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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mossoró e a Coluna Prestes - 01 de Abril de 2009

Por: Geraldo Maia do Nascimento
Severo, Paulo Moura, Múcio, Geraldo Maia e Kydelmir Dantas

Em 29 de Janeiro de 1926, num dia de sexta-feira, Mossoró amanhecia em estado de alerta, pois notícias davam conta de que a coluna revolucionária chefiada por Luiz Carlos Prestes havia entrado em território potiguar e invadido a cidade de São Miguel, distante 240 km de Mossoró.
               

Apesar da distância entre uma cidade e outra, foi grande a confusão gerada com a notícia, resultando num verdadeiro êxodo dos mossoroenses, pois as notícias de maior divulgação diziam dos propósitos dos revolucionários em destruir propriedades privadas, trazendo terror às populações nordestinas. Desse modo a cidade ficou parcialmente deserta com a retirada de autoridades, comerciantes e famílias para Natal e outras localidades distantes.
A frente da Intendência mossoroense estava Rodolfo Fernandes, que havia tomado posse em 01 de janeiro daquele mesmo ano. Pelo impacto da notícia, a Intendência reunida tomou medidas e providências acauteladoras em defesa da cidade. Tudo, porém, não foi além do susto e do tumulto causado pelas notícias, já que os revoltosos, que além da Vila de São Miguel de Pau dos Ferros atacaram também a de Luís Gomes, retiraram-se logo após a invasão, penetrando no vizinho Estado da Paraíba.
               
A “Coluna Preste\" que, de 1925 a 1927 andou por todo o Brasil, cerca de 25.000 quilômetros, foi o ponto culminante de um movimento militar denominado de Tenentismo. Esse movimento armado visava derrubar as oligarquias que dominavam o país e, posterirormente, desenvolver um conjunto de reformas institucionais, com o intuito de eliminar os vícios da República Velha. Não conseguiu, no entanto, atrair a simpatia da opinião pública; apenas em algumas ocasiões cidades ou grupos de homens apoiaram o movimento e até mesmo passaram a integra-lo. A idéia de que o movimento cresceria em número e em força ao longo da marcha foi se desfazendo durante o trajeto na região nordeste. Num meio físico hostil, ilhada pelo latifúndio, não achou nas massas do interior o apoio necessário e alentador. Ao contrário, passou a ser o terror do sertanejo que via na passagem da Coluna apenas prejuízo e desgraça, pior ainda do que os inúmeros grupos de cangaceiros que assolavam o nordeste, pois a Coluna era composta por centenas de guerreiros bem treinados em batalhas e sob o comando de um mestre em guerrilha.
               
Acontece que além da questão política, estava a sobrevivência da tropa. Afinal, era um batalhão que estava em marcha, necessitando de víveres para seus integrantes. A solução era adquirir de uma maneira ou de outra nos lugares por onde passava, muitas vezes destruindo lavouras e abatendo gado e criações que iam encontrando ao longo do percurso.
               
A história da passagem da Coluna dos Revoltosos pelos lugares citados está fielmente contada pelo historiador Raimundo Nonato em livro com o título de “Os Revoltosos de São Miguel.” Foi também fartamente divilgada pela imprensa local. Este centenário jornal, em sua edição de 16 de fevereiro de 1926, trazia uma matéria intitulada “A Incursão dos Revoltosos”, onde tratava de dois fatos: o primeiro, cujo subtítulo era “Um Prisioneiro”, referia-se ao Tenente Fragoso, “desertor das hostes rebeldes”, que havia procurado as autoridades de Pau dos Ferros para se entregar, pedindo garantia as autoridades. O segundo fato, que trazia o subtítulo de “Êxodo”, fazia referência ao despovoamento de Mossoró com a notícia da aproximação dos revoltosos. Segundo a matéria, mais da metade da população havia abandonado a cidade. O jornal “O Nordeste”, que circulava em Mossoró naquela época, trazia nas primeiras páginas de sua edição de 20 de fevereiro de 1926, os títulos: “Os Rebeldes no Nordeste – O Rio Grande do Norte invadido – Mossoró ameaçada”. Dizia a matéria: “Quem diria fosse a Região Nordeste do Brasil invadida pela onda de rebeldes que se avolumaram no Sul do País, indo acossada pelas forças legalistas, até as fonteiras dos Estados do Prata? Não se esperava por essa odisséia terrível mas ela aconteceu...”
               
