910 e entrou para a história por se tornar braço direito do padre Cícero e ter sido o único a filmar Lampião e seu bando.

O CANGAÇO

LIVRO

ENTRE ANJOS E CANGACEIROS (RECOMENDO)

De: Frederico Pernambucano de Melo

Livro resgata a saga do sírio-libanês Benjamin Abrahão Botto, que imigrou para o Nordeste brasileiro na década de 1910 e entrou para a história por se tornar braço direito do padre Cícero e ter sido o único a filmar Lampião e seu bando.

Fonte: /www.facebook.com/geraldo.antonio.716

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NOVO LIVRO SOBRE A SEGUNDA GUERRA – “U-BOAT, MERGULHANDO NA HISTÓRIA”

Publicado em 03/09/2013 por Rostand Medeiros
uboats_nestor1

“…ajoelhar-se na areia branca do fundo do mar, escutando somente o chiado da nossa respiração, em silencioso respeito e observar aquele elegante casco, mesmo desmantelado por uma morte violenta, é ser tomado por uma grande emoção. E eu senti isto…”

Realmente uma visão majestosa, intimidadora para muitos, carregada de sentimentos tão variados quanto profundos, mas que certamente culminam na contemplação. Uma das armas de guerra mais desenvolvidas de sua época, que cobrou preços altíssimos aos seus inimigos e estendeu o poder militar do Terceiro Reich por todo o planeta – agora calmamente eternizada no leito dos oceanos.

Acredite se quiser, um brasileiro passou as últimas décadas percorrendo o mundo para conhecer esses monstros de aço mortalmente feridos, apaixonado desde a infância pelas histórias da guerra naval e seus protagonistas. Conheceu mais de perto do que qualquer outra pessoa aqui no nosso país o verdadeiro mundo dos U-Boats, os submarinos alemães da Segunda Guerra Mundial.

Nestor Magalhães é um mergulhador profissional, que roda o mundo atrás de destroços submersos da Segunda Guerra, nos brindando sempre com histórias únicas e imagens espetaculares.

uboats_nestor2

Pois é exatamente isso que ele nos conta em “U-Boats: Mergulhando na História” (Redes Editora, 272 páginas), um relato de sua série de mergulhos pelo mundo, para conhecer os lobos cinzentos da Kriegsmarine.
Se a natureza da missão já é singular, o mesmo pode ser dito da escrita da obra, construída em tom leve e apaixonante, ricamente ilustrada e referenciada com curiosidades históricas do maior conflito mundial. Ao chegar à França para mergulhar a caça de um submarino, o leitor viaja junto com Nestor pelas praias da Normandia, seus museus e locais famosos. Não há como largar a leitura!

E quem já leu as histórias do Nestor sabe que ele, melhor do que ninguém, sabe se meter “em altas confusões” no melhor estilo Sessão da Tarde – casos que ele faz questão de entremear na narrativa. Sua “visita” ao U-171, na costa francesa, já foi resumidamente compartilhada aqui na Sala de Guerra, e dá um perfeito exemplo do que estou dizendo! No livro, com a narrativa expandida, muitos outros momentos impagáveis aparecem.


Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.wordpress.com
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

João Sereno, Xangai e Maviael Melo em Uauá dia 08 de setembro, 17h.

Foto

João Sereno


Esta cantoria será realizada na cidade de Uauá, no Estado da Bahia, no dia 08 de Setembro - às 17 horas da noite. 

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O SOL

POR: FRANCISCO DE PAULA MELO AGUIAR
CADEIRA 7 – ACADEMIA PARAIBANA D E POESIA

O Sol

São nove horas do dia,
Preparo-me para trabalhar,
Da porta da frente
Observo o lugar.

Que sol lindo,
Que está no firmamento a brilhar,
Ofuscando os planetas,
Quando paro para contemplar.

Quando chego à porta
E tento admirar,
Como é belo o firmamento,
Que envolve mistério mil no ar.

As nuvens passam velozes,
Deixam os raios solares aparecer,
Tomam conta do espaço sideral,
E clarificar os ideais do meu ser.

