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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

CABEÇA DE LAMPIÃO QUANDO VIVO E CABEÇAS DE LAMPIÃO MORTO

 Por Helton Araújo

Imagens da cabeça de Lampião ( decapitada claro ) e dele com vida, análise e deixe nos comentários, morreu ou não morreu em Angicos ? Para mim Helton Araújo a resposta é bem clara.

Aproveite e assista nosso último vídeo da sequência de 4 sobre fotos raras do cangaço. Segue o link abaixo.

https://youtu.be/337e3oCoq0A?si=pdrNWfB-dBfrWfk7

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

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domingo, 18 de fevereiro de 2024

A HISTÓRIA DO CANGAÇO

Por Paulo Rezzutti
https://www.youtube.com/watch?v=H2cInZLs0vo

Em 1953, os cinemas da França foram invadidos por um grande sucesso. A história falava a respeito de um bando de criminosos que aterrorizam uma terra árida e sem lei, onde os poderosos mandam, até que o amor de uma moça causa um conflito entre eles. Parece a trama de um faroeste, mas não é. Eu estou falando do filme “O Cangaceiro”, que ganhou como melhor filme de aventura no Festival de Cannes de 1953 e é considerado o primeiro filme a lançar o cinema brasileiro lá fora. O cangaço, retratado no filme, foi um fenômeno social do interior do Nordeste que acabou romantizado na cultura popular brasileira, do mesmo jeito que o modo de vida do oeste norte-americano. Mas afinal, o que foi o cangaço? É o que você vai saber neste vídeo. Para ajudar o canal: Pix: canalpaulorezzutti@gmail.com Torne-se membro do Clube do Canal    / @paulorezzuttiescritor   ** INSCREVA-SE NO CANAL: http://goo.gl/vjSyge ** *** PARA COMPRAR MEUS LIVROS E PRODUTOS: https://www.casadosmundos.com.br/cata... +++MINHAS OUTRAS MÍDIAS+++ Twitter:   / paulorezzutti   Instagram:   / paulorezzutti   Facebook:   / prezzutti   #PauloRezzutti #HistoriaNaoContada

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OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR DA BAHIA

Por Sertão Cangaço 

Raríssima Fotografia de Oficiais da polícia Militar da Bahia, Retrato feito na delegacia do Tenente Zé Rufino, local batalhão de polícia de Jeremoabo Bahia. Ano datado de 1931.

Fonte; Fotografia do acervo particular do Pesquisador e Historiador, Sandro Lee.

https://www.facebook.com/photo?fbid=6932859783484554&set=gm.2144027529274880&idorvanity=893614680982844

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MARIA BONITA E SEUS CACHORROS.

 Por Marcos Delis

Maria Bonita com seus cachorros Ligeiro e Guarani, Ano de 1936. Fotografia colorizada. Na Telinha. Se Liga News TV Show.

...https://www.youtube.com/channel/UCeWCsHh_dBDeIeWcfK21a5A

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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sábado, 17 de fevereiro de 2024

A VINGANÇA DE CORISCO

Por Beto Rueda

Cristino Gomes da Silva Cleto, nasceu na Serra da Jurema, município de Matinha de Água Branca, atual Água Branca - Alagoas, em 10 de agosto de 1902.

Seus pais, Manoel Gomes da Silva e Firmina Cleto.

Era alto, feições finas, alvo, faces vermelhas, altivo e impetuoso.

Existem versões para a sua entrada no crime: Segundo Dadá, ele matou um rapaz em uma festa próximo a fazenda onde morava e fugiu para não morrer.

Teve vida difícil, questões familiares e situação financeira fizeram que ele brigasse com a família. Fugiu para Aracaju - Sergipe.

Engajou-se no exército brasileiro, no Batalhão dos Caçadores de Sergipe, durante a revolta militar de 1924.

Com a derrota dos revoltosos, Cristino abandonou o quartel, foi considerado desertor e perseguido.

