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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

10 FATOS POUCO CONHECIDOS SOBRE OS CANGACEIROS.

 Do falso encontro com Prestes às lutas contra as volantes, o cangaço divide opiniões desde antes de Lampião

André Nogueira
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Cabeças cortadas do bando de Lampião
Cabeças cortadas do bando de Lampião - Wikimedia Commons

O Cangaço foi um fenômeno social nordestino que entrou entre os elementos mais clássicos da cultura brasileira. Movimento disseminado no sertão entre os séculos 19 e 20, os bandos de criminosos nômades só chegaram ao fim com a repressão policial da Ditadura Varguista.

Além de Lampião, o cangaço envolveu grandes nomes e não foi um movimento organizado de maneira centralizada, manifestando características diferentes dependendo do grupo analisado. Porém, aspectos unificavam as unidades, como o banditismo, uma estética parecida e a inimizade com o Estado.

Conheça 10 curiosidades sobre o cangaço brasileiro

1. Relação com os coronéis

Coronéis do cacau na Bahia / Crédito: Domínio Público

O período imperial, assim como o início da República, foi marcado pela negligência do Estado em relação ao sertão. Isso teve como consequência direta o aumento da violência e a falta de fiscalização das leis no nordeste, causando uma espécie de soberania dos poderes regionais dos mais ricos.

Mesmo na época em que a região nadava em lucros, com a crise do algodão gerada pela Guerra Civil Americana, o sertão e o agreste mantinham-se marcados pela violência. Em combate a esse cenário, o Império criou o titulo de Coronel da Guarda Nacional, aumentando o poder desses grupos econômicos com hegemonia.

Acima da lei, muitos desses coronéis se tornaram inimigos dos cangaceiros, que os combatiam em nome dos mais pobres (mesmo que muitos, como Corisco e Lampião, tivessem amizades entre os coronéis e se aproveitassem dessa desigualdade). Com isso, nascia uma guerra entre poderes paraestatais.

2. O crime quase compensa

Corisco / Crédito: Wikimedia Commons

Muitos homens que acabaram optando por entrar no cangaço o fizeram como forma de encontrar uma alternativa sustentável à miséria e à submissão aos coronéis. A caatinga já não era um ambiente receptivo ao ser humano, e a exploração do trabalho, que se aproveitava de um povo desesperado, criava um sentimento de revolta popular contra os poderosos.

A violência do cangaço não era necessariamente um atrativo. Mas como a maioria dos coronéis e policiais também tinham as armas na frente da boca na hora de abordar os populares, o senso de justiça pessoal costumava gritar mais alto que o medo da guerra. Além disso, a bandidagem oferecia, na visão deles, benefícios: riquezas, bens, liberdade e respeito.

3. Frieza e sangue

Volantes contra o cangaço / Crédito: Wikimedia Commons

Entre os cangaceiros, a violência e o sangue eram aspectos recorrentes. O vermelho era uma das cores mais comuns da vida de um bandoleiro, e a agressividade se tornou parte da identidade desses grupos. Um dos exemplos clássicos disso eram as execuções por sangramento, violentas e econômicas, hediondas e que exigiam estômago dos bandidos. Nessas atividades, um punhal era usado para realizar cortes em pontos vitais de vítimas, fazendo necessária uma frieza inestimável.

Como consequência estranha, ao mesmo tempo em que essas pessoas eram frias e sanguinárias, também são comumente relatados como risonhos, animados e cantarolantes: a morte já fazia parte do dia-a-dia. A música era muito comum entre os bandos.

4. Opiniões polêmicas

Maria Bonita / Crédito: Wikimedia Commons

Como era de se esperar de um fenômeno tão complexo, o cangaço divide opiniões. Muito antes de Lampião ser fotografado por Benjamin Abrahão, os cangaceiros eram seres quase lendários da caatinga. A maioria deles, não só nos dias de hoje, eram amados e odiados ao mesmo tempo: vistos como Robin Hoods tropicais por uns, e como assassinos sem pudor por outros, era difícil não gerarem ao menos uma opinião.

