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quarta-feira, 3 de abril de 2019

ASSOMBRAÇÃO NO POÇO

Por Vanessa Campos

Iniciamos uma pequena série sobre assombrações do Cangaço. Elas foram contadas por duas pessoas respeitadas: João Jurubeba e Amaury Corrêa. O primeiro, falecido, pertenceu as volantes e o segundo, sério pesquisador e escritor do Cangaço. No final, Valter Rosa Borges, respeitado parapsicólogo, explica o fenômeno:

Era uma noite de 1956. A temperatura estava quente numa localidade chamada Pau Ferro, próxima de outra chamada de Serrote Preto, Alagoas. Ali existia um poço conhecido como Avelino com água potável da melhor qualidade. Era costume de os moradores buscarem  água nesse poço, principalmente em época de seca. Assim fez Amália Araújo. Aquela noite, além de quente, havia lua cheia, céu sem nuvens. Pegou o pote, a rodilha e foi caminhando na terra esturricada em direção ao Avelino por volta das 20h.  A lua alta iluminava a estradinha estreita e deserta. Não fazia medo. Encheu o pote e fez o caminho de volta.


Mal deu alguns passos, ouviu barulho de gente falando alto. Estranhou, porque na ida não escutou nada. Procurou ouvir de onde vinha o barulho. Viu embaixo de uma árvore frondosa uma fogueira grande e ao redor dela, homens e mulheres conversando, rindo alto. Para espanto de Amália, todos vestiam roupas do Cangaço, inclusive bornais. Ela ficou paralisada. Controlou os nervos e os músculos. Não tremeu. O pote na cabeça não derramou uma gota d´água. Observou que alguém do grupo também a olhava sem dizer uma palavra. Ficaram assim se entreolhando por alguns instantes. Até que Amália se deu conta de que a fogueira estalava. Sinal que ia desabar. Não podia ser verdade. Lampião e o bando morreram havia 18 anos. Decidiu ir para casa. Chegando, colocou o pote no chão e foi se deitar. Não conseguiu dormir só pensando na cena. Não contou a ninguém, pois iriam dizer que estava louca. Não pregou o olho, até ouvir o galo cantar. O dia amanhecera. Levantou, fez o café e partiu para o Poço Avelino com pretexto de buscar água.

Foi até a árvore onde os “cangaceiros” estavam. Nenhum rastro, nenhuma brasa, nenhum pau queimado da fogueira. Nenhuma marca de alpercata, nenhum rastro. Nenhuma cinza. Nada…ela jamais esqueceu o que vira.  Sonho, não era possível… Não teve coragem de contar a ninguém que viu assombração.  Muitos anos depois, resolveu contar. Disseram que foi visão.


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"PADIM CIÇO", OU PADRE CÍCERO. .MUSEU DE CERA DE APARECIDA.



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OS CASAIS DO CRIME


 Por Geziel Moura

Diante de perspectiva histórica, não consigo vislumbrar qualquer semelhança, entre a saga dos casais de criminosos estadunidenses, Bonnie Parker e Clyde Barrow, o conhecidíssimos Bonnie e Clyde, e o brasileiro Virgolino Ferreira e Maria Gomes, que vai além do fato de ambos terem sido mortos em meados dos anos 30.


Nesta direção, o que se pode observar é que as "dissonâncias" são mais contundentes que as "consonâncias" nas histórias daquelas personalidades fabricadas principalmente pela mídia de seus países. Em primeiro lugar, a condição de aparecimento de Lampião e Maria Bonita, é totalmente diferente da que ocorreu com Bonnie e Clyde, o primeiro foi resultado de contexto histórico e cultural, que produziu o banditismo rural no nordeste, cujo nome cangaço e cangaceiro fora forjado antes de seus nascimentos, aliado a isto, temos neste casal, estética e modus operandi, específicos e singulares.


A forma de crime praticado por Bonnie e Clyde, que transitava entre assaltos à bancos, postos de combustíveis e pequenos comércios, cujo grupo não passavam de 6 componentes, quando muito, nada mudou depois de sua morte, por mais que a presença efetiva de mulheres, não seja comum em tais assaltos, fato que notabilizou Bonnie Parker nas colunas policias dos Estados Unidos.




Do ponto de vista da longevidade, a diferença entre as duplas se distancia mais ainda, pois o cangaço de Lampião durou cerca de 20 anos e o de Bonnie e Clyde menos de 4 anos, quando foram emboscados pela polícia, numa estrada da Louisiana, podemos até considerar que ambas as mortes dos casais, tiveram condições análogas, por ser de emboscada, porém análise mais aprofundada do acontecimento, tais condições, não passaria de "avizinhamento" de eventos.






