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sábado, 30 de maio de 2015

UM MOSSOROENSE DE LENTES NÍTIDAS

José Rodrigues do Foto Rodrigues

Atenção senhores da cultura e da intelectualidade! Soube que o fotógrafo José Rodrigues está passando por sérios problemas de doença e precisando URGENTE de uma cirurgia (não sei ao certo de que).

A informação me foi repassada pelo presidente da Academia Mossoroense de Letras, Elder Heronildes, mas superficialmente, então, caso alguém possa ajudá-lo, vamos nos inteirar e ver o que podemos fazer, antes que seja tarde.

ADENDO: http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Grande Caio César Muniz, o José Rodrigues (Dedé do Foto Rodrigues) já foi cirurgiado, mas eu não o vi neste final de semana, passei em sua residência, ele estava dormindo, e não entrei em detalhes com sua esposa Tonheira como ocorreu a sua cirurgia.

Roberto Carlos e José Rodrigues (Dedé do Foto Rodrigues)

Dedé do foto Rodrigues é o profissional mais antigo nesta área em Mossoró, e  é muito conhecido na cidade, devido os seus belos trabalhos que tem feito por este Rio Grande do Norte, inclusive fotografou pessoas importantes de todos os Estados.

José Rodrigues (Dedé do Foto Rodrigues) frei Damião e Câmara Cascudo

Mas de precisar de ajuda de quem tem e pode fazer, com certeza ele está precisando, e muito agradecerá aos que colaborarem em prol da sua saúde. Até uma visita é muito importante para quem se encontra enfermo. Reanima, dar força para vencer a doença...

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CANGACEIROS CARIRI

Por Manoel Severo

Não obstante o fenômeno do cangaço tenha abrangido sete dos nove estados do nordeste, foi o interior pernambucano que deu origem aos mais destacados personagens desta epopeia brasileira; Sebastião Pereira e Virgulino Ferreira. Na verdade, ambos nasceram na chamada microrregião do Vale do Pajeú, mais precisamente na cidade de Vila Bela, que a partir de 1942, passou a se chamar Serra Talhada por proposta do interventor de Pernambuco na época, Agamenon Magalhães, filho ilustre do lugar. O Vale do Pajeú é composto por dezessete municípios, tem clima semi-árido na grande maioria de seu território, com exceção da região do chamado “brejo de altitute” onde se localiza a bela Triunfo. Seria ali no Vale do Pajeú, com seus municípios e vilarejos, entre os quais: Afogados da Ingazeiras, São José do Egito, Solidão, Santa Cruz da Baixa Verde, Flores, onde se desenrolariam os primeiros atos da sinfonia cangaceira de Lampião.

Os maiores destaques do Vale do Pajeú, sem dúvidas eram os municípios de Triunfo e Vila Bela. Triunfo, uma bela cidade serrana onde se localiza o ponto mais alto do estado de Pernambuco (1.004 metros), região brejeira, possuía uma economia baseada na agro manufatura de rapadura e no minifúndio, dessa forma possuía uma vida um tanto mais urbanizada e de comércio mais organizado e desenvolvido que Vila Bela, sua elite política e intelectual composta de comerciantes, médicos e juristas se distinguiam da de Vila Bela formada basicamente pelos coronéis do gado; a aristocracia rural; que com o desenvolvimento da pecuária bovina e caprina juntamente com a agricultura eram a base da economia vilabelense. Ali estariam o berço dos irmãos Ferreira, Antônio, Livino e Virgulino, ligados ao clã dos Pereira, que ao lado dos Carvalho, disputavam o poder político local.

Muito se tem estudado sobre o real caráter do cangaço: suas origens, implicações, correlações, enfim. Historiadores, sociólogos, antropólogos, médicos, acadêmicos como um todo; escritores, curiosos, enfim têm se dedicado ao longo dos últimos anos ao estimulante e desafiador estudo sobre o que realmente representou tão emblemático fenômeno nordestino. É natural que as causas principais de tão comentado fenômeno estejam ligadas às condições sociais a que os sertanejos nordestinos do início de século estavam submetidos. As desigualdades sociais inerentes a uma política desastrosa de ocupação da terra; nascida com certeza, desde a colonização e as famosas sesmarias; que privilegia os grandes latifúndios; as constantes épocas de estiagem e pobreza, a ausência de um poder central forte e atuante diante das mais elementares demandas da pobre gente do sertão, concentrando de forma exacerbada o poder dos famosos coronéis de barranco, sujeitos à expropriação e à exploração, às injustiças, à violência, enfim; entretanto, esse seria apenas o pano de fundo de um fenômeno que não se encerra nos pontos acima citados.

