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segunda-feira, 9 de maio de 2016

ESCREVEU JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO - PROFESSOR UNIVERSITÁRIO


Vejam o que escreveu o professor e escritor José Romero De Araújo Cardoso sobre morte de cangaceiros: 

Benedito Vasconcelos Mendes e Jerônimo Vingt-un Rosado Maia

Certa vez Vingt-un Rosado me disse que havia indagado a Juvenal Lamartine sobre o motivo por que tinha mandado matar todos os cangaceiros que haviam sido aprisionados e enviados para responder processo no Rio Grande do Norte. A resposta de Lamartine, segundo Vingt-un, foi curta e grossa: 

Juvenal Lamartine Faria

“Mandei matar, mandava de novo e só tenho pena dos que não pude mandar fechar para deixarem de serem cabras safados”.

Essa resposta revelou como era o homem que foi responsável também pela morte do cangaceiro Francisco Pereira Dantas, talvez, tudo indica, devido sedução de uma sobrinha de Juvenal Lamartine em Serra Negra, a qual contava quando do defloramento a tenra idade de doze anos. 

O cangaceiro Chico Pereira

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LIVRO CAPITÃES DO FIM DO MUNDO


As Tropas volantes em Pernambuco representam mais do que uma força de repressão ao cangaço. Representam a utilização de saberes de uma região, incorporados a uma Instituição pautada na hierarquia e disciplina, que contribuíram na composição da estratégia de combate baseada no inimigo. 

A Tropa Volante, mais do que uma força de contenção do Estado, foi a solução possível que o Estado encontrou para lidar com o cangaço. Através de uma análise profunda e bem documentada sobre a sociedade sertaneja, o cangaço e a Polícia Militar, o historiador André Carneiro de Albuquerque, desenvolve a história das Tropas Volantes em Pernambuco entre os anos de 1922 a 1938. O apenas dito, o quase vazio ou inexistente a respeito do perseguidor policial nos manuais de História do cangaço, tornou-se um espaço onde é possível estudar a Força Pública no sertão do Estado ao longo do período lampiônico, bem como perceber as formas de ação desenvolvidas por estas tropas em oposição aos bandos de cangaceiros. 

Ainda são poucos os trabalhos acadêmicos que tratam a respeito das Tropas Volantes, e muito menos sua relação com o meio social e com os grupos de cangaceiros existentes. Muitas vezes, as diferenças das Tropas Volantes dos diversos Estados do Nordeste foram negligenciadas em proveito de generalizações pouco adequadas. Sendo assim, essa obra, se dispõe a verificar, seus modos de formação, apontar seus componentes e os elos pelos quais se ligavam a caserna e a sociedade.

As Tropas volantes em Pernambuco representam mais do que uma força de repressão ao cangaço. Representam a utilização de saberes de uma região, incorporados a uma Instituição pautada na hierarquia e disciplina, que contribuíram na composição da estratégia de combate baseada no inimigo. 

A Tropa Volante, mais do que uma força de contenção do Estado, foi a solução possível que o Estado encontrou para lidar com o cangaço. Através de uma análise profunda e bem documentada sobre a sociedade sertaneja, o cangaço e a Polícia Militar, o historiador André Carneiro de Albuquerque, desenvolve a história das Tropas Volantes em Pernambuco entre os anos de 1922 a 1938. O apenas dito, o quase vazio ou inexistente a respeito do perseguidor policial nos manuais de História do cangaço, tornou-se um espaço onde é possível estudar a Força Pública no sertão do Estado ao longo do período lampiônico, bem como perceber as formas de ação desenvolvidas por estas tropas em oposição aos bandos de cangaceiros. 

Ainda são poucos os trabalhos acadêmicos que tratam a respeito das Tropas Volantes, e muito menos sua relação com o meio social e com os grupos de cangaceiros existentes. Muitas vezes, as diferenças das Tropas Volantes dos diversos Estados do Nordeste foram negligenciadas em proveito de generalizações pouco adequadas. Sendo assim, essa obra, se dispõe a verificar, seus modos de formação, apontar seus componentes e os elos pelos quais se ligavam a caserna e a sociedade.