Lampião mesmo era visto como bandido inescrupuloso pelas volantes, mas tinha contatos entre sertanejos, coronéis e até na Igreja Católica. Ao mesmo tempo, até hoje se discute se os cangaceiros eram bandidos que não mereciam a fama que tinham ou se realmente prestavam um serviço válido ao povo pobre do sertão.

5. O escudo ético

Traje clássico de cangaceiro / Crédito: Wikimedia Commons

Entre os populares que viam nos cangaceiros uma atitude moralmente justificada, havia uma distinção significativa entre um bandido e um membro do Cangaço. Afinal, o crime, por si só, ainda era visto negativamente. Por mais mal que um cangaceiro poderia causar, ele ainda era visto por muitos como melhor que um assaltante comum devido a um escudo ético (termo do historiador Frederico Pernambucano de Mello) que os protegia na visão dos mais pobres.

Segundo essa noção, a atitude dos bandidos do cangaço era justificada pelo seu compromisso com a expropriação das riquezas dos poderosos, fazendo justiça contra as estruturas de opressão. Como afirma Câmara Cascudo: “o sertanejo não admira o criminoso, mas o homem valente”.

6. As volantes eram treinadas como eram os cangaceiros

Volantes / Crédito: Domínio Público

Por muito tempo, a polícia era infinitamente inferior, em termos de poder militar  e estratégia, ao preparo e à valentia dos bandoleiros. Com agilidade, furtividade e armas com chumbo até os dentes, esses cangaceiros eram treinados para vencer os policiais.

Então, como resposta a essa situação constrangedora, os estados do nordeste criaram forças policiais especiais treinadas com base nas formas de ação dos próprios cangaceiros. Muitos desses volantes, inclusive, eram ex-bandidos que, vendo vantagens financeiras, mudaram de lado. Com o preparo e o treinamento análogo ao dos bandoleiros, a capacidade de repressão das volantes aumentou consideravelmente.

7. O boato de que Lampião lutou contra Prestes

L. C. Prestes / Crédito: Wikimedia Commons

Em meio à crise da Republica Velha e o afloramento do tenentismo, poucos movimentos tiveram a magnitude da Coluna Prestes, que cortou o Brasil em uma passeata de oposição. O então presidente Arthur Bernardes queria o fim do movimento, independentemente do custo. Sabendo da capacidade bélica e do poderio que os bandos de Lampião tinham, o plano do presidente foi conseguir contato com o cangaceiro.

A briga entre os dois nunca aconteceu de verdade, não passou de especulações movimentadas por documentos falsos da época. O plano original ficou a cargo do deputado Floro Bartolomeu, que deveria tentar achar o Rei do Cangaço através de sua devoção pelo Padre Cícero e, assim, criar o Batalhão Patriótico.

Porém, isso foi apenas na teoria, e a Coluna atravessou o estado do Ceará sem nenhuma dificuldade. Porém, até hoje há quem ache que essa batalha épica entre o cangaceiro e o futuro comunista aconteceu de verdade.

8. Baile perfumado

Filme Baile Perfumado / Crédito: RioFilmes

Numa situação em que os banhos eram uma raridade, Lampião usava perfumes de boa qualidade e em grandes quantidades. Gostava de roubar perfumes caros e importados nas capitais, que juntava com o cheiro de suor e da brilhantina usada no cabelo, criando uma mistura de cheiros única e que virou uma marca do cangaço. Muitos cangaceiros tinham o hábito de aproveitarem a passagem pelas capitais para adquirirem vidros de perfume.

9. Benjamin Abrahão, o documentarista do cangaço

Benjamin Abrahão / Crédito: Wikimedia Commons

Um dos principais responsáveis pelos registros hoje conhecidos do bando de Lampião, principalmente as fotografias, foi o jornalista libanês que, negociando com o Rei, conseguiu acompanhar o bando por meses: Benjamin Abrahão Botto. Ele já tinha trabalhado como secretário de Cícero Romão em Juazeiro e era um excelente fotógrafo.

