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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

POR ANTONIO CORRÊA SOBRINHO



AMIGOS,

TENHO COMIGO QUE SOMENTE UMA PROVA ROBUSTA E INSOFISMÁVEL É CAPAZ DE TORNAR NULA A DECLARAÇÃO DO SOLDADO HONORATO DA SILVA, DE TER SIDO ELE O AUTOR DO TIRO FATAL QUE MATOU O CANGACEIRO VIRGULINO LAMPIÃO, NÃO OBSTANTE O SEU COMANDANTE NA OPERAÇÃO, O TENENTE JOÃO BEZERRA,TER DITO NÃO SABER QUEM ESPECIFICAMENTE MATOU LAMPIÃO, VISTO QUE, SEGUNDO ELE, O BANDOLEIRO FOI ALVEJADO POR VÁRIOS TIROS.

MAS, COMO, INFELIZMENTE, AS VERSÕES, MAIS DO QUE OS FATOS, COMPÕEM MAIS A HISTÓRIA, NÃO SÓ A DO CANGAÇO, DIGA-SE, AS DECLARAÇÕES DO SOLDADO HONORATO, A MEU VER, POSSUEM A SEU FAVOR A FORÇA DA TRADIÇÃO, OU SEJA, A TRANSMISSÃO DA NOTÍCIA DE GERAÇÃO A GERAÇÃO, SEMPRE CONFIRMADA POR ESTE SOLDADO, E O FATO DE DURANTE TODOS ESTES ANOS ESTA INFORMAÇÃO JAMAIS TER SIDO CONTESTADA, COLOCADA EM DÚVIDA, POR QUEM QUER QUE SEJA, PRINCIPALMENTE PELO MILITAR SEBASTIÃO VIEIRA SANDES, QUANDO EM PLENO GOZO DA SUA SAÚDE. 

PORTANTO, AQUI ME PRONUNCIO, COMO SIMPLES LEITOR E COPIADOR DE TEXTOS JORNALÍSTICOS, MEMBRO DESTE E OUTROS RESPEITÁVEIS GRUPOS DE ESTUDO DO CANGAÇO, COM TODO O RESPEITO E A CONSIDERAÇÃO QUE TENHO AO DOUTOR FREDERICO PERNAMBUCANO, O FAMOSO SOCIÓLOGO, PESQUISADOR, HISTORIADOR E ERUDITO E ELOQUENTE ESCRITOR, MEMBRO ATIVO DA RESPEITADA FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO, DONO DE GRANDE ACERVO SOBRE O BANDITISMO SERTANEJO, FREDERICO PERNAMBUCANO CUJA OBRA SITUA-SE INDISCUTIVELMENTE ENTRE AS MAIS VALIOSAS DA HISTORIOGRAFIA DO CANGAÇO, PEÇO-LHE VÊNIA PARA DIZER QUE, DESTA VEZ, EMBORA NÃO TENHA LIDO O SEU NOVO TRABALHO SOBRE O FIM DE LAMPIÃO, MAS, MESMO SEM LÊ-LO, COMPREENDER SUAS RAZÕES, DEVO CONTINUAR PRESTIGIANDO A, POR SINAL, CORAJOSA AFIRMATIVA DO SOLDADO HONORATO DA SILVA, EM RESPEITO INCLUSIVE À SUA MEMÓRIA, DE TER SIDO ELE O AUTOR DO TIRO FULMINANTE QUE FEZ CAIR DEFINITIVAMENTE MORTO O REI DO CANGAÇO.

ABAIXO, TROUXE A DECLARAÇÃO DO SOLDADO HONORATO, PUBLICADA NO JORNAL "A NOITE" (RJ), NA EDIÇÃO DE 02/08/1938.

A NOITE – 02/08/1938  - O HOMEM QUE MATOU LAMPIÃO
Imagem extraída do Blog do Mendesemendes

MACEIÓ, 1 (Dos enviados especiais de A NOITE – Por via aérea) – Conforme a A NOITE noticiou, o homem que pôs termo à vida do rei do cangaço foi o soldado Antônio Honorato da Silva, que tem no 2º Batalhão de Polícia, aquartelado em Santana do Ipanema, o número 145. Conta 38 anos de vida, o herói do Regimento Policial Militar do Estado de Alagoas. Ao ser entrevistado pela A NOITE, declarou com a maior calma que se pode imaginar que atirou seguro em Lampião vendo-o tombar para sempre.

