KYDELMIR DANTAS
Escritor do ano na Paraíba,
homenageado pelo IFPB.
Nada é mais satisfatório do que
obter o justo e merecido reconhecimento. E nada mais gratificante do que ver um
grande homem sendo honrado, sobretudo um conterrâneo nosso. E se é pra ser
louvado, que seja em vida para continuar o sendo também, sempre, pois todo
reconhecimento é um ato de gratidão; e a gratidão é no dizer do poeta e
filósofo picuiense Abílio César: “– traço nobilitante do homem de caráter!”
A verdade é que, no campo das
Artes e das Letras nem todos são assim agraciados em vida pela dama fortuna ou
pelos gênios do fado e do destino. Nesta parca lista inserem-se alguns como:
Bernardo Guimarães, Machado de Assis, José de Alencar, Euclides da Cunha,
Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Ariano Suassuna, Patativa do Assaré, Antônio
Francisco, Chico Pedrosa, Cecília Meireles, Auta de Souza, Zila Mamede, dentre
outros.
Antônio Kydelmir Dantas de
Oliveira é um paraibano que teve essa honra e felicidade, e merecidamente. Este
ano, ele foi escolhido para ser homenageado pelo IFPB, em todo território
paraibano e o 5º SELICULT – Seminário de Linguagens, Literatura e Culturas do
IFPB – Campus de Picuí, o homenageou com uma programação especial, ampla,
variada, rica e belíssima. Vieram prestigiá-lo de perto e de longe, da Paraíba
e de fora dela. As homenagens ao poeta este ano por parte do IFPB de todo o
estado abrangeram ainda o 4° Concurso Literário do IFPB e o 3° Festival de Arte
e Cultura do IFPB - Campus de Cajazeiras.
O escritor destinatário desta
láurea é um veterano, sertanejo “testado e aprovado” nas lides mais diversas
dos chãos catingueiros que vão desde o Seridó e Curimataú e por toda a Paraíba,
passando pelos chãos da terra potiguar, onde viveu por cerca de trinta anos,
marcando-a e sendo marcado pelas águas, sol, sombras e poeiras de Mossoró, onde
constituiu família e fez longa carreira. Daí que se designa de “paraiguar”,
paraibano e potiguar este bardo, que é simultaneamente mestre e menestrel;
poeta e cordelista, professor e pesquisador; cronista e ensaísta; agrônomo e
escritor, em suma, um entusiasta das coisas nordestinas: de Lampião, rei do
Cangaço a Luiz Gonzaga, rei do Baião; do Folclore de Câmara Cascudo à Ariano
Suassuna; do Cinema, a Sétima Arte às culturas nordestinas em geral, como as
coisas, as evocações dos humores, amores e reminiscências de sua grei, de sua
terra, sua gente e de tudo o que emana de dona Angelita Dantas, sua querida mãe
e de seu Né, seu dileto pai; sendo ambos: solo, húmus e semente do seu ser,
constituindo-o nesta essência inspiradora e contagiante.
O evento durou três dias
consecutivos, de 04 a 06 de dezembro do ano da graça de 2025, com a realização
de minicursos, palestras, exposições, mesas-redondas, apresentações de
trabalhos e oficinas, além de lançamento de livros. Teve, ainda, a presença de autores,
poetas, estudantes, estudiosos e escritores picuienses, de outras cidades
paraibanas e potiguares, que vieram abrilhantar o evento e prestigiar o
homenageado. Vale salientar que, na Paraíba esta é a segunda grande homenagem
feita por uma instituição pública, nesse caso, pelo IFPB a Kydelmir Dantas. A
primeira foi realizada pela 4ª Gerência Regional de Educação – Cuité/PB, que o
homenageou como o autor do ano de 2019 na I Festa Literária da Rede Estadual de
Ensino (FLIREDE) e em 2021 ele foi eleito Poeta Destaque por uma agência de
publicidade do estado do Rio Grande do Norte.
E assim, se me perguntas: – Quem
é o homem? Eu te respondo parafraseando Nietzsche: – Ecce homo! ( – Eis o
homem!)
É o andarilho errante nas sendas
das coisas boas, que por onde passa aspira e inspira benfazejas ações e
impressões, colhendo os bons frutos e plantando a boa semente, dentre as
sementes que a terra e cultura mãe nordestina e brasileira nos possam dar. Poço
fundo e inesgotável da melhor aluvião que há, mitigando secas, transpondo
cercas de lá e de cá, nele há um pouco de tudo que é cultural, pairando aí a
essência armorial, que lhe plantou no espírito seu primo Ariano Suassuna. Seja
em essência ou de fato, pelo que exala ou faz, é um epítome completo do
autêntico nordestino reunindo em si todas as facetas de um genuíno sertanejo,
pois nele há um pouco de tudo, do tudo que a terra catingueira dá: é cantador,
é repentista ou rabequeiro; é o bardo, aedo, jogral ou trovador, herdeiro das
baladas medievais e das trovas ibéricas; é o seresteiro ou boêmio das noites
estreladas, o apoiador dos desertos da caatinga, bandoleiro das hostes
lampiônicas, o violeiro em noites enluaradas; é o forrozeiro com o pé na gafieira,
nos sambas às altas madrugadas, o vaqueiro nos campos da Petrobras; é o
obstinado historiador do cangaço desde Jesuíno Brilhante, Antônio Silvino,
Lampião, Chico Pereira e todos os demais; também das mulheres cangaceiras, das
cordelistas pioneiras; é o consultor histórico do espetacular Chuva de Bala no
País de Mossoró que um dia aportou por uns tempos em Currais; é o humanista
magnânimo, filantropo e altruísta, mão rápida em servir e ajudar, sem ser de
julgar nem apedrejar, coroado dos mais nobres atos de profunda humanidade;
cultor da Cultura, Letras e Artes brasileiras e locais; Dom Quixote nordestino,
aguerrido, pelos nobres e elevados ideais; ser de vida rural e urbana, homem de
fibra, de lealdade e de fé; grande na dignidade e na simplicidade, de sorriso
farto e o coração mais grande ainda é para nós um baluarte, amante da equidade
e da justiça; devoto, que nunca melindra e nunca de tão pouco se ufana, mas ama
as coisas suas, da sua terra, da sua gente e aos seus infalivelmente.
Atualmente com pouso em Nova Floresta, sua terra natal, eis, o poeta Kydelmir
Dantas, pai de Joaquim Adelino e João Daniel, filho de Angelita e seu Né.
Viva Kyldemir Dantas, o bardo da
nossa terra!
Damião Siridó
14 do12 do ano da graça de N. S.
Jesus Cristo de 2025
ALERTA AOALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Muito chato para você me ver sempre chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada.
Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
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