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quinta-feira, 3 de abril de 2025

ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DA ACJUS E CONGÊNERES CULTURAIS, PARCEIRAS, PARA A “SESSÃO DO PROJETO MEMÓRIA ACADÊMICA TRAJETÓRIA - EDIÇÃO ESPECIAL TRIBUTO DE RECONHECIMENTO E AGRADECIMENTO AO REVERENDO PADRE FLÁVIO AUG

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ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DA ACJUS E CONGÊNERES CULTURAIS, PARCEIRAS, PARA A “SESSÃO DO PROJETO MEMÓRIA ACADÊMICA TRAJETÓRIA - EDIÇÃO ESPECIAL TRIBUTO DE RECONHECIMENTO E AGRADECIMENTO AO REVERENDO PADRE FLÁVIO AUGUSTO FORTE MELO, EM ATO SOLENE, (04.04.2025-QUINTA-FEIRA) A PARTIR DAS 18;30HS – NO AUDITÓRIO DA OAB, RUA DUODÉCIMO ROSADO,1125, BAIRRO NOVA BETANIA, MOSSORÓ RN.
   MOSSORÓ-RN, 01.04.2025 - OFÍCIO. Nº 011/2025.
ENVIADO A PEDIDOS
  ‘RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(a)!         
“REVERENCIAL DO PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTA EXECUTIVOS DA ASCRIM ao REVERENDÍSSIMO PADRE FLÁVIO AUGUSTO FORTE MELO: (O TEXTO ABAIXO, TRANSCRITO FIEL E INTEGRALMENTE, É DA LAVRA DO JORNALISTA CÉSAR SANTOS DA SUA COLUNA DE 24 DE JANEIRO DE 2023) !
“EM JULHO DE 2019, REGISTRAMOS QUE UMA MULTIDÃO ACOMPANHOU NA CATEDRAL DE SANTA LUZIA A MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS 25 ANOS DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL DO PADRE FLÁVIO AUGUSTO FORTE MELO. FIÉIS, AUTORIDADES POLÍTICAS, AMIGOS DE UMA VIDA TODA ESTIVERAM PRESENTES NA CELEBRAÇÃO. REFLEXO DE UMA TRAJETÓRIA MARCADA NÃO APENAS PELA FÉ E VOCAÇÃO INDISCUTÍVEIS, MAS PELA FORMA COMO PADRE FLÁVIO, VIGÁRIO-GERAL DA DIOCESE DE MOSSORÓ, CONDUZ A SUA RELAÇÃO COM AS PESSOAS.

NASCIDO EM SEVERIANO MELO, NO DIA 9 DE MAIO DE 1969, FLÁVIO AUGUSTO NUNCA TEVE DÚVIDA DE QUE CAMINHO SEGUIRIA NA VIDA: SER PADRE. REALIZA-SE NO SACERDÓCIO. GRADUADO EM FILOSOFIA, TEOLOGIA E HISTÓRIA, COM MESTRADO PELA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE GREGORIANA, O RELIGIOSO TAMBÉM DEU A SUA PARCELA DE CONTRIBUIÇÃO À FACULDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO NORTE, COMO VICE-DIRETOR.

A SUA RELAÇÃO COM AS PESSOAS É MARCANTE, MESMO NATURAL. É O SEU JEITO, DESDE SEMPRE. CATIVANTE, DE FORMA SIMPLES, E PREOCUPADO COM O BEM-ESTAR DE TODOS COMO MISSÃO. A POPULAÇÃO DE ASSÚ, ONDE ELE ATUOU COMO PÁROCO DA MATRIZ DE SÃO JOÃO BATISTA, O QUERIA COMO PREFEITO, REFLEXO DE SUA ATUAÇÃO RELIGIOSA E HUMANA NA COMUNIDADE. TALVEZ, FOSSE ELEITO COMO CANDIDATO ÚNICO EM 2016, SEM OPOSIÇÃO DA CLASSE POLÍTICA. SERIA UM GRANDE GESTOR, SEM RESTAR QUALQUER DÚVIDA, MAS OPTOU POR CONTINUAR EVANGELIZANDO E PRATICANDO O BEM SOCIAL.

NO PERÍODO MAIS CRÍTICO DA PANDEMIA DA COVID-19, LIDEROU CAMPANHA PARA MATAR A FOME DOS MAIS AFETADOS. MOBILIZOU TODA A COMUNIDADE E CONSEGUIU ARRECADAR TONELADAS DE ALIMENTOS QUE FORAM DISTRIBUÍDAS NAS LOCALIDADES MAIS HUMILDES. ELE NÃO PEDIU APLAUSOS PARA SI, MAS PARA AS PESSOAS QUE FIZERAM AS DOAÇÕES.

COMO BEM ESCREVEU O PROFESSOR FRANCISCO CARLOS, SOU UM ENTRE OS MILHARES DE ENTUSIASTAS DO TRABALHO E DA DEVOÇÃO DO PADRE FLÁVIO. A FORMA COMO ELE CUIDA DA FESTA DE LUZIA, PRESERVANDO E FORTALECENDO O MAIOR EVENTO RELIGIOSO DO RIO GRANDE DO NORTE, É ALGO QUE IMPRESSIONA. PADRE FLÁVIO DEU NOVA ROUPAGEM À FESTA, CRIOU NOVAS POSSIBILIDADES PARA ATRAIR NOVOS FIÉIS, COMO OS EVENTOS ESPORTIVOS E SOCIAIS, CONTEMPLANDO SEGMENTOS IMPORTANTES.

TAMBÉM NOS ENTUSIASMA A SUA DEDICAÇÃO AO PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DA CATEDRAL DE SANTA LUZIA. SEUS OLHOS MAREJARAM QUANDO TEVE QUE FECHAR A CATEDRAL POR SEIS MESES PARA A PRIMEIRA FASE DAS OBRAS EM 2022, REVELANDO EM LÁGRIMAS O AMOR ÀS FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E PASTORAIS DA PARÓQUIA DE SANTA LUZIA.

