Por Valdir José Nogueira de Moura

No alto sertão do Pajeú, onde o sol madruga para castigar o barro e o orvalho insiste em benzer a caatinga, existe um rito que o tempo não ousou apagar. São 169 anos em que o povo de São José do Belmonte interrompe a lida para erguer os olhos ao seu Padroeiro. Mas, para além das rezas e do incenso que perfuma a nave da igreja, a devoção se manifesta também no brilho do cobre e na brancura do leite.
Antigamente, quando o novenário chegava ao fim, um silêncio respeitoso dava lugar ao alarido festivo do leilão. E, entre bodes, sacos de milho e bordados finos, um objeto em particular carregava o peso de uma linhagem: a forma com o colossal queijo da Fazenda Oiticica.
Secular e imponente, aquela peça de madeira não servia para o gasto diário. Era uma forma sagrada, despertada apenas uma vez por ano para dar corpo à oferta do Major Joaquim Leonel Pires de Alencar e de sua esposa, Donana. Na cozinha da fazenda, dezoito litros de leite fresco eram transformados, sob o olhar zeloso de Siá Donana, na prenda mais cobiçada da festa.
O leilão era o palco de um teatro de generosidade e orgulho. Os coronéis e comerciantes, com seus chapéus em riste e o prestígio à flor da pele, entravam em uma disputa onde perder era, na verdade, a maior vitória. O ofertante, vendo sua própria dádiva ser apregoada, empurrava o lance para cima, desafiando o bolso e a sorte. Quantas vezes o Major não viu seu próprio queijo retornar à Oiticica por um preço absurdo, apenas para que o dinheiro servisse à pintura da Matriz ou às toalhas do altar?
Hoje, aquela forma repousa no silêncio da Casa da Cultura de São José Belmonte. Não molda mais o leite, mas continua a moldar a nossa identidade. Ao olhá-la, não vemos apenas um utensílio de madeira; vemos a herança de um tempo em que a fé se provava na mesa, e a caridade era temperada com o brio de quem sabe que, no Sertão, a tradição é o único patrimônio que a traça não corrói.
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Muito chato para você me ver sempre chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada.
Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
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