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segunda-feira, 16 de junho de 2014

O Ccoroné e a partida de futibó. (cel. Chico Heráclio)


Autor: Sanderson Negreiros
fonte: Tribuna do Norte..edição 06-4-14
(* ) veja a matéria completa na parte dos comentários

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Final

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta


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A Colher de Prata de Lampião

Por Geziel Moura
Narciso Dias, Geziel Moura, Jorge Remigio e Jair Tavares em dia de Cariri Cangaço

Há muito que as peripécias de Virgolino Ferreira da Silva, vulgo Lampião tem sido onipresentes no imaginário de várias gerações de escritores, poetas, repentistas, músicos, sertanejos, e estudiosos que militavam/militam na área da pesquisa cangaceirista, como elemento demarcador de sua onipotência. Essa imagem que compôs o cenário de minha trajetória como leitor da temática lampiônica vem sendo amplamente ratificada e/ou citada por vários autores.

Ainda na perspectiva do que se criam/creem, sobre os feitos extraordinário e até mesmo sobre-humano de Lampião, pretendo por meio deste ensaio, fazer tessituras que poderiam ajudar a pensar sobre tais feitos, muitas das vezes, transcendentais daquele cangaceiro. Contudo, não me detive ao longo deste estudo, na formulação de juízos de valores dos métodos historiográficos utilizados por pesquisadores da área, se eram eficazes ou não, se estavam certos ou errados. Minha intenção foi confrontar as manifestações literárias daqueles autores, com o que a ciência aponta sobre o tema elencado.

Colher de prata da época do cangaço, acervo João de Sousa Lima

Nesse sentido, muitos textos lampiônicos, atribuem a Virgolino Ferreira da Silva, a rotineira análise toxicológica em alimentos, sólido e/ou líquido, oferecidos por pseudos-coiteiros, supostamente contaminados por venenos, sendo que a detecção de tal substância mortífera era realizada, pela mudança de coloração assumida por uma colher de prata, que entrava em contato com tal alimento.Sobre aquela mudança de coloração ocorrida na colher “especial” de Lampião, Mota (1976, p.09) diz:

"No sertão pernambucano, uma mulher pretendeu envenená-lo. Lampião convidou-a a beber da cachaça em primeiro lugar. Ela desculpou-se, alegando que estava purgada. Virgolino tirou do embornal uma colher de prata e meteu-a no copo. A colher enegrece. Lampião percebe a cilada, agarra pelos cabelos a ousada sertaneja, amarra-a ao tronco de uma árvore, embebe-lhe de querosene as vestes e queima-a viva, desfechando-lhe, por fim, um tiro de misericórdia no seio estorricado” (grifo nosso).


Por essa manifestação, podemos inferir que o tempo para que a colher de prata mude de cor, ou seja, ocorra reação de oxidação é reduzido e quase que instantâneo ao contato com o alimento envenenado. Entretanto, o escurecimento da prata ocorre ao longo de tempo razoável, em decorrência do contato deste metal com o oxigênio, presente no ar e com compostos contendo enxofre, produzindo uma camada de Sulfeto de prata (Ag2S), de matiz azulada, e que torná-se escura ao longo de reação lenta.Geralmente os compostos sulfurados, estão presentes em ambientes, cuja poluição do ar encontrá-se em nível elevado.

Por outro lado, quero analisar formas de detecção da presença de possíveis venenos, usualmente utilizados naquela época, e para isso elegemos os seguintes: Estricnina, Arsênico e Cianureto.Ressalto que poderia existir outros tipos de venenos, sendo esses os mais comuns.

Geziel Moura
Pesquisador

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domingo, 15 de junho de 2014

Adeus a "Vinte e cinco" - Morreu o ultimo cangaceiro

Nos informou João de Sousa Lima 
Vinte e cinco recebeu o escritor João de Sousa Lima no dia 29 de Abril de 2014.

Depos de Neco de Pautilia a memória do cangaço perde mais um ícone. Faleceu hoje 15 de junho, na capital alagoana José Alves de Matos o ex cangaceiro "25". Aos 97 anos de idade, Vinte e cinco era "oficialmente" o ultimo ex cangaceiro vivo. Dos remanescentes do cangaço "lampionico" resta apenas Dulce que foi companheira do cangaceiro "Criança".

Aposentado como funcionário público estadual, ao longo dos anos o ex cangaceiro recebeu visitas em sua residência  para falar do seu tempo de cangaceiro. O que ajudou a costurar a história desse movimento tão complexo.

