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domingo, 9 de junho de 2024

O ATAQUE DE SINHÔ PEREIRA AS FAZENDAS PIRANHAS E UMBURANAS,DOS CARVALHOS.

 Por Luiz Ferraz Filho

Clássica foto de Sinhô Pereira e Luis Padre

Geograficamente falando, no inicio do século XX não havia possibilidade nenhuma de frequentar a lendária Vila de São Francisco (antigo distrito de Villa Bella - Serra Talhada-PE), sem passar nas terras das famílias Pereira ou Carvalho. E foi exatamente nesse epicentro das antigas questões que estive visitando. A vila era na época um arruado de comercio pujante. Muitas habitantes frequentavam o povoado que crescia rapidamente as margens do Rio Pajeú. 

Qualquer sertanejo da Vila de São Francisco que desejasse visitar a cidade de Serra Talhada pela estrada velha, teria que passar nas fazendas Barra do Exu, Caldeirão, Escadinha, Várzea do Ú, Piranhas, Três Irmãos, Surubim e Umburanas, todas redutos de familiares dos "Alves de Carvalho". Esse grande número de habitantes fez prosperar essas localidades e consequentemente da famosa vila , fundada na metade do século XIX por Francisco Pereira da Silva, patriarca dos "Pereiras".

Região rica, tal como todo o solo encontrado nas fazendas do oeste serratalhadense, a Fazenda Umburanas surgiu através de um dote recebido pelo fazendeiro Manoel Alves de Carvalho (filho de Jacinta Maria de Carvalho e João Barbosa de Barros - o Janjão da Quixabeira) pelo casamento com a prima Joana Alves de Carvalho, herdeira desta parte de terra que pertencia ao seu pai, o coronel José Alves da Fonseca Barros, que morava do outro lado do Rio Pajeú na Fazenda Barra do Exu. 

Marca de bala na Umburanas...

Deste quartel-general dos "Carvalhos das Umburanas", nasceram os celebres irmãos Jacinto Alves de Carvalho (Sindário), Enoque Alves de Carvalho, José Alves de Carvalho (Zé da Umburana) e Antônio Alves de Carvalho (Antônio da Umburana), e posteriormente os outros irmãos Isabel (Yaya), João de Cecilia (falecido jovem), Aderson Carvalho, Enedina e Adalgisa (Dadá). Foi lá, nesta fazenda, que esses celebres irmãos enfrentaram a questão com os primos Sinhô Pereira e Luis Padre.

Aparentados do major João Alves Nogueira, da Fazenda Serra Vermelha, e de Antônio Clementino de Carvalho (Antônio Quelé), que na época já enfrentavam questão com Manoel Pereira da Silva Filho (Né Pereira), era somente questão de tempo e de proposito para que os irmãos Carvalhos (vizinhos da vila São Francisco, onde morava os Pereiras) aderissem a essa questão familiar. E o estopim foi justamente o assassinato de Né Pereira, em outubro de 1916, na Fazenda Serrinha, cerca de 6 km da Fazenda Umburanas, dos Carvalhos.

Né Pereira, assassinado em outubro de 1916 pelo jagunço Zé Grande, que levou e entregou o chapéu e o punhal para os familiares dos Carvalhos.

O crime foi cometido pelo ex-presidiário Zé Grande (natural de Palmeira dos Índios-AL), que segundo os Pereiras, era ex-jagunço dos Carvalhos e havia fugido da cadeia para em sigilo incorpora-se ao bando de Né Pereira com a intenção de assassina-lo traiçoeiramente. Após matar Né Pereira quando ele tirava um cochilo, Zé Grande levou o chapéu e o punhal do morto para entregar aos Carvalhos, na Fazenda Umburanas, como prova do crime cometido. Revoltado, Sebastião Pereira e Silva (Sinhô Pereira - irmão de Né Pereira) entra na vida do cangaço ao lado do primo Luis Padre, que teve o pai assassinado em 1907, na Fazenda Poço da Cerca, cerca de 6 km para as Umburanas.