- “Estou satisfeito por ter cumprido o meu dever – disse jovialmente o velho soldado – pois matei um bandido que era o terror do nosso povo, o flagelo do meu sertão querido.

Diz Antônio Honorato que o primeiro tiro disparado na fazenda Angicos foi o do fuzil do soldado Abdon Cosmo de Andrade e que em seguida àquele disparo, a fuzilaria irrompeu de modo infernal, não tendo o fogo durado mais de quinze minutos, terminando com a morte dos onze bandidos e a fuga dos demais que se encontravam no acampamento infernal.

- E depois do tiroteio?

- Depois – exclamou Antônio Honorato – fomos cortar as cabeças dos bandidos.

- Qual foi a primeira cabeça cortada?

- A de Lampião – disse Antônio Honorato. Cortou-a, o soldado Santos com um facão marca Jacaré. A seguir vi o tenente Ferreira com a cabeça de outro bandido, tendo as restantes sido mandadas cortar pelo tenente João Bezerra. Depois do “brinquedo”, contei onze cabeças, ficando satisfeito pelo trabalho que meus companheiros e eu fizemos num espaço tão diminuto.

- Lampião disse alguma coisa antes de você apontar-lhe o fuzil?

- Não, pois não lhe dei tempo. Se ele teve vontade de dizer alguma coisa, ficou só na vontade... E, dizendo isso, o bravo soldado alagoano nos mostrou o seu fuzil que tem o número B 7.419 dizendo: - Este aqui nunca falhou e seria uma tristeza se ele me tivesse negado fogo naquele momento. Estou habituado a atirar e em certas ocasiões minha pontaria ainda é mais segura.

Antônio Honorato é praça da Polícia alagoana há 13 anos, tendo começado sua vida atual no governo Costa Rego.

- Que tal o acampamento dos bandidos? – perguntamos.

- Nem queira saber que armadilha – disse o soldado – Eram várias barracas de pano, armadas sobre tocas de pedras em lugar por demais esquisito, onde dificilmente se podia chegar.

- E como puderam se aproximar de tão perigosa armadilha?

- Isso já eu não sei – diz Antônio Honorato. O que sei é que o nosso comandante traçou um plano tão bem feito que ali chegamos sem ser pressentidos e “abafamos a banca”...

Como o heroico soldado se mostrasse cansado, demo-nos por satisfeito da sua sensacional narrativa e fomos ouvir outros dos seus companheiros.

Entre os soldados que tomaram parte no ataque ao bando de Lampião, na fazenda Angicos, destaca-se um jovem de 22 anos de idade, natural da Paraíba e que tem o número 947 no 2º Batalhão da Polícia Alagoana, José Tertuliano que, segundo seus próprios companheiros, é um soldado dos mais valentes que possui o seu batalhão não obstante a pouca idade.

Foi quem matou um dos bandidos que é dado até agora como desconhecido.

José Tertuliano declarou à NOITE que estava muito satisfeito por ter tomado parte eficiente no combate da fazenda Angicos, onde teve ocasião de observar mais uma vez a bravura dos seus companheiros.

- Fizemos um “serviço” em boas condições – disse – e agora estamos mais descansados um pouco, porque já não existe o mais famoso cangaceiro do sertão.

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QUEM 'APAGOU' LAMPIÃO? HISTORIADOR REVELA VERDADEIRO ASSASSINO DO CANGACEIRO

por Ana Clara Brant jornalismo@uai.com.br
por Estado de Minas politica.pe@dabr.com.br

Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, morreu aos 40 anos, numa emboscada na Grota de Angico, em Sergipe, em julho de 1938. Apesar de, na época, o fato ter estampado as capas das principais revistas e jornais brasileiros e ter virado notícia até fora do país, algumas lacunas permaneceram. A principal delas: quem apertou o gatilho que deu fim à vida de uma das figuras mais temidas e admiradas da história brasileira?.


