Autor José Di Rosa Maria
Refugio-me dos olhos da ganância
Prevenindo-me do saldo dos seus danos
Se ninguém quando morre leva os bens
Só o monte de culpas que carrego
Superlota os vagões do trem dos anos.
Pra quê tanta vontade de ter mais
Se a vida da gente é limitada
Se a cova nem roupas quer no corpo
De quem dá sua última passada
Se ninguém nada tem por mais que tenha
É melhor ser feliz por não ter nada.
Vomitei a paixão pela riqueza
Dei as costas pra fome do querer
Contraí o prazer de ter apenas
O que dá simplesmente pra viver
Por saber que com Deus o pouco é muito
E sem Deus nada vale apena ter.
Estudando os enigmas da fortuna
Felizmente me desequivoquei
Sobre o dom de viver aprendi tanto
Que meu resto de tempo viverei
Sem pensar que nos bens materiais
A vitória da vida encontrarei.
Vem do vale da paz da minha alma
O profundo desejo de gritar
Que o hálito da vida cheira mais
Que o néctar das flores do pomar
Tem que ser bem humano pra sentir
E poeta sensível pra cantar.
Pelo ar que respiro nada pago
Pelo dom de ser útil também não
Como Deus me doou esses tesouros
Vou fazer do amor do coração
Uma venda pros olhos do espírito
Pra não ver nunca mais a ambição.
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