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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

ASCRIM/PRESIDENCIA –“RETROSPECTIVA PROVIDÊNCIAS REF ”37 RESOLUÇÃO ASCRIM Nº 007/2020. - OFÍCIO. Nº 058/2021.

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ASCRIM/PRESIDENCIA –“RETROSPECTIVA PROVIDÊNCIAS REF ”37 RESOLUÇÃO ASCRIM Nº 007/2020. - OFÍCIO. Nº 058/2021. 

  

MOSSORÓ-RN, 25 de NOVEMBRO de 2021.  

 

Excelentíssimo Vereador DR. LAWRENCE AMORIM,  

M.D PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MOSSORÓ  

RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(a).’ 

 

 “REF ”37 RESOLUÇÃO ASCRIM Nº 007/2020”.- RETROSPECTIVA TODAS AS INFORMAÇÕES(ORDEM CRONOLÓGICA) IMPORTANTES, RECENTES, SOBRE A INSTITUIÇÃO DO TÍTULO HONORÍFICO DE ALTÍSSIMA HONRA ““ASCRIM/ACADEM/CMM/TCM-10 LEGADO DE HERÓI IMORTALIZADO NO COMBATE AO COVID-19” 

            

 1.  AGRADECENDO TODAS AS ATENÇÕES, CONFORME ASSUNTO PERTINENTE, CONVERSADO RECENTEMENTE EM AUDIÊNCIA COM V. EXCELÊNCIA, SEGUE RESUMO(ANEXO) DE TODAS AS PROVIDÊNCIAS ENCETADAS, PELA ASCRIM, PARA A CONTINUIDADE DOS EVENTOS DE OUTORGA DAS COMENDAS AOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE/RN, ENVOLVIDOS NO COMBATE AO OBTUSO COVID19, SUGERINDO - S.M.J. - V. MEDIDAS, EM PRINCÍPIO, ALÉM DE OUTRAS DE V. SAPIENTE ALÇADA NESSA PRESIDÊNCIA, PARA CONSECUÇÃO DOS OBJETIVOS.:  

REF. “REF ”37 RESOLUÇÃO ASCRIM Nº 007/2020”, alínea “a” do inciso II - INSTITUIR O TÍTULO HONORÍFICO DE ALTÍSSIMA HONRA ““ASCRIM/ACADEM/CMM/TCM-10 LEGADO DE HERÓI IMORTALIZADO NO COMBATE AO COVID-19 EM (escrever na comenda país/cidade/u.f./data /ano), COM ATRIBUIÇÃO DE COMENDA””, para outorga aos profissionais indicados pela COMISSÃO ASCRIM  HERÓIS IMORTALIZADOS NO COMBATE AO COVID-19-CAHIC19(supedâneo da alínea “d” do inciso II desta) notoriamente destacados, na área locativa em que atua(ram), no COMBATE ao covid-19, preenchidos os requisitos da presente “37 RESOLUÇÃO ASCRIM Nº 007/2020”, DE 31.03.2021 (supedâneo nos ensaios de tese nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 6, e 7 do Inciso I desta . 

 

2. PUBLICAÇÃO DE LEI QUE TRATA DA MATÉRIA, CORROBORANDO A MANIFESTAÇÃO DO INTERESSE DESSA PRESIDÊNCIA/CMM PARTICIPAR DO P.A.S., (supedâneo na alínea “b” do inciso II DA ”37 RESOLUÇÃO ASCRIM Nº 007/2020”.  

REF. “REF ”37 RESOLUÇÃO ASCRIM Nº 007/2020”, ordinal 1º, alínea “a” do inciso II -A CMM, através do Excelentíssimo Vereador DR. LAWRENCE AMORIM, M.D PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MOSSORÓ, -indicado pelo ex-então Excelentíssimo Vereador FLÁVIO TÁCITO DA SILVA VIEIRA - manifestará apoio à PARCERIA ASCRIM SOLIDÁRIA(consoante caput da alínea “b” do inciso II desta), encaminhando por meio de ofício, à ASCRIM, após aprovação na CMM, Projeto de Lei Simples com base nesta Resolução que dela fará parte, amparado nos lídimos regulamentos protocolares da CÂMARA, observado que: 

1. O EVENTO: SESSÃO SOLENE DE OUTORGA DAS COMENDAS AOS “HERÓIS IMORTALIZADOS” NO COMBATE AO COVID-19, acontecerá na Câmara dos Vereadores de Mossoró-CMM, com anuência dessa, que será representado pelo Exmo. SR PRESIDENTE DR. LAWRENCE AMORIM.  

2. Todo o aparato da SESSÃO SOLENE DE OUTORGA DAS COMENDAS AOS “HERÓIS IMORTALIZADOS NO COMBATE AO COVID-19 será administrado pelo Cerimonial da CMM, no rigor do seu estilo, que se responsabilizará, inclusive pela confecção dos Convites e Comendas.  

2.1. O Cerimonial da CMM, enviará tempestivamente aos Coparticipantes da “PARCERIA ASCRIM SOLIDÁRIA”, Homenageados e Familiares, Convite informando os requisitos para comparecerem à SESSÃO SOLENE DE OUTORGA DAS COMENDAS AOS “HERÓIS IMORTALIZADOS NO COMBATE AO COVID-19, - no formato remoto, enquanto perdurar a pandemia covídica e, alternativamente na forma presencial, obedecidas as medidas protetivas sanitárias e de bio-segurança, decretadas pela OMS, Brasil, Estado e Município onde se realiza o evento, o que for mais viável, preconizado nesta Resolução.  