Entrou para o cangaço em 24 de agosto de 1926, quatro dias antes do ataque a Fazenda Tapera, na Vila de Santa Maria, às margens do Rio Pajeú. Foi recebido por Lampião, na casa do senhor José Bezerra.

Tempos depois, resolve deixar o cangaço e retorna para a sua Matinha de Água Branca. Trabalhou como ambulante de feira, negociador de carne de bode, entregador de leite e padeiro.

Foi preso quando um fiscal da prefeitura cobrou imposto indevido de 500 réis do chão da feira onde trabalhava, por duas vezes. Ele pagou a primeira vez e se negou a pagar novamente.

Maltratado e exposto ao constrangimento pelo delegado Herculano Borges, Corisco jurou que um dia acertaria as contas.

Anos depois, em 1931, em uma emboscada, na Fazenda Bom Despacho, município de Jaguarari, povoado de Santa Rosa de Lima - Bahia, cumpriu o prometido. Prendeu e esquartejou o corpo do delegado que o havia humilhado.

Por sua valentia e liderança, formou o seu próprio grupo, sempre ligado a Lampião.

No início dos anos 30, a polícia não dava folga, Lampião divide o seu bando em vários subgrupos liderados por Mariano, Labareda, Zé Baiano, Zé Sereno e outros.

No coito de Angico, município de Porto da Folha, hoje Poço Redondo, Sergipe, Lampião esperava a chegada dos grupos dos dois últimos chefes, Labareda e Corisco, para uma reunião. O grupo de Corisco estava do outro lado do rio São Francisco, na Fazenda Emendada, no Estado de Alagoas. Escutou de lá os tiros e imaginou o pior: não confiava naquele coito.

Notícias espalharam-se rapidamente, Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros estavam mortos. Era quinta feira, 28 de julho de 1938.

Dadá sentencia ao grupo : Se vocês são homens, tem que vingar a morte de Lampião!

No domingo, dia 31 de julho de 1938, Corisco foi a casa de Joca Bernardo, seu coiteiro, para saber de alguma pista. Joca, que foi o delator, temendo a sua própria vida, contou a Corisco que a culpa era Domingos Ventura, da Fazenda Patos, distante duas léguas de Piranhas e pertencente a Antônio José de Britto, avô e pai adotivo de Cyra Britto, esposa do tenente João Bezerra.

No dia 2 de agosto de 1938, Corisco, Dadá e mais nove cangaceiros chegaram a Fazenda Patos.

Comeram com os Ventura amistosamente, falaram sobre o acontecido em Angico, todos lamentaram.

Corisco pediu papel e lápis e começou a escrever um bilhete. Enquanto Corisco escrevia, um cangaceiro pediu para Domingos e seu filho Odom irem ao curral, pois queria conversar com eles. Foram assassinados friamente, sem piedade.

Vieram buscar mais dois rapazes, José e Manoel. Daí em instantes, também as mulheres, dona Guilhermina Nascimento Ventura, a filha, Valdomira Ventura e a nora Maria da Glória, mulher de Odom Ventura. Esta levando nos braços o filho Elias, recém nascido. E mais três crianças - Antônio, Silvino e Carmelita, de 12, 10 e 11 anos, filhos do vaqueiro. As mulheres foram levadas para o outro lado do curral das pedras.

Morreram seis. Dadá salvou a criança de colo, Elias, interrompendo a matança. Escaparam da morte Maria da Glória e as quatro crianças. Também escapou uma filha de Domingos que morava na cidade, com a família do coronel Antônio Britto.

Já era noite quando os cangaceiros foram embora.

Corisco escreveu a João Bezerra, dizendo que as cabeças deveriam ser divididas entre o tenente, o prefeito e o Interventor do Estado de Alagoas, para que eles as comessem. As mulheres mortas foram para vingar Maria Bonita e Enedina.

No dia seguinte o sol esquentava os corpos decapitados e as poças de sangue na Fazenda Patos.

Triste fim de Domingos Ventura e sua família, morreram sem dever.

REFERÊNCIAS:

OLIVEIRA, Aglae Lima de. Lampião cangaço e nordeste. 2.ed. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1970.