Vinte e Cinco era de uma família numerosa, sendo oito irmãos e seis irmãs. Do segundo casamento do seu pai nasceram mais cinco homens e três mulheres. Teve vários primos e sobrinhos com ele no cangaço, tais como: "Santa Cruz", "Pavão", "Chumbinho", "Ventania" e "Azulão 3". No dia que entrou para o bando de Corisco o seu sobrinho Santa Cruz era aceito no grupo de Mariano.

Por conta de uma discussão com a cangaceira Dadá saiu do grupo de Corisco para o grupo de Lampião.

No fatídico 28 de Julho de 1938 ele não se encontrava entre o bando porque havia sido incumbido de ir junto com os dois irmãos Atividade e Velocidade buscar uns mosquetões e umas munições.

Na ocasião das entregas junto com vários cangaceiros.

Após a morte de Lampião Vinte e cinco se manteve escondido até se entregar as autoridades em novembro de 1938 junto com outros cangaceiros. Permaneceu preso por quatro anos em Maceió e dentro da cadeia começou a estudar, quando recebeu o alvará de soltura conseguiu através de um amigo emprego no estado como Guarda Civil. Quando o governador Ismar de Góis  Monteiro descobriu que ele havia sido cangaceiro convocou o secretário de Justiça do Estado, o senhor Ari Pitombo e disse que não podia admitir um criminoso na guarda ja que ele havia sido cangaceiro, o secretário procurou o chefe da guarda, o major Caboclinho que afirmou com toda convicção que entre os 38 guardas José Alves era o melhor profissional entre eles.
   
Vinte e Cinco, Cobra Verde e Santa Cruz a disposição da justiça.

O Secretário resolveu fazer um concurso entre os guardas e José Alves contratou duas professoras. Esqueceu as festas e curtições e foi estudar bastante o que lhe rendeu o primeiro lugar na primeira fase, na segunda fase se classificou entre os melhores mas quase foi reprovado justamente na "prova" de tiro, pois era acostumado com a Parabellum e teve que atirar com um revolver 38, abriram uma exceção para o candidato que então conseguiu provar sua habilidade e destreza. Atirando com uma parabellum ele acertou o alvo, depois de duas sequencias de erros com a outra arma.

Segue abaixo uma entrevista concedida a Antonio Sapucaia para o Jornal Gazeta de Alagoas edição de 16 de setembro de 2012.

José Alves de Matos, o conhecido ex-cangaceiro “Vinte e Cinco”, que por cinco anos integrou o bando de Lampião.

Era casado com Maria da Silva Matos desde 1959, pai de uma prole de sete filhos, entre os quais há dentista, economista, assistente social, técnica de saúde e uma funcionária pública federal. Acerca do casamento, dizia que acreditava no destino, considerando que a esposa nasceu em 1938, exatamente no ano do extermínio do grupo de Lampião; ambos não tinham pai nem mãe, e o matrimônio, realizado em Maceió, já dura 55 anos de felicidade.

Considerava-se um homem de bem com a vida, não se arrependeu de nada que fez, principalmente no tempo de cangaceiro, de cuja época dizia ter saudades, “porque ali todo mundo era tratado como igual e todos eram amigos confiáveis. A vida era bastante complicada”, disse com certo ar de tristeza, “mas era muito boa, e se havia momentos de agonia, os momentos de alegria e de prazer eram maiores"

Nascido no dia 8 de março de 1917, em Paripiranga, na Bahia, ingressou no mundo do cangaço aos 16 anos de idade, no dia 25/12/1933, razão porque Corisco o apelidou de "Vinte e Cinco". 

“Ao ingressarem na vida do cangaço”, “todos esqueciam os seus verdadeiros nomes e a partir daí passavam a ser conhecidos pelos apelidos que recebiam. Também recebiam ordem de manter o máximo de respeito entre eles, pois seriam tratados como verdadeiros irmãos e irmãs. Se alguns deles se dispersavam do bando, após algum tiroteio, mesmo que fossem homem e mulher, havia respeito total entre ambos, até que novamente o grupo se reencontrasse. Uma coisa que Lampião fazia questão de manter, aumentando o vigor da voz, era o respeito absoluto entre todos”.

Vinte e Cinco confessou:

“A Polícia era cheia de analfabetos, havia oficial que não sabia sequer atender a um telefonema. Além disso, eram excessivamente violentos, e foi essa violência desmedida que levou muitos jovens a ingressar na atividade do cangaço, entre os quais eu me incluo”.

E continuou: 

“Os policiais, conhecidos como macacos, chegavam à casa dos agricultores e indagavam se Lampião havia passado na localidade; se a resposta fosse negativa, eles apanhavam porque poderiam estar mentindo; se a resposta fosse positiva, apanhavam ainda mais porque não informaram, antes, sobre a presença deles no local”.