3. SEGUE, PARA SUBSIDIAR A REDAÇÃO DA LEI(supedâneo in fine da alínea “b” do inciso II da ”37 RESOLUÇÃO ASCRIM Nº 007/2020”),  QUE SERÁ INSTITUÍDA PELA CMM, PASSOS SEGUINTES: 

REF. “REF ”37 RESOLUÇÃO ASCRIM Nº 007/2020”, ordinal 1º, alínea “c” e seguintes do inciso II: 

c) CONCEDER, obedecida as disposições desta RESOLUÇÃO:  

1º. Ao profissional indicado, (consoante alínea “a” do inciso II desta), em SESSÃO SOLENE DE OUTORGA DAS COMENDAS (consoante caput do item 1, ordinal 1º, alínea “b”, do inciso II desta), a entrega do TÍTULO HONORÍFICO DE ALTÍSSIMA HONRA ““ASCRIM/ACADEM/CMM/TCM-10 LEGADO DE HERÓI IMORTALIZADO NO COMBATE AO COVID-19 em (escrever na comenda país/cidade/u.f./data/ano), COM ATRIBUIÇÃO DE COMENDA””por seu elevado destaque de inestimável valor, combinado com seus atributos pessoais de honra ao juramento profissional, coroando sua trajetória humanística, na luta histórica contra o COVID-19, observado que:  

1. Caso o profissional indicado(consoante ordinal 1º da alínea “c”, do inciso II, desta), esteja ausente ou tenha ido a óbito, O TÍTULO HONORÍFICO DE ALTÍSSIMA HONRA, ““ASCRIM/ACADEM/CMM/TCM-10 LEGADO DE HERÓI IMORTALIZADO NO COMBATE AO COVID-19 EM (escrever na comenda país/cidade/u.f./data /ano)  será entregue ao  parente vivo mais próximo, ou a representante legal da Instituição a qual pertence(ia) o homenageado, que será outorgado com o JUS DO MÉRITO DESIGNADO de “GUARDIÃO DO ““ASCRIM/ACADEM/CMM/ TCM -10 LEGADO DE HERÓI IMORTALIZADO NO COMBATE AO COVID-19 EM(escrever na comenda país/cidade/u.f./data /ano - acrescido do nome do outorgado).  

2. O TÍTULO HONORÍFICO DE ALTÍSSIMA HONRA ““ASCRIM/ACADEM/CMM/TCM-10 LEGADO DE HERÓI IMORTALIZADO NO COMBATE AO COVID-19 EM(escrever na comenda país/cidade/u.f./data /ano), COM ATRIBUIÇÃO DE COMENDA,”” POR OPÇÃO PESSOAL, será entregue AO PRÓPRIO HOMENAGEADO, se estiver VIVO.  

3. A ASCRIM, A CMM, e a TCM-10 far-se-ão representar por mandatário legal,  em local e hora previamente comunicado pelo cerimonial da  CMM,  para assinatura e outorga do TÍTULO HONORIFICO ““ASCRIM/ACADEM/CMM/TCM-10 LEGADO DE HERÓI IMORTALIZADO NO COMBATE AO COVID-19 EM (escrever na comenda país/cidade/u.f./data /ano), COM ATRIBUIÇÃO DE COMENDA””. 

4.  Os familiares do homenageado, juntamente com o Presidente da Instituição a qual se vinculava o agraciado, deverão apresentar biografia simples com histórico da atividade profissional deste, contemplando os feitos concernentes ao jus do TÍTULO HONORÍFICO DE ALTÍSSIMA HONRA ““ASCRIM/CMM/TCM-10 LEGADO DE HERÓI IMORTALIZADO NO COMBATE AO COVID-19 EM (escrever na comenda país/cidade/u.f./data /ano)COM ATRIBUIÇÃO DE COMENDA””encaminhando à COMISSÃO ASCRIM  HERÓIS IMORTALIZADOS NO COMBATE AO COVID-19-CAHIC19corroborando preencher os requisitos desta resolução. (consoante caput da alínea “d” do inciso II desta).  

 

4. PORTANTO, AGUARDAMOS RESPOSTA DOS EXCELENTÍSSIMOS PRESIDENTES E ILUSTRÍSSIMOS SENHORES DELEGADOS DOS CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO RN-CREMERN– DELEGACIA EM MOSSORÓ-RN., M.D. DR. MANOEL DE FREITAS NOBRE, BEM COMO DO EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM-COREN/RN, M.D. DR. MANOEL EGIDIO, PARA ENSEJARMOS ENCAMINHAMENTO, À V. EXCELÊNCIA, DOS PRIMEIROS NOMES DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE(IN MEMORIAM), VISANDO A ENTREGA DAS COMENDAS ““ASCRIM/CMM/TCM-10 LEGADO DE HERÓI IMORTALIZADO NO COMBATE AO COVID-19. (V.CÓPIA(ANEXA) DOS EXPEDIENTES OFÍCIO Nº 055/2021, DE 12 de Novembro de 2021 E OFÍCIO Nº 052/2021, 08 de Novembro de 2021). 

  

5. NA CERTEZA DO ACOLHIMENTO, AGRADECEMOS ANTECIPADAMENTE, COLOCANDO-NOS A DISPOSIÇÃO PARA QUAISQUER OUTROS ESCLARECIMENTOS. 

  

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS, 

 

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO 

-PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASCRIM ACADEM- 

 

MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO 

-PRESIDENTA EXECUTIVA INTERINA DA ASCRIM-  

 

OBS.: CELULAR PARA CONTATO 84-99150-8664 

 

P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS: 

    

P.S.: PARA CONHECIMENTO AOS PARTICIPANTES DA PAS E AO CORPO SOCIAL DA ASCRIM E ACADEM 

  

 

-c/cópia para o EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA RN-CREMER,– DELEGACIAS EM NATAL-RN, MOSSORÓ-RN E ASSU(RN).   

-c/cópia para o ILUSTRÍSSIMO SENHOR DELEGADO DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO RN-CREMER, DR.MANOEL DE FREITAS NOBRE  – DELEGACIA MOSSORÓ-RN. 

-c/cópia para o EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM-COREN/RN, M.D. DR. MANOEL EGIDIO, 

-c/cópia para o Excelentíssimo VICE-PRESIDENTE DR RUI. Integrante do CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM-COREN/RN – DELEGACIAS EM NATAL-RN, MOSSORÓ-RN E ASSU(RN).  

-c/cópia para o EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM-COREN/RN, DR. MANOEL EGÍDIO – DELEGACIAS EM NATAL-RN, MOSSORÓ-RN E ASSU(RN).   

-c/cópia para o Excelentíssimo VICE-PRESIDENTE DR RUI. Integrante do CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM-COREN/RN – DELEGACIAS EM NATAL-RN, MOSSORÓ-RN E ASSU(RN).   

