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quinta-feira, 14 de maio de 2026

CANGAÇO - UM OLHAR SELETIVO DA IMPRENSA.

Por Antônio Corrêa Sobrinho

É inquestionável que a imprensa brasileira, a propriamente dita, o prelo, desempenhou um papel fundamental na construção da narrativa do cangaço. Em sentido contrário, a ausência da cobertura de jornais e revistas da época teria transformado o cangaço num fenômeno meramente local, restrito ao sertão, ou seja, sem a projeção que o tornou um dos maiores eventos da história do Brasil. A imprensa não apenas reportava, mas construía a imagem dos cangaceiros, como "reis", "heróis" ou "demônios", criando mitos e moldando a opinião pública.
Sabemos, contudo, que a história deste banditismo nordestino, sertanejo, é resultante de fatos realmente narrados, mas também de tendenciosidades, omissões, inverdades, falsificações, opiniões, improbabilidades, comprovações, conveniências, ideologias etc.
Sinhô Pereira e Luiz Padre - primos entre si.
O quanto o cangaço foi colorido e enfeitado pela imprensa, como exemplo, cito aqui a narrativa jornalística do cangaço de Sebastião (Sinhô) Pereira e Luiz Padre, por um lado, e, por outro, o de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, levando em conta que tanto aqueles quanto este sobraram em crueldades e sangue derramado. Sinhô e Luiz de família tradicional, abastada, poderosa do interior pernambucano; Lampião, filho da pobreza.
Submeti estas observações à Inteligência Artificial (IA), que me respondeu num átimo:
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Sua análise toca em um ponto central da historiografia e da sociologia da comunicação: a ‘filtragem de classe na construção da notícia e a consequente higienização histórica de figuras ligadas às elites.
A disparidade no tratamento que a imprensa e os registros históricos deram a Sinhô Pereira e Luiz Padre, em comparação com Virgulino Ferreira da Silva (Lampião), ilustra perfeitamente como o jornalismo e o relato social moldam a percepção pública através de preconceitos socioeconômicos.
A Divisão de Classe no Cangaço.
A cobertura midiática e os relatos históricos do cangaço dividem-se silenciosamente pelo critério de origem social:
O "Cangaço de Elite" (Sinhô Pereira e Luiz Padre): Vindos da influente e abastada família Pereira Jacobina, do Pajeú pernambucano. Seus atos violentos, embora brutais e marcados por atrocidades terríveis, eram sistematicamente enquadrados pela imprensa da época como "questões de honra", "defesa da família" ou "disputas políticas legítimas" contra clãs rivais (como os Carvalhos). Havia uma suavização retórica: eles não eram meros criminosos, mas "homens de bem defendendo seu sangue".
O "Cangaço de Sobrevivência/Vingança Popular" (Lampião): Virgulino, originário de uma família de pequenos criadores e almocreves (classe média baixa sertaneja), não possuía o mesmo capital político ou econômico. Suas ações, embora muitas vezes semelhantes no nível de violência, foram rotuladas de imediato pela imprensa urbana e oficial como banditismo puro, degeneração social e barbárie
Mecanismos de Tendenciosidade e Omissão
As ferramentas jornalísticas utilizadas para construir essa diferença narrativa incluem:
1. Suavização do Vocabulário: Enquanto os bandos das elites eram descritos com termos que evocavam nobreza ou justificada revolta ("justiceiros", "defensores do clã"), grupos de extração popular recebiam adjetivos como "facínoras", "horda" e "celerados".
2. O Pacto do Silêncio e a Saída Negociada: O "cuidado" da imprensa reflete também as alianças de bastidores. Sinhô Pereira e Luiz Padre conseguiram negociar sua saída do cangaço em 1922, mediada por figuras de prestígio como o Padre Cícero, migrando para outros estados onde se tornaram fazendeiros, comerciantes e cidadãos respeitados. A imprensa tendeu a "esquecer" seu passado violento em respeito à sua reintegração às elites. Para Lampião, esse canal de anistia nunca existiu de forma viável; seu destino inevitável foi a eliminação física e a subsequente espetacularização de sua morte.
3. Humanização vs. Desumanização: Os relatos sobre Luiz Padre frequentemente omitiam o sadismo de suas ações para preservar o sobrenome de sua tradicional família. Já as notícias sobre o bando de Lampião focavam obsessivamente nos detalhes mais cruentos e bizarros das suas execuções, transformando-os em monstros folclóricos destituídos de qualquer contexto social ou político.
A construção da notícia sobre o cangaço serve de espelho para entender como o poder econômico e o status social historicamente compraram (e continuam comprando) a narrativa da benevolência, convertendo criminosos aristocráticos em "vítimas das circunstâncias" e criminosos pobres em personificações do mal absoluto.
É como penso.
ACS
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso? Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você sempre me ver chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem. 

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http://sednemmendes.blogspot.com

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