Por José Mendes Pereira
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
POR ONDE ANDAM OS NETOS DO CANGACEIRO VOLTA SECA?
O TENENTE JOAQUIM GRANDE.
Pouco lembrado na história do cangaço, o tenente Joaquim Grande foi um oficial das forças volantes que atuaram no combate ao cangaço no Nordeste, especialmente nas primeiras décadas do século XX.
Ele ficou conhecido por sua atuação direta e violenta contra bandos cangaceiros, integrando o aparato repressivo dos governos estaduais para conter o avanço do fenômeno no sertão.
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MANOEL DUARTE FERREIRA TIDO COMO ASSASSINO DO CANGACEIRO COLCHETE E TERIA BALEADO O JARARACA.
Por José Mendes Pereira
A propriedade era uma só, mas quando a Maria Inácia faleceu, o Chico Duarte fez o inventário, e alguns dos filhos que gostavam da vida camponesa, edificaram as suas fazendas independentes da fazenda do pai. Em 1955, Chico Duarte faleceu, e dona Chiquinha Rodrigues Duarte 2ª. esposa do fazendeiro, fez o segundo inventário, entregando mais outra parte de terras a cada um dos seus enteados.
DÚVIDAS QUE AINDA NÃO FORAM ESCLARECIDAS:
Sobre a morte do cangaceiro Colchete, ainda não se tem uma certeza quem foi o seu matador. Na literatura cangaceira aparece o nome do civil Manoel Duarte Ferreira, como sendo o assassino do cangaceiro Colchete, e ter baleado o José Leite de Santana o Jararaca.
Certa vez, um jornalista e escritor de Mossoró (não quero revelar o seu nome), mas atualmente reside em Natal, me falou que não se tem certeza que foi o Manoel Duarte quem assassinou o cangaceiro Colchete, e teria baleou o José Leite de Santana, o famoso comandado de Lampião, o Jararaca.
MARIA JOAQUINA DA CONCEIÇÃO, MÃE DE MARIA BONITA.
Por Jeito Nordestino
Maria Joaquina da Conceição,
conhecida como "Déia", mãe da cangaceira Maria Bonita. Partiu em 16
de junho de 1964, aos 70 anos de idade, em decorrência de uma picada de cobra.
Ao que consta, dona Déia se recusou a buscar tratamento.
Um destino cruel que levou a matriarca daquela que foi a primeira mulher a
integrar oficialmente um bando de cangaceiros.
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BEM SIMPLES, MAS BEM PENSADO...
No Facebook da Juh Gurgel Diniz.
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CANGAÇO - OS SUBGRUPOS.
Por Abdias Filho
Tudo no cangaço atendia a uma
necessidade ou estratégia. É o caso da divisão do grande bando em diversos
subgrupos, sempre liderados por homens da mais alta confiança de Lampião ou
Corisco. Vendo-se implacavelmente perseguido pelas forças volantes e tendo o
bando crescido rapidamente, Lampião decidiu dividir o bando com os seguintes
objetivos:
1 - Confundir a polícia com
notícias de ataques de cangaceiros em vários lugares ao mesmo tempo.
2 - Aumentar a área de domínio e
atuação, visando angariar alimentos, armamento, munição, dinheiro e jóias.
3 - Difundir a marca, Lampião
pelo Sertão utilizando várias forças.
4 - Minimizar conflitos e
disputas internas.
5 - Dividir a responsabilidade da
logística incluindo alimentação e munições.
6 - Evitar que todos os líderes
fossem mortos num único confronto com a polícia.
Meu livro LAMPIÃO - Os Principais
Chefes de Subgrupos traça a biografia dos 10 principais chefes e os episódios
nos quais se destacaram.
Quem desejar adquirir um exemplar
com dedicatória basta falar comigo no WhatsApp (89) 9 94675262. Ou acessando o
link do primeiro comentário.
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FELIZ ANO NOVO!
EU, JOSÉ MENDES PEREIRA E O BLOG DO MENDES E MENDES, DESEJAMOS PARA TODOS OS NOSSOS LEITORES, FAMILIARES E AMIGOS, UM FELIZ 2026!