DIAS, José Umberto. Dadá. Salvador: EGBA/Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1988.

ARAÚJO, Antônio Amaury Corrêa de. Gente de Lampião: Dadá e Corisco. 3.ed. Salvador: Ed. Assembléia Legislativa da Bahia, 2011.

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ALEXANDRO TIMBÓ: PERGUNTA: QUEM FOI LUIZ GONZAGA???

Acervo do Guilherme Machado

Resposta: Luiz Gonzaga Foi um Rei Bantu, e no Seu Reinado, Não Existia Televisão, Computador, Internet Celuar e Etc... Só Existia o Rádio e Este se Imortalizou Igual ao Rei do Baião Luiz Bantu Gonzaga...Risos...

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ZÉ SERENO COM SUA FAMÍLIA...

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LADY BARBA AZUL: A SANGRENTA SAGA DA SERIAL KILLER BELLE GUNNESS.

Por  Alana Sousa publicado em 21/12/2020, atualizado em 16/02/2024.

Belle com as três filhas - Wikimedia Commons

Em pleno século 19, a assassina matou quase 50 pessoas e conseguiu escapar se envolvendo em um dos maiores mistérios dos EUA.

O começo da vida de Belle Gunness é rodeado de especulações, sabe-se que ela nasceu na Noruega, em 11 de novembro de 1859. Acredita-se que ela tenha se mudado para os Estados Unidos, em 1881, após ser atacada por um homem e perder seu bebê, após esse fato a personalidade de Belle mudou completamente.

Batizada como Brynhild Paulsdatter Størset, a norueguesa decidiu americanizar seu nome, daí nasceu Belle. Segundo sua irmã, Nellie Larson, sua maior fraqueza era o dinheiro, o que mais tarde provou ser a causa de seus crimes.

Primeiro homicídio.

Morando em Chicago, nos Estados Unidos, em 1884, casou-se com Mads Ditlev Anton Sorenson. Após seis anos de casamento, em julho de 1900, Mads morreu de Sorenson morreu de hemorragia cerebral, explica o New York Post.

No dia do enterro, ela foi retirar o dinheiro do seguro que tinha em nome do marido. Com o valor, Gunness comprou uma fazenda na cidade de La Porte, em Indiana, Estados Unidos — mudou-se para lá com as três filhas do casal.

Belle ainda jovem / Crédito: Wikimedia Commons

O senso americano de Chicago, que contabilizava famílias na região, registrou que Belle tinha quatro filhos: Caroline, Axel, Myrtle e Lucy. Sendo que dois deles, Caroline e Axel, morreram ainda na infância (os dois possuíam seguro, que foram pagos após a morte). Viviam com ela na fazenda, Lucy, Myrtle, e a filha adotada, Morgan.

La Porte.

Em La Porte, Belle conheceu o norueguês Peter Gunness, em abril de 1902 eles se casaram. Uma semana depois, a filha de Peter é encontrada morta dentro de casa. Oito meses mais tarde é o marido quem morre. Segundo a homicida, uma máquina de moer caiu em cima do homem e o matou instantaneamente. Mais uma vez, ela recebeu o seguro em dinheiro.

Ray Lamphere / Crédito: Wikimedia Commons

Depois, mais um caso intrigante. Jennie Olsen, filha adotiva, desapareceu. Belle afirmou que havia enviado a garota para um colégio interno — anos mais tarde, seu corpo seria encontrado enterrado em sua propriedade.

serial killer fez um anúncio no jornal local chamando homens ricos que desejavam juntar sua fortuna com a dela. Era o início de anos de assassinatos.

Diversos homens viajavam para a fazenda de Belle — sempre levando sua fortuna em dinheiro — e jamais voltavam.

“Como muitos psicopatas, ela foi muito perspicaz na identificação de possíveis vítimas”, explicou Harold Schechter, autor de “Hell's Princess: The Mystery of Belle Gunness, Butcher of Men", conforme o New York Post. “Eram solteiros noruegueses solitários, muitos completamente isolados das suas famílias. Ela os enganou com promessas de culinária norueguesa caseira e pintou um retrato muito sedutor do tipo de vida que eles desfrutariam.”