-c/cópia para a Excelentíssima DRA. ZILENE CONCEIÇAO CABRAL FREIRE DE MEDEIROS, M.D. Diretora Presidente da TCM-10. INT. DA PARCERIA ASCRIM SOLIDÁRIA-PAS.  

-c/cópia para o Excelentíssimo Vereador DR. LAWRENCE AMORIM, M.D PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MOSSORÓ. INT. DA PARCERIA ASCRIM SOLIDÁRIA-PAS.  

-c/cópia para os Excelentíssimos PRESIDENTES DESIGNADOS DA ASCRIM, DR. WILSON BEZERRA DE MOURA e DR. ELDER HERONILDES DA SILVA-CONSELHEIROS.   

-c/cópia para o Excelentíssimo Ex-Vereador FLÁVIO TÁCIO DA SILVA VIEIRA.  ENTUSIASTA DA INSTITUIÇÃO DO TÍTULO HONORÍFICO RESOLUÇÃO 07/2020 

-c/cópia para a Ilustríssima Sra MARIA LUZIA PAIVA BESSA VALE -ENFERMEIRA - COREN RN º 48696 – MEMBRO DA CAHIC19.  

-c/cópia para a Ilustríssima Sra TANIA JANAINA DA SILVA MELO FARIAS – ENFERMEIRA -COREN RNº 658425 MEMBRO DA CAHIC19.  

-c/cópia para o Ilustríssimo Dr. JERÔNIMO DIX-SEPT ROSADO MAIA SOBRINHO - CRM 1527 RN (ACADÊMICO DA ASCRIM)MEMBRO DA CAHIC19.  

-c/cópia para os insignes ACADÊMICOS DA ASCRIM:  

-DR.BENEDITO VASCONCELOS MENDES. MEMBRO DA CAHIC19.  

-REV. PE.MANOEL VIEIRA GUIMARÃES NETO. MEMBRO DA CAHIC19.  

-DRA.MARIA DO SOCORRO CAVALCANTI. MEMBRO DA CAHIC19.  

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P.S2.: ESTA É UMA CÓPIA ORIGINAL, ENCAMINHADA EM CARÁTER PESSOAL DIRETO PARA O(A)S:  

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES. 

REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS. 

MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES. 

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS. 

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES. 

ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA. 

ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES. 

ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM. 

POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.  


Enviado pela ASCRIM.


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10 DE AGOSTO DE 1927, NO “DIARIO DA BAHIA”

 Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

10 de agosto de 1927, no “Diario da Bahia”:
A HORDA SINISTRA
A organização do bando de Lampeão
O ataque a Mossoró
.
Sabendo recentemente chegado do nordeste brasileiro, zona infestada pelos bandoleiros do famigerado Lampeão, o academico Raul Fernandes, filho do prefeito da cidade de Mossoró, fomos á sua residência, á Rua do Tijolo 21, no sentido de obtermos esclarecimentos sobre o recente assalto áquella próspera cidade pelos bandidos da trinca sinistra Lampeão – Sabino – Massilon, ora colligados para a consecução funesta do devastamento e inquietação do nordeste brasileiro.

Apresentados pelo seu collega Aurelino Navarro, recebeu–nos o academico Raul Fernandes, amavelmente, e para logo se dispos a nos prestar todos os esclarecimentos precisos, offertando–nos tambem farta documentação photographica do que foi o assalto a Mossoró.

– Que pode nos dizer do assalto a Mossoró e da organização do bando de Virgulino?

– Desde que esta hora de vandalos vagueia pelos sertões nordestinos, disse o nosso entrevistado, é esta uma das coisas que mais desperta o interesse publico: saber da organização do bando, de como vivem e qual o seu ideal.

Durante a minha recente viajem de Natal para este porto, faziam–me a bordo, repetidamente estas perguntas.

Acho–me felizmente apparelhado para respondel–as, uma vez que conversei largamente com um dos bandoleiros, Jararáca, mortalmente ferido no ataqu a Mossoró.

A organização do bando é a mesma das sociedades primitivas. O chefe, capitão Virgulino, occupa este lugar porque (declaração de Jararáca), é o mais velho do grupo, o que tem mais dinheiro, o que melhor atira e o que “tem melhor tino no combate”.

– Quaes os auxiliares de Lampeão?

– O seu lugar tenente é o Sabino Leite, seguido por Massilon, ambos 1°s Tenentes no bando. A seguir vêm Jararáca, (hoje morto), Colchete, (tambem morto), Az de ouro, Chá preto, Candieiro, Pinga–fôgo etc. Alguns destes appellidos de guerra partem de superstições como o de “Rio preto”, nome de um celebre negro da Parahyba, malfeitor consummado e que todos acreditam piamente, “bala não lhe entrar no couro”.

– Que nos diz do physico destes homens e do seu gráo de ferocidade?

– Todos são homens validos, apresentando os caracteres de audacia e menosprezo pela vida, que a penna fulgurante de Euclydes da Cunha tão bem plasmou na sua “Troya sertaneja” immortal.

Verdadeiramente selvagens, na sua marcha pelos sertões postam–se como acabados cannibaes na desvastação pavorosa de tudo que lhes entrave o passo.

– Qual a impressão que faz do bando o povo dos sertões?

– No nordeste a palavra Lampeão causa panico é pronunciada entre demonstrações de odio e pavor. Durante os assaltos praticam os bandidos toda sorte de atrocidades. Matam, roubam, saqueiam, devastam: não respeitam as donzellas e até creanças têm sido sacrificadas.

Os soldados que lhes cáem nas mãos são sangrados impiedosamente.

– Como procedem para “requisições” de dinheiro?

Só aos chefes assiste o direito fazer taes requisições, e uma particularidade interessante dos combates é a seguinte.

Toda vez que tomba morto um dos bandidos é destacado um companheiro para tirar–lhe as armas. Foi assim que foi ferido Jararáca, quando vier, descoberto, ousadamente tirar as armas do seu camarada Colchete, morto durante o assalto.

– E a disciplina é solida entre os bandidos?