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JOÃO BEZERRA: O CORONEL QUE QUEBROU O REINADO DE LAMPIÃO NO SERTÃO
Por Tesouros Reais
Tenente João Bezerra
Coronel João Bezerra da Silva foi
o oficial da Polícia Militar de Alagoas que entrou para a história ao comandar
a ação que resultou no fim de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, de Maria
Bonita e de mais nove cangaceiros, em 28 de julho de 1938, na Grota do Angico,
em território sergipano. A emboscada marcou o episódio mais decisivo do combate
ao cangaço no Nordeste e simbolizou o colapso definitivo do bando mais temido
do sertão.
João Bezerra
À frente de uma volante
experiente, João Bezerra vinha há meses empenhado na perseguição a Lampião,
reunindo informações, estudando rotas e contando com o apoio de coiteiros
arrependidos e informantes locais. A operação em Angico foi resultado direto
desse trabalho de inteligência, conduzido com extremo sigilo, já que qualquer
vazamento poderia permitir mais uma fuga do cangaceiro, como tantas vezes
ocorrera no passado.
Na madrugada do ataque, a volante
surpreendeu o bando ainda em descanso. O confronto foi rápido, violento e
decisivo. Lampião, Maria Bonita e outros nove cangaceiros foram mortos no
local, encerrando quase duas décadas de ataques, saques e enfrentamentos
armados que espalharam medo e deixaram marcas profundas no sertão nordestino.
As cabeças dos mortos foram levadas como prova do êxito da operação, prática
aceita na época, embora hoje vista como um dos símbolos mais brutais daquele
período.
Após Angico, João Bezerra passou
a ser reconhecido por muitos como o homem que pôs fim ao reinado de Lampião. Ao
mesmo tempo, sua figura permanece cercada de debates e controvérsias,
refletindo as ambiguidades do próprio cangaço, um fenômeno marcado pela
violência tanto dos bandos armados quanto do aparelho repressivo do Estado.
Ainda assim, o nome de João Bezerra ficou definitivamente ligado ao episódio
que encerrou a era clássica do cangaço no Nordeste brasileiro.
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JOÃO DE SOUSA LIMA TOMA POSSE COMO NOVO PRESIDENTE DA ALPA
Por Manoel Severo
É inegável a força da região do brejo paraibano, encravada no alto da serra da Borborema, pontuada pelas cidades que guardam beleza, tradição e cultura num ambiente de patrimônio tombado e um clima ameno de suíça brasileira, onde despontam dentre outras, as cidades de Bananeiras, Areia, Solânea, Guarabira e Alagoa Grande.
Depois de uma saga de 9 dias pelas estradas nordestinas, saindo de Fortaleza, passando por João Pessoa, Recife, Gravatá e Campina Grande, chegamos a Areia; eram cerca de 15 horas, ainda havia tempo para aproveitar a maravilhosa magia e as muitas belezas desta que sem dúvidas é uma das mais belas cidades paraibanas. Museu Casa de Pedro Américo, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Igreja do Rosário dos Pretos, Museu Regional de Areia, enfim, Areia guarda em si, memorias e lembranças para toda uma vida.
Recorremos ao site "Brejo Paraibano" para trazer um pouco da história de Areia:"Em 1625, Areia era conhecida como Sertão dos Bruxaxás, numa alusão à tribo Bruxaxá. Posteriormente esse povoado foi elevado à condição de vila, com o nome de Villa Real do Brejo de Areia. Areia foi a primeira cidade do Brasil a libertar os escravos dez dias antes da oficialização da lei áurea, em 3 de maio de 1888. O município está a uma altitude superior a 600 metros e apresenta um clima agradável o ano inteiro, sendo um dos mais frios da Paraíba. No inverno, a temperatura chega a 12 ºC. A cidade possui um conjunto arquitetônico peculiar, tanto urbano como rural, formado por igrejas, museus, prédios públicos, fazendas e engenhos que fabricam rapadura, açúcar mascavo e as famosas cachaças."
