Seguidores

terça-feira, 18 de abril de 2023

ANIMAIS LOVERS

 

Ele está a sentir-se triste porque ninguém valoriza o seu trabalho...

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/pfbid02q53vgnG3BLgHYPaGRpdf8gizkuhQYQj6NpA7nm5Y2kLdBmNDZEWu9iPvi8nFjWyol?comment_id=3379118665702206&notif_id=1681851422171666&notif_t=feed_comment&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

APRESENTAÇÃO DO CARIRI CANGAÇO

 Por Manoel Severo

Natureza...

O Cariri Cangaço é um conjunto coordenado de eventos de cunho turístico-cultural e histórico-científico que reúne alguns dos mais destacados pesquisadores e historiadores das temáticas; cangaço, coronelismo, misticismo, messianismo, artes e culturas correlatas ao sertão e ao nordeste do Brasil; configurando-se em seu décimo quarto ano de realização , como um dos maiores e mais respeitados eventos do gênero no país. 

Formato...

Com um formato específico; de caráter itinerante, reúne a partir de uma programação plural, dinâmica e universal, personalidades locais, regionais e nacionais do universo da pesquisa e estudo das temáticas ligadas ao Cangaço, Tradições e Histórias do Nordeste, em conferências e debates, visitas técnicas e acadêmicas, mostras de cinema , vídeo e documentários, exposições de artes, latada do livro; com lançamentos e feiras literárias. O Cariri Cangaço atualmente se configura como um dos maiores e mais respeitados fóruns de debates e aprofundamento sobre temas ligados ao Cangaço e sertão nordestino do país , contemplando também  temáticas capilares ligadas ao fenômeno, como: Coronelismo, Religiosidade, Tradição, Cultura, Musica , Culinária e Estética, unidos a partir de um evento único no Brasil e no mundo.

Trajetória e Inovação...

Com origem na região do cariri cearense em setembro de 2009; quando realizou sua primeira edição e lugar de suas edições seguintes de 2010 e 2011; no ano de 2013, rompeu as barreiras do estado do Ceará e começou sua expansão e descentralização, estabelecendo-se inicialmente em mais dois estados da federação, Paraíba e Alagoas. Ali inaugurava-se mais um empreendimento vitorioso com a marca Cariri Cangaço. As cidades paraibanas de Souza, Nazarezinho e Lastro, e Piranhas; em Alagoas; foram as primeiras a receber edições do Cariri Cangaço no modelo descentralizado. Em 2015 mais dois municípios da Paraíba; as tradicionais Princesa Isabel e São José de Princesa - Patos de Irerê ; e em seguida o estado de Sergipe viria a somar à Família Cariri Cangaço com o município de Poço Redondo. Em 2016 o Cariri Cangaço chegava ao quinto estado: Pernambuco, com o município de Floresta e sua Nazaré do Pico, além de mais uma cidade das Alagoas: Água Branca. Em 2017 foi a vez de Exu; terra do Rei do Baião e Serrita, da Missa do Vaqueiro; ambos em Pernambuco entrar para o rol de sedes do evento. Em 2018 as ousadas e inéditas iniciativas como a primeira capital: Fortaleza e a chegada ao sexto estado, Bahia com o município de Pedro Alexandre - a Serra Negra; e mais uma iniciativa em Pernambuco, desta vez o município de São José de Belmonte, a terra do Castelo Armorial e da Pedra do Reino. Em 2019 mais duas iniciativas inéditas: Quixeramobim, berço de Antônio Conselheiro e Brejo Santo, no cariri cearense, recebem pela primeira vez o Cariri Cangaço; em 2022 após a pandemia da COVID 19, o Cariri Cangaço continuou sua franca expansão com a chegada de mais três municípios; com as espetaculares edições de Paulo Afonso na Bahia; a quinta edição em  Piranhas, nas Alagoas e a inédita edição em Serra Talhada, Calumbi e Bom Nome, todas em Pernambuco. O ano de 2023 inicia com a volta do Cariri Cangaço a Princesa Isabel e também a São José de Princesa e a inédita primeira edição na cidade de Triunfo, a sétima cidade pernambucana do Cariri Cangaço.

