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terça-feira, 13 de outubro de 2026

CORONEL PEDRO ALVES DA LUZ QUANDO ESTE FOI ACUSADO DE SER PROTETOR DE LAMPIÃO.

  Por Valdir José Nogueira de Moura

Francisco Ramos de Almeida - Vulgo Mormaço.

Em meados do mês de julho do ano de 1927, um indivíduo por nome Francisco Ramos, cuja alcunha “Mormaço”, depois de uma farra em um samba, no lugar Baixio dos Ramos, no município de Araripe (CE), feriu com um tiro um seu tio, sendo em seguida preso e conduzido à cadeia da cidade do Crato, onde prestou seu depoimento. O referido preso tratava-se de um dos mais célebres bandidos de Lampião, que havia há bem poucos dias abandonado o grupo do famoso cangaceiro, na sua triunfal excursão, quando este, deixando o Ceará, seguiu para Pernambuco.

O cangaceiro “Mormaço” fez a polícia do Crato, minuciosa descrição de sua vida, e de par com ela, trouxe abundantes elementos para a história do combate ao banditismo no Nordeste. O seu depoimento é impressionante. Porém, serão verdadeiras as informações do bandido? Ninguém mais pode assegurar. Em todo caso, o seu longo relato foi publicado em jornais da época. O “Jornal do Recife” publicou o curioso depoimento em duas edições seguidas.

A edição desse jornal de nº 211 de 13 de setembro 1927, publicou a primeira parte do depoimento, Clique aqui e confira sendo que em um dos trechos, o bandido desassombrado contou: “que o coronel Pedro da Luz, morador na fazenda Barrinha, município de Belém de Cabrobó, e próximo a Serra do Umã, cerca de uma légua, muito protege Lampião, fornecendo munição e ocultando o grupo na mesma serra, em lugar dele conhecido, desviando por todos os meios a pista do grupo; que o mesmo coronel recebe de Lampião dinheiro a título de gratificação pelos serviços prestados...”


Coronel Pedro Alves da Luz

Diante dessa tremenda acusação, e em decorrência também de outros boatos maldosos contra o tenente-coronel Pedro Alves da Luz, prefeito do Município de Belém de Cabrobó, [1922 a 1926,] que diziam ser o mesmo mais um protetor e coiteiro de Lampião, em 1928, o Conselho Municipal daquela cidade votou uma honrosa moção de solidariedade ao dito coronel e que foi publicada no jornal “A Província (PE)”, Ed. 128, do sábado, 2 de junho de 1928:

“Aos dezenove dias do mês de maio do ano de mil novecentos e vinte e oito, às 10 horas da manhã, no Paço do Conselho Municipal desta cidade de Belém de Cabrobó em sessão extraordinária, sob a presidência do tenente-coronel Jerônimo Pires de Carvalho, compareceram os cidadãos Inácio de Sá Araújo, Odilon Alves de Carvalho, Licínio Lustosa de Carvalho Pires e Aristides Alves de Carvalho Barros, conselheiros municipais, e sendo primeiro exposto o motivo da presente sessão que é apresentar ao Sr. Prefeito deste município o tenente-coronel Pedro Alves da Luz uma moção da mais inteira solidariedade erguendo assim o mais cabal protesto contra as infâmias e baixas calúnias que em torno do seu honrado nome se tem levantado ao foro de Vila Bela onde segundo consta, se lhe tem dado como coiteiro e protetor de Lampião, e por isto este Conselho não podendo e nem devendo absolutamente calar-se diante de tão torpe e revoltante injustiça feita ao Digno Chefe do Poder Executivo Municipal, apressa-se em vir por todos os seus membros, abaixo assinados, e satisfeitas as formalidades do estilo, dar o necessário e conveniente desmentido a tão aviltantes e injustas calúnias, obra sem dúvida de algum ou alguns mesquinhos desafetos do digno prefeito.