Como Lampião era um devoto de Cícero, a aproximação dos dois foi mais fácil que o comum. E como Lampião era extremamente vaidoso, a proposta de um jornalista o acompanhando para regirá-lo para a eternidade foi bastante tentadora. Então, entre 1936 e 1937, o bando foi acompanhado e fotografado. Tendo o trabalho tratado como ofensivo, Abrahão foi censurado pelo Estado Novo.

10. O fim da era

Cabeças cortadas da trupe de Lampião / Crédito: Wikimedia Commons

Depois de mais de um século de derrotas do Estado no combate ao banditismo sertanejo, o governo já tinha amadurecido suas formas de luta. O fim do cangaço, através da repressão policial, foi um fenômeno da década de 1930, nas mãos do governo Vargas. Com o tempo, os principais nomes do movimento iam sucumbindo progressivamente às balas do Exército.

O grande marco do fim do cangaço foi a morte de Lampião e Maria Bonita na Gruta do Angico, em 1938, resultado de um aperfeiçoamento nas técnicas de combate à criminalidade. O ocorrido foi possível a partir de uma campanha de negação ao auxílio de coronéis corruptos que auxiliavam os bandoleiros e um investimento pesado nas forças policiais do agreste.


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Guerreiros do sol: violência e banditismo no Nordeste do Brasil, de Frederico Pernambucano de Mello (2011) – https://amzn.to/2YQNZ3Y

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O MAIOR MISTÉRIO DO CANGAÇO

Por Robério Santos

Ao unir estas três emblemáticas palavras “maior”, “mistério” e “cangaço” construímos previamente uma equação perfeita, na qual todas as histórias contadas passam por nossa mente procurando particularmente qual delas seria a cereja do bolo, a última rapadura do tacho. Eu, como escritor e pesquisador, trago para minha tipoia este fardo pesadíssimo, mas pessoal, ao identificar tal acontecimento. Qual seria, na sua opinião, o maior mistério. Eu mesmo tenho um preferido: o cão na Grota do Angico.


Todas as teorias foram descritas como verdadeiras, a partir do ponto de vista de cada um. Mas, a história tem que ser apenas uma, intacta, sem arrodeio e nem floreios. Mas, para tal proeza deveríamos ter uma máquina do tempo e ser onipresente em todos os pontos de interesse entre os dias 27 e 28 de julho de 1938; entre Delmiro Gouveia (Pedra de Delmiro) e a Grota do Angico pertencente então a Porto da Folha. Teríamos que estar em várias frentes. Desde a casa de Joca Bernardo até o encalço dos filhos de Guilhermina e Cândido; da mensagem passada pelo telégrafo até seu recebimento; o aprontar das tropas e o repouso dos cangaceiros. Da luz do dia até o clímax. Montar este quebra-cabeças (SIC) não é fácil. Desde Amaury, passando por Frederico Pernambucano; de Alcino a Archimedes, nenhum deles ousaram bater o martelo, mas hoje eu quero fazer isso, mesmo sem saber se conseguirei tal proeza.

Já estive na grota por 17 vezes nos últimos vinte anos. Já fui pela manhã, meio-dia, pela tarde e até durante a madrugada. Queria respostas e não mais perguntas. Uma das coisas que mais me indagam no canal O Cangaço na Literatura é “Por que os cães não latiram naquela manhã, alertando Lampião e comparsas?”. Primeiramente, não haviam cães, mas apenas um, o cão Guarani, pertencente a Virgulino. Este, que era um cão escuro, magro e fiel, raramente latia. Por mais que cangaceiros como Zé Sereno tenha dito futuramente em depoimento que “os cães do cangaço só faltavam falar”, esta expressão aqui no Nordeste quer dizer que eram de extrema inteligência, mas não que eles latiam desenfreadamente, pois “o bom cabrito, não berra”, como dizia Barrerito em sua canção; então, o bom cachorro cangaceiro, não late, pois poderia entregar o coito ou espantar a caça.