POIS BEM.

O HOMEM TRABALHADOR, SOLIDÁRIO E HUMANO TAMBÉM CANTA, DANÇA, DIVERTE-SE. É FELIZ. E, A FELICIDADE, EM ALGUM MOMENTO, INCOMODA ÀQUELES DE CORAÇÃO TRISTE. SÃO MINORIA, ANÔNIMAS, QUE SE ESCONDEM POR TRÁS DE UMA CÂMERA E/OU NAS FAMIGERADAS REDES SOCIAIS PARA SE VINGAR DE SUAS PRÓPRIAS FRUSTAÇÕES. PESSOAS QUE PRECISAM DE LUZ.

PADRE FLÁVIO É A LUZ.
  (TEXTO TRANSCRITO FIEL E INTEGRALMENTE DA Coluna César Santos – 24 de janeiro de 2023)
INTELECTUALIDADE ACLAMADA – A ACADEMIA DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS DE MOSSORO –ACJUS - instituição declarada como patrimônio histórico e cultural imaterial no âmbito de Mossoró através da Lei 4.140/27/05/2024, assim como considerada de utilidade pública no Estado do Rio Grande do Norte pela Lei 10.047/2016 e no município de Mossoró – Lei 3.479/16, uma das mais importantes instituições literárias, cientificas, culturais e sociais do Brasil.
É  PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO/COMUNICADO (VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), TEMPESTIVAMENTE(3 DIAS CORRIDOS), DIGNAR-SE RESPONDER, EM TEMPO HÁBIL, ÀS ECLÉTICAS MENSAGENS  DO(A)S EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTE(A)S E ENTUSIASTAS DIRIGENTES DE ENTIDADES CULTURAIS/LITERÁRIAS E INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM(A) DIRIGENTE INTELECTUAL CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE, NO INTERCÂMBIO DOS QUE RESPEITAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.  
    DESTA FORMA, AGRADECENDO AO EXCELENTÍSSIMO DR. JOSE WELLINGTON BARRETO, M.D. PRESIDENTE EXECUTIVO DA ACJUS, PELO ESPECIAL CONVITE, DESTACA-SE ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE É UMA GRANDE HONRA CONFIRMAR QUE NOS FAREMOS REPRESENTAR OFICIALMENTE
À “SESSÃO DO PROJETO MEMÓRIA ACADÊMICA TRAJETÓRIA - EDIÇÃO ESPECIAL TRIBUTO DE RECONHECIMENTO E AGRADECIMENTO AO REVERENDO PADRE FLÁVIO AUGUSTO FORTE MELO, EM ATO SOLENE, NO DIA 04.04.2025(QUINTA-FEIRA) A PARTIR DAS 18;30HS – NO AUDITÓRIO DA OAB, RUA DUODÉCIMO ROSADO,1125, BAIRRO NOVA BETANIA, MOSSORÓ RN.
NO EVENTO ACONTECERÁ O LANÇAMENTO DO LIVRO “CAMINHADA DE SANTO EXPEDITO, AUTORIA DO ACADÊMICO AFRÂNIO DE OLIVEIRA LEITE, SENDO ORADORES OS ACADÊMICOS CHARLES LAMARTINE DE SOUZA FREITA, ZILENE CONCEIÇÃO CABRAL FREIRE DE MEDEIROS E A MAGNÍFICA REITORA/UERN CICÍLIA RAQUEL MAIA LEITE, ALÉM DO PRÓPRIO HOMENAGEADO !
CONTATOS: (84)9.8868-4824 Instagram: @acjus. E-mail: jwellingtonbarreto@hotmail.com
     PORTANTO, REPASSO O ASSUNTO DO ALVO CONVITE(ANEXO) DE IGUAL MODO, POR CÓPIA,  AS EXCELENTÍSSIMAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS,  ACADÊMICOS DA ASCRIM E POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADEMICOS DA ASCRIM E ACADEM, ILUSTRES PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, GOVERNAMENTAIS, PÚBLICAS, PRIVADAS E MAÇÔNICAS,  JORNALISTAS E COMUNICADORES, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.    
    NESTA SINTONIA, UM CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CULTURAIS E A CONFIRMAÇÃO, INTERCAMBIADOS ENTRE PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES.  
      CONVOCANDO OS ACADÊMICOS DA ASCRIM E ACADEM PARA ESSE MAGNO EVENTO, COMUNICO, AOS QUE COMPARECEREM E SE IDENTIFICAREM COMO TAIS NA SESSÃO SOLENE SUPRAMENCIONADA, DEVEM DIGNAR-SE CUMPRIR, NO QUE FOR POSSÍVEL, O RIGOR OBRIGATÓRIO ESTATUTÁRIO DE USO DO UNIFORME OFICIAL (VESTE TALAR), CONSOANTE NORMA ESTATUTÁRIA, ATRIBUTO DIGNITÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.  
NA OPORTUNIDADE, ENFATIZAMOS NOSSO CONTÍNUO INCENTIVO DE RECONHECIMENTO E DE ELEVADA ESTIMA E DE ALTA CONSIDERAÇÃO ÀS INSTITUIÇÕES CULTURAIS E CONGÊNERES DE MOSSORÓ, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE E DO BRASIL, A EXEMPLO DA ACJUS, SEMPRE PREOCUPADA EM PROMOVER ATIVIDADES NOTABILIZADAS PELA ÊNFASE CULTURAL, EM DEFESA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DO SEU POVO, EMBASADO NAS PERSPECTIVAS DE PROGRESSO ECONÔMICO E SOCIAL DO PAÍS !
SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO 
-PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASCRIM ACADEM- 
MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO 
-PRESIDENTA EXECUTIVA INTERINA DA ASCRIM- 
P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS: 
P.S.-2): EVENTUALMENTE – EM RESPOSTA À TRANSMISSÃO DE CONVITE - RECEPCIONAMOS MENSAGENS QUE NOS SÃO ENVIADAS PELOS SIGNATÁRIOS DOS EMAILs DESTINATÁRIOS, AS QUAIS ENVIAMOS PARA OS PATROCINADORES DOS EVENTOS, ATRAVÉS DO NOSSO MALOTE DIGITAL OFICIAL DA ASCRIM-MADA .  
P.S.-3): ESTA É UMA CÓPIA ORIGINAL, ENCAMINHADA, OFICIALMENTE, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO PARA O(A)S:  
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.   
REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.  
MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.  
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTI
TUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.  
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES.  
ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.  
ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.  
ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM ACADEM.  
POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A) DA ASCRIM ACADEM


