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quinta-feira, 22 de março de 2012

Erivam Félix em Palestra no NEC - Por: Rosa Bezerra


PREZADOS CANGACEIRÓLOGOS,

Lembramos a todos os interessados que dia 27.03, terça-feira próxima, estaremos promovendo a palestra com o sociólogo Erivam Félix, discutindo
 seu recém-lançado livro
" CORONELISMO E CANGAÇO NO IMAGINÁRIO SOCIAL".


Endereço: Rua de Santana, 202, Casa Forte.
Recife-Pernambuco
Informações no horário comercial : UBE-PE 34417488.

A palestra é gratuita, acessível a todos os nivéis.

Contamos com a presença de todos.

COORDENADORA DO NEC  - NÚCLEO DE ESTUDOS DO CANGAÇO.
Rosa Bezerra
Extraído do blog: Cariri Cangaço

QUEM COSTURA MELHOR, o rei Lampião ou Maria Bonita?

Por: José Mendes Pereira
: ICCA e Sociedade do cangaço - Foto B. Abrahão / Inédito: uma das poucas  fotos que registraram Lampião costurando em uma de suas máquinas Singer, em 1936

Nesta foto o rei Lampião está costurando numa máquina de marca singer,  e faz pose diante da filmadora de Benjamim Abraão, possivelmente no ano de 1936, nas caatingas do nordeste brasileiro.


Esta, a sua rainha Maria Bonita também posa  costurando numa máquina singer, diante da  filmadora do libanês Benjamim Abraão, e o seu amado rei está ao seu lado, com um objeto na mão. Possivelmente esta foto foi feita no ano de 1936.

É possível que nenhuma destas máquinas não foi a que costurou a roupa de José, sobrinho de Lampião, pois o escritor


Paulo Medeiros Gastão diz em seu artigo "Angico", cujo a seguir, ele discorda, que afirmaram, que quando Lampião foi assassinado, o seu sobrinho José havia entrado no bando antes, lá na Grota de Angico, no Estado de Sergipe, e foi adquirido uma máquina para que fosse feita as suas vestes para seguir o bando nas caatingas. 

Observação:
As fotos foram adquiridas nos acervos dos escritores e pesquisadores do cangaço: João de Sousa Lima e Ivanildo Alves da Silveira.

Ângelo Osmiro, João de Sousa Lima e Ivanildo Alves da Silveira

Se você gosta de música,  visite este blog:

Cantinho da Música


Mas se não gostar, não vá mais lá, fique no blog do Mendes..., que tem muitas novidades sobre o cangaço do nordeste brasileiro.

FOTO INÉDITA DE MARIA BONITA COSTURANDO

Por: Dr. Ivanildo Alves Silveira

MARIA BONITA, UMA BREVE BIOGRAFIA - Fonte: ABA FILME


Maria Gomes de Oliveira nasceu em janeiro de 1910 (dado novo que virá relatado na segunda edição do livro "Lampião em Paulo Afonso", e que será lançado em dezembro de 2011), na fazenda Malhada da Caiçara, distrito de Santo Antonio da Glória do Curral dos Bois. Desde 28 de julho de 1958, quando Paulo Afonso foi emancipado de Glória, o povoado Malhada da Caiçara ficou nas terras pertencentes a Paulo Afonso.

Maria Bonita foi a segunda filha do casal José Gomes de Oliveira, conhecido como Zé Felipe e Maria Joaquina Conceição Oliveira, apelidada de dona Déa.
Ela teve onze irmãos: Benedita Gomes Oliveira, Joana Gomes de Oliveira (Nanzinha), Amália Gomes de Oliveira (Dondon), Francisca Gomes de Oliveira (Chiquinha), Antonia Gomes de Oliveira, Olindina Gomes de Oliveira (Dorzina), Ozéas Gomes de Oliveira, José Gomes de Oliveira, Arlindo Gomes de Oliveira, Ananias Gomes de Oliveira e Izaías Gomes de Oliveira.

Foi casada com o primo José Miguel da Silva, conhecido por Zé de Nenê, sapateiro.

Entrou para o cangaço no finalzinho de 29, sendo a primeira mulher a fazer parte de um grupo de cangaceiros.

Morreu no dia 28 de julho de 1938, junto com Lampião e mais nove cangaceiros, na Grota do Angico, em Poço Redondo, Sergipe.

* Acima uma foto inédita de Maria costurando em uma máquina manual.
** Fonte:
http://www.joaodesousalima.com/.