Não é nossa pretenção discutir aqui o projeto político que originou a Coluna Prestes nem o resultado obtido pela mesma em sua longa marcha. Queremos simplesmente retratar o fato histórico ocorrido aqui na região, mostrando que longe de atingir os seus objetivos, a “Coluna dos Revoltosos”, como ficou aqui conhecida, deixou um rastro de medo e destruição.
               
Para a história, o fato é recente, existindo ainda pessoas nos lugares por onde passou a Coluna, lúcidas o suficiente para depor sobre o ocorrido.

 
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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fonte:
http://www.blogdogemaia.com

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Assim será... (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

Assim será...


O sol é fogo e fornalha
queima e resseca tudo
tinge de marrom minha pele
entristece o meu semblante
me deixa velho e lanhado
com suor respingando lágrima
e dizendo que me banhe
nas águas da lua que vem
me perfume no vento da noite
que é pra na manhã seguinte
tomar posse da vida de novo
e fazer de mais todo esse dia
um doloroso sofrer na escravidão
dos que são servos do tempo
nos sofrimentos da terra sertão

mas depois do trabalho do dia
não serei mais escravo do sol
não deixarei o suor me queimar
nem sentirei dores de espinhos
nem das pedras nos caminhos
nem vou abandonar meu sertão
vou apenas enganar a sina
deixar sem rumo o destino
viver dedilhando viola ao luar
até que a chuva afaste o sofrer
até que essa maldita seca se vá.



Rangel Alves da Costa*
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

FALECEU O BISPO EMÉRITO DE MOSSORÓ DOM JOSÉ FREIRE


No alvorecer deste dia 10 de janeiro (ontem), ainda envolvida pela graça da celebração do batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Diocese de Santa Luzia de Mossoró, com profundo pesar, comunicou o falecimento do seu Bispo Emérito, Dom José Freire de Oliveira Neto, ocorrido hoje, e o espera agora na Casa do Pai para a justa recompensa.
O falecimento ocorreu por volta das duas e trinta da manhã, no Hospital Wilson Rosado em Mossoró. 

O bispo emérito de Mossoró (RN), Dom José Freire de Oliveira Neto, 83 anos, faleceu na madrugada de ontem, dia 10, no Hospital Wilson Rosado, vítima de uma parada cardíaca. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital desde o dia 31 de dezembro de 2011, em função de um AVC Hemorrágico. O corpo de Dom José Freire foi conduzido para Apodi, sua cidade Natal. 
Dom José Freire de Oliveira Neto, Bispo emérito, natural de Apodi- RN, nasceu aos 09 de março de 1928, filho de José Freire de Oliveira Neto e Francisca Celsa de Oliveira. 
Nos anos de 1944 a 1949 fez curso ginasial no Seminário Santa Teresinha, em Mossoró. De 1950 a 1952 cursou Filosofia no Seminário Central de São Leopoldo- RS, seguindo, logo após, para Roma onde cursou Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana.
Aos 22 de setembro de 1956, foi ordenado presbítero, em Roma, por Dom Luís Luigi Traglia. Aos 03 de novembro de 1973, foi eleito Bispo Auxiliar de Mossoró, recebendo sagração episcopal aos 02 de junho de 1974, na Capela do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em Roma; Sendo Dom Gentil Dinis Barreto, o bispo consagrante. No dia 18 de julho 1975, foi apresentado ao povo da Diocese de Mossoró, em solenidade na Catedral de Santa Luzia. Em 1979 foi nomeado bispo coadjutor. Assumiu interinamente o governo diocesano, aos 14 de março de 1984, por ocasião da renúncia de Dom Gentil Diniz Barreto.
Títulos Acadêmicos
Licenciatura em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma- Itália.
Mestrado em Ciências da Educação, com especialização em Catequese, pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma.

Em Mossoró, desempenhou as seguintes funções
Professor, Capelão, Presidente do Instituto Amântino Câmara, Reitor do Seminário Santa Teresinha, Diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia e Vigário Episcopal das Religiosas.

Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil- CNBB
Desempenhou o cargo de Coordenador da Comissão de Catequese do Regional Nordeste II, da CNBB, composto das 20 dioceses que compreende as províncias eclesiásticas do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. 
Postado por Valéria Bulcão 


Dr. Lima/Cruz-CE

Extraído do blog do Dr. Lima
http://blogdomendesemendes.blogspot.com