A versão oficial aponta como assassino o oficial Antonio Honorato da Silva, guarda-costas do aspirante Francisco Ferreira. Mas a história não é bem essa. Após quatro décadas de pesquisa, o historiador Frederico Pernambucano de Mello, biógrafo de Lampião e considerado o maior especialista em cangaço no Brasil, revela que a identidade do carrasco do cangaceiro é outra em 'Apagando o Lampião – Vida e morte do Rei do Cangaço'. O livro acaba de sair pela Global Editora.

Antonio Honorato da Silva suposto matador de Lampião

Lampião foi morto com apenas um tiro, às 5h de 28 de julho de 1938. Desde os primórdios de suas pesquisas sobre o cangaço, e, principalmente, após ler uma entrevista concedida por Antonio Honorato da Silva, o suposto assassino, ao jornalista Melchiades Rocha, Frederico Pernambucano de Mello tinha uma pulga atrás da orelha. “Nesse relato de Honorato, encontrei algumas inconsistências. Ele afirmava que Lampião tinha um pavor enorme no rosto quando atirou, que deu o primeiro tiro e acompanhou a queda. Coisas que não faziam muito sentido”, diz.

Coronel Audálio Tenório de Albuquerque - Acervo João de Sousa Lima

Foi a partir de 1970 que o mistério começou a se esclarecer. O historiador recebeu uma informação do coronel Audálio Tenório de Albuquerque dizendo que ouviu seu parente e amigo próximo, o coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão (o responsável intelectual pela morte do Rei do Cangaço, já que comandava o batalhão encarregado da caça a Lampião em Angicos), que o verdadeiro assassino era um dos guarda-costas do aspirante Francisco Ferreira de Mello, mas não Honorato, como a imprensa havia divulgado.

Coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão

“Eu achava que ele tinha uns oito, dez guarda-costas, por isso desanimei. Mas, em 1978, ao ter contato com uma das irmãs do aspirante, ela me disse que ele tinha apenas dois. Um era velho, o Honorato, e o outro era mais novo e ficou conhecido como Santo”, diz o historiador.

Frederico conseguiu encontrar o cabo que se chamava Sebastião Vieira Sandes. Durante muito tempo, tentou, em vão, arrancar alguma informação. Só no fim de 2003, quando se descobriu portador de uma doença terminal, Sandes procurou o biógrafo. Decidiu que havia segredos que ele não queria levar para o túmulo. “Fiquei até emocionado. Fazia mais de 20 anos que estava atrás dele. Minha mulher achou, na ocasião, que era uma emboscada. Ele me deu um relato precioso, que gravei durante quatro dias. Morreu um mês depois”, lembra o historiador.

Historiador Frederico Pernambucano de Melo

Segundo Sebastião Sandes, Lampião morreu com um tiro só de fuzil, disparado a oito metros e que não estava em combate. A bala bateu na lâmina do punhal do cangaceiro e atingiu sua região umbilical esquerda. “Lampião foi surpreendido, pois esperava ser atacado por terra e não pelo rio, como aconteceu. Sandes me disse que o silêncio era de uma catedral, porque era começo da manhã. Havia chovido e até os animais estavam recolhidos. A maneira como atirou, de cima para baixo, ao contrário do que afirmava Honorato, foi comprovada pela perícia feita recentemente pelo perito criminal federal Eduardo Makoto Sato, do Instituto Nacional de Criminalística. O punhal de Lampião, que foi atingido, nunca havia sido analisado”, afirma.


O mais curioso é que, no passado, Sandes chegou a ser amigo e querido por Lampião e Maria Bonita. Eles o chamavam de Galeguinho, por ser bem claro. “Sandes foi coiteiro (pessoas que ajudavam os cangaceiros, dando-lhes abrigo, comida e informações) de Lampião na região de Alagoas e companheiro de costura dele. Lampião era um exímio costureiro de couro, de pano, bordava. Quando Sandes me deu o depoimento, ele estava, inclusive, com o olhar baixo, até um pouco emotivo, porque eles foram próximos”, diz.

Ele não quis assumir a autoria do crime para evitar represálias. Quando matou Lampião, Sandes estava com apenas 22 anos. “Internamente, sabiam que foi ele, que chegou a ser promovido. Porém, ele foi aconselhado a não se revelar, porque Lampião era muito poderoso. Tanto que Honorato apareceu morto, em 1968, logo após estampar uma edição da revista Fatos & Fotos gabando-se de seu feito. Era a chamada vingança de Lampião.”