De: josé wellington Barreto <jwellingtonbarreto@hotmail.com>
Enviado: domingo, 23 de março de 2025 19:26
Para: ACADEMIA DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM <asescritm@hotmail.com>
Assunto: ENC: Convite especial da ACJUS
 


De: josé wellington Barreto
Enviado: domingo, 23 de março de 2025 19:23
Para: cscm@cscm.com.br <cscm@cscm.com.br>
Assunto: Convite especial da ACJUS
 
Boa Noite

Segue em anexo o convite especial em homenagem a Padre Flavio Augusto Forte Melo.

Por gentileza, confirmar recebimento e participação. 

Jose Wellington Barreto - Presidente da ACJUS 
84 988684824


ENVIADO PELA ASCRIM

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BACURAU

 Clerisvaldo B. Chagas, 3 de abril de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.220


Em certas ocasiões do passado, havia aulas em Santana do Ipanema, “à moda Socrateana”, segundo o escritor Major Darci. Durante a Revolução de 32, simpáticos à causa revolucionária, construíram um prédio de um vão só, rodeado de janelas brutas, na Rua e Bairro São Pedro, para funcionar depois como escola.  O prédio ficava à direita da Igrejinha do Bairro. A princípio, aquela escola funcionaria à noite, para adultos que trabalhavam pelo dia. A dita escola recebeu o nome de guerra de um governador alagoano, Batista Acióly, mas, o povo na sua criatividade, passou a denominar a escola de “Bacurau”, porque justamente funcionava no Curso Noturno. Daí em diante, o nome oficial do estabelecimento, só na parede ou em documentações.

Teve um período na década de 60 que o BACURAU ocioso, sob administração particular de Agilson Queiroz, funcionário do DNER, passou a preparar uma turma de adultos para a concorrência de Admissão ao Ginásio. Um pouco pernóstico, mas fazia bem a função de professor. Acho que tantos e tantos anos de BACURAU em Santana, as sucessivas gestões do município nunca souberam exatamente o que fazer com ele. A verdade é que chegou até aqui. Foi um edifício herói, pois, por menos de que isso, está nos últimos estertores um dos prédios-reis de Santana do Ipanema, o antigo Fomento Agrícola, bem pertinho do BACURAU. E como não podia fazer outra coisa, resgatei a ambos, como história e ilustrações no meu romance inédito AREA GROSSA. Lançamento previsto para o segundo semestre.

O prédio foi escola, ficou ocioso, foi escola de novo com nome da professora Adercina Limeira e, finalmente virou biblioteca de bairro, com 3 ou quatro livros de justificativa. Ainda hoje O BACURAU está de Pé. Uma grande página da Educação que foi construída na cidade. Entre carinhoso e pejorativo, o nome da ave noturna e feia, prosseguiu atravessando o breu das trevas, ora a própria luz, ora a própria treva.

Ah! Lembrei agora quando fui convidado para ministrar uma palestra na Escola Líder, fui para o BACURAU onde aconteceu. Historiei para os pequenos o Bairro São Pedro completo. E eu mesmo nem sabia que o bairro do Porteiro do Céu tinha tanta história!

Oxente! Respeite o BACURAU, seu coisa! (Luiz Gonzaga).

PRÉDIO DO BACURAU EM 2013.



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FILHO DO CANGACEIRO GATO

Por O Cangaço na Literatura

Quem já tinha visto José Maria, filho do Cangaceiro Gato e Inacinha? Será que ainda está vivo? Imagino uma entrevista com ele. Aí estava com 3 anos de idade.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1648242298660247&id=472994219518400&set=a.472996196184869

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REEDIÇÃO DE LIVROS DO CANGAÇO

 Por Professor Pereira


A  bibliografia do cangaço e temas afins é extensa e diversificada. São centenas de livros à disposição dos estudiosos, pesquisadores, colecionadores e admiradores da história e cultura nordestina.  Mas, infelizmente, dezenas destas obras não são mais encontradas nas livrarias e sebos especializados. São consideradas esgotadas e, em alguns casos, raras. Quando são colocadas à venda, estão com preços exorbitantes, totalmente fora da realidade financeira da maioria das pessoas que desejam adquiri-las.

Faço, por meio deste artigo, uma indagação pertinente e natural: por que esses livros não são reeditados? Não é o meu propósito procurar identificar  e analisar os fatores que dificultam ou impedem essas reedições, mas contribuir, positivamente, com este processo, para que o resultado seja promissor. Aproveito a oportunidade para conclamar,  solicitar aos autores, herdeiros de autores já falecidos ou quem esteja na posse do direito destes trabalhos, que procurem reeditá-los, pois são obras extraordinárias, que demandaram milhares de horas de leituras, pesquisas, viagens e entrevistas, com muito sacrifício, principalmente, em épocas mais remotas, quando os autores não dispunham de meios de transporte, comunicação, e a internet, que podemos utilizar atualmente.