Entre em contato com o autor: a.c.albuquerque@hotmail.com

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UM CAUSO SOBRE A RENDIÇÃO ALEMÃ EM 1945 Antônio de Jovita - Um herói sertanejo!


Não posso deixar passar batido o 7 de maio, dia em que a Alemanha nazista oficialmente se rendeu às forças soviéticas em 1945 e que, por incrível que pareça, transformou-se na grande farsa montada para esconder do mundo quem de fato deu cabo ao conflito, eliminando o Führer Adolf Hitler com uma bala de revólver 38 em pleno bunker, no coração de Berlim. 


O autor da façanha foi o pracinha brasileiro Antônio de Jovita, cujo paraquedas, levado por uma forte ventania errou o alvo na Itália e caiu no meio das tropas do marechal russo Georgy Zhukov. 

Natural de Serra Talhada, com sangue de cangaceiros correndo nas veias, uma brabeza desmedida, Antonio de Jovita matou uns tantos a peixeira, outros mais a bala e, furando todos os cercos, apressado em voltar logo pra casa, invadiu sozinho a fortaleza nazista, eliminando o Führer numa cena memorável. O homem acovardou-se. De joelhos, braços estendidos, suplicou: "Antonio de Jovita, não me mate pelo amor de Deus!" Foi um só ai. Quando soube do feito, o líder soviético Joseph Stalin mordeu-se de raiva, pois queria o troféu para si. 

Em acordo secreto com o premier britânico Winston Churchill, o comando aliado passou à imprensa mundial a farsa do suicídio. 

Ninguém em Serra Talhada engoliu a mentira, onde o pracinha é herói de guerra. Na foto, Antônio de Jovita aparece discretamente em pé (é o segundo da esquerda para direita), observando a assinatura da rendição nazista pelo marechal de Campo Wilhelm Keitel, do famoso Oberkommando der Wehrmacht. O rosto quase é tapado por um oficial invejoso que tenta, a todo custo, ocultá-lo. Trata-se de uma foto rara.

Fonte: facebook
Página: José João Souza 
Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste
Link: https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?fref=ts

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DE ONDE VEM O CANGAÇO?

Por Carlos Alberto
Arte de Carybé

De antemão, o cangaço foi um fenômeno social do Nordeste brasileiro, atuava de forma autônoma, praticava uma rebeldia inconsciente, e, para sobrevier na sociedade da época, ficava ao lado de um grupo de abastados em detrimento de outros...

Do ponto de vista econômico, é bastante polêmico afirmar que modo de produção existiu, pelo qual, surgiu o cangaceirismo, ou seja, foi o escravismo colonial tardio? Traços feudais? Capitalismo incipiente.

Com certeza o fenômeno surgiu sob uma economia agropastoril nordestina, onde, a criação de gado movimentava as negociações e a propriedade da terra funcionava como reserva de valor. 

Com referência aos ciclos econômicos, teve uma certa disputa pelo espaço utilizado, entre o da cana-de-açúcar e do couro. O primeiro, desenvolveu-se no litoral e nas zonas úmidas sertanejas e, o segundo, foi empurrado para o Sertão nordestino, através dos caminhos do gado e formando fazendas de criação.

E mão-de-obra para trabalhar nessas atividades? Os índios não se adaptaram, depois os negros e os mestiços. Resultando diversas profissões: trabalhador de eito, cambiteiro, trabalhador de engenho, vaqueiro, etc.

E a segurança da classe dominante da época, ou melhor, dos coronéis... Afirma a teoria marxista, que, na estrutura e na subestrutura, levando em conta as relações sociais de produção, em último caso, é a economia que determina a vida das pessoas, segmentos sociais, classes sociais, estamentos, etc.. Mas, também é levada em consideração: a cultura, a religião, a justiça, etc.

 Carlos Alberto ao lado de pesquisadores do Cariri Cangaço

Por outro lado, existe a teoria culturalista, ou seja, a cultura e a tradição, como elementos determinantes para o viver e o agir das pessoas na sociedade.

