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terça-feira, 24 de abril de 2018

AUTOR BRASILEIRO JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO APRESENTA 'NOTAS PARA A HISTÓRIA DO NORDESTE'


Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

José Romero Araújo Cardoso nasceu em 28 de setembro de 1969, em Pombal (PB), filho de Maria de Lourdes Araújo Cardoso e Severino Cruz Cardoso. Graduou-se em Licenciatura em Geografia pelo Departamento de Geociências do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba, Campus I, João Pessoa (PB). Cursou especializações em Geografia e Gestão territorial e em Organização de Arquivos. Submeteu-se,em 1998, a concurso público para docente do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Central, Mossoró (RN), obtendo primeiro lugar. É professor AdjuntoIV. Concluiu, em julho de 2002, mestrado em desenvolvimento e meio ambiente-PRODEMA-UERN, com dissertação versando sobre a importância da caprino-ovinocultura em assentamentos rurais de Mossoró (RN). Assessorou a Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense, por onde lançou os seguintes livros: Nas Veredas da Terra do Sol (1996); Terra Verde, Chapéu de Couro e Outros Ensaios (1996);Aos Pés de São Sebastião –novela sertaneja (1998); Fragmentos de Reflexões –ensaios selecionados (1999); A Descendência de Jerônimo Ribeiro Rosado e Francisca Freire de Andrade – A Família de Menandro José da Cruz (2001); A Importância da Caprino-ovinocultura em Assentamentos Rurais de Mossoró-RN (2002); e Euclides da Cunha e as Secas (2005). É autor de inúmeras plaquetas, a exemplo de Mossoró e a Resistência a Lampião (2002) e de Maria do Ingá a Maringá (2003). É sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e sócio da Associação Paraibana de Imprensa, além de sóciofundador do Grupo Benigno Ignácio Cardoso D’Arão. É estudioso do semiárido nordestino e dos movimentos sociais desta região.

Boa leitura!

Escritor José Romero, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a escrever “Notas para a História do Nordeste”?

Romero Cardoso -A motivação para escrever “Notas para a História do Nordeste” está diretamente vinculada ao sentimento telúrico que nutro pela região Nordeste, pois riquíssima em episódios históricos marcantes, com ênfase no cangaço, notabiliza-se como celeiro fértil de variados temas que busquei abordar a fim de socializar conhecimentos que venho adquirindo por meio de leituras e estudos de campo. Renomado bibliófilo de nome Francisco Pereira Lima, natural de São José de Piranhas (PB), residente em Cajazeiras (PB), instigou-me a elaborar trabalho literário, visando contribuir para a compreensão da região em diversos momentos.

Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio da publicação desta obra literária?

Romero Cardoso - A primeira versão de Notas para a História do Nordeste é em formato e-book. Estou lutando para que a obra seja lançada em formato impresso. Lancei-a em Princesa Isabel (PB), em 19 de março de 2015, quando do evento cultural “Cariri Cangaço Princesa 2015”, ocasião em que realizei conferência sobre o Território Livre estruturado em 1930, pois os principais objetivos de “Notas para a História do Nordeste” são destacar marcas indeléveis de nossa história e buscar evitar que as gerações presentes e futuras sejam vítimas de processo de aculturação que atinge frontalmente as bases de nossa identidade enquanto nordestinos.

Apresente-nos os principais desafios para a escrita de “Notas para a História do Nordeste”.

Romero Cardoso - A falta de estímulo para que a cultura tenha lugar de destaque apresenta-se como desafio à concretização de projetos literários. Para lançar “Notas para a História do Nordeste”, contei com a colaboração imprescindível da Profa. Dra. Marinalva Freire da Silva, residente em João Pessoa, cujo auxílio, tanto no quesito revisão como organização, foi extremamente positivo. No presente, o maior desafio está sendo publicar “Notas para a História do Nordeste” em formato impresso, pois a crise por que passa o país tem fomentado nefastas manifestações de desprezo à cultura.

Conte-nos um fato que o marcou após pesquisas para a escrita desta histórica obra literária.

Romero Cardoso - O fato mais marcante foi o convite feito pela diretoria do Cariri Cangaço para realizar conferência em Princesa Isabel, pois vários capítulos de “Notas para a História do Nordeste” destacam o turbulento início da década de 30 do século XX no Estado da Paraíba.

O que mais o atrai na cultura nordestina?

Romero Cardoso - A originalidade e a resistência me atraem consideravelmente. O Nordeste é um campo fértil para pesquisas de variadas matizes de estudos. A cultura nordestina é ímpar, pois o processo de construção coletiva ainda se apresenta bastante preservado.Exemplo disso vamos encontrar na proeminência da literatura de cordel em quase todos os quadrantes da região, servindo, dessa forma, como suporte ao reconhecimento enquanto nordestinos, estabelecendo o sentido de pertencimento.

Onde podemos comprar seu livro?

Romero Cardoso - Como destaquei em resposta anterior, “Notas para a História do Nordeste” ainda se encontra em formato e-book. Estou aguardando que surja momento oportuno para que seja lançado em formato impresso. Os exemplares que levei para ser divulgados em Princesa Isabel foram todos vendidos. Espero que o formato impresso, quando for publicado,seja disponibilizado para o maior número possível de leitores e possa ser mais uma fonte de informações sobre o Nordeste brasileiro.

Quais os seus principais objetivos como escritor?

Romero Cardoso - Divulgar a cultura regional e contribuir para a valorização da região Nordeste, tendo em vista que há uma forte tendência estimulada pelos objetivos e propósitos da globalização em sua fase atual de macular as bases da nossa formação cultural, pois sob a ótica do capital não interessa a preservação da memória, tanto local como regional.