Analisando nosso primeiro ponto, nota-se que cães que são “adaptados” para o mato, apenas dão sinais sutis de alerta. O melhor da espécie, o perdigueiro, no qual já cacei codornas com um deles várias vezes, define seu alerta através e uma pausa brusca no caminhado, levantar de orelhas, de rabo e caminhado manso, até nos levar ao alvo. Se ele latir, vai obviamente espantar a caça, recebendo uma dura de seu dono e com o tempo ele aprenderá que não pode latir e assim, se tornará um bom hounddog. Assim eram os cães no cangaço, eles alertavam, mas não latiam (seria inútil se alertassem as volantes à direção que os cangaceiros estavam através do latido, assim como choro de criança sinalizava). Olhando por este ponto de vista, tecemos nossa primeira tese: o cão alertou a chegada das volantes naquela madrugada escura de lua nova, mas os cangaceiros, principalmente Lampião, estavam dormindo após uma noite de beberagem e o alerta do cão, o levantar de orelhas e rabo, não foi suficiente para ligar o alerta dos 35 indivíduos que estavam naquela “cova de defunto”. Outro ponto interessante é que o alerta pode ser facilmente confundido com os diversos animais que ali residem. Eu pessoalmente notei que aparecem no final do dia, madrugada e nascer do sol, mocós, onças-pardas, cobras, saguis e lagartixas, tornando o alerta do cão confundível, caso houvesse alguma aproximação anterior. As tropas demoraram muito, se posicionaram e esperaram amanhecer para facilitar o ataque. Seus odores se misturaram facilmente ao ambiente e ao cheiro comum dos cangaceiros que estavam mais próximos do cão. Devemos lembrar que quando usamos um determinado perfume, nosso nariz passa por algo chamado “estresse olfativo” que é a saturação do cheiro, levando-nos a crer que o odor já se esvaiu, levando-nos à surpresa quando alguém fala “nossa, como tu tá cheiroso”, e já nem sentimos mais que estamos. Com o cão acontece o mesmo, mesmo numa proporção diferente, pois o olfato canino é 100 mil vezes que o humano, isso é um ponto a ser levado em conta.

Outro fator é o barulho causado pelos passos dos Volantes. Como João Bezerra e sua tropa demoraram horas para fazer o percurso que facilmente se cumpre em meia hora com passos rápidos, eles se locomoveram com cuidado. Inclusive aconteceu algo inusitado. Durante o trajeto, um cavalo se posicionara entre a Grota e a Volante. Todos pararam ao sinal, prenderam a respiração e esperaram o animal sair naturalmente do caminho, pois temiam que ele se espantasse e alertasse os cangaceiros.

Entre a noite do dia 8 e a madrugada de 9 de fevereiro de 2018, eu e meu fiel escudeiro Nininho fomos à Grota do Angico tentar responder algumas perguntas e obter mais perguntas sobe o fato. Não levamos um cão, claro, mas pedi pra que Nininho em total silêncio se deslocasse de onde eu estava (na cruz de Lampião) até a encosta onde uma das Volantes se posicionou com a Metralhadora, arrastando os pés. Novamente sabemos que o cão consegue ouvir a uma frequência de 10hz, levando em comparação à humana que é de no mínimo 40hz, temos um Super Ser incrível que é o cachorro. Por isso pedi que meu parceiro fizesse barulho e pisasse firme, para compensar a frequência auditiva. Ele não chegou a caminhar cinquenta metros e o som desapareceu completamente, dei um grito e pedi para que parasse. Sugeri que ele gritasse e o som chegou muito baixo, quase abafado, devido a altura da encosta da serra e o forte vento na copa das árvores. Vento este que além de dissipar o cheiro, encobria o som. Temos aí fortes teorias que impediram tanto o cão de farejar e ouvir quanto os cangaceiros de ouvirem os passos das tropas.