ABRAÇO A TODOS
IVANILDO SILVEIRA
Colecionador

Artista relembra a trajetória de Onésimo Maia

Por: Adriana Morais

De repente, as coisas simples do cotidiano se transformavam em versos na viola do repentista Onésimo Pereira da Costa, popularmente conhecido como Onésimo Maia. A agilidade e perspicácia na arte da improvisação sempre foram características marcantes do artista popular que, se vivo fosse, hoje estaria completando 61 anos.
"Onésimo Maia era um repentista como poucos", define o seu companheiro de palco Aldaci de França. O que levava o poeta popular a se sobressair dos demais era a rapidez com que ele construía uma estrofe, segundo França. "Enquanto a gente (repentistas) faz uma estrofe em 11 segundos, ele conseguia fazê-la em seis ou sete segundos", conta.
A rapidez ao pronunciar suas rimas e o pleno domínio da contação acompanharam Onésimo Maia ao longo de seus 30 anos de carreira. Por décadas, o repentista expôs sua arte para plateias em cidades de todo o país. Como violeiro, participou de vários festivais de repentistas do Nordeste e ainda levou o nome do interior potiguar a Portugal, onde dividiu o palco com os artistas Antônio Lisboa e Elino Julião.
Ao lado de Aldaci de França, participou do projeto Repente na Escola. Iniciativa desenvolvida até hoje em parceria com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), completando 17 anos de existência. O projeto, aprovado pela Lei Vingt-un Rosado, leva cultura e aprendizado a estudantes de escolas das redes municipal e estadual de ensino.
Para Aldaci de França, que tocou em frente o projeto idealizado pela dupla, a perda de Onésimo Maia foi um grande desfalque na atividade. "Ele sempre foi o repentista de destaque na ação", enfatiza França, ressaltando que aprendeu muito na parceria com o artista.
Além do projeto, a dupla de repentistas fazia apresentações por diferentes cidades do Estado. Em suas andanças pelos palcos da vida, os versos ágeis regados a uma boa dose de humor de Onésimo Maia eram o destaque das apresentações.
Em uma das lembranças ainda viva na memória de suas apresentações ao lado do repentista, Aldaci de França relembra de uma apresentação na década de 1980, época de campanha política de Aluísio Alves.
Na ocasião, segundo Aldaci de França, durante a apresentação, Aluísio fez uma colaboração em dinheiro para os repentistas e imediatamente Onésimo Maia fez os versos em agradecimento. "Dr. Aluízio Alves agora compareceu/vou conferir o meu bolso para ver quanto ele me deu/que Aluísio é muito vivo pode ter levado o meu".
Conforme Aldacir de França, o humor sempre esteve presente nos versos de Onésimo Maia, até mesmo nas situações mais delicadas. Ele conta que uma vez a dupla foi se apresentar em um local, cujo o contratante momentos antes da apresentação não queria efetuar o pagamento. Depois de muita conversa, o problema foi resolvido e eles se apresentaram.
Após os repentes, o dono da festa, que aprovou a dupla, pediu para os artistas fazerem um verso sobre ele. Foi então, que Onésimo soltou: "Quando eu voltar aqui/ seu menino tem crescido/sua filha tem casado/ já tem deixado o marido/ sua mulher já tá com outro/ e o senhor já tem morrido.
O estilo singular e descontraído dos versos de Onésimo Maia ficarão para sempre na memória de quem acompanhou a trajetória deste artista popular. A carreira cultural foi interrompida devido a problemas de saúde e em 26 de fevereiro de 2001 chegou ao fim, com a morte do repentista. Como fruto do seu trabalho, Onésimo Maia deixou um CD, intitulado "Terras Potiguares", além de cordéis publicados e um legado de quem viveu o dom de cantar e encantar o público até seus últimos dias.
Fontes:

Poetas do repente

Subsídio para a história de Mossoró - 22 de Março de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Em abril de 1867 aponta ao sítio das Areias Brancas, barra do rio Mossoró, a barca inglesa Calderbank, consignada à Casa Graf, de Johan Ulrich Graf, da Vila de Mossoró. E o Pirapama, da Companhia Pernambucana, inicia a rota quase regular. É o início do desenvolvimento comercial da povoação, vila e cidade de Areia Branca.
Geraldo Maia do Nascimento

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MANIFESTO DA NOITE (CRÔNICA)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

