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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O abolicionista Almino Álvares Afonso - 20 de Junho de 2009

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Advogado, magistrado, latinista emérito, poeta e jornalista, tribuno vibrante, abolicionista, a grande voz da libertação dos escravos de Acarapé, do Ceará, de Mossoró, de Manaus e do Amazonas, Constituinte da Primeira República, com enorme contribuição na feitura da Carta de 1891.


Nascido a 17 de abril de 1840 no modesto sítio de Coroatá, na povoação de Patu de Dentro, vizinhanças da atual cidade de Patu/RN. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, integrando a turma de 1871. Nomeado, logo após a formatura, promotor da Comarca de Guarabira, na Paraíba, onde contraiu matrimônio em 13 de fevereiro de 1872 com sua prima Abigail de Souza Martins. Em 1874 foi para Fortaleza, no Ceará, sendo nomeado Secretário da Presidência da Província, cargo que desempenhou com indiscutível critério. Sendo reclamado os seus serviços em Cascavel e Aquiraz, aceitou o lugar de Juiz Municipal, desempenhando também com redobrado esforço as funções de Comissário nas terríveis secas de 1877 e 1879. Reconduzido como Juiz Municipal, permutou pelo de Procurador Fiscal da Tesouraria da Fazenda, voltando então a Fortaleza. 
Ardoroso adepto abolicionista tomou Almino Afonso parte saliente nas memoráveis campanhas do Ceará e de Mossoró, em 1883, representando, na ocasião, 14 entidades abolicionistas e falou por quatro províncias – Ceará, Pernambuco, Pará e Rio Grande do Norte, sendo de sua autoria a lavratura da ata da Sociedade Libertadora Mossoroense traçada naquele dia. 
A sua maneira inquieta de ser, as suas lutas e conduta boêmia, o derrubaram aos 59 anos de idade. Adoeceu no Rio de Janeiro, onde estava residindo. A conselho dos médicos regressou ao Ceará aonde veio a falecer em 13 de fevereiro de 1899, na casa de familiares, em Fortaleza. 
A Prefeitura de Mossoró o homenageou emprestando seu nome a uma rua no centro da cidade. 
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Autor:
Geraldo Maia do Nascimento

Rubinho Lima lança Mini-documentário sobre Rei do Baião

 

Mini-documentário que traz a ida do escritor da cidade de Paulo Afonso-BA, Rubervânio Rubinho Lima, à cidade de Exú-PE, lugar onde nasceu o grande Luiz Gonzaga, o "Rei do Baião", como forma de homenageá-lo, na ocasião do dia 13 de dezembro de 2011, em que faria 99 anos. O documentário traz algumas entrevistas com pessoas que trabalharam com o Gonzagão ou pesquisam sobre esse ícone da música brasileira.

 

para conhecer um pouco mais, visite:

Nota Cariri Cangaço: Rubinho Lima é um desses maturos arretados de bom, pesquisador dedicado, poeta talentoso e ousado e agora nos traz esse mini-documentário que vale a pena conhecer, vamos lá, assistir, comentar, divulgar e sugerir.

 
Extraído do blog: "Cariri Cangaço"
 

Quem matou Delmiro Gouveia?

Por: Gilmar Teixeira


Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
 
Autor: Gilmar Teixeira


Edição do autor:
 
152 págs.
 
Contato para aquisição
 
 
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00
 
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Literatura sobre Lampião e o Cangaço: Acervo do Portal do Cangaço da Bahia.

Por: Guilherme Machado
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Livro “Lampeão” Memórias de um Oficial.   Ex-Comandante de Forças Volantes: Autor Major Optato Gueiros Ano 1953: 
 
 
Transcrevo alguns trechos da obra literária do major Optato Gueiros em seu "Lampeão: Memórias de um Oficial ex-comandante de Forças Volantes, 2ª edição, Recife, 1953.
Livro apresenta todas as impressões do oficial que esteve no campo de batalha. Como toda obra faz observações interessantes, duvidosas, errôneas e pertinentes. Apesar de algumas barbeiragens e adjetivos curiosos a cada capítulo a obra é referencial em muitas outras. Optato traçou um perfil do rei do cangaço que inspirou muitos pesquisadores. Não tenho informação se há uma terceira edição e se esta foi editada.
 
Extraído do blog: Portal do Cangaço de Serrinha - BA,
do amigo Guilherme Machado.