Quando se afirma que o cangaço surgiu das desigualdades sócias, fundiárias e ausência do Estado no fazer justiça, quer dizer, que, a propriedade da terra, em termos quantitativos, quem tinha mais terra usufruía do poder político e econômico; e, o pequeno proprietário ou o sem-terra não possuía quase ou nenhum poder. Imaginem, nas primeiras refregas entre Virgolino Ferreira e José Saturnino, existisse uma justiça “justa” e um Estado forte, talvez tivesse abortado a futura atuação lampiônica. Por favor, leiam a introdução e os três primeiros capítulos do Livro: LAMPIÃO: Entre a Espada e a Lei, do pesquisador Sérgio Dantas.

Do ponto de vista político, econômico e social, qual era a origem dos cangaceiros? Por favor, leiam o Livro: LAMPIÃO E O ESTADO MAIOR DO CANGAÇO, de Hilário Lucetti e Magérbio de Lucena.


Na minha simples opinião, o Livro: GUERREIROS DO SOL: Violência e Banditismo no Nordeste do Brasil, de Frederico Pernambucano de Mello, ainda é o Livro, que, melhor explica o cangaço, principalmente na época lampiônica. No meu modo de ver, é uma Obra de viés culturalista. O Autor “bebeu” imensamente na fonte freyriana... 

Em GUERREIROS DO SOL: O ensaio começa mostrando o contexto do homem do Sertão, a violência (peculiar), o escudo ético (honra) e o cangaço (movimento autônomo) ...

Ainda existe a explicação da Teoria Lombrosiana, no Brasil, tiveram como adeptos os famosos: Nina Rodrigues e Estácio de Lima. A Teoria afirmava que pelos caracteres do organismo, era possível descobrir a identidade criminal do fora da lei. Como exemplo, a decapitação de Antônio Conselheiro e de vários cangaceiros para “estudá-las”. Porém, a teoria citada, hoje, é refutada pela ciência...

Fica claro, que, não respondi a origem do cangaço, apenas, levantei alguns elementos para tentar esclarecer o porquê do fenômeno...

Carlos Alberto da Silva
Pesquisador, Natal - RN

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2016/05/de-onde-vem-o-cangaco-porcarlos-alberto.html

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A HISTÓRIA DO CANGACEIRO " JESUÍNO BRILHANTE " E, SUA FAMOSA ARMA...!

Por José Romero de Araújo. Cardoso 

Chamava-se Jesuíno Alves de Melo Calado, nascido em 1844, em Patu, Rio Grande do Norte. O sítio Tiuiú foi seu reduto, firmando seu valhacouto inexpugnável na casa de pedra da Serra do Cajueiro, próximo ao local onde nasceu.

Fez-se chefe de Cangaço devido a intrigas com a família Limão, protegida por influentes potentados rurais das províncias do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Mello (1985, p. 92) afirma que “seus principais biógrafos são unânimes em reconhecer-lhe o caráter reto e justiceiro”.


Jesuíno Brilhante agiu no semiárido paraibano e potiguar, quando a instituição do escravismo ainda vicejava de forma proeminente, refletindo as exigências da classe dominante em fazer valer seus interesses em detrimento de valores humanos.

O cangeceiro transformou-se em ´Robin Hood´, intervindo em prol dos humildes em diversas oportunidades, com ênfase quando da grande seca de 1877-1879, atacando comboios de víveres enviados pelo governo imperial, distribuindo-os com famintos e desvalidos dos sertões ermos e esquecidos.

Mello (id.; ibid.) afirma ainda que “como principais asseclas podem ser mencionados seus irmãos Lúcio e João, seu cunhado Joaquim Monteiro e mais os cabras Manuel Lucas de Melo, o Pintadinho; Antônio Félix, o Canabrava; Raimundo Ângelo, o Latada; Manuel de Tal, o Cachimbinho; José Rodrigues, Antônio do Ó, Benício, Apolônio, João Severiano, o Delegado; José Pereira, o Gato; e José Antônio, o Padre.”

Entre as mais fantásticas de suas ações encontram-se o ataque à cadeia de Pombal, na Paraíba, no ano de 1874, e a resistência à prisão em Martins, Rio Grande do Norte, em 1876.

