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sexta-feira, 26 de abril de 2024

MORRE ANDERSON LEONARDO, VOCALISTA DO GRUPO MOLEJO, AOS 51 ANOS.

 Por O GLOBO

Anderson Leonardo, vocalista e cavaquinista do Molejo, um dos grupos mais famosos e irreverentes do pagode dos anos 1990, morreu nesta sexta-feira (26) aos 51 anos. O músico foi internado no hospital Unimed, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no dia 27 de fevereiro, com fortes dores após sessões de radioterapia para tratar um câncer inguinal raro, na região da virilha.

Quem foi Anderson Leonardo?

Filho do produtor Bira Haway (que, como técnico de som do Estúdio Haway, na região da Central do Brasil, gravou nos anos 1970 discos de Jamelão, Elza Soares, Fagner, Alcione, Fafá de Belém, Novos Baianos e Belchior, além de LPs de escolas de samba), Anderson nasceu e foi criado no bairro da Abolição, na Zona Norte do Rio, onde viveu cercado pelo samba. Um de seus melhores amigos de infância era Andrezinho, filho do ex-diretor de bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel, Mestre André, o inventor das paradinhas. Os dois meninos fizeram shows folclóricos no exterior, nos quais tocavam músicas de capoeira e executavam acrobacias com o pandeiro.

No fim dos anos 1980, Bira Haway montou o Molejo como uma banda de baile. No começo dos 90, Anderson e Andrezinho (surdo e vocal) assumiram a banda e se juntaram a Claumirzinho (pandeiro e vocal), Lúcio Nascimento (percussão e vocal), Robson Calazans (percussão e vocal) e Jimmy Batera (bateria). Orientados por Bira (que mais tarde produziria, além do Molejo, grupos como produtor de Revelação, Exaltasamba, Pixote), misturaram o samba-pop e bem-humorado dos Originais do Samba com as inovações introduzidas no samba de raiz pelo grupo Fundo de Quintal.

“Queríamos ser uma banda de baile, e nosso primeiro nome era Nossa Banda. Depois, mudou para Grupo Molejo que era o nome da banda do meu pai. Por querer ser uma banda de baile é que temos toda essa alegria, esse repertório e sempre estar cantando músicas de outros artistas e outros companheiros”, disse Anderson ao jornal “O AbreCampense”.

Em 1994, o Molejo lançou seu primeiro LP, “Grupo Molejo”, que estourou com o samba-rock “Caçamba” (“está tudo aí / que papo legal / estão dizendo lá no gueto / que você tem um suingue legal”). Os discos seguintes trariam “Paparico” (“arranjei um carro importado / uma beca e um celular / na verdade era tudo emprestado / não tenho nem onde morar”), “Brincadeira de criança” e a “Dança da Vassoura” (“diga aonde você vai / que eu vou varrendo”). Para sublinhar a alegria dos sambas, era fundamental a presença de Anderson, com o seu riso largo, sua voz rouca e uma dentição muito particular — que ele optou por corrigir em 2015.

“Estou bem feliz com o resultado. Tudo melhora. Costumo brincar que a minha língua está mais à vontade na suíte. Antigamente o barraco ficava muito apertado (risos). Quando eu olho no espelho e vejo tudo certinho, fico muito feliz. A patroa gostou muito”, festejou ele, em entrevista ao Jornal Extra.

O grupo Molejo, nos anos 1990 — Foto: Divulgação
O grupo Molejo, nos anos 1990 — Foto: Divulgação

maior dos sucessos viria em 1996, com “Cilada”, samba feito por Delcio Luiz e Ronaldo Barcellos durante um pileque em São Paulo (“inocente, apaixonado, eu estava crente que ia viver uma história de amor / não era amor, não era, era cilada”). Sem jeito, Delcio apresentou a composição a Anderson num almoço de Natal. “Eu nunca largo prato de comida, e larguei pra bater palmas pra eles”, contou o cantor no programa “Faustão da Band”. “Essa música é tão legal que até Lady Gaga deu uma moral”.

Ele se referia, de forma brincalhona, ao fato de que, em setembro de 2016, logo após a cantora americana ter lançado o single “Perfect illusion”, fãs terem apontado nas redes sociais semelhanças entre a música e “Cilada”. A brincadeira impulsionou as buscas pelas músicas do Molejo no Spotify, que cresceu 102% em apenas um dia. Dias depois, Lady Gaga fez referência no Facebook ao samba do Molejo para promover o seu álbum “Joanne”.

Com isso, uma nova geração descobriu o grupo (e o celebrou com memes e camisetas que diziam “Molejo maior que Beatles”), que então, após seis anos sem lançar um disco de inéditas, anunciou o álbum “Molejo Club”, antecipado pela música “Fofoca é lixo”. Logo depois foi anunciado que Andrezinho, que havia saído em 2009, voltaria ao grupo.

“André disse: ‘Quero voltar, não aguento mais ficar sozinho’. E eu respondi: ‘Vai lá e fala com os caras”. Foram oito anos de briga e, com o tempo, a mágoa vai passando, ainda mais porque a gente havia construído muita coisa junto”, revelou Anderson ao Extra. “Eram discussões sobre compromissos, condição monetária, virou uma bola de neve. A minha saída foi a parte ruim de nossa história”, admitiu Andrezinho, que durante os anos que ficou longe do Molejo, atuou como coordenador de bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel.