O Conselheiro revive, no vigor de seus manuscritos

A leitura dos sermões de Antônio Conselheiro, o líder de Canudos morto em 1897, quando o arraial de Belo Monte foi arrasado pelas tropas do governo, mostra que ele era um sertanejo letrado e bom conhecedor da doutrina da Igreja Católica no século 19. O pesquisador Pedro Lima Vasconcellos, que em 2004 defendeu na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo a tese de doutorado Terra das Promessas, Jerusalém Maldita, sobre a conotação religiosa da guerra no sertão da Bahia, chega a essa conclusão em seu trabalho de livre-docência, apresentado em junho também na PUC-SP, onde é professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião...

Jardins e pomares (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Jardins e pomares

Pra ter saudade
tenho flor do campo
pra lembrar o beijo
mordo a goiaba
pra não ter solidão
procuro araçá
pego a planta inteira
de um a um mastigar
pra não ter medo
carrego trevo comigo
pra não ter fome
moro num pomar
pra abandono passar
cheiro eucalipto
o seu cheiro bom
é mais que um grito
pra me perfumar
me banho alfazema
se quiser presentear
tenho a açucena
pra chamar a lágrima
caminho no jardim
colho uma flor
que não é pra mim
vai no vento a pétala
uma paixão sem fim.


Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com

Antiga fotografia de uma volante formada por garotos de 15 a 16 Anos

Por: Guilherme Machado
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Em Nazaré do Pico, para combater Lampião em 1923. Será Polícia ou cangaceiros! Arquivo do Major Optato Gueiros.

 


Virgulino "Defendeu" povoado de Nazaré/PE.
Por Angelo Osmiro Barreto - Pesquisador/Cangaço e Presidente da SBEC

Nazaré do Pico é um pequeno povoado encravado no sertão de Pernambuco. Do pequeno lugarejo localizado nas proximidades de Serra Talhada, mas pertencente ao município de Floresta, saíram os mais ferrenhos perseguidores de Lampião, dentre eles: Odilon Flor, Euclides Flor, Gomes Jurubeba, João Gomes Jurubeba, Davi Jurubeba, Enoque Menezes, João Gomes de Lira; e talvez o mais famoso deles, Manoel Neto que chegaria ao posto de coronel da policia pernambucana.

A intriga entre os Ferreiras e os Nazarenos, surgiu no começo da vida errante de Virgulino Ferreira, o futuro Lampião, só tendo final com sua morte, apesar de não ser nem um Nazareno o autor da proeza.

Mas Virgulino Ferreira, defendeu Nazaré, isto ocorreu nos idos de l9l9, era dia de feira no pequeno arruado, o lugarejo estava movimentado com a venda de carne de bode, frutas, artefatos de couro e outras coisas típicas das feiras nordestinas.

Sem ninguém esperar o povoado foi invadido por cangaceiros, comandados por Cindário das Piranhas, todos armados, com seus longos punhais ameaçando os feirantes e a população do lugar. Os lideres do povoado tomaram para si, como não poderia deixar de ser a incumbência de defender o lugar, reuniram-se numa casa ainda em construção para tomar as deliberações para a defesa.

Os cangaceiros notando o movimento estranho naquela casa se dirigiram pra lá, encontrando os Nazarenos, Euclides e Manuel Flor, Cícero Freire e Enoque Menezes, os ânimos se exaltaram, cangaceiros e defensores do lugar, apontam as armas uns aos outros, a tensão é grande, Gomes Jurubeba quebra o silêncio, e pergunta quem é o chefe do grupo, Cindário responde de ponto, Gomes pede que se retirem de Nazaré, argumenta que o povoado era novo, não era lugar para cangaceiro.

Cindário diz pra Jurubeba se calar, se não morreria naquele instante, Gomes Jurubeba responde que poderia até morrer, mas um levaria com ele.

Virgolino estava na feira e percebendo a cena de longe, chegando sorrateiramente para ter certeza do que estava acontecendo, grita: “êta é cangaceiro”, e corre para o local, quando chega é impedido de entrar na casa, ficando bufando de ódio, mas gritando para os Nazarenos não terem medo que ele estava lá fora para o que der e vier.

Cindário, cangaceiro experiente e astuto, vendo que a resistência estava se formando, e que o povo daquele lugar, não era de brincadeira, tratou de reunir seu pessoal e bateu em retirada, mas jurando voltar a Nazaré para ajustar as contas.