Para quem conhece de perto o tenente-coronel Pedro Alves da Luz, não há necessidade de dizer quem ele o seja, pois as suas maneiras de fino trato e relevantes serviços prestados a sociedade em geral, o tem sempre desde muito, revelado como um dos cidadãos mais digno, respeitável e útil deste município que muito lhe deve; umas como em outras localidades onde não é ele ainda conhecido, pequenos e injustos desafetos se lhe tem feito caluniosas acusações, cumpre para melhor desmentido a tais acusações que se põem em relevo o seu proceder, relacionando em síntese ao menos uma pequena parte dos seus serviços que tão abnegadamente pelo bem geral tem prestado à causa pública, fazendo para isso referência dos mais recentes, afim de que as pessoas de bem possam julgar como merece, assim verificar que se trata de um cidadão prestimoso e não um coiteiro e protetor de bandidos, vem pois o Conselho Municipal pela voz de seus membros, apresentar a presente moção para assim repelir as baixas calúnias que lhe tem injustamente assacado, se sente também no dever sagrado de reunir a esta, embora em resumo alguns traços da vida de tão conspícuo cidadão.

O tenente-coronel Pedro Alves da Luz, desde sua mocidade prestou relevantes serviços não só de natureza material como moral, a sociedade, quer aqui quer em outros municípios onde anteriormente residiu, sendo porém suficiente relembrar dentre os méritos que tem prestado a este município como simples cidadão ou como homem público, em cujo caráter se acha atualmente investido, e nesta qualidade tem sido a sua administração uma das mais fecundas e prósperas conforme se ver dos diversos melhoramentos do município, o que não vem a caso enumerar. Quando há anos veio fixar sua residência neste município, vindo de Triunfo, onde exerceu com brilho o cargo de delegado de polícia, procurou a zona que mais se prestasse a agricultura e ai, conseguiu com um trabalho assíduo e inteligente converter as suas terras em fontes de riquezas para o Estado e o Município.

Dizer-se então que o tenente-coronel Pedro Alves da Luz protege a Lampião é uma calúnia, pois muito pelo contrário ele procurou auxiliar sempre a ação do governo contra o tão terrível grupo, como prova disto se deduz de muitos fatos, como por exemplo, do seguinte: Somente depois que Lampião aumentou o seu grupo foi que teve que entrar 3 vezes neste município, passando por duas vezes na Barrinha, residência do tenente-coronel Pedro Alves da Luz, isto porém ligeiramente, sendo que da primeira vez por ali passara no caráter de capitão de um “Batalhão Patriota do Ceará” e em tal caráter chegou a 3 léguas de distância desta cidade, de onde mandou passar telegrama.

E da segunda vez, tendo as suas ordens 89 bandidos, e então por isso o tenente-coronel Pedro Alves da Luz para não se expor às iras de tão temível facínora, uma vez que em coisa alguma se achava disposto a compactuar com ele, e por sua vez, não tendo elementos para reagir contra numeroso grupo, imediatamente retirou-se para esta cidade, de onde transportou-se para o povoado de Abaré do Estado da Bahia, só voltando a sua fazenda depois que passou o Estado de Pernambuco a ser governado pelo exmo. Sr. Dr. Estácio Coimbra, quando começou também mais ativa a perseguição ao banditismo.

E desde então o tenente-coronel Pedro Alves da Luz, decidiu-se com mais ânimo, a auxiliar neste sentido a ação do governo, e uma das provas disto, está nos meios que facilitou ao volante Domingos Nogueira, para com outras pessoas de Riacho Pequeno, dar combate a Lampião se este com seu grupo tentassem atacar aquele povoado como sucedeu, e de que então resultou a morte de dois bandidos devido a tática e coragem do mesmo Domingos Nogueira, que neste tempo ainda não estava incorporado como praça, e os recursos de que dispunha para a luta lhe era fornecido pelo mesmo tenente-coronel Pedro Alves da Luz.

Quando após a chacina de Favela em Floresta, Lampião fingindo-se subir para atravessar neste município, voltou na direção do norte passando em Conceição das Crioulas, e indo abater gados no Olho d’Água, no pé da Serra do Umã, município de Floresta.

Foi o tenente-coronel Pedro da Luz quem logo ao saber da sua estada naquele local, veio a auto avisar ao delegado de polícia, tendo além disso posto a disposição seu carro ao cabo Manoel Ribeiro para este ir ao encontro do cabo Manoel Neto, comunicar o paradeiro do mesmo Lampião, e como este, muitos outros fatos poderíamos citar.