Acusações de violência contra Anderson Leonardo

Um histórico de violência acompanhou a vida de Anderson Leonardo. Em 1999, ele foi acusado de agressão por Luciana Ferreira da Silva, sua ex-mulher, com quem teve dois filhos, por ela ter cobrado o dinheiro da pensão. No mesmo ano, Flávia Moraes, de 19 anos, registrou queixa contra ele numa delegacia de São Paulo por ter levado socos ao ter se recusado a manter relações sexuais sem camisinha. A confusão teria ocorrido numa das suítes do Hotel Jandaia, onde Anderson estava hospedado com o Molejo.

De acordo com o depoimento de Flávia, os dois teriam se conhecido numa boate e depois foram para o hotel. A história foi confirmada por um dos porteiros. Anderson se defendeu das acusações, alegando que estava num bar com o empresário e alguns amigos, quando conheceu Flávia. Ela teria pedido um autógrafo e, surpreendentemente, começou a xingá-lo.

Anderson Leonardo foi acusado de estupro

Em fevereiro de 2021, o sambista foi novamente acusado, dessa vez de ter estuprado um jovem de 21 anos. Maycon Douglas Pinto de Nascimento Adão, mais conhecido como MC Maylon, denunciou que o estupro aconteceu em um hotel em Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

“Quando entramos, ele começou a me agredir, me deu um tapa na cara. Durou uma hora e não sei quantos minutos. Eu nunca ia esperar isso dele. Quando ele penetrou em mim, senti muita dor”, declarou. Anderson Leonardo alegou que as relações sexuais com o bailarino foram consensuais e, no depoimento à polícia, disse estar sendo vítima de chantagens pelo jovem.

Tempos depois, o cantor disse ao canal “Cara a Tapa”, do YouTube: “Ninguém tem nada contra ninguém. Vou frisar aqui sério. Eu nunca tive [preconceito]. Imagina, tu nasceu feiozinho e tu começa a ver uns menininhos mais bonitinhos. Aí, um cara mais velho te dá um tênis, um lanchinho, né? Pô, um cozinheiro colocava uns pratinhos melhores para mim para quê? Eu tinha que transar mesmo... Ou você acha que o prato vinha de graça? Mas isso é passado.”

Em maio de 2002, a ex-Banheira do Gugu Solange Gomes acusou Anderson de assédio no programa. De acordo com ela, o sambista a tocou e ela não se queixou, à época, por medo de perder seu emprego. “Antigamente as coisas aconteciam e a gente não tinha muita noção. Então, eu lembro, na Banheira, que o Anderson, do Molejo, veio e colocou a mão dentro do meu biquíni”, contou, no podcast Papagaio Falante.

“Eu estava agarrando muito ele, sufocando, dando uma gravata, e ele ficou chateado, irritado. Então, a forma que ele achou que poderia me parar era fazendo um exame ginecológico. Foi bem desagradável", completou Solange. A assessoria jurídica de Anderson disse que as acusações eram infundadas.

Qual o tipo de câncer do Anderson do Molejo?

O câncer do sambista foi descoberto em outubro de 2022. Dois meses depois, ele chegou a anunciar que estava curado. No entanto, em maio de 2023, contou ter tido que retomar o tratamento. “Eu estava sentindo uma coisa muito pequena e falava: ‘não deve ser nada, deve ser uma gordurinha’. Daí foi crescendo. Eu e minha namorada procuramos o urologista”, disse em entrevista ao podcast Rocinha Cast. Anderson Leonardo deixa quatro filhos: Leozinho Bradock, Alissa, Rafael Phelipe e Alice.

MORRE ANDERSON LEONARDO:

Anderson Leonardo, vocalista do Molejo, morreu nesta sexta-feira (26). Sambista tratava de câncer inguinal desde 2022.

https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/04/26/morre-anderson-leonardo-vocalista-do-grupo-molejo-aos-51-anos.ghtml

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CANGAÇO: UMA TRINCHEIRA EM MOSSORÓ, 1927, E O MISTERIOSO JÚLIO PORTO

 

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Mossoró, primeira metade do século XX

* Honório de Medeiros (honoriodemedeiros@gmail.com)

Nos idos de 1925, o adolescente Raimundo Nonato Alfredo Fernandes, então com quinze anos, viu encostar, no terreiro da casa de seus pais, José Fernandes Chaves e Maria Adília Fernandes, um Ford 1922 com duas pessoas dentro. 

Era Elias Fernandes, que vinha convidá-lo para trabalhar com Alfredo Fernandes, proprietário da empresa do mesmo nome em Mossoró, e da lendária residência na Avenida Getúlio Vargas, vizinha, por um lado, à também lendária residência do Coronel Rodolpho Fernandes, de quem era cunhado, e que hoje é a sede da Prefeitura da Cidade de Mossoró, e, pelo outro, à também lendária Igreja de São Vicente de Paula.

