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sábado, 20 de dezembro de 2014

A ENTRADA DE LINO DE ZEZÉ NO CANGAÇO, O CANGACEIRO PANCADA, LAGOA DO MEL, NANBEBÉ, SALGADINHO E GLÓRIA-BA.


Salgadinho, casa da cangaceiro Lídia, local onde foi aprisionado o soldado, por Lino de Zezé, depois no cangaço, Pancada.

Quando do combate da Lagoa do Mel onde morreram dezenove soldados e o Ezequiel (irmão de Lampião), um dos soldados que fugiu ao cerco, se perdeu dentro da mataria fechada e saiu justamente no povoado Nambebé. 

Local da morte por engano, do civil, Antonio de Curvina, por cangaceiros, pois o mesmo vinha trazendo os apetrechos do soldado e foi confundido com o militar. Fica na estrada para o Salgadinho.

Com o alerta que ali era reduto de Lampião o soldado pegou Antonio Curvina e o menino Epiphânio de Félix como reféns e ordenou que eles o levassem até Santo Antonio da Glória. 

Lagoa do Mel - Local do combate - Foto da época.

No trajeto, o soldado bastante cansado, entregou seus pertences ao Antonio Curvina para que ele o ajudasse a levar o material. Assim que eles saíram do Nambebé alguns cangaceiros que vinham no encalço do soldado chegaram ao povoado. 

Nanbebé, local onde foi feito reféns, Antonio Curvina e um sobrinho, pelo soldado que empreendia fuga pela caatinga, depois do combate da lagoa do mel, rumo ao quartel de Glória.

Maria, esposa de Antonio, contou a história acontecida com seu marido e a falou da preocupação que estava passando por ver seu companheiro nas mãos do militar. 

Local do combate da Lagoa do mel, vendo se ao fundo a serra do riacho, atrás desta serra, fica a casa de Maria Bonita, foto da época do combate, rara, 1932.

Os cangaceiros seguiram por outro caminho que levava em um tempo mais curto até o povoado Salgadinho. Ganhando tempo os cangaceiros chegaram a um ponto e armaram emboscadas para pegar o soldado. 

Lino de Zezé, já cangaceiro, com sua esposa, Maria de Pancada e o companheiro Atividade - colorido por:...

Ao longe avistaram as três pessoas que seguiam uma vereda, Antonio Curvina vinha com os bornais e o chapéu do soldado. 

O historiador, João De Sousa Lima, no local da morte de Antonio Curvina, Salgadinho-Ba.

Os cangaceiros confundiram o coiteiro com o soldado e atiraram, o soldado correu, o garoto Epiphânio de Félix se emparelhou em uma árvore e nada sofreu, e Antonio Curvina caiu morto. 

Cidade de Glória na época do cangaço, aqui ficaram presos os cúmplices de Lino de Zezé, Pancada, na morte do soldado...

O soldado chegou ao povoado Salgadinho e justamente na casa da irmã da cangaceira Lídia que avisou a ele que ali era coito de cangaceiros. O soldado se negou a sair da residência.

Fazenda vizinha à Lagoa do Mel, local do combate - foto feita na época, 1932, rara.

No encalço dos cangaceiros e do soldado, montado em um burro, vinha o primo de Antonio Curvina, o jovem Lindo de Zezé. Lino encontrou o primo morto e saiu em perseguição ao soldado, indo encontrá-lo no povoado Salgadinho. 

Povoado do riacho, local do combate, 1932.

Povoado da Barra-Glória-Ba. Foi para aqui que correu os soldados sobreviventes, da batalha da Lagoa do Mel - Foto da época, rara.

Lino pegou o soldado, amarrou-o, montou no burro e saiu arrastando o soldado. Na subida da Serra do Padre Lino matou-o, pegou seu armamento e foi se apresentar ao cangaceiro Lampião, que ouviu sua história, e de imediato o aceitou em seu bando, passando Lino a ser chamado de Pancada, o famoso cangaceiro Pancada.

Fonte - João de Sousa Lima
Pesquisa - Coronel Delmiro Gouveia.
Fotos - Gilmar Teixeira.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

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