A respeito do seu ingresso na vida do cangaço, respondeu: 

“Havia uma família que tinha parentes na Polícia, e fez uma denúncia de que a nossa tinha admiração por Lampião. Daí, terminaram dando uma pisa em um sobrinho meu, que passou três dias acamado. Dias depois, encontramos com um membro dessa família, que já não gostava do meu sobrinho por causa de uma namorada, terminou havendo uma briga entre nós, pelo que fiquei foragido durante dois anos, carregando como lembrança uma cicatriz na cabeça, cujo ferimento foi curado com pó de café”.

“Ao regressar, fui a uma feira colocar sola em um sapato, cujo sapateiro era cabo da Polícia, de nome Passarinho, que me reconheceu. Terminei preso durante doze horas e, como consequência, resolvi fazer parte do bando dos cangaceiros onde eu já tinha cinco parentes. Mantive contato inicialmente com Corisco, que chefiava um grupo, tendo-o encontrado junto com Dadá, sua companheira, e um cachorro de nome ‘Seu Colega’”.

Vinte e Cinco recordou que vez por outra Lampião pedia a Corisco que o colocasse à sua disposição e, em meio a essas oportunidades, terminou ficando com o Rei do Cangaço, até quando ocorreu a chacina de 28 de julho de 1938, em Angico, no Estado de Sergipe.

O regime que imperava no cangaço era rigoroso, mas todos viviam satisfeitos. Não faltava comida – carne de bode, carneiro, boi, farinha, sal, queijo –, uma vez que os fazendeiros ordenavam aos vaqueiros para abastecer os grupos, o que não acontecia com relação aos que faziam parte da Polícia. Do mesmo modo, não faltavam bebidas, mas aquele que as adquiriam era obrigado a experimentá-las antes de serem servidas a Lampião.

Escritor Sergio Dantas em visita à "Vinte e cinco"

A propósito – lembrou Vinte e Cinco – Lampião quando passava em lugar que não tinha aguardente ou conhaque, ele deixava dinheiro com alguém para que os produtos fossem comprados. Tinha mais: orientava no sentido de que as bebidas fossem enterradas no quintal da casa, bem arrolhadas, e que um dia retornaria para degustá-las.

Sabe-se que certa vez Lampião deixou alguma importância com determinada mulher para a compra de bebidas e, dias depois, retornou para saboreá-las. Antes de ingeri-las, pediu à mulher que as experimentasse, o que foi recusado por ela. A mulher terminou confessando que a Polícia a havia obrigado a colocar veneno na aguardente. Depois de perguntar como é que a Polícia soube que a bebida estava enterrada no quintal, mandou que a mulher ficasse despida, saísse correndo e se abraçasse com um pé de mandacaru que estava mais adiante.

Nada faltava ao grupo, conforme relata Vinte e Cinco. Havia alegria, principalmente em razão de alguns tocarem realejo, e dinheiro também não faltava, distribuído por Lampião, periodicamente, não sendo verdade que recebiam semanalmente importância fixa, como já foi noticiado.

Não faltavam mulheres para a prática sexual, pois alguns tinham as suas companheiras no bando. Para os solteiros também não faltavam mulheres, quando chegavam às fazendas, e muitas vezes eram mandadas para as suas companhias pelos próprios maridos, pois além de serem bem compensadas financeiramente, presenteavam-nas com brincos, cordão de ouro, anel etc. – relatou Vinte e Cinco

Os cachorros de nome “Seu Colega” e “Guarani” exerciam papel importante, haja vista que, além de serem adestrados para despertar a atenção do grupo quando algum estranho se aproximasse, muitas vezes comiam antes uma parte das comidas que seriam servidas aos cangaceiros para terem a certeza de que não estavam envenenadas.

Sobre Lampião, explicou que “era um tanto fechado, mas em alguns momentos se mostrava brincalhão. Era portador de uma espécie de enxaqueca e, quando amanhecia acometido do mal, falava muito pouco com a gente. Em nenhum momento ouvi dele dizer-se arrependido da vida que levava e, igualmente, nunca manifestou a intenção de abandonar o cangaço, como já foi dito por aí”. Era católico; das 4h30 da manhã para as 5 horas, os cangaceiros acordavam, colocavam os joelhos no chão e começavam a rezar.

Vinte e Cinco confessou que somente Lampião, Luiz Pedro e Quinta Feira sabiam quando e onde eram adquiridas as armas utilizadas pelos bandos. Algumas eram guardadas em ocos dos paus até que delas precisassem, mas era proibido perguntar onde eram adquiridas. Além dos chapéus de couro que portavam e dos apetrechos que conduziam, eram indispensáveis dois cobertores de chitão, um servia para forrar o chão e o outro para cobrir-se.