Casa velha da Fazenda Umburanas, antiga propriedade de 
Manoel Alves de Carvalho e filhos. 
Francisco Batista da Silva (Chico Julio), 67 anos, morador antigo das fazendas Umburanas e Piranhas relembrando alguns episodio e mostrando as casas 
que foram incendiadas.

Localizada no epicentro da questão "Carvalho" e "Pereira", o comercio da Vila de São Francisco regredia devido a infestação de bandos armados. Em julho de 1917, Sinhô Pereira e Luis Padre, juntamente com mais 23 jagunços, resolveram fazer sua maior vingança com os "Carvalhos", cercando e atacando as Fazendas Piranhas e Umburanas. 

Os proprietários Lucas Alves de Barros (da Fazenda Piranhas), Antônio Alves de Carvalho (da Fazenda Umburanas) e Jacinto Alves de Carvalho (da Fazenda Várzea do Ú) resistiram ao ataque, juntamente com os Pedros - jagunços e moradores da família - em um combate épico que durou duas horas. O cabra Manuel Paixão, do bando de Sinhô Pereira, morreu ferido na calçada quando tentava entrar na casa velha da fazenda. "Tomamos a casa do Lucas, que fugiu para a casa de Agnelo (Alves de Barros - irmão de Lucas das Piranhas), bem perto. Depois chegaram mais jagunços, amigos dele. O combate durou quase duas horas. Manuel Paixão e outros três ficaram feridos. Um foi preciso a gente carregar. Era Antônio Grande. Por isso, tivemos que nos retirar. Dizem que morreu um deles e dois ou três ficaram feridos", revelou Sinhô Pereira, em entrevista nos anos 70.

Sindário Carvalho, que juntamente com os irmãos Zé e Antônio das Umburanas, resistiu ao ataque de Sinhô Pereira e Luis Padre as fazendas Piranhas e Umburanas
Casa velha da Fazenda Piranhas, propriedade de Lucas Alves de Barros e filhos.
Escombros da casa de Antonio Alves de Carvalho (Antonio da Umburanas), morto em um duelo com Sinho Pereira. 

Furioso, Sinhô Pereira pôs fogo nos roçados e nas cercas das fazendas, como também, queimou 13 ou 14 casas de moradores e agricultores que trabalham na terras dos Carvalhos, situadas bem próximas uma das outras. Depois, Sinhô Pereira, ainda matou algumas criações, cortando o couro para não ser aproveitado, e "arrombou" os pequenos açudes para os peixes morreram sem água. "A casa grande das Umburanas foi incendiada, como (também) as (casas) das Piranhas, e a minha casa nesta fazenda. Atualmente ali não reside ninguém", falou o fazendeiro João Lucas de Barros (filho de Lucas das Piranhas), em entrevista nos anos 70. 

Após esse ataque de Sinhô Pereira, os Carvalhos abandonaram suas moradas e vieram residir em Serra Talhada (PE), onde devido a influência com a politica da época, se aliaram aos militares e iniciaram uma tenaz perseguição ao bando de Sinhô Pereira e Luis Padre. Iniciava assim a fase mais obscura de uma guerra de vindictas familiares que culminaram na morte de Antônio das Umburanas e a ida de Sinhô e Luis Padre para o sudeste brasileiro. "A impunidade em Vila Bela (Serra Talhada) teve o auge em minha juventude", lamentou Sinhô Pereira, em entrevista meio século depois dos acontecimentos. 

Luiz Ferraz Filho, pesquisador - Serra Talhada,PE
(FONTE): (FERRAZ, Luis Wilson de Sá - Vila Bela, os Pereiras e outras historias) - (LORENA, Luiz - Serra Talhada: 250 anos de historia) - (MACEDO, Nertan - Sinhô Pereira, o comandante de Lampião) -  (AMORIM, Oswaldo - Entrevista de Sinhô Pereira ao Jornal do Brasil em fev.1969) - (FEITOSA, Helvécio Neves - Pajeú em Chamas: O Cangaço e os Pereiras).