Entretanto, há de ter um elemento muito sugestivo, que tornou possível o fim das duplas de criminosos, aliado às outras condições, obviamente.Refiro-me a mídia, principalmente os jornais da época, que ao "glamorizar" por meio de imagens do casal, os colocou em rota de colisão com a polícia. Portanto, tanto Lampião e Maria Bonita quanto Bonnie e Clyde se tornaram mais importante no pós morte do que em vida.


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JENIPAPO: PRIMEIRA PARADA DO CARIRI CANGAÇO EM TERRAS NAZARENAS !

Por Manoel Severo

A tarde do último dia de Cariri Cangaço Princesa 2015, sábado - dia 21 de março, marcou a extraordinária visita da Caravana Cariri Cangaço ao distrito de Nazaré do Pico, município de Floresta no vizinho estado de Pernambuco. Terra dos valentes e valorosos Nazarenos, maiores perseguidores de Lampião, da história e marcaria um dos momentos mais emocionantes do Cariri Cangaço Princesa 2015.

A Caravana Cariri Cangaço saiu de Princesa Isabel por volta das 15 horas, debaixo de uma chuva fina desceu a serra, passando por Flores, Calumbi e Serra Talhada, seguindo rumo a Floresta encontrou com os anfitriões tendo a frente um dos descendentes dos irmãos Flor: Hildebrando Nogueira Neto, Netinho Flor. Da entrada de Nazaré a Caravana partiu para a primeira visita da tarde: Fazenda Jenipapo.

Netinho Flor e a memória dos acontecimentos da Fazenda Jenipapo
Rubelvan Lira explanando como tudo aconteceu no Jenipapo

No Jenipapo, o Cariri Cangaço foi recepcionado pelos proprietários da fazenda; senhor Francisco de Assis, neto de Gomes Jurubeba e seus filhos; Mabel e Moabe Nogueira, tendo ainda Netinho Flor e Rubelvan Lira, que fizeram uma espetacular explanação sobre os principais fatos ocorridos no lugar, ainda no inicio da vida fora-da-lei de Virgulino Ferreira. Segundo Mabel Nogueira "até agosto estaremos inciando a restauração da casa grande da fazenda do Jenipapo".

 Casal Lamartine Lima e Manoel Severo no Jenipapo
Narciso Dias, Jair Tavares, Jorge Remigio, Jose Cícero e Sousa Neto
 Pedro Barbosa, Manoel Severo, Sousa Neto, Jair Tavares, Narciso Dias, Netinho Flor, Rostand Medeiros e Jorge Remigio no Janipapo

Ana Lúcia Souza e a visão da Serra do Pico

Na fazenda Jenipapo, a cerca de 5 km do centro da vila de Nazaré, na estrada que liga Nazaré a Betânia aconteceu o célebre desafio de Virgulino e seus irmãos a João e Antônio Gomes Jurubeba. Eram idos de 1919 e Virgulino, juntamente com seus irmãos, Antônio e Levino, acompanhado de outros cabras se aproximaram da fazenda Jenipapo onde estavam retelhando a casa João e Antonio Gomes Jurubeba, ao que Virgulino falou: "Benção meu padrinho !" se dirigindo a João que se encontrava em cima da casa, que respondeu imediatamente: 

"Não sou padrinho de cangaceiro..." 

Ao que provocou a ira dos irmãos, principalmente de Antônio Ferreira que queria matá-los ali mesmo, mas foi contido por Virgulino. Naquele dia era escrito mais um capítulo da novela de ódio e sangue entre os Ferreira e o povo de Nazaré, ódio esse que se recrudesceria e teria repercussões anos a fio, inclusive com o incêndio e a depredação das propriedades do jenipapo e redondezas em 1926.

Antônio Gomes Jurubeba, pai de João Gomes de Lira, se encontrava ao lado de João Gomes Jurubeba; retelhando a casa do Jenipapo (foto abaixo).

"Naquela época a maioria das famílias moravam por estas bandas, em Betânia, Ipueiras, Ema, e aqui no Jenipapo. Tinha casa aqui o Gomes Jurubeba e alguns membros dos Flor. Em 26 (1926) no ataque frustado de Lampião a Nazaré ele saiu incendiando tudo que encontrava pela frente, aqui no Jenipapo tocou fogo na casa de Gomes Jurubeba, de Euclides e Afonso Flor, não sobrou nada, animal, cerca, casa, tudo foi destruído pelo fogo." diz Netinho Flor.