Por fim, há uma história que e bastante propagada pela literatura na qual alega que alguns cangaceiros saíram cedo para pegar leite na sede da fazenda Angico, levando com eles o cão Guarani. Ao ouvir os tiros, o cão voltou e foi morto por uma bala perdida de metralhadora e os cangaceiros fugiram. Inclino-me a refutar esta hipótese. Como que os cangaceiros saíram e não se toparam com as Volantes? Com o cão, desta vez em alerta, à vista dos acordados não deixaria de alertar, levando os planos de João Bezerra a saírem dos trilhos. Os cães eram “treinados” sim, mas não adestrados a ponto de darem piruetas, mas para serem exímios caçadores e bons companheiros. Sei que existem mais perguntas que respostas e minha meta não é responder todas elas, mas neste momento abrimos um novo afluente na pesquisa e quem sabe estaremos mais próximos da verdade do que antes, pois devemos seguir em frente e não ficarmos presos à Teoria da Espiral do Silêncio de Elisabeth Noelle-Neumann. O cangaço é fascinante e devemos olhar melhor os fatos, sentir os cheiros e transformar nossa sensação na mais pura experiência sinestésica, pois Lampião não morreu envenenado, nem em Minas Gerais, sua morte já foi passada a limpo, mas isso ficará para um outro texto. Parabéns, cãozinho, você merece uma cruz na Grota do Angico.
https://www.facebook.com/OCangacoNaLiteratura/posts/o-maior-mist%C3%A9rio-do-canga%C3%A7oao-unir-estas-tr%C3%AAs-emblem%C3%A1ticas-palavras-maior-mist%C3%A9r/998880133596470/

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CANGACEIRO BARRA NOVA.

   Por Helton Araújo

Cangaceiro Barra Nova, morto em 1937 pela volante de Zé Rufino. Barra Nova costumava cozinhar para o bando e morreu fazendo isto, após emboscada bem sucedida pela volante.

Vale lembrar, que Lampião foi avisado por informantes da aproximação da volante do perigoso Zé Rufino, mas optou por ficar, pois a comida já estava pronta.

Infelizmente para o lado dos cangaceiros, Virgolino perdia naquele dia um experiente e fiel cangaceiro.

Gostou das informações? Aproveite e assista nosso último vídeo postado aqui no canal sobre FRASES MARCANTES DE PERSONAGENS DO CANGAÇO. Segue o link abaixo para os interessados.

https://youtu.be/_0bAA_t3aag?si=ojachayDpcWzNTjo

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2604378163104445%2C2603659649842963&notif_id=1733407079479628&notif_t=group_highlights&ref=notif

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VISTA CHEIA

Por Hélio Xaxá

Que culpa tenho eu
Se dois olhos me foram dados
E dedos para escrever
E boca para falar?
Jamais meu olhar ficará calado...
Diante de tamanha beleza
De glúteos tão bem desenhados...
A inteligência me é afrodisíaca...
Mas este contorno bem apanhado
Deixa o meu juízo lezinho...
E o meu coração quase enfartado...
Minha vista é vitrine destas belezuras
E eu só de olho então
Faço verso inversado...
Imagino-te além da imaginação
Encho-me de poéticas loucuras
E te abraço com os olhos da paixão.

https://www.facebook.com/

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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

A MÁQUINA DE COSTURA DA DADÁ

  Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=71v1T2YcMEI

Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacoaderbalnogueira   Parcerias: narotadocangaco@gmail.com #lampiao #cangaço #maria bonita #cangaceiros

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A MÁQUINA DE COSTURA DA DADÁ.

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=71v1T2YcMEI

Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacoaderbalnogueira   Parcerias: narotadocangaco@gmail.com #lampiao #cangaço #maria bonita #cangaceiros

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EXPEDIÇÃO ROTA MÍSTICA NA TERRA DO PADRE CÍCERO.

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/channel/UCG8-uR9AwvjAzQddbT3t3fg

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UMA TERRÍVEL VISITA AO PANTANAL

 Por José Mendes Pereira - (Crônica 13)


Em uma das muitas viagens que fizemos às terras encharcadas do Pantanal, localizadas na América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai, onde guardam a mais linda fauna e flora do planeta, fomos atacados por gigantes jacarés, que sem menos esperarmos, ficamos encurralados por mais de 10 devoradores de carne humana.

A equipe de visitantes ao Pantanal era formada por: Gregório Santos, um engenheiro agrônomo, formado pela “ESAM”, Mossoró, nos dias de hoje, “UFERSA”, Marcos Vital, recém formado em Matemática pela “UERN”, antiga “FURRN”, também Mossoró, Paulo Gameleira, um capacitado professor de Química e Física; as irmãs gêmeas, Letícia e Lair Prado, cearenses, e eu, um simples professor de Português.