"Areia tem a cultura forte que partem de filhos que deixaram um legado memorável à história da cidade e do país. A cidade é lembrada como a terra do pintor Pedro Américo, do escritor José Américo de Almeida e do Padre Azevedo, inventor da máquina de escrever e de tantos outros filhos ilustres. Conhecida como “Terra da Cultura”, sedia o primeiro teatro construído no estado da Paraíba, o Teatro Minerva, edificado em meados do Séc. XIX e outros prédios históricos que tornam emblemática a cultura regional." Fonte: brejoparaibano.com.br
Visita do Cariri Cangaço ao Museu Casa de José Américo, em Agosto de 2025 na cidade de Areia no Brejo Paraibano.
https://cariricangaco.blogspot.com/2025/11/joao-de-sousa-lima-toma-posse-como-novo.html
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MUSEU CASA PEDRO AMÉRICO EM AREIA NO BREJO PARAIBANO.
Por Manoel Severo
Um conjunto arquitetônico tombado pelo IPHAN no ano de 2005, nos recebe com suas casinhas coloridas, uma ao lado da outra; grandes, pequenas, outras imensas; não importa, todas com muita história para contar. O paralelepípedo de pedra tosca ajuda a manter a legitima atmosfera que nos transporta no tempo, voltando a um passado cheio de memória, história, beleza e tradição. Na praça principal a imponente matriz Nossa Senhora da Conceição com seu histórico rico e sua arquitetura eclética abençoa todo o vale, e bem ali ao lado vamos encontrar o Museu Regional de Areia e um pouco mais abaixo uma não menos famosa casinha se destaca: O Museu Casa de Pedro Américo, uma casa simples, conjugada, com uma porta e duas janelas na frente, com sala de visitas, sala de jantar, dois quartos, cozinha, banheiro e um pequeno quintal.
Construída ainda no ano de 1843, a casa foi berço de menino Pedro Américo de Figueiredo e Melo, filho do casal, comerciante Daniel Eduardo de Figueiredo e dona Feliciana Cirne; uma família com profunda afinidade com as artes. Com o pai violinista, apesar dos poucos recursos, desde cedo o menino Pedro encontrou em casa o estímulo necessário ao desenvolvimento de um talento precoce: Pedrinho era um exímio desenhista, o que logo lhe trouxe destaque mesmo na pequena cidade.
Em 1852, Pedro não havia completado nem 10 anos e um acontecimento seria crucial para mudar a sua vida. Uma expedição científica chegava a Areia, sob o comando do naturalista francês Louis Jacques Brunet e tomando conhecimento do talento do menino, foi ate sua casa e conheceu alguns de seus "trabalhos" que incluíam uma série de cópias de obras clássicas, tomado por justificada surpresa decidiu coloca-lo a prova: testaria seu talento , sua capacidade e habilidade. Plenamente aprovado, o pequeno Pedro de nove anos foi contratado e tornou-se o desenhista da expedição, assim o pequeno artista partiria para uma verdadeira saga que duraria vinte meses ao lado de Brunet por todo o Nordeste.
Em 1854, a partir de muitas Cartas de Recomendações e com seu trabalho já reconhecido, Pedro com apenas onze anos foi admitido na AIBA - Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, entretanto antes ainda passaria uma temporada no Colégio Pedro II, onde estudou o latim, francês, português, aritmética, aprimorando o estudo do desenho e da música e novamente tornando-se destaque entre todos. Em 1856 outro acontecimento decisivo: havia de ingressar no curso de Desenho Industrial da Academia, tendo novamente um progresso e um sucesso impressionantes recebendo 15 medalhas e ali receberia o apelido de "papa-medalhas". Mesmo antes de terminar o curso obteve uma pensão do imperador Dom Pedro II, partindo dali para uma fase de aperfeiçoamento na Europa.
O ano era 1859 e Paris era seu destino quando matriculou-se na Escola Nacional Superior de Belas Artes, sendo discípulo de grandes mestres como Ingres, Leon Cogniet, Hippolyte Flandrin e Sebastien-Melchior ; continuaria ganhando prêmios e aperfeiçoando no mundo das artes e do conhecimento, bacharelou-se em Ciências Sociais na Sorbonne como também aprofundou-se em arquitetura, filosofia, teologia e literatura. Em 1862 aos 19 anos partia para a Bélgica e matriculava-se na Universidade Livre de Bruxelas.