Barreira, Santa Cruz, Vila Nova e Peitica. Sentados - Pancada, Vinte e Cinco e Cobra Verde.

Vinte e Cinco participou de vários tiroteios, mas preferiu não relacioná-los, referindo apenas ao que ocorreu em Pedra d’Água, em Sergipe, quando morreu "Barra Nova". Nunca foi vítima de ferimentos graves, carregando nos ombros alguns arranhões que não lhe causaram mal algum. Recordou que "Barreira" que foi funcionário da Secretaria da Fazenda de Alagoas – degolou Atividade, colocou a cabeça em um saco e foi se entregar à Polícia.


Sobre Pedro de Cândido, diz que era o homem de maior confiança de Lampião, entre os coiteiros. Recorda que a intimidade era tanta entre os dois que havia uma certa ciumeira por parte dos cangaceiros, ou seja, ele “não entrou no espinhaço do grupo”, expressão que significava não simpatizar, não gostar do outro. 

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Morre o ex-cangaceiro Vinte e Cinco

João de Sousa Lima..., Vinte e Cinco e Neli Conceição. filha dos cangaceiros Moreno e Durvalina

Lamentamos informar que hoje faleceu o último cangaceiro do bando de Lampião, o senhor José Alves de Matos, o lendário cangaceiro Vinte e Cinco, aos 97 anos de idade, em Maceió, onde residia. 

O cangaceiro Candeeiro - já falecido, o cineasta Aderbal Nogueira e o ex-cangaceiro Vinte e Cinco, falecido hoje em Maceió, no Estado de Alagoas.

O sepultamento será amanhã, às 18:00 horas, no Parque das Flores. Transmitimos nossos pêsames aos seus familiares, esposa, filhos (as), netos (as). 

Manoel Dantas Loyola - o cangaceiro Candeeiro e José Alves de Matos - o ex´cangaceiro Vinte e Cinco.

Que Deus o receba em sua glória!

Adendo 
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Que nos consta, de todos os ex-cangaceiro(a)s agora só resta a ex-cangaceira Dulce Menezes, que foi companheira do ex-cangaceiro Criança.

Na foto da esquerda pra direita: Dulce, Dona Dil (sobrinha) e Cícera ( irmã de Dulce), já falecida, mas o João de Sousa Lima.

Segundo o escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima a cangaceira Dulce Menezes foi uma das sobreviventes da chacina em Angico, e hoje reside em Campinas - SP.

Fonte: facebook

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Lamento informar a morte do cangaceiro Vinte e Cinco.

João de Sousa Lima e o cangaceiro Vinte e Cinco

O pesquisador do cangaço Adauto Silva em sua página no facebook, informa que José Alves de Matos, o cangaceiro Vinte e Cinco faleceu.

Corisco e o cangaceiro Vinte e Cinco

Estamos aguardando mais inromações para que possamos esclarecer a causa da morte do ex-cangaceiro, principalmente informações do escritor João de Sousa Lima, ou através dos blogs: 

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José Alves de Matos residia em Alagoas, e era o último cangaceiro do bando de Lampião. 

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Paulo Afonso revela joia encravada nos caminhos de Lampião

Cachoeira de Paulo Afonso também é um dos pontos visitados na região

Da redação

Um pequeno e belo conjunto de construções populares, em meio à paisagem rústica do semiárido baiano, descortina-se com a visita ao Riacho, povoado distante 25 quilômetros de Paulo Afonso, situado à beira da Rodovia BR-110. Ali se encontram as ruínas da casa de dona Generosa, coiteira de Lampião, famosa por promover bailes perfumados que atraíam os cangaceiros pelo sertão.

O conjunto engloba ainda uma capela com um cruzeiro em frente ao cemitério contíguo. Logo adiante, mais três casas deterioradas, tudo emoldurado pela imponente Serra do Umbuzeiro, o ponto mais alto do município, com mais de 500 metros acima do nível do mar. Um prato cheio para pesquisadores do cangaço.

Diz a lenda que o perfume usado por Lampião era tão forte que todos se escondiam quando percebiam sua presença pelo cheiro vindo lá da serra. E dona Generosa então preparava o baile para o rei do cangaço e seu bando, que andaram também pelo Raso da Catarina, reserva ecológica e indígena que serviu de abrigo para os cangaceiros  e também integra o roteiro do cangaço em Paulo Afonso. 