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O FOGO DO COITÉ

 Por Geziel Moura

Igreja do Coité e Padre Lacerda

A história do cangaço é muito fascinante, e nem sempre cangaceiros, volantes e civis, que foram às armas. Em janeiro de 1922, quem pegou nelas foi o representante da igreja, o Padre Lacerda. Esse acontecimento se deu, na época que Lampião e seus irmãos, eram simples cabras de Sinhô Pereira, e atuavam na região do Cariri Cearense, a história é mais ou menos assim:
Após a morte do Coronel Domingos Leite Furtado, poderoso chefe político em Milagres (CE), no ano de 1918, o seu braço armado, o Major José Inácio de Sousa, fazendeiro abastado no município do Barro (CE), conhecido como Zé Inácio do Barro, passou a assediar a família do falecido, reclamando que o Coronel Domingos Furtado devia certa quantia a ele, por serviços prestados, o que produziu inimizades entre as família Furtado e Zé Inácio do Barro.
Major Zé Inácio do Barro
Antonio Vilela, Sousa Neto, Dr Leandro Cardoso, Jorge Remígio, Manoel Severo e Ivanildo Silveira na visita do Cariri Cangaço à  Fazenda Nazaré do cel. Domingos Leite Furtado

Cabe, neste momento, uma explicação: Zé Inácio era conhecido protetor de cangaceiros, assim como outros coronéis no Cariri cearense, inclusive, Sinhô Pereira e seu bando, estavam na folha de pagamento daquele Major, tendo, ainda, seu filho, Tiburtino Inácio de Souza, vulgo Gavião, no bando de Pereira, isto denuncia, que nem sempre a constituição de um cangaceiro, era por conta da pobreza.
Hilário Lucetti e Magérbio de Lucena nos conta, em sua obra "Lampião e o Estado Maior do Cangaço", que o Sítio Nazaré, da viúva do Coronel, D. Praxedes de Lacerda foi assaltado, em Janeiro de 1919, por grupo de cangaceiros, comandado por Gavião, filho do Major Zé Inácio do Barro.
Assim, após ser denunciado como mandante do assalto, Zé Inácio, não esconde o feito, mas diz que aquele dinheiro era dele, por anos de serviços prestados ao Coronel Domingos Furtado, e ainda o chamou de ladrão, pronto estava aberta a questão entre as famílias, principalmente na figura do Padre José Furtado de Lacerda, ou simplesmente, o Padre Lacerda, pároco da Vila de Coité, pertencente ao município de Mauriti (CE).
 Caravana Cariri Cangaço e a visita ao Coité de Padre Lacerda em Setembro de 2013
Manoel Severo, Sousa Neto, Antônio Amaury e Dr Leandro em conferência sobre o Fogo do Coité na própria igreja local
Luitgarde Barros, Daniel Apolinário e Dr Lamartine Lima na 
Conferencia do Cariri Cangaço no Coité
Insultos vão, insultos veem, entre o Padre Lacerda e o Major Inácio do Barro e o certo é que no dia 20 de janeiro de 1922, a pequena Coité é invadida pelo grupo de Sinhô Pereira, à frente com setenta cangaceiros. Entretanto, o Padre Lacerda, não usava somente a Bíblia e terços em seus ofícios, era possuidor de rifle e um bom contingente de homens, bem armados e municiados.
Segundo, o escritor Sousa Neto, que biografou o major Zé Inácio do Barro a resistência vinha da casa do Padre Lacerda, e sustentou o fogo por seis horas, forçando uma retirada dos cangaceiro, ao chegar soldados da policia de Mauriti e Milagres.
Ainda, segundo aquele autor, o bando de Sinhô Pereira fora atacado no dia seguinte, na Fazenda Queimadas, por aquelas volantes, sendo necessário dividir o grupo em três, um grupo com Lampião, outro com Baliza e o resto com o chefe Sinhô Pereira, desta forma conseguiram furar o cerco, e seguir para o coito, no Barro. O saldo do Fogo do Coité, foram três homens do Major, e diversos cangaceiros feridos, inclusive Antônio Ferreira. Padre Lacerda não era fácil.
Geziel Moura , Pesquisador
24 de novembro de 2017
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NOVA ORDEM DO CANGAÇO Por Raul Meneleu Mascarenhas