Você participa das atividades do “Cariri Cangaço”. Apresente este projeto para nossos leitores.

Romero Cardoso - Ainda não integro o Cariri Cangaço. A direção da confraria cultural reuniu-se em Princesa Isabel e aventou a hipótese de inserir-me como membro do Cariri Cangaço, mas parece que não houve consenso.

Esse projeto importantíssimo, fruto da obstinação do curador Manoel Severo Barbosa, visa contribuir para a compreensão dos estudos por meio da realização de eventos culturais, os quais já foram realizados em vários estados nordestinos.

Quem desejar conhecer as principais atividades desenvolvidas pelo “Cariri Cangaço” como deve proceder?

Romero Cardoso - A melhor forma é pela participação dos eventos culturais que vêm sendo realizados. O site do Cariri Cangaço demonstra a importância assumida pelo projeto cultural que vem se tornando referência para os estudos sobre o Nordeste brasileiro.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor José Romero Araújo Cardoso. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Romero Cardoso - Que valorizem a cultura regional e busquem se aperfeiçoar nas técnicas de escrita, conseguidas por meio de leituras e da elaboração de textos, pois a evolução humana passa obrigatoriamente pela educação e pela cultura.

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura
Contato: divulga@divulgaescritor.com

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ALESSANDRA ARAÚJO BRITO DE JOÃO PESSOA-PB, PROCURA SUA MÃE BIOLÓGICA EM MOSSORÓ, LÍDIA DE SOUZA SANTIAGO.

Por Nilson Ferreira

Essa jovem nasceu em 04 janeiro 1978, na maternidade Santa Luzia em Mossoró, e foi doada logo após o parto. Hoje ela procura sua mãe biológica, Lídia de Souza Santiago. Não o fez antes para não magoar os pais de criação. Como já morreram ela resolveu saber pistas da sua mãe. A única coisa que ela conseguiu até aqui, foi o nome completo dela. Alessandra já veio de João Pessoa-PB, foi a rádio e Tv porém ninguém soube paradeiro de Lídia de Souza Santiago. Na antiga maternidade informaram a ela que existe um arquivo em um galpão, onde existe todos os dados de mães, que ali passaram, mas ela não encontrou esse galpão, muito menos o responsável por ele. Após o parto, a mãe teria entregado ela ao maqueiro, pedindo que o mesmo doasse a criança alguém que ela não queria saber. Quem souber algo que possa ajudar, vamos compartilhar, pra saber se ela consegue contato com a mãe, ou algum familiar que a conhece pelo nome. 

Telefone de contato de Alessandra. 
- (083)98869-5154.
http://www.passandonahorarn.com/2018/04/alessandra-araujo-brito-de-joao-pessoa.html

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ROÇADOS DA FAZENDA ARACATI


Benedito Vasconcelos Mendes

A Fazenda Aracati era uma propriedade especializada na produção pecuária, mas, no inverno, seus quatro vaqueiros faziam pequenos roçados de algodão mocó e de culturas de subsistência (milho, feijão-de-corda, batata-doce, melancia, jerimum-de-leite e jerimum-caboclo). Às vezes, nos solos aluviais da margem do Rio Aracatiaçu, plantava-se arroz vermelho. Os pés de maxixe e as cabaceiras nasciam espontaneamente. No período chuvoso, os vaqueiros passavam a ser também agricultores. No sertão nordestino, existem quatro ofícios que são praticados por todos os sertanejos: ofícios de agricultor, vaqueiro, caçador e de pescador. São as ocupações tradicionais do sertão, cujos ensinamentos passam de pai para filho. O milho era consorciado com o feijão e o algodão era plantado solteiro. Embora, no final da primeira metade do Século XX, alguns plantadores de algodão mocó da Zona Norte do Ceará já usassem a mecanização a tração animal, na fazenda do meu avô, a agricultura era praticada de maneira rudimentar, usando apenas a enxada e o veneno para matar formigas (formicida). Naquela época, no sertão nordestino, na agricultura de sequeiro, o único insumo químico que se usava era o formicida. No cultivo do algodão mocó, que era a cultura mais lucrativa da região, alguns poucos agricultores mais evoluídos já usavam o arado de aiveca reversível, o arado de discos e a grade de discos, todos puxados por juntas de bois. Estas máquinas agrícolas a tração animal eram fabricadas no exterior, principalmente nos Estados Unidos, Holanda e em outros países europeus. O único tipo de adubação que se fazia era a orgânica, com esterco de curral. Não se usava herbicidas, inseticidas, fungicidas, nematicidas e nem adubos químicos. A indústria brasileira de máquinas agrícolas e de insumos químicos estava principiando e a agricultura de sequeiro da região era muito atrasada, do tipo itinerante. Devido a não utilização de fertilizantes químicos e ao clima semiárido tropical, as deficiências naturais de nutrientes dos solos eram grandes, especialmente de matéria orgânica, pois, depois de quatro ou cinco cultivos, os solos se esgotavam e ficavam muito pobres e praticamente não produziam mais nada. Isto obrigava os agricultores a abandonar a terra cansada e procurar novas áreas virgens para plantar. Devido à proximidade da região semiárida com a linha do Equador, a insolação é muito alta e faz com que os solos da região atinjam elevadas temperaturas, de até 60 graus centígrados, o que provoca a oxidação da matéria orgânica. Portanto, as altas temperaturas e a semiaridez regionais são responsáveis pelo baixo teor de matéria orgânica (Nitrogênio) nos solos secos e quentes do sertão. Os roçados abandonados, devido ao esgotamento da fertilidade, eram destinados para a produção de pasto nativo para o gado. Depois de escolhida a área para o novo roçado, a caatinga virgem era derrubada, os tocos arrancados e a galhada encoivarada e queimada. A área limpa era cercada e, no início do período chuvoso, o plantio era feito. A limpa das ervas daninhas era feita com a enxada. Fazia-se de duas a três limpas durante o ciclo da cultura. No sertão só se usa para agricultura os baixios, pois, nos terrenos altos e inclinados, os solos são lixiviados, pobres e muito secos, já que a região passa de 7 a 9 meses por ano sem chover.


