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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O SINHÔ PEREIRA

"Informação ao leitor: A fonte que eu pesquisei não tem o dia, mês e ano em que Nertan Macedo fez  esta entrevista com o ex-cangaceiro Sinhô Pereira".
Por Nertan Macedo
Sinhô Pereira
Conheci Sinhô Pereira em Julho de 1975. Não está enrugado, não está trôpego  porém. Postura de soldado, postura de combatente.
Tem um quê de Graciliano Ramos. Os cabelos brancos são ralos e finos. A barba, pouca espessa, que lhe emoldura o rosto bronzeado e severo, faz com que eu me recorde de um dos últimos retratos, em vida, de
Charles Maurras, o velho escritor monárquico francês, quando deixou o cárcere no pós-guerra, para morrer em liberdade. Ali está Sinhô Pereira, sombra, fantasma, reminiscência do sertão antigo.
Há mais de meio século, longe dos seus e do seu amado Pajeú selvagem, entocado naqueles ermos de Minas Gerais.
Não me desilude. É educado, simples, agradável no trato. Fala lenta, pausadamente. Correto, na linguagem. Quase não gesticula. Converso com ele horas a fio. Almoço na sua mesa, limpa, sóbria, acolhedora. Suas maneiras ilhanas, seu tipo lazarino, o modo de narrar os acontecimentos passados causam-me viva impressão.
O homem que ensinou e comandou Lampião teve berço. Vê-se que não era um bandoleiro comum, de vocação. O destino lhe reservava o papel “de rifle vingador” dos seus. Nada de exibicionismo, nenhuma bravata. Conta o seu passado de lutas com uma clama naturalidade. Em Goiás e Minas, Sinhô não é Sinhô. Mudou de nome, mais de uma vez. Para viver em paz. No local onde vive, não é Sinhô Pereira: é “Seu Chico Maranhão”, ou “Seu Francisco Araíjo”. Quando abandonou Pernambuco, foi também Chico Piauí. Sebastião já desapareceu há muito, muito tempo.
 http://cangacoarte.blogspot.com/


Segundo informações do pesquisador e colecionador do cangaço, 
 
 Dr. Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima e Alcindo Alves da Costa

Segundo Dr. Ivanildo Alves da Silveira, Sinhô Pereira faleceu numa manhã no dia 21-08-1979 , em Lagoa Grande, Estado de Minas Gerais, deixando para trás uma vida e uma história marcadas de angústia, dores e vontade de viver feliz com sua família e amigos.

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