MANIFESTO DA NOITE
Em razão dos últimos ataques infundados, com manifestações injuriosas, caluniosas e difamatórias, que a inocente noite vem recebendo do dia, nós, noctívagos, amantes do clarão da lua e das ruas com serenatas, dos negrumes misteriosos e das coisas escondidas que a escuridão permite, nos sentimos no dever de externar nosso incondicional apoio.
Por isso mesmo é que nós, munidos de incomparável espírito de liberdade noturna, compartilhando dessa necessidade intimista, exclusiva e misteriosa que a noite possui para existir, é que elaboramos o manifesto a seguir, que muito mais que uma carta de princípios, se constitui num estridente uivo de lobo clamando pela sua liberdade de ser em cima de sua montanha escura. E assim:
Que o dia seja o seu tempo, viva suas horas, seja o seu itinerário, seja o seu dia enfim, e deixe que a noite surja e aconteça como sempre fez desde o primeiro dia da Criação: o período noturno que se estende após o pôr do sol, adentra a madrugada e vai até os portais do alvorecer.
Que o dia viva o seu dia a dia e a noite o seu anoitecer, apenas isso. A noite silenciosa e quieta, agindo somente pela questionada lucidez dos seres que a habitam, jamais se intrometeu na vida do dia e sequer abriu sua boca, na boca da noite, para falar daquilo que todo mundo tão claramente vê e sente.
A noite bem poderia falar da violência do dia, das pessoas que fogem apressadas aos olhos de tantos inimigos em todo lugar; das horas que vão passando sem ninguém se reconhecer; do clarão do sol que torna as pessoas malcheirosas, nervosas e doentias. E durante todo o dia desejam que o tempo passe mais depressa para logo chegar a noite e deitar nos seus braços.
Talvez seja isso com que faz com que o dia tenha tanto ódio da noite, crie tanta inimizade a ponto de agora querer desonrá-la totalmente. Se o dia é estafante e a escuridão é amante, a noite não tem nada a ver com isso; se o dia comporta poucos segredos e tudo é revelado demais, a noite não tem culpa por acolher os escondidos; se o dia não tem compromisso com ninguém nem com nada, certamente que a noite não tem culpa de docemente envolver a todos.
E vem o dia cheio de arrogância e aleivosias dizendo que a noite é imoral, pecaminosa, luxuriosa. Na mais pura maldade, afirma ainda que a noite esconde todo o mal, que tudo de ruim acontece nas suas brenhas, que nenhuma confiança se deve ter em ninguém após o tempo escurecer.
Covardemente ainda diz que a noite, diferente de si que é dia, não tem a coragem de mostrar completamente a face para os outros, se esconde no seu breu, age nos escondidos e sempre em nome da volúpia inocente e do pecado corporal. Aponta que a noite é culpada pelos adultérios, pelas traições sexuais, pelas impurezas da alma, pela devassidão, que sob o seu manto estão Sodoma e Gomorra ainda em atividade.
Engana-se, ou tenta enganar os incautos, o dia com tantas e levianas acusações. Ora, a noite apenas chega, abre suas portas e dá plena liberdade aos seus. E sim as pessoas fogem do dia para se revelar somente na escuridão, então é porque as sua cor misteriosa e instigante chama para a ação. E se a ação é em busca do encontro, do prazer, da diversão, do namoro e até da luxúria, eis um fato que somente cada um pode revelar tal aptidão.
Se as pessoas gostam da noite, amam a noite, procuram viver em intensamente todos os momentos da noite, certamente que esse período de tempo não é tão desprezível assim como o dia quer deixar transparecer. Porque sabe de sua incapacidade, não cita que é na noite que o amor se faz mais forte e verdadeiro, que os corpos se conquistam, que os suores e gemidos se manifestam como prazer. Ora, os filhos são filhos da noite.
Ademais, que saiba o dia, coisas existem que somente a noite é capaz de oferecer. O sono e o sonho verdadeiros, as lembranças e as recordações volumosas, a embriaguez apaixonada, a doce música que chega com pouca luz. No seu silêncio ou no uivo cortante do lobo, nos seus olhos escondidos ou no seu passo devagar, a noite sempre será o grito de tudo que todo mundo quer dar.
Na noite há uma rua e uma lua, uma esquina adiante, um caminho que ninguém sabe ao certo onde vai chegar. Por mais que seja perigoso seguir, ainda assim ninguém desiste de experimentar esse atraente desconhecido que somente a noite permite. E depois dorme em paz, mas não para viver o dia seguinte. O que mais se deseja é que o sino da igreja anuncie que já passou das