MINAS 

Além da revelação sobre o assassino de Lampião, o livro de Pernambucano traz também um fato pouco conhecido sobre o Rei do Cangaço. Lampião tomaria o rumo de Minas Gerais, caso não tivesse sido surpreendido em Sergipe. “Nós vamos roubar no estado de Minas Gerais. O negócio lá vai ser pesado. Quem quiser ir, vai. Quem não quiser, fica. Estou fechando minhas contas por aqui e cuidando de ajuntar cem homens.” Foram essas as palavras de Lampião a Manoel Félix, um dos seus coiteiros.

Maria Bonita e Lampião - Arte colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

“Minas foi um sonho perdido de Lampião e Maria Bonita. Não tenho dúvidas. Antes dele, outros cangaceiros, que já não tinham mais espaço no Nordeste, pois levavam bala em todo canto, tinham encontrado no território mineiro a solução”, explica o historiador.


Um deles foi Sinhô Pereira, o mais reconhecido professor de cangaço do jovem Virgulino. Após rodar por vários lugares, como Goiás, ele acabou aportando no município de Santo Antônio de Patos, hoje Patos de Minas, no Noroeste do estado. Por aqui, o forasteiro adotou vários nomes e acabou tendo como protetor um dos chefes políticos mais poderosos da região, Farnese Dias Maciel, irmão do governador Olegário Maciel.

“Aproveitando a vastidão do Oeste mineiro e as dificuldades de comunicação na região, que não só prejudicavam o desenvolvimento econômico, como facilitavam se manter escondido, Sinhô manda uma carta para Lampião, chamando-o para vir a Minas. Não dá para precisar quando foi, mas, provavelmente, pelos idos de 1928”, afirma o historiador, que teve como uma de suas principais fontes a escritora Risoleta Maciel Brandão, filha de Farnese e já falecida.

O interesse de Farnese em receber Lampião e seu bando tinha relação com a briga política que os Maciel travavam com outro clã importante da região, os Borges. Segundo Frederico Pernambucano, a carta animou Lampião, apesar de ele não ter respondido. Como boa parte do sertão nordestino estava se fechando para ele, a solução temporária foi se embrenhar pela Bahia e Sergipe. “Ele conseguiu ficar ali mais uns 10 anos. Mas, como o cerco foi apertando, ele vislumbrava Minas Gerais. Tanto que começou a juntar um montante absurdo de dinheiro, a cobrar e a resgatar o que estavam lhe devendo. Tinha um arsenal de munição gigantesca e estava atrás até de uma metralhadora de mão, que provavelmente levaria para Minas. Ele estava indo para a guerra”, afirma.

O pesquisador diz que Virgulino Ferreira chegou a comentar com vários cangaceiros e coiteiros sobre seu  desejo de seguir para Minas Gerais. Tanto é que, após a sua morte, alguns vieram para cá, como Moreno e a mulher, Durvalina, a Durvinha. “Moreno morreu em Contagem, em 2010, com 101 anos. Assim como Sinhô, ele é a prova de que o sonho mineiro de Lampião não passou de miragem. Não tenho a pretensão de esgotar o assunto. Longe disso. Quem sabe essa história do cangaço com Minas não renda e seja aprimorada e aprofundada por historiadores locais?”, diz.

Frederico Pernambucano de Mello acha que os avanços de seu livro são um incentivo para jovens pesquisadores. “Uma pesquisa bem conduzida e concluída proporciona todos os tipos de sentimento. Emoção, apreensão, recompensa. Mais do que empenho e entrega, tem que ter fé.”

Apagando o Lampião – Vida e morte do Rei do Cangaço
Frederico Pernambucano de Mello
Global Editora 
336 págs. 
sugerido: R$ 55

Adquira com o professor Pereira através deste e-mail: franpelima@bol.com.br

Enviado pelo professor Aluísio Barros Oliveira


http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2019/01/16/internas_viver,773944/amp.html?__twitter_impression=true&fbclid=IwAR1QYC8Mg_BEhBmPLhsTBqO1OokCyhrEeUCnUlmCCRVnkB4IBuIKJ1XEKpA

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NOSSAS FAMÍLIAS GALDINO, MACHADO, NÉO E XAXÁ ESTÃO DE LUTO!