Nada mais se precisa adiantar para a demonstração cabal da completa falta de fundamento de espíritos perversos ou irrefletidos, tem injustamente assacado contra a reconhecida reputação do prefeito deste município, tanto mais quanto a sua honra, está a cavalheiro, de qualquer infâmia de que se lhe atenta atirar.

E depois de ser lida e datada, conforme, foi por todos assinada. Para constar eu José Carvalho de Sá Roriz, secretário o escrevi.”

Da tradicional e numerosa família Carvalho, o tenente-coronel Pedro Alves da Luz foi nascido no município de São José do Belmonte, na fazenda Gameleira, sendo o primogênito do casal major Antônio Alves da Luz e dona Maria Francisca de Barros, esta irmã do Padre José Pires dos Santos Barros.

Grande fazendeiro, o tenente-coronel Pedro da Luz, além da fazenda Barrinha onde residia, localizada entre os municípios de Belém do São Francisco e Salgueiro, era proprietário de muitas terras na região, onde mantinha avultada quantidade de rebanhos de gado bovino e de corte.

Era um homem muito rico, de grande prestígio, bom caráter e muito respeitado, possuindo também uma infinidade de compadres e comadres, em virtude da quantidade de crianças de que foi padrinho em toda aquela região, tendo algumas, adotado o seu sobrenome “Luz” como homenagem. Ainda no tempo que residiu em Triunfo, chegou a exercer naquela cidade os cargos de delegado de polícia e literário.

Como político, exerceu os cargos de conselheiro municipal e prefeito de Belém de Cabrobó.
Foi casado com dona Afra Florisbela Pires Cantarelli. O casal não deixou filhos.

http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Bel%C3%A9m%20do%20S%C3%A3o%20Francisco.

 ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

PADRE BULHÕES

 Clerisvaldo B. Chagas, 12 de outubro de 2026.

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3486

 

Estamos voltando às nossas crônicas, após ocupação gratificante e de energia densa, escrevendo a vida do padre Bulhões. Aguardando há muito tempo por alguém que o fizesse, resolvi eu mesmo escrever a sua passagem pela nossa terra de Santa Ana. Foi preciso, então, me ausentar de outras atividades  porque a tarefa me impregnou positivamente e eu não pude largar o trabalho que havia iniciado. Em apenas nove dias, concluí o livro sobre o sacerdote, cujo título veio primeiro do que a obra: BATINA PRETA EM SERTÃO SELVAGEM, entretanto, ainda não sei como publicar e se poderemos fazer uma pré-venda entre amigos e seguidores internautas.

O padre Bulhões foi o maior líder religioso e social de Alagoas, entre 1919 e 1952, atuando no município de Santana do Ipanema, na época, com a maior extensão territorial do   estado. Recebeu o filho de Corisco e Dadá para criar e educar   esse bebê o qual ele mesmo deu o nome  de Sílvio Hermano de  Bulhões. O livro é baseado em documentos e em histórias que o povo conta com fonte nos “mais velhos”. O livro documentário BATINA PRETA EM SERTÃO SELVAGEM, procura ser detalhista  e fazer parte da historiografia de Alagoas. E, de Santana do Ipanema, da história dentro da história faltam apenas, dos grandes feito, a do DNOCS e do DNER e que ninguém ainda se propôs a contar.

Pode ser que agora com  o alívio da missão histórica cumprida, os sentidos se voltem para as atividades das crônicas, embora com vontade de desistir. Mas voltando ao livro sobre a trajetória do padre Bulhões, no contexto entra o matador do pai de Lampião e de um irmão Porcino, e que depois passou a ser sacristão do padre Bulhões. Portanto o livro interessa  a vários segmentos da literatura.


https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/10/padre-bulhoes-clerisvaldo-b.html


 ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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O ARREPENDIMENTO QUE VEIO TARDE

Acervo de Edna Araújo.