Poeta e cronista
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Voz (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Voz


Ouço
no meu jeito
de ouvir
grito de alegria
na chuva ao cair
um choro aberto
no lenço ao partir
lamento de dor
no sol a ferir

e ouço
no olho do bicho
um berro rasgado
na criança faminta
barulho malvado
na moringa vazia
o barro quebrado
em todo silêncio
um dizer afetado

e ouço ainda
você me dizendo
sem abrir a boca
no canto sofrendo
para não partir
pois está sofrendo
e ficar sozinha
fica tudo morrendo
e diz que me ama
no abraço correndo.

agora ouça
o meu silêncio
e venha calar
minha voz
com seu murmúrio
e será grito
a voz do amor
em nós...


Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
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quarta-feira, 21 de março de 2012

Subsídio para a história de Mossoró - 21 de Março de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento


Em 10 de julho de 1866 a Câmara Municipal de Mossoró aprovou um artigo exigindo que todo agricultor ou criador do Município apresentasse, todos os anos no mês de outubro, ao secretário da Câmara, cinquenta cabeças de pássaros daninhos. O não atendimento do artigo estava sujeito a multas de 2$.
Geraldo Maia do Nascimento

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LAMPEÃO DE A a  Z


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Matéria Revista Manchete de sobre "Lampião e Maria Bonita"

Por: Valério de Andrade

Foto Histórica:
Tania Alves e Nelson Xavier em matéria na Revista Manchete nº 1569, de 15 de maio de 1982:
Desde 1953, ano de “O Cangaceiro, o cineasta lida com um filão que já foi apontado como equivalente ao do western. Exagero à parte, não há dúvida de que a aventura do cangaço recriada por Lima Barreto sensibilizou a imaginação popular e introduziu na tela um colorido cênico tipicamente brasileiro.
Talvez por não possuir a infra-estrutura técnica e artística do cinema americano, ou do japonês, este em relação à figura do sumaraí, o herói nordestino não ocupou o espaço que merecia após a sua bem-sucedida estréia.
No cangaço, a figura de Lampião, já vista na tela em boa caracterização de Leonardo Vilar, se agiganta na memória do povo com a força mítica da lenda. Por tudo o que representa, inclusive pela herança cinematográfica que traz consigo, revela-se o personagem ideal para estrear este novo modelo de seriado que a Globo começou a produzir.
Com a ação realizada em 1938, nos últimos seis meses de vida de Lampião e Maria Bonita, o roteiro de Aguinaldo Silva e Doc Comparato, escudado em fatos e dados merentes a esse tipo de trabalho, revive o muito histórico e lendário de Lampião, com ênfase romântica ao seu relacionamento com Maria Bonita, que, agora, ganha uma projeção adequada e ajustada ao enfoque da mitificação feminina. A primeira impressão de Lampião e Maria Bonita são positivas, a começar pela metragem (oito episódios), que permite um tipo de abordagem inexistente nos relatos de 50/60 minutos. Abordagem que abre nova e ampla perspectiva em termos de linguagem e espetáculos ficcional na TV.

LAMPIÃO, O REI DO CANGAÇO EM 1936 COM O EXEMPLAR DO JORNAL O GLOBO.

Por: Guilherme Machado
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Virgulino Ferreira da Silva (capitão Lampião), o dito rei do cangaço, reinou, mandou e governou o sertão nordestino do início de 1920 a 1938, quase que 20 anos de guerra, persigas, fugas e glórias sertão adentro.  

Alguns perseguidores provaram com documentos da época, que o rei do cangaço vivia com certas regalias por conta de favores prestados aos coronéis das diversas regiões do nordeste brasileiro, onde ele recebia presentes de valores elevados, a exemplos de fuzis e pistolas importadas, de origens européias e outras finas iguarias a exemplos de bebidas, como: vinho francês, uísque cavalo branco envelhecidos em barris de Carvalho legítimos da Escócia, e até mesmo jóias para a rainha do cangaço, Maria Bonita.
Maria Bonita: a primeira mulher cangaceira
O rei do cangaço frequentemente lia jornais, revistas, livros, bíblias etc. Era muito luxo e prestígio para um bandido como era qualificado por uma sociedade “digna” e “honesta” da época de ouro da moralidade.
Observação:
O jornal o globo foi fundado em 29 de julho de 1925, no Estado da Guanabara.

QUER BRINCAR DE VERSO? É SÓ CHEGAR!