Enviado pelo escritor Francisco de Paula Melo Aguiar

http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4462949
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PAULO AFONSO, DELMIRO GOUVEIA E A CHESF: A HISTÓRIA REVISITADA.

João de Sousa Lima  é historiador

Paulo Afonso, Delmiro Gouveia e a CHESF, são temas narrados no novo livro dos escritores João de Sousa Lima e Antonio Galdino da Silva.


Angiquinho: A primeira Usina hidroelétrica do Nordeste inaugurada por Delmiro Gouveia em 1913 é o tema central de análise dessa obra. a geração de energia o pioneirismo de Delmiro Gouveia e o poderio hidroelétrico da CHESF, assim como a Cachoeira de Paulo Afonso e o Rio São Francisco são temas da pesquisa dessa obra literária.

Este ano, a USINA ANGIQUINHO completou 100 anos.

Em 1913, Delmiro Gouveia aproveitou as águas do rio São Francisco para gerar energia elétrica.

Em 1948, a Chesf aproveitou a sua idéia genial e começou a construir a primeira de muitas usinas, realizando o sonho de Delmiro, de promover o desenvolvimento do Nordeste.

Os escritores Antônio Galdino e João de Sousa Lima, ambos da Academia de Letras de Paulo Afonso, nos unimos para produzir o livro ANGIQUINHO, 100 Anos de História, que dividimos em três partes que se interligam:
- o rio São Francisco,
- Delmiro Gouveia e Angiquinho
- a Chesf.
Este livro faz parte de um amplo projeto de resgate da história e da memória desta região, porque “não se pode planejar o amanhã, sem se conhecer o ontem”.

O livro tem 168 páginas e mais de 100 fotografias e ilustrações e estará sendo lançado neste mês de Setembro.
Não teve nenhum patrocínio e vai custar apenas R$25,00 em Paulo Afonso. Os de outros lugares que desejarem adquiri-lo pagarão R$30,00 e enviaremos pelo correio.

Já podem fazer a reserva de seu(s) exemplar(es) pelos emails e telefones a seguir:
www.joaodesousalima.com; (blog do escritor João de Sousa Lima)
telefones: (075)8807-4138; (75)9101-2501 (de João de Sousa Lima)
professor.gal@gmail.com
folhasertaneja@yahoo.com.br
Telefones: (075)3282-0046; (da GALCOM Comunicações) (75)9234-1740 (professor Galdino)

Cartaz de lançamento do livro

Delmiro Gouveia: o pioneiro da geração de energia no Nordeste

A cachoeira de Paulo Afonso na década de 30 - acervo João de Sousa Lima

O rio São Francisco em uma de suas "CHEIAS", no detalhe a Usina Angiquinho

Os pioneiros de Paulo Afonso cavando na mão a rocha bruta

Usina da CHESF em funcionamento

Detalhe da Usina Angiquinho

João e Galdino entrevistando Cícero Correia: um dos funcionários da Usina Angiquinho

O autor e historiador João de Sousa Lima

O autor e professor Antonio Galdino

Postado por João de Sousa Lima no João de Sousa Lima em 9/02/2013 07:36:00 AM
http://www.joaodesousalima.com

Enviado pelo escritor epesquisador do cangaço João de Sousa Lima
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Amanhã é dia GECC - Cariri Cangaço !


CONVITE

AOS SÓCIOS E AMIGOS DO GECC 
(GRUPO DE ESTUDOS DO CANGAÇO DO CEARÁ) 

REUNIÃO - AMANHÃ, TERÇA-FEIRA, DIA 03 de SETEMBRO. 
ENDEREÇO: SEDE DA ABO-CE 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA,  
RUA GONÇALVES LEDO 1630 - BAIRRO JOAQUIM TÁVORA 
(ENTRE AV. HERÁCLITO GRAÇA E RUA PADRE VALDEVINO)
INÍCIO: 19 HORAS.
CONTAMOS COM SUA PRESENÇA.