Professor Pereira entre, Kydelmir Dantas e Honório de Medeiros em dia de Cariri Cangaço


Então, não se justifica a ausência destas relíquias, na bibliografia disponível  do cangaço. Faço este apelo,  em nome de milhares de pessoas que necessitam dessas obras para a efetivação das suas pesquisas, descobertas e fundamentações teóricas de monografias, dissertações e teses, no Brasil e mundo afora.Os sites, blogs e comunidades virtuais ligados ao fenômeno do Cangaço, como: SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, O Cariri Cangaço,  Lampião Aceso, Cangaço em Foco, Tokdehistória, Lampião, Rei do Cangaço  entre outros, que estão sempre focados e à disposição da expansão do estudo da história e cultura nordestina,  divulgando  os  lançamentos de edições e reedições de livros, revista e  artigos referentes ao assunto, o que facilita  o acesso deste material pelos pesquisadores, colecionadores e interessados no tema.

Como consequência natural da utilização destas ferramentas,  observo um crescimento considerável de pessoas  interessadas no estudo do Cangaço. Além do uso da Internet na distribuição eficiente  desses livros,  o que contribui e incentiva  os autores a editarem e reeditarem suas obras.  Tomo a liberdade e a iniciativa de citar algumas obras, por ordem cronológica,  que gostaria de vê-las reeditadas e espero que os leitores acrescentem, por meio de seus comentários, outros trabalhos esgotados e raros aqui não relacionados:   


Os Cangaceiros, Romances de Costumes Sertanejos 1914, Carlos Dias Fernandes;   Heróes e Bandidos 1917, Gustavo Barroso;  Beatos e Cangaceiros 1920, Xavier de Oliveira;  Ao Som da Viola 1921, Gustavo Barroso;  A Sedição de Joazeiro 1922, Rodolpho Theophilo;  Lampião, sua História 1926, Érico de Almeida;  Lampeão no Ceará, A Verdade em Torno dos Fatos 1927, Moysés Figueiredo;   Padre  Cícero e a População do Nordeste 1927, Simões da Silva;  Os Dramas Dolorosos do Nordeste 1930, Pedro Vergne de Abreu;    Almas de Lama e de Aço 1930, Gustavo Barroso;  O Flagello de Lampião 1931, Pedro Vergne de Abreu;  O Exército e o Sertão 1932, Xavier de Oliveira;  Sertanejos e Cangaceiros 1934, Abelardo Parreira;  Como Dei Cabo de Lampeão 1940, Ten. João Bezerra;  Lampeão, Memórias de um Oficial Ex-comandante de Forças Volantes 1952, Optato Gueiros;  Caminhos do Pajeú 1953, Luís Cristóvão dos Santos;  Solos de Avena s/d, Alício Barreto;  Cangaceiros 1959, Gustavo Augusto Lima;   Rosário, Rifle e Punhal 1960, Nertan Macedo;  Serrote Preto 1961, Rodrigues de Carvalho;  O Mundo Estranho dos Cangaceiros 1965, Estácio de Lima;  Lampião e Suas Façanhas 1966, Bezerra e Silva;  Lampião, O Último Cangaceiro 1966, Joaquim Góis;  Sertão Perverso 19 67, José Gregório;  Lampião, Cangaço e Nordeste 1970, Aglae Lima de Oliveira;  Cinco Histórias Sangrentas de Lampião, Mais Cinco Histórias Sangrentas de Lampião(dois livros)1970, Nertan Macedo;  Vila Bela, Os Pereira e Outras Histórias 1973, Luís Wilson;  Terra de Homens 1974, Ademar Vidal;  Bicho do Cão, Canga, Cangaço, Cangaceiro s/d, José Cavalcanti;  Cangaço: Manifestação de Uma Sociedade em Crise 1975, Célia M. L. Costa;  Figuras Legendárias 1976, José Romão de Castro;  A Derrocada do Cangaço 1976, Felipe de Castro;  Antônio Silvino, O Rifle de Ouro 1977, Severino Barbosa;  Capitão Januário, a Beata e os Cabras de Lampião 1979, José André Rodrigues(Zecandré);  Gota de Sangue Num Mar de Lama, Visão Histórica e Sociológica do Cangaço 1982, Gutemberg Costa;  Volta Seca, O Menino cangaceiro 1982, Nertan Macedo;  Prestes e Lampião s/d, Ten.  Adaucto Castelo Branco;  Sangue, Terra e Pó 1983, José de Abrantes Gadelha;  Lampião, as Mulheres e o Cangaço 1984, Antônio Amaury C. de Araújo;  Lampião e Padre Cícero 1985, Fátima Menezes;  Guerreiros do Sol:  Violência e Banditismo no Nordeste do Brasil 1985, Frederico Pernambucano de Mello(Será lançado a 5º edição desse livro, agora em janeiro/2012); Lampião e a Sociologia do Cangaço s/d, Rodrigues de Carvalho;  A Vida do Coronel Arruda, Cangaceirismo e Coluna Prestes 1989, Severino Coelho Viana;  Lampião, Memórias de Um Soldado de Volante 1990, Ten. João Gomes de Lira;  Nas Entrelinhas do Cangaço 1994, Fátima Menezes;   Lampião e o Estado Maior do Cangaço 1995, Hilário Lucetti e Magérbio de Lucena;   Cangaço: Um Certo Modo de Ver 1997, Vera Figueiredo Rocha;  Amantes e Guerreiras: A Presença da Mulher no Cangaço 2001, Geraldo Maia;   Histórias do Cangaço 2001, Hilário Lucetti;   Lampião e o Rio Grande do Norte, a História da Grande Jornada 2005, Sérgio Augusto de Souza Dantas.

Obs. Algumas dessas obras já foram reeditadas, mas, mesmo assim, estão  esgotadas.Está lançado o debate. Vamos à discussão construtiva, formando um elo de entendimento, consultoria,  convergência na direção do resultado positivo, e espero que possamos  colher os frutos num futuro próximo, com novos livros no mercado. Votos de Saúde e paz a todos.