Depois da ordenha das vacas, os vaqueiros tomavam o café da manhã e iam para o roçado levando a cabaça d’água, pendurada no cabo da enxada, a qual era transportada no ombro. Usavam alpercata de rabicho, com solado de pneu de caminhão, camisa de mescla de mangas compridas e chapéu de palha de carnaúba. Levavam, a tiracolo, um pequeno alforje com rapadura, farinha de mandioca e um naco de queijo de coalho para a merenda. No cóis da calça, conduziam uma peixeira de 12 polegadas. As cercas dos roçados eram de faxina (varas de marmeleiro deitadas e trançadas), para evitar a passagem de caprinos e ovinos, pois com cerca de arame farpado era difícil evitar a invasão das miunças, especialmente dos caprinos. As sementes de milho e feijão para plantio eram guardadas, de um ano para outro, dentro de litros de vidro transparente. Para evitar o caruncho, as sementes eram bem socadas, para diminuir os espaços com ar (oxigênio), dentro das garrafas. As garrafas cheias de sementes de milho ou de feijão eram tampadas com rolhas de sabugo de milho e vedadas com cera de abelha, para não deixar entrar ar. Os insetos só se multiplicam no interior da garrafa se tiver oxigênio. No sertão nordestino era comum o plantio no sistema de meia, ou seja, o dono da terra recebia, como aluguel da mesma, a metade do que era produzido. Meu avô cedia suas terras para os vaqueiros plantar, sem cobrar nada, pois a única exigência que ele fazia era a de poder colocar o gado dentro dos roçados, após a colheita, para comer os restolhos das culturas. Na região, o período chuvoso tem duração de três a cinco meses por ano, geralmente ocorre de fevereiro a junho. A colheita das culturas de subsistência era feita no final das chuvas, mas a do algodão mocó era mais para o final do ano. O algodão funcionava como uma espécie de caderneta de poupança para quem o plantava. Era com a venda da pluma de algodão que ele ia comprar as roupas para a festa do Natal, uma rede nova ou uma mesa para sua casa. Quando a praga do bicudo do algodoeiro foi introduzida no Brasil em 1983, as fazendas do Polígono das Secas deixaram de ser lucrativas e em consequência houve o empobrecimento e o despovoamento regionais. Como decorrência da impossibilidade de se cultivar, lucrativamente, o algodão, dois milhões de sertanejos migraram para as cidades. Na Fazenda Aracati, as festas juninas (Santo Antônio, São João e São Pedro ) eram muito alegres. Cada vaqueiro fazia a sua fogueira, preparava comidas típicas da época e realizavam a cerimônia de apadrinhamento, quando crianças e adultos escolhiam seus “padrinhos ou madrinhas de fogueira“. Sobre um tição retirado da fogueira era feito o ritual do apadrinhamento. O afilhado falava: “Santo Antônio disse, São João indicou e São Pedro confirmou que você fosse meu padrinho, porque Nosso Senhor Jesus Cristo mandou“. Após darem uma volta ao redor do tição, de mãos dadas, o padrinho respondia: “ Santo Antônio disse, São João indicou e São Pedro confirmou que eu aceitasse ser seu padrinho, porque Nosso Senhor Jesus Cristo mandou”. No terreiro da casa do meu avô era feita uma grande fogueira de Jurema preta, que produzia pouca fumaça e o fogo permanecia com chama mais tempo. Com espigas de milho verde, minha avó preparava canjica, pamonha e milho cozido, que eram servidos ao redor da fogueira. A canjica, feita com milho verde e leite de vaca era servida com queijo de coalho seco ralado. Na fogueira, cada participante da noite festiva assava sua espiga de milho, com o auxílio de um espeto de madeira comprido. O milho assado e quente era envolto em palha de espiga de milho, para não queimar as mãos. A colheita das vagens de feijão e dos capulhos de algodão era feita com muita rapidez, com as duas mãos, e colocados numa espécie de saco de duas bocas, uma boca de cada lado, que era levado nas costas. O pano de apanhar algodão e feijão era parecido com um lençol, feito de algodãozinho, que se amarrava as quatro pontas em cruz, sobre o peito, ficando duas aberturas (bocas), uma no lado direito e a outra no lado esquerdo, que facilitavam a pessoa apanhar e armazenar o produto com as duas mãos. As mulheres apanhadoras de algodão e feijão usavam saias largas, com blusas de mangas compridas. Na cabeça, colocavam um lenço, protegendo do sol, o pescoço e as orelhas, e um chapéu de palha de carnaúba, de aba larga. A quebra do milho no roçado era feita por homens. As espigas eram coletadas em caçuás, que eram transportados em lombos de burros até o alpendre da casa do proprietário do roçado. No cultivo do arroz vermelho, a colheita era feita quando os grãos ficavam maduros. Cortava-se as plantas, fazia-se os feixes e os deixavam no campo para secar ao sol. Depois de secas, as plantas eram levadas para serem batidas no alpendre da casa do dono do plantio. Os cachos de arroz eram batidos em uma caixa de madeira sem fundo, para deixar os grãos caírem diretamente no saco de 50 quilos. O arroz era armazenado com casca e, diariamente, uma pequena quantidade era pilada no pilão, para tirar a casca e fazer parte da refeição da família. A debulha do feijão era feita por mulheres e a do milho por homens. Ambas eram realizadas em regime de mutirão e em épocas diferentes. O feijão era debulhado primeiro e o milho quando as chuvas cessavam. Era marcada uma data para a debulha ser realizada na casa de cada um. Após a colheita do feijão, as vagens eram colocadas para secar ao sol, sobre uma lona, e depois de secas eram batidas com uma comprida vara de marmeleiro verde e flexível. Na data da debulha, as vagens secas e batidas eram levadas para o alpendre da casa, em grandes cestos de cipó. Cada debulhadora tinha uma cuia de cabaça e uma urupema grande. Os grãos misturados com pedaços de vagens eram trabalhados na urupema, para separar os fragmentos de casca, dos grãos de feijão. Quando as mulheres jogavam os grãos contidos na urupema, para cima, o vento ajudava a retirar os pedacinhos de casca. As vagens, que mesmo tendo sido batidas permaneciam inteiras e com os grãos no interior, eram debulhadas manualmente. O ambiente era festivo, com muita comida. Algumas mulheres contavam piadas, outras relatavam causos e umas poucas cantavam. A dona da casa coava café, que era adoçado com raspa de rapadura e servido com bolo de milho e tapioca. No final da debulha, os grãos de feijão eram armazenados em tambores de ferro de 200 litros (vasilhames de gasolina). Os grãos eram bem socados e a tampa de ferro era vedada com cera de abelha. A debulha manual do milho era feita com o auxílio de um sabugo, para não ferir os dedos. O milho em grão era também armazenado em tambores de ferro, com capacidade para armazenar 200 litros. Os grãos eram bem socados e a tampa lacrada com cera de abelha.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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EDITAL ASCRIM DE CONVITE E DE CONVOCAÇÃO AGE-009/2018, DE 09.04.2018