Virgolino Ferreira, naquele dia ficou ao lado dos Nazarenos, valentes guerreiros que em pouco tempo iriam lhe impor uma perseguição que duraria anos, até sua morte na fazenda Angico.

Extraído do blog: Portal do Cangaço de Serrinha - BA,
do amigo Guilherme Machado.

A LÂMPADA DO CORPO (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

A LÂMPADA DO CORPO
Diz a Bíblia que o olho é a lâmpada do corpo. E prossegue afirmando que se o olho for simples, a pessoa ficará cheia de luz. Um olho sem as grandes virtudes tornará sombrio e até enegrecido o espírito. Tudo conforme escrito no Evangelho de Mateus, 6, 22-23:
“O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!”.
Não se imagine, contudo, que a lição bíblica cuida de problemas oculares, tais como dificuldade de enxergar de longe (miopia), dificuldade de enxergar de perto (hipermetropia), enxergar desfocando ou embaçando a imagem (astigmatismo) e deficiência da visão ou cegueira para algumas cores, principalmente para o vermelho e para o verde (daltonismo). A lição bíblica possui um sentido totalmente diferente.
O que a lição deixa induvidoso é que o olho do homem é aquilo que ele quer enxergar, e se o seu olhar transforma aquilo que vê, logicamente que essa visão transformada refletirá em si mesmo. Por exemplo, olhar indiferentemente para os problemas do mundo é também ser indiferente consigo mesmo.
Ora, o mesmo olhar que se põe além da janela e passa a admirar cheio de contentamento e felicidade as obras da criação, pode ser o mesmo olhar que logo na primeira visão acha que tudo é feio e imprestável. Do mesmo modo, o conforto espiritual que é obtido por aquele que verdadeiramente se encanta com a natureza jamais será o mesmo para o que vê destruição em tudo.
O olho vê tudo, mas como ele quer enxergar é que muda tudo. O olho real se espanta e se admira, se enche de felicidade e de tristeza, chora de felicidade ou de dor, mas aquele olhar que já se abre predisposto a encontrar o que deseja jamais mudará seu brilho segundo o sentimento manifestado. A paisagem já nasce negativamente estática.
Quais seriam as conseqüências para o olhar e para o espírito do olho que se abre, por exemplo, para apreciar e valorizar a beleza de um jardim primaveril, para imaginar quantos mistérios fecundos existe no horizonte e além, para se encantar com as cores do amanhecer e do entardecer, se enternecer com a chuva que cai, brilhar com o amigo que é avistado?
Situações assim, quando o olho se engrandece e maravilhado agradece ao que encontra, refletem imediatamente no espírito. E é por isso mesmo que se diz que uma alma confortada e um espírito feliz não nascem dentro do próprio ser, e sim daquilo que ele externamente procura construir. A paz exterior se transforma em placidez e serenidade interiores, como consequencia lógica de uma vida que busca enxergar o bem.
Contudo, verdade é que pessoas existem que não admitem abrir a janela da felicidade. Ainda de olhos fechados, o espírito enegrecido já sabe o que quer e como quer enxergar. Daí que o olhar já se abre maldoso, ciumento, invejoso, arrogante, malicioso, cheio de pecaminosidade. Como já está predisposto a enxergar tudo pelo lado ruim das coisas, então basta negativar ainda mais cada situação da vida.
Um olho doentio não vê luz nem cor, não sente o brilho nem distingue as formas, simplesmente molda o cenário segundo o seu objetivo de denegrir a imagem. Tudo é feio por si mesmo, tudo é empobrecido demais, nada vale a pena ser admirado nem reconhecido pelo seu valor. Daí ser verdadeira a assertiva que muitos não precisam de armas para destruir o mundo se o olhar morticida já sai espalhando suas vítimas por onde passa.
E qual o reflexo para o espírito um olhar assim, um olho desumano e destruidor? Ora, se o semeado será colhido, se o doado será recebido e se a semente do amor frutifica a paz, logo também se conclui que os ventos semeados não chegam como tempestades ao acaso. Não há como um espírito se engrandecer de bondade se o seu dono só enxerga e dissemina maldade. Somente sombras e trevas irradiarão, interna e externamente.
Sorte daqueles que podem abrir suas janelas e encontrar motivos de engrandecimento na vida. A luz que o olhar transmite ao corpo e a alma é como filtro que purifica a existência e afasta de vez a cegueira da irracionalidade.

Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com

domingo, 18 de dezembro de 2011

Arquivo da tag: Alto do Moura - O CANGACEIRO LAMPIÃO, SEGUNDO MESTRE VITALINO

By Rostand Medeiros
Photo

A peça aqui apresentada foi realizada pelo grande mestre ceramista Vitalino Pereira dos Santos (1909 – 1963), mais conhecido popularmente como Mestre Vitalino.
Foto obtida a partir do exemplar do jornal "A Gazeta", edição de sábado, 6 de janeiro de 1962, São Paulo-SP - Fonte - Coleção do autor
Filho de humildes lavradores, Vitalino passou a desenvolver a partir dos 6 anos de idade a modelagem de bonecos de barro de pequenos animais para servirem como seus brinquedos. Utilizava como matéria prima as sobras do barro usado por sua mãe na produção de utensílios domésticos como panelas, recipientes e pratos, que eram vendidos na feira de Caruaru.
Com o tempo passou a representar o meio em que vivia, o modo de vida do nordestino que vivia no interior de  Pernambuco e as suas manifestações folclóricas. Este tipo de retratação é conhecida como arte figurativa.
Outra figura comprovadamente de Mestre Vitalino, mostrando Lampião - Fonte - http://www.ceramicanorio.com/

Certamente o jovem Vitalino ouviu muitas histórias de acontecimentos relativos a passagens dos bandos pela sua região, principalmente as ligadas a figura de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.
Não sei se vivendo próximo a Caruaru, ouve alguma oportunidade de Vitalino ficar  frente a frente de algum grupo cangaceiro, ou se teve oportunidade de conhecer o “Rei do Cangaço”.  Mas como Lampião adorava ser fotografado, certamente Vitalino teve oportunidade de visualizar a sinistra figura e criar um boneco deste cangaceiro através de sua peculiar arte, como o apresentado aqui nesta foto.
Mestre Vitalino - Fonte - http://www.nordesteweb.com/
Não sei maiores detalhes da peça apresentada na primeira foto do artigo, nem onde a mesma se encontra, mas percebo que ela é bem distinta de outras peças do Mestre Vitalino que retratam o cangaceiro Lampião.
Mas Vitalino não era apenas ceramista, na década de 1920, a banda Zabumba Vitalino, da qual é o tocador de pífano principal.
Depois muda-se para o povoado Alto do Moura, para ficar mais próximo ao centro de Caruaru. Ele mesmo ensinava as técnicas aos seus amigos “bonequeiros”, como se auto denominavam. Mostrava como escolher o barro, socar, peneirar, secar , queimar no fogo à lenha e a como modelar.
Vitalino fotografado pelo francês Pierre Verger - Fonte - http://www.hak.com.br/
Oferecendo seu trabalho na feira de Caruaru, sua atividade como ceramista permanece desconhecida do grande público até 1947, quando o desenhista e educador Augusto Rodrigues (1913 – 1993) organiza no Rio de Janeiro a 1ª Exposição de Cerâmica Pernambucana, com diversas obras suas. Segue-se uma série de eventos que contribuem para torná-lo conhecido nacionalmente e são publicadas diversas reportagens sobre o artista, como a editada pelo Jornal de Letras em 1953, com textos de José Condé, e na Revista Esso, em 1959.
Em 1955, integra a exposição Arte Primitiva e Moderna Brasileiras, em Neuchatel, Suíça. O Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais e a Prefeitura de Caruaru editam o livroVitalino, com texto do antropólogo René Ribeiro e fotografias de Marcel Gautherot (1910-1996) e Cecil Ayres. Nessa época, conhece Abelardo Rodrigues, arquiteto e colecionador, que forma um significativo acervo de peças do artista, mais tarde doadas para o Museu de Arte Popular, atual Museu do Barro de Caruaru.
Mestre Vitalino, em 1960, realiza viagem ao Rio de Janeiro e participa da Noite de Caruaru, organizada por intelectuais como os irmãos João Condé e José Condé, ocasião em que suas peças são leiloadas em benefício da construção do Museu de Arte Popular de Caruaru. Participa de programas de televisão e exibições musicais, comparece a eventos e recebe diversas homenagens, como Medalha Sílvio Romero. Nessa ocasião, a Rádio MEC realiza a gravação de seis músicas da banda de Vitalino, lançadas em disco pela Companhia de Defesa do Folclore Brasileiro na década de 1970. Em 1961, atendendo a pedido da Prefeitura de Caruaru, doa cerca de 250 peças ao Museu de Arte Popular, inaugurado nesse ano.
Lampião de Mestre Vitalino, exposta no Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro - Fonte - http://www.hak.com.br/
Sua obra principal compreende mais de cem peças de diversos tamanhos feitas de massapé, extraído do rio Ipojuca, que se encontram nos principais museus do país. Destacam-se Casa de Farinha, Zabumba, Lampião e Vaquejada. Assina, a partir de 1949, peças marcadas com o carimbo VPS.
Em 1971, é inaugurada no Alto do Moura, no local onde o artista residiu, a Casa Museu Mestre Vitalino. No espaço, administrado pela família, estão expostas suas principais obras, além de objetos de uso pessoal, ferramentas de trabalho e o rústico forno a lenha em que fazia suas queimas.
Algumas  de suas  peças  estão expostas no Museu de Arte Popular de Caruaru, Casa Museu Mestre Vitalino, no Alto do Moura, na casa  onde  viveu, no acervo do Museu  do Homem  do  Nordeste  da  Fundação  Joaquim  Nabuco, em Recife  e  até no  Museu do Louvre,  em Paris.
Outra de Lampião a cavalo, exposta nos Museus Castro Maya, Rio de Janeiro - Fonte - http://www.itaucultural.org.br/