Seriam os cangaceiros vingadores dos oprimidos? Seriam os cangaceiros elementos que estavam a serviço da justiça social e de uma melhor distribuição de terra? Seria o cangaço um movimento armado que nasceu para combater o poder dos coronéis, ou seriam apenas indivíduos de natureza condenável que diante de circunstancias desfavoráveis passaram a fazer parte do mundo do crime?

Podemos nos deter sobre vários correntes de estudo. Uma delas tem como referência o trabalho do renomado historiador britânico; nascido no Egito; Eric Hobsbawm, em seus livros Primitive Rebels, de 1959, e Bandits de 1969. Principalmente neste último, com a tese do Banditismo Social, que é enfocado como uma forma de resistência camponesa, sendo um fenômeno universal, uma vez que segundo Hobsbawm, os camponeses teriam todos eles um modo de vida muito parecido, pela forma como se davam suas relações de trabalho e sociais, deste modo se traçariam as similaridades com os sertanejos do nordeste brasileiro; notadamente de formação populacional eminentemente rural. Ainda recorrendo a Hobsbawm definiríamos a delinquência rural em três tipos de bandidos: o nobre, tipo Robin Hood; os guerrilheiros primitivos; e o vingador. Temos ainda o antropólogo e estudioso holandês Anton Blok que em um artigo de 1972 critica em alguns pontos o modelo do banditismo social de Hobsbawm, quando enfatiza que as populações rurais na verdade foram muitas vezes vítimas dos bandidos, que atendiam na verdade aos interesses das elites dominantes, em detrimento dos mais humildes, elites essas sem as quais não se sustentariam.

Em tese o cangaço poderia até ser compreendido como um movimento criado para combater a dominação dos coronéis; o que vamos observar, no entanto, é que acabaria sendo estabelecida uma relação simbiótica entre as partes; teoricamente de interesses contrários; cangaceiros e coronéis tornaram-se parte de um mesmo corpo, corpo doente e nocivo, um dependendo do outro, e que muito mal acabou causando principalmente aos mais humildes deste lado do Brasil. É interessante pontuar que os cangaceiros não defendiam apenas e unicamente os interesses da elite dominadora, eles próprios tinham seus interesses e motivos; nobres ou não; e lutavam por eles. Já os coronéis absortos em sua sede permanente de poder, precisavam estar sempre atentos ás suas próprias disputas contra famílias e clãs concorrentes, aqui abrimos um parêntese para ilustrar o caso mais emblemático que era a disputa dos clãs Pereira e Carvalho, no Vale do Pajeú. Devido à fraqueza do Estado na época e à dificuldade que este tinha em chegar a regiões mais remotas do país, como o sertão nordestino, os conflitos, nessa região, eram resolvidos de acordo com a lei do mais forte, daí a aliança com os grupos cangaceiros ser vital para a manutenção de poder.

Dentro de meu humilde esforço de curioso sobre o tema; para contextualizar social e antropologicamente o fenômeno do cangaço, acho interessante observar algumas considerações desenvolvidas por outros estudiosos e pesquisadores com relação ao fenômeno, mas me permito deter-me para encerrar esse pequeno artigo, a Carlos Alberto Dória, quando provoca: “o cangaço perpetuou-se na cultura nacional como elemento de nossa mitologia heroica. E Lampião, símbolo de primeira grandeza neste quadro, continua a ser uma individualidade polêmica...”

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CENTENÁRIO DE HUMBERTO TEIXEIRA


2015: ano centenário do compositor Humberto Teixeira, o doutor do baião, parceiro de Luiz Gonzaga do Nascimento. Humberto Teixeira foi autor, entre outros, do clássico "Asa Branca", o hino do nordeste brasileiro.


Fonte: facebook
Página: José Gonçalves

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LAMPIÃO EM CARIRIAÇU

Por Marcos Borges
Caririaçu no Ceará

Fiquei feliz com esse convite e também esse desafio do Editor da Tribuna da Serra, o jovem Isac Silva, já que sou apenas um simples e leigo pesquisador do assunto Cangaço bem como da história e acontecimentos do Nordeste e seus personagens, quero aqui deixar exposto que estou sempre às ordens para contribuir com assuntos que venham a enriquecer o conhecimento daqueles que se interessam por nossa história. Sem mais delongas, vamos aos fatos.

Para entender melhor essa rápida passagem do bando de Lampião por Caririaçu, mais precisamente pela Serra do Góes, tem que retroceder um pouco na história para que até mesmo os mais leigos no assunto possam absolver com mais clareza e facilidade esse fato inusitado acontecido nesta terra de São Pedro.