Cenário

Generosa Gomes de Sá, que morreu na década de 1950, aos 114 anos de idade, "contratava as mulheres  e os músicos e fazia os bailes. O que a gente chama de forró, eles chamavam de baile. Mas tudo era feito no maior respeito", informa o historiador e escritor João de Sousa Lima.

Ele destaca os símbolos esculpidos pela coiteira na capela,  que são as mesmas estrelas que aparecem nos chapéus dos cangaceiros. "Tanto as orações quanto esses símbolos eram para pedir proteção divina", diz.

Autor de nove livros, o historiador conta que as casas e a capela foram construídas por dona Generosa em 1900, que contratou pedreiros de Pernambuco para fazer o adobe, pois na região se erguiam imóveis apenas de taipa. Tudo aquilo, acrescenta, "forma um dos mais espetaculares conjuntos arquitetônicos". Um cenário cada vez mais determinante em meio à rota que define, pelos nove estados da Região Nordeste, os caminhos percorridos por Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, morto na Grota do Angico, em Canindé de São Francisco (SE), em julho de 1938.

As construções de alvenaria erguidas em um sertão remoto chamam a atenção em meio à vegetação típica.

Restam poucas paredes em pé, sobretudo da casa onde aconteciam os bailes perfumados, que sobressaem pela espessura e formato, em contraposição à taipa usada normalmente naquela época e lugar. Dona Generosa não teve filhos, mas construiu as outras três casas para os adotivos, conta João de Sousa Lima.

A 13 quilômetros do Riacho, no povoado de Malhada da Caiçara, encontra-se a casa em que Maria Bonita morou antes de fugir com o bando de Lampião. Transformada em museu, ali podem ser contemplados objetos, referências e reproduções de fotos do cangaço.

Perto, ergue-se a Serra do Umbuzeiro, de onde se avistam Delmiro Gouveia e toda a cidade de Paulo Afonso. Entre os atrativos, também, o Raso da Catarina, maior reserva de caatinga do mundo, distante cerca de 48 quilômetros do centro de Paulo Afonso.

São destinos que precisam ser melhor explorados, segundo o presidente do Sindicato de Turismo da Bahia (Sindetur), Luiz Augusto Leão Costa.

http://atarde.uol.com.br/turismo/noticias/paulo-afonso-revela-joia-encravada-nos-caminhos-de-lampiao-1581993

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O BANDO DE LAMPIÃO INVENTOU A DANÇA DO XAXADO



O xaxado é uma cantiga de trabalho dos tempos coloniais dos agricultores do nordeste do Brasil. Cuidando dos roçados, eles xaxavam a plantinha nova. Xaxar, também chamado "afofar" é aconchegar a terra com o pé para junto do caule fincado no chão para fortalecer o broto. Os cangaceiros eram agricultores e vaqueiros, lembraram-se dos rituais usados na manufatura no tempo das colheitas nos seus lugares de antiga morada. Para se divertirem quando não estavam em luta, eles dançavam homem com homem. O xaxado foi a dança que os libertou da dança entre um e o outro. A dança consiste em uma fila que circula um atrás do outro, ao rodar vão atirando a perna direita para frente, no ato de xaxar o chão. A graça da dança xaxado é o arrastado da alpercata no chão que faz o som sincronizado e alegre. Atualmente é apresentado com o gingado, mas originalmente era pé adiante e saracoteado como quem segurando uma espingarda ou fuzil estar a se esconder na moita.

Dançavam em fila indiana, o da frente, sempre o chefe do grupo ou o poeta, puxava os versos cantados e o restante do bando respondia em coro, com letras de insulto aos inimigos, lamentando mortes de companheiros ou enaltecendo suas aventuras e façanhas.

Saiba Mais: 


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sábado, 14 de junho de 2014

Antonio Conselheiro (Quixeramobim, CE. - Canudos, BA.)


A religiosidade praticada em torno de Antonio Conselheiro cuja figura é conhecida no desenho de Acquarone publicado na revista Dom Casmurro (1946), representava o uso da crença como “contestação” política e social sobre o palco da peça do teatro do agreste em que um bom título seria: “mais fácil abrir as portas do céu do que as portas da terra para os esquecidos”.