Um desses homens foi o agricultor Andrew Helgelien, que viajou da Dakota do Sul para Indiana, a fim de conhecer a mulher, levando todas suas economias — o que Gunness o recebeu com fervor. Alguns dias depois, o homem desapareceu, e Belle foi ao banco descontar um cheque em seu nome. No entanto, não foi o único.

Ray Lamphere.

Ray Lamphere era apaixonado por Belle, e fazia tudo que ela lhe pedisse, entretanto, acabou chutado pela amada, que, na época, receberia Helgelien.

Gunness o demitiu em fevereiro de 1908, e alertou as autoridades da cidade sobre o perigo que Ray poderia ser para a comunidade, alegando que ele sofria de insanidade.

Um teste foi realizado e Lamphere foi liberado. Alguns dias depois, ela voltou para prestar uma queixa, dizendo que ele havia ameaçado sua família e tentado invadir sua residência.

A fazenda Gunness / Crédito: Wikimedia Commons

Diante da gravidade da situação, a mulher passou a ter medo de que Lamphere atentasse contra sua vida e de seus filhos.

Dias depois, o funcionário de Belle, Joe Maxon, contratado para substituir Ray Lamphere, acordou e percebeu que a casa estava ardendo em chamas, explica a obra de Harold Schechter. Correu em busca de ajuda, mas já era tarde. Os filhos de Gunness foram encontrados mortos juntos a um cadáver sem cabeça, que julgaram ser dela.

As autoridades, que já estavam cientes das supostas ameaças que Ray havia feito à família Gunness, acusaram-no de incêndio criminoso. O homem, no entanto, sempre negou a autoria do crime.

O esqueleto decapitado.

Apesar de identificarem o esqueleto sem cabeça como sendo de Belle, os vizinhos negaram que o cadáver pertencia à mulher, repercutiu o Norwegian Ridge. A autópsia comparou o esqueleto encontrado no incêndio com as roupas da serial killer, e registros em lojas de departamento, a conclusão foi a mesma: não era Belle.

A dúvida sobre a identidade atrás do cadáver decapitado gerou outra investigação, ainda mais terrível. Após Asle Helgelien chegar a La Porte em busca do paradeiro do irmão, que havia sido visto pela última vez em contato com Belle, uma busca na fazenda da assassina teve início.

Todos os dias corpos eram desenterrados do solo da propriedade, incluindo de Jennie Olsen, Andrew Helgelien.

O número total de vítimas varia de uma fonte para outra. Conforme repercutido pelo New York Post, um total de doze corpos foram encontrados na propriedade, no entanto, o Guinness, livro dos recordes, cita 28 corpos.

Ray Lamphere foi acusado de cometer todos os assassinatos, mas confessou posteriormente que nunca matou ninguém. Ele foi condenado à prisão pelo incêndio e morreu na cadeia um ano depois, de tuberculose.

Paradeiro desconhecido.

Conforme o livro 'Lady Killers Profile: Belle Gunness', também de Harold Schechter, em uma suposta última confissão, ele teria dito que o corpo decapitado pertencia a uma vítima, que Gunness havia assassinado poucos dias antes do incêndio. E que tudo fazia parte de seu plano de fuga. Ela havia envenenado as crianças até a morte e posicionado junto ao corpo da mulher. Depois ela teria fugido para outra cidade. A informação nunca foi confirmada.

Nas décadas seguintes diversas pessoas afirmaram ter avistado Belle em lugares como Chicago, São Francisco, Nova York, e Los Angeles. Existe uma teoria de que ela seria Esther Carlson, uma mulher acusada de matar o marido envenenado, repercutiu o Chicago Tribune em 2008, no entanto, não passa de um rumor. O destino da serial killer permanece desconhecido até hoje.