Embora tenha feito várias alianças com chefes políticos, a exemplo da firmada com o comandante João Dantas de Oliveira, a fim de que houvesse condições de atacar a cadeia de Pombal, intuindo libertar o irmão e o pai, que ali se encontravam prisioneiros, Jesuíno se indispôs com o mandonismo local devido à sua ética.

A negativa em assassinar o eminente professor Juvêncio Vulpis Alba, em Pombal, rendeu-lhe a inimizade com o todo poderoso João Dantas, o que resultou em conluio deste com o Preto Limão, para que o vingador sertanejo fosse assassinado.

Jesuíno morreu de emboscada no Riacho dos Porcos, em Belém do Brejo do Cruz, na Paraíba, no final da seca de 1879, atingido por carga de bacamarte disparada pelo visceral inimigo Preto Limão.

OBS: ADENDO...Não é do meu conhecimento que exista alguma FOTO desse cangaceiro..Apenas, os cordéis fizeram gravuras com ele ( Volta seca )....ABAIXO, foto de uma das armas usadas por esse cangaceiro...Qual o nome correto da mesma ? E, ai, mestres Fabio Carvalho e Adriano Pinheiro, e, demais membros desse seleto grupo de estudos ?

BIBLIOGRAFIA
JASMIN, Élise, Cangaceiros, Ed. Terceiro Nome, São Paulo, 2006
MELLO, Frederico Pernambucano de., Guerreiros do Sol - O banditismo no nordeste brasileiro, Ed. Massangana, Recife, 1985
NONATO, Raimundo, Jesuíno Brilhante, o cangaceiro romântico, Fund. Vingt-un Rosado, Mossoró, 2000

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Professora LUITGARDE DE OLIVEIRA BARROS.


Uma das mais festejadas personagens deste vasto e qualificado universo do estudo e pesquisa do cangaço certamente é a nossa querida professora Luitgarde de Oliveira Barros, renomada pesquisadora e escritora, professora da UFRJ, Luitgarde tem estilo próprio, personalidade forte e coragem, tão própria da verdadeira mulher sertaneja. Dura quando necessário, incisiva sempre, precisa e direta, amável e atenciosa a vida toda.

Lá pelo ano de 2012; ao lado de Aderbal Nogueira e Felipe Caixeta; tivemos a permissão de acompanhar uma das mais espetaculares entrevistas já concedidas por Luitgarde. Eram quase oito da noite quando chegamos ao Ponta Mar Hotel em Fortaleza, depois de definirmos um local mais apropriado para as tomadas das imagens e da entrevista, tivemos o privilégio de por mais de três horas conversar com Luitgarde sobre temas palpitantes e polêmicos da história recente de nosso nordeste. Em pauta: Lampião, Padre Cícero, Luiz Carlos Prestes, Setembrino de Carvalho, Goes Monteiro, Agamenom Magalhães, José Lucena, João Bezerra... para ficar só em alguns dos muitos personagens protagonistas desta grande saga que é história de nosso sertão.

Luitgarde sem reflexos: Estilo duro e forte na direção da construção da verdade histórica

Luitgarde Oliveira, conhecida por sua natureza determinada e dedicação plena em tudo o que faz; autora de uma das mais completas obras sobre o cangaço; "A Derradeira Gesta", se mostrou inteira, sem rodeios, na inteireza de seu espetacular caráter e talento, resultando em uma de suas mais marcantes e reveladoras entrevistas. O encontro fez parte de um espetacular trabalho do documentarista Aderbal Nogueira. O fato é que a partir do que vivemos ao lado de Luitgarde naquela noite e dando-se sua entrevista como o ponta pé inicial daquele novo documentário com a marca da Laser Vídeo, com certeza não perdemos por esperar.

Em 2013 tivemos a maravilhosa oportunidade de contar com Luitgarde Barros como uma de nossas Conferencistas no Cariri Cangaço em noite brilhante no Memorial Padre Cícero. Luitgarde é sinônimo de polêmica, de determinação, mas acima de tudo de sabedoria. Valew Luit, que venha...!