Modelo em Movimento

Com edições formatadas até então para os grandes encontros, o Cariri Cangaço permanece inovando e estabelece a partir de 2023 o Cariri Cangaço Personalidade; trazendo uma nova apresentação e dinâmica; dessa forma em abril temos o Cariri Cangaço - Simpósio Serra da Borborema "A Saga de Antônio Silvino" na cidade de Campina Grande, na Paraíba e em setembro o convidado especial será Câmara Cascudo, com o Cariri Cangaço chegando pela segunda vez a uma capital, desta vez Natal no Rio Grande do Norte.

Cidades e Realizações...

Atualmente já são sedes oficiais de realizações Cariri Cangaço, 27 municípios de seis estados nordestinos, sendo: No Ceará - Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Aurora, Barro, Porteiras, Lavras da Mangabeira, Quixeramobim e Brejo Santo ; na Paraíba - Sousa, Nazarezinho, Lastro, Princesa Isabel e São José de Princesa; em Alagoas - Piranhas e Água Branca; em Sergipe - Poço Redondo; em Pernambuco - Floresta, Exu, Serrita, São José de Belmonte, Serra Talhada, Calumbi e Triunfo e  na Bahia - Pedro Alexandre e Paulo Afonso.

Manoel Severo: "um empreendimento construído com muita inspiração, talento, trabalho e dedicação, por muitas cabeças e mãos ao longo de muitos anos"

Futuro...

Considerando o espírito empreendedor e ousado do Cariri  Cangaço como também sua espetacular capilaridade e capacidade de articulação e mobilização; construída com muita inspiração, talento, trabalho e dedicação, por muitas cabeças e mãos ao longo de muitos anos; o que nos espera é a plena expansão para os mais e mais destacados rincões de nosso nordeste brasileiro, levando a alma nordestina para viver o seu grande encontro.

Desafios...

Grandes desafios descortinam-se a partir de nossos sonhos. Continuar proporcionando grandes e produtivos encontros nas cidades, vilas e lugarejos preciosos, que foram cenários importantes da historia do sertão; a chegada vital às capitais nordestinas, com um novo formato, próprio para o ambiente e o público das capitais e uma agenda diferenciada para esses mesmos novos públicos, entretanto com a mesma essência que nos tem mantido firmes no caminho. Outro desafio é sem dúvidas levar esse Território de Grandes Encontros; que é o Cariri Cangaço; para novas regiões do Brasil: Norte, Sul, Sudeste e Centro Oeste, que já se encontram em nosso radar. Por último o desafio de também levar esse espetacular empreendimento para fora do Brasil, a começar pelos países de língua portuguesa, depois península ibérica, consolidando o projeto do "Cariri Cangaço Além Mar".

O tempo não para e são muitos os desafios do Cariri Cangaço,  iniciativas ousadas e que possuem um único objetivo: fomentar a perpetuação da Memória de nosso povo. Nossa missão é estabelecer de forma concreta o Cariri Cangaço como indutor importante do fortalecimento de nossa memória e historia. Hoje o Cariri Cangaço se traduz como uma das mais surpreendentes e vitoriosas iniciativas da integração da alma nordestina, unindo todos os gêneros das artes e culturas do sertão, seu chão e sua gente.

Plataformas Digitais e Redes Sociais...

Com o advento ainda em fevereiro de 2020 da Pandemia do COVID 19, o Cariri Cangaço que sempre manteve uma agenda dinâmica e surpreendente de eventos, se reinventa e inaugura mais duas frentes de propagação da memoria e historia do sertão, diante da momentânea impossibilidade de eventos presenciais; seu víeis principal; em setembro de 2020 é criado o Canal do Cariri Cangaço no YouTube e ao mesmo tempo é lançado o primeiro programa do canal; semanal e ao vivo, nascia os "Grandes Encontros Cariri Cangaço"; reunindo para conferências e debates, on line, algumas das mais destacadas personalidades do universo da pesquisa e estudo de temas nordestinos, assim foram produzidos mais de 50 programas. Em Março de 2021 estreia na plataforma Instagram mais um programa da marca: "Cariri Cangaço Personalidade" , com formato e essência exclusivos, entrevistando também semanalmente e ao vivo, personalidades do mundo das artes e das culturas; tudo na direção do fomento  e consolidação da memoria e historia do sertão.