“Ambas as possibilidades parecem igualmente plausíveis para mim”, explicou Harold Schechter sobre o destino de Belle, segundo o New York Post. “Depois de passar anos nesse horror, pude vê-la finalmente querendo acabar com isso. Por outro lado, dada a personagem insidiosa que ela era, posso igualmente imaginá-la encenando tudo. Todos com quem conversei e que leram o livro sentiram fortemente que ela se safou. Não posso dizer que sim.”

*Matéria atualizada com mais informações sobre o caso. 

 https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-lady-barba-azul-morbida-historia-de-belle-gunness.phtml

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O CURIOSO DIA EM QUE PADRE CÍCERO ENCONTROU LAMPIÃO — QUE FOI ENGANADO

 Por Lira Neto

Frente a frente pela primeira e única vez, o episódio rendeu uma peculiar narrativa.

Ali estavam, frente a frente, pela primeira e única vez, os dois maiores mitos de toda a história nordestina. Uma terceira figura era indiretamente responsável pelo singular encontro: Luis Carlos Prestes, o comandante da Coluna Prestes, movimento militar guerrilheiro que desde o ano anterior serpenteava pelo interior do país, enfrentando as tropas do presidente Artur Bernardes.

Quando a marcha da coluna rumou para o Nordeste, o governo federal não teve dúvidas: convocou os chefes políticos locais para formarem exércitos próprios e assim combater os rebeldes. No livro O General  Góes Depõe, da  década  de 1950, o próprio general Góes Monteiro, chefe de estado-maior das operações contra a Coluna Prestes, assume que partiu dele a ideia de convocar jagunços e cangaceiros para fazer frente ao avanço de Prestes.

Lampião (à esquerda) Padre Cícero (à direita) - Wikimedia Commons

No Ceará, coube ao deputado Floro Bartolomeu, médico e aliado político do Padre Cícero, fazer o convite oficial ao bando de Lampião para se engajar no “Batalhão Patriótico”. Em fevereiro de 1926, Cícero ainda tentou uma solução pacífica. Assim, enviou ao bando uma carta em que incitava a depor armas.

Em troca, prometeu abrigo em Juazeiro do Norte, onde seriam submetidos a um tratamento justo. De acordo com o relato de Lourenço Moreira Lima, secretário da Coluna Revolucionária, a mensagem foi recebida.

“Tivemos a oportunidade de ler essa carta escrita com uma grande ingenuidade, mas da qual ressaltava o desejo íntimo e sincero do padre no sentido de conseguir fazer a paz”, escreveu Moreira Lima em seu diário de campanha, publicado em 1934.

O pedido, como se sabe, foi ignorado. Quando Lampião chegou no dia 4 de março à cidade de Juazeiro do Norte, atendendo ao chamado de Floro, este não se encontrava mais por lá. Doente, o deputado federal viajara para o Rio de Janeiro, onde acabaria morrendo.

Padre Cícero /Crédito: Divulgação

Padre Cícero se viu então com um problema nas mãos: recepcionar o bandido e seus cabras na cidade e mais ainda, cumprir o que havia sido combinado entre Lampião e o deputado, com a devida aprovação do governo federal: o cangaceiro deveria receber dinheiro, armas e a patente de capitão do “Batalhão Patriótrico”.

Lampião e outros 49 cangaceiros ocuparam uma casa próxima à fazenda de Floro, nas imediações da cidade, e, em seguida, alojaram-se em Juazeiro do Norte, no sobrado onde residia João Mendes de Oliveira, conhecido poeta da região.

Foi lá que o Padre Cícero encontrou o bando. Os bandidos, ajoelhados, teriam escutado padre tentar convencer seu líder de largar o cangaço logo após voltasse da campanha contra Prestes. Mandou-se então chamar o único funcionário federal disponível na cidade, o agrônomo Pedro de Albuquerque Uchoa, para redigir um documento que, supostamente, garantiria salvo-conduto ao bando pelos sertões.