 Por Raul Meneleu Mascarenhas

 

A partir do ano de 1929, passou a acontecer uma das mudanças mais radicais no modo do famoso cangaceiro portar-se perante seus inimigos, vindo a tornar-se muito mais perigoso ainda. Mulheres passaram a integrar seu bando e ele passou a dividi-lo em grupos e subgrupos. Que estratégia incrível para os padrões ‘cangaceirísticos’ daquela sua época. Ninguém ainda tinha feito isso. Eram uma espécie de clãs familiares e autônomos sob a direção de homens de sua inteira confiança. Era a Nova Ordem do Cangaço que se apresentava. Chamava menos atenção e seus inimigos não tinham a menor ideia onde ele se encontrava, pois o bando dividido, a população os via em muitos lugares e as autoridades ficavam sem saber onde centrar fogo, com números maiores de contingente.

Essa estratégia, ou por querer ou por necessidade e imposição do destino, fez que Lampião, perseguido sem descanso pelas Forças Volantes de Pernambuco, tivesse que fugir e refugiar-se na Bahia com cinco companheiros que lhe restavam e maltrapilhos e famintos ali chegaram para a recomposição mais espetacular de sua vida. Era o ‘Fênix’ que retornava mais forte e das cinzas ressurgia sua têmpera de ‘cabra macho’ que não temia ninguém .
Arte de Mário Cravo Júnior

Lampião veio a entender por conta da situação em que seus inimigos contavam com armas melhores e poderosas, que deveria mudar de estratégia. Em sua mente de guerreiro privilegiado e líder, compreendeu que já não tinha condições de dirigir um número considerável de cangaceiros. Além disso o  sertão ficava aos poucos modernizado, com estradas, vias férreas e pipocava o progresso. Sua vida e de seus cabras agora dependiam mais da ‘inteligence’ que de seus músculos, coragem e pontaria pois deixava aos poucos de ser um território virgem e impenetrável. O Governo estava agora em toda a parte com suas construções de progresso e sua ‘gana’ de exterminar o banditismo naquela região.

Élise Grunspan Jasmin em seu livro ‘Lampião, Senhor do Sertão’, veio a tecer um comentário de pé de página onde o chama de ‘O Guerreiro Sedentário’ justamente por substituir seus ataques violentos, embora vez em quando o fizesse, por essa nova ordem familiar tornando-se menos nômades. Em suas notas, Élise Grunspan Jasmin aponta para António Silvino que tentara “resistir a construção da estrada de ferro pela companhia Great Western no sertão da Paraíba. Em 1906, ele perseguia os engenheiros ingleses encarregados de executar os trabalhos, ameaçava os operários, cortava os fios telegráficos, deteriorava as vias já instaladas e extorquia os passageiros do trem. Constatando a ineficácia de sua empresa, enviou uma carta aos diretores da Great Western por meio de Francisco de Sá, um de seus empregados, dizendo que permitiria a construção da estrada de ferro mediante uma indenização de 30 contos de réis. Ver, a esse respeito.
Virgulino Lampião

Sempre que tinha oportunidade. Lampião ameaçava ou assassinava os operários que trabalhavam nos canteiros. Em 1929. fez interromper a construção de uma estrada que devia ir de Juazeiro a Santana da Glória, CE, e que devia passar por seu refúgio predileto, o Raso da Catarina. Em outubro desse mesmo ano, constatando que sua ameaça não tinha sido levada em consideração, matou um dos operários. Em 1930, perto de Patamuté. BA. atacou um grupo de operários e matou um deles. Em 1932. no sitio Carro Quebrado, entre Chorrochó e Barro Vermelho, na Bahia. Lampião executou nove operários.

No Estado de Sergipe. em fevereiro de 1934, atacou operários e paralisou a construção da estrada. As autoridades governamentais nunca levaram em conta as ameaças de Lampião, e a partir de 1930 intensificaram os projetos de abertura do sertão ao "progresso". No dia 9 de junho de 1935, por ocasião de uma reunião organizada em Águas Vermelhas, na fronteira de Pernambuco. Carlos de Lima Cavalcanti, governador desse Estado, e Osman Loureiro, governador de Alagoas propuseram um plano de construção de estradas e vias férreas nas zonas do sertão afetadas pelo cangaço. 