Manoel Severo, criador e curador do Cariri Cangaço, presidente do Conselho Curador Alcino Alves Costa do Cariri Cangaço

Personalidade...

O Cariri Cangaço é "Marca Registrada" do Instituto Cariri do Brasil; instituição privada sem fins lucrativos, de personalidade jurídica com sede e foro na cidade de Fortaleza no estado do Ceará. Possui uma Diretoria Executiva, um Conselho Fiscal e de acordo com seus estatutos, um Conselho Consultivo com a possibilidade de até 60 componentes; definidos estatutariamente através de voto direto e secreto pelos atuais conselheiros ou indicados pela Diretoria Executiva; tendo como patrono o escritor Alcino Alves Costa, da cidade de Poço Redondo em Sergipe; um dos mais destacados e festejados escritores da temática cangaço, do Brasil e primeiro Conselheiro do Cariri Cangaço. 


CARIRI CANGAÇO DO BRASIL


O Cariri Cangaço é uma realização do Instituto Cariri do Brasil em parceria com os municípios sedes e instituições culturais.

Tem o apoio:
SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; 
 ABLAC - Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço;
GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará;  
GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço; 
GFEC- Grupo Florestano de Estudos do Cangaço;
GECAPE - Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco;
Grupo de Estudos do Cangaço Alcino Alves Costa.

 Possui uma Diretoria Executiva, um Conselho Consultivo composto por até 60 componentes e um Curador.

Manoel Severo.
Fundador e Curador 


Visite também a Aba Superior de nosso blog e nas páginas de cada evento, acompanhe toda a programação , conferências, convidados, visitas, mesas temáticas e fotos de todas as edições.

HERDEI DE JOAQUIM...

Por José G. Diniz


 Este jeito eu herdei de Joaquim
Da minha infância já vem
A genética, não troco por nada
Isto é o que me agrada
Ainda existe um porém
Vou continuar mesmo assim
Quem quiser gostar de mim
Goste do jeito que eu sou
Porque mudar eu não vou
Para agradar a ninguém
Não vou mudar meu sistema
Nem mesmo para os garotos
Minha lógica funciona
Que a verdade venha a tona
Aos jovens casais de brotos
Não vai me causar problema
Nem mudar meu esquema
Quero mesmo é me divertir
Não vou deixar de sorrir
Para fazer rir aos outros.

https://www.facebook.com/josegomesd?comment_id=Y29tbWVudDoxNjY1Mjk2MTUwNTg2MzIyXzE2NjM5MDA1MjY4MzUwOQ%3D%3D

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

RESUMO

Autor: José Di Rosa Maria

Somos nós o inverso do perfeito,
E a bússola das mágoas que expomos,
Inimigos fanáticos do só isso,
Falsos clones dos anjos que já fomos,
Passageiros do trem da vaidade,
Inquilinos do rancho da maldade,
Sem ideias concretas do que somos.

Nutridores do vírus da ganância,
Ofegando na faina pelo mais,
Submissos ao hábito de trair,
Vivos pávidos na fila dos mortais,
Hesitando que Deus salva e castiga,
Integrantes da liga que mais liga
Almas frágeis aos bens materiais.