Elias e Alfredo Fernandes, primos legítimos de Raimundo Nonato, eram filhos do Coronel Adolpho Fernandes, protagonista do “Fogo de Pau dos Ferros”, em 1919, quando sua família, por ele liderada, expulsou o líder político Coronel Joaquim Correia da cidade. O Coronel Joaquim Correia jamais voltou a Pau dos Ferros. E o Coronel Adolpho Fernandes era Prefeito (Intendente) da cidade quando Lampião atacou Mossoró.

A outra pessoa no carro atendia pelo nome de Júlio Porto, e era motorista da família Fernandes. Raimundo Nonato não sabia, mas viajou até Mossoró ao lado do seu primo e de um cangaceiro que teve papel importante nas articulações que suscitaram os ataques a Apodi, em 10 de maio, por Massilon e seu bando, e Mossoró, em 13 de junho de 1927, dessa vez por ninguém menos que o próprio Lampião. 

Atentemos para o detalhe: em 1922 Júlio Porto, natural de Aurora, no Ceará, já conhecia, e bem, Mossoró.

Passam-se dois anos. Estamos em 1927. Junho. No dia 13, Lampião invadiu Mossoró.

No final da Rua hoje denominada Dr. Francisco Ramalho, lateral da Igreja de São Vicente de Paula, no sentido de quem vai para o centro da cidade, do lado direito, na última residência, residia Ezequiel Fernandes de Souza, sobrinho do Coronel Adolpho Fernandes e sócio de Alfredo Fernandes. 

Nela, a poucos passos da Igreja, montou-se uma tosca trincheira para aguardar os cangaceiros.

Sob a liderança de Ezequiel Fernandes lá estavam sua esposa Ester(1), que havia dado a luz e padecia de febre puerperal; o chofer de um caminhão da Prefeitura que aguardava condições para retirá-la da cidade, mas que fugiu tão logo aconteceu os primeiros tiros; um freguês da empresa Alfredo Fernandes chamado de “Velho Chico”; e um amigo da família, Maurílio, que lá estava porque tinha raptado Isabel, sobrinha de Afonso Freire e a depositado sob os cuidados dos donos da casa.

Os demais, quinze pessoas, recolheram-se em um quarto no centro, no entorno da cama da doente: Ezequiel Fernandes; Pedro Ribeiro, seu primo; seus filhos Laete, Luís e Aldo; Francisco Fernandes de Sena (Chico Sena), seu sobrinho; Isabel; as domésticas Leonila e Esmerinda; as vizinhas Maria Leite e sua filha Laura; Julieta, filha de Delfino Fernandes; Alzenita Fernandes; e Raimundo Nonato, então com dezessete anos.

Os integrantes da trincheira, que se posicionaram no telhado da residência foram o “Velho Chico” e Maurílio(2).

Dessa vez Raimundo Nonato não chegou a ver Júlio Porto, mas o ex-motorista dos Fernandes que fora lhe buscar em Pau dos Ferros talvez tenha estado com os cangaceiros de Lampião e Massilon no ataque a Mossoró. Com certeza já estivera na invasão de Apodi, com Massilon.

Júlio Porto, o misterioso Júlio Porto, nasceu em Aurora, no Ceará, mesma cidade onde nascera e exercia enorme influência política no Cariri o Coronel Isaías Arruda. 

Em 1927 Júlio Porto tinha vinte e três anos de idade. Júlio Porto não era Porto. Seu verdadeiro nome era Júlio Sant’anna de Mello. O “Porto” viera de sua estreita ligação com Martiniano Porto, fidalgote nas terras do Apodi, e inimigo sangue-a-fogo do Coronel Francisco Pinto, líder político da cidade.

Martiniano Porto era relacionado por laços de interesse recíprocos com Tylon Gurgel e Benedito Saldanha(3) - futuro Prefeito daquela cidade -, todos ferrenhos opositores do Coronel Francisco Pinto.

Tylon Gurgel, por sua vez, era sogro de Décio Hollanda, e Benedito Saldanha, protetor de Massilon Leite no Ceará, fronteira com Apodi, o qual se considerava “afilhado” de seu irmão, o Coronel Quincas Saldanha, a quem chamava de "padrinho", desde os tempos de sua jagunçada em Brejo do Cruz, quando matou Manoel Paulino de Moraes, José Augusto Rezende (juiz da cidade), feriu Minervino de Almeida (também juiz), e Severino Elias do Amaral, a serviço de um consórcio de coronéis da região.

Júlio Porto pode ter sido um dos elos de ligação entre os inimigos políticos dos Coronéis Francisco Pinto e Rodolpho Fernandes, com o Coronel Isaías Arruda, pelo fato de ser de Aurora(4). Ele está presente em momentos cruciais ligados à invasão de Apodi e Mossoró.

Em seu depoimento à polícia Bronzeado corrobora essa versão, ao afirmar que:

“trabalhava com o senhor José Cardoso, que mora em uma fazenda do senhor Izaias Arruda chefe de Missão Velha e do qual o Cardoso é primo. Estava ali trabalhando quando chegou a ordem do senhor Izaías de seguirem para Apody, afim de fazerem o ataque já conhecido, a convite do senhor Décio Hollanda, morador em Pereiro. Ele e outros não queriam seguir, mas foram obrigados. O portador da carta de Décio fora o conhecido ‘chauffeur’ Júlio Porto, também bandido, que aqui morou”(5).

