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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

DUAS FIGURAS IMPORTANTES NA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA.

 Por Luiz Gonzaga-Rei do Baião.

Luiz Gonzaga ao lado de Norival Guimarães, ainda vestido com terno e sapato de verniz. 1946
Norival fez parte de importantes conjuntos regionais da época. Ele integrou o Regional de Dante Santoro, um grupo de renome que contava com outros músicos como Carlos Lentini, Valdemar e Rubens Bergman.
Através desse grupo, ele foi contratado pela Rádio Nacional em 1940, onde trabalhou por muitos anos. A Rádio Nacional era, na época, a principal vitrine para músicos e cantores no Brasil.

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LUIZ GONZAGA NA ESCOLA DE SAMBA '"O GALO DE OURO".

Por Luiz Gonzaga Rei...

 Em 1982, o "Rei do Baião" foi a grande estrela da Unidos de Lucas, escola de samba da Zona Norte do Rio de Janeiro conhecida como "O Galo de Ouro".

A escola levou para a Marquês de Sapucaí o enredo "Lua Viajante", uma homenagem direta à vida e obra de Luiz Gonzaga. O título fazia referência a uma de suas canções e celebrava sua trajetória desde Exu (PE) até o estrelato nacional.
Diferente do que costumamos ver hoje — onde as comissões de frente realizam coreografias complexas e teatrais — na época, era comum que a comissão fosse composta por figuras de respeito ou baluartes da escola.
• A Quebra de Protocolo: Luiz Gonzaga não veio escondido em um carro alegórico; ele veio no chão, abrindo o desfile.
• O Visual: Ele estava vestido com sua icônica indumentária de couro (gibão e chapéu de cangaceiro), mas estilizada para o Carnaval, simbolizando a dignidade do povo nordestino em pleno asfalto carioca.
Gonzaga faleceu em 1989, então essa homenagem de 1982 foi um dos grandes tributos que ele pôde desfrutar ainda em plena atividade.
Foto restaurada pela página Luiz Gonzaga Rei
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CANGACEIRO ALECRIM.

 Por Tesouros Reais.

José Rosa, mais conhecido pela alcunha de Alecrim, foi um dos cangaceiros que integraram o bando de Lampião, figura central do cangaço e apelidado de “Rei do Cangaço”. Embora não tenha ocupado posição de comando como outros chefes de subgrupo, Alecrim fazia parte do núcleo de confiança do líder nos anos 1930, atuando como um soldado leal em meio à intensa rotina de deslocamentos, confrontos e perseguições que marcavam a vida no sertão nordestino.

As informações sobre sua vida antes do ingresso no cangaço são escassas, algo comum entre muitos integrantes do bando. Sabe-se que era natural da região da Serra da Guia, no município de Poço Redondo, em Sergipe. O apelido “Alecrim” seguia a tradição do cangaço de adotar nomes inspirados em plantas, animais ou características marcantes. De acordo com o livro Cangaceiros de Lampião de A a Z, de Bismarck Martins, os cangaceiros conhecidos como “Alecrim 2” e “Moeda” eram os irmãos José Rosa e João Rosa, ambos naturais da mesma região.

Durante sua permanência no grupo, Alecrim participou das incursões típicas do bando de Lampião, enfrentando as chamadas volantes, forças policiais móveis organizadas para combater o cangaço. A vida era marcada por constantes fugas, emboscadas, negociações com coiteiros e pela sobrevivência na caatinga, ambiente que moldou tanto a estratégia quanto a resistência física dos cangaceiros.

O episódio mais documentado de sua trajetória ocorreu em 28 de julho de 1938, quando o bando estava acampado na Grota do Angico, também em Poço Redondo. Naquela madrugada, o grupo foi surpreendido por uma volante comandada pelo tenente João Bezerra. O ataque foi rápido e decisivo. Alecrim foi um dos 11 cangaceiros mortos no confronto inicial, antes que houvesse possibilidade de reação organizada. Assim como Maria Bonita e o próprio Lampião, teve a cabeça decepada após a morte.