A não ser nos momentos do perigo não obedecem aos seus chefes, fazendo cada qual por si nas occasiões de saque e de pilhagem, quando praticam, como afiancei ha pouco, toda sorte de atrocidades.

Ao que nos consta, os bandidos usam um fusil mauser modelo 1908, arma privativa do exercito!

– Perfeitamente; usam deste typo de fusil, punhal longo, bornaes, e cartucheiras com capacidade para 100 balas. A roupa em geral é kaki; chapeu vistoso e alpercatas. São muito vaidosos dos seus trajes e quasi que o luxo das vestes é uma caracteristica da posição elevada que cada bandido occupa no grupo.

Jararáca quando foi preso trazia ricas alpercatas e meias de seda. Contou que fôra reservista do exercito e telegraphista por muitos annos.

– Sabe se os bandidos têm signaes que os orientem nos combates?

Sim, têm um corneteiro e usam uma especie de codigo, combinação de tiros repetidos ou espaçados que lhes indicam posição, proximidade do inimigo, etc. Quando em desncanço costumam contar suas façanhas e tambem dançar e canta o ccôco “Mulher rendeira”, ao som de um realejo cujo côro é o seguinte:

“Ê mulhé rendeira

Ê mulhé rendá,

A volta de Lampeão

Crua é p’ra se daná...”

– A propósito, é verdade que padre Cicero protege Lampeão?

– É sabido e notorio isso e Jararáca, em seu depoimento, disse que quando o grupo opera no Ceará, abriga–se nas fazendas dos coroneis Souto e Ferraz e quando está no Pagehú seu refugio é a caatinga.

– Mas afinal qual o objectivo de Lampeão, qual o seu “ideal”?

– Narrou Jararáca que Lampeão declarava sempre que o dinheiro que adquiria era para comprar os officiaes das policias que o eprseguem e tambem pretende fazer a sua independencia, indo residir em Goyas. Alguns dos bandidos adheriram ao grupo por satisfazerem vinganças, outros por decidida propensão para o crime.

– E agora, quanto ao ataque a Mossoró?

– Minha cidade natal soffreu dias terriveis de angustiosa inquietação desde que recebeu o prefeito as cartas ameaçadoras do bandido exigindo 400 contos e avisando do proximo assalto. A cidade preparou–se como poude para a defesa, armando–se a população civil, retirando–se as familias e levantando–se trincheiras, como documentam as photogrphias que apresento. Chegou o dia do assalto e o rezultado foi a fuga dos bandoleiros abandonando um morto e um ferido, ficando varios delles perdidos no matto como soubemos depois.

– Soubemos que foi energica e efficaz, heroica mesmo a acção do Cel. Rodolpho Fernandes?!

– Sou suspeito para falar da acção de meu pae, ma so povo de Mossoró é testemunha de que elle soube cumprir o seu dever.

Estavamos satisfeitissimos com as declarações do jovem Raul Fernandes e demos por terminada a nossa entrevista, agradecendo–lhe a bôa vontade com que nos ouviu.
.
A titulo de curiosidade reproduzimos aqui o “ultimatum” de Lampeão ao prefeito de Mossoró, e a resposta deste:
.
“Cel. Rodolpho

Estando eu até aqui pretendo é dinheiro. Já foi um aviso ahi para o senhor, se por acauzo resolver mi a mandar me a importancia que nós pede Eu envito de Entrada ahí, porem não viado, esta importancia eu entrarei até ahi penso que Adeus querer eu entro e vai aver muito estrago, po isto se vir o dinheiro eu não entro ahi mais mande resposta logo.
Capm. Lampeão.
.
–––
Virgolino Lampeão

Recebi o seu bilhete e respondo–lhe dizendo que não tenho a importancia que pede e nem tambem o Commercio O Banco está fechado tendo os funccionarios se retirado daqui. Estamos dispostos acarretar com tudo o que o Sr. queira fazer contra nós. A cidade acha se firmemente inabalavel na sua defesa confiando na mesma.
Rodolpho Fernandes
Prefeito

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LEMBRANÇAS DE UM PASSADO ESQUECIDO ( MARIA BONITA A MADAME POMPADOUR DO CANGAÇO ) -IS/

Por Ival Saldanha

Na época os jornalistas da redação do Diário de Pernambuco se impressionam com aquela morena baiana bonita que vivia no Cangaço. Maria Bonita e os cachorros do bando de Lampião na primeira página do “Diário de Pernambuco”, edição de 17 de fevereiro de 1936 foi histórica.

Naquela edição do dia 17 de fevereiro, uma quarta-feira, na primeira página e com amplo destaque, a jovem sertaneja aparece sentada ao lado de dois cachorros que pertenciam a Lampião, um dos quais se chamava “Ligeiro”, em uma pose que foi classificada como “cinematográfica de uma Greta Garbo”. Dizia que ela era a única pessoa com “ascendência moral sobre Lampião” e que chamava a atenção até mesmo pela simplicidade. “Maria do Capitão Cangaço – “Madame Pompadour do Cangaço” que na foto estava “com os cabelos alisados a banha cheirosa, meias de algodão, sapatos tresé e seu vestido azul claro de linho”. Na moda então..

https://www.facebook.com/photo?fbid=4359159720862605&set=gm.2109491879214917

Na página facebook do pesquisador José João Souza.