Virgulino Ferreira da Silva terceiro filho do casal José Ferreira e Maria Lopes, pequenos proprietários na ribeira do Riacho São Domingos, antiga Vila Bela atual Serra Talhada, foi o maior bandido em atividade do nosso País e há quem diga da América Latina entre as décadas de vinte e trinta, basta apenas frisar que o mesmo tinha em seu encalço os contingentes Policias de sete Estados da Federação que não mediam esforço para agarra-lo vivo ou morto, no entanto ele resistia a tudo e a todos, em uma mistura de coragem que muitas vezes atingia as raias da loucura. Inteligência, frieza, fúria, desapego à vida e astucia de sobra.

Município de Caririaçu, região do cariri cearense

Durante toda sua vida na criminalidade tinha outro fator que o destacava dos outros, o rei vesgo do cangaço, o mesmo era vaidoso, foi tema de livros ainda em vida, foi filmado em seu habitat natural pelo Sírio-Libanês Benjamin Abrahão Botto. Teve seu apogeu no ano de 1926, quando teve sua “promoção a Capitão do Batalhão Patriota” para combater a Coluna Prestes; a coluna Prestes foi um movimento entre os anos de 1925 e 1927, encabeçados por líderes tenentistas. Pois bem, saindo da Meca Nordestina com o que havia de mais moderno em armas e munição, teve condições para duplicar o seu poder de fogo e aumentar com isso seu contingente de facínoras para mais de uma centena de asseclas a seu comando.

Lampião dificilmente realizava ataques no Ceará, especialmente no Cariri, pois, segundo o próprio cangaceiro, não tinha inimigos no estado e respeitava a região por ser a terra de Padre Cícero, de quem era devoto. Se por um lado não tinha inimigos cearenses, por outro sobravam "coiteiros", como eram designados aqueles que davam abrigo e proteção aos cangaceiros. O principal "coiteiro" de Lampião no Cariri era o Coronel Isaías Arruda, do Município de Missão Velha e Aurora. Influenciado por esse poderoso chefe político, Lampião parte de Aurora para seu mais ousado e fracassado plano: assaltar a Cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte, a segunda maior do Estado e uma das maiores do nordeste.

Parte do bando de Lampião que atacou Mossoró

Em 13 de junho de 1927, os cangaceiros invadiram Mossoró, mas foram recebidos a bala, e após cerca de quarenta minutos de intenso combate, bateram em retirada rumo a Limoeiro do Norte no Ceará. Fortalecida após a vitória, a Polícia potiguar, com apoio das Polícias da Paraíba e do Ceará, partiu no encalço do bando. Acuado, o bando rumou para o Cariri. Houve confrontos nas localidades de Riacho do Sangue (Jaguaretama), Cacimbas (Icó), Ribeiro e Ipueiras (os últimos em Aurora). 

O bando seguiu para a Serra do Góes (Caririaçu, no Ceará), nessa viagem às pressas o chefe maior do cangaço para na Fazenda Góes do Coronel Antônio Pinheiro Bezerra de Menezes. Basta imaginar que tal notícia deixou os moradores da pacata Vila de São Pedro em pavorosa. Pois bem, a Vila se preparou para receber a incomoda visita, com trincheiras nos becos e nas entradas de ruas, com fardos de algodão e sacos de areia, tendo à frente alguns valentes experientes em enfrentar cangaceiros, como João Gago, que já trocara tiros com o grupo de Lampião na Paraíba, Janjão de Ouro, homem de confiança de Maria Leal em são Matheus, atual Jucás, Antônio Delfino e Jose Neco, conhecido por Casa Velha. Tendo então o grande chefe de bando informações de que a vila o esperava desta forma, tira no rumo de Aurora evitando um confronto já que não lhe era vantajoso devido a tanta perseguição.

Após um período de alguns dias esperando a malta do mal e perdendo a paciência, seguem os chefes dos sitiados e mais alguns homens dispostos ao encontro do bando e se deslocam até a Serra do Góes tendo por parte do vaqueiro do coronel acima referido a alegre notícia de que o bando já tomara outro rumo e que a terra de São Pedro estava fora de perigo, com essa notícia volta à paz e a tranquilidade a reinar nessa terra abençoada por Deus e protegida por nosso padroeiro São Pedro.

Cangaceiro Jararaca, preso em Mossoró

Queria, no entanto, abri aqui um parágrafo para um assunto que descobri há algum tempo e que ainda não notei ninguém dar alguma atenção e valor ao fato que narrarei logo em seguida. Como um pesquisador vive da história e dos fatos nela encontrados e também como um assunto puxa outro, registro aqui nessas simples linhas um fato interessante e desconhecido. Nesse malsinado ataque a Mossoró o rei do cangaço perdeu dois de seus homens de maior e inteira confiança, Colchete ferido mortalmente no início da luta e Jararaca que foi ferido e capturado, depois de alguns dias foi enterrado vivo por ordem das autoridades locais. Chamava-se Jose Leite de Santana natural de Buíque Pernambuco, homem de inteira confiança de Lampião. Após o ingresso desse bandido de alta periculosidade ao bando de Lampião sua família passou a ser perseguida diariamente.