As cabeças dos cangaceiros foram expostas publicamente em cidades como Piranhas e Santana do Ipanema, como forma de demonstrar o fim do grupo, e posteriormente encaminhadas ao Museu Nina Rodrigues, em Salvador, onde permaneceram por décadas antes de receberem sepultamento definitivo. A morte de Alecrim está diretamente associada ao episódio que simboliza o declínio definitivo do cangaço no Brasil. Seu nome permanece ligado à queda do bando de Lampião e ao encerramento de um dos períodos mais emblemáticos da história do sertão nordestino.

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CHEGOU O EX-REI DO SERTÃO.

 Por Robério Santos


Foto inédita de Antônio Silvino.

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VIRGÍNIO FORTUNATO, O MODERNO: A MORTE DO GIGANTE DO CANGAÇO.

Por Tesouros Reais.

Virgínio Fortunato da Silva, conhecido no cangaço pelo apelido de “Moderno” ou “Gigante Branco”, foi um dos integrantes do bando de Lampião e cunhado do líder cangaceiro. Casado com Angélica Ferreira, irmã de Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, Virgínio ingressou no cangaço em 1927, após abandonar a vida de viajante em razão das constantes perseguições policiais.

Homem de estatura impressionante — beirando os dois metros de altura — Virgínio destacou-se rapidamente no bando, tanto pela força física quanto pela lealdade ao cunhado. Em 1936, entrou no estado de Pernambuco com a missão de dar cobertura aos deslocamentos de Lampião. Atuava de forma estratégica, seguindo algumas léguas atrás do grupo principal e margeando a região em coordenação com outro importante chefe cangaceiro: Corisco.

Durante essa movimentação, Virgínio passou a ser seguido à distância por uma volante comandada pelo cabo Pedro Alves, composta por cinco soldados. No início da noite, por volta das 19 horas, o grupo de cangaceiros fez uma parada a cerca de 300 metros da Fazenda Rejeitado. Ao subir em uma ruma de pedras com aproximadamente um metro e meio de altura para observar a área, Virgínio acabou se expondo.

Os adornos metálicos de seu chapéu de couro refletiram a pouca luz do ambiente, tornando-o um alvo fácil. A volante abriu fogo, atingindo Virgínio no peito e na região das virilhas. Com o impacto dos disparos, o cangaceiro caiu sobre as pedras. O tiroteio provocou pânico no grupo, que reagiu atirando de forma desordenada antes de se dispersar em debandada.

No dia seguinte, o tenente Manoel Neto e seus homens localizaram o corpo de Virgínio. Segundo relatos, o cadáver foi brutalmente mutilado com coronhadas de fuzil, e o maxilar quase foi arrancado para a retirada dos dentes de ouro que o cangaceiro usava.

Ao tomar conhecimento da morte, Corisco encontrou Lampião e comunicou o ocorrido dizendo:

— Compadre, mataram Moderno!

Abalado, Lampião perguntou onde e por quem o cunhado havia sido morto, recebendo como resposta que não se sabia ao certo. Determinado a dar um sepultamento digno ao familiar, Lampião ordenou que Corisco distraísse a polícia. Enquanto isso, ele e outros cangaceiros seguiram até o local onde estava o corpo.

Apesar do avançado estado de decomposição, conseguiram identificar os restos mortais de Virgínio. Uma cova foi aberta ali mesmo, e o que restava do corpo do “Gigante Branco” foi enterrado. Após o sepultamento, Lampião pediu que todos se afastassem, retirou o chapéu de couro e rezou em silêncio ao lado da sepultura do cunhado e companheiro de luta.

Antes de partir, Lampião ainda fez um último gesto simbólico: com uma faca, entalhou uma cruz no tronco de uma craibeira, marcando o local onde repousava Virgínio Fortunato, o “Moderno”, uma das figuras mais emblemáticas do cangaço nordestino.

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FOTO RARÍSSIMA.