Antonio Vicente Mendes Maciel ou “Antonio Conselheiro”,* nasceu em Quixeramobim, sertão do Ceará,  em 13 de março de 1830 e morreu de causas ignoradas em 22 de setembro de 1897, quando foi arrazado o arraial de Canudos pelas tropas do Exército, no governo de Prudente de Morais. Aos 44 anos, abandonado por sua mulher, tornou-se pregador. Peregrinou pelo Nordeste acompanhado de muitos adeptos. E sua figura despertou inquietação entre representantes da Igreja católica, que solicitaram ações por parte das autoridades contra o beato. Foi preso diversas vezes, acusado de perturbar a ordem pública e encorajar a desobediência às institiçoes civis e religiosas. Mas, sua fama se espalhava pelo Nordeste, era tido como um profeta, um homem de Deus, apesar de os conselheiristas não se considerarem eleitos à espera da salvação, mas, sim, como manifestantes de uma entrega total a Deus e buscando os recursos para a manutenção da vida e melhores condições para o povo do sertão abandonado e oprimido pelo latifúndio, pelo Estado e por uma Igreja distante e ausente.


Antonio Conselheiro e seus adeptos queimaram publicamente numa localidade baiana, os editais do governo. Foram então, mandados ao local 35 soldados da polícia para prendê-los, mas, os soldados foram derrotados pelos beatos. Alguns anos depois, Antonio Conselheiro decidiu deixar a vida de peregrinação e fundar uma comunidade que chegou a ser composta de 25 mil pessoas habitantes de 5 mil casas. Ergueu um arraial em um latifúndio (grande extensão de terras), abandonado no sertão da Bahia. Perto de lá havia um rio temporário chamado “Vaza-Barris”, (porque a lata furava batendo nas pedras do raso rio) onde moravam em humildes choças de palha, umas poucas famílias. A região era árida, o solo pedregoso e nas secas prolongadas o rio secava e a água só era obtida cavando profundamente o barro do leito ressecado do rio.  Mas, Antonio Conselheiro chamou o lugar de Belo Monte. No entanto, devido a abundância de uma vegetação chamada “canudo-de-pito”, o lugar ficou conhecido como Canudos. O maior perigo de Canudos às autoridades, residia no exemplo da comunidade religiosa que não se isolava, mas, sim, mantinha contatos com as outras vilas e arraiais, propagando assim, uma forma organizativa que colidia de frente com o Estado dos senhores de terras.

"O SERTÃO VAI VIRAR MAR E O MAR VAI VIRAR SERTÃO"

Uma profecia de Antonio Conselheiro diz que "O Sertão Vai Virar Mar e o Mar Vai Virar Sertão", hoje, passados mais de 100 anos da existência de Canudos (1896 a 05 e 06 de outubro de 1897), o arraial de Canudos está submerso nas águas do açude de Cocorobó. Outra região do sertão baiano também 'virou mar': No vale do rio São Francisco foi construída a imensa barragem de Sobradinho e deixou submersas várias cidades.

"Um problema comercial acerca de uma compra de madeira na cidade de Juazeiro deu motivo para que uma tropa de soldados da polícia baiana investisse contra os seguidores de Conselheiro em novembro de 1896.

A derrota dos policiais deu início a um conflito que ficou conhecido como Guerra de Canudos, que assumiu enormes proporções. Mobilizaram-se tropas do exército em três ou quatro expedições militares que, enfrentando enorme resistência da população de Canudos, promoveram um massacre no arraial. O confronto estendeu-se até 5 de outubro de 1897, quando o exército tomou definitivamente o arraial com 5 mil soldados. Segundo relatos do livro "OS Sertões" de Euclides da Cunha, no penúltimo capítulo ("Canudos Não Se Rendeu"), os últimos a se renderem foram 4 sertanejos: "1 velho; 2 homens feitos e 1 criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados". 

Antônio Conselheiro já havia morrido, não se sabe exatamente como". Seu corpo foi levado para exames antropométricos do crânio pelo Dr. Nina Rodrigues e ficou para estudos médicos por 8 anos. Em 03 de março de 1905 um incêndio na Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesús, em Salvador, Bahia, destruiu a cabeça de Antonio Conselheiro que ali estava desde outubro de 1897, final definitivo de Canudos.

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Padre Cícero Romão Batista (Crato, 1844 - Juazeiro do Norte, 1934)


A religiosidade praticada em torno do padre Cícero representava “aceitação” das regras políticas e sociais da República

Cícero Romão Batista* é cearense, o líder religioso do povo sertanejo oprimido pelo latifúndio, pelo Estado e por uma Igreja distante e ausente. Nasceu no Crato, em 1844 e faleceu em Juazeiro do Norte em 1934, aos 90 anos de idade. O “padroeiro do Nordeste”, pessoa influente na região, foi o  fundador de Juazeiro do Norte, em 1872. Além de orações e bençãos, “padim” aconselhava seus “afilhados” sobre atividades econômicas, doenças, questões familiares, desavenças, e sugeria nomes de candidatos para as eleições.  Participante ativo da política, envolveu-se nas disputas que envolviam mortes entre as oligarquias das famílias dos “coronéis” do sertão nordestino. Ligado aos “coronéis”, aos jagunços e aos cangaceiros.   Foi prefeito, deputado federal, e vice-governador. “Padim”, é lider, mediador, curador, aconselhador, padrinho e santo.