As nossas  famílias Galdino, Machado, Néo e  Xaxá estão de luto. Faleceu nosso primo Edinor Galdino da Costa. 

Toda família agradece a quem comparecer ao seu velório como também ao sepultamento.

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ZÉ GONZAGA IRMÃO DE LUIZ GONZAGA


José Januário Gonzaga do Nascimento conhecido por Zé Gonzaga era irmão de Luiz Gonzaga o rei do baião e nasceu no dia 15 de janeiro de 1921 em Exu no Estado de Pernambuco. 

https://www.youtube.com/watch?v=uPTCY2wWXLo

Zé Gonzaga, nome artístico faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de abril de 2002). Foi um cantorcompositor e acordeonista brasileiro. (Wikipédia).

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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

2ª EDIÇÃO FORO NOVAIS HERÓI OU BANDIDO?


A 2ª edição do livro "Floro Novais: Herói ou Bandido", de Clerisvaldo B. Chagas e França Filho.

Adquira-o com Francisco Pereira Lima através deste e-mail:

franpelima@bol.com.br

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FESTAS NAS ALAGOAS

Clerisvaldo B. Chagas, 14 de janeiro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.039

     Início de ano no estado de Alagoas representa uma delícia para quem aprecia significativos eventos. Os nativos e milhares de turistas invadem os municípios que oferecem tradicionalmente as Festas do Santo Reis e do Bom Jesus dos Navegantes. No Médio Sertão acontece com fidelidade a também chamada Festa de Reis no município de Poço das Trincheiras, vizinho a Santana do Ipanema. Esse festejo tornou-se tradição sendo o principal evento naquela região, em início de janeiro. Conhecida ainda como “A Festa do Poço”, atrai gente de Alagoas e Pernambuco deixando a cidade pequena para a multidão. Além dos motivos religiosos, tem a parte profana da festa através de inúmeras atrações folclóricas e bandas famosas. O Poço das Trincheiras é banhado pelo rio Ipanema e ainda oferece aos visitantes a história do lugar.

BOM JESUS EM PENEDO. (FOTO: AGÊNCIA ALAGOAS).

     Outras atrações estão nos municípios ribeirinhos com a Festa de Bom Jesus dos Navegantes. Nessa época de janeiro faz gosto visitar qualquer uma das cidades sanfranciscanas. Muitas atrações são oferecidas por esses municípios pequenos ou maiores, mas com a mesma intensidade e brilho. A fama da festa depende das proximidades de quem as frequenta, mas qualquer que seja o município visitado, não existe arrependimento para o turista. Pão de Açúcar, Traipu, Belo Monte, Penedo, são alguns deles. O movimento religioso é duradouro e culmina com a famosa procissão conduzindo a imagem do Bom Jesus dos Navegantes. O cortejo percorre trechos da terra e do rio São Francisco numa animação incomparável, com muitos cânticos e foguetórios.
     Muita gente acompanha o cortejo em barcos e canoas, outros preferem aguardar à beira d’água. Mas não é somente a parte religiosa que atrai as multidões, também as tradições folclóricas e as bandas famosas contratadas para animação prolongada. Muita gente de fora aproveita a festa e passa mais alguns dias curtindo os ares, a culinária, a cortesia, costumes, lugares aprazíveis e históricos da região. A festa, além do objetivo principal que é louvar o Bom Jesus dos Navegantes, gera empregos temporários e renda, mexendo positivamente com a economia do “Velho Chico”. Muitas são as outras atrações naturais que não fazem parte dos festejos, mas  acesa dos desejos turísticos. Nessas ocasiões existe um reforço inquebrantável no entrelaçamento Alagoas/Sergipe.
     Simplesmente ARRETADO.


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VIRGULINO E SEU PAPEL...