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ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM* 
 O Presidente Executivo da ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM, FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, no cumprimento das atribuições que lhe conferem o Art. 36, Inciso I do Estatuto Social da ASCRIM, através desteEDITAL ASCRIM DE CONVITE E DE CONVOCAÇÃO AGE-009/2018, DE 09.04.2018, contendo íntegra e sinótica da programação, CONVOCA os Associados Regulares Inscritos e os Regularmente Inscritos, para se reunirem em ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA a se instalar, sob sua presidência, NO DIA 10 DE MAIO DE 2018, (QUINTA- FEIRA), ÀS 08h40min, em primeira chamada com a presença de metade de seus membros mais um e, em segunda chamada, após 20(vinte) minutos, com qualquer número de “ASSOCIADOS”, no Auditório da Biblioteca Municipal “Ney Pontes Duarte”, sito à Praça da Redenção Jornalista Dorian Jorge Freire, em Mossoró, conforme o Estatuto, para tratarem dos “ATOS SOLENES DA ASCRIM”, nas seguintes ordens do dia:
I.SESSÃO ADMINISTRATIVA-08h40min(tempo previsto:23MINUTOS)
1. VALIDAÇÃO DA DIPLOMAÇÃO E TERMO DE POSSE DA DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM-BIÊNIO 2017/2018, OS CARGOS DE: (tempo previsto: 15MINUTOS)
a) 1ª SECRETÁRIA EXECUTIVA DA ASCRIM, LUDIMILLA CARVALHO SERAFIM DE OLIVEIRA, BIÊNIO 2017/2018(disposto no Art.28), obedecido a ritualística dos atos obrigatórios da ASCRIM.
b) DIRETORA DE CERIMONIAL E DE EVENTOS: SUSANA GORETTI LIMA LEITE, BIÊNIO 2017/2018(disposto no Art.28), obedecido a ritualística dos atos obrigatórios da ASCRIM.
c) DIRETORA DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS, MARIA CONCEIÇÃO MACIEL FILGUEIRA, BIÊNIO 2017/2018(disposto no Art.28), obedecido a ritualística dos atos obrigatórios da ASCRIM.
d) DIRETOR DE ASSUNTOS JURÍDICOS: LÚCIO NEY DE SOUZA, BIÊNIO 2017/2018(disposto no Art.28), obedecido a ritualística dos atos obrigatórios da ASCRIM.

2. VALIDAÇÃO DA DIPLOMAÇÃO E TERMO DE POSSE DO CONSELHO FISCAL DA ASCRIM-BIÊNIO 2017/2018, OS CARGOS(disposto no Art.44) DE:(tempo previsto: 02MINUTOS)

a) VICE-PRESIDENTE: MANOEL VIEIRA GUIMARÂES NETO, obedecido a ritualística dos atos obrigatórios da ASCRIM.

3. OS CARGOS EM VACANCIA SERÃO PREENCHIDOS E/OU SUBSTITUÍDOS, OBEDECIDA A SEQUÊNCIA DA ORDEM HIERÁRQUICA NA CONFORMIDADE ESTATUTÁRIA.