Júlio Porto conhecia Mossoró, portanto, como ninguém. Raul Fernandes nos relata o seguinte, em A MARCHA DE LAMPIÃO(6): 

"Joanna Bezerra da Silva, conhecida por Doca, deu-nos uma entrevista interessante: Morava em Mossoró. Empregada doméstica da casa de José de Oliveira Costa (Costinha Fernandes), comerciante, sócio da firma Tertuliano Fernandes & Cia. Disse que Júlio Porto fora por último chofer de caminhão da referida firma. Meses antes do assalto a Apodi, desaparecera de Mossoró. Vez por outra aparecia à noite, muito apressado. Entrava pelo portão do fundo do quintal da casa, pedia café à Doca e sumia. Aconteceu chegar vestido à moda de cangaceiros. Dizia ser o traje onde trabalhava".

Sendo de Aurora, Ceará, com certeza Júlio Porto sabia quem era José Cardoso, proprietário da Fazenda “Ipueiras”, parente e aliado do Coronel Isaías Arruda. A ele, quem sabe, apresentou Décio Hollanda, genro de Tylon Gurgel, amigo e correligionário de Martiniano Porto e Benedito Saldanha. Disse a Décio Hollanda, representante do grupo político contrário aos Coronéis Francisco Pinto e Rodolpho Fernandes, talvez, que José Cardoso era o homem certo para se chegar ao Coronel Isaías Arruda e, através dele, a cangaceiros e jagunços a serem comandados por Massilon.

É possível que Júlio Porto não tenha participado do ataque a Mossoró, embora estivesse na invasão de Apodi. Essa é a opinião de Calixto Jr, no excelente VIDA E MORTE DE ISAÍAS ARRUDA(7):

"Depois do assalto (a Apodi), tendo regressado a Aurora, Júlio Porto retorna à casa de Mundoca Macêdo no Angico, a quem vendeu por 95$000 um rifle e cinquenta balas que lhe havia sido cedido para a empreitada. Efetuada a venda, retirou-se para Juazeiro do Padre Cicero, onde viria a matrimoniar-se, ainda em 1927. Lançando mão de algum dinheiro que a esposa possuía, montou carpintaria nas proximidades da atual rua do Cruzeiro, onde trabalhou por uma temporada até ser preso".

Uma vez preso e recambiado para Apodi, como visto, e liberto por Roldão Maia, o assassino do Coronel Chico Pinto, então carcereiro ou coisa que o valha, sumiu no oco do mundo...

(1) Ester Fernandes não resistiu à doença e faleceu quatorze dias depois, no dia 27 de junho, cercada pela família.

(2) Tudo aqui é contado conforme o livro RAIMUNDO FERNANDES, ANTEPASSADOS E DESCENDENTES, da lavra de Inês Maria Fernandes de Medeiros, com alguns acréscimos.

(3) Do pesquisador Marcos Pinto, acerca de Décio Hollanda, Benedito Saldanha, e Tylon Gurgel, recebi a seguinte correspondência eletrônica, em 23 de janeiro de 2012: 

"Encontrei um fato por demais interessante no inquérito/processo que apurou o 'FOGO DE PEDRA DE ABELHAS'.

Consta por testemunha firme e valiosa que DÉCIO HOLLANDA comprou, no começo do ano de 1925, duas mil balas de rifle e mandou esconder em local que o Capitão Jacintho não conseguiu localizar. Agora, veja a coincidência: dois anos (1927) depois consta que Lampião recebeu um suprimento de duas mil balas de rifle quando se preparava para atacar Mossoró. 

Ora, se esta munição não foi gasta nem apreendida pelo Capitão Jacintho, é a mesma que Décio conduziu, em caixões muito bem disfarçados, “escanchados” em lombos de burro, segundo octogenários que ainda hoje comentam o episódio em Felipe Guerra.

Estou alinhavando um novo artigo que terá o seguinte título: “CANGAÇO NO OESTE POTIGUAR – DO FIO DA NAVALHA AO FIO DA MEADA. Vou provar por A mais B a proteção dada ao cangaceirismo por parte dos desembargadores FELIPE GUERRA e HORÁCIO BARRETO e do Juiz de Direito JOÃO FRANCISCO DANTAS SALES, que recebia abertamente, em sua casa em Apodi, Décio Holanda, Tylon Gurgel e Benedito Saldanha.

JOÃO DANTAS SALES foi transferido, “a pedido”, para Acari, em 25 de maio de 1925, por instâncias do Governador José Augusto, que convenceu o então Presidente do Superior Tribunal de Justiça Estadual, atual TJE.

Acrescente-se que HORÁCIO BARRETO era sobrinho de JUVÊNCIO BARRETO, que veio de Martins para Apodi em 1915, à convite de MARTINIANO DE QUEIRÓZ PORTO, para fixar residência e cerrar fileira na oposição à família PINTO comandada por Tylon Gurgel e seu genro Décio Hollanda. 

O Dr. José Fernandes Vieira também traficou influência em favor do seu sogro Martiniano Porto, sendo certo que, em 1925, o aconselhou a ir residir em Pau dos Ferros. 

Observo que os dois mil cartuchos que foram comprados por Décio Hollanda, o foram em Mossoró, em 1925. 