Por Urbano Silva
Urbano Silva ao lado de Manoel Severo no Cariri Cangaço

Como nenhum outro personagem de sua época, Virgulino entendeu e definiu o seu papel no teatro social do nordeste, tendo com cenário a paisagem árida e os grandes vazios territoriais, espaço o qual ele soube preencher singularmente. Vaidoso, ostentava a auto denominação de Governador do Sertão, e assinava como Capitão, tendo como sua corte e exército seus fiéis cangaceiros. Conhecedor das estradas, atalhos e caminhos ocultos, era consciente da força de sua imagem para a posteridade, e tratou dela com todo o cuidado para as lentes do Benjamin. E foi sua vaidade que deu rosto ao Cangaço, fornecendo imagens que diretamente contribuíram para a sua implacável perseguição e morte.

Urbano Silva
Caruaru, Pernambuco

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MITO OU ÍCONE, E AÍ HEIM, VIRGULINO ?!

Por Manoel Severo

"Lampião foi, em nossa opinião: fora da lei, assassinou; matou; castrou; extorquiu; sequestrou; ferrou; incendiou;destruiu bens públicos e particulares, em outras palavras, foi um bandido.... Mas, por outro lado, foi uma pessoa inteligente, com QI acima da média, astuto, religioso; em certo período de sua vida, ele e sua família foram injustiçados, perseguidos, porém , depois fez do cangaço "um meio de vida"; esqueceu seus inimigos nºs 1 e 2 ( Zé saturnino e Ten. Lucena ), porque não interessava mais a contenda com os mesmos, para não quebrar o seu "escudo ético", na lição do mestre Frederico Pernambucano. 

O bravo Optato Gueiros escreveu em seu famoso livro, que ele daria um bom general. Por seu turno, o valente Ten. João Bezerra, em entrevista concedida, disse:"que se fosse hoje, teria dado um tratamento diferenciado ao Rei vesgo do Cangaço, ou seja, não o mataria. Lampião, é o 2º personagem mais bibliografado na América Latina ( o 1º é Che Guevara ), é estudado em Universidades em todo mundo, quando o tema é " banditismo ", para mim, ele é história ; e um mito, e os mitos, nunca morrem. Respeito quem pensa de modo diferente, pois, faz parte da democracia, e, do estudo do cangaço." Afirma o pesquisador e colecionador do cangaço, Ivanildo Silveira, Conselheiro Cariri Cangaço.

  
Ivanildo Silveira, Rostand Medeiros e Kiko Monteiro, Conselheiros Cariri Cangaço no Cariri Cangaço Piranhas 2015

"Justificando minha definição de Virgulino, o Lampião; ele ficou para a história como um MITO, (uma palavra que seria uma boa sugestão) mas como sempre o assunto arremete a polarizações, e das mais diversas, uso um termo mais contemporâneo, algo midiático. Como justificativa final diria que MITO- o celebra como algo bom. Porém, Ícone, o deixa como uma referencia, a historia do tema que o trás a tona:Cangaço." Opina o Assessor de Marketing Institucional do Cariri Cangaço, Heldemar Garcia.         
Heldemar Garcia e Louro Teles

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ANETE, VINTE ANOS DEPOIS

*Rangel Alves da Costa

Até meados dos anos 80 do século passado, as terras pertencentes aos municípios de Poço Redondo e Canindé de São Francisco, no sertão sergipano, na sua grande maioria pertenciam a um reduzido número de proprietários, latifundiários que pouco exploravam suas riquezas e mantinham aquelas vastidões muito mais pelo poder da posse do que seu efetivo uso. Um destes latifúndios, de propriedade de Antônio Leite, o Toinho Leite de Ribeirópolis, e denominada Barra da Onça, enquadrava-se no contexto da improdutividade pela sua dimensão e como afronta àqueles que, pelos arredores ou mais distantes, sonhavam em ter apenas um pedacinho de chão para garantir a sobrevivência.
Foi neste cenário que começaram as lutas pela reforma agrária na região sertaneja, até que no ano de 1986 surgiu, enfim, o Assentamento Barra da Onça, pedra fundamental para o grande número de desapropriações e assentamentos que surgiram daí em diante. Contudo, uma vida de grandes dificuldades para os assentados, principalmente pela necessidade de se reinventarem na terra árida, seca e sem opções produtivas, mas também pela demora nas ações governamentais que garantissem a digna sobrevivência. Nesta moldura de esperança ensolarada é que estava igualmente retratada a família de Agenor Miguel da Silva e Maria de Fátima da Silva, gestora de uma prole que passaria a somar treze filhos, sendo nove mulheres e quatro homens.
Dentre as filhas de Seu Agenor e Dona Maria de Fátima estava uma franzina de dez anos, de cabelos escorridos e alourados, olhos grandes e melancólicos, de sorriso pouco e sonhadora. Seu nome: Anete Alves Silva. Desde criança convivendo com um mundo de pobreza e dificuldades, morando em casa de taipa apinhada de gente, passando até fome, a menina Anete só começou a perceber alguma mudança em sua vida quando o assentamento foi visitado por pessoas desconhecidas e retratando aquela realidade através de fotografias. Segundo ela, já estava na escola da comunidade com a professora e mais dois colegas quando chegou um senhor pedindo para fotografá-la ali mesmo sentada na cadeira escolar. Este fotógrafo outro não era senão o mestre da fotografia Sebastião Salgado.


