Seguidores

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

2ª. história - Tancredo de Almeida Neves e o barbeiro

Por José Mendes Pereira

Tancredo de Almeida Neves foi eleito a deputado federal quando ainda não era tão famoso, mas já havia ganhado certo respeito da população de Minas Gerais. Antes havia sido promotor de justiça.

Naquela época não era necessário um político andar acompanhado com guarda-costas, porque o brasileiro ainda era humano.

Precisando cortar o cabelo Tancredo Neves parou em uma barbearia, como era chamada em outros tempos.

Sentou-se e ali o barbeiro deu início ao trabalho, fazendo barba e cabelo, no meio de conversas sobre políticas, futebol, secas...

 
Tancredo, Andrea e Aécio - 1984 Claudio-MG.

Após cabelo cortado, o barbeiro cuidou da barba do deputado, e com a sua navalha bem afiada, ele lhe perguntou:

- Dr. Tancredo de Almeida Neves, o senhor ainda se lembra de mim?

- Pra lhe falar a verdade eu não tenho lembrança quem é, acredito que você foi um dos meus eleitores, mas lembrar-me quem é você eu não recordo. – Disse ele se virando para o barbeiro e o observando dos pés à cabeça.

O barbeiro lentamente fazia a navalha deslizar sobre sua barba, e em seguida disse:

- Dr. Tancredo Neves, eu sou João Caetano Morais, aquele que o senhor me acusou naquela audiência quando eu fui réu. O senhor como promotor de acusação  fez o juiz decretar para mim uma cadeia de dez anos. Mas não se preocupe, aqui sou barbeiro, mas para ganhar o pão de cada dia. Cadeia nunca mais!

Tancredo de Almeida Neves ficou branco, temendo ser degolado pelo barbeiro.

Minhas Simples Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

Fonte:
http://minhasimpleshistorias.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Um comentário:

  1. Anônimo15:02:00

    Esta eu gostei Mendes. Já pensou se o barbeiro resolve ir além do seu serviço de barbeiro?
    Faz me lembrar Mendes, de uma história verdadeira de um amigo nosso aqui de Serrinha (Delegado de Polícia) que estava como Diretor da Casa de Detenção há aproximadamente 40 anos. Depois de aposentado, ao dirigir seu carro, teve um pneu furado numa estrada deserta. Ao parar para tomar as providências, saiu de uma vereda uma pessoa que se ofereceu para fazer a FORÇA do pneu. Ele (o delegado) prontamente aceitou. Após o serviço feito, perguntou quanto devia. O moço respondeu: O senhor não deve nada. Sou um ex-preso da casa de detenção nos velhos tempos quando o senhor era o diretor e nos tratava muito bem. JÁ PENSOU MENDES, SE AQUELE MEU AMIGO DELEGADO TIVESSE SIDO UM CARRASCO NA SUA POSIÇÃO DE CHEFE?
    Antonio Oliveira - Serrinha

    ResponderExcluir