O papel, como Lampião viria a descobrir tão logo saiu da cidade, não tinha qualquer valor legal, o que não o impediu de assinar, daí por diante, “Capitão Vírgulino”, um título que não existia.  Ciente da desfeita, o cangaceiro não se preocupou mais em dar combate à Coluna Prestes.

Já obtivera dinheiro e armas em número suficiente para seguir seu caminho de bandoleiro. Mais tarde, Uchoa justificou seu papel no episódio: diante de Lampião, assinaria qualquer coisa. “Até a destituição de presidente da República”, disse.


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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

LAMPIÃO NAS ÁREAS DA CHAPADA DO ARARIPE - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=b_ePlsD583s&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

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𝑫𝑬 𝑷𝑬𝑹𝑵𝑨𝑴𝑩𝑼𝑪𝑶 𝑷𝑨𝑹𝑨 𝑶 𝑹𝑰𝑶 𝑫𝑬 𝑱𝑨𝑵𝑬𝑰𝑹𝑶

 Acervo do Jaozin Jaaozinn

Registro do ex-volante Andrelino Marcolino Nogueira, para o jornal “Manchete/RJ” em 1981.

Andrelino Marcolino Nogueira, era pernambucano da região de Serra Talhada/PE, nasceu no dia 30 de setembro de 1909, sendo filho de Camilo Marcolino Nogueira e Possidônia Nogueira da Silva. Andrelino tinha nove irmãos. Ele e sua família tiveram contato com Virgulino e os demais Ferreiras. Era vizinho da casa de Manoel Pedro Lopes e Jacoza da Soledade (avós de Virgulino e pais do Sr. José Ferreira), e apenas o riacho São Domingos o separavam um pouquinho, entretanto, se criaram juntos.

Segundo o mesmo para o Jornal Manchete, disse que Lampião era almocreve e artesão no sertão do Pajeú. Em uma cajazeira que tinha na casa da irmã do volante, a Dona Águeda Possidônia Nogueira, o jovem Virgulino passava horas mexendo com os artigos de couro. Porém, a mesma mandou cortar a árvore por desgosto.

Foi testemunha desde a juventude dos irmãos Ferreira até às desavenças que se iniciaram em meados dos anos de 1916. Cita que ainda lembra de Virgulino, Antônio e Livino quando eram trabalhadores, cuidando do gado e dos bodes da propriedade. Complementa também que foram almocreves, transportando mercadorias para as regiões de Arco-Verde, Garanhuns, Águas Belas, Triunfo, Piranhas, entre outros locais. Dá detalhes certeiros sobre a evasão dos Ferreiras e das mortes de seus pais.

Entrou na força volante entre os anos de 1931/1932, fugindo do seu pai (não se sabe por qual motivo). Relata que pagavam 95 mil réis por mês, utilizavam roupa cáqui ou mescla e a indumentária era extremamente semelhante com a dos cangaceiros. E por causa da estética ser muito parecida, além dos encontros de outras volantes onde, ocorriam um fogo amigo por se pensar em ser os bandoleiros, um comandante ordenou que as tropas utilizassem chapéu de massa fina.

Andrelino relata que andavam 45 volantes em um comando, em outro já eram 30, e quando se juntavam, chegavam à numeração de 100 militares, a cavalo, a pé, de todo jeito. E quando sabiam da notícia de cangaceiro na região, tomavam animais de quem tivesse para a melhor locomoção.

Atuou nas regiões da Bahia por oito meses, perambulando pelas regiões do Juazeiro, Bonfim, Barro Vermelho, Canudos, Raso da Catarina, Chorrochó e Uauá. Diz que, nas horas de se alimentarem, matavam as criações dos sertanejos.

Possivelmente participou até o fim da campanha contra o cangaceirismo (ou até os anos de 1933/1934). Se casou com Maria Anália de Moura, com quem teve cerca de onze filhos. Não tenho as informações da data de falecimento de ambos, porém, viveram sua velhice nas regiões de Pernambuco.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺: 𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍 𝑴𝒂𝒏𝒄𝒉𝒆𝒕𝒆/𝑹𝑱 - 1981; 𝑮𝒆𝒏𝒆𝒂𝒍𝒐𝒈𝒊𝒂 𝑷𝒆𝒓𝒏𝒂𝒎𝒃𝒖𝒄𝒂𝒏𝒂.