Ainda jovem, aos 28 anos, foi suspenso pelo Vaticano do cargo de vigário de Juazeiro, mas, construiu uma igreja em torno da qual se formou uma comunidade. Sua liderança foi ainda mais misturada ao intenso misticismo e fanatismo do seu povo, que padecia fome e sede no sertão do Ceará. No início do Século XX surgem bandos com o intuito de vingar injustiças e mortes de suas famílias. Para combater esse novo fenômeno social, o Poder Público cria as "volantes". Nestas forças policiais, os seus integrantes se disfarçavam de cangaceiros, tentando descobrir os seus esconderijos. Logo, ficava bem difícil saber ao certo quem era quem. Do ponto de vista dos cangaceiros, eles eram, simplesmente, os "macacos". E tais "macacos" atuavam com mais ferocidade do que os próprios cangaceiros, criando um clima de grande violência em todo o sertão nordestino. Nesse contexto, surge a figura do Padre Cícero Romão Batista, apelidado pelos fanáticos até hoje, de “Santo de Juazeiro”, que nele vêem o poder de realizar milagres. Endeusado nas zonas rurais nordestinas, o Padre Cícero conciliava interesses antagônicos e amortecia os conflitos entre as classes sociais. Em meio a crendices e superstições, os milagres (muitas vezes, resumidos a simples conselhos de higiene ou procedimentos diante da subnutrição) atraem grandes romarias para Juazeiro, ainda mais porque os seus conselhos erão gratuitos. O Santo de Juazeiro, contudo, a despeito de ser um bom conciliador e uma figura querida entre os cangaceiros, utilizava a sua influência religiosa para agir em favor dos "coronéis", desculpando-os pelas violências e injustiças cometidas. Teve como ferrenho inimigo o bispo Dom Joaquim, que o delatou a Roma, o que veio a causar o impedimento de padre Cícero ministrar os sacramentos, realizar missas, batizados e casamentos, e, até hoje ainda não estar reabilitado perante o clero romano. Padre Cícero encontrava soluções para tudo: Segundo referem alguns velhos que ouviram de seus ascendentes, a festa de Nossa Senhora das Candeias em Juazeiro se deve ao fato de um seu afilhado ir queixar-se de estar passando fome porque não estava vendendo nada na sua sucata, então o padre Cícero mandou que ele começasse a fabricar lamparinas de latas, o homem obedeceu e no domingo, na hora da missa o padim anunciou que doravante haveria uma procissão de Nossa Senhora das Luzes e que todos levassem não velas, mas lamparinas, então, todos passaram a se apegar a Nossa Senhora das Candeias. O sucateiro não dava vencimento e trabalhava: Abria as latas durante a noite e pela manhãzinha ia soldar, fato que lhe trouxe algumas reclamações “de incomodar o sono dos vizinhos”, mas que também foi resolvido pelo padim. Mas não foi só isso. Com o aviso da procissão toda a cidade (que andava meio parada), se mobilizou: chegavam e partiam caminhões para abastecer com o querosene e os caminhoneiros levavam a notícia, chegavam os caminhões pau-de-arara com romeiros, abriram-se mercadinhos, restaurantes, hospedarias, o povo apanhava latinhas nas ruas, as sucatas compravam e vendiam, os artesãos fabricavam terços, as gráficas catecismos e santinhos, os mascates se misturavam às multidões de romeiros de todos os lugares... A um ato do padim Ciço Juazeiro prosperava... Hoje a cidade de Juazeiro do Norte, do Ceará, é local de peregrinação e túmulo do padre Cícero. É centro comercial, centro de artesanato e centro turístico, para lá afluem durante todo o ano peregrinos para pagarem promessa de curas e milagres do "padim", visitarem a sua casa onde tem estátuas dele e seu cotidiano, comprarem fitas bentas e santinhos, assistirem missas, principalmente a missa do chapéu em que a multidão agita chapéus de palha de carnaúba, (contam que o corpo de padre Cícero foi exposto por um momento, aos fiéis na janela de sua casa, e, um de seus afilhados - como eram todos - rapidamente subiu atá a janela, tirou o chapéu e tapou o sol do rosto do "padim" impedindo que o sol lhe incomodasse) e subirem até o monte do horto onde está a sua 

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Casa histórica. Aí, aconteceu um fato que foi decisivo para a derrocada do cangaceirismo.