Fonte: facebook

Link: https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?fref=ts

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"CARIRI CANGAÇO FLORESTA" CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO EVENTO


Dia 26 de Maio  (Quinta-feira)
Floresta, PE

19:30h Câmara Municipal de Floresta
Solenidade de Abertura
Formação da mesa solene e autoridades
Apresentação do Cariri Cangaço
Entrega de diplomas e homenagens
Lançamento - "Manifesto de restauração do Batalhão de Floresta"
Mesa da Conferencia de Abertura: Manoel Severo, Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima e Leonardo Ferraz Gominho. 

Lançamento do livro “As Cruzes do Cangaço - Os fatos e personagens de Floresta ”
Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz
Apresentação da Obra: João de Sousa Lima
Apresentação dos Autores: Leonardo Ferraz Gominho

Conferência de Abertura: “As Cruzes do Cangaço - Os fatos e personagens de Floresta” por Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz.



Dia 27 de Maio  (Sexta-feira)
Nazaré

8:00h Saída para Nazaré do Pico
Concentração em frente à Câmara Municipal de Floresta

9:00h Hasteamento do Pavilhão Nacional e Municipal em Nazaré

9:30h Fazenda Jenipapo: Netinho Flor e Mabel Nogueira

10:20h Fogo do Enforcado: Zinho Flor

11:20h Fazenda Ema: Coronel Antenor Araújo Sobrinho

13:00h Nazaré do Pico
Almoço

14:30h Visitas em Nazaré do Pico
Campo Santo de Nazaré
Baraúna dos Revoltosos
Poço do Negro
Bustos dos Heróis de Nazaré

16:00h Clube de Nazaré
Formação da Mesa e entrega de diplomas
Homenagem aos Valorosos Nazarenos

Mesa da Conferencia
Juliana Pereira, Manoel Severo, Aderbal Nogueira e Jose Tavares.

Conferências
"João Gomes de Lira - O Soldado e o Pai" por Rubelvan Lira
"Genealogia dos Flor" por Netinho Flor

18:00 h Lanche Sertanejo e apresentações artísticas na Praça
"Orquestra Sanfônica de Carnaíba" e "Xaxado de Serra Talhada"



Dia 28 de Maio (Sábado)
Floresta

8:30h Saída para a Fazenda Poço do Ferro pertencente ao cel. “Anjo da Gia”  Local onde morreu Antônio Ferreira, irmão de Lampião
Anfitrião: Washington Lima (Bisneto de Anjo da Gia)

Concentração em frente à Câmara Municipal de Floresta

10:30h  Fogo da Varjota pelo cangaceiro Moreno

12:00h Almoço em Floresta

14:30 h  Saída para  Fazenda Tapera: Local da Chacina dos Gilo.

17:30h Foto Histórica no Batalhão de Floresta

19:30 h Câmara Municipal de Floresta

Mesa das Conferencias
Manoel Severo, Archimedes Marques, Narciso Dias.

Conferências
"A História de Floresta"
por Leonardo Ferraz Gominho
"Os Punhais do Cangaço"
por Denis Carvalho
"Theophanes Ferraz Torres"
por Geraldo Ferraz

Dia 29 de Maio (Domingo)
Floresta

8:30 h Café com Sanfona
Floresta Hotel

Lançamento do GFEC Grupo Florestano de Estudos do Cangaço
Marcos de Carmelita 

Discussão sobre o projeto da "Editora Cangaço"
Manoel Severo, Raul Meneleu, Professor Francisco Pereira e Ângelo Osmiro.

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CASAMENTO DOS PAIS DE LAMPIÃO, ACONTECEU EM FLORESTA - PE.

Por Marcos De Carmelita
Igreja do Rosário em Floresta.
Neste local foi realizado em 13 de outubro de 1894, pelo padre Quinca (Joaquim Antônio de Siqueira Torres, filho do Barão de Água Branca e enteado da Baronesa Joana Sandes) a cerimônia de casamento de José Ferreira dos Santos ( 22) e Maria Vieira do Nascimento (21). 