Também somos a revigoração
Do pecado que deixa Deus irado.
Pelo visgo genético da fraqueza,
Nos mantemos ligados ao pecado,
Preservamos o ódio como lança;
E se Deus nos fez sua semelhança,
Há quem diga que algo deu errado.

https://www.facebook.com/jose.ribamar.3939

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SERTÃO SANTANENSE

 Clerisvaldo B. Chagas, 18 de abril de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.866

Desde os tempos de vila, isto é, antes de 1920, Santana do Ipanema já possuía belos casarões no Comércio, proporcionados por fazendeiros e industriais; já havia banda de música e, praticamente na transição vila/cidade, veio o teatro, o cinema, mais duas bandas de músicas e a primeira pracinha da urbe. A primeira banda foi fundada em 1908, pelo coletor federal e maestro conhecido por “Seu Queiroz”. A primeira pracinha foi inaugurada no meio do Comércio defronte a atual casa comercial Casas Bahia, no Largo prof. Enéas. Recebeu o título de Praça do Centenário em homenagem aos cem anos, após D. Pedro I.  Na gestão seguinte foi colocado o busto do Imperador do Brasil, o que foi motivo de chacota e até colocaram uma gravata no alto busto no final de um obelisco.

A política agia igual aos dias de hoje ou pior. Teatro, cinema e fórum, eram coisas que fugiam ao cotidiano, tinham suas atrações no palco do salão enorme do chamado “sobrado do meio da rua”. Ali o debate entre acusação e defesa lotava o sobrado onde funcionavam todos os grandes eventos fechados da vila e da cidade. Quanto ao Comércio, sempre fora privilégio desde longas datas. As mercadorias diversas chegavam em lombo de burro, jumento, besta, carro de boi e logo com os primeiros caminhões que rodaram por aqui. A feira da vila fora implantada cedo, aos sábados e assim permanece até os dias atuais. Os carros de boi aguardavam as mercadorias para transporte no Ipanema, no poço do Juá, em tempo seco; na margem direita com o rio cheio.

Ainda na década de vinte, após marchas e contramarchas, chegou o primeiro juiz de Santana do Ipanema. Tempos depois teve o caso com o sujeito “Josias Mole”, que vingara o pai na região da serra da Remetedeira. Era mole, mas ficou duro e o juiz o mandou prender, gerando comoção pública, então o juiz mandou soltar. Josias solto virou arruaceiro nos cabarés da cidade e foi preso novamente. Deu trabalho a sair. Vendo-se liberto, ingressou no bando de Lampião com o apelido de “Gato Bravo”. Depois de certo tempo desertou, tornou-se barbeiro e foi preso pela polícia. Foi ele quem guiou o bando de Lampião pela zona rural de Santana e nos caminhos da, então, vila de Olho d’Água das Flores, em 1926. Quer mais ou tá bom?


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MARAVILHAS DA NATUREZA

Por Pedro Saraiva de Oliveira 

Árvore da Vida (árvore Boabá) na África do Sul. A árvore tem capacidade para 4.500 litros de água, as fibras retiradas da casca são transformadas em corda e tecido, e as folhas recém-colhidas são comestíveis.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SERROTE DA TROPA

 Por Dr. Epitácio de Andrade Filho

Durante as filmagens do documentário “ O Lugar da Morte de Jesuíno brilhante (2005), de nossa autoria, Seu Mário Valdemar Saraiva Leão apontou e as lentes do fotógrafo João Lima captaram a imagem do local da fatídica emboscada que ceifou a vida do cangaceiro potiguar Jesuíno Brilhante 91844/79). Esta produção audiovisual encerrou, de forma peremptória, todas as dúvidas que pairavam sobre a questão até então. Jesuíno morreu no Serrote da Tropa, comunidade rural Santo Antônio, São José de Brejo do Cruz, Paraíba.

Mário Valdemar Saraiva Leão

Serrote da Tropa

Enviado através de e-mail pelo o autor para o nosso blog.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

segunda-feira, 17 de abril de 2023

CASA DE MENORES MÁRIO NEGÓCIO, UMA INSTITUIÇÃO EXTINTA

 Por José Mendes Pereira

Raimundo Feliciano e (eu), José Mendes Pereira

Quando eu escrevi, Raimundo Feliciano ainda era vivo.