Lembrei-me de outra particularidade: o Desembargador Horácio Barrêto era sobrinho da esposa (Alexandrina Barrêto) do Governador do Rio Grande do Norte, Joaquim Ferreira Chaves, que deu apoio oficial à perseguição policial a Joaquim Correia e aos Ayres em Pau dos Ferros, em 1919. Horácio e Felipe Guerra foram indicados e nomeados desembargadores por Ferreira Chaves em 1919. 

Felipe Guerra foi candidato e eleito Deputado Estadual em 1934 na chapa dos “Pelabucho” na qual constava, ainda, Benedito Saldanha".

(4) Leiamos um auto de interrogatório de Júlio Porto no qual ele informa que é cearense e, também, que o guarda que lhe deu fuga, jagunço do Coronel Benedito Saldanha, foi o mesmo Roldão Maia que anos depois assassinaria o Coronel Chico Pinto: 

"Auto de perguntas feitas a Julio Sant’Ana de Melo, vulgo Júlio Porto.

Aos vinte e dois dias do mês de maio do ano de mil novecentos e trinta e três, nesta cidade de Apodi, município do mesmo nome, Estado do Rio Grande do Norte, em o salão da cadeia pública desta cidade, aqui presente o cidadão Osório Martins de Moura Brasil, Delegado de Polícia deste município, comigo escrivão abaixo assinado, presente o preso Júlio Sant’Ana de Melo, vulgo Júlio Porto, pela mesma autoridade lhe foram feitas as seguintes perguntas: Qual o seu nome, prenome, idade, estado, profissão, naturalidade, profissão, residência e se sabe ler e escrever? Respondeu chamar-se Júlio Sant’Ana de Melo, vulgo Júlio Porto, com vinte e nove anos de idade, solteiro, motorista, natural do Estado do Ceará, filho de Manoel Sant’Ana de Melo e Francisca Maria da Conceição, residindo nesta cidade, sabendo apenas assinar o nome. Perguntado como fugiu da prisão, quem o auxiliou e porque voltou? Respondeu que em o dia vinte do corrente mês, cerca de dezenove horas, com um pedaço de pau, abriu a prisão em que se achava e abrindo o portão, saiu pelo interior da cadeia; que se tinha alguma praça o guardando na ocasião em que saiu da prisão, não viu; que saiu na carreira na procura de Mossoró, onde destinava-se; que chegando no lugar chamado “Mato Verde”, e depois de subir a serra, resolveu voltar, chegando hoje nesta cidade, cerca de nove horas; que não teve quem o auxiliasse a fugir da prisão, bem assim quem o aconselhasse a fugir; que saiu como um doido quando saiu, pois estava bastante ébrio; que passou em casa de Arnóbio Câmara, despediu-se da mulher deste e saiu às carreiras; que Arnóbio não estava em casa quando passou por lá; que da casa de Arnóbio saiu pela estrada afora em busca de Mossoró; passou em casa de uma mulher conhecida por Preta, despediu-se da mesma e seguiu viagem; que no Sítio ? mais ou menos, nas proximidades da casa de José Honorato de Moraes, vulgo Zeca ?, pressentiu que ia a sua procura uma força; que ocultou-se dentro do mato e viu quando a força passou, reconhecendo serem uns soldados; que na tarde do dia em que fugiu andava só uns soldados da força do Tenente Virgílio Barbalho, e chegando em casa de Amália de Tal, os mesmos soldados tomaram um pouco de aguardente e deixaram um bocado em um copo para o respondente; que tomou o aguardente e saiu logo embriagado não sabendo o que ia fazendo; que quem trancou o respondente na prisão no dia em que fugiu foi o guarda Roldão, isso por lhe terem dito. E como nada mais disse..."

(5) O CANGAÇO NA IMPRENSA MOSSOROENSE; PIMENTA, Antônio Filemon Rodrigues; Tomo II; Coleção Mossoroense; Série “C”; nº1.104; 1999; Mossoró. 

(6) 4ª. Edição; Nota 9 ao Segundo Capítulo.

(7) CALIXTO JÚNIOR, João Tavares; Fortaleza: Expressão; 2019.

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SEU GALDINO SE APRESENTA NO GRAN CIRCUS EM MOSSORÓ, COMO DOMADOR DE ONÇAS.

Por José Mendes Pereira

 

Quando uma minúscula parte do Gran Circus Norte-americano esteve em Mossoró, e me parece que foi nos anos 70, seu Galdino já era caçador de onças de raças e cores variadas, e, famoso pelas suas astúcias e coragem de perseguir aqueles felinos nos tabuleiros, foi convidado pelo diretor da casa de espetáculo,  para enfrentar uma onça no seu picadeiro, e para sua surpresa, ela ainda não era tão domada entre os homens. Mas seu Galdino queria mostrar ao público pagante que na verdade, era um homem que não tinha medo de leão, muito menos de onça, mais parecida com um avantajado gato do mato.

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Montaram a grande jaula em meio ao público, evitando uma possível escapulida da onça, para tirar a tranquilidade da plateia pagante. Seu Galdino estava feliz. Primeiro, por ter sido convidado para mostrar a sua coragem de enfrentar uma onça quase não domada, e segundo, ter o prazer de entrar numa jaula onde ali, faz o animal ficar habituado ao convívio com o ser humano, isto é, tornar-se doméstico. 