Em Monte Alegre, Sergipe...
Existiu um rapaz de longilínea estatura. Seu nome era Olímpio Grande.
Era ainda um rapazinho recém-saído da puberdade. Amava morar no pequeno sítio da família. As caatingas eram a sua felicidade.
Até que, um dia, seus pais decidiram abandonar de vez a vida no campo, por medo da insegurança, dos ataques dos cangaceiros ou da ira das volantes.
Mudaram-se para um povoado distante.
O rapaz não se acostumava com a ausência daquela vida de liberdade que as caatingas lhe proporcionavam. Sentia falta de tudo aquilo que, para ele, era sinônimo de felicidade. Até que, um dia, caiu no mundo.
Para sua infelicidade, procurou o cangaço e dele passou a fazer parte.
Lá, ganharia a alcunha de Velocípede.
Dali em diante, sua vida seria marcada por riscos constantes. Pegara caminhos errantes, e o que antes lhe parecia uma aventura logo se transformaria em dias de tormento.
Poucos meses no cangaço, e veio-lhe o arrependimento.
Percebeu que agora estava preso nas caatingas. Onde antes encontrava sua liberdade, passava a viver quase como num cárcere privado.
Já era tarde...
Se fugisse dali, teria de acertar as contas com Lampião. Se encontrasse a volante, seu destino também poderia ser a morte.
No cangaço, encontrou companheiros de jornada. Tinha seus amigos: Zabelê, Beija-Flor, Passarinho e Correnteza.
Juntos, entoavam um verso inspirado na imensa tristeza que consumia o jovem:
“Óia, digam ao pai José que estou chorando de arrependimento.
Em Monte Alegre, eu era chamado de Olímpio Grande... agora me chamo Velocípede.”
E assim seguiam seus dias, entre o arrependimento e a tristeza.
Até que, um dia, o cangaceiro conseguiu fugir.
Por ingenuidade ou inexperiência, não foi para muito longe. Saiu do cangaço, mas não saiu da cidade que tanto amava.
Voltou para Monte Alegre.
Lá, pediu ajuda a um caboclo chamado José Rodrigues, homem muito conceituado naquelas redondezas, que, mais tarde, viria a ser prefeito.
José Rodrigues aconselhou o jovem a se entregar à Justiça. Acreditava que esse seria o caminho certo.
Só assim poderia livrar aquele pobre rapaz das mãos do temido Cabo Nicolau ou da vingança de Lampião.
O Cabo Nicolau era perverso, de uma crueldade assustadora.
No dia em que Olímpio tentaria se entregar, o sádico cabo ficou sabendo dos planos.
Saiu em sua perseguição, como um cão raivoso, sedento por sangue.
Ainda era madrugada quando, acompanhado de seus homens, alcançou e cercou os viajantes que seguiam em direção a Itabaiana.
Zé da Silva tentou interceder pela vida de seu protegido. Ali mesmo, fez sua defesa.
Explicou que se tratava de um jovem rapaz que havia entrado para o cangaço, mas estava arrependido e desejava se entregar à Justiça.
Como se nada tivesse ouvido, como se nenhuma palavra lhe tivesse sido dirigida, o Cabo Nicolau, que parecia sentir prazer na dor e no sofrimento alheios, ordenou que Olímpio Grande se ajoelhasse.
Em seguida, disparou três tiros contra o rapaz e desferiu-lhe duas punhaladas que lhe atravessaram o peito.
Velocípede caiu ao chão, sem vida.
Mas a crueldade não terminou ali.
O cabo ordenou que lhe cortassem a cabeça. Depois, ela foi levada para o quartel.
Lá, seria exposta em frente à igreja, juntamente com seus pertences, na cidade de Glória.
E assim terminou a história de mais um jovem sertanejo que, naqueles anos, se encantou com as ilusões do cangaço e, ainda muito jovem, padeceu sob o peso de suas escolhas.
Todos pagaram muito caro pelo destino que escolheram.
Olímpio Grande...
Nasceu livre... morreu sem nome e sem sobrenome.
Edna Araújo
Fonte de pesquisa: Lampião em Sergipe, de Alcino Alves Costa.

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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VÍDEO DESTORCE O QUE JÁ FOI ESCRITO POR QUEM PESQUISOU SOBRE A MORTE DE LAMPIÃO EM ANGICO.

 Por José Mendes Pereira

Assim como eu costumo colocar as fotos dos amigos, vou colocar a minha também.