Meu amigo e irmão Raimundo Feliciano, somente nós podemos falar o que aconteceu de engraçado naquela escola. Tivemos todas as assistências necessárias, segundo os regulamentos que regiam àquela instituição. Lembrar de lá é muito bom, mas melhor seria se você ainda estivesse aqui no meio de nós.

Certa vez, o Zé Fernandes que era filho de Pedro e Telina, chegou das suas férias, trazendo consigo uma enorme rapadura, e o local que ela foi fabricada eu não sei.

Sebastião o natalense (que diziam que o diretor do SAM (posteriormente FEBEM), tinha um namorico com a mãe dele), juntamente com ele, você e eu desejamos comer a rapadura do Zé Fernandes. A solução seria nós roubá-la da sua mala que se encontrava lá no vestiário. Feito o roubo, fomos lá para trás da escola. Com bolachas, fizemos um bom lanche, coisa que nós não sabíamos que iríamos pagar caro.

No dia seguinte, assim que dona Severina Rocha, a vice-diretora chegou na escola, Zé Fernandes enredou-a do furto que haviam feito na sua mala.

Aquele maldito sino, para nós, sempre foi malvado. Sei que você ainda lembra que um toque era para nós, internos, dois toques eram para os funcionários. Quando o sino batia a primeira pancada, nós ficávamos esperando pela segunda, do contrário, todos os internos estavam fritos. Alguém tinha feito algo errado.

Nesse dia, assim que o sino tocou uma batida, esperamos a segunda, mas não houve a segunda. Ali, nós três estávamos fritos. O roubo da rapadura tinha chegado à diretoria.

Fomos todos para diretoria, todos ali amontoados,. Os outros não tinham feitos nada de errado. Somente nós três éramos os responsáveis pelo furto da rapadura de Zé Fernandes.

Um dizia que não tinha sido ele. outro também declarava que não sabia de tal rapadura. outro pedia que quem tivesse furtado a rapadura que se entregasse. Como os outros não eram responsáveis pelo furto, fomos obrigados a declararmos o nosso feito, que nós três éramos os malfeitores da rapadura de Zé Fernandes.

Ficamos uma semana sem sairmos para lugar nenhum, apenas sentados, ao redor de uma mesa, excelo aulas e banhos. Lembro bem que nós só almoçávamos depois que todos os internos fizessem as suas refeições.

A Beatriz que sempre fazia o papel de mãe, implorava a dona Severina que nós deveríamos almoçar juntos com os outros, e que isso era uma humilhação, e não alimentarmos separados como se fôssemos marginais.

Após as refeições dos outros internos, fazíamos as nossas refeições. E quando as empregadas traziam os nossos almoços, geralmente você dizia: "-Lá vem o comer dos três ladrões".

Foram tantas estripulias feitas por nós, principalmente por você, as quais contarei na próxima publicação.

Nota: O que nós fazíamos de errado naquele internato era apenas coisa de adolescente, e nenhum de nós tornou-se ladrão, marginal ou outra coisa parecida.

 http://blogdomendesemendes.blogspot.com

IPUEIRAS: ESCOMBROS HISTÓRICOS

 Por José Cícero da Silva

Ruínas da antiga residência de José Cardoso na fazenda IPUEIRAS que pertencia na época ao coronel Isaías Arruda de Figueiredo. Local onde aconteceu o histórico encontro de LAMPIÃO, após descer do serrote do Diamante de Miguel Saraiva com Cardoso, Massilon Leite, Júlio Porto, e todo o bando de jangunços locais e cangaceiros lampiônicos com vistas à famigerada invasão de Mossoró em julho de 1927. 

Ainda, que foi palco do chamado "Fogo da Ipueiras": o tiroteio, o incêndio da manga e a tentativa de envenenamento da comida, quando o bando retornou exausto, perseguido e acuado pelas volantes de três estados.

https://www.facebook.com/josecicero.silva.33

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O ATAQUE DE SINHÔ PEREIRA AS FAZENDAS PIRANHAS E UMBURANAS,DOS CARVALHOS.