Elas deviam cortar sistematicamente em diversos eixos as regiões mais freqüentadas por Lampião e facilitar o transporte das Forças Volantes por caminhão, enquanto os cangaceiros se deslocavam quase sempre a pé. Os canais e as vias fluviais também deveriam ser controlados, pois permitiam o envio de armas aos cangaceiros. Lampião sabia que as conquistas tecnológicas com as quais as Forças Volantes tinham sido municiadas e a penetração das vias de comunicação através do sertão poderiam anunciar seu fim próximo e pôr em perigo sua autoridade na região (Informações extraídas das obras de Frederico Pernambucano de Mello, op. rir., 1985, e Quengo: !Amplio?, 1993).
Raul Meneleu Mascarenhas
Blog Caiçara do Rio dos Ventos

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FIGURA POPULAR DE MOSSORÓ SE FOI PARA A CASA DO SENHOR!

 Por José Mendes Pereira

Crédito da foto - Relembrando Mossoró.

Durantes décadas, este senhor e anteriormente jovem, viveu entre nós em Mossoró. Quem é de Mossoró, bastante o conheceu. Não era agressivo, mas impaciente. Andava de bairro em bairro pela nossa cidade. 

Quando o sistema de telefonia ainda era convencional, ele sabia quase todos os números e seu proprietário. Era um computador ambulante. Paulo não desrespeitava mulheres. 

Quando via um carro ele  se aproximava e tomava a frente. E como o motorista não iria o atropelar, parava. Era nesse momento que ele subia sobre o capô, e não saía facilmente. Ponha paciência o condutor.  

Paulo simplesmente um tipo popular que a nossa Mossoró presenciou a sua vida como pessoa especial. 

Vá com Deus, grande Paulão!

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POSSÍVEL ORDEM.

Acervo Joaozin Joaaozinn

A fotografia, para a história ao todo, é um importante material que complementa ou comprova o fato apresentado ou pesquisado. Classificadas em conhecidas, raras ou inéditas, os registros da história cangaceira têm também o seu papel de suma importância, trazendo ricas informações sobre algum ato.

Entretanto, o mais dificultoso, no meu ponto de vista, é a questão da identificação do personagem fotografado, por diversos motivos: qualidade da foto, estado do registrado, vestimenta, apetrechos, rosto, corpo... . Um belo exemplo é esse registro de novembro de 1938, ocasião das entregas dos cangaceiros para as forças baianas, do acervo do pesquisador Rubens Antônio. Nela, apresenta o codinome dos cangaceiros, mas não a ordem em que eles estão. Nesse modelo, em arriscada comparação de fotos e aparência, tentei organizar a possível ordem dos bandoleiros aqui presentes.

• 𝗔𝗚𝗔𝗖𝗛𝗔𝗗𝗢𝗦 (da direita para a esquerda):

Novo Tempo (?), Borboleta, Jurity, Balão (?), Azulão (?), Cuidado, Quina-Quina (?) e Mané Pernambuco (?).

• 𝗘𝗠 𝗣𝗘’ (da direita para a esquerda):

Chá Preto, Devoção, Xexéu, Laranjeira, Penedinho (?), Beija Flor(?), Zé Sereno (?), Cacheado (?), Ponto Fino (?), Marinheiro (?) e Criança (?).

Vale ressaltar que essa ordem vem do meu ponto de vista e possivelmente terá erros nessa identificação; ou seja, não estou afirmando que realmente seja assim que os cangaceiros estão colocados, e sim um palpite meu, um palpite bem arriscado. Outra questão é a presença de algumas alcunhas e a falta de outros que acaba deixando dificultoso e ao mesmo tempo interessante a iconografia, no caso de Penedinho e Xexéu; Penedinho participou mesmo das fotografias junto com outros companheiros nas entregas? Por que Xexéu não apareceu na legenda da informação original?