4. ENTRONIZAÇÃO E DIPLOMAÇÃO DOS ASSOCIADOS REGULARES INSCRITOS E OS REGULARMENTE INSCRITOS, CONFORME RELAÇÃO ABAIXO: (tempo previsto: 05MINUTOS)
-JERONIMO DIX-SEPT ROSADO MAIA SOBRINHO.
-ANTONIA LÍRIA FEITOSA NOGUEIRA ALVINO.
5. OS PRESIDENTES DE TODAS ENTIDADES CULTURAIS PRESENTES NA AGE-009/2018, CUMPRIRÃO O “PROTOCOLO ACADÊMICO DE REIVINDICAR” ENCAMINHADO À EXCELENTÍSSIMA PREFEITA DE MOSSORÓ DRA. ROSALBA CIARLINE ROSADO. (tempo previsto: 03MINUTOS)
-II. SESSÃO CULTURAL - 09h17min (tempo previsto: 01h30min,COM POSSÍVEL INTERVALO DE 15MINUTOS)
NO PRESENTE ATO, COM SUPEDÂNEO NO PREÂMBULO DESTE EDITAL, O Presidente da Diretoria Executiva DA ASCRIM, no cumprimento das atribuições que lhe conferem o Art. 36, Inciso I do Estatuto Social da ASCRIM, albergado no inciso VII do Art. 25 do mesmo estatuto:
1. INSTALARÁ O I FORUM PERMANENTE HISTORIOGRAFIA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-I FOPHPM 2ª ETAPA (FULCRO DO ASCRIM/ATO PRESIDENCIAL Nº 007/2016, REFERENCIANDO ATA DA REUNIÃO DO DIA 14.07.2016, DO PROJETO QUINTANAS LITERÁRIAS DA ASCRIM).
1.2. SENTE-SE HONRADO CONVOCAR A COMISSÃO DO FORUM PERMANENTE HISTORIOGRAFIA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-COMFOPHPM, COMPOSTA DA 1ª TURMA DE DEBATEDORES, EXCELENTÍSSIMO(A)S:
DR.ANTÔNIO ALVES CLAUDER ARCANJO-PRESIDENTE ICOP
DR.BENEDITO VASCONCELOS MENDES-PRES.MUSEU SERTAO
DR.ELDER HERONILDES DA SILVA-PRESIDENTE AMOL
DR.FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO-PRESIDETE ASCRIM
DR.GERALDO MAIA DO NASCIMENTO-HISTORIADOR
DR.JOSÉ ROMERO CARDOSO DE ARAÚJO-DIR.ACERVO ASCRIM
DRA.LUDIMILLA C. SERAFIM DE OLIVEIRA-1ª SECRETÁRIA/ASCRIM
DRA.MARIA GORETTI ALVES DE ARAUJO-DIR.EVENTOS ARTÍSTICOS
DR.RICARDO LOPES-FOTÓGRAFO
DRA.TANIAMÁ VIEIRA BARRETO DA SILVA-PRESIDENTE ALAM
DR.WILSON BEZERRA DE MOURA-COORDENADOR COMFOPHPM

1.3. SENTE-SE HONRADO CONVIDAR OS EXCELENTÍSSIMOS EXPOSITORES,  MARIA CONCEIÇÃO MACIEL FILGUEIRA E DAVID DE MEDEIROS LEITE, PARA DEFESA DAS SUAS TESES RELACIONADAS COM O I FORUM HISTORIOGRAFIA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-I FOPHPM, 2ª ETAPA.
1.4. CADA EXPOSITOR DISPORÁ DE 25 MINUTOS E DEVERÁ ENQUADRAR A TESE DE SUA AUTORIA, OPTANDO POR UM DOS SEGMENTOS DE ANÁLISE PARA DEBATE NO FOPHPM I: VISÃO HISTÓRICA; VISÃO ANTROPOLÓGICA; VISÃO SOCIOLÓGICA; VISÃO LITERÁRIA; VISÃO ETNOLÓGICA; VISÃO CONTEMPORÂNEA. 
1.5.   SENTE-SE HONRADO CONVIDAR DIGNEM-SE PARTICIPAR DO FOPHPM 2ª ETAPA, NO DIA 10 DE MAIO DE 2018, INDICADOS QUE FORAM PELO ALTO CONHECIMENTO E SABER NOTÁVEL, AUTORIDADES DEFENSORAS DOS ASSUNTOS AFINS NOS TEMAS SUPRAMENCIONADOS, A 2ª TURMA DE DEBATEDORES, EXCELENTÍSSIMO(A)S:

DRA. FATIMA BEZERRA - SENADORA
DR. CARLOS A. S.ROSADO JUNIOR - DEPUTADO FEDERAL
DRA. LARISSA ROSADO - DEPUTADA ESTADUAL
DRA. ROSALBA CIARLINE ROSADO, PREFEITA DE MOSSORÓ
DR. CANINDÉ MAIA - PRESIDENTE OAB/MOSSORÓ
DR.CARLOS EDUARDO DANTAS GOMES-CHEFE IBGE LOCAL
DR.FLÁVIO TÁCITO DA SILVA VIEIRA-VEREADOR-CMM
DR.JOSÉ LACERDA ALVES FELIPE-DOUTOR EM GEOGRAFIA/UFRN
DR.JOSÉ WELLINGTON BARRETO-PRES.ACJUS
DR.ORMUZ BARBALHO SIMONETTI- PRESIDENTE/IHGRN
DR.TARCÍSIO GURGEL – ESCRITOR MOSSOROENSE