Casa histórica. Aí aconteceu um fato que foi decisivo para a derrocada do cangaceirismo. Que lugar é este e sua relação como o cangaço?


O pesquisador Rivanildo Alexandrino opinou: 

- Seria a casa de Pedro de Candida?


José Mendes Pereira disse:

- Grande Rivanildo Alexandrino: É verdade. É a casa do coiteiro Pedro. Apenas houve um trocadinho no seu apelido, que não é Pedro de Cândida, e sim Pedro de Cândido, faz referência ao seu pai, que era Cândido. Algumas pessoas ainda escrevem o nome do coiteiro Pedro de Cândida, inclusive eu. Só deixei de usar quando fui informado pelo escritor e pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa que não é Pedro de Cândida, e sim Pedro de Cândido.


Fui informado através de e-mail, que segundo Alcino conheceu muito a mãe do Pedro, e ela se chamava Guilhermina. Estas foram as palavras que me enviou o Alcino Alves Costa: 

"- Amigo Mendes, afirmo-lhe com toda certeza que a mãe do coiteiro Pedro, irmão de Durval Rosa, não se chamava Cândida, e sim Guilhermina. Conheci muito esta senhora...".

  
O pesquisador Ernani Neto disse:

- Casa da Fazenda Angico, onde morava a mãe de Pedro de Cândido e Durval Rosa.


O pesquisador Sálvio Siqueira disse:

- Errando no meu comentário, com certeza, o amigo Jairo Luiz Oliveira acertou, com o seu, no 'miolo' da questão. (...) "Casa da mãe de Pedro de Cândido, coiteiro que indicou que o grupo de Lampião estava próximo à margem do Rio São Francisco (SE), em 1938 (...)". Fonte portal do Cangaço.


Já o pesquisador Voltaseca Volta disse:

-  O Dr. Jairo arrebentou, juntamente com o senhor Ernani Neto! De fato, essa era a casa de dona. Guilhermina Rodrigues Rosa, mãe de Pedro e de Durval. E foi nessa casa sob tortura que Pedro chamou o irmão Durval e levaram a volante do tenente João Bezerra até o coito de Lampião, dizimando ao raiar do dia 28 de Julho de 1938, o rei do cangaço e mais 10 (incluindo Maria Bonita). É uma pena, que, hoje, essa casa não exista mais, nem os escombros... Abraço Volta Seca.


O escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti disse:

- Em companhia de Francisco, descendente da família, cheguei a ver os escombros dessa casa. Foto raríssima.


O pesquisador Jairo Luiz Oliveira disse:

- Casa de Pedro Rodrigues Rosa filho Cândido e Guilhermina Rodrigues Rosa, portanto seu apelido era Pedro de Cândido fazendo referência ao pai dele.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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E assim se passaram 87 anos da tentativa de assalto à Mossoró por Lampião


Exatamente nesse horário 17:30 do dia 13 de Junho de 1927 acontecia em Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, o confronto do bando de LAMPIÃO com sua população, digo seus defensores... E assim se passaram 87 anos...

Fonte: facebook

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Foto das cangaceiras Áurea de Mané Moreno e Rosinha de Mariano


Raríssima fotografia na fazenda Barra do Ipanema, 1936. Áurea, esposa de Manoel Moreno e Rosinha, grávida de Mariano. O retratista foi o dono da fazenda, Julio de Freitas Machado.

Fonte: facebook

Nota do:
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"Segundo o escritor Alcino Alves Costa em seu livro "Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico" a cangaceira Rosinha, filha do vaqueiro Lé Soares e irmã da cangaceira Adelaide, foi assassinada porque não obedeceu o que  Lampião lhe dissera, que a liberava para fazer visitas aos seus familiares, mas não se demorasse. Rosinha achando que Lampião esqueceria do que lhe dissera, não retornou ao coito no prazo estipulado pelo rei.

Temendo que ela poderia ser presa por alguma volante, e com certeza denunciaria a localização do seu coito, Lampião ordenou que alguns cangaceiros fossem à procura da Rosinha, e lá mesmo a matassem. E assim foi feito o assassino da ex-companheira do cangaceiro Mariano, que nesse período já havia sido abatido pela força policial do tenente Zé Rufino.

Grande pesquisador Antonio de Oliveira:

Mais uma foto que eu não a conhecia. 
Eu já conhecia a Rosinha do cangaceiro Mariano, mas isoladamente. 
Em companhia da Áurea do cangaceiro Mané Moreno eu ainda não tinha visto".

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