Como de costume, tudo que se passava com ele, contava ao seu maior amigo e compadre Leodoro Gusmão.

Ambos sentados sob uma mangueira que viçosamente vivia frente à casa do caçador de onças, conversavam sobre isso ou sobre aquilo. E de repente, seu Galdino lembrou do seu passado, quando ainda era jovem:

Vamos ouvir o que eles conversam:

- Sempre fui um homem que não tem medo de nada, muito menos de onças. Quando eu vejo uma delas, lembro-me de apenas um avantajado gato que se desenvolveu nas matas fechadas...

- Eu sei disso, compadre, eu sei! – Reforçou seu Leodoro.

- Pois sim, o circo era uma minúscula parte do Gran circus que veio à Mossoró tentar angariar um dinheirinho em nossas terras, e tendo tomado conhecimento que eu sou caçador de onças, e luto corpo a corpo com elas, o gerente mandou me convidar para uma possível apresentação de como se pega onças. E lá, fiz um desafio, que beberia cachaça ao lado dela, e se ele duvidasse, ela também beberia num prato comigo na mesa, que ambos seriam colocados para este fim. E o gerente aceitou esta tentativa, isto é, da minha pessoa tomar a cachaça ao lado dela.

Seu Leodoro ouvia com muita dedicação às suas palavras.

- Quando o domador trouxe a onça pelo um corredorzinho, protegido por uma porção de grades de ferro, de repente ordenou que ela ficasse de cócoras sobre uma cadeira, a qual já fazia parte nos seus espetáculos rotineiros, e ao subir, olhando em minha direção, ela quis descer para caminhar onde eu estava. O domador deu sinal que não. Não passasse dali. Mas ela ficou de olhos grelados à minha pessoa. Todos que assistiam, já pensavam que ela queria me estrangular.

- E como se sentiu compadre, assim que ela ficou observando o senhor?

- Eu nem um tiquinho de medo, compadre! - Pois sim, continuando o meu raciocínio..., mesa, prato, cadeiras e uma garrafa de cachaça já estavam ali nos esperando. Sentei-me na cadeira, abri a garrafa, enchi o copo com o líquido para mim, depois pus uma boa quantia no prato, e em seguida, ordenei que o domador liberasse a onça, para que ela viesse e ficasse lambendo a cachaça com a língua.

- Meu Deus! Fez seu Leodoro! 

E em seguida, perguntou como foi que ele conseguiu esta façanha, de tomar cerveja com um animal tão feroz que é felino, principalmente, onça, que todas elas têm o instinto ruim. 

- Foi fácil, meu compadre, foi fácil! Naqueles idos, eu trabalhava na "FITEMA", de Enéas da Silva Negreiros, na Presidente Dutra em Mossoró. A minha jornada, começava das 6h00 da manhã, até às 12h00 do meio dia, só voltando às 2h00 da tarde para completar às 8h00 diárias.  E durante o tempo em que o circo permaneceu lá, ao sair do trabalho, todos os dias eu o visitava para ver as suas dependências, animais e tudo mais. Quando jovem, eu gostava de uma pinguinha que a carregava uma garrafa dentro da minha sacola tiracolo, e aqui acolá, tomava uma lapada...

- Eu também gostava. – Opinou seu Leodoro Gusmão.

- Pois sim - dizia seu Galdino – a primeira vez que me encostei à jaula de uma das onças, com a garrafa em uma das mãos, ela ficou como se estivesse me pedindo aquele líquido, e eu o que fiz?  Destampei a garrafa, espalmei a minha mão, pus um pouquinho de cachaça, e encostei-a na jaula, para que ela tentasse beber o líquido, pegando com a língua. Logo ela bebeu e ficou me pedindo mais. Eu não repeti a dose. No dia seguinte, repeti a mesma coisa, dando a ela cachaça, e a cada dia eu repetia a mesma coisa. Foi aí que ela ficou me conhecendo e não faria mal nenhum a mim.

- Meu compadre Galdino, nunca vi um homem tão corajoso como o senhor!

- E eu brinco, compadre Leodoro! Nasci no meio de homens corajosos, assim como foi o meu querido pai...

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CABEÇA GIGANTE DO PROFESSOR, ESCRITOR, AGRÔNOMO E PESQUISADOR DO CANGAÇO DR. BENEDITO VASCONCELOS MENDES.

 Por José Mendes Pereira

As fotos foram gentilmente cedidas pelo professor.

Benedito Vasconcelos Mendes é professor, escritor, agrônomo e pesquisador do cangaço, um dos sobralenses que mais Mossoró admira. Foi diretor da ESAM - Escola Superior de Agricultura de Mossoró - atualmente Universidade Federal Rural do Semi-Árido durante 24 anos. A sua biografia é vasta. Esta cabeça está localizada no Museu do Sertão na fazenda Rancho Verde, na Estrada de Alagoinha em Mossoró. 