DALINHA CATUNDA

A vida no interior
Tem um sabor diferente
No tempo da meninice
Eu vadiava contente
Hoje o passado perfuma
A estrada do meu presente

MANIÇOBA
Quando menino eu brincava,
De matuto e de tropeiro,
As cangalhas eu fazia,
Com os frutos do Pereiro,
E o curral dos animais,
Debaixo de um Juazeiro.

DALINHA CATUNDA
Quando criança brinquei
De casinha e de peteca
De roda e de pular corda
Brinquei também de boneca
Eu tibungava no rio
A vida era um desafio,
E eu era muito sapeca.

FRED MONTEIRO
Se for pra lembrar eu lembro
se for pra brincar eu brinco
dois mais dois nunca foi quatro
diz Caetano que são cinco
de boneca em coleção
Dalinha guarda um montão
bate a porta e fecha o trinco

DALINHA CATUNDA

Por bonequinhas de pano
Eu sempre tive paixão
Bem guardada a sete chaves
Tenho minha coleção
Muitas delas eu ganhei
E com carinho guardei
Pra lembrar do meu sertão.

Foto de Dalinha Catunda

brincar-de-verso-e-so-chegar.html

Rosalba Ciarlini

 
Rosalba Escóssia Ciarlini Rosado (Mossoró, 26 de outubro de 1952) é uma médica e política brasileira. Filiada ao partido dos Democratas, é a atual governadora do estado do Rio Grande do Norte.
Primeiros anos
Nascida em 26 de outubro de 1952 em Mossoró,[1] é descendente de italianos, sendo neta do italiano Pietro Ciarlini, um dos precursores da prática do futebol no Rio Grande do Norte.[2] Rosalba é médica pediatra formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Presidiu a filial da Unimed em Mossoró.
É casada com Carlos Augusto Rosado, filho do ex-governador Dix-Sept Rosado, tem quatro filhos: Lorena, Carlos Eduardo, Karla e Marlos. Sua irmã, Ruth Ciarlini, foi deputada estadual potiguar e é atual vice-prefeita de Mossoró.
Carreira política
Prefeita de Mossoró
Estreou na política em 1988 quando foi eleita, pela primeira vez, prefeita de sua cidade natal, na época pelo PDT. Elegeria-se novamente prefeita em 1996, sendo reeleita em 2000. Em 1994 concorreu como vice-governadora na chapa encabeçada por Lavoisier Maia Sobrinho, sendo derrotados ainda no primeiro turno para Garibaldi Alves Filho.
 Senadora
Em 2006 foi eleita senadora da República pelo Rio Grande do Norte após uma dura disputa contra então senador Fernando Bezerra, por uma diferença de 0,76% dos votos.[3]
 Governadora
Nas eleições estaduais no Rio Grande do Norte em 2010 foi eleita governadora deste estado já no 1° turno com 52,46% dos votos válidos.[4] Seu vice é Robinson Faria.
Ocupou o cargo de senadora até dezembro de 2010 (assumindo o seu lugar o suplente Garibaldi Alves, pai do senador Garibaldi Alves Filho) e em 2011 assumiu o governo do Rio Grande do Norte. Foi presidente da Comissão de Assuntos Sociais do Senado, no período de 2009-2010
Fonte:

NA TRILHA DO CANGAÇO - " Fotos Sensacionais "



NESSAS PEDRAS, HOUVE O 1º COMBATE ENTRE ZÉ SATURNINO E VIRGULINO/IRMÃOS
RUÍNAS DA ANTIGA CASA-GRANDE DA FAZENDA PEDREIRAS PERTENCENTE A ZÉ SATURNINO - PALCO DE EMOCIONANTES CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO CANGAÇO - SERRA TALHADA-PE
DONA MINÓ, NASCEU EM 1923, FILHA DE ZÉ SATURNINO, INIMIGO NÚMERO 1 DE LAMPIÃO - FAZ. PEDREIRA /SERRA TALHADA-PE
SEU CAMILO, ATUAL PROPRIETÁRIO DAS TERRAS ONDE SE ENCONTRAM AS RUÍNAS DA CASA ONDE NASCEU LAMPIÃO - SÍTIO PASSAGEM DAS PEDRAS - SERRA TALHADA/PE
CASA (réplica) DE DONA JACOSA, AVÓ MATERNA DE LAMPIÃO - SÍTIO PASSAGEM DAS PEDRAS - SERRA TALHADA/PE
ÓCULOS DE " LAMPIÃO " - ACERVO DA CASA DA CULTURA - SERRA TALHADA/PE
SANFONA PERTENCENTE AO GRUPO DE LAMPIÃO - ACERVO DO MUSEU DO CANGAÇO - TRIUNFO/PE
Fonte: Orkut.com.br