Chegou ao ponto de seu avô o velho Zuza como era mais conhecido ter sido ameaçado de ter seu cavanhaque arrancado pelo seu tio por nome de Francelino, não suportando mais tanta perseguição por parte da polícia junta a família e os poucos pertence que possuía em lombo de burros e se larga no oco do mundo indo para onde o destino lhe chamava. Quando o dia ia dando seus primeiros raios de Sol o tio de Jararaca já estava longe, chegando a terra do Padre Cicero, consegue uma audiência com o Santo do Nordeste e conta sua situação, é aconselhado a seguir com toda família para residir e trabalhar na Serra de São Pedro hoje Caririaçu, aqui ficando por muitos anos. Segundo alguns pesquisadores, quando os mais velhos foram morrendo os filhos e netos foram morar em Juazeiro onde ainda hoje possuem alguns remanescentes morando na ladeira do horto. A história é, antes de tudo, um divertimento: o historiador sempre escreveu por prazer e para dar prazer aos outros. Mas também é verdade que a história sempre desempenhou uma função ideológica, que foi variando ao longo dos tempos.

Marcos Borges
Caririaçu, Ceará

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NAS GARRAS DE LAMPIÃO

Por José Romero Araújo Cardoso

Raimundo Soares de Brito sintetiza e personifica um dos mais luminosos pontos da cultura potiguar, pois com esforço e obstinação vem contribuindo formidavelmente para o enriquecimento das letras e da preservação da memória em território potiguar.

A hemeroteca que estruturou é um dos mais importantes repositórios de informações sobre o Estado do rio grande do Norte, pois ávido colecionador de velhos jornais, velhos alfarrábios e tudo que tem letras e números, Rai Brito impressiona pelo amor ao saber e pelo desprendimento, pelo desinteresse em servir a quantos que o procura para pesquisas, consultas ou informações referentes a tudo que envolve o Rio Grande do Norte, mas sobretudo Mossoró e região oeste.

Escritor de raros dotes, Raimundo Soares de Brito escreveu importantes trabalhos enfocando da indústria e do comércio na região a tratado memorialístico fantástico que preserva figuras populares fascinantes com as quais conviveu. O livro por título "Eu, ego e os outros", publicado pela Editora Queima-Bucha, consiste no reconhecimento do grande intelectual potiguar à importância da maioria dos personagens simples e humildes da nossa terra. Se não fosse Raimundo Soares de Brito, pessoas como Mané Cachimbinho, Pata Choca, etc., tinham caído no esquecimento completo.

A geografia e a história mossoroenses foram enriquecidas com a publicação dos volumes do Dicionário de ruas e patronos, frutos da obstinação e da perspicácia de Raimundo Soares de Brito.

Talvez um dos mais marcantes trabalhos de Raimundo Soares de Brito seja "Nas garras de Lampião", publicado pela Coleção Mossoroense da Fundação Vingt-un Rosado. Esmiuçando o diário do "Coronel" Antônio Gurgel, prisioneiro do bando de Lampião em 1927, Rai Brito legou-nos interessantes notas históricas sobre espaço e tempo das agruras vividas pelo bravo sertanejo que viveu indesejado drama antes e após o frustrado ataque bandoleiro a Mossoró.

Amigo pessoal de Raimundo Soares de Brito, sempre contestei a "mania exagerada de perfeição" que acompanha imemorialmente o grande mestre. Exemplo disso encontra-se na relutância em publicar fabuloso trabalho memorialístico sobre o "Coronel" Quinca Saldanha, chefe político de Caraúbas (RN) que em um passado remoto, inexplicavelmente, atendeu aos apelos da Aliança Liberal e cerrou fileiras com o governo de João Pessoa no Estado da Paraíba, enviando, inclusive, jagunços para lutar ao lado das tropas legalistas em Tavares (PB), quando da guerra civil de Princesa em 1930.

Raimundo Soares de Brito

Raimundo Soares de Brito é referência quando o assunto envolve o âmbito cultural no Estado do Rio Grande do Norte, pois com dedicação ímpar tornou-se uma das maiores autoridades das letras na região, razão pela qual a universidade do Estado do Rio Grande do Norte não titubeou em conceder-lhe título de Doutor Honoris Causa.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-adjunto da UERN. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.


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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Capitão Virgulino Ferreira: LAMPIÂO


Eu não sei quanto tempo faz que recebi esta maravilhosa obra "Capitão Virgulino Ferreira: LAMPIÃO" do poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano Kydelmir Dantas. É um excelente trabalho escrito pelo pesquisador do cangaço Nertan Macêdo. 