Francisco Pereira Lima - Prof. Pereira
Advogado, Professor, Membro da UNEHS, SBEC e
Conselheiro do Cariri Cangaço
franpelima@bol.com.br
Cajazeiras - PB

http://cariricangaco.blogspot.com/2012/01/reedicao-de-livros-do-cangaco.html

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LIVROS SOBRE CANGAÇO

 

Esta foto pertence ao acervo do pesquisador do cangaço Wasterland Ferreira. 

https://www.facebook.com/photo/?fbid=791986278083553&set=a.136776593604528

Se você interessar algum destes livros entre em contato com o professor Pereira, lá em Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste endereço: 

franpelima@bol.com.br

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LIVROS SOBRE CANGAÇO... É COM FRANCISCO PEREIRA LIMA

 Por Sálvio Siqueira


Pedido através deste e-mail:

franpelima@bol.com.br

No dia 3 de setembro de 2016 será lançado, em Serra Talhada - Pe, mais uma obra prima da literatura sertaneja, intitulado 'O PATRIARCA', o livro nos traz a notória história do cidadão "Crispim Pereira de Araújo", que na história ficou conhecido como "Ioiô Maroto", contada pela 'pena' do ilustre amigo venicio feitosa neves

Crispim Pereira de Araújo (Ioiô Maroto) 

Sendo parente de Sinhô Pereira, chefe de grupo cangaceiro e comandante dos irmãos Ferreira, conta-nos o livro, a história que "Ioiô Maroto" foi vítima de invejas e fuxico. Após sua casa ter sido invadida por uma volante comandada pelo tenente Peregrino Montenegro, da força cearense.

Sinhô Pereira

Sinhô Pereira deixa o cangaço, não sem antes fazer um pedido para o novo chefe do bando, Virgolino Ferreira da Silva o Lampião e o mesmo cumpre o prometido.


Além da excelente narração escrita pelo autor, teremos o prazer e satisfação de vislumbrar rica e inédita iconografia.

Não deixem de ter em sua coleção particular, mais essa obra prima literária.

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/675945445902908/?notif_t=group_activity&notif_id=1471274094349578

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QUAL A SUA OPINIÃO?

Por Edisandro Barbosa Bingre

Policiais militares mortos em uma emboscada no período do Cangaço, em 1931, receberam uma homenagem póstuma nesta quarta-feira (26). A honraria foi dada pela prefeitura de Paulo Afonso, na divisa da Bahia com Sergipe e Alagoas. Uma placa com os nomes dos policiais vitimados, um sargento e seis soldados, foi inaugurada na Fazenda do Touro, local da emboscada, para marcar a bravura dos militares na ação.

Segundo a Polícia Militar (PM-BA), o crime foi cometido pelo bando de Virgulino Ferreira da Silva, “Lampião”, chefe de um grupo de cangaceiros acusados de aterrorizar populações sertanejas na primeira metade do século 20.

Receberam a homenagem póstuma o sargento Leomelino Rocha e os soldados: Carlos Elias dos Santos, Francisco das Santos, José Carlos de Souza, José Gonçalves do Amarante, Pedro Celestino Soares e Saul Ferreira da Silva. O grupo estava em perseguição aos cangaceiros quando foram mortos.

Ainda segundo a PM-BA, “o restante da tropa só não foi dizimado porque o comandante do grupo, tenente PM Arsênio Alves de Souza, efetuou rajadas de metralhadora que espantaram momentaneamente os bandidos”.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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(05/08/2021) FOI DIA DE VISITAR O VELHO AMIGO JOÃO ANTAS O "SULTÃO DE PATOS DE IRERÊ"...

Por Geraldo Antônio de Souza Júnior 


... e de fazer uma pesquisa campal pela região de Patos de Irerê (São José de Princesa/Paraíba), onde tive a oportunidade de vasculhar cada palmo de terra da histórica Fazenda Pedra, que no passado pertenceu a Laurindo Diniz, irmão do Major Floro Diniz pai de Xanduzinha de Marcolino e ex-prefeito de Triunfo/PE, onde supostamente Lampião e seu bando teriam sido fotografados por Genésio Gonçalves de Lima (Fotos em anexo), durante o segundo semestre do ano de 1922, pouco tempo após assumir a liderança do bando deixado por Sinhô Pereira (Sebastião Pereira e Silva).

Espero em um curto espaço de tempo voltar novamente a região para coletar maiores informações e tentar também resgatar partes da história desse importante personagem histórico chamado Luiz do Triângulo, que participou de inúmeros eventos ligados ao cangaço e a Guerra de Princesa. Um homem que entrou para a história cangaceira e paraibana devido a sua valentia e aos seus feitos e que ainda não teve o devido reconhecimento histórico.

Para um melhor entendimento deixo as fotografias abaixo:

01 - Capela São Sebastião (Patos de Irerê - São José de Princesa/PB), local onde está sepultado o famoso casal Marcolino e Xanduzinha.

02 - João Antas - Memorialista (Patos de Irerê).

03 - Casa sede da Fazenda Pedra.

04 - Casa que pertenceu a Luiz do Triângulo.

05 - Na porta uma tataraneta de Luiz do Triângulo.

06 - Detalhes dos batentes (Degraus) em pedra da calçada da casa que pertenceu a Luiz do Triângulo.

07 - Uma das fotografias que foram registradas por Genésio Gonçalves de Lima na Fazenda Pedra. A frente Lampião (Esquerda) e Antônio Ferreira (Direita). Atrás está Livino Ferreira (Esquerda) e Antônio Rosa "Toinho do Gelo" (Direita).

08- Outro registro do bando de Lampião na Fazenda Pedra (1922).

Espero ter colaborado.

Atenciosamente:
Geraldo Antônio De Souza Júnior









https://cangacologia.blogspot.com/2021/08/ontem-05082021-foi-dia-de-visitar-o.html

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SENHOR MANOEL VIEIRA...