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25 DE JANEIRO DE 1927, NO “O COMBATE”

 Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

Papeis invertidos
Lampeão não depredou Limoeiro... Mas a força parahybana quasi arrasa tudo!
Uma sensaccional entrevista com o prefeito daquella cidade
.
FORTALEZA, 25 [Agencia Brasileira – Pelo Submarino] – O prefeito de Limoeiro agora chegado do interior, tem sido alvo das attenções dos reporters e dos photographos avidos de detalhes sobre a invasão dessa cidade pelo bando de Lampeão.
Depois de vaias recusas resolveu o mesmo falar aos jornaes e da forma seguinte:
Reporter: – Poderia descrever a acção de Lampeão em Limoeiro?
Prefeito: – Com muito gosto. Este bandido esteve, de facto, em Limoeiro, onde passou um dia e uma noite, esta numa fazenda afastada umas tres legoas da cidade.
Manda a justiça que se diga não ter elle nem qualquer dos seus homens praticado a menor depredação, nem desrespeitado a quem quer que fosse.
Excessos mesmos, de quem bebe cachaça, e que é uma coisa natural nessas gentes, elles não praticaram alli,
Reporter: – Mas, dizem, entraram na cidade ovacionando as autoridades.
Prefeito: – É certo que invadiram aquella localidade dando hurralis ás autoridades, como tambem é veridico ter sido a sua primeira ordem: aqui não se pega naquilo que não for nosso.
Reporter: - Constou aqui que o senhor teria estabelecido perfeita cordialidade com Lampeão.
Prefeito: - Lampeão, ao penetrar na cidade, mandou me solicitar uma audiencia especial, e, coisa interessante marcava, elle proprio, logar e hora para a realisar.
Em virtude do mêdo reinante, e procurando poupar o municipio ao saque, accedi em ter contacto com o cangaceiro. Fui muito bem recebido.
A principio, um certo respeito, depois fui tratado com muita gentileza lá ao modo do facinora, que não tardou a se acamaradar de uma maneira petulante. Mais ou menos senhor da scena, jogou com o seu intento: - precisava de dinheiro e queria o. Recursei seccamente o pedido. Elle insistiu, tendo nova recusa de minha parte. Tornou a insistir, obrigando me a dizer lhe que eu não tinha dinheiro e que o municipio tambem não tinha um real. Voltou-se para o seu ajudante de campo, um tal Sabino e disse:
- “veja só! a gente pede, torna a pedir de bons modos e recusam, quando se rouba gritam...”
A ameaça era grave e, a despeito de me pegar de surpreza não fez com que perdesse a minha presença de espirito. Depois de dar um passeio vagaroso pela quadra onde estavamos os tres pergunta me:
- “onde anda o Moysés”
“O major Moysés, respondi, não estava em Limoeiro, no momento”
Novo passeio terminado com a seguinte phrase: - Não estou satisfeito, por que não gosto de vir ao encontro de alguem ou de alguma coisa para se rmal succedido. Se encontrasse o Moysés teria que ajustar com elle umas contas velha...” Depois de assim monologar despediu-se dizendo me que pensasse sobre o dinheiro.
Mais tarde encontram-nos de novo.
Eu ia com o padre Guedes, e Lampeão com o Sabino. Lampeão abordou me de novo. Exigiu dez contos de réis. Tornei a recusar, mas notei caracteristico movimento contrafeito de Lampeão, que olhou para Sabino. Offereci-lhe dois contos, de minhas economias.
Neste momento o “ajudante de campo” interrompeu a conversação dizendo:
“Ué... dois contos... isso, moço, não é dinheiro p’ra nós...”
Tinha um ar de mofo e deboche, despido de qualquer affectação e midos de seu indifferentismo por quantias pequenas.
O padre Guedes compreendeu tudo e voltando para Sabino bateu-lhe no hombro, num gesto de camaradagem e disse-lhe: - “É pouco, mais o que se pode dar, antes pouco que nada.”
Lampeão riu-se e reolveu acceitar os dois contos de reis.
Não os trazia commigo, mas fiquei de dal-os mais tarde. Ja estavamos partindo quando o cangaceiro falou:
- “Dois contos, mas numa condição: precisamos de balas e vocês nol-as darão.” Retruquei logo: deste artigo não ha aqui na praça. Caso se convença da sua existencia me avise para que possa intervir no sentido de ser satisfeito seu pedido, e – com todo geito, prosegue o prefeito o ia evando o bandido. A minha prudencia chegava mesmo a me causar impressão. Já tinhamos andado quando Lampeão voltando se disse
– “Olhem: podem avisar por ahi que me responsabilisarei por tudo que tomarem os meus homens, salvo bebidas, pois, não as reputo genero de primeira necessidade.
Reporter: - Quando se foram os bandidos.
Prefeito: - Muita esperança tivemos de que mal recebesse os dois contos partir-se, mas dali foram aalmoçar a contento, todos elles, e depois, correram ás casas commerciaes adquirindo do melhor e pagando tudo por altos preços, sem regatearem.
Á tarde desse dia Lampeão deu donativo para a igreja e em frente desta, cercado de toda a garotada local, deu a seguinte ordem: - “Despejem esses bolsos de nickels e pratas aqui. Vocês não são burros de carga!”
De facto, sem a menor repulsa, todos despejaram  seus bolsos que estavam abarrotados de prata e nickel. Em seguida passou a fazer – galinha gorda – com a meninada. Emquanto esta luctava e se esmurrava, Lampeão e os seus riam-se á vontade divertindo-se a valer, com os meninos. Foi tanto dinheiro jogado ás creanças a despeito de seu grande numero a que menos logrou apanhar pratas colhei dez mil réis. Antes disso já havia dado esmolas aos cégos e aleijados, de cedulas de dez mil réis.