Por Helton Araújo

Nela, podemos ver João Ferreira, deitado à esquerda em um barco, navegando pelo rio São Francisco em direção à Grota do Angico, local onde seu irmão foi morto anos antes.
À extrema direita, também deitado, está seu primo Manuel, acompanhando-o nessa viagem marcada por memória e simbolismo.
🗞️ Fonte: Revista O Cruzeiro
📅 Data: 26/09/1953
Você já tinha visto essa foto?
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O CENTENÁRIO DA EMBOSCADA QUE VITIMOU OITO MILITARES PERNAMBUCANOS.

(*) Por Luiz Ferraz Filho.

Hoje , sábado (14), durante os festejos carnavalescos, eu não poderia de maneira alguma deixar de memorizar esse triste acontecimento que completa seu centenário. Na manhã de 14 de fevereiro de 1926, na localidade do sítio Umburanas, município de Custódia (PE), um pelotão da Polícia Militar de Pernambucano foi vítima de uma fatal emboscada arquitetada pelos revoltosos da Coluna Prestes. O planejamento para o ataque teve princípio quando o batalhão de revoltosos interceptaram uma mensagem telegráfica que avisava sobre o deslocamento de uma tropa de 137 militares, transportada em cinco caminhões, sob o comando do major João Nunes, com destino ao reforço do policiamento do interior de Pernambuco. Os revoltosos tenentistas tiveram o ardil de posicionar um cobiçado chapéu na estrada para servir de isca, despertando a curiosidade dos militares viajantes, que pararam o comboio de veículos para apanhá-lo. Surpreendidos com intensa fuzilaria dos revoltosos da Coluna Prestes, o comboio militar ainda esboçou uma valente resistência na tentativa de desalojar os atacantes posicionados nas cabeceiras dos serrotes. Sem êxito, tombaram mortalmente oito vítimas fatais, enquanto os demais buscavam sobreviver trocando tiros em campo aberto. Nesta fatídica emboscada, morreram os soldados Isidio José de Oliveira, Castor Pereira da Costa, Ercias Petronilo Fonseca, Manoel Bernardino Fonseca, José Sebastião Bezerra, Pedro Cosme Alexandrino, Antônio Cassemiro Ferreira e Luiz José Lima Mendes, que foram sepultados no local do combate pelos companheiros de farda, enquanto os vitoriosos atacantes comandando pelos tenentes João Alberto, Siqueira Campos e Cordeiro de Farias, seguiam o rumo revolucionário após incendiar quatro caminhões e recolher os despojos, armas e munições das vítimas. Na década de 60 do século passado, por iniciativa de um oficial pernambucano, foi construído este monumento fúnebre que demarca e homenageia os soldados martirizados. E recentemente foi restaurado pelos militares do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), corporação da Polícia Militar de Pernambuco, com sede na cidade de Custódia (PE).

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

CONHEÇA A CANGACEIRA SILA NO LIVRO "SILA DO CANGAÇO... ... AO ESTRELADO.

 Da escritora Elane Marques


Se este livro "SILA DO CANGAÇO... ... AO ESTRELADO" estiver faltando em sua estante,  precisa adquiri-lo urgentemente, porque livros com tema cangaço voam rapidamente, principalmente os colecionadores não dão chances, arrebatam logo, chegando a comprarem em grande quantidades. 

Basta entrar em contato com o Dr. Archimedes Marques através deste e-mail: 
archimedes-marques@bol.com.br

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ERONIDES CARVALHO FILHO DO ANTONIO CAIXEIRO.

 Colorizada pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio


"Eu entendo a noite como um oceano
Que banha de sombras o mundo de sol" - Zé Ramalho.



Mais uma sensacional colorização digitalizada do "mago dos pincéis". Parabéns! 

A cada trabalho o aperfeiçoamento é notado.

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DONA CABOCLA FAZIA COMIDA PARA O BANDO DE LAMPIÃO

 Vídeo do acervo do cineasra Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=THutyebFMX8&feature=youtu.be


Publicado em 22 de mar de 2014

Pequeno relato de dona Cabocla onde ela se arrepende de ter contado que fez comida para Lampião. Ela contou quase 70 após a morte de Lampião. Por esse depoimento da para ver o peso de uma palavra dada. Esse vídeo só foi possível graças ao amigo João de Sousa Lima
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