1.6. ESTABELECE QUE OS EXPOSITORES DO I FOPHPM 1ª E 2ª ETAPAS, DEFINIRÃO COM OS DEBATEDORES DAS 1ª E 2ª TURMAS, O “MARCO ZERO” DO INICIO DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ”, TESTIFICANDO EM CONCRETUDE ESSE RESPALDÁRIO HISTÓRICO DE TODOS OS TEXTOS E DOCUMENTAÇÕES PERTINENTES PROBATÓRIAS. SERÃO TRANSCRITOS, NA ÍNTEGRA, NO OPÚSCULO DO I FOPHPM 2ª ETAPA, A DEFINIÇÃO CONCLUSIVA DO “MARCO ZERO” DO INÍCIO DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ – COMPILADOS OS RESULTADOS DO I FOPHPM 1ª ETAPA.
1.7. ENCAMINHARÁ À CÂMARA MUNICIPAL DE MOSSORÓ, OS RESUMOS FUNDAMENTADOS REF. OPÚSCULOS DO I FOPHPM 1ª E 2ª ETAPAS, ATRAVÉS DE OFÍCIO, A CARGO DA “COMISSÃO PERMANENTE DE EVENTOS, PUBLICAÇÕES LITERÁRIAS E DE EDITAIS DA ASCRIM-CPLEA(ASCRIM/PRES Nº 025, MOSSORÓ (RN) 17 DE SETEMBRO DE 2015.), SUGERINDO ELABORAÇÃO DE PROJETO DE LEI PARA OFICIALIZAR, NO RIGOR LEGAL, INSTALAÇÃO DE MONUMENTO OFICIAL, EM ATO SOLENE, NO LOCAL ONDE FICOU DEFINIDO COMO SENDO O “MARCO ZERO” DO INÍCIO DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ”.
1.8. CONVIDARÁ AUTORIDADES, ESPECIALISTAS, ESTUDIOSOS OU HISTORIADORES, QUE TENHAM ALTO CONHECIMENTO E DE SABER NOTÁVEL SOBRE ASSUNTOS AFINS DOS TEMAS A SEREM DEBATIDOS, CASO MANIFESTEM INTERESSE EM PARTICIPAR COMO DEBATEDORES. 1.9. OS EXPOSITORES E DEBATEDORES DEVERÃO DISTRIBUIR CÓPIA ENTRE SI DOS TEXTOS QUE FUNDAMENTAM SUAS TESES, INCLUSIVE DISPONIBILIZANDO EXEMPLARES PARA OS MEMBROS DO DISPOSITO.

III. NO PRESENTE ATO, COM SUPEDÂNEO NO ITEM I DESTE EDITAL, O   Presidente da Diretoria Executiva DA ASCRIM, no cumprimento das atribuições que lhe conferem o Art. 36, Inciso I do Estatuto Social da ASCRIM, albergado no inciso VII do Art. 25 do estatuto da ASCRIM:
“C O N V I D A”
DIGNEM-SE FAZEREM PARTE DOS ANAIS DA ASCRIM, OS EXCELENTÍSSIMOS SENHORES PRESIDENTES E DIRIGENTES DE ASSOCIAÇÕES CULTURAIS CONGÊNERES, ACADEMIAS DE LETRAS E ARTES, ENTIDADES UNIVERSITÁRIAS, INSTITUIÇÕES CULTURAIS PRIVADAS E PÚBLICAS, ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS, MAÇONARIAS, EMPRESAS PÚBLICAS E PRIVADAS, ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS, ENTIDADES RELIGIOSAS, EMPRESAS DE COMUNICAÇAO, POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADEMICOS DA ASCRIM, juntamente com seus excelentíssimos familiares, membros e amigos, para assistirem a Assembleia Geral Extraordinária ASCRIM -AGE-009/2018, compreendendo“OS ATOS SOLENES DA ASCRIM”, a se instalar, sob sua presidência, NO DIA 10 DE MAIO DE 2018, (QUINTA- FEIRA), ÀS 08h40min data em que sentir-se-á honrado em contar com a especial presença de todos.
IV. NA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA ASCRIM-AGE-009/2018, DE 10.05.2018, podem comparecer convidados e familiares dos associados, privados, contudo de voz e voto.
V. OS INTERESSADOS, (NÚMERO NUNCA SUPERIOR A 05),  EM SUBIR À TRIBUNA DA ASCRIM-AGE-009/2018, PARA PRONUNCIAMENTO RELACIONADO COM O EVENTO SOBREDITO,  DEVEM PROTOCOLAR O REQUERIMENTO, ENCAMINHANDO-O DIRETAMENTE AO PRESIDENTE DA ASCRIM, VIA EMAIL asescritm@hotmail.com , ATÉ 24 HORAS ANTES DO INÍCIO DOS “ATOS SOLENES”, SOB PENA DO PEDIDO SER VETADO. (tempo previsto: 03MINUTOS P/ PRONUNCIAMENTO/CADA REQUERENTE)
VI. As deliberações serão tomadas por maioria simples de votos dos associados presentes com direito de votar e só poderão tratar sobre os assuntos das ordens do dia do presente ASCRIM -AGE-009/2018.
VII. RECOMENDA-SE TRAJE ESPORTE FINO PARA OS CONVIDADOS E VESTES TALARES PARA ASSOCIADOS E ACADÊMICOS DE ENTIDADES CULTURAIS CONGÊNERES.
VIII. O PRAZO DE CONFIRMAÇÃO, PARA SUBSIDIAR ORGANIZAÇÃO, COQUETEL E CONTROLE DO CERIMONIAL AO ASCRIM AGE-009/2018, RESPEITADAS AS JUSTIFICATIVAS PRÉVIAS E EXTEMPORÂNEAS, EXPIRA NO DIA 25.04.2018;
TERMOS EM QUE EXPEDE, REGISTRE-SE E CUMPRA-SE O PRESENTE EDITAL ASCRIM DE CONVITE E DE CONVOCAÇÃO AGE-009/2018, DE 09.04.2018, PODENDO ESTE SER RETRANSMITIDO POR TODOS OS MEIOS DISPONÍVEIS AOS CONVIDADOS E CONVOCADOS INTERESSADOS.
MOSSORÓ (RN), 09 DE ABRIL DE 2018.

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
- PRESIDENTE DA ASCRIM –

*Expoente DA ACADEMIA DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM 
ANOTAÇÃO IMPORTANTE: AOS INTERESSADOS QUE CONFIRMAREM PRESENÇA AO EVENTO, SERÁ ENVIADA A LITERATURA JÁ PUBLICADA SOBRE O  I FORUM PERMANENTE HISTORIOGRAFIA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-I FOPHPM 1ª ETAPA
Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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DOCUMENTÁRIO ZÉ SATURNINO – PRIMEIRO INIMIGO DE LAMPIÃO.