 Autor: Nertan Macêdo
Editora: Edições o Cruzeiro
Estante: Brasil
Páginas: 233
Preço: a combinar

Para você conseguir o quanto antes possível entre em contato através do e-mail abaixo com o professor e pesquisador do cangaço Francisco Pereira Lima, lá de Cajazeiras, no Estado da Paraíba. Se ele tiver em sua livraria ele indicará com que você poderá adquiri-lo.

Email: franpelima@bol.com.br

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NOVO LIVRO DE SABINO BASSETTI LAMPIÃO - O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através do e-mail sabinobassetti@hotmail.com vocês poderão estar adquirindo o mais recente trabalho de José Sabino Bassetti intitulado "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro, como o próprio título já diz, trará em suas páginas alguns segredos e informações, sobre o cangaço e seu representante maior, até então desconhecidas da grande maioria dos simpatizantes e estudiosos do assunto.

Um trabalho que foi desenvolvido através de pesquisas sérias e comprometidas com a verdadeira história, baseado em depoimentos e declarações de testemunhas oculares dos acontecimentos.

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

Não perca tempo e adquira já o seu.
Texto: Geraldo Junior

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CORISCO A SOMBRA DE LAMPIÃO


UM INTELECTUAL DO CANGAÇO: atuante nas ciências humanas – Magistrado e Historiador

Os invasores europeus chegaram ao Brasil pela região Nordeste e esta, do ponto de vista da economia, já foi a mais rica do país, durante o ciclo da cana-de-açúcar. Mas Ela é muito mais do que uma simples Região geográfica. No tocante ao espaço e ao tempo, o Nordeste brasileiro tem destaque cultural e histórico. (1)

No Nordeste brasileiro aconteceu a manifestação de vários fenômenos sociais que compõe a matriz histórica e cultural, a exemplo do cangaço, coronelismo, messianismo, etc.. Movimentos, tais como o Regionalista, de 1926 e liderado por Gilberto Freyre; e, o Armorial, sendo o seu o protagonista Ariano Suassuna.

Nos estudos, memorialísticos ou acadêmicos, têm várias publicações, em forma de livros, que, atestam as ações de diversos atores sociais com inserção nos mais variados cenários da manifestação dos fenômenos do Sertão nordestino. Podem-se citar tanto brasileiros como brasilianistas, que, escreveram sobre o Nordeste, em obras seminais, tais como: Frederico Pernambucano de Mello, através de GUERREIROS DO SOL (cangaço); Victor Nunes Leal, através de CORONELISMO, ENXADA E VOTO (coronelismo); Ralph Della Cava, através de MILAGRE EM JOAZEIRO (messianismo); Moema Selma D’Andrea, através de A TRADIÇÃO RE(DES)COBERTA (Regionalismo de 26); Idelette Muzart Fonseca dos Santos, através de EM DEMANDA DA POÉTICA POPULAR (Movimento Armorial). Aqui foram citadas apenas algumas obras para ilustrar a importância cultural e histórica do Nordeste brasileiro.

No caso específico do cangaço, ultimamente vem sendo publicado muitos livros sobre o citado fenômeno, aliás, tem autor especialista no tema com obras afins, como é o caso de Frederico Pernambucano de Mello, Antônio Amaury Corrêa de Araújo, João de Souza Lima, Alcino Alves da Costa, além de muitos Outros.

Neste simples texto, quero destacar o magistrado e historiador potiguar: Sérgio Augusto de Souza Dantas, mais conhecido por Doutor Sérgio Dantas.

Sérgio Dantas deu uma contribuição importantíssima à historiografia e à memória do tema cangaço. Escreve fluentemente e utiliza uma metodologia rigorosa através de confrontos das fontes: bibliográfica, documental e oralidade, através de entrevistas e depoimentos de contemporâneos aos fatos acontecidos. Um de seus estilos do ato de escrever, manifesta-se numa variada adjetivação do sujeito e colocar as notas no final de cada capítulo. Aliás, notas ricas em detalhes, mas acredito que seria melhor para o leitor se fosse transformadas em notas de rodapé. Uma simples sugestão. 

O citado Autor já escreveu quatro livros, a saber: 1) LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE: A História da Grande Jornada, obra definitiva e seminal para se entender a tentativa de invasão, pelo bando lampiônico, a Mossoró-RN, em junho/1927 (2); 2) ANTÔNIO SILVINO: O Cangaço, O Homem, O Mito; 3) LAMPIÃO: Entre a Espada e a Lei; e, 4) CORISCO: A Sombra de Lampião. 

No tocante ao cangaceiro Corisco, já existiam duas obras publicadas: a de Paulo Gil Soares: VIDA, PAIXÃO E MORTES DE CORISCO: O Diabo Louro; e, a de Antônio Amaury Corrêa de Araújo: GENTE DE LAMPIÃO: Dadá e Corisco.

