Por Antonio Neilton Medeiros.
Nas leituras sobre o cangaço, observa-se que os estudos recorrem, majoritariamente, a fontes históricas como jornais, processos-crime e depoimentos orais. Tais fontes, entretanto, não podem ser analisadas de forma isolada, sob pena de se produzir uma narrativa parcial ou distorcida dos acontecimentos.
Nas leituras sobre o cangaço, observa-se que os estudos recorrem, majoritariamente, a fontes históricas como jornais, processos-crime e depoimentos orais. Tais fontes, entretanto, não podem ser analisadas de forma isolada, sob pena de se produzir uma narrativa parcial ou distorcida dos acontecimentos.
Os jornais, por exemplo, embora frequentemente se apresentem como imparciais, alguns não o são. Ao contrário, historicamente sobreviveram — e ainda sobrevivem — de posicionamentos políticos, interesses econômicos e alinhamentos ideológicos, o que compromete sua neutralidade e exige do pesquisador uma leitura crítica de seus conteúdos. Assim, não podem ser tomados como registros fidedignos da realidade sem a devida problematização.
Os processos-crime, por sua vez, também apresentam limitações significativas. Muitos dos interrogatórios e testemunhos que os compõem foram obtidos em contextos de violência institucional, sob tortura, coerção ou conveniências políticas e pessoais, o que compromete a veracidade das informações ali registradas e afasta tais documentos de uma representação fiel dos fatos.
A história oral, embora extremamente valiosa, igualmente requer cautela. Os depoimentos são construídos a partir da memória dos indivíduos, que pode ser seletiva, falha ou intencionalmente manipulada, seja para benefício próprio, de terceiros, ou mesmo por vaidade e desejo de reconhecimento.
Diante disso, torna-se evidente que a escrita da história — especialmente no caso do cangaço — exige o cruzamento sistemático dessas diferentes fontes. É na confrontação entre jornais, documentos judiciais e relatos orais que o historiador pode minimizar distorções, identificar contradições e se aproximar, de forma mais crítica e rigorosa, da complexidade dos acontecimentos históricos.
Enviado pelo o autor.
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada.
Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com



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