Angelo Osmiro Barreto
Presidente GECC

Manoel Severo
Cariri Cangaço

Fortaleza-CE

http://cariricangaco.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Revista Nossa História edição de Novembro de 2004 - O eunuco do Morro Redondo






Créditos para: Augusto 
"Comunidade do Orkut Lampião, Grande Rei do Cangaço"

http://lampiaoaceso.blogspot.com
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Programações já definidas!!!


Aurora, CE é um dos palcos do Cariri Cangaço

Cariri Cangaço AURORA - 'Um brinde a nossa própria história...'  Dia 20 de setembro às 19:30 hs. na Escola Técnica (Araçá). Palestrante:Dr. Vicente Landim de Macedo. Venha participar.

http://lampiaoaceso.blogspot.com
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Simão Balbino – 02 de Setembro de 2013

Por: Geraldo Maia do Nascimento


Em 15 de junho de 1893 faleceu Simão Balbino Guilherme de Melo, integrante da Guarda Nacional de Mossoró, proprietário de terras, criador e agricultor. Ocupou os cargos de Delegado de Polícia, Juiz de Paz, Presidente e Vereador da Câ-mara e o de Juiz Municipal suplente.

 
               
Nascido em Mossoró a 31 de março de 1816, sendo seus pais o Capitão Simão Guilherme de Melo e dona Inácia Maria da Paixão. Era irmão do Padre Francisco Longino, o primeiro mossoroense a ordenar-se padre, que ficou famoso por deixar a povoação em polvorosa em virtude de uma série de fatos e acontecimentos sangrentos em luta que sustentou ao lon-go dos anos com os Butragos, seus inimigos, razão pela qual ficou conhecido como \"o padre cangaceiro\".
               
Como político, militou nas fileiras do Partido Conservador, sendo grande amigo do Padre Antônio Joaquim Rodrigues. Foi o segundo Presidente da Intendência, sendo eleito para o quatriênio 1857 a 1860. Balbino, como chefe da municipalidade, melhorou a feição urbanística da vila, como nos informa o professor Raimundo Soares de Brito, promovendo a demolição de um velho pardieiro de taipa que servia de mercado, além de outros serviços. Autorizou as despesas necessárias para a abertura de uma estrada partindo da vila, na direção de Aracati/CE, até o limite da província. Preocupou-se também com a instrução pública, criando a primeira escola para o sexo feminino, pela Lei nº 478, de 13 de abril de 1860. Durante a sua gestão, o setor da navegação marítima foi beneficiado com dois melhoramentos: lei do Presidente da Província mandando construir um armazém no Pontal da Barra de Mossoró e concessão de uma subvenção de quatro contos de réis para a Companhia Pernambucana de Navegação Costeira, para que o porto de Mossoró (Areia Branca) fosse incluído nas escalas do Norte. Autorizou ainda a despesa de um conto de réis para construção de um cemitério na vila.
               
Há evidências de que nesse período, Mossoró tenha recebido a visita do Padre-Mestre Ibiapina, quando teria fundado uma Casa de Caridade nessa vila. Essa visita é confirmada por Luís da Câmara Cascudo em uma de suas \"Actas Diurnas\". Ibiapina era um homem culto, filho de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria. Formou-se em Direito, tendo ocupado cargos na magistratura e na Câmara dos Deputados. Decepcionado, abandonou a vida civil para seguir o catolicismo. Aos 47 anos, iniciou uma obra missionária, percorrendo a região Nordeste em missões evangelizadoras, erguendo inúmeras casas de caridade, igrejas, capelas, cemitérios, cacimbas d\'água, açudes. Ensinou técnicas agrícolas aos sertanejos, atuação que inspirou no Nordeste o Padre Cícero e Antônio Conselheiro, e defendeu os direitos dos trabalhadores rurais.
               
Simão Balbino Guilherme de Melo era casado com sua sobrinha, dona Cosma Damiana da Paixão, nascida em 7 de setembro de 1816, sendo filha de Maria da Paixão e Alexandre José. Deixou uma descendência de oito filhos. Faleceu a 3 de março de 1899.
               
Mossoró homenageou o seu segundo governante emprestando o seu nome a uma rua da cidade. 

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Geraldo Maia do Nascimento
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