A última obra de Sérgio Dantas, CORISCO: A Sombra de Lampião, no momento começando a ler o 8º Capítulo, intitulado: NOVA OLINDA. A primeira impressão é que se trata da obra definitiva sobre Cristino Gomes da Silva Cleto, de alcunha Corisco, sem desmerecer as outras duas já citadas. Um autor que não se limita a escrever em escritório e sim, foram feitas várias pesquisas de campo e durante alguns anos. Utiliza livros, documentos e história oral com informações cruzadas e confrontadas. Continua a utilizar muita adjetivação. Não utiliza os falares sertanejos porque a língua falada no Brasil é o português e não existe a presença de dialetos, justifica o Autor. Também não utiliza a gradação dos fatos sobre a vida do cangaceiro Corisco e sim, uma sólida ordem cronológica.

Um excelente livro e recomendo a sua leitura.
Notas:
(1) ALBUQUERQUE JÚNIOR, Duval Muniz de. A INVENÇÃO DO NORDESTE E OUTRAS ARTES. 4ª Edição Revista. São Paulo-SP: Cortez, 2009.
(2) PAIVA, Melquíades Pinto. CANGAÇO: Uma Ampla Bibliografia Comentada. 1ª Edição. Fortaleza-CE: IMEPH, 2012.

Fonte: facebook
Página: Carlos Alberto Lampião, Cangaço e Nordeste

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MAIS UM QUE PARTICIPARÁ DO CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015


Fala companheiro Edvaldo Feitosa da linda Água Brancas das Alagoas...

"Caro Manoel Severo, bom dia!

Participar da edição Cariri Cangaço Piranhas 2015 e poder apresentar um livro de minha autoria é uma grande honra para mim. Muito obrigado pela oportunidade. Neste livro os vaqueiros da história irão encontrar um capítulo que retrata um pouco a história do Cangaço. Como é do conhecimento de todos, a cidade de Água branca foi rota do Cangaço." Meu caro Edvaldo, a honra na verdade é toda nossa !!! Até lá e seja bem vindo. 

Manoel Severo.
Saiba de tudo em: 


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FAMILIARES DE LAMPIÃO NO XI ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO

Expedita Ferreira filha de Lampião e Maria Bonita

FAMILIARES DE LAMPIÃO - Expedita Ferreira da Silva, filha do casal mais famoso do cangaço, Lampião e Maria Bonita, juntamente com seus filhos, Vera, Iza e Djair, estarão presentes no XI ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO, que acontecerá nos dias 03, 04, 05, 06 e 07 de junho de 2015, em Serra Talhada. 

Vera Ferreira filha de Expedita Ferreira

Vera Ferreira será uma das homenageadas com A COMENDA VIRGOLINO FERREIRA DA SILVA , “muito nos honra a presença da família de Lampião nesse evento alusivos aos 20 anos do grupo que tem levado pra todo Brasil o legado artístico e a influência do cangaço na identidade cultural do Nordeste”, comenta Anildomá.

Lampião e Maria Bonita

OS COMENDADORES - Os escolhidos, outorgado pela Universidade Livre e Popular dos 7 Sertões de Pernambuco, na luta neste combate pela cultura viva do culto Brasil oculto, foram : Adriano Marcena, Afonso Oliveira, Augusto César Elihimas de Carvalho, Carlos Evandro Pereira de Menezes, Célio Márcio Antunes de Lima, Feliciano Félix, Fernando Ferro, Ivaldo Nogueira, Jaime Amorim, José Manoel Sobrinho, Josenildo André, Luciano Duque de Godoy Sousa, Lula Gonzaga, Manoel Casciano, José Pimentel, Luiz Pinheiro de Barros, Rui Grude, Vanderlei dos Santos Catalão, Vera Ferreira e Wanessa Campos.

Fonte: facebook
Página: Xaxado Cabras DE Lampião

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DIA DO GEÓGRAFO

 
Os blogs:  administrados por José Mendes Pereira: Mendes e Mendes, Fatos & Fotos, Cantinho da Música e Minhas Simples Histórias parabenizam estes profissionais pela passagem do seu dia.

