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sábado, 18 de fevereiro de 2017

O “DNA” DO LAMPIÃO DE BURITIS SÓ SE FOR FEITO ATRAVÉS DO PROGRAMA DO RATINHO

Por José Mendes Pereira
Lampião de Buritis

Claro que isso é coisa de louco (no bom sentido), como dizia o escritor Alcino Alves Costa com quem vive pesquisando o cangaço de modo geral, mas esse tipo de exame com os restos mortais de Lampião de Buritis já era para ter sido feito, custeado pela prefeitura Municipal de Serra Talhada, ou através do governo estadual de Pernambuco.

Claro que os pesquisador, escritores, e nós, que somos curiosos em relação a este assunto, não acreditamos que Virgolino Ferreira da Silva o sanguinário e perverso Lampião tenha fugido do cerco policial, na madrugada de 28 de julho de 1938, lá na Grota de Angico, em terras da cidade de Poço Redondo, no Estado de Sergipe.

Escritor José Geraldo Aguiar

O saudoso fotógrafo e escritor José Geraldo Aguiar afirmou em livro: "LAMPIÃO, O INVENCÍVEL DUAS VIDAS, DUAS MORTES", que o verdadeiro Lampião do Nordeste escapara do cerco das volantes policias naquela triste madrugada de 28 de julho de 1938, e foi se refugiar durante 13 anos no Norte de Minas Gerais, para permanecer na clandestinidade.


De acordo com o pesquisador o rei Lampião morreu no Nordeste do Estado de Minas Gerais, no dia 3 de agosto de 1993, aos 96 anos de idade, assim está escrito em sua "Certidão de Nascimento". E segundo ele, a morte de Virgolino Ferreira da Silva o rei Lampião na madrugada de 28 de julho de 1938, foi uma farsa bem estudada.

DNA

Sobre um possível exame de "DNA" para os que não acreditam nessa história, José Geraldo Aguiar pediu aos familiares descendentes de Lampião que façam um exame de "DNA", mas não é tão simples assim: 

"Apesar da história de Lampião ser pública, cantada em prosa e verso, o exame de "DNA" só poderá ser realizado com a autorização de seus descendentes. O meu livro foi escrito para contar a verdade,” declarou.

Segundo este site http://www.nosrevista.com.br diz que "o documento é a cópia do exame da cabeça de Lampião. A certidão inicial que atesta que aquela cabeça que foi exposta durante muitos anos como sendo de Lampião foi redigido pelo odontólogo José Lages Filho. Ora, como é que um dentista, não sendo médico-legista, pode assinar um documento desse?"


Além do mais, acrescenta, citando o documento: “Infelizmente o Estado em que a cabeça chegou a morgue não permite um estudo acurado e minucioso a luz da antropometria criminal e da anatomia, pois atingida por um projétil de arma de fogo que atravessou o crânio saindo da região occipital, fraturando a mandíbula, o frontal, o parietal direito, o temporal direito e os ossos da base que ficaram reduzidos a múltiplos fragmentos.”

Um depoimento de um senhor, o qual não citarei o seu nome, mas basta conferir neste site: http://www.nosrevista.com.br que confirma que Candeeiro disse que Lampião fugiu do cerco da Polícia: Mas que não é verdade esta informação.

COMENTÁRIO DE UM SENHOR (EVITEI PUBLICAR O SEU NOME, MAS BASTA CONFERIR NO SITE ACIMA) EM 9 DE DEZEMBRO DE 2010.

"- Sou do sertão pernambucano, e tenho 43 anos, e desde menino meu avô materno, e o Candeeiro que estava com Lampião em Angico, confirmam a versão apresentada pelo autor, que Lampião não morreu em Angico, que furou o cerco policial e que posteriormente, depôs as armas em acordo com o governo Vargas e foi viver como fazendeiro fora do nordeste, não sabendo no entanto precisar o local. O meu avô me contava esta história desde que eu era menino, e meu pai confirmava a mesma versão. Meu pai e meu avô não estão mais entre nos, mas, minha mãe e o cangaceiro Candeeiro (ainda era vivo) sim e vivem na Vila de Ganumby município de Buíque, no agreste pernambucano".

De acordo com o comentário de José Gilberto de Moura o cangaceiro Candeeiro afirmou que Lampião fugiu do cerco. Mas em um vídeo e se não me engano, foi gravado pela "laser vídeo" do cineasta Aderbal Nogueira, e que neste vídeo Candeeiro diz que Lampião morreu ali mesmo em Angico. Ou será que o Candeeiro usa dois pesos e duas medidas?

Mas a gente fica meio confuso sobre a não realização de um possível exame de "DNA", com a ossada do "Lampião de Buritis". Por que não se faz este exame "DNA"  enquanto existe a ossada do Lampião de Buritis para tirar a dúvida ou confirmar que Lampião verdadeiro não morreu na Grota de Angico, mas sim no Norte de Minas Gerais? 

O livro de José Geraldo Aguiar fala tudo sobre o cemitério que ele foi enterrado, o local do túmulo, etc...