 Por Luiz Ferraz Filho

Geograficamente falando, no inicio do século XX não havia possibilidade nenhuma de frequentar a léndaria Vila de São Francisco (antigo distrito de Villa Bella - Serra Talhada-PE), sem passar nas terras das familias Pereira ou Carvalho. E foi exatamente nesse epicentro das antigas questões que estive visitando. A vila era na época um arruado de comercio pujante. Muitas habitantes frequentavam o povoado que crescia rapidamente as margens do Rio Pajeú. 

Clássica foto de Sinhô Pereira e Luis Padre

Qualquer sertanejo da Vila de São Francisco que desejasse visitar a cidade de Serra Talhada pela estrada velha, teria que passar nas fazendas Barra do Exu, Caldeirão, Escadinha, Varzea do Ú, Piranhas, Três Irmãos, Surubim e Umburanas, todas redutos de familiares dos "Alves de Carvalho". Esse grande número de habitantes fez prosperar essas localidades e conseguentemente da famosa vila , fundada na metade do século XIX por Francisco Pereira da Silva, patriarca dos "Pereiras".

Região rica, tal como todo o solo encontrado nas fazendas do oeste serratalhadense, a Fazenda Umburanas surgiu atraves de um dote recebido pelo fazendeiro Manoel Alves de Carvalho (filho de Jacinta Maria de Carvalho e João Barbosa de Barros - o Janjão da Quixabeira) pelo casamento com a prima Joana Alves de Carvalho, herdeira desta parte de terra que pertencia ao seu pai, o coronel José Alves da Fonseca Barros, que morava do outro lado do Rio Pajeú na Fazenda Barra do Exu. 

Marca de bala na Umburanas...

Deste quartel-general dos "Carvalhos das Umburanas", nasceram os celebres irmãos Jacinto Alves de Carvalho (Sindário), Enoque Alves de Carvalho, José Alves de Carvalho (Zé da Umburana) e Antônio Alves de Carvalho (Antônio da Umburana), e posteriomente os outros irmãos Isabel (Yaya), João de Cecilia (falecido jovem), Aderson Carvalho, Enedina e Adalgisa (Dadá). Foi lá, nesta fazenda, que esses celebres irmãos enfrentaram a questão com os primos Sinhô Pereira e Luis Padre.

Aparentados do major João Alves Nogueira, da Fazenda Serra Vermelha, e de Antônio Clementino de Carvalho (Antônio Quelé), que na época já enfretavam questão com Manoel Pereira da Silva Filho (Né Pereira), era somente questão de tempo e de proposito para que os irmãos Carvalhos (vizinhos da vila São Francisco, onde morava os Pereiras) aderissem a essa questão familiar. E o estopim foi justamente o assassinato de Né Pereira, em outubro de 1916, na Fazenda Serrinha, cerca de 6km da Fazenda Umburanas, dos Carvalhos.

Né Pereira, assassinado em outubro de 1916 pelo jagunço Zé Grande, que levou e entregou o chapéu e o punhal para os familiares dos Carvalhos.

O crime foi cometido pelo ex-presidiario Zé Grande (natural de Palmeira dos Indios-AL), que segundo os Pereiras, era ex-jagunço dos Carvalhos e havia fugido da cadeia para em sigilo incorpora-se ao bando de Né Pereira com a intenção de assassina-lo traiçoeiramente. Após matar Né Pereira quando ele tirava um conchilo, Zé Grande levou o chápeu e o punhal do morto para entregar aos Carvalhos, na Fazenda Umburanas, como prova do crime cometido. Revoltado, Sebastião Pereira e Silva (Sinhô Pereira - irmão de Né Pereira) entra na vida do cangaço ao lado do primo Luis Padre, que teve o pai assassinado em 1907, na Fazenda Poço da Cerca, cerca de 6km para as Umburanas.

Casa velha da Fazenda Umburanas, antiga propriedade de 
Manoel Alves de Carvalho e filhos. 
Francisco Batista da Silva (Chico Julio), 67 anos, morador antigo das fazendas Umburanas e Piranhas relembrando alguns episodio e mostrando as casas 
que foram incendiadas.