Neli Conceição na Fazenda Jenipapo
 José Cícero Silva
João de Sousa Lima e Geraldo Ferraz
Maria Amélia Souza e dona Gildete
Jair Tavares, Jorge Remigio, Ivanildo Silveira e Narciso Dias

"É a união da seriedade, responsabilidade, alegria e emoção... O Cariri Cangaço Princesa-2015, demonstrou que este Encontro é o melhor espaço para se discutir o universo do Cangaço, essa é uma ação inesgotável!!!! " Ressalta Maria Amélia de Souza.

Cariri Cangaço Princesa 2015
Dia 21 de Março de 2015
Fazenda Jenipapo - Nazaré do Pico, Floresta - Pernambuco


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AMOR É O QUE NOS FAZ GIGANTES

Autor: Francisco de Assis A.S.


Não será a arrogância,
Tampouco “subir no salto”,
Para parecer mais alto,
Enveredar-se em ganância.
Pois em qualquer circunstância:
Nos tempos mais inconstantes,
Atentem o quanto antes,
Não é coisa de ator,
Podes crer que o amor,
É o que nos faz gigantes.


A outro humano humilhar,
Porque mais dinheiro tem,
Quem faz não será do bem,
Precisa se reciclar,
A visão “cê” quer pegar?
Qu”esta semente tu plantes,
Outros seres tu encantes,
Aliviando a dor,
Acredite o amor,
É o que nos faz gigantes.


Chega mais alto o ser,
Que ama mais, sem medida,
Torna-se gente querida,
É bonito de se ver,
Para na vida crescer:
O amor nos faz gigantes,
Sabem disto os infantes,
Seu amor nos irradia,
Da criança as alegrias,
São mesmo contagiantes.


Nem guerras nem diamantes,
Nem nível superior,
De fato, é o amor,
Ele é que nos faz gigantes,
Se aderes o quanto antes,
Serás beneficiado,
Deixa o amor andar ao lado,
Ou mais, que em ti esteja,
Faz isto e logo veja,
O teu bem ser apressado.

29/03/2019


Todos os direitos reservados.
Registrada no CEU/EDA/FBN sob o nº:



De Assis de Assis Ag. 0032 op. 001 conta 2461 dig 1 Caixa Econômica Federal Francisco de Assis Alves dos Santos. É pra quem desejar solicitar meus cordéis, livro e também os clássicos da literatura de cordel. Tenho mais de 200. títulos. Deposita o valor que queres em cordéis, manda comprovante in box, envia endereço e rapidamente chegarão tuas preciosas literaturas. Com minha garantia de honestidade plena. Abraços caros amigos. Tenho também conta no Bradesco pra quem preferi.

Tenho centena de cordéis e publicações pra te enviar. Informações como fazer pra ter ao fim da poesia.


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terça-feira, 2 de abril de 2019

CAMPANHA EM PROL DO ACERVO DE RAIMUNDO SOARES DE BRITO

Por Antônio Marcos de Oliveira

O escritor Raimundo Soares de Brito deixou um legado jamais imaginado pela população mossoroense. Um aparato informativo que engloba uma vida inteira de estudos, de pesquisa e de arquivamento.

Atualmente este material está guardado, mas precisando ser disponibilizado para a população em geral. Desta forma, Marcos Oliveira, sobrinho de Raibrito (como era carinhosamente chamado Raimundo Soares de Brito) e atual guardião de todo acervo está adotando uma campanha para acomodar todo material. Assim o mesmo se expressou sobre o arquivo de Rabrito:

“Amigo(a)s, tomo a liberdade de lhes comunicar que estou elaborando providências para a organização do Acervo Raibrito, em Mossoró, e fazendo uma campanha pela doação de estantes de aço destinadas a arrumação de parte deste material. Em média, cada uma custará  R$ 175,00, em Mossoró. Poderia contar com a sua colaboração, mesmo que seja repassando a campanha? Às vezes não podemos participar, mas chega em alguém que soma com a gente. Obrigado pela atenção, independentemente de qualquer coisa. Quando o espaço estiver organizado, farei imagens”.

Marcos reforçou, ainda, que está recebendo valores através das contas do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, conforme os dados abaixo para depósito ou transferência em nome de Antônio Marcos de Oliveira. Os valores serão utilizados em benefício e cuidados ao acervo de Raibrito. Se a pessoa preferir, pode doar estantes de livros diretamente, ao invés do dinheiro. Fonte: colecaomossoroense.org.br

Dados para depósito/transferência 
Antônio Marcos de Oliveira
Banco do Brasil
CC 32886-3
Agência 2874-6
Caixa
Agência 0560
Op. 013
CP 140626-1

blogdomendesemendes - "Raibrito é autor de vários livros sobre cangaço". 
Quem quiser adquiri-los é só entrar em contato com o professor Pereira através deste e-mail: franpelima@bol.com.br. 