O noivo era filho de Antônio Ferreira dos Santos Barros e Maria Francisca da Chaga e a noiva de Manoel Pedro Lopes e Jacosa Vieira do Nascimento. Foram testemunhas: Joaquim Vieira de Matos e Manoel Ferreira dos Santos. 

Apesar dos nomes dos genitores de Lampião não coincidirem com outros nomes já citados em livros, os nossos genealogistas Nivaldo Carvalho e Leonardo Gominho , após a busca em documentos da igreja, confirmaram serem eles mesmos, os pais de Lampião, devido os nomes dos avós estarem corretos.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta e Marcos De Carmelita Carmelita
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1689813851279947&set=pcb.1689813954613270&type=3&theater

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domingo, 8 de maio de 2016

HOMENAGEM A TODAS AS MÃES DO MUNDO!

https://www.youtube.com/watch?v=DhJXmfuvjWw

Esta linda canção o Blog do Mendes - 
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“O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS


O livro “O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS custa:
30,00 reais, com frete incluso.

Como adquiri-lo:
Antonio Corrêa Sobrinho
Agência: 4775-9
Conta corrente do Banco do Brasil:
N°. 13.780-4

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QUATRO LIVROS DO ESCRITOR SÉRGIO AUGUSTO DE SOUZA DANTAS





Adquira estes livros através do professor Pereira, lá da cidade de Cajazeiras, no Estado da Paraíba.

E-mail: franpelima@bol.com.br

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PEGADAS DE UM SERTANEJO


Se você ainda não leu este livro "PEGADAS DE UM SERTANEJOS" - Vida e Memórias de José Saturnino, o autor é o pesquisador e escritor Antônio Neto, que traz relatos biográficos do inimigo número um de Lampião, o famoso José de Barros.

Acho que você encontrará este livro na Biblioteca do professor Pereira, lá em Cajazeiras, no Estado da Paraíba. Basta acessar o seu e-mail que é: franpelima@bol.com.br

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NOVO LIVRO DO ESCRITOR SABINO BASSETTI - LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através deste e-mail sabinobassetti@hotmail.com você irá adquirir o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti intitulado "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.
Não perca tempo e não deixe para depois, pois saiba que livros sobre "Cangaço" são arrebatados pelos colecionadores, e você poderá ficar sem este. Adquira já o seu.

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“O ESTADO DE S. PAULO” - 10/06/1956 CANGACEIRISMO


Declarações do diretor do Instituto Nina Rodrigues – A readaptação dos companheiros de Lampião - Deslocada para a zona cacaueira a sede do cangaço

A convite da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, veio a esta Capital, a fim de integrar a banca examinadora do concurso para provimento da cadeira de Medicina Legal daquele estabelecimento, o professor Estácio de Lima, diretor do Instituto Nina Rodrigues e catedrático de Medicina Legal das Faculdades de Direito e de Medicina da Universidade da Bahia.

Ontem, o ilustre professor concedeu entrevista exclusiva a esta folha, em que abordou o problema do cangaceirismo e expôs, de maneira sucinta, os estudos e pesquisas que se desenvolvem, no momento, no Instituto Nina Rodrigues, pois Oscar Freire, encarregado da sua organização, fora assistente no instituto baiano. Entretanto, atualmente as atividades do instituto de Salvador são mais amplas. Assim, no terreno da Medicina Legal, o estudo e a perícia ali estão intimamente associados, pois os assistentes do catedrático de Medicina Legal das Faculdades de Medicina e de Direito também são os médicos-legistas do Estado, o que não ocorre em São Paulo, onde coexistem o Instituto Oscar Freire e o Serviço Médico-Legal do Estado, este encaminhando àquele, para perícia, somente os casos mais raros, que demandem estudo. Em consequência, as atividades médico-legais, do ponto de vista do ensino prático, são mais amplas no Instituto Nina Rodrigues do que no Oscar Freire. Segundo o professor Estácio de Lima, o sistema de realizarem-se no Nina Rodrigues todas as perícias tem dado bons resultados, não se tendo verificado, outrossim, até agora, um único caso de quebra do sigilo profissional, por parte dos estudantes, que estão a par de todos os casos de natureza médico-legal ocorridos na capital baiana.