"BENEDITO VASCONCELOS MENDES" Formação & Titulação Engenheiro-agrônomo pela Universidade Federal do Ceará (CE), graduado em 1969. Mestrado: Universidade Federal de Viçosa (MG) - Dissertação: Histopatologia de raízes do cafeeiro parasitadas por Meloidogyne exigua. Ano de Obtenção: 1975. 

Doutorado: ESALQ/USP-Piracicaba (SP) – Tese: Histologia de galhas da coroa de chuchu (Sechium edule) induzidas por Agrobacterium tumefaciens e infestadas por Meloidogyne incognita e desenvolvimento de dois sistemas de cultivo in vitro para Meloidogyne javanica. Ano de Obtenção: 1980. 

Vínculos institucionais & Atuação profissional 1) Docente (Prof. Titular) e Diretor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, antiga ESAM/Escola Superior de Agricultura de Mossoró, RN (1970-1994). 

2) Pesquisador/Dirigente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – CPA do Meio Norte (1997-1999). 

3) Docente (Prof. Adjunto IV) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Mossoró, RN (1999- ). Endereço: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Centro de Estudos e Pesquisas do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Departamento de Geografia Fafic Caixa Postal 70 59600-970 - Mossoró, RN - Brasil Telefone: (84) 3152 2197 Ramal: 197 Fax: (84) 3152 2197  E-mail: beneditovasconcelos@uern.br 

Posições ocupadas na SBN Presidente (1980-1983) e Vice-Presidente (1977-1978 e 1985-1986), organizando as 3ª e 10ª Reunião Brasileira de Nematologia, ambas em Mossoró (RN), em 1978 e 1986. Acesso ao Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/1770891942535885".



Professor Benedito ao lado da sua cabeça em escultura.

Este que aparece em pé, embaixo na escultura, é o professor Benedito Vasconcelos Mendes. Eu fico imaginando como foi que o artista plástico conseguiu moldar esta escultura, já que ela é totalmente feita de concreto. Teria sido feita em uma forma, construída por ele, ou ao longo do tempo foi fazendo a lentamente? Mesmo eu não tendo conhecimento como foi feita, ele é um grande artista.

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ESCULTURA É APRESENTADA PELA PRIMEIRA VEZ NA JORNADA CULTURAL DO MUSEU DO SERTÃO

 Por Eriberto Monteiro

A escultura “O INTELECTUAL DO BEM” é apresentada pela primeira vez na XVIII Jornada Cultural do Museu do Sertão, ocorrida no dia 27 de agosto de 2022.

A obra é mais um belíssimo e importante monumento do escultor “Bibiu de Lajes” e foi feita em concreto armado na oficina do citado escultor, na cidade de Lajes/RN e transferida para Mossoró/RN.

Segundo o artista, “Apesar das pedras do caminho, este cidadão do bem tropeça, mas nunca cai e nem deixa seus patrimônios culturais caírem, aqui simbolizados pelos livros, porque o Espírito Santo segura”.

Além desta escultura recém chegada ao Museu do Sertão, lá encontramos outros trabalhos de Bibiu como a estátua de Padre Cícero, a estátua de Frei Damião e a Cabeça de gigante, trabalho este que remete a figura de Benedito Vasconcelos Mendes.

A peça artística é mais uma de tantas outras que estão no Museu do Sertão, localizado na Fazenda Rancho Verde, estrada de Alagoinha, zona rural da cidade de Mossoró/RN (4 quilômetros de Mossoró).

 https://colecaomossoroense.org.br/site/2022/08/30/escultura-e-apresentada-pela-primeira-vez-na-jornada-cultural-do-museu-do-sertao/

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CABEÇA DE PEDRA

 Por Magnus Mundi

A colossal cabeça de pedra olmeca encontrada em La Venta, México, em 1947, é uma das esculturas mais emblemáticas e impressionantes da antiga civilização olmeca.

A cabeça de pedra olmeca é uma escultura colossal esculpida em basalto vulcânico, medindo aproximadamente 2,5 metros de altura e pesando cerca de 20 toneladas. Ela representa um rosto humano maciço, com características distintamente olmecas.

A cabeça de pedra olmeca é uma representação vívida da habilidade e do conhecimento artístico dos antigos olmecas. A precisão e a escala desta escultura, esculpida há milhares de anos, são testemunhos da grandeza e complexidade da civilização olmeca.

#curiosidades #curiosidadesdomundo #magnusmundi #mexico #historias

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quinta-feira, 25 de abril de 2024

QUATRO FENÔMENOS DO NORDESTE BRASILEIRO.

 Por Guilherme Machado


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FLORO BARTOLOMEU

 Por Robério Santos

O último à direita é Floro Bartolomeu ao tempo da sublevação de Juazeiro, tendo a seu lado José Borba Vasconcelos. Ambos seriam depois deputados federais. Quem é o terceiro personagem?

Fonte: Cangaceiros e Fanáticos (Rui Facó, 1963).