Lampeão e bando em Limoeiro

Foi, no adro da igreja que fui ter com Lampeão para lhe entregar o dinheiro. Recebeu-o e ia guardal-o quando adverti:
“É conveniente contar.”
Retrucou:
- “Qual nada. Não costumo tratar com que não seja serio”.
Creia que me revoltava tudo aquillo, mas, soffria calado as affrontas para poupar a cidade ao saque.
Guardando o dinheiro disse ainda:
“Confio no senhor. Em seguida trato a bolsa de couro, a tira collo.
Com dificuldade a abriu e não menor foi a para conseguir que o dinheiro coubesse lá dentro, pois a mesma estava transbordando de cedulas graudas. Já declinava o dia. Todos nós convenceramos que, ao receber dinheiro elle levantasse acampamento. Qual nada, e travo ia continuar, para mim e todos os dalli.
De repente disse-me.
– Preciso falar para Aracaty, á noite é preciso que o telegraphista não avise coisa alguma. Quero ir consigo.
A hora aprazada lá estava Lampeão na estação telegraphica – Falou: o direto para Aracaty, ordenou para o telegraphista:
- “Repita a ligação para Russas.
- Não posso, pois não tenho linha livre...
- Reputa já disse...
E como o telegraphista tentasse subtilmente isolar o apparelho.
Não desligue o apparelho... quero falar com Russas.
Foi feita, afinal, a ligação, e, veio se a saber estarem alli forças da Parahyba. Cheio de raiva, mandou que pedisse o rapaz do telegrapho confirmação da noticia. Esta veio. Sem que ninguem esperasse falou alto:
- “Vou defender esta cidade”!
E incontinente passou a dar ordens a Sabino. Foram expedidas patrulhas, distribuidos piquetes nas estradas e atalhos da região. Tudo aquillo impressionava a todos, pois o homem se revelava tão conhecedor do lugar como nós mesmos.
Antes dessas ordens voltou-se para mim e disse:
“Bóta tudo p’ra fora. Aqui só fica eu, voce e aquelle senhor.
Referia-se ao telegraphista. Não precisava pedir nem dar ordens. Todos comprehenderam pela entonação da voz do bandido que elle estava fulo de raiva.
A meia hora que se seguiu foi para mim de angustias. Por todos os meios convencer o faccinora que elle não devia insistir em ficar alli. Mostrei-lhe que só quem tinha a perder era a população. Alleguei o modo por que tinha sentido tratar. Emfim depois de uma grande discussão acabei convencendo o homem que devia partir.
Lampeão chamou novamente Sabino transmittiu lhe contra-ordem, a qual foi recebida com contrariedade da parte deste.
Exigia, porem, que lhe indicassemos uma fazenda onde pudesse pernoitar com os seus homem, garantindo elles, que não sofreriam nem a fazenda nem os seus moradores. Era questão de palavra.
Indicaca a fazenda, partir Lampeão seguido de seus companheiros.
Era um pesadello que parecia passar.
Reporter: - Tinha, mesmo, força em Russas?
- Prefeito: - Sim tinha. Mas, antes não tivesse esta sob o commando de tenente parahybano. Quelé deu entrada no outro dia pela manhã, em Limoeiro onde praticaram todas as sortes de desatinos.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

LIVRO DO GUILHERME MACHADO.

   Por José Mendes Pereira


Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

Não deixa de adquiri-lo. Faça o seu pedido com urgência, porque, você sabe muito bem, livros escritos sobre cangaços, são arrebatados pelos leitores e pelos colecionadores. Então cuida logo de adquirir o seu! 

Pesquisador Guilherme Machado

Adquira-o através deste e-mail: 

guilhermemachado60@hotmail.com

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TRILOGIA DO ESCRITOR JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO

  Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:


https://www.facebook.com/profile.php?id=100005229734351

Adquira-os através deste endereço:

franpelima@bol.com.br

Ou com o autor através deste:


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LIVRO.

   Por Manoel Severo Barbosa

Grande lançamento na noite de ontem do novo livro Raizes do Cangaço , do pesquisador e festejado jornalista Humberto Mesquita, no Caravelle, aqui em Fortaleza . O Cariri Cangaço reuniu os apaixonados pela temática além de representações de muitas academias e instituições literárias .

https://www.facebook.com/photo/?fbid=4686054701416351&set=a.229016400453559

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LIVRO.

  Por Raquel Negreiros

NA SEGUNDA EDIÇÃO DO MEU LIVRO TERÁ MAIS:

1- Fotos.

2- Um capítulo dedicado às Mulheres Ferradas.

3- Um capítulo chamado Zé Baiano Castigado pelo Racismo.

4- Falarei também sobre o preconceito com relação ás Mulheres de Cabelo curto no Brasil e do penteado Chamado Coco a La Garçone ou A Lá Home no qual eu falarei um pouquinho sobre uma das pioneiras do Feminismo no Brasil: Anayde Beriz Paraibana, contemporânea do Cangaço e envolvida na Revolução de 1930.

5- Falarei um pouco sobre o Romance de Afrânio Peixoto chamado também de Maria Bonita.

6- Falarei também sobre o Umbuzeiro da Bandida.

O que vocês acham? Deixem a opinião de vocês.

 https://www.facebook.com/groups/414354543685373

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24 DE ABRIL DE 1929, NO “DIARIO DE NOTICIAS”

 Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

O governo da Bahia e Lampeão
Afinal de contas onde está a verdade do sr. Madureira de Pinho?
.
Os nossos confrades do “Jornal Pequeno”, de Pernambuco, tendo lido quanto o sr. Madureira de Pinho expos no sei relatório, acerca da campanha contra “Lampeão”, descarregam–lhe no seu numero de 4 do mez corrente, um desmentido que nos envergonha.
Mas como sua alma, sua palavra, damos em seguida, sem mais commentarios, um trecho daquelle jornal do Recife:
“Apenas o secretario do governo bahiano procurou ás forças do seu Estado em operações durante poucos mezes em Pernambuco, logo após a conferencia dos chefes de policia, um relevo que, francamente, as mesmas não tiveram. Diz por exemplo o sr. Madureira de Pinho:
“Lampeão e os seus comparsas, perseguidos nos sertões de Pernambuco pela força em collaboração de varios Estados, inclusive a Bahia, que, além dos 300 homens de guarnição ás fronteiras, envia até ahi um contingente de praças vieram internar–se na referida região bahiana”.
Ora, a Bahia nos primeiros mezes do governo Estacio Coimbra, apenas mandou para o nosso Estado 100 praças de policia, distribuidas que foram em Floresta, Cabrobó e Gamelleira.
Sua acção foi limitada não tendo jamais entrado em contacto com os bandoleiros. Nem as praças bahianas, nem as de qualquer outro Estado, signatarios do convenio policial, entraram em fogo com o grupo de Lampeão, dentro do nossos territorio.
Apenas o contingente alagoano, no Ceará, portou–se bravamente ao lado das forças pernambucanas, em varios encontros com bandidos.
Uma vez tão somente, os soldados bahianos estiveram prestes a combater: quando destacados em Gameleira, em número de 50, para lá o grupo de Lampeão, reduzido já a 20 homens, se dirigia. Assim mesmo o capitão Avila, commandante bahiano, telegraphou ao dr. Souza Leão, pedindo auxilio da tropa pernambucana o que lhe foi dado, motivo pelo qual os bandidos retrocederam.
É esta uma rectificação que julgamos de justiça ser feita, para que outros não fiquem julgando dever Pernambuco ao esforço de outros Estados a extincção completa do cangaceirismo em seu territorio.
Até mesmo a prisão do bandido Beija–Flor, na occasião que procurava atravessar o rio São Francisco, que a policia bahiana reivindica para si, a mesma foi effectuada por soldados do destacamento pernambucano sob o commando do tenente Optato Gueiros. Assim não repouza em factos concretos a affirmação do illustre dr Madureira de Pinho, de auxilio porventura prestado a Pernambuco pela policia do seu Estado.

