*Por Benedito Vasconcelos Mendes*

Uma das saudosas lembranças que tenho do meu tempo de criança nas minhas férias escolares na Fazenda Aracati, de propriedade do meu avô paterno José Cândido Mendes, era assistir o filho caçula do vaqueiro Sales, conhecido como “Pirrita”, passeando no terreiro da casa grande montado no touro “Totó”. Pirrita, à época, era um moleque de uns 10 anos de idade que adorava passear em seu touro Totó, que era muito manso. Totó perdeu a mãe durante o parto do seu nascimento e por isso foi criado pelo Sales, amamentando-o com mamadeira, e mesmo adulto continuou recebendo de Pirrita uma mamadeira de leite toda tarde. O vaqueiro Sales tinha presenteado seu filho Pirrita com a vestimenta de vaqueiro, com chapéu de couro, gibão, guarda-peito e perneira. Todo dia, à tardinha, Pirrita encourado, montado no pelo em seu touro de estimação e executando seu aboio dolente, retirava o gado do pasto nativo do grande cercado chamado “solta”, onde o gado pastava durante o dia, e levava para beber água no Rio Aracatiaçu. Pirrita tangia o gado do cercado “solta” até a beira do rio e daí, depois de beber água, o gado se dispersava e à noite ia dormir no terreiro da casa grande. Esta rotina de manejo do gado me chamava muito a atenção, principalmente devido ao fato de um touro de tamanho gigantesco, com mais de 50 arrobas de peso vivo, ainda tomar mamadeira de leite, e a outra coisa era a mansidão e amizade que Totó mantinha com o menino Pirrita, a ponto do menino passar por baixo do touro, mandar o touro se deitar para ele poder montar e depois passear montado, sem cabresto, pela fazenda. O Totó era um enorme touro branco, meio sangue da raça zebuína Indubrasil, de orelhas excessivamente grandes, sem chifres e, embora fosse sexualmente inteiro, era admiravelmente manso. Sales tinha mochado Totó quando ele era ainda bezerrinho. Uma das coisas que mais me impressionava era a obediência de Totó ao comando de voz de Pirrita, pois ele montava sem cabresto, sela, chicote ou qualquer outro apetrecho de montaria. Ele chegava a subir a rampa do alpendre e se misturar com os moradores da fazenda, que palestravam no final da tarde com meu avô deitado em sua rede branca de dormir, de fio de algodão cru. Este reprodutor e animal de estimação da família do vaqueiro Sales nunca foi vendido e morreu de velho na fazenda, com enterro feito no terreiro da casa do Sales, prestigiado por todo o pessoal da Fazenda Aracati.
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Muito chato para você me ver sempre chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada.
Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
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