Por outro lado, mantendo a tradição do cientista cujo nome ostenta, o Instituto Nina Rodrigues continua sendo importante centro de estudos de criminologia, de etnologia e de folclore.

No campo da criminologia, preocupam-se especialmente o professor Estácio de Lima e seus assistentes, com o problema do cangaceirismo; no da etnologia, com o estudo do tipo de nordestino, e no do folclore, com o fenômeno da sobrevivência das religiões afro-brasileiras, sobretudo, com os candomblés de origem sudanesa.

CANGACEIRISMO

Interessantes observações fez o professor baiano acerca do cangaceirismo, durante a entrevista discorrendo, com erudição e apoiado em fatos e dados colhidos pessoalmente, sobre esse problema.

Ressaltou, inicialmente, estar absolutamente provado que o cangaceirismo é um problema de ordem social e não policial, donde é forçoso concluir-se que não se deve tentar resolvê-lo pela repressão policio-judicial. Removidas as causas de ordem mesológico-social resolve-se o problema.

A experiência demonstrou que todos os cangaceiros são indivíduos readaptáveis e, de fato, readaptam-se facilmente à vida social. Segundo o professor Estácio de Lima, foram recuperados e reintegrados na comunhão social todos os antigos companheiros de Lampião, verificando-se entre eles somente um caso de reincidência: antigo cangaceiro, que cumpria pena em uma prisão de Pernambuco, ao ser esbofeteado, revidou, matando seu agressor. Neste caso, ainda, se não se tratar de legítima defesa, circunstância que exclui a criminalidade, poder-se-ia falar na atenuante da violenta emoção provocada por ato injusto da vítima.

Membro do Conselho Penitenciário da Bahia, o professor Estácio de Lima ali tem como seu auxiliar, entre outros, Ângelo Roque, que, sob o nome de guerra de “Labareda”, era um dos mais famosos cangaceiros do bando de Lampião. Gozando de liberdade condicional, atualmente, Ângelo Roque reintegrou-se perfeitamente na sociedade, de mesma forma que seus antigos companheiros.

Segundo o professor Estácio de Lima, muitos destes cangaceiros do bando de Lampião são hoje pacatos motoristas profissionais, que conduzem, principalmente, os caminhões conhecidos por “paus de arara” e que trafegam entre São Paulo e os Estados do Nordeste.

Outro fato interessante é que entre eles subsiste a solidariedade do grupo e os membros do bando ainda continuam a respeitar seus antigos chefes. Como se sabe, o bando de Lampião dividia-se em pequenos subgrupos, de 10 a 12 homens, cada um com seu chefe. Jamais operavam juntos e somente no célebre ataque a Mossoró se empenhou o bando todo, junto. Divididos em pequenos grupos, os cangaceiros não só se locomoviam mais rapidamente como também podiam defender-se melhor, obrigando as forças policiais a se subdividirem também. Pois, ainda hoje, os antigos subordinados de “Labareda” não deixam de prestar-lhe conta de seus atos, apresentando-se a ele regularmente e dando notícias dos outros companheiros, porventura ausentes. Só que não o chamam mais pelo apelido; “Labareda” passou a ser “seu” Roque, o que é um indício de sua reintegração na vida social.

Em sua origem, o cangaceirismo é resultante de fatores de ordem mesológico-social. Irritados com a injustiça social, que se pode apresentar sob vários aspectos, e agindo de acordo com o punitivo código de honra do sertão, o sertanejo comete seu primeiro crime. Trata-se, então, de um criminoso ocasional. Perseguido, abriga-se à sombra dos “coronéis” e, aí, deixa de ser um criminoso ocasional, para entrar no grupo dos habituais. Desta à fase do bando armado e organizado, isto é, à fase do cangaço, o passo é pequeno.

Fator de importância fundamental na gênese do cangaceirismo nordestino, é, também, o econômico. Impotente para se fixar no meio hostil, uma vez que as melhores terras e as aguadas estão na mão dos grandes proprietários, o sertanejo é obrigado a emigrar, o que contribui ou determina, inicialmente, seu desajustamento. O arame farpado é, segundo as palavras do professor Estácio de Lima, um dos grandes inimigos do sertanejo, impedindo a sua fixação no meio em que nasceu.