Por Geraldo Antônio de Souza Júnior

... sobrinho do cangaceiro Zabelê I (Izaias Vieira), morador da Fazenda Xique-Xique. Um dos últimos guardiões da história da região e do parente cangaceiro.

Em fotografia registrada no último dia 20 de junho de 2021.

https://cangacologia.blogspot.com/2021/07/senhor-manoel-vieira.html

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quarta-feira, 2 de abril de 2025

O IMPOSTOR DE LAMPIÃO: A CAÇADA DO REI DO CANGAÇO!

 Por A História do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=E1K45N1H2tk

Um homem começou a se passar por Lampião, saqueando vilarejos e espalhando medo por onde passava. Mas o que ele não esperava era a reação do verdadeiro rei do cangaço. Nesta história tensa e realista, você vai conhecer a caçada implacável que Lampião liderou para recuperar seu nome e sua honra. Um duelo entre verdade e mentira no coração do sertão. Assista agora essa história cinematográfica que mostra o quanto um nome pode valer mais do que a própria vida.

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MORTE E VINGANÇA DO CANGACEIRO SOFREU | O CANGAÇO NA LITERATURA | #268

 Por O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=7bk5y3E23lw

Conhece o cangaceiro Sofrê ou Sofreu? Acompanhe esta incrível entrevista e saiba mais!

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LAMPIÃO DESCOBRE TRAIÇÃO E SE VINGA SEM PIEDADE - COITEIRO CANGAÇO

Por A História do Cangaço 

https://www.youtube.com/watch?v=Ztrt_WpajWU

Ele era respeitado, tinha terra, dinheiro e a confiança de Lampião. Mas a ganância falou mais alto, e ele decidiu trair o Rei do Cangaço, entregando informações as volantes em troca de moedas. Durante meses, enganou os dois lados… até Lampião descobrir. 

Essa é a história real e cinematográfica do coiteiro Batista, o homem que ousou enganar o cangaceiro mais temido do sertão — e pagou o preço sem precisar de uma bala. Prepare-se para uma narrativa cheia de emboscadas, estratégias, silêncio e um castigo que o tempo tratou de aplicar com crueldade. No sertão, não há punição maior que viver sem honra. Assista até o fim e descubra como Lampião transformou a loucura no castigo final.

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TVE DOCUMENTA - LAMPIÃO - OS ÚLTIMOS DIAS DO REI DO CANGAÇO (PARTE 2).

 Por Educativa TV (TV Educativa)

https://www.youtube.com/watch?v=Tavd4y4rMUY

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A EXPLOSIVA E ELUCIDATIVA ENTREVISTA DO CANGACEIRO RAIMUNDO MORAIS - Por José Tavares de Araujo Neto.

 

Preso em Missão Velha/CE e recambiado para a cadeia da capital cearense, em agosto de 1928, o cangaceiro Raimundo Morais relatou sua participação em marcantes fatos da história do cangaço, citando importantes companheiros de luta, a exemplo de Sebastião (Sinhô) Pereira, Luiz Padre e Lampião e a relação de importantes figurões da política cearense, paraibana e pernambucana, como o major José Ignácio, do Barro; o coronel José Pereira, de Princesa; Yoyô Maroto (Crispim Pereira de Araújo), de Belmonte; dentre outros.
A reportagem foi publicada, em 01 de setembro de 1928, no Jornal “O Ceará”, de Fortaleza. Abaixo transcrevo a matéria integralmente, alterando apenas a ortografia da época para a dos dias atuais.
“Entre os cangaceiros que se encontram na cadeia pública desta capital, presos pela polícia cearense, depois que o dr. Mozart Catunda Gondim assumiu a direção da Secretaria da Polícia e Segurança Pública, figura Raimundo Maximiano de Morais, que conta 28 anos de idade, de cor morena, baixo, natural de Brejo dos Santos. Gaba-se Raimundo Maximiano de Morais de ter vivido doze anos na espingarda no meio dos mais temíveis cangaceiros, como José Ignácio, do Barro; Sebastião Pereira, Lampião, Luiz Padre, Gitirana e muitos outros. Inicialmente disse-nos Morais que fosse contar toda a sua vida de cangaceiro, levaria muitos dias.


Por isso, concordou conosco em fazer uma narrativa completa, mas desprezando certos pormenores que julga sem importância. Viveu em Brejo do Cruz até 1914, em companha de seu pai José Maximiano de Morais, a quem ajudava numa loja de que o mesmo era proprietário. No fim daquele ano, quando contava apenas 14 anos de idade, abandonou a casa do seu pai a fim de ganhar a vida sozinho, passando a trabalhar para Chico Chicote, político influente, que pouco dias depois convidou-o a tomar parte do assalto armado a Porteiras. Com extraordinária satisfação, Morais aceitou o convite e seguiu no meio de numeroso grupo para o ataque àquela vila, que caiu em poder de Chico Chicote. Durante a luta, Morais portou-se com tal valentia, que passou a ser alvo de elogios do chefe do bando e dos seus companheiros, o que encheu de orgulho e o animou a prosseguir na vida do cangaço. Pouco depois dessa façanha, quando se encontrava no sitio Guaribas, de propriedade de Chico Chicote, tomou, por duas vezes, parte na defesa daquela propriedade, atacada por forças do governo.
Serenadas as cousas em Guaribas, foram dispensados os serviços de todos os cabras, tendo Morais seguido com diversos deles com destino a Brejo dos Santos, onde foram cercados por uma numerosa força policial, que conseguiu capturar um. Morais conseguiu não ser apanhado e fugiu para São José de Piranhas, Paraíba, onde, não sendo conhecido, pôde empregar-se como lavrador no sítio Picadas, de propriedade do Major Andrade. Passou seis meses trabalhando naquele sítio, mas tinha saudade da vida do cangaço, e, por isso, voltou a Brejo dos Santos, sendo, logo após a sua chegada ali, cercado por uma força policial. Graças ao auxilio que lhe prestou um seu irmão, pôde fugir, indo ter ao sítio Barro, de propriedade do coronel José Ignácio, homem rico, de Milagres. Durante um ano, pouco mais ou menos, esteve trabalhando como agricultor naquele sitio, mas, em certo dia, José Ignácio chamou-o, dando-lhe um rifle e farta munição para, em companhia de outros “rapazes”, ir fazer um serviço.

