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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

O ATAQUE DE MASSILON A APODI.

Por Antonio Neilton Medeiros

O ataque de Massilon à cidade de Apodi não foi um ato isolado nem desprovido de sentido. À época, Massilon vivia sob a proteção de Décio Holanda, aliado ao sogro Tilon Gurgel, ambos inimigos declarados de Francisco Pinto, intendente do município. Nesse cenário de disputas políticas e vinganças pessoais, tudo indica que o ataque ocorreu a mando de Décio Holanda, com a missão de atingir diretamente o chefe político local.

O que ainda intriga é o fato de Francisco Pinto não ter sido executado. Algumas hipóteses tentam explicar o desfecho: a compra da própria vida, a intervenção de um padre, a intenção de apenas humilhar e desmoralizar o intendente ou, ainda, o exagero dos jornais da época. A ideia de pagamento parece frágil, pois nada impediria Massilon de ficar com o dinheiro e cumprir a ordem. Já a intervenção religiosa soa mais plausível, considerando o respeito que muitos cangaceiros demonstravam pelos padres.

Também é possível que o objetivo do ataque nunca tenha sido a morte, mas a humilhação pública. Naquele tempo, desmoralizar um intendente significava enfraquecer sua autoridade e sua honra. Quanto ao suposto plano de execução, não se pode descartar o sensacionalismo da imprensa, sempre ávida por narrativas mais violentas para vender jornais.

Entre ordens, versões e silêncios, o ataque de Massilon a Apodi permanece como um episódio marcado mais pelas perguntas do que pelas certezas.

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