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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

VOLANTES E CANGACEIROS EM ANGICO


Naqueles dias, na grota do riacho Tamanduá, na fazenda Forquilha, lugar historicamente conhecido como “Grota do Angico”, lugar onde tombou o “Rei dos Cangaceiros”, esse nome é usado, talvez, por nas redondezas existirem, na época, a planta, árvore, Angico, em quantidade grande, fazem acampamento determinada quantidade de cangaceiros tendo em seu meio o chefe maior, Virgolino Ferreira da Silva, o Capitão Lampião.

Esse tipo de árvore, o Angico, hoje é menos visto e conhecido, muito menos mesmo devido a degradação da flora da caatinga, em quantidade, por naquela época, ser usada, sua casca, ou entre casca, a parte que fica entre a casca e o ‘miolo’, nos tanques dos curtumes, para curtirem as peles dos animais, seus caules, troncos, serem feito estacas para as cercas dos currais, cercas dos cercados, lugares com extensões maiores, com uma ‘divisória’ de soltas para animais e limites de imóveis rurais.

Não se sabe, e acredito que jamais saberemos a quantidade exata dos cangaceiros que ali se encontravam acampados, ou acoitados, junto a seu chefe mor. Pelo simples fato de não haver, em lugar algum, nenhum arquivo que nos sirva de fonte.


O pesquisador/historiador José Sabino Bassetti, um dos maiores especialistas no fator histórico “Grota do Angico”, morte de Lampião e mais dez cangaceiros e um soldado da Força Pública, Adrião Pedro de Sousa. 


Em seu livro, “Lampião – Sua morte passada a limpo”, o qual teve a parceria de Carlos César de Miranda Megale, Carlos Megale, em sua primeira edição, janeiro de 2011, na página 44, nos mostra uma lista com 37 nomes, alcunhas, de cangaceiros, que são:

“Lampião, Luiz Pedro, Vila Nova, Quinta Feira, Amoroso, Moeda, Cajarana, Elétrico, Diferente, Vinte Cinco, Alecrim, Colchete, Delicado, Balão, Mergulhão, Cajazeira, Criança, Candeeiro, Zé Sereno, Marinheiro, Cobra Verde, Peitica, Santa Cruz, Mané Pernambuco, Novo Tempo, Juriti, Chá Preto, Marcela, Pitombeira, Zabelê, Relâmpago, Maria Bonita, Maria de Juriti, Enedina, Sila, Dulce e Dinda.”

Mesmo após nos mostrar essa lista, o próprio autor, dando sequência nas suas pesquisas, o pesquisador/historiador José Sabino Bassetti, em outro livro de sua autoria, “LAMPIÃO – O cangaço e seus segredos”, primeira edição, em 2015, na página 85, vem acrescentá-la com o nome de José Ferreira dos Santos Marinho, conhecido por “José Ferreira”, o qual era sobrinho de Lampião e, chegando no dia 26 de julho de 1938, numa terça-feira, também já estava, no coito na manhã do dia 28 de julho de 1938, numa quinta-feira, junto aos outros cangaceiros, elevando o número das pessoas acoitadas, quando deu-se o ataque e a morte de onze deles.

Para os amigos, colocarei o nome de alguns dos soldados que fizeram parte da tropa que atacou o coito da fazenda Forquilha, também sob a ‘batuta’ do grande mestre José Sabino Bassetti,( Ob. Ct.), no romper do dia 28 de julho de 1938, matando o “Rei dos Cangaceiros”, sua “Rainha” e mais nove companheiros.

“1 – João Bezerra; 2 – Aspirante Francisco Ferreira de Melo; 3 – Sargento Aniceto; 4 – Gerônimo; 5 – Agostinho; 6 – Abdom; 7 – Inácio; 8 - Bertoldo; 9 – Antônio Ferro; 10 – Amaro Preto; 11 – Pedro Barbosa; 12 – Antônio Vieira; 13 – Manoel; 14 – Guilherme; 15 – Elias; 16 – Antônio Jacó; 17 – Bida; 18 – Adriano; 19 – Juvêncio; 20 – Santo; 21 – Honorato; 22 – Zé Panta...”

Estimado por alguns pesquisadores a quantidade de 50 Praças terem participado daquele ataque. Eu, por mais que conte os soldados e oficiais, só consigo encontrar 47 pessoas armadas na famosa fotografia registrada em Piranhas por um fotógrafo desconhecido, o que, no caso, leva-me a crer que fizeram parte 48 militares, pois a Força Pública teve uma baixa, o soldado Adrião Pedro de Sousa, que fazia parte da volante do Aspirante Francisco Ferreira de Melo. Acreditamos que nos arquivos militares, entre Pedra de Delmiro (Delmiro Gouveia), Piranhas e Santana do Ipanema, todas no Estado das Alagoas, deva ter o nome de todos os militares que fizeram parte daquele ataque em algum registro.

Fonte/foto “Lampião – Sua morte passada a limpo” – BASSETTI, José Sabino e MEGALE, Carlos César de Miranda. 1ª edição. 2011.

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