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VOLTA DO REI DO CANGAÇO


SINOPSE

O romance 'A Volta do Rei do Cangaço', de Junior Almeida, mantém vivo o mito de Lampião. Neste livro o mais famoso cangaceiro nordestino não foi morto pela polícia em Sergipe, em 1938. Alguém foi assassinado em seu lugar mas prevaleceu a versão das 'volantes' e do governo. Lampião, na verdade, foi atingido por uma espécie de maldição e ainda está vivo, sem nem ao menos envelhecer. Já morou em vários lugares do Nordeste e usou diversos nomes. Atualmente usa o nome de Luiz Ribeiro, é coronel da Polícia Militar de Pernambuco e mora num recanto escondido no município de Capoeiras, no Agreste do Estado. O romance faz uma viagem ao passado, relembrando os tempos do cangaço e da violência, tanto por parte dos bandoleiros como da polícia. No presente, Virgulino Ferreira, com outro nome interage com militares de alta patente e até com o governador do Estado. 'A Volta do Rei do Cangaço' retrata o interior das pequenas cidades do Nordeste, mostra as ligações de Lampião com o padre Cícero Romão e nos apresenta o cangaceiro como uma espécie de justiceiro, capaz ainda hoje de recorrer a violência quando é preciso enfrentar uma desfeita ou punir algum bandido. Um historiador, obcecado pela vida misteriosa dos cangaceiros, desconfia que Lampião não morreu em Angicos e começa a fazer investigações por conta própria, enfrentando a descrença de muitos e os perigos dessa busca pela verdade.

Livraria Cultura - R$ 60,00 Reais

DETALHES DO PRODUTO

Origem:  NACIONAL
Editora:  GRÁFICA IMPRESSIONE
Idioma:  PORTUGUÊS
Edição:  1
Ano:  2015
País de Produção: BRASIL
Código de Barras:  9788591891603
ISBN:  8591891600
Encadernação:  BROCHURA
Altura: 20,50 cm
Largura: 14,50 cm
Comprimento: 1,80 cm
Peso: 00,40 kg
Complemento:  NENHUM
Nº de Páginas:  313

http://www.livrariacultura.com.br/p/volta-do-rei-do-cangaco-42894141

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EX-VOLANTE " NECO DE PAUTÍLIA E MARIQUINHA "


EX-VOLANTE " NECO DE PAUTÍLIA E MARIQUINHA "... Um exemplo de vida

Observação: Ele faleceu há um ano atrás.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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NELI CONCEIÇÃO FALA SOBRE OS SEUS PAIS

Neli Conceição e seu irmão Inacinho ambos filhos dos cangaceiros Moreno e Durvinha

Querido amigo:

Esse amor ela sempre teve pelo seu primeiro marido o Virgínio Fortunato da Silva, depois ela só ficou com o papai o Moreno, por não ter para onde ir, aí ela o acompanhou e nasceu por ele um respeito e consideração, amor mesmo ela nunca escondeu dele, do Moreno, meu pai, que o grande amor dela foi mesmo o Virgínio, falava isso na cara do meu pai Moreno.


A carreira na caatinga
onde existia o terror
nascia sem preconceito
o mais verdadeiro amor
era Durvinha e Moreno
num aconchego pequeno
aproveitando o espaço
com esse carinho incrível
mostraram que foi possível
sentir prazer no cangaço

(Hellyo viturino)

Fonte: facebook
Página: Neli Conceição

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PRÉ-LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO "OS ÚLTIMOS CANGACEIROS" EM SÃO PAULO-SP.


PRÉ-LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO "OS ÚLTIMOS CANGACEIROS" EM SÃO PAULO-SP. LOCAL: RESERVA CULTURAL (AV. PAULISTA)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior


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SOBRE BENEDITO VASCONCELOS...

Por Marcela Ferreira Lopes

As palavras fogem, nesse exato momento, para descrever e/ou até mesmo enfatizar a importância que o professor Benedito Vasconcelos Mendes tem na minha vida.  

Inicialmente, tive a oportunidade de conhecer o Benedito escritor através da leitura dos seus livros. Livros que em sua essência, falam da Região Nordeste, mais precisamente do sertão. Fui devidamente apresentada, ainda enquanto aluna do curso de Geografia do CFP/UFCG, por intermédio de José Romero de Araújo Cardoso, por quem possuo enorme gratidão pelas indicações das obras. Livros tais como: Reflexões sobre o Nordeste (2003), Arte e Cultura do Sertão (2009) e o último lançado recentemente Culinária Sertaneja (2015).  Em todos os seus escritos, percebem-se o grande amor, a grande consideração e o profundo entusiasmo que Benedito tem para com o Nordeste. Através das leituras tive e sempre vou ter a oportunidade de melhor compreender toda a dinâmica que envolve a civilização da seca: os entraves, dilemas e as variadas potencialidades que possui o território nordestino. Através do “olhar” de Benedito também tornei-me mais crítica, mais reflexiva, o que contribuiu enormemente para a minha formação, bem como para minha prática enquanto docente.  