Localizada no epicentro da questão "Carvalho" e "Pereira", o comercio da Vila de São Francisco regredia devido a infestação de bandos armados. Em julho de 1917, Sinhô Pereira e Luis Padre, juntamente com mais 23 jagunços, resolveram fazer sua maior vingança com os "Carvalhos", cercando e atacando as Fazendas Piranhas e Umburanas. 

Os proprietarios Lucas Alves de Barros (da Fazenda Piranhas), Antônio Alves de Carvalho (da Fazenda Umburanas) e Jacinto Alves de Carvalho (da Fazenda Varzea do Ú) resistiram ao ataque, juntamente com os Pedros - jagunços e moradores da familia - em um combate épico que durou duas horas. O cabra Manuel Paixão, do bando de Sinhô Pereira, morreu ferido na calçada quando tentava entrar na casa velha da fazenda. "Tomamos a casa do Lucas, que fugiu para a casa de Agnelo (Alves de Barros - irmão de Lucas das Piranhas), bem perto. Depois chegaram mais jagunços, amigos dele. O combate durou quase duas horas. Manuel Paixão e outros três ficaram feridos. Um foi preciso a gente carregar. Era Antônio Grande. Por isso, tivemos que nos retirar. Dizem que morreu um deles e dois ou três ficaram feridos", revelou Sinhô Pereira, em entrevista nos anos 70.


Sindário Carvalho, que juntamente com os irmãos Zé e Antônio das Umburanas, resistiu ao ataque de Sinhô Pereira e Luis Padre as fazendas Piranhas e Umburanas
Casa velha da Fazenda Piranhas, propriedade de Lucas Alves de Barros e filhos.
Escombros da casa de Antonio Alves de Carvalho (Antonio da Umburanas), morto em um duelo com Sinho Pereira. 

Furioso, Sinhô Pereira pôs fogo nos roçados e nas cercas das fazendas, como também, queimou 13 ou 14 casas de moradores e agricultores que trabalham na terras dos Carvalhos, situadas bem próximas uma das outras. Depois, Sinhô Pereira, ainda matou algumas criações, cortando o couro para não ser aproveitado, e "arrombou" os pequenos açudes para os peixes morreram sem água. "A casa grande das Umburanas foi incendiada, como (também) as (casas) das Piranhas, e a minha casa nesta fazenda. Atualmente ali não reside ninguém", falou o fazendeiro João Lucas de Barros (filho de Lucas das Piranhas), em entrevista nos anos 70. 

Após esse ataque de Sinhô Pereira, os Carvalhos abandonaram suas moradas e vieram residir em Serra Talhada (PE), onde devido a influência com a politica da época, se aliaram aos militares e iniciaram uma tenaz perseguição ao bando de Sinhô Pereira e Luis Padre. Iniciava assim a fase mais obscura de uma guerra de vindictas familiares que culminaram na morte de Antônio das Umburanas e a ida de Sinhô e Luis Padre para o sudeste brasileiro. "A impunidade em Vila Bela (Serra Talhada) teve o auge em minha juventude", lamentou Sinhô Pereira, em entrevista meio século depois dos acontecimentos. 

Luiz Ferraz Filho, pesquisador - Serra Talhada,PE
(FONTE): (FERRAZ, Luis Wilson de Sá - Vila Bela, os Pereiras e outras historias) - (LORENA, Luiz - Serra Talhada: 250 anos de historia) - (MACEDO, Nertan - Sinhô Pereira, o comandante de Lampião) -  (AMORIM, Oswaldo - Entrevista de Sinhô Pereira ao Jornal do Brasil em fev.1969) - (FEITOSA, Helvécio Neves - Pajeú em Chamas: O Cangaço e os Pereiras)

http://cariricangaco.blogspot.com/2017/12/o-ataque-de-sinho-pereira-as-fazendas.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO

    Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:


https://www.facebook.com/profile.php?id=100005229734351

Adquira-os através deste endereço:

franpelima@bol.com.br

Ou com o autor através deste:


http://blogdomendesemendes.blogspot.com