.𝐂𝐀𝐍𝐆𝐀𝐂̧𝐎 𝐁𝐑𝐀𝐒𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐎.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=304746149280851&set=gm.1842933716177796&idorvanity=471177556686759

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LUIZ GONZAGA...

Acervo do pesquisador e historiador do cangaço Guilherme Machado

 Seu Luiz com o Padre Jesus e João Caiçara na paróquia de nossa senhora da Penha em Serra Talhada, missa em sufrágio da alma do Poeta Zé Marcolino.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2143039739373659%2C2142371456107154&notif_id=1708026256539540&notif_t=group_activity&ref=notif

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PALAVRAS DO AMIGO ANTÔNIO JOSÉ. LÍDER ATIVISTA APOSENTADO DA COMUNIDADE DA BOA VISTA SERRINHA BAHIA.

Por Guilherme Machado

GUILHERME MACHADO E A PUBLICAÇÃO DOS SEUS DOIS LIVROS

Pela exiguidade de tempo associada ao peso dos anos que aos poucos "rouba" a nossa inspiração na interpretação dos fatos, sintetizo apenas seu mais recente trabalho LUIZ GONZAGA E A BAHIA.

Começo registrando parte da história do autor: Guilherme Machado nasceu na cidade de Muritiba-Bahia em 1960. Mais tarde passou a residir em Salvador, onde estudou no Colégio de Artes e Ofício. Constituiu família, e, há trinta e cinco anos trabalha como representante comercial de uma grande empresa de móveis. É um atuante pesquisador de campo e bibliográfico da saga do cangaço e demais fatos dos nossos sertões nordestinos.

Em 2020 escreveu e publicou o livro LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS. Agora, em 2023 publicou seu segundo trabalho, LUIZ GONZAGA E A BAHIA.

Quando li o título, achei que o autor não teria muito o que escrever sobre GONZAGA apenas em nosso estado, mas quando passei a lê-lo amplamente, cheguei à conclusão que muitas foram as visitas e os shows do Rei do Baião em nossa Bahia.

Feira de Santana em 1973 nos salões do renomado clube Euterpe Feirense local de um dos seus brilhantes shows e desfilou ao lado de José Fróes da Motta e de muitas jovens da Cidade Princesa, onde em outra ocasião receberia o título de Cidadão Feirense. Em 1977, mais uma vez Gonzaga visitava a cidade.

Em 1952/53 Seu Luiz fazia turnê em cidades da Bahia: Itabuna, Santo Antonio de Jesus, e outras.

Em 1968 estava Seu Luiz fazendo um show em Riachão do Jacuípe. Passando mais uma vez por Feira de Santana recebeu o título antes citado, e realizou show no Clube Campo Cajueiro.

Na Cidade de Cachoeira, o Rei do Baião esteve em três períodos1967, 1969, 1971.

Em novembro de 1961 em viagem de férias, Seu Luiz estava ali no Grande Hotel de Cipó, construído pelo Presidente Getúlio Dorneles Vargas.

Em 1979, estava Gonzaga na festa de fundação do Parque Manoelito Argolo na cidade de Entre Rios, retornando outras vezes, chegando a batizar João Luiz Argolo, filho do fazendeiro. Lá na fazenda Rancho Alegre foi criado um museu e erguido um busto em homenagem ao Rei do Baião.

Em 1974, passava Gonzaga pela cidade de Euclides da Cunha onde fizera boas amizades, e, por outras ocasiões voltava a visitá-la para o bate-papo com os amigos.

Em 1988, a convite do prefeito de Heliópolis, Zé do Sertão, chegava naquela cidade o Rei do Baião já com a saúde abalada para animar o a festividade do São Pedro.

Em 1968 foi a vez das cidades de Ibicuí, Itabuna e Ilhéus receberem Seu Luiz.