𝐶𝑅𝐸́𝐷𝐼𝑇𝑂𝑆: 𝑅𝑢𝑏𝑒𝑛𝑠 𝐴𝑛𝑡𝑜̂𝑛𝑖𝑜.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨Ç𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2450878331787763%2C2450526471822949%2C2449222395286690%2C2448758925333037%2C2448396632035933&notif_id=1717536922020889&notif_t=group_highlights&ref=notif

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sábado, 8 de junho de 2024

AGLAE LIMA DE OLIVEIRA - ESCRITORA DO TEMA CANGAÇO

Por Beto Rueda

Aglae Lima de Oliveira, pesquisadora e escritora, nasceu no dia 02 de junho de 1925 na cidade de Cabrobó, sertão do São Francisco, Pernambuco.

Apaixonada pelo fenômeno cangaço, a relação com o tema veio desde muito cedo. Sua mãe Adriana, foi professora primária na região e conheceu pessoalmente Lampião quando ele invadiu a cidade de Cabrobó com mais de cem homens. Um acontecimento chamou a atenção: Na Escola, a professora Adriana perfilou os seus alunos para cumprimentarem o ilustre visitante, fato que causou admiração no chefe dos cangaceiros.

Aglae estudou por mais de vinte anos sobre o assunto e realizou dezenas de entrevistas com ex cangaceiros, padres, coiteiros e pessoas ligadas a eles.

Empolgou o país respondendo sobre a vida de Lampião no programa "O Céu é o Limite", apresentado por J. Silvestre na extinta Rede Tupi de Televisão, no final dos anos 60.

Escreveu o livro Lampião, Cangaço e Nordeste, baseado na sua tese de doutorado. Lançado no início de 1970, foi um fenômeno de vendas: Devido ao grande sucesso, a primeira edição esgotou-se em apenas 15 dias. Diante da grande repercussão, mais duas edições foram lançadas no mesmo ano.

Este livro, que influenciou muitos pesquisadores, busca as causas e as origens sociais e é centrado na figura de Lampião, sua biografia e o caminho para o banditismo, sua ascensão como cangaceiro e a sua morte.

Em vida, ela ainda lançou mais dois livros, Adriana: Vida de uma Professora no Estado de Pernambuco no tempo de Lampião, de 1967 e De Pote Esteira Chita e Candeeiro, de 1977.

Aglae Lima de Oliveira, grande referência no estudo do tema cangaço, faleceu de câncer na cidade de Recife aos 59 anos, na manhã de uma segunda-feira, dia 04 de junho de 1984.

REFERÊNCIAS:

GRUSPAN-JASMIN, Élise. Lampião, senhor do sertão: vidas e mortes de um cangaceiro. São Paulo: Edusp, 2016.

RESPONDEU sôbre Lampeão e publicou livro de sucesso. 𝐃𝐢𝐚𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐞𝐫𝐧𝐚𝐦𝐛𝐮𝐜𝐨, Recife, ano 146, n. 295. p. 3, 17 dez. 1970. (1°Caderno).

ADEUS à professorinha. 𝐃𝐢𝐚𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐞𝐫𝐧𝐚𝐦𝐛𝐮𝐜𝐨, Recife, ano 159, n. 151. p. 7, 5 jun. 1984.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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NÃO HÁ REGISTRO QUE ELE TENHA SIDO MILITAR !

 Por Resenha do Cangaço - Lemuel Rodrigues

Jararaca no exército e lutando contra o movimento tenentista em 1924 em São Paulo? Não há registros. "Um balde de água fria" em alguns trabalhos sobre Jararaca, segundo o condutor do programa.

Cid Augusto apresenta dados surpreendestes que confrontam as principais informações acerca da vida do cangaceiro Jararaca.

https://www.youtube.com/watch?v=qdeRrM4R6DE&ab_channel=ResenhadoCanga%C3%A7o-LemuelRodrigues Assista a entrevista completa:    • Cid Augusto - Resenha do Cangaço - Ep...   Apoie o Resenha do Cangaço ! Telefone para contato (84) 988793893 #canga #nordeste #cangaco #lampi #lampiao #sertao #cangaceiro #mariabonita #brasil #cultura #nordestino #alagoas #bahia #nordestebrasileiro #lampiaoemariabonita #pernambuco #cangaceiros #historiadobrasil #de #culturanordestina #culturapopular #historia #turismo #sert #arte #forr #a #caatinga #sergipe

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NA GLOBO...