Fazenda do Major Zé Inácio, no Barro
Tratava-se nada mais, nada menos, de liquidar João Flandeiro, inimigo de José Ignácio. O grupo era chefiado por Sebastião Pereira e, entre outros cangaceiros, contava Tiburtino Ignácio, Ponto Fino, Deodato, Patrício, João de Genoveva e José Pedro. Cerca de 5 horas da manhã, o grupo cercou o sítio Pitombeiras, distante uma légua do Barro, propriedade e residência de João Flandeiro, começando, então, violento tiroteio, que durou até as 9 horas da manhã, quando a família do atacado, obteve permissão para sair de casa. João Flandeiro, apesar de ferido, resistiu ainda 15 minutos de fogo, mas, afinal, abriu a porta para entregar-se, sendo crivado de balas. Imediatamente, os assaltantes atearam fogo na propriedade. Terminado o “serviço”, o grupo voltou ao sítio Barro, ficando José Ignácio muito satisfeito quando soube que o seu inimigo tinha morrido e que a sua propriedade fora incendiada.
Dois meses mais tarde, fazendo parte de um grupo de 12 homens, em que figuravam Luiz Padre, Sebastião Pereira, Mourão, Gitirana, José Dedé, João Dedé, Vicente Marinho, José Marinho e Cambirimba, dirigiu-se Morais para o Pajeú, em Pernambuco, onde morava uma filha de José Ignácio. Ali, no povoado Queixadas, mataram, depois de renhida luta, o Antonio da Imburana, que havia assassinado Manoel Pereira Dadir, irmão de Sebastião Pereira. Cometido esse crime e sendo perseguido pela polícia pernambucana, o grupo voltou ara o sitio Barro, fazendo, em caminho, vários saques.

Rodrigo Honorato, Manoel Severo, José Tavares e Ivanildo Silveira em Noite de 
Cariri Cangaço em Exu, 2017

Depois de alguns meses de repouso, Morais entrou num grupo de 45 homens, organizado por José Ignácio e do qual fazia parte Lampião, para atacar o padre Lacerda, Em Coité. Pelas 9 horas da manhã o numeroso bando, que se encontrava bem armado e municiado, atacou a vila de Coité, ocupando, no primeiro embate, três casas. A população ofereceu heroica resistência, que durou de 9 horas da manhã a 6 e meia da tarde, quando os assaltantes foram obrigados a recuar, indo até a fazenda do coronel Antonio Cartaxo, em Maurity, o qual, sabendo da aproximação dos bandoleiros, abandonou a sua propriedade, que foi saqueada e depredada.
De acordo com as recomendações de José Ignácio, o grupo, ao retirar-se de Coité, deveria atacar Milagres, mas achando-se essa localidade bem guarnecida. Lampião tentou atrair a atenção da força policial para fora daquele município, para o que fingiu a fazenda Queimada, próximo a Maurity. No momento em que efetuava o assalto a Queimadas, o bando foi surpreendido por uma força de 12 praças, comandada pelo Sargento Gouveia, que recuou três vezes. No último ataque do sargento Gouveia, o grupo decidiu retira-se em direção a Conceição de Piancó. Durante a luta, morreram dois soldados e os cangaceiros perderam “Pitombeira”, ficando ferido o bandido “Lavandeira”, que foi levado para a casa do velho “Baptista dos Valões”, tio de Sebastião Pereira e de Luiz Pedro. De Conceição do Piancó, os bandoleiros dirigiram-se para o povoado Cristóvão, do município de Belmonte, em Pernambuco, onde foram homiziados por Yoyô Maroto, que lhes forneceu munição.

Sinho Pereira (sentado) e Luiz Padre
Após esses acontecimentos, voltaram todos ao “Barro”, de José Ignácio, que mostrou a Morais um telegrama que lhe fora enviado pelo deputado Floro Bartolomeu, aconselhando-o a abandonar a vida de cangaço, visto como pretendia fazê-lo prefeito de Milagres, Em virtude deste conselho, José Ignácio resolveu dispensar o grupo, mandando-o para o Pajeú das Flores.
Os bandoleiros não quiseram ir para aquela localidade pernambucana, e rumaram a Patos e dali a Vila Bela, onde se acoitaram no sitio Abóboras, de propriedade do coronel Marçal Diniz. Numa dessas viagens, o grupo dividiu-se e seis homens dirigiram-se a Olho D’água, tendo um encontro com a força cearense comandada pelo capitão José de Santos Carneiro. Os seis cangaceiros perderam as montarias e refugiaram-se em Patos, onde se encontrava Lampião.
Desse encontro nasceu o receio de que a força cearense atacasse Patos, razão porque o dr. Marcolino Diniz, que protegia os bandoleiros, pediu auxílio do coronel José Pereira, de Princesa, que lhe remeteu mais de 100 homens armados. Enquanto enviava esse reforço de cabras, o coronel José Pereira foi ao encontro da força cearense, avistando-se com a mesma nas proximidades de Patos. O coronel José Pereira procurou convencer ao capitão Carneiro que não havia cangaceiros naquele município, mas o aludido oficial, com cerca de 80 praças, foi até Patos, não encontrando, ali, nenhum bandoleiro, pois, de acordo com os planos do coronel José Pereira, foram escondidos todos os “rapazes”. Foi isso uma felicidade para a força cearense, porquanto estava combinado se tentasse a mesma efetuar qualquer prisão seria repelida pelos cangaceiros, em número, então, superior a 200. No dia imediato, o capitão Carneiro se retirou de Patos. Lampião, à frente de 30 homens, dirigiu-se para o Pajeú das Flores, não sendo acompanhado de Morais que, com dois bandoleiros, voltou ao Ceará.
Durante dois anos, Morais viveu como bodegueiro, mas, vez por outra, realizava, “expedições” de cangaço por conta própria. Numa dessas “expedições”, chefiou um grupo composto de Antonio Padeiro, Lavandeira e dos Mateus, com os quais atacou José Amaro, no município de Aurora, saqueando totalmente a casa deste. Esta façanha custou-lhe nova perseguição da polícia, o que determinou sua fuga para o Pajeú, onde encontrou a proteção de Yoyô Maroto. Este, pouco meses depois, recebia Lampião em sua fazenda, passando Morais a “agir”, juntamente com o temível chefe bandoleiro.