Com a despedida dos visitantes, a difícil vida tomou sua normalidade. Verdadeira dádiva sagrada quando a família recebia alguma cesta de alimentos ou qualquer quilo disso ou daquilo para ajudar na sobrevivência de tantos num só e empobrecido lar. Na imaginação de Anete - que sequer recordava mais daquele retrato tirado na sala de aula -, nada mudaria senão por força do tempo e destino. Tudo estava nas mãos de Deus. Até que cerca de um ano após a fotografia chegaram outros visitantes e dessa vez para afirmar que o seu retrato havia sido escolhido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para figurar nas cartilhas e cartazes da Campanha da Fraternidade de 1998.
E mais: que dali em diante Anete teria seus estudos pagos e que a família seria ajudada no que necessitasse para a sobrevivência. E não demorou muito para que chegassem doações não só para sua casa como para outras famílias da Barra da Onça, e também para outras comunidades de Poço Redondo. Desse modo, segundo Anete, toda sua vida começou a mudar a partir daí, como num sonho bom que estava acontecendo. E o sonho foi acrescido quando o então governador Albano Franco mandou providenciar uma casa bem maior e confortável para a numerosa família.
Assim os passos da mudança na vida de Anete, a menina da Barra da Onça fotografada por Sebastião Salgado e que ganhou mundo na Campanha da Fraternidade de 1998 (Fraternidade e Educação: A Serviço da Vida e da Esperança). Em março de 98, comentando sobre a fotografia contida no cartaz, Dom Ervin Kräutler, Bispo de Xingu/PA, teceu as seguintes observações: "Com seu rosto e cabelos desordenados, esta menina representa milhões e milhões de crianças-jovens, do Oiapoque ao Chuí, de Fernando de Noronha a Tabatinga. Pode ser da roça ou das periferias das cidades. Sua posição, suas mãos segurando o lápis, seu olhar e sua boca nos dizem: 'Olhe, estou aqui! Quero aprender! Quero ver! Quero ter vida digna! É por isso que me esforço, faço até sacrifícios! Mas eu preciso de vocês! Quero que me ajudem!'. Seus olhos, tão expressivos, abrem-se para um futuro que se deseja melhor: justo, fraterno, solidário. São olhos ávidos de amor e compreensão. Seu brilho traduz e expressa uma grande esperança: a de que um dia todas as lágrimas serão enxugadas e, finalmente, haverá de surgir um mundo novo, sonhado e querido por Deus".


Hoje Anete, mais conhecida como Nety, está com trinta e um anos de idade, ainda moradora da Barra da Onça, permanecendo muito agradecida àquele inusitado acontecimento em sala de aula, quando uma fotografia mudou totalmente os rumos de sua vida. Casou-se aos dezessete anos, mas hoje está separada e em relacionamento com outro sertanejo. Concluiu o ensino fundamental e não prosseguiu nos estudos. Atualmente, conforme confessa, seu sonho maior é fazer tratamento para ter um filho, vez que um problema de ovário sempre a impediu de ser mãe, esperança grande que ainda deseja realizar.
Desse modo, vinte anos depois e Anete, ou a Nety de agora, pode ser ainda encontrada na Barra da Onça, sempre bela, alegre, com sorriso largo e olhos bem diferentes daqueles retratados por Sebastião Salgado. Olhos de vida, de agradecimento, vívidos e esperançosos pela dádiva maior que lhe possa acontecer, sob os préstimos da medicina: conseguir ser mãe, enfim. E quem desejar ajudá-la a realizar seu tratamento, pode entrar em contato com este articulista pelo telefone (79) 99830-5644. Anete ficará muito grata por mais este presente de vida.