Foi um dos acontecimentos mais triste que passamos em toda nossa vida; quando caminhávamos pelos verdejantes e alagados solos Mato-grossenses, fomos surpreendidos por uma porção de jacarés, talvez famintos, alguns já velhos e desnutridos, faltando-lhes alguns devoradores dentes; outros, ainda muito jovens, e dois ou três estavam se preparando para a juventude.

As chances de sairmos de lá vivos eram restritas, talvez um ou dois por cento, se bem que tivéssemos oportunidades para sobrevivermos.

Nenhum de nós estava livre dos ataques daquelas fortes mandíbulas. Os jacarés nos vigiavam como se fôssemos o último almoço de todos os tempos. Cada passo que nós dávamos para frente ou para traz, os jacarés, um a um nos acompanhava.

O primeiro a estrear nos amolados e pontiagudos dentes de um jacaré foi o Gregório Santos, com uma só fechada de mandíbulas, o velho jacaré o partiu ao meio, e nem precisou sair do lugar para capturá-lo. Nós que assistíamos de perto tamanha malvadeza, já esperávamos a nossa vez.

Em seguida, foi a vez do Marcos Vital que tentou correr por cima de alguns jacarés enfileirados, mas foi pego por um esfomeado, arremessando-o ao longe, já caindo pronto para os jacarés o saborearem.

Aos poucos os esfomeados foram fechando o cerco, e um jacaré dos mais jovens resolveu abocanhar um dos braços do Gameleira, arrancando-o de uma só vez, e ao cair, foi devorado por um que quase provocou uma confusão danada com outro que disputava o corpo do Gameleira.

Como todos nós ali estávamos condenados a passarmos pelas mandíbulas de tantos jacarés, finalmente chegou a minha terrível vez. Quando um jacaré partiu para me devorar, eu desesperado gritei: “-Valha-me Jesus Cristo!” E com esse grito assustador, acordei. Eu estava sonhando.

Que felicidade! Os jacarés existiram apenas no meu sonho.

Minhas simples histórias 


ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas, desculpa-o antes, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional, você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho.

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O VINGATIVO LAMPIÃO

 

Por José Mendes Pereira - (Crônica 15)

Em 1927, mesmo após sete anos da morte do seu pai Lampião resolveu tirar a tranquilidade do Estado de Alagoas, fazendo invasões constantes, usando o seu poder de vingança, e eliminando sertanejos, alegando que era protestando contra Zé Lucena, por ter assassinado o seu patriarca, o José Ferreira da Silva, no momento em que debulhava grãos em sua residência. 

Dizia ele que o que haviam feito com o seu generoso pai jamais ficaria impune ou no esquecimento, pois o velho não tinha nada a ver com os seus problemas de bandidagem. Se Zé Lucena o procurava para eliminá-lo do solo sertanejo, que tivesse enfrentado os cerrados, as caatingas por todos os recantos dos Estados do Nordeste, e não tivesse exterminado a vida de um homem honrado, amante da tranquilidade, da paz, amigo dos amigos, bom pai, e considerado um grande homem no meio de toda vizinhança.

O outro motivo era denegrir a imagem de Zé Saturnino que segundo ele, tinha sido o causador das declinações da família Ferreira, privando o direito deles serem felizes onde moravam, obrigando-os a fugirem do amado berço Pernambuco, e os empurrando para as desconhecidas terras alagoanas. 

Lá em Pernambuco, ele e os seus familiares deixaram para trás, tudo que haviam adquirido com muito esforço: propriedade, agricultura, criações, e principalmente, sonhos, sonhos e muitos sonhos que pretendiam realizar.   
                 