Dúvidas, não só minhas, mas tenho certeza que muitos que estudam o cangaço têm.

1 - Para que Lampião tivesse renunciado o cangaço teria sido antes da chacina na Grota de Angico, que aconteceu na madrugada de 28 de julho de 1938. 

A renúncia não aconteceu, pois os seus remanescentes como: Candeeiro, Balão, Sila, Zé Sereno, o coiteiro Mané Félix (muito embora o coiteiro já tinha ido para casa) e outros,  todos confirmaram aos escritores e pesquisadores que naquela madrugada Lampião estava no coito.

2 - Nada existe para corrigir sobre a morte de Lampião. Isto é indiscutível. Lampião morreu naquela madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe.
             
3 - Por que o suposto Lampião afirmou ao escritor que não poderia aparecer. Ora! Após cinquenta anos que havia acontecido a chacina, todos os cangaceiros estavam libertos pelo indulto do então presidente da república Getúlio Vargas, e ainda ele temia algo?
               
4 - "Vou morrer no ano que vem"! O que eu sei, através dos escritores e pesquisadores, que Lampião era um grande estrategista, mas evidente, que adivinhava o que iria acontecer com ele,  e anunciar até o ano de sua morte, nunca ouvir falar. 

"- Meu passado foi muito problemático, não posso aparecer. Faça o que for possível, mas, não anuncie nada antes da minha morte. Vou morrer no ano que vem. Deixo minha mulher autorizada a colaborar com você em tudo que for possível.”
         
5 - "O óbito foi registrado em nome de Antônio Maria da Conceição". 
Observe, leitor: De Virgulino Ferreira da Silva, passou a ser chamado João Teixeira Lima e foi sepultado com o nome: Antonio Maria da Conceição.


Vejam algumas falhas que cometeu o saudoso José Geraldo Aguiar

O saudoso fotógrafo e pesquisador do cangaço José Geraldo Aguiar que escreveu o livro: "LAMPIÃO, O INVENCÍVEL DUAS VIDAS, DUAS MORTES", pelo que vi, ele não leu nada sobre a morte do Padre Cícero Romão Batista de Juazeiro. Veja o que ele fala sobre o suposto Lampião que não morrera em Angico no Estado de Sergipe: "- Tive acesso também à identidade, certidão de nascimento, ele usou 13 anos em MG para permanecer na clandestinidade. Tive acesso a vários objetos de Lampião. Ele estava com 41 anos de idade. Fugiu do cerco da Polícia de Sergipe com apoio de Padre Cícero e outras pessoas. Eu tive essa dádiva de encontrá-lo".

O fotógrafo escritor e pesquisador do cangaço José Geraldo Aguiar pisou na bola em aceitar o que disse o Lampião de Buritis, afirmando que quem o ajudou a fugir do cerco da Polícia de Sergipe, foi o Padre Cícero e outras pessoas. Outras pessoas, tudo bem, mas padre Cícero ter o ajudado a fugir do cerco policial, é incrível, porque quando o grupo de Lampião foi atacado na Grota de Angico pelas volantes do tenente João Bezerra da Silva, na madrugada de 28 de julho de 1938, padre Cícero já estava descansando no seu túmulo desde julho de 1934, pois ele faleceu no dia 20 deste mês.

Ainda disse o escritor: "- Vários escritores já disseram que ele não morreu em Angico, eu não sou o primeiro, só que eu tive dádiva de encontrá-lo. Fui o último amigo e confidente, estava com a história toda, só que ele me pediu para não divulgar nada enquanto ele estivesse vivo".

Se fosse mesmo Virgulino Ferreira da Silva o Lampião de Pernambuco, o destemido, o perverso e sanguinário, por que ele pediu para que o pesquisador não divulgasse nada enquanto ele estivesse vivo?

O certo é que, sem sombra de dúvidas, este Lampião era mesmo lá de Buritis, das terras do Estado de Minas Gerais, temendo que fosse descoberta a sua verdadeira farsa, passando por todos os seus amigos e admiradores como que ele fosse o valente de Pernambuco, Virgulino Ferreira da Silva o Lampião de Maria Bonita, filho dos sofridos José Ferreira da Silva e dona Maria Sulena da Purificação. 

Claro que o José Geraldo Aguiar o que escreveu foi baseado nas informações do seu depoente, no caso, o famoso Lampião de Buritis, que não tem nenhuma semelhança com o Lampião verdadeiro das terras de homens valentes ao estremo, lá de Pernambuco. 

Lógico que eu não estava lá na Grota de Angico, no momento da chacina, mas quem estava lá, não mente, um deles, Manoel Dantas Loyola o cangaceiro Candeeiro que, afirma em vídeo, gravado pelo cineasta Aderbal Nogueira que, Lampião e Maria Bonita morreram naquela madrugada de inferno.

Se você quiser saber mais sobre o Lampião de Buritis clique neste link: 

http://www.nosrevista.com.br/2010/01/28/biografo-de-lampiao-afirma-que-o-rei-do-cangaco-nao-foi-assassinado-em-sergipe/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br 

Se eu estiver conversando besteira que me perdoem!

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