Escritor
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PEDALAR É BOM PARA A SAÚDE

Por Aderbal Nogueira

Sou ciclista, já pedalei muiiito ao longo da vida, mas cruzar com inúmeros ciclistas nessa região isolada e com clima implacável me tornou um insignificante pedalante. 

São centenas de quilômetros entre uma pequena vila e outra, região desértica com despenhadeiros assustadores e pedregulhos intermináveis. 

Entre tantos encontrei essa brasileira pedalando sozinha, só nesse trecho seria 1 semana de pedal, acampando, dormindo em locas ou cabanas abandonadas. 

Ushuaia? Nada mais é que um ponto turístico badalado por ser considerada o fim do mundo, em relação a grandeza dessa vasta região, Ushuaia é apenas um pequeno grão de areia nessa gigantesca terra chamada de Patagônia.

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O ZEPELIN PELO CÉU DO RECIFE, NOS ANOS 30.

O Graf Zeppelin (LZ-127) sobrevoando o bairro de Santo Antônio. Recife, década de 1930. A suástica no dirigível mostra força do nazismo da época. (Acervo do Museu da Cidade do Recife).

O Zeppelin (LZ-127) sobrevoando o Rio Capibaribe, no Recife. Outubro 1931.

Atracação do Zeppelin no Campo do Jiquiá, Recife, década de 1930.

Adquiri no facebook na página de Ana Cecília Correia Lima 

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TODOS PODERÃO TER ATÉ QUATRO ARMAS. VEJA NOVAS REGRAS DE BOLSONARO

Por Sara Alves

O novo decreto que flexibiliza a posse armas no Brasil, assinado na manhã desta terça-feira (15/1) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), permite que todo cidadão possua até quatro armas. Caso alguém queira ter mais algumas, também será permitido, desde que seja comprovada a necessidade.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Essa era uma das principais promessas de campanha capitão da reserva. Se por um lado a medida ampliou o número de pessoas que podem ter armas, por outro manteve regras anteriores, como permitir a posse apenas a maiores de 25 anos e pessoas que não tenham nenhuma condenação.

Ao anunciar o decreto, ele destacou que a nova regulamentação trata apenas da “posse”, e não altera as regras sobre o porte. Dessa forma, o cidadão que optar por ter um armamento não poderá carrega-lo fora de ambientes controlados.

“O povo decidiu por comprar armas e munições”, afirmou durante evento onde anunciou a nova medida. “Como o povo soberanamente decidiu, fazendo o referendo de 2005 [sobre o desarmamento], para lhes garantir esse legitimo direito à defesa, eu, como presidente, vou usar essa arma”, disse, mostrando a caneta que usou para assinar o decreto.

Confira como ficaram as novas regras:

Quem pode solicitar a posse?

Agentes públicos e militares;

Moradores de área rural

Residentes de áreas urbanas nos Estados com mais de dez homicídios a cada 100 mil habitantes por anos, isso implica em todos as unidades da federação

Donos de comércio ou indústria

Colecionadores registrados pelo Exército

Quantas armas podem ser adquiridas?

Cada cidadão pode ter até quatro armas de fogo.

Caso comprove a necessidade, poderá adquirir mais

Comprovação de necessidade

Quem quiser ter armas, terá de provar que realmente necessita

Terá de comprovar a idoneidade

Mostrar que tem capacidade psicológica para manter o armamento

Renovação do registro

O prazo para renovação do registro da arma saltou de três para dez anos

Local seguro

Todas as pessoas que morem em residências com crianças e pessoas com necessidades especiais deverão comprovar que possuem um local seguro para guardar a arma

O cofre deve possuir tranca

Regras mantidas:

Ter mais de 25 anos

Apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa

Comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica

Não fazer parte de organização criminosa

Não responder a processos criminal e não ter condenações

Não fazer declarações falsas no pedido

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