Em 1864, com 21 anos retornou ao Brasil e foi convocado pelo imperador Pedro II a participar de um concurso para professor de Desenho Figurado no curso de Desenho Industrial da Academia Imperial, foi o vencedor, mas não assumiria o cargo. Depois de pouco tempo na corte no Rio de Janeiro, votaria em 1865 a Europa. Quatro anos depois voltaria ao Brasil, era o ano de 1869 quando casaria com Carlota, filha de Manuel de Araújo Porto-Alegre, cônsul brasileiro em Lisboa, com quem teria três filhos. No Rio no início de 1870 e passou a dedicar-se à pintura de telas mitológicas, históricas e retratos. Na Academia Imperial lecionava e escrevia. Nessa época ainda era um pintor desconhecido mas logo logo acabaria se tornando um dos maiores pintores do Brasil, passando a figurar constantemente na imprensa ganhando prestigio e apoio, reconhecido em todo o país.
Veio a proclamação da República em 15 de novembro de 1889, fato que traria outra mudança na vida de Pedro Américo que de volta ao Brasil, conseguiu manter parte do seu prestígio junto ao governo, produzindo obras importantes como "Tiradentes esquartejado", "Libertação dos escravos" e "Honra e Pátria e Paz e Concórdia". Em 1890 foi eleito deputado por Pernambuco junto ao Congresso Constituinte e durante seu mandato defendeu a criação de museus, galerias e universidades pelo país. Em 1894, empobrecido, com a saúde piorando e com a visão prejudicada, mudou-se definitivamente para Florença. Apesar dos seus problemas, ainda pintava muito e escrevia. Publicou os romances O Foragido em 1899, e Na Cidade Eterna em 1901, viria a falecer ali mesmo em Florença no dia 7 de outubro de 1905, vítima de "cólica de chumbo", suposta intoxicação pelas tintas que usava.
Por ordem do presidente do Brasil, Rodrigues Alves e aos cuidados do Barão do Rio Branco, seu corpo foi embalsamado e transladado para o Rio de Janeiro, onde ficou exposto durante alguns dias no Arsenal da Guerra, para depois ser traslado para capital paraibana João Pessoa, onde recebeu exéquias solenes entre luto oficial, comércio fechado e uma multidão de admiradores, e em 29 de abril de 1906 foi provisoriamente depositado no Cemitério São João Batista para em 9 de maio foi novamente traslado e sepultado definitivamente na sua terra natal, Areia.
"Pedro Américo deixou obras que permanecem vivas até hoje no imaginário coletivo da nação, como “Batalha de Avaí” (1874 - 1877), “Fala do Trono”, "Independência ou Morte!" (1888) “Tiradentes esquartejado” (1893 ), "Batalha de Campo Grande" (1871), e outras obras como "Dom Pedro II na Abertura da Assembleia Geral" (1872). o Museu Casa de Pedro Américo possui mais de vinte reproduções de telas famosas do artista, alguns esboços autênticos e o original “Cristo Morto”, de inestimável valor, um dos seus últimos trabalhos, pintado em 1901. Há também um retrato de Pedro Américo, pintado por seu irmão Aurélio de Figueiredo. Expostos numa vitrine, objetos de uso pessoal: alguns pincéis, um velho esquadro. Também uma palmatória que pertenceu à sua mãe, um álbum de caricaturas, fotos da família e os livros escritos por ele na Europa – “Holocausto”, em 1882, “O Foragido”, em 1899, “Na Cidade Eterna”, em 1901; além de um crucifixo e um vidro contendo uma página de jornal, retirados de seu caixão mortuário. Na outra sala funciona a galeria de areienses ilustres. Ao total, o acervo conta com 150 peças."
Visita do Cariri Cangaço ao Museu Casa de José Américo, em Agosto de 2025 na cidade de Areia no Brejo Paraibano
https://cariricangaco.blogspot.com/2025/11/museu-casa-pedro-americo-em-areia-no.html
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