Em 1967 quem recebeu Luiz Gonzaga foi a jovem cidade de Ichu na gestão do Prefeito Renato Cedráz, numa festa religiosa em que o Padre Lucas de Nuzza juntamente às famílias ichuenses e autoridades locais realizaram uma festa de grande importância para o município. Seu Luiz tocou e cantou no palanque do Circo Palácio do Riso de propriedade do palhaço Supapo.

Em 1976 Gonzaga fez show em Vitória da Conquista . Naquele mesmo ano esteve em Itaberaba na campanha das Bicicletas Monark. Patrocinado pela Monark do Brasil, Gonzaga esteve em várias cidades da Bahia.

Gonzaga esteve também em Juazeiro onde recebeu o título de Cidadão Juazeirense em 1986.

Na cidade de Monte Santo, Seu Luiz visitou diversas vezes, assim como Morro do Chapéu. Nesta última foi em 1976 onde se hospedou na residência do Coronel Jubilino Conegundes.

Esteve também nas cidades de Paulo Afonso, Cruz das Almas, Tanquinho, Santa Luz, Tucano, Ribeira do Pombal, Queimadas, Cansanção, Itiúba, Senhor do Bonfim.

Em 1968 Seu Luiz esteve fazendo a festa do São João em Ruy Barbosa.

Em 1985, Gonzaga tocava no São João da cidade de Jaguarari.

Em 1968 foi a vez do seu show no Parque de Vaquejada do pecuarista Valdete Carneiro na cidade de Serrinha.

Foram muitos amigos que o Rei do Baião fizera no Estado da Bahia durante sua relativa longa vida abraçado ao acordeon.

RESSALTO a admiração do pesquisador e escritor Guilherme Machado pela vida e obra do Rei do Baião Luiz Gonzaga. Em 1981 Guilherme esteve com Seu Luiz e, num proveitoso diálogo chegou a receber de presente do cantor, um LP. Ali foi o primeiro contato do radialista com o Rei do Baião. Em 30 de março de 1985 Guilherme teve mais um encontro com Seu Luiz e recebeu do mesmo, um autógrafo com caligrafia esgarranchada por já está com a saúde debilitada. Mesmo assim dialogou com o pesquisador que mais tarde criou o Museu Gonzagão em Serrinha, cidade essa que o recebera como filho.

Quem ler o livro LUIZ GONZAGA NA BAHIA vai com certeza parabenizar o pesquisador e escritor GUILHERME MACHADO pela sua maneira coerente no esclarecimento dos fatos, e pela comprovação mostrada nas dezenas de nítidas fotos conseguidas no decorrer da sua ampla pesquisa. SÓ POSSO DIZER : PARABÉNS CONTERRÂNEO GUILHERME MACHADO PELO SEU PROFÍCUO TRABALHO.

Serrinha, 15 de dezembro de 2023.
Antonio José de Oliveira

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ENTREVISTA COM FILHO DO EX-CANGACEIRO BALÃO (GUILHERME ALVES) DO BANDO DE LAMPIÃO. PARTE II.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=2tzjJzqZpP8&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Segunda parte da entrevista com um dos filhos do ex-cangaceiro Balão (Guilherme Alves) que fez parte do bando de Lampião e que foi um dos cangaceiros sobreviventes de Angico que mais contribuiu com informações que contribuíram para a construção da história cangaceira no formato que hoje conhecemos. Nesse vídeo Juscelino Alves, filho de Balão, fala sobre a vida durante e pós-cangaço de seu pai e sobre toda a sua luta para a sobrevivência do antigo comandado de Lampião na cidade grande. Um depoimento sensacional que nos permite um melhor entendimento sobre fatos que envolveram a trajetória desse polêmico e interessante personagem histórico. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Colaborem com o crescimento e com as melhorias do canal. Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacologia   INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações. Forte abraço! Atenciosamente:
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SILA REZANDO NA GROTA DO ANGICO.

Por Antonio Ferreira

 SILA REZANDO NA GROTA DO ANGICOS . primeira veis q vi essa foto.

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