Até os dias de hoje, as pessoas vivem criando fatos que jamais têm fundamentos, como por exemplo: Lampião escapou da chacina de Angico. Outros dizem que Lampião havia fugido de lá muito antes do ataque aos cangaceiros, Outros surgem com suas comparações sem nexo, Outros afirmam que ele morreu em Minas Gerais, e cada pessoa que afirma a data em que ele morreu naturalmente, nenhuma bate com as outras. 

De acordo com o pesquisador do cangaço, o saudoso José Geraldo Aguiar, o rei Lampião morreu no Nordeste do Estado de Minas Gerais, no dia 3 de agosto de 1993, aos 96 anos de idade. 

Não quero desmentir o cineasta, mas as informações sobre Lampião, foram apenas para satisfazer o suposto Lampião de Buritis, para dizer que Lampião verdadeiro era aquele que ele o entrevistou por longos anos, e ainda para confirmar a sua inverdade, pediu para que o cineasta não revelasse nada sobre ele, só depois da sua morte. 

DÚVIDAS, NÃO SÓ MINHAS, MAS TENHO CERTEZA QUE MUITOS QUE ESTUDAM O CANGAÇO, TÊM.

1 - Para que Lampião tivesse renunciado o cangaço, teria sido muito antes da chacina na Grota do Angico, que aconteceu na madrugada de 28 de julho de 1938. 

A renúncia não aconteceu, pois os seus remanescentes como: Candeeiro, Balão, Sila, Zé Sereno, o coiteiro Mané Félix (muito embora ele já tinha ido para casa) e outros, todos confirmaram aos escritores, pesquisadores e cineastas, que naquela madrugada, Lampião estava no coito.

2 - Nada existe para corrigir sobre a morte de Lampião. Isto é indiscutível. Lampião morreu naquela madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe. Lógico que eu não estava lá, mas se todos os remanescentes do cangaço que estavam lá, disseram que Lampião estava presente, eu acredito neles.

3 - Por que o suposto Lampião afirmou ao escritor que não poderia aparecer. Ora! Após cinquenta anos que havia acontecido a chacina, todos os cangaceiros estavam libertos pelo indulto do então presidente da república Getúlio Vargas, e ainda ele temia algo? 

Alguns fatos estranhos cercaram a vida do fazendeiro. José Geraldo Aguiar identificou pelo menos dez nomes diferentes usados por Lampião de Buritis.

Tanto que o conheceu como João Lima, os amigos tratavam-no por Luís, na lápide do cemitério está escrito Antônio Teixeira Lima e na certidão de óbito com o nome Antônio Maria da Conceição.

4 - "Vou morrer no ano que vem"! 

O que eu sei, através dos escritores e pesquisadores, que Lampião era um grande estrategista, mas vidente, que adivinhava o que iria acontecer com ele,  e anunciar até o ano de sua morte, nunca ouvi falar. 

"- Meu passado foi muito problemático, não posso aparecer. Faça o que for possível, mas, não anuncie nada antes da minha morte. Vou morrer no ano que vem. Deixo minha mulher autorizada a colaborar com você em tudo que for possível.”

5 - "O óbito foi registrado em nome de Antônio Maria da Conceição". Observe, leitor: De Virgulino Ferreira da Silva, passou a ser chamado João Teixeira Lima e foi sepultado com o nome: Antonio Maria da Conceição. Que coisa, hein! 

O vídeo abaixo sobre a morte de Lampião em Minas Gerais, menos verdades. Lampião morreu no Nordeste do Brasil, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, na madrugada de 38 de julho de 1938.

FILHO DE LAMPIÃO E MARIA BONITA É ASSASSINADO EM MINAS GERAIS.

https://www.youtube.com/watch?v=nt-EHP1vrlU&t=2423s

Vejam o vídeo acima do Cid Charles, e a sobrevida de Lampião.

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

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LAMPIÃO E 60 HOMENS EM DIREÇÃO À ÀGUA BRANCA.

Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=T8Uvgof_-bY

Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacoaderbalnogueira   Parcerias: narotadocangaco@gmail.com

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- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

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AOS 98 ANOS FEZ AMEAÇAS.

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=Kavqx3-Ukvs&t=273s

Nesse terceiro vídeo, João Souto fala de seu pai, o ex-cangaceiro Moreno, e conta que ele fez ameaças aos 98 anos de idade. Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacoaderbalnogueira   Parcerias: narotadocangaco@gmail.com

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