É de tal grandeza esse amor ao semiárido que materializou-se na forma de Museu. Atualmente o Museu do Sertão, localizado na fazenda Rancho Verde, pode ser considerado, sem sombra de dúvida, como o maior museu do mundo em se tratando das temáticas culturais do semiárido. Impossível não se impressionar com prensas de cera de carnaúba, engenhos de rapadura e de aguardente, bolandeiras para descaroçar algodão, lamparinas e oratórios, os quais consistem em objetos que resguardam a cultura nordestina para as novas gerações. Uma infinidade de peças que enche os olhos dos visitantes de saudade, de nostalgia, de grandes recordações. Caminhar e observar cada canto constituem-se em verdadeira aula de História, fazendo um elo constante entre o passado e o presente. O museu é um trabalho de fôlego! Que só pessoas da índole do Professor Benedito, sabem conduzir na forma mais organizada e mais planejada que existem.

Benedito Vasconcelos Mendes

Concomitantemente, falar na pessoa de Benedito é também falar na pessoa de Susanna Goretti. Ser iluminado, altamente competente em tudo que faz. Dona de uma docilidade e de uma simpatia que contagiam a todos que estão ao redor. A receptividade é um traço marcante. Mulher altiva, perspicaz, caminhando lado a lado, apoiando Benedito em todos os momentos.  Não existe Museu do Sertão sem Benedito Vasconcelos e muito menos sem Susanna Goretti.

Benedito Vasconcelos Mendes, ser humano de primeira grandeza, simples, humilde, amigo presente nas horas boas e ruins. Tive a honra de conhecê-lo pessoalmente em 2014, quando pude comparecer a uma visita ao Museu. Dono de uma inteligência rara, de uma sensibilidade tamanha!  Homem de sorriso fácil. Percebi em seus olhos que fazia questão de apresentar cada lugar com profundo entusiasmo que contagiava a todos! Fiquei extremamente emocionada em ver na minha frente o autor dos livros dos quais mais gosto e que são minha grande referência quando se trata do Nordeste. Seus vastos conhecimentos são de incomensurável importância para todo o semiárido!

Benedito Vasconcelos Mendes é, de fato, uma das maiores autoridades quando o assunto é semiárido!     

Marcela Ferreira Lopes. Geógrafa-UFCG/CFP. Especialista em Educação de Jovens e Adultos com ênfase em Economia Solidária-UFCG/CCJS. Graduanda em Pedagogia-UFCG/CFP. Membro do grupo de pesquisa (FORPECS) na mesma instituição.

Marcela F. Lopes

Escrito na terra de Padre Rolim, Sertão da Paraíba.

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador José Romero de Araújo Cardoso

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JORNAL “DIÁRIO DA TARDE”, DE ARACAJU, EDIÇÃO DE 01/10/1937 - PADRE ARTUR PASSOS


SERIA ESTE PADRE ARTUR PASSOS, CUMPRIMENTADO PELO JORNAL “DIÁRIO DA TARDE”, DE ARACAJU, EDIÇÃO DE 01/10/1937, O QUE, SEGUNDO CONSTA, NO DIA 19/04/1929, NO ENTÃO POVOADO POÇO REDONDO, MUNICÍPIO SERGIPANO DE PORTO DA FOLHA, ESTEVE COM LAMPIÃO? 

PADRE ARTUR PASSOS

Tivemos o prazer de levar ontem nosso abraço ao distinto amigo Padre Artur Passos, culto sacerdote e diretor do Grupo Escolar Oliveira Valadão na cidade de Vila Nova.

Prestigioso político, correligionário leal, tendo sempre atitudes compatíveis com a dignidade, defensor ardoroso dos interesses de Vila Nova, impõe-se ao respeito e estima de quantos conhecem as grandes qualidades de espírito e coração.

Tendo vasta ilustração, que a modéstia procura disfarçar e que só se revela plenamente aos de seu círculo mais íntimo de amigos e admiradores, o Padre Artur Passos ocupa, presentemente, as funções de diretor de um Grupo Escolar, que se tornou, sob sua direção, um modelo de ordem administrativa e eficiência pedagógica.

Até mesmo providências, que os Regulamentos da Instrução e dos Grupos não exigem nas atribuições dos diretores, ele tem tomado espontaneamente, vencendo dificuldades inumeráveis, já contra a indiferença do meio, já mesmo contra a falta de estímulo de superiores hierárquicos.

Conhecemos pessoalmente, e com os olhos de observador, o Grupo Escolar sob sua proficiente direção.

E quase tudo o que ali se nota tem a marca de seu esforço, de sua dedicação, de sua inteligência.

Aliás, se acaso em Sergipe isto não fosse reconhecido e proclamado, tem o padre Artur Passos conseguido, para o seu grupo, de conferências e congressos realizados fora do Estado consagradoras provas de mérito e estímulo, que são títulos insuspeitos a aproximar-lhe o nome de educador.

De passagem por esta capital, onde demora por breves dias, o Padre Artur Passos, que se acha hospedado com o nosso distinto amigo Dr. Niceu Dantas, tem sido muito visitado.

Renovamos-lhe, destas colunas, os nossos cumprimentos.

Fonte: facebook


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