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"ZÉ RUFINO"... ALGUMAS REFERÊNCIAS.

Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

 

José Osório Farias, o "Zé Rufino", nasceu em 20 de fevereiro de 1906, em Pernambuco.
Comandante de volante que mais liquidou cangaceiros, adentrou a Força Pública do Estado da Bahia, assentando praça em 2 de janeiro de 1934.
Passou a compor as Forças em Operações no Nordeste - FONE.
Chegou a segundo tenente em 1939.
Entre aqueles cangaceiros que eliminou, Zé Rufino destacou, em entrevista, Azulão, Barra Nova, Canjica, Catingueira, Corisco, Maria Dórea, Mariano, Meia-Noite, Pai Velho, Pavão, Sabonete, Zabelê e Zepellin.


À direita na foto acima, reformado como coronel junto a ex-integrantes de sua volante.
Abaixo, sua assinatura:


Em relação ao seu falecimento, anotação no Boletim Geral Ostensivo da Polícia Militar do Estado da Bahia:

E outra anotação no Boletim Geral Ostensivo da Polícia Militar do Estado da Bahia da solicitação de pensão por parte da sua viúva, Maria de Lourdes Vieira Farias, com citação também da sua filha, Zélia Maria de Farias:

http://cangaconabahia.blogspot.com/2013/09/ze-rufino-algumas-referencias.html

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FATOS ANTERIORES AO ATAQUE A FAZENDA QUIXABA

 Por Geraldo Ferraz

 
Theophanes Ferraz Torres

Theophanes Ferraz Torres, então capitão, teve que deixar o comando do Esquadrão de Cavalaria e seguiu em agosto de 1918, para o interior, com apoio em Vila Bela, para combater o banditismo e fiscalizar as 7ª, 8ª, 9ª e 10ª Regiões Policiais. No dia 30 de setembro, tomou parte no combate na Fazenda 28, no mesmo município, tendo os bandoleiros, após forte resistência, debandarem do local. Entrava-se em um ano de pavorosa seca cíclica. Em meados de janeiro de 1919, Theophanes recolheu-se e ficou a disposição do Comandante da Força, Coronel José Novaes. Ele vinha de intensas diligências no município de Belmonte. Pelo ato de bravura, na fazenda 28, Theophanes e seus soldados foram Elogiados em Boletim da Força.

No final de janeiro, o Desembargador Antônio Guimarães, Chefe de Polícia, recebia telegrama informando que os grupos liderados por Sebastião Pereira e Praxedes Pereira incendiaram propriedades de Malhados, no lugar Cortado, município de Vila Bela. Os cangaceiros levaram os animais pertencentes a Francisco Carvalho. Em abril de 1919, tiroteio na Vila de São Francisco, município de Vila Bela, forçou o governo a dar início a combate mais efetivo aos bandos de cangaceiros. Estava bem acesa a luta entre Pereiras e Carvalhos. Aquela vila era o quartel general da facção dos Pereiras e dos seus liderados bandoleiros. A Força policial não foi feliz em sua missão. Por este fato, em meados de abril, Theophanes é enviado em diligência para o interior comandando 60 praças.

Casa de Theophanes em Vila Bela, hoje: Serra Talhada

No dia 19 de maio, Teophanes e sua tropa são elogiados, em Boletim, pelo agora comandante da Força, Alfredo Duarte, pelas ações contra o banditismo. No final daquele mês Luiz Padre e Sinhô Pereira ameaçavam atacar o povoado de Bom Nome. Noticiava-se que os chefes concentravam cangaceiros em Barro/CE e na Serra do Catolé/PE, três léguas de Bom Nome. Meados de junho, o Capitão Holanda Cavalcanti, informava ao Chefe de Polícia, que cangaceiros invadiram a Fazenda Chocalho, município de Vila Bela, propriedade de Mário Lyra, cometendo assassinatos e depredações. O banditismo não dava trégua!

No início de julho, Theophanes seguiu para Vila Bela para comandar a 8ª Região Policial (Vila Bela como sede, mais os municípios de Belmonte, Floresta e Jatobá de Tacaratú). O governador, em meados daquele mês, recebeu despacho de Triunfo e Vila Bela comunicando que os cangaceiros estavam concentrados no município de Princesa/PB, com o propósito de invadir Triunfo. A frente do bando achava-se Luiz Leão, assassino do coronel Deodato Monteiro, Luiz Padre e Sebastião Pereira. No dia 06 de agosto, Luiz Padre e Sebastião Pereira lideraram depredações no município de Vila Bela. Para desviar a ação repressiva da polícia, se deslocaram para os limites do Estado da Paraíba e assaltaram a fazenda Santa Rita. Comunicado o ocorrido, Theophanes seguiu para a fazenda assaltada em perseguição aos facínoras. No dia 11 de agosto, Theophanes envia telegrama para o Chefe de Polícia informando que Luiz Padre e Sebastião Pereira ameaçavam atacar a cidade de Vila Bela daí seu retorno para lá para defender a cidade. Devido as medidas adotadas por Theophanes os bandidos desistiram do audacioso plano. Adiantou Theophanes que no cerco na fazenda Santa Rita, tinham apreendido vários animais roubados. Adiantou, também, que o grupo de cangaceiros liderados por Luiz Padre e Sebastião Pereira, fora estes, era composto por 50 homens.