 Por Robério Santos

Na @tvglobo analisando os bornais de @tassiosereno para a série Guerreiros do Sol. Para quem perguntou, eu fui consultor histórico na produção ao lado de Frederico Pernambucano de Mello. Obrigado a todos que estiveram comigo, como @tassiosereno @gibaodecor @fabio_ator_al @poetamoreiradeacopiara @nininhonininho @genilsonsantosdecunha @ronaldguimaraesart @evaldo.arte.sao @louroteles e @jaedsonbahia2 Vocês são incríveis.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10161384369672840&set=gm.2215674155443550&idorvanity=893614680982844

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DONA ZABÉ DA LOCA, A MULHER QUE MORAVA EM UMA LOCA DE PEDRA NA PARAÍBA. SEU ÚNICO CONFORTO ERA A MELODIA DE SUA FLAUTA DE PÍFANO.

 Acervo do Guilherme Machado

O Projeto de Lei 359/2023, proposto pelo deputado estadual Michel Henrique, foi aprovado por unanimidade na Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba. A iniciativa reconhece como patrimônio histórico-cultural, turístico e imaterial do estado o “Terreiro Zabé da Loca”, no Município de Monteiro.

A história por trás do Terreiro está intrinsecamente ligada à vida de Isabel Marques da Silva, popularmente conhecida como Zabé da Loca. Esta notável artista, aclamada internacionalmente por sua habilidade no pífano, tornou-se uma das figuras mais emblemáticas da cultura nordestina. Sua trajetória em Monteiro começou quando se mudou para a cidade ainda jovem, casando-se e iniciando uma família. Entretanto, a adversidade surgiu em 1966, ano em que perdeu o marido e sua casa, que desabou. Foi nesta fase difícil que Zabé e sua família encontraram refúgio em uma loca – caverna regional – na Serra do Tungão, originando seu icônico apelido.

Sua arte ganhou reconhecimento ao longo dos anos, com destaque em 2009, quando, aos 85 anos, foi premiada como Revelação da Música Popular Brasileira. Também brilhou no Festival de Brincantes em Recife em 2003, gravou seu primeiro CD aos 79 anos e fez performances em Brasília, inclusive ao lado do renomado músico Carlos Malta.

“Entretanto, apesar de sua fama, Zabé manteve sua autenticidade e simplicidade, características marcantes de uma mulher que, mesmo diante de inúmeros desafios, nunca abandonou suas raízes nordestinas. Infelizmente, em 05 de agosto de 2017, Zabé faleceu em decorrência de causas naturais, em sua residência na Zona Rural de Monteiro”, pontuou o deputado ao relatar justificar o projeto.

Hoje, o Terreiro Zabé da Loca é mais do que um simples ponto turístico da Paraíba. Ele é a memória viva de uma grande mulher, compreendendo a loca onde viveu, um museu e um pátio gastronômico. A região atrai inúmeros turistas ao longo do ano, ansiosos por imergir na rica história e legado deixados por Zabé da Loca.

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TOCANDO EM FRENTE - JOÃO MOSSORÓ

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CANGACEIRA DULCE NO LIVRO TERRA DE BRAVA GENTE

Por João de Sousa Lima


O Livro Terra de Brava Gente narra a história da cangaceira Dulce. O autor João de Sousa Lima reencontrou em Paulo Afonso a dona Maria Cicera, irmã de Dulce e que há mais de 60 anos não se viam, o historiador fez o encontro das duas e por essa ação acabou sendo privilegiado com uma entrevista com Dulce, pois ela não dava entrevistas.

Para adquirir a obra: João de Sousa Lima 75-988074138 ou joaoarquivo44@bol.com.br










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