Retirando-se Lampião, Morais não o quis seguir, e, com Lavandeira, passou a roubar entre Cristóvão, Belmonte e Poço dos Paus. Depois de várias peripécias, Morais foi acusado da morte de Vicente Quilarino, pelo que teve de fugir, vindo para Gameleiras, no Ceará, onde foi contratado para, em companhia dos Marcelinos, perseguir Horácio Novaes. Demorou em Gameleira, mas, ali, se viu perseguido por Júlio Pereira, por não querer trabalhar com ele em furtos de gado. Júlio Pereira, com diversas homens, atacou-o no dia 12 de maio de 1926, mas não conseguiu matá-lo.
Morais foi para Olho D’água do Santo, em Brejo dos Santos, onde pediu a proteção do coronel Joaquim de Lucena, conhecido por Quinca Chicote, prefeito municipal, que prometeu acoitá-lo, dando-lhe uma casa. Depois de pouco dias, o mesmo coronel Quina Chicote mandou mata-lo por um grupo de que faziam parre João Chicote, Antonio e Pedro Granjeiro, Manoel Salgueiro e Ferrugem. Morais entrincheirou-se em casa e resistiu ao ataque desde 10 horas da noite até 8 e meia da manhã seguinte, quando recebeu duas balas na perna direita.
Além desses ferimentos, a sua munição acabou-se, não podendo mais resistir. O primeiro a entrar em sua casa foi o Manoel Salgueiro, a quem Morais comunicou que estava ferido. Minutos depois, penetravam na casa mãos trê4s cangaceiros que queriam matar Morais, que apelou para Salgueiro, mostrando que era covardia assassinar e homem ferido e sem armas. Manoel Salgueiro ficou ao lado de Morais, não consentido que lhe tirassem a vida. Ferrugem e os outros insistiram em dar cabo do ferido, mas Salgueiro botou bala na agulha do rifle e tomou posição, disposto a defender a vida do homem, que tinha ido matar. Ferrugem e os outros cangaceiros não quiseram entrar em luta com Salgueiro, retirando-se da casa resmungando.
Morais foi levado para Brejo dos Santos, onde, depois da amputação da perna direita, acima do joelho, foi recolhido a cadeia. Passados alguns meses, Morais foi posto em liberdade, seguindo para Missão Velha, onde encontrou a proteção de Izaías Arruda, que lhe deu cama e mesa. Passou a viver tranquilamente em Missão Velha, mas, ultimamente, quando menos esperava, foi preso e removido para esta capital.
Terminado a sua história, Raimundo disse que fazer um pedido: Tem muitos inimigos na Paraíba que desejam sua remoção para aquele Estado, a fim de assassiná-lo, e por esse motivo queria que intercedesse junto ao dr. secretário da Polícia e Segurança Pública a fim de conservá-lo preso no Ceará, onde tem de responder por diversos crimes, inclusive a morte de João Fladeiro, em Milagres, a mandado de José Ignácio, e a morte de dois soldados da Polícia cearense.”

Jose Tavares de Araujo Neto
Pesquisador, Pombal-PB

Sousa Neto e família de Luiz Padre no Cariri Cangaço de Barro,CE

Um Adendo do grande pesquisador Sousa Neto, de Barro: "Moraes não fugiu. Após alguns meses de detenção ele foi solto e ainda cometeu outros crimes. Só deixou a vida bandoleira após o tiroteio em que foi alvejado na perna. Eu disse antes que Raimundo Moraes (Mundinho) teria fugido para o Piauí, cometi um engano, outro importante cangaceiro de José Inácio e Sinhô Pereira, Raimundo Tabaqueiro fugiu para o Piauí e desapareceu.Vou narrar nos comentários os últimos dias de Raimundo Moraes. Aproveito para lhe parabenizar pela narrativa transcrita do Jornal O Ceará. Um abraço.

"Em maio de 1926, no lugar Olho D’água dos Santos, doze civis cercaram Raimundo Morais (Mundinho), bandido errante que pertencera aos grupos de Sinhô Pereira e Lampião. Mundinho, que era natural de Brejo Santo, foi ferido na perna mas resistiu durante 10 horas. Conduzido à cidade, onde foi alvo da curiosidade dos antigos companheiros de infância, o bandoleiro submeteu-se à uma dura operação efetuada por Dr. Caminha, que lhe amputou a perna com facas e serrote de açougue. Após aquele martírio, Mundinho solicitou um confessor. Pe. Nonato ouviu-lhe por mais de uma hora. De resto, solicitário e ébrio inveterado, veio a falecer na mais negra miséria em 1955.Antes de morrer Raimundo Morais acedeu em narrar episódios de sua vida pregressa. Em dado momento quando se referia a seu batismo de fogo no grupo de Sinho Pereira (combate da Carnaúba-Pajeú) o ex-bandido expandiu-se num pranto convulsivo sem mais poder pronunciar uma só palavra".

Sousa Neto
Fonte - Revista Itaytera

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