Por Geraldo Antônio de Souza Júnior
https://www.youtube.com/watch?v=dVSQMno-cRY

Trecho do documentário O PISTOLEIRO DE SERRA TALHADA exibido pela Rede Globo de Televisão no ano de 1977. O documentário mostra uma das poucas filmagens em que aparece o célebre Zé Saturnino que foi o primeiro inimigo de Lampião. No vídeo Zé Saturnino fala sobre a sua questão envolvendo Lampião e seus irmãos. Esse documentário foi publicado inicialmente e na íntegra por Matheus Santos.

http://cangacologia.blogspot.com.br/2018/04/ze-saturnino-primeiro-inimigo-de-lampiao.html

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AÉREAS CANGAÇO

https://www.youtube.com/watch?v=6vQoQsm1rVs

Publicado em 8 de abr de 2018
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segunda-feira, 23 de abril de 2018

LIVROS FRANCISCO PEREIRA LIMA


Novos inquilinos a disposição dos amigos. Excelentes livros. Quem desejar adquirir este e outros livros: 

franpelima@bol.com.br e 
whatsapp 83 9 9911 8286.

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DANÇA DO COCO EM PIAÇABUÇU

Clerisvaldo B. Chagas, 23 de abril de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.885

        Notícia alvissareira, a reabertura da Cooperativa do coco, em Piaçabuçu, no Baixo São Francisco. Cooperativa que estava parada há 12 anos e recomeçou o seu trabalho em 2016. Com máquinas modernas e grande investimento, a cooperativa veio com tudo e trabalha a pleno vapor. A “Copaíba” produz 110 a 270 toneladas/mês. O número de empregados saltou para 52 pessoas e no campo pulou de 60 para 375 fornecedores, implantando emprego e renda na região. Trabalhando com todo tipo de coco, inclusive os que antes eram rejeitados no campo, como o coco nascido, rachado, sem água e pequeno, a Copaíba fez agregar valores ao produto para os fornecedores.
COPAÍBA. FOTO: (SF Agro Uol).
Assim a Cooperativa tem o papel de fornecedora para outras indústrias. A casca do coco e o quengo (parte mais dura) servem para fornecimento de energia à própria Copaíba. A pele marrom do coco vai se transformar em ração animal, óleo vegetal e farinha. O coco em si vai produzir o coco ralado, adoçado, com alto teor de gordura, baixo e médio teor, leite, óleo extra virgem, farinha pura e final... Totalizando oito subprodutos.
E se antes Piaçabuçu, penúltima cidade ribeirinha do rio São Francisco, adquiriu fama também com outra cooperativa da chamada pimenta rosa – considerada a melhor do Brasil e usada até em fabrico de cerveja – agora demonstra mais uma vez a força de vontade do povo da região para melhorar de vida.  Isso é um exemplo real para outros lugares onde os habitantes nem sequer se interessam pelo assunto: cooperativa. Preferem a vidinha medíocre de um trabalho envergado de meia hora, muita rede e aguardente.
O dinamismo da Copaíba tende a se estender por todo o litoral alagoano rico em coqueirais, mas que estava ou ainda se encontra com problemas de produção e vendas. Vários produtores já estavam abandonando o ramo do coco, pelas dificuldades encontradas. E se as paisagens dos coqueirais litorâneos já são belas, mais belas estão ficando com a minação de dinheiro por baixo das folhagens.
Que excelente exemplo de Piaçabuçu!
Ótimo lugar, sem dúvida alguma, para se dançar o coco.


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PANELA VAZIA, DIA APÓS DIA...

*Rangel Alves da Costa

Panela vazia, dia após dia, ainda há um mundo assim...
Governantes gostam de enriquecer a pobreza forçadamente. Dizem que tiraram milhões da miséria e que não há mais panela vazia, barriga roncando faminta, aquela tristeza danada quando chega a hora do de comer e nada tem. E o mundo revira mesmo quando há menino, quando o filhote apenas espera qualquer alimento. O nada ter dói demais. Num pai e numa mãe, o choro do filho faminto é dor na carne mesmo, é punhalada no peito, é brasa quente nas vistas, por todo lugar.
Muitos ainda imaginam que as esmolas governamentais são suficientes para afastar a miséria da pobreza ou a pobreza da miséria, tudo no mesmo. Mas não. Não adianta colocar esmola numa mão e tirar na outra. Ou será que a esmola é suficiente para comprar remédio, para comprar o botijão de gás, para calçar e vestir, para a feira, para a vida com dignidade? Logicamente que não. Ajuda sim, pois todo pão ao faminto se torna em dádiva sagrada, mas a pobreza continua na mesma feiura de antigamente e de sempre.
Acreditem, mas a panela continua vazia, o prato continua guardado, o menininho cada vez mais magro, por todo lugar. Por todo lugar ainda há um pai em tempo de se acabar por não saber o que fazer para alimentar os seus. E todo dia assim. Por todo lugar há uma mãe escondendo lágrimas dentro dos próprios olhos, por não suportar mais olhar para o fogão sem nada, para a dispensa sem nada, para tudo sem nada. E bem ao lado, ou no cantinho na fraqueza do mundo, aquele pequenino que só quer um pedacinho de qualquer coisa. Meu Deus: como dizer a um filho que ele não vai comer?
Já imaginaram que situação. O menino chorando com fome e os pais sem ter, de forma alguma, o que fazer. Vai dizer à criança que não tem comida pra ela, vai dizer ao pequenino que ele tem de suportar a fome até a chegada de alimento, vai dizer a menininha que ela tome um pouco d’água que a fome vai passar? Que situação, meu Deus. Que situação mais terrivelmente lastimável, meu Deus. Mas fato é que isso acontece ali. Sim, acontece ali, bem ali mesmo, mais perto de você e de sua casa do que você imagina. Querem saber? Querem ter a certeza do que afirmo agora? Então vão, vão até ali, peça licença para entrar num barraco, num casebre, e perguntem se houve janta. Janta? Que nome mais estranho em muito lugar.