Sinhô Pereira e Luiz Padre

O governador Manoel Borba, em 30 de agosto, transfere o 3º Batalhão para Triunfo, para facilitar a persiga aos fora da lei. No início de setembro, Luiz Padre e Sinhô Pereira atacaram o povoado de Bom Nome. Quem defendia o local era o Capitão José Caetano. Após o ataque, Theophanes, em companhia de Caetano e o Tenente Costa Gomes, seguiram na trilha do grupo. No dia 06 de outubro, ocorria o combate na Fazenda Quixaba, município de Vila Bela. Capitão José Caetano, Tenentes Manuel Gomes e Lira Guedes, atacaram a Quixaba, com força de 74 praças. A luta era contra Sebastião Pereira e Luiz Padre que comandavam numeroso grupo em local bem entrincheirado. Cabo Higino assaltou a casa pelo oitão e traseira e Sebastião fugiu com o grupo. Às 18 horas daquele mesmo dia, Theophanes envia telegrama para a força informando do ocorrido e de que havia soldados feridos e que seguia para o local conduzindo munição. A fazenda ficava localizada a 8 léguas de Vila Bela.

Capitão José Caetano

Como Theophanes estava acompanhado por, apenas, 4 praças, na Fazenda Exu, do Coronel Antônio Alves, recebeu auxílio de alguns rapazes armados. Légua e meia antes de Quixaba, Theophanes encontra ferido no crânio, o Cabo Marques, acompanhado de duas praças e foi informado que o combate durou duas horas de renhido tiroteio e que os bandidos tinham dado costa. Primeiras horas do dia 7, Theophanes chegava a Quixaba. O Capitão Caetano já havia se retirado, conduzindo soldados feridos. Theophanes foi informado que o produto do roubo ocorrido no povoado de São João, encontrava-se no lugar Umburanas, duas léguas de Quixaba. Theophanes chegou Umburanas, após rigorosa busca e interrogatórios e conseguiu descobrir nas caatingas todo roubo, que constava de: Carga de fazenda avaliada em 2:000$000; e 4 rifles. Theophanes confirma que foi informado erroneamente, nas primeiras notícias, que a Força havia conseguido cercar os cangaceiros. Na realidade a Força, composta por 71 homens, inclusive oficiais, caíram em uma emboscada.

Theophanes relaciona as praças feridas: Cabo Antonio Marques Silva, os Soldados Izidoro Leite Silva, João Mathias Santos, José Soares Costa, Henrique Ludgero Santos, Firmino Jeronymo Silva e Antonio Francisco Xavier, tendo falecido consequência tiroteio, Soldado José de Souza Oliveira, destacado em Belmonte. No dia 08, Theophanes pede recursos médicos devido ao fato de ter vários soldados feridos e informa que se achava recolhido a cadeia, bandido Bernandes Thomé, vulgo Atmosfera, capturado ferido depois tiroteio. No dia 09 de outubro, Theophanes, mais uma vez na companhia do Capitão Caetano e o 2º tenente Costa Gomes, informava que se achava na Fazenda Santa Rita, com o Capitão Carneiro, comandante geral das forças do Ceará, seus auxiliares 1º tenente Dourado e 2º tenente Clovis José Cardim, mais 2º tenente Salgado, Força Paraibana, combinando medidas mais enérgicas para combater os celerados.

Theophanes em São José de Belmonte

Chamado pelo tenente coronel Antônio Batista de Oliveira Correira, comandante do 3º Batalhão sediado em Triunfo, Theophanes, no dia 18 de outubro, informava que seguiu para Belmonte o Capitão Caetano e seus oficiais auxiliares e ficava em Vila Bela, o Tenente Costa Gomes. No final de novembro, Recife vivia momento de greve duríssima, a primeira de grande vulto! Fazia-se necessária a presença do comandante da Cavalaria para, se fosse o caso, reprimir o movimento. Na noite do dia 10 de dezembro, após regressarem de diligências na cidade de Vitória, Theophanes e o tenente José Alvino Correia de Queiroz, quando saiam da Sorveteria Helvética em direção da Ponte da Boa Vista, no Recife, foram vítimas de atentado a tiros, mas não foram atingidos. Não teve nenhuma conotação com o cangaço. Tratava-se da ação delituosa de dois rapazes que tinham arquitetado vingança contra José Alvino. No dia 15 de dezembro, Theophanes recebe elogio do Chefe de Polícia, pelos serviços realizados na Zona Sertaneja.

Geraldo Ferraz, pesquisador e escritor , Conselheiro Cariri Cangaço. Recife, 05 de Janeiro de 2022.

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25 DE JANEIRO DE 1929, NO “DIARIO DE NOTICIAS”

Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

“Prendam o homem – Ó LAMPEÃO!”

O tabaréo viu um gajo parecido com o bandido e pôs o Taboão em polvorosa

Quem, um dia, quiser dar–se ao trabalho de saber qual a rua mais movimentada da cidade, ponha uma cadeira no Taboão e fique na espectativa.
Milhares de pessoas descem e sobem a conhecidissima ladeira, durante todo o dia, a qualquer hora.
Pois bem. Foi numa hora de intenso movimento – ás 13 horas, – hontem, que, de repente, se ouviu um berro enorme:
– “Seu” guarda, prenda esse homem que é Lampeão!
A noticia correu mundo. E lá veio gente de todo lado, policiaes, guarda–civis, etc.
Casas commerciaes cerraram as portas.
E o denunciante, um velho, ia atrás do pseudo–Lampeão gritando!
– “Prenda o homem! É Lampeão! Eu o conheço do sertão!
O povo bradou o classico “lyncha”! e os policiaes agarraram o pobre homem aos solavancos, levando–o á 2ª Delegacia.
Ahi, naturalmente, desfez–se o engano e o pobre homem, que infelizmente nasceu parecido com o famoso cangaceiro, foi solto, mas depois de moido, puxado, surrado.
Em tudo isso, lamenta–se apenas uma ignorancia que não se concebe: Lampeão está na Bahia, passeando no Taboão.

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11 DE FEVEREIRO DE 1929, NO "DIARIO DA BAHIA"

 Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

Grupo carnavalesco "A procura de Lampeão"

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FOTO .

 Por Indaiá Santos

Eu é minha tia Maria Ducarmo filha de Dadá e Corisco.

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