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CORDÉIS

 

Ajude no crescimento do acervo de cordéis do ESPAÇO DÓ CORDEL: O NOSSO MEMORIAL DO CORDEL. indique e passe contato para mim de outros poetas que tenham muitos cordéis pra permutar. Contatos de cordeltecas. Por gentileza. Muito obrigado

Gostaria de ter esse cordel que lançastes e outros que ainda não tenho. Quero muito seu cordel aqui no ESPAÇO DO CORDEL: O NOSSO MEMORIAL DO CORDEL. Aonde tenho cerca de sete mil obras. Veja o endereço: Rua Rui Barbosa 2118, bairro do Limoeiro, Juazeiro do Norte-CE. Cep: 63030-020. Aos cuidados de Francisco de Assis A.S.Enviarei pra você em igual quantidade a todos os que a mim enviarem. Sejam quantos forem. Um ou três mil cordéis. Muito obrigado. Ah, fazemos cordéis coletivos. Meu contacto pra você participar dos novos cordéis coletivos da EDITORA PROSA E VERSO: EXCLUSIVO PARA ELES e EXCLUSIVO PARA ELAS. Vem com a gente. Inscreva-se no canal do YouTube tube: ACORDE PRO CORDEL. (Homenagem aos homens e mulheres). 889 88383940.

Envia teus cordéis pra esse endereço: Surpreenda-me e surpresa terás.

Rua Rui Barbosa 2118, bairro do Limoeiro, Juazeiro do Norte-CE. Cep: 63030-020. Aos cuidados de Francisco de Assis A.S.

FAÇA TODOS ESSES BENS. FAZER O BEM É BOM.

https://www.facebook.com/veridianodiasclemente.clemente

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PAI E FILHO - DE SEVERINO DIONÍSIO CATA: ANTONIO JOCÉLIO E GUILHERME NOBRE.

 Por Poeta Antonio Jocelio

https://www.youtube.com/watch?v=kKI9vmvt0gs&ab_channel=PoetaAntonioJocelio

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CONFRONTO DOS MARCELINOS COM OS XAVIER - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=VV0b17txNeQ&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

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"BRAVURA NÃO SE FAZ COM SANGUE" O Jornal, Rio de Janeiro, Setembro de 1969.

 Acervo Guilherme Machado

Revolucionários de Princesa(PB). Segundo a legenda da foto tirada em 1930, são, da esquerda pra direita: Coronel José Pereira, Major Feliciano, Marçal Diniz, Inocêncio Nobre, Antônio Pereira e Manoel Rodrigues.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

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quarta-feira, 24 de abril de 2024

LIVRO

Por Robério Santos 


Perdi a fonte, mas pertence a pai e filho. 

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CANGACEIROS BARREIRAS E VILA NOVA

 Por Helton Araújo

Barreira e Vila Nova, esses cangaceiros compartilharam da mesma vida, sofreram e fizeram sofrer, no fim, tiveram melhor sorte que outros cangaceiros, pois sobreviveram, porém até chegar nesse momento cada um fez sua escolha própria.

Barreira preferiu matar e decapitar o companheiro de armas Atividade e se entregar as autoridades, já Vila Nova, após se entregar, diferente de alguns cangaceiros, preferiu não trair os ex-companheiros, não ajudando assim as forças volantes, segundo consta, teria sido espancado por isso.

E assim cada um seguiu sua vida, levando consigo as escolhas do passado.

Gosta da história do cangaço?

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MUSEU CASA DE MARIA BONITA, PAULO AFONSO, BAHIA

Por João de Sousa Lima


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A JOVEM MARIA MARQUES QUE FOI FERRADA NO ROSTO POR ZÉ BAIANO! COM O CONSENTIMENTO DO SEU CHEFE LAMPIÃO.

Por Guilherme Machado Historiador

Em 06 de janeiro de 1932, Lampião e seu grupo invadiram Canindé do São Francisco/SE. De imediato, o Rei do cangaço mandou pegar algumas mulheres ( Maria Marques, irmã do soldado Vicente Marques; Izaura, casada com o soldado Bilrinho; Anizia, conhecida por Zininha, além de outras ).

O cangaceiro Zé Baiano ( o qual havia sido traído pela bela Lídia ), esquentou seu "ferro" o qual tinha as iniciais "JB", deixando-o em brasa, e ato continuo, seguindo ordem do chefe, ferrou, em pleno rosto, a Sra. Maria Marques, além de outras vítimas todas mulheres.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2184461901898109%2C2184450605232572%2C2183829431961356%2C2183902098620756%2C2183188638692102%2C2182645545413078%2C2182722248738741%2C2181893275488305%2C2181893272154972%2C2181893278821638&notif_id=1713302836987795&notif_t=group_highlights&ref=notif

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PESQUISADOR DO CANGAÇO VALDIR JOSÉ NOGUEIRA PRESTES A FAZER ANIVERSÁRIO.

 Prestes a fazer aniversário


Me pego desejando-me felicidades.
Estranho alguém desejar o melhor para si,
Mas é o que no momento me ocorre.
Desejo que minhas vontades sejam todas satisfeitas!
Afinal, a data é importante porque eu nasci.
Dos familiares, quero amor incondicional,
Dos grandes amigos, total dedicação;
Dos amigos distantes, as ótimas recordações
Que meu interior alcance a perfeição;
Minha fé nunca se abale,
Minha esperança nunca esmoreça.
Que o espírito de menino jamais se vá,
E que nunca me falte inspiração.
E sobretudo que Deus continue ao meu lado,
Não só neste meu aniversário
Mas em todos os outros que ainda me restam.

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