Quem sabe, talvez o professor Pereira ainda tenha livros do Raibrito em sua livraria.

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AUMENTE SEUS CONHECIMENTOS

Clerisvaldo B. Chagas, 2 de março de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.083
(IMAGEM: GEOGRAFIA GERAL).

Aproveitando a estação, não fique enferrujado (a) e vamos ampliar os conhecimentos geográficos do dia a dia. Você convive com esses fenômenos, mas não consegue defini-los: neblina, orvalho, geada, neve e granizo? Veja como é fácil.
Neblina. Também é chamada de nevoeiro. Aliás, Nevoeiro era apelido de um dos cabras de Lampião. Corresponde a uma formação de nuvens não pouco espessas, próximas da superfície, provocadas pelo resfriamento e condensação do ar úmido, também próximo da superfície. O fenômeno ocorre geralmente em noites claras de céu límpido, sobretudo no inverno ou no outono. O solo, perdendo rapidamente calor, provoca o resfriamento do ar das camadas contíguas à superfície, e a umidade condessada aparece sob forma de nevoeiro que tende a acumular-se nos vales e nas planícies, porque, o ar frio, sendo mais pesado, geralmente se concentra nas partes mais baixas do relevo.
Orvalho e Geada. Aparece o orvalho quando o ar durante a noite resfria-se abaixo do ponto de saturação. Esta forma de condensação ocorre muito próxima da superfície e pode ser observada nas plantas e na lataria de automóvel, ao amanhecer. Quando, porém, a condensação ocorre com temperaturas inferiores a 00 C, surge a geada, representada pela formação de uma camada fina de gelo sob a vegetação e outros objetos. Geralmente chamamos a umidade da noite de sereno e a da manhã de orvalho. Por coincidência, Zé Sereno também era um dos cangaceiros de Lampião.
 Neve. A queda de neve corresponde à precipitação do vapor d’água sob a forma de cristais de gelo que se aglomeram produzindo flocos de neve. Nos níveis em que a nuvem tem origem, a temperatura situa-se obrigatoriamente abaixo do ponto de congelamento (00 C).
Granizo. Provém da precipitação do vapor d’água contido nas nuvens que, caindo em forma de pequenas gotas, em contato com uma camada de ar mais fria, acabam por se congelar.
Esse tipo de precipitação é mais comum no verão, por ocasião de chuvas mais fortes (temporais e trovoadas). Também se conhece o granizo como pedras de gelo.
 OBS. Para medir a quantidade de chuva caída em uma região, usamos o pluviômetro, que qualquer pessoa pode fazer um em casa. GOSTOU?
(Baseado em Geografia Geral de Elian Alabi Lucci).


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OS CÃES SEMPRE FORAM NOSSOS AMIGOS MAIS FIÉIS.

Por Francisco Carlos Jorge de Oliveira


Os cães eram de suma importância no cangaço, pois o facínora Lampião tinha dois, o Guarani e o Ligeiro. Os cães de Virgulino eram cães de caça, eles caçavam tatu, paca, cotia, veado catingueiro, quatis, lagarto teiú, mocós e tantos outros animais que serviam de comida para alimentar os cabras de seu bando em certas situações em meio ás inóspitas caatingas, e ainda; além de ferozes defensores de seus donos, ajudavam por demais as sentinelas da noite a cuidar da cabroeira que dormia nos barracos do acampamento. O cabra Corisco também tinha cães, e o de mais destaque era uma cadela malhada da raça perdigueira que atendia por “Jardineira”, nome não apropriado para aquela vida dentro daquele bioma ressequido nos sertões nordestino. 



Eu também tenho cães que eu mesmo adestrei para a caça de Javali e Java porcos, uma espécie de suíno nativo da Europa e que foi trazido para o Brasil, chegando aqui no Sul do país para ser criado preso e manejado para reproduzir de maneira controlada, mas alguns fugindo de seus cativeiros foram diretos procurar abrigo habitando as nossas matas, capoeiras, florestas, pampas e coxilhas. E assim com a alimentação farta das lavouras, esses animais procriaram de maneira rápida e desordenada, e fora do manejo e controle, eles se alastraram por todo o sul do país, São Paulo e Sul do Mato Grosso do Sul, e em grupos de grandes varas; eles destroem plantações inteiras de milho, soja, aveia, sorgo, mandioca e outros tipos de lavouras causando grandes perdas ao agricultor. Esse animal não pertence á fauna brasileira, portanto não configura crime ambiental sua caça e abate, mas a maior causa deste empecilho “caça”, é de políticos sem experiência alguma do que é abate a animais nocivos á agricultura, e ainda movidos pela emoção da “ sociedade protetora dos animais” e demais leigos que aderiam a essa medíocre causa, ainda tramita na câmara dos deputados a lei que aprova a caça e abate destes animais. 


Em uma caçada no final do mês passado, um amigo ainda inexperiente deixou frouxa a presilha do colete protetor de um de nossos cães de “GARRE”, e assim que os cães americanos de levante acuaram o javali; soltamos os dois Dogos Argentinos “GARRE” e logo que eles atacaram a caça, o bicho desferiu uma contrataque rápido que pegou entre as juntas do colete de proteção, e o atingiu bem no peito causando um corte de 12 centímetros e bem profundo. Logo que notei meu cão ferido, já de imediato sangrei o porco com a lança, depois pequei meu cão, tirei o colete e constatando que o ferimento não havia rompido nem uma artéria, mesmo assim o joguei nas costas e rapidamente atravessei um faixa de 2 km num terreno de terra tombada ate chegar à caminhoneta, e já de imediato o levei para a cidade onde recebeu toda assistência do medico veterinário.


Os cães são nossos amigos fiéis, mas voltando a falar do famigerado Lampião Rei do Cangaço, durante um confronto com as forças Policias volantes em Serra Grande no dia 26 de fevereiro de 1926, próximo á cidade de Culumbi Pernambuco, um de seus cães foi atingido por um tiro de fuzil, e vendo seu leal companheiro latindo e se debatendo desesperado esvaindo em sangue, o Capitão Cangaceiro sem pedir cobertura ao bando, rapidamente saiu se expondo ao fogo cruzado e num gesto ágil, pegou seu cão voltando no átimo ao abrigo, e fugindo após, o entregou aos cuidados de um coiteiro que o tratou e curou, e assim depois de algum tempo; Lampião veio buscar seu velho amigo cão, o levando feliz consigo vivendo em sua companhia até serem mortos pela Força Volante Alagoana comandada pelo intrépido Tenente João Bezerra na Grota de Angicos a 28 de julho de 1928 em Sergipe próximo ás margens do Rio São Francisco.


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DONA DULCE E A BISNETA


Foto do acervo do pesquisador do cangaço Devanier Lopes.


A última cangaceira do bando de Lampião.

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O AÇUDE DA PRATA ESTÁ SANGRANDO - CRUZ/CE


Por Antonio dos Santos Lima


Rios correndo e as cachoeiras estão zoando.
Terra molhada mato verde que riqueza.
E a asa branca a tarde canta que beleza.
Ai, ai o povo alegre, mais alegre a natureza.

Luiz Gonzaga.


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LUTO


Por João de Sousa Lima

FALECEU ONTEM O JOVEM FELIPE OLIVEIRA, COM 15 ANOS DE IDADE. .... ELE ERA UM DOS RESPONSÁVEIS PELO ATENDIMENTO NO MUSEU CASA DE MARIA BONITA.


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VINTE VEZES CINCO



Exemplo: Idêntico ao 13 por 12.
OBS: Não é faixa de CD, é para ser cantado de improviso.

Toda conta bem somada
Não mostra erro no fim,
Conta somada por mim
Duvido sair errada...
Quem dez vezes cinco tem
Com mais dez vezes tem cem
Quem tem cem já se agrada;
Gastando setenta e dois
Com vinte e oito depois
Quem tinha cem não tem nada;
Eu faço você comer
Sebo cru sem derreter
Se fizer a conta errada.


Você pra ser trovador
Tem que ser inteligente,
Pra cantar na minha frente
Tem que ser mais cantador...
Quem dez vezes cinco tem
Com mais dez vezes tem cem
Quem tem cem já se agrada;
Gastando setenta e dois
Com vinte e oito depois
Quem tinha cem não tem nada;
Se cantar mal dessa vez
Come o pão que o diabo fez
Se fizer a conta errada.

Autor: José Di Rosa Maria 

Estilo lançado dia 31 de março de 2019, na Rádio Difusora de Mossoró-RN, Programa: Difusora no Campo-Do apresentador Genildo da Barrinha. Programa levado ao ar, da 7 da manhã, aos domingos!


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