FRÁGEIS DEMAIS (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

FRÁGEIS DEMAIS
Por mais que as pessoas tentem mostrar demasiada força, queiram carregar rochas no olhar e montanhas na língua, pretendam ter a lava vulcânica correndo na veia e mármores recobrindo a pele, são frágeis demais, e demasiadamente frágeis que nem percebem a gota d’água do tempo que lhes corrói.
Por mais que se revistam do mais endurecido dos metais e pensem que são tão importantes quanto o mais precioso deles; e quanto mais vivam nas ilusões fulgurantes do diamante e da pedra aurífera brilhosa, mais frágeis serão, e tão frágeis serão que nem perceberão o pó da vida que silenciosamente vai se instalando e recobrindo tudo.
Por que querem ser tanto e tão fortes se é na sua parte mais frágil que se revela o homem. Na Bíblia, Daniel assim mostrou ao rei a sua fragilidade:
“Senhor, eis que uma grande, uma enorme estátua erguia-se diante de ti; era de um magnífico esplendor, mas de aspecto aterrador. Sua cabeça era de fino ouro, seu peito e braços de prata, seu ventre e quadris de bronze, suas pernas de ferro, seus pés metade de ferro e metade de barro. Contemplavas a estátua quando uma pedra se descolou da montanha, sem intervenção de mão alguma, veio bater nos pés, que eram de ferro e barro, e os triturou. Então o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram com a mesma pancada reduzidos a migalhas, e, como a palha que voa da eira durante o verão, foram levados pelo vento sem deixar traço algum, enquanto que a pedra que havia batido na estátua tornou-se uma alta montanha, ocupando toda a região”.
Assim é o homem. Uma parte que imagina ser de ferro, e outra parte que é efetivamente de barro. Sendo parte de ferro e parte de barro, logo esquecerá a parte frágil e se arvorará somente da parte que imagina ser sólida demais, inquebrantável. Não imagina, contudo, que se sustenta exatamente na parte de barro, do que foi feito e o que realmente é. E quando mais se acha imbatível mais vai forçando a fragilidade de sua parte ser, sua parte homem, sua parte de barro, que ao não suportar o peso do egoísmo e das vaidades irrompe, derrubando e destruindo toda a parte sólida que estava por cima.
Não há que se negar que assim é a vida, uma solidez que se desmancha no ar, uma força que se dobra, uma potência que vira pó. Ilusões, quimeras, fantasias irracionais nas pessoas, e como acham que podem viver assim, continuar sempre vivendo assim. E lá longe, que tão perto está, o pequeno rio corre exatamente onde antes era uma rocha enorme, imensa e parecendo indestrutível. E veio um pingo, outro pingo, e a água mole acabou vencendo a pedra dura. Assim diz o ditado, mas assim também é na realidade da vida.
Que mundo é este, em que mundo estamos, qual realidade vivemos para que o homem não consiga aprender as lições mais elementares? O frio de um inverno russo já venceu um exército alemão inteiro, com suas máquinas famintas, bombardeiros, tanques e canhões. A poeira do deserto africano já fez outro exército se ajoelhar pedindo clemência. O silêncio da selva nem precisa gritar para vencer todo aquele que se achar dono da situação.
E por que o homem, esse ser frágil demais, delével por essência, acha que é tudo, que pode tudo, que nunca há um limite na sua sede de alcançar os objetivos menos nobres? Talvez nunca lhe venha à mente que as lições se repetem, e que muitos outros Golias continuam sendo derrotados, que as imensas embarcações são derrotadas pelas águas mansas.
E eis a lição maior: “Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles” (Mt 6 25-29).

Poeta e cronista
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Coisa de criança (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Coisa de criança

Fugir do lobo mau
subir na garupa
do cavalo de pau
sair veloz a girar
feito curva de pipa
bailando no ar
e descer feito peteca
ao lado da casa
casinha de boneca
que está no cantinho
esperando a menina
que vem de mansinho
e traz outro segredo
embaixo do braço
um novo brinquedo
e se não me engano
é uma boneca
e boneca de pano
e que tempo bom
pedaço de espelho
passando batom
que tempo magia
um tempo sem apressa
tempo de alegria
até que o dia amanhece
mas o tempo de ontem
ninguém nunca esquece.


Poeta e cronista
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