Já residindo em Alagoas, passaram por dois grandes desgostos invencíveis. O primeiro, foi quando eles viram a mãe dona Maria Sulena da Purificação cair em depressão. Ela ainda se sentindo magoada e desgostosa com os desrespeitos do Zé Saturnino, por ter afetado o caráter do esposo José Ferreira da Silva, seu coração não aguentando as maldades, faleceu no dia 30 de abril de 1921, na Fazenda Engenho Velho, de propriedade de um senhor chamado Luiz Fragoso. (Lampião a Raposa das Caatingas - José Bezerra Lima Irmão).  

O segundo e mais doloroso, foi quando eles viram o pai envolvido em um horroroso lençol de sangue, todo crivado de balas, pelas armas do tenente Zé Lucena, assassinado do dia 18 de maio de 1921. (Lampião a Raposa das Caatingas - José Bezerra Lima Irmão).    

Os desrespeitos que surgiram contra a sua família alcançaram o topo do pico, deixando ele e seus irmãos sem rumo e sem decisões próprias, para enfrentarem as maldades dos poderosos perseguidores.

Dizia o rei no silêncio do seu “EU”, que não tinha dúvida, que o principal culpado das suas desventuras era o Zé Saturnino, por não ter assumido a sua desonestidade, quando o assecla viu peles dos seus animais na casa de um dos moradores da Fazenda Pedreiras. Se o fazendeiro tivesse assumido o feito, não teria sido necessário ele e seus irmãos viverem embrenhados às matas, escondendo-se de policiais que os perseguiam.

O rei ainda se lastimava que todos os seus antes amigos viviam passeando pelas redondezas do lugar, livres de perseguições, e diariamente, aconchegados às mocinhas do povoado, frequentando festas e bailes. E enquanto os outros gozavam da liberdade, eles eram privados de participarem dos divertimentos que o povoado oferecia, devido às perseguições das volantes. Infelizmente teriam que passar a vida inteira se amparando às árvores, castigados pelas chuvas, sol, poeiras, dormindo no chão, misturados com caranguejas, lacraias, cobras e mais outros insetos venenosos, no meio de combates cerrados, tentando se livrarem dos estilhaços de balas. E na maioria das vezes, fome, fome, e muita fome, vivendo um horroroso sofrimento.

Lampião assumia o seu feito, dizendo que antes da morte do seu patriarca, já havia praticado crimes. E em um desses, findou a vida de um sujeito que lhe roubara uma das suas cabras. Mas que todos que o julgavam como um bandido cruel, entendessem o porquê da sua prática criminosa. Fizera, simplesmente para defender o que lhe pertencia, e em prol de sua própria honra. Se ele não defendesse o que era seu, com o passar dos tempos, todos iriam querer pisá-lo como se ele nada valesse na vida.

Lampião enquanto descansava sobre o chão, ainda imaginava   que, se o Zé Saturnino não tivesse manipulado o tenente Zé Lucena para assassinar o seu generoso pai, quem sabe, talvez ele não tivesse se tornado um bandoleiro, e sim, um fazendeiro, um engenheiro, um rábula qualquer, ou outra coisa parecida. Ou ainda teria se casado e construído uma linda e maravilhosa família. 

E agora, depois das grandes decepções que passaram, principalmente com a morte do pai, como os irmãos Ferreira se vingariam das maldades que fizeram contra eles?

Lampião e seus manos decepcionados e de cabisbaixa diante da vizinhança, e privados de tudo e de todos, já que não havia como assassinarem os causadores das suas declinações, decidiram que, o mais propício para amenizarem as suas dores, seria, fazerem invasões constantes no Estado de Alagoas, não importando com o tipo de atrocidade, vingando-se a seu modo. Já que tinham perdido o respeito, diante da vizinhança, uma desordem a mais não influenciava nada.
  
E a partir de 11 de janeiro de 1927, organizaram-se e partiram para bagunçarem o Estado de Alagoas, onde destruíam tudo que viam pela frente, não dando tranquilidade aos moradores sertanejos, e geralmente, rios de sangue ficavam escorrendo por onde os vingadores passavam. 

José Mendes Pereira 

Fonte de Pesquisa: Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico - Alcino Alves Costa 

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2011/03/o-vingativo-lampiao-porjose-mendes.html
Minhas Simples Histórias

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas, desculpa-o antes, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional, você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho.

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