Que não se enganem, a pobreza pobre, a pobreza faminta, a pobreza feia e desdentada, a pobre miserável e repugnante, a pobreza ameaçadora e perigosa, a pobreza acintosa e humilhante, a pobreza vesga e troncha, a pobreza ossuda e descalça, a pobreza terrível, existe e bem ali. A pobreza não é feia, a pobreza não é repugnante, mas a sua condição é. Nada mais feio que o ser humano ser humilhado, se judiado, ser aviltado, ser submetido por sua condição econômica. Nada mais repugnante que olhar para uma pessoa carente e nela avistar não um ser humano que necessita de apoio, mas um eleitor ou um escravo que deve ser mantido amarrado na esmola política. Dói, minha gente, dói demais.
Acreditem no que vou dizer e citarei apenas um exemplo dos muitos e tantos que eu poderia citar em Poço Redondo. Olhem para o relógio ou avistem a escuridão. Já é noite. Para os que tiveram alguma coisa para colocar sobre a mesa, o sino do alimento já tocou. Mas bem ali, num mundo para muitos desconhecido e muito mais incompreendido chamado Bairro São José, o sino já tocou e continua tocando sem que nenhum tiquinho de nada pudesse chegar à mesa. Acreditem. Muitas famílias não têm sequer um pedaço de pão. Mas quase todas as famílias com filhos de todos os tamanhos. Então, o que aconteceu por lá quando o sino tocou?
Choros na alma, lágrimas por dentro, soluços velados, rios de dor escorrendo na face e nas entranhas de cada um. No Bairro São José há um povo que sofre, há um povo que necessita de pedaço de pão, há um povo que chora. Sabem quantos pais e quantas mães continuam, agora, chorando no Bairro São José? Batam à porta e vejam as lágrimas. Não estão nas faces, pois correndo por dentro, mas nas panelas vazias. E feito um mar de dor nos olhos dos pequeninos.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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ELEMENTOS INTERNOS E EXTERNOS DO CANGAÇO.

Por Verluce Ferraz

Um grupo de pessoas que compartilha minha página se interessou pelo meu esforço de aprofundar meus estudos relativos ao comportamento do cangaceiro Lampião e de sua companheira Maria de Déia, sentindo a curiosidade voltar-se à questão; outro pequeno grupo, porém, manifestou menos interesse. Esse último grupo nem suspeita que há bastante elementos, internos e externos no Cangaço, que não carecem de adivinhação e que podem ser submetidos a análises dentro das variadas ciências e podem revelar aspectos bastante interessantes, ainda antes não vislumbrados. No primeiro grupo alguns historiadores quiseram aprofundar seus estudos visitando os locais onde ocorreram refregas entre cangaceiros e famílias dos sertões nordestinos, outros escutaram depoimentos de alguns cangaceiros quando ainda viviam, além daqueles que simplesmente acreditaram em pessoas que simplesmente tentavam adivinhar o que houve dentro do cangaço. Esta minha pesquisa tem por objetivo tornar menos obscuro o que determinou a aproximação dos cangaceiros Virgulino Ferreira da Silva à mulher, Maria de Déia. Não vejo um problema complicado, apresentar como simples ou fácil, tal as minhas reflexões. Adotei dois métodos para essa investigação. Um seria examinar um caso particular, penetrando a fundo no estilo visual do cangaceiro Lampião; outro para justificar os seus modos de viver afastados do convívio de mulheres. Me acudiu lembrar que já temos o grande pesquisador Frederico Pernambucano de Melo, escreveu sobre o exótico Lampião e comparou suas vestes aos samurais, aos cavaleiros medievais; outros colocaram o cangaceiro no mundo fantástico; ainda encontramos autores construindo na própria imaginação uma réplica de Hobin Hood sertanejo, para o seu próprio herói cangaceiro; estimulando seus aparelhos mentais, adotam viver o estilo do cangaceiro. Espero que apenas essas imitações sejam apenas sonhos, aquilo que no mundo externo se admita como casualidade, como se tudo levasse à veneração dos cangaceiros. Por que se aplicado o método de investigação para entender o que levou Lampião a sua atividade criminosa e depois aceitar Maria de Déia em sua vida, foi a mesma fonte que o afastava das outras mulheres, ou seja, o desejo de vê-la ocupar no seu espaço psíquico àquela que lhe servia às suas fantasias: a mulher rendeira. A presença da Maria propiciou para que o cangaceiro se dedicasse às suas atividades de costureiro, de design sem, contudo, desnudar seu lado invertido. E Freud (objeto dos invertidos p.144, V. VII –Sandard Brasileira ) explica em seus escritos que pessoas invertidas imitam a aparência externa de seu lado oposto, - na aparência, nas atitudes. Neste caso, portanto, Lampião encontrou alguém que combinasse os caracteres dos dois sexos; existe, por assim dizer, uma conciliação entre um que aspira por um homem eu um que aspire por uma mulher. Em suma, a presença da mulher no cangaço trará a todos a concepção de uma transformação ao grupo cangaceiro, contudo, na realidade isso foi tão irreal quanto o cangaceiro arrefecer seus instintos sanguinários.
Leia mais sobre o cangaço: 'Dos mitologemas na imortalidade do passado lampiônico...'

No momento não disponho da fonte, mas encontrei no facebook

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