DESLOCAÇÃO DA ZONA DO CANGAÇO

Prosseguindo, disse-nos o professor Estácio de Lima que, atualmente, a sede do cangaço se deslocou das regiões do Nordeste para a zona do cacau, espraiando-se na fronteira entre os Estados de Minas Gerais e Bahia. Aliás, é sabido que os cangaceiros, como medida de defesa, jamais se internam profundamente em território de um Estado, agindo sempre na periferia, ao longo das fronteiras, para escapar à ação das polícias militares estaduais, que não podem ir além dos limites de sua circunscrição.

Batidos pela seca, impotentes para se fixar na terra natal, os nordestinos procuram o sul, São Paulo sobretudo. Porém, muitos e muitos deixam a viagem em meio, localizando-se na zona cacaueira. Pelas suas condições, esta é uma zona favorável ao desenvolvimento do cangaceirismo, assemelhando-se, na opinião do professor Estácio de Lima, às zonas pioneiras do oeste norte-americano, ao tempo de seu devassamento. Os nordestinos, de passagem, recebem propostas interessantes dos donos das terras do cacau. Com seu trabalho, valorizam o solo, plantam cacau, para, afinal, serem despejados, sumariamente. Nesse conflito de interesses nasce o cangaceiro. Posteriormente, então, intervém o “coronel” e o processo caminha até o estágio final, do bando armado, do cangaço. Evidentemente, é esse um esquema simplista, mas que, a grosso modo, serve para compreensão do fenômeno.

Acentuou o professor Estácio de Lima a necessidade de os poderes públicos volverem sua atenção para os bandos de cangaceiros que se estão definindo na zona cacaueira, para resolver desde logo o problema, mas não em termos de repressão policial, mas sim levando em conta os fatores de ordem social, econômica e mesológica que estão na sua origem.

TIPOS ÉTNICOS BRASILEIROS

Os estudos etnológicos constituem uma das preocupações dos professores, assistentes e alunos do Instituto Nina Rodrigues. De acordo com o professor Estácio de Lima estão se definindo, no Brasil, cinco grupos étnicos, perfeitamente distintos: a) o amazônico; b) o gaúcho; c) o caipira mineiro; d) o paulista; e) o nordestino. Quanto ao paulista deve dizer-se que resulta de uma fusão de numerosos grupos estrangeiros e nacionais. A propósito, disse o professor baiano que São Paulo é a maior forja etnológica da América do Sul.

Desses cinco grupos apontados, o diretor do Instituto Nina Rodrigues julga ser o nordestino o mais definido, do ponto de vista étnico.

Para o professor Estácio de Lima outrossim, continua verdadeira a afirmação de Euclides da Cunha: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. De fato – disse – só dois animais suportam e conseguem sobreviver às longas caminhadas na zona semiárida do polígono das secas: o sertanejo e a cobra cascavel. E a prova de que o sertanejo é um forte é dada, segundo o professor Estácio, pelo biotipo do cangaceiro. Não se conhecem cangaceiros do tipo chamado pícnico, na classificação de Kretschmer. Todos são longilíneos, tipos secos e enxutos, músculos apenas, perfeitamente adaptados ao meio.

Para o professor de Medicina Legal da Bahia exageram e não levam em conta os fatos os que consideram o sertanejo um fraco. Se ele sobrevive em um meio hostil como o do Nordeste, na região batida pela seca, alimentando-se deficientemente, é porque se trata, mesmo, antes de tudo de um forte.

Duas observações:

1. O texto supra é parte da entrevista que, em junho de 1956, o famoso médico legista baiano, doutor Estácio de Lima, concedeu ao jornal "O Estado de S. Paulo". Assim procedi porque os demais temas tratados por ele (preservação do candomblé, violência em São Paulo, a lenda do Adamastor) não é de interesse do Grupo.

2. Em virtude da foto do jornal sair totalmente escura, copiei da internet a imagem de Dr. Estácio e do ex-cangaceiro Labareda, mencionado na reportagem.

Fonte: facebook
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