Após  sua  morte,  em  20  de  Janeiro  de 1963, suas peças continuaram sendo produzidas pelos filhos, netos e outros ceramistas da  região.  
FONTE DE PARTE DO TEXTO AQUI APRESENTADO - http://www.itaucultural.org.br

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Extraído do blog: Tok de História do historiógrafo Rostand Medeiros

Comentário

do escritor e pesquisador do cangaço

 

João de Sousa Lima, sobre o artigo do pesquisador e colecionador do cangaço Ângelo Osmiro Barreto.


Clique no Link para ler o artigo:


Meu caro amigo Ângelo,

Sem que eu tivesse lido essas mentiras já fiz um comentário, agora imagina lendo essas imbecilidades ditas por esse dublezinho de escritor!!!!
Parabéns pelo texto e por tomar uma titude diante de uma análise tão mentirosa e de estudos infundados.

abraço
joão de sousa lima

Antiga fotografia da família Ferreira em Juazeiro do Norte - Ceará.

Por: Guilherme Machado
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Lampião e seus irmãos em 1920.


Antiga fotografia da família de Lampião, em Juazeiro do Norte, no Ceará, em 1920. Virgulino é o do centro usando Óculos. Os  que estão de pé, à esquerda é: Ezequiel, e o do meio é João Ferreira. O da extrema direita é Antonio Ferreira, e  as quatro moças são irmãs dos Ferreiras.

Extraído do blog: Portal do Cangaço de Serrinha - BA,
do amigo Guilherme Machado.

Baluartes da Nossa História - 12 de Junho de 2009

Por: Geraldo Maia do Nascimento

A história de Mossoró está fundamentada no trabalho de seis grandes pesquisadores que são: Francisco Fausto de Souza, Luís da Câmara Cascudo, Vingt-un Rosado Maia, Raimundo Nonato da Silva, Lauro da Escóssia e Raimundo Soares de Brito. Não se pode escrever nada sobre a história de Mossoró sem citar um ou mais dos estudiosos acima. Cada um com seu estilo próprio, cada um com suas interpretações dos fatos, interpretações essas que são sempre apoiadas por vasta documentação, cada um com suas verdades. E nós, que ousamos recontar a cada semana um pouco da nossa história, resolvemos dedicar esse primeiro estudo de 2003 a esses mestres, verdadeiros baluartes da história de Mossoró: 
Francisco Fausto de Souza – nasceu em Mossoró/RN no dia 19 de maio de 1861. Foi Intendente de Areia Branca de 1911 a 1928 (6 legislatura consecutivas). Presidente da Intendência de 1914 a 1928 e Prefeito Constitucional de 1929 a 8 de outubro de 1930. Era funcionário público e industrial. Maçom e abolicionista, tendo participado da memorável campanha de 1883. Foi Deputado Estadual por várias vezes. Ninguém conhecia mais a história de Mossoró do que ele. Foi memorialista, genealogista e pesquisador. Faleceu na cidade de Areia Branca no dia 14 de janeiro de 1931. 
Luís da Câmara Cascudo – nasceu em Natal/RN a 30 de dezembro de 1898. Estudou humanidades no Ateneu norte-rio-grandense, cursando posteriormente Medicina na Bahia e no Rio de Janeiro até o 4º ano quando desistiu da carreira, ingressando na Faculdade de Direito do Recife, onde formou-se em 1928. Publicou mais de 140 livros no Brasil e exterior, sendo o nosso expoente cultural de maior expressão. Era historiador, etnógrafo, folclorista, antropologista, sociólogo, ensaísta, jornalista, memorialista, cronista e romancista de costumes. Faleceu em Natal no dia 30 de julho de 1986. 
Vingt-un Rosado Maia – nasceu em Mossoró/RN a 25 de setembro de 1920. Engenheiro Agrônomo, fundador da ESAM – Escola Superior de Agronomia de Mossoró e membro de várias sociedades culturais e científicas do país. Foi um grande estudioso da história de Mossoró. Seus estudos vão da Zootecnia, Botânica, Paleontologia, Estatística, Geografia, Malacologia, Geologia, Arqueologia até a história. É a maior expressão cultural de Mossoró. Falecei a caminho de Natal em 21 de dezembro de 2005.
Raimundo Nonato da Silva – nasceu em Martins/RN no dia 18 de agosto de 1907. Formado em Direito pela Faculdade de Alagoas, ingressou no Ministério Público, sendo nomeado Juiz de Direito da Comarca de Apodi, em cuja função se aposentou. Foi professor, magistrado, jornalista, cronista, historiador, escritor e poeta. Faleceu no Rio de Janeiro em 22 de agosto de 1993. 
  
Lauro da Escóssia – nasceu em Mossoró/RN em 14 de março de 1905. Iniciou-se no jornalismo por volta de 1922, neste centenário jornal “O Mossoroense”, do qual mais tarde seria seu Diretor. Foi memorialista, genealogista e historiador. Faleceu em 19 de julho de 1988. 
Raimundo Soares de Brito – nasceu em Caraúbas/RN em 23 de abril de 1920. Foi comerciário, comerciante, agente municipal de estatística, agente postal telegráfico e gerente telegráfico, função na qual se aposentou por tempo de serviço. Desde então vem se dedicando ao estudo da histórica do oeste potiguar. Raibrito, como é chamado pelos que desfrutam da sua amizade, já chegando aos 83 anos de idade, continua com a disposição de quem está iniciando, quando o assunto é pesquisa. É um incansável trabalhador da cultura e guardião do maior acervo sobre a história do oeste potiguar. 
Sobre estes seis historiadores se apoia a cultura de Mossoró. Francisco Fausto, Câmara Cascudo, Raimundo Nonato, Lauro da Escóssia e Vingt-un Rosado já não estão entre nós; vivem através de suas obras. Raimundo Brito continua, graças a Deus, no divino ofício de publicar livros, com o único objetivo de deixar para as gerações futuras inesgotáveis e preciosas fontes de pesquisas. E nesse momento, em que o historiador Raibrito se encontra enfermo, só nos resta pedir a Deus que sua recuperação seja breve, para que possamos desfrutar ainda por muito tempo, da companhia deste verdadeiro guardião da cultura de Mossoró.

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Autor:
Geraldo Maia do Nascimento

COMO ERA DESCONFORTÁVEL ESTUDAR NO PASSADO

By: Rostand Medeiros
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Aqui vemos uma típica cadeira, ou carteira escolar do Brasil na década de 20 do século passado, mostrando quando era desconfortável estudar naquele tempo.
Em compensação a educação era levada a sério, a profissão de professor era paga com um salário digno, haviam pessoas que trabalhavam satisfeitas, a classe política parecia ter um maior engajamento a favor da educação.
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Extraído do blog: Tok de História - do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

Severos castigos aplicados por Lampião e seu Grupo

Por: Guilherme Machado
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Severos castigos aplicados por Lampião e seu Grupo, a traidores e a macacos de volantes. Castração e ferraduras e até mesmo a decaptação da lingua, do traidor linguarudo!



O cidadão que aparece mostrando suas partes íntimas é Pedro José dos Santos (Pedro Batatinha), de 22 anos, que foi capado por dois cangaceiros de Lampião, os irmãos: Fortaleza e Cajueiro no Estado de  Sergipe. 

  Ainda não temos a data e o motivo para tão duro castigo,  neste pobre miserável. A pesquisa não para por aqui.
 
Extraído do blog: Portal do Cangaço de Serrinha - BA,
do amigo Guilherme Machado.

JOÃO CAFÉ, O ADVOGADO CHEGOU A PRESIDENTE DO BRASIL

By Rostand Medeiros
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Nesta propaganda de junho de 1921, vemos o advogado João Café Filho apresentando seus serviços profissionais nas páginas do jornal “A Republica”.
Advogado dos sindicatos

Em entrevistas com pessoas mais idosas, descobri que em Natal ele era conhecido socialmente como “João Café”.
Foi o único presidente brasileiro oriundo do Rio Grande do Norte, teve durante a sua vida política uma aproximação muito forte com o operariado, como podemos ver na sua carteira de clientes, que ele fazia questão de anunciar.
Além do fato dele ter sido o primeiro potiguar a chegar ao cargo máximo do executivo federal, acho que no nosso estado a trajetória de vida de Café Filho é lembrada por basicamente dois fatos; por ele ter sido um péssimo goleiro do Alecrim Futebol Clube. E o segundo é o porquê dele não ter conseguido chegar ao cargo de governador do Rio Grande do Norte e de como as forças políticas conservadoras agiram para impedir que ele alcançasse  este cargo na década de 1930.
Interessante existir uma terra que lembra de um dos seus maiores expoentes políticos através de uma falta de categoria futebolística e de uma derrota política.
João Café Filho nasceu em Natal (RN) no dia 3 de fevereiro de 1899, filho de João Fernandes Campos Café e de Florência Amélia Campos Café. Mudou-se para Recife em 1917, passando a trabalhar como comerciário para custear os estudos na Academia de Ciências Jurídicas e Comerciais. Retornou a Natal sem concluir seus estudos superiores mas, mesmo assim, baseado na sua experiência prática junto aos tribunais, prestou concurso para advogado do Tribunal de Justiça, obtendo êxito.
Capa da revista norte-americana Time - Fonte -
http://terceiroband.blogspot.com/
A atividade regular de Café Filho no campo do jornalismo começou em 1921, quando fundou oJornal do Norte, impresso nas oficinas de A Opinião, órgão oposicionista. Disputou, sem êxito, uma cadeira de vereador em Natal no ano de 1923. Mudou-se para Recife em 1925, tornando-se diretor do jornal A Noite, onde passou a escrever reportagens e propaganda política. Viajou para a Bahia e, durante o ano de 1927, viveu nas cidades de Campo Formoso e ltabuna.
Mudou-se para o Rio de Janeiro no início de 1929, tornando-se redator do jornal A Manhã. Durante a Revolução de 1930 Café Filho transferiu-se para o Rio Grande do Norte, onde foi nomeado chefe de polícia. Fundou em abril de 1933 o Partido Social Nacionalista (PSN) do Rio Grande do Norte, organizado para concorrer às eleições de maio seguinte para a Assembléia Nacional Constituinte. Afastado da chefia de polícia, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como inspetor no Ministério do Trabalho até julho de 1934.
Com o fim dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte e a fixação da data de 14 de outubro para a realização de eleições para a Câmara Federal e as assembléias constituintes estaduais, Café retornou ao Rio Grande do Norte e foi eleito deputado federal para a legislatura iniciada em 3 de maio de 1935.
Com o desgaste do Estado Novo, Getúlio Vargas adotou no início desse ano uma estratégia reformista que visava garantir para o próprio governo o controle da transição em curso na política nacional. Decidido a concorrer ao parlamento em dezembro, Café Filho viajou para o Rio Grande do Norte a fim de reagrupar seus antigos correligionários em uma nova agremiação. Suspeito de realizar manobras continuístas, Vargas foi deposto por um golpe militar em 29 de outubro de 1945. José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu temporariamente a chefia do governo e as eleições de 2 de dezembro foram mantidas, resultando na vitória de Dutra. O Partido Republicano Progressista (PRP) teve um desempenho muito fraco, elegendo apenas Café Filho e Romeu dos Santos Vergal para a Assembléia Nacional Constituinte, que se reuniria a partir de 5 de fevereiro de 1946.
Quando Vargas foi reeleito em outubro de 1950, Café Filho obteve a vice-presidência. Além disso, também foi reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte. Em 22 de agosto de 1954 um grupo de oficiais da Aeronáutica liderados pelo brigadeiro Eduardo Gomes, lançou um manifesto, assinado também por oficiais do Exército, exigindo a renúncia do presidente que, mesmo assim, manteve sua posição de permanecer no cargo. No dia seguinte Café Filho discursou no Senado comunicando a negativa de Vargas em aceitar a renúncia conjunta, e seu pronunciamento foi considerado um rompimento público com o presidente.
A situação se agravou com a divulgação, no dia 23, de um manifesto assinado por 27 generais exigindo a renúncia de Vargas. Na madrugada seguinte, Café deixou clara sua disposição de assumir a presidência, ao mesmo tempo que Vargas comunicava a seu ministério a decisão de licenciar-se. Procurado por jornalistas e líderes políticos, Café mostrou-se disposto a organizar um governo de coalizão nacional caso o presidente se afastasse em caráter definitivo. Nas primeiras horas do dia 24, depois de receber um ultimato dos militares para que renunciasse, Vargas suicidou-se. A grande mobilização popular então ocorrida desarmou a ofensiva golpista e inviabilizou a intervenção militar direta no governo, garantindo a posse de Café Filho no mesmo dia.
Procurando diminuir o impacto produzido pela divulgação da Carta Testamento de Vargas, Café Filho emitiu logo sua primeira nota oficial, afirmando seu compromisso com a proteção dos humildes, “preocupação máxima do presidente Getúlio Vargas”.
No início de 1955 recebeu do ministro da Marinha um documento sigiloso assinado pelos ministros militares e por destacados oficiais das três armas, defendendo que a sucessão presidencial fosse tratada “em um nível de colaboração interpartidária” que resultasse em um candidato único, civil e apoiado pelas forças armadas. Tratava-se, indiretamente, de uma crítica à candidatura de Juscelino Kubitschek. O presidente apoiou o teor do documento e, diante dos comentários da imprensa sobre sua existência, obteve a aprovação dos signatários para divulgá-lo na íntegra pelo programa veiculado em cadeia radiofônica nacional A Voz do Brasil. Apesar dessa demonstração da oposição militar à sua candidatura, Kubitschek prosseguiu em campanha e seu nome foi homologado pela convenção nacional do Partido Social Democrático (PSD) em 10 de fevereiro.
Juscelino Kubitschek foi eleito e, com a divulgação dos resultados oficiais do pleito, a União Democrática Nacional (UDN) deflagrou uma campanha contra a posse dos candidatos eleitos, voltando a sustentar a tese da necessidade de maioria absoluta. Os setores mais extremados do partido, liderados por Carlos Lacerda, intensificaram sua pregação favorável à deflagração de um golpe militar. Entretanto, Café Filho e o general Lott reafirmaram seu compromisso com a legalidade.
Na manhã do dia 3 de novembro de 1955, Café Filho foi internado no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, acometido de um distúrbio cardiovascular que forçou seu afastamento das atividades políticas. No decorrer do dia 11 o Congresso Nacional, reunido em sessão extraordinária, aprovou o impedimento de Carlos Luz para assumir o cargo, empossando Nereu Ramos, vice-presidente do Senado em exercício, na presidência da República.
No dia 13, Nereu Ramos visitou Café Filho no hospital, afirmando que permaneceria no governo apenas até sua recuperação. Entretanto, Lott e outros generais decidiram vetar o retorno do presidente por considerá-lo suspeito de envolvimento na conspiração contra a posse dos candidatos eleitos. Mesmo assim, no dia 21 Café Filho enviou a Nereu Ramos e aos presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF) uma declaração de que pretendia reassumir imediatamente seu cargo, o que provocou nova movimentação de tropas fiéis a Lott em direção ao Palácio do Catete e a outros pontos da capital. Café Filho dirigiu-se então à sua residência, também cercada por forte aparato militar, que incluía grande número de veículos blindados.
Na madrugada de 22 de novembro, o Congresso aprovou o impedimento de Café, confirmando Nereu Ramos como presidente até a posse de Juscelino em janeiro seguinte. Em 14 de dezembro essa decisão foi confirmada pelo STF, que recusou o mandado de segurança impetrado por Prado Kelly em favor da posse de Café.
Afastado da presidência, trabalhou entre 1957 e 1959 em uma empresa imobiliária no Rio de Janeiro. Em 1961, foi nomeado pelo governador Carlos Lacerda ministro do Tribunal de Contas do Estado da Guanabara, onde permaneceu até aposentar-se em 1969.
Casou-se com Jandira Fernandes de Oliveira Café, com quem teve um filho. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 20 de fevereiro de 1970.
Parte do material aqui utilizado teve como fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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Extraído